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FARISEUS 1

Fariseus: Volumosa aparência religiosa a impressionar!

Todos os dias contrariamos a máxima da Carta de Tiago, que impõe-nos a grandeza de alterar rumos, por meio da capacidade de influenciar e mudar a postura pecaminosa humana, através de exemplos.

Um dos princípios mais simples é o de a Igreja seguir o seu curso, sem atropelar gerações: Jesus, ‘A’póstolos, pastores/mestres, bispos, missionários (enviados/’a’postolos), Pais da Igreja, …

Após os País da Igreja, ainda longe dos suntuosos templos, à moda pagã, em louvor aos seus deuses, tivemos a definição do cânon, até então com livros dispersos, mas, em seguida, a igreja teve o seu curso natural quebrado.

As gerações eclesiais, impostas de forma sábia, para a produção de novos lideres, sem o continuísmo da descoberta humana da escada rolante e, de forma mágica, fazer desaparecer os degraus, fincou pé na horizontalidade, culminado com a inauguração de um novo perfil, que inclui o viço, a abundância e luxuriante, o útil ao agradável.

Com isto, a exigência moral, que exaltava a ética da Igreja, acima de toda sorte de imoralidade, prevaricação e sublimação, alinhou-se a níveis aceitáveis do próprio Império Romano.

Cada uma das duas partes cedeu um pouco. Os ‘deuses’ aceitaram incluir o Deus Único, sem mais perseguir seus seguidores; estes, representados pela proposta de Constantino, aceitou os deuses como também santos. A pluralidade de crença estava instalada, o primeiro sincretismo, nada tão rápido, como texto: O Diabo não tem pressa!

NOVOS PARÂMETROS

Esta mutação eclesial fez com que a igreja, no quarto século, recebesse em sua definição nominal, a inclusão,  além de católica (universal, mundial ou internacional), o batismo de Romana. Assinatura do pertencimento, advindo do casamento com o Império, símbolo clássico dos domínios humanos.

A Assembleia (de santos), a Igreja, literalmente ‘tirada para fora’, abre mão do Reino e é adotada pelo Império. Romana (pertencente a Roma), não foi um simples nome à tiracolo, mas a sua patente a partir daquele momento, de uma circunstância estrategicamente construída na obscuridade.

Desde então, a nova geração, após interrupção de seu curso normal, saiu do colegiado de pastores-bispos (pastores de pastores ou supervisores), para uma liderança central. As decisões passaram de colegiada para unilateral. O caminho da prevaricação estava aberto e a história seguinte, iria comprovar isto.

DO PEIXINHO À TEMÍVEL CRUZ!

Constantino já havia criado o seu marketing do sinal revelado da cruz: ‘Por este sinal vencerás!’ e, daí por diante, foi fácil impor-se como chefe supremo, como pontífice romano, titulo remanescente do Império.

Essa forma piegas e um tanto latina, do uso da in-capacidade da passionalidade, substituiu ainda o símbolo do Caminho, como a Igreja era conhecida, em seu estado novel. O peixe, ICTUS, no grego, a indicar nas iniciais, o perfeito acróstico: ‘Jesus Cristo o Filho de Deus e Salvador’, e ainda ligado à pesca (de pecadores), e do legado da Galiléia, perdera o seu lugar.

Era mais uma estratégia diabólica de destruição de rastros de identificação, como o Império fazia às civilizações dominadas. Agora, um símbolo perfeitamente identificado a Roma e não mais a Jerusalém, ocuparia a mensagem iconográfica cristã.

Ergue-se justamente o símbolo romano da pena de morte, a cruz, tão temida, a causar verdadeiro terror aos cristãos, pois muitos haviam sido mortos nela, como o próprio Mestre!

INDOLÊNCIA HUMANA

Contextualizo parte do desabafo de um colega, que também debruça na Palavra, inserindo-o abaixo.

A história secular do discurso mordaz se repete. Dado ‘a índole confortável de rebanho, recusamos tomar iniciativas efetivas de resultados. Não possuímos a verve resoluta da derrubada da Bastilha, quando essa deve vir a baixo.

O povo só se mobiliza em frente a ela, quando insuflado pelos próprios políticos que veem – desde aquele tempo – seus interesses e privilégios, indecentes e ilegítimos, serem ameaçados a se tornarem patrimônio exclusivo.

Essa manipulação das massas, que indolentemente’ optamos ser, leva-nos  às fileiras partidárias, tomada pela Bíblia como dissensões, e chancelamos nossas desapercebidas heresias, nomeando ‘nossos’ cardeais, verdadeiros chefes, não mais líderes distinguidos pela Piedade, como vimos em nossos pais na fé.

Parece que sofremos de labirintite espiritual, que rouba o equilíbrio, e nos faz pendular para um só lado, fora do centro, a nos remeter, como que hipnotizados, a dar ganho ao ímpeto da natureza pecaminosa humana.

SENTENÇA

‘Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus’, Mt 5.20

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Diante de um leitor do blog e que tenta contestar as doutrinas bíblicas, a partir da religião de Roma, postei o texto abaixo como resposta no artigo sobre o livro apócrifo de Tobias.

Também ao tomar a insistente pergunta de Jesus a Pedro em João 21 – “Pedro tu me amas” como passaporte de sua malfadada tese (sabe-se que a mesma não passa do primeiro teste do texto e do contexto, retando somente o pretexto!), disse-lhe do motivo da insistência.

Primeiro temos um Pedro arrasado por suas próprias falhas. O apóstolo negara o Senhor quando o mesmo, como amigo, deveria esperar outra reação, se bem que o Senhor já havia predito a façanha: “Antes que o galo cante três vezes me negarás!”

Segundo, Jesus realmente amava Pedro – não obstante ser João ‘o apóstolo amado’ (Jo 21.20) –, pois, mesmo sabendo de sua falha, que não fora à única, Ele enviou-lhe uma mensagem especial (e somente a ele), citando-o nominalmente: “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro…” (Mc 16.7).

Terceiro, o Senhor já ressuscitado aparece e fala a Pedro, anima-o, sem deixar de revelar a sua fraqueza e domínio humanos, reconhecidos pelo apóstolo no “tu sabes tudo” (v17), dando-lhe também a missão de apascentar sua Igreja.

Portanto, no “Pedro tu me amas” de João 21, a partir do versículo 15, está o trocadilho entre as definições de amor no grego philia (amor fraternal e humano) e o ágape (divino e desinteressado). Nas duas primeiras perguntas, o Senhor use ágape, e depois ‘desce’ ao philia onde Pedro se mantinha, sem deixar de confessá-lo: “Senhor, tu sabes tudo”.

O depois bispo (supervisor) Pedro, já velho, confessa a Pedra de Esquina – uma pedra polida, trabalhada, a petra, e não uma pedra solta, comum, o petros. A Pedra de Tropeço, que os edificadores (os judeus) ainda nela tropeçam, é a mesma que a religiosidade romana também mantém-se trôpega.

Portanto, a grande visão de Pedro na declaração de Mateus 16.16-18, não está em suas capacitações, mas é fruto e copirraite dos Céus, pois foi inspirada pelos Céus, conforme o próprio Senhor afirma: “… porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que esta nos céus” (v17).

Por isso Agostinho faz separação entre o Pedro da Declaração e a Declaração de Pedro!

Pedra bruta e Pedra polida

Talvez a mudança do novo nome de Simão Bar-jonas (Simão filho de Jonas), tenha a ver com a mudança de vida. Como o nome ‘simboliza’ o caráter da pessoa, pode ser que Jesus estivesse a tratar da transformação do discípulo, que passava a ser chamado Pedra, Petros, no grego (Pedro), duro!

Jesus não faz referência a Pedro quando fala da base para a edificação da Igreja, mas de si próprio, o “Cristo (Ungido ou Messias), o Filho do Deus vivo”, confessado pelo discípulo nos versículos anteriores, resposta recebida como uma revelação divina em Pedro (16 e 17).

Em seguida, o Senhor afirma: “Sobre esta Rocha (conforme a versão Alexandrina), edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, 18. Aqui o termo grego é petra.

Conforme já vimos, uma das regras da hermenêutica reza que não se pode formar doutrina sem firmar a ideia em passagens paralelas. Neste caso, vamos ver se a doutrina católica romana tem fundamento ou respaldo em passagens paralelas.

No Velho Testamento, em Deuteronômio 32.3-4, temos: “Porque apregoarei o nome do Senhor: daí grandeza a nosso Deus. Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita”. Depois o profeta Isaías afirma: “…Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça”, 44.8.

O próprio apóstolo Pedro também concorda com a Palavra, discordando obviamente da teoria romana quando diz: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Jesus Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado”, 1Pd 1.18-19.

E ainda: “E, chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,… Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina; e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados”, 1Pd 2.4,6-8.

Na verdade, a Igreja foi fundada no sacrifício de Cristo, no seu sangue, conforme Atos 20.28: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com o seu próprio sangue”. Veja também Dt 32.15; Rm 9.33; Mt 21.42 e 44; 1Co 3.9-11 e 10.4.

O próprio Jesus afirmou: “Eu sou o caminho”, enquanto Pedro levou uma correção do Senhor: “Para trás de mim satanás (adversário), que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas espirituais que são de Deus, mas só as que são dos homens”, Mt 16.23.

Em Atos, Lucas afirma: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (4.12).

O escritor Huberto Rohden, que foi seminarista católico romano, contesta a doutrina católica, afirmando que “… Poucos momentos depois desta cena, as portas do inferno prevaleceram contra a pessoa humana de Simão Bar-Jonas (Pedro); pois, quando, saindo dali, Jesus começou a falar de sua próxima paixão e morte, esse mesmo Simão que tão gloriosa confissão fizera é chamado de “satan”, isto é, adversário, inimigo do Cristo – por quê? Porque nele prevaleceu o elemento humano, carne e sangue, que se opôs ao elemento divino”.

Rohden diz ainda: “Ora, seria absurdo, e até blasfemo, supor que Jesus tivesse edificado a Sua igreja sobre tão movediço areal, sobre esse punhado de carne e sangue, sobre esse satan, sobre a pessoa humana e frágil do pescador da Galiléia. Se assim fora, se tão fraco fosse o alicerce da igreja do Cristo, já nessa mesma hora teriam ‘as portas do inferno’ prevalecido contra ela”.

O filósofo continua afirmando que a Igreja não poderia ser fundada sobre a frágil natureza humana de Pedro. “Jesus não edificou a Sua igreja sobre ‘o Pedro da confissão’, escreve Santo Agostinho, mas sobre ‘a confissão de Pedro’: portanto não sobre um homem, mas sobre o Cristo confessado por Pedro, ‘edificou a Sua igreja sobre Si mesmo’, sobre o Cristo, que é a rocha dos séculos”.

Vemos que a hermenêutica deixa para trás tudo aquilo que se-lhe opõe, como tal heresia. “Mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”, 1Co 3.10-11.

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Embora tenha regras bem definidas, quanto a sua base, a Igreja é um Corpo em que seu organismo pode surpreender por suas formas de apresentação ao mundo. Conforme apóstolo Pedro apresenta, ao falar dos dons: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”, 1Pd 4.10.

Isso não significa a possibilidade de alteração da base doutrinária a partir da interferência humana. Sua base é indestrutível, sólida, permanente (eterna) e imutável. Tem suas estacas fincadas na Rocha Eterna – o próprio Deus, representado em Cristo.

Algumas doutrinas

Suas doutrinas básicas incluem a não prática do sexo fora da união entre macho e fêmea – o casamento; a não ingestão de carne sufocada (com sangue), pois o sangue representa a alma animal (de animus, vida animal), conforme Levítico (“Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”, 17.11,14; Dt 12.23; Ec 3.20-21; At 15.20); a preservação da vida, portanto, não se aprova o aborto; a reprovação da idolatria (At 2.20,28-29); a não consulta a mortos (“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?”, Is 8.19; “E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores”, At 16.16); a doutrina da Unidade divina: há um só Deus (“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”, Mc 12.29), em 3 pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo (“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um”, 1Jo 5.7). A Palavra é Cristo: João 1.1,14; Mt 28.19; Ef 3.14-19; 1Co 6.11; 2Co 13.13; Gn 1.26 etc.

Pedrinhas, Pedras e a Rocha

Sua base está bem definida em Cristo – a Rocha: Dt 32.4,18; Is 44.8 –, com a construção de pedras, a partir dos Profetas, passando pelos decretos dos 12 Apóstolos (Ef 2.20; At 2.42; 16.4, bem por isso, únicos (cf Gl 2.9). Cristo é a base principal, a petra, isto é, uma rocha sólida e os seus fiéis pedras lavradas, lithos, no grego, conforme 1Pedro 2.5, enquanto Pedro é petros, uma pedra solta, lasca…

As pedras lavradas – pedras vivas – conforme 1Pedro 2.5, são os fiéis, membros do Corpo de Cristo, também edificadores da Igreja, no sentido de enlevo espiritual e formados casa para habitação divina: “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”, Ef 2.21-22.

Porém, retratando o que dissemos na introdução, ninguém pode interferir por projetos próprios ou capacidades humanas, sob o pretexto de pretensa melhora construir outro edifício, conforme alerta apóstolo Paulo: Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.  Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele”, 1Co 3.7-10.

Após crescer e ter sua influência cooptada por homens, primeiramente fiéis, mas, depois, embriagados pelo poder, que se lhes não pertencem, a Igreja do Senhor passou a ser alvo de espertalhões. Eles vêem nela um meio de vida e não a Vida inteira em Cristo. Para que se perpetuem no poder e ter seus intentos absorvidos, aceitos pela membresia, eles tentam desconstruir o que fora preestabelecido pelo Senhor. Então, se alinham aos homens naturais, com objetivos iguais: tratamento com desdém à doutrina de Cristo.

Sentam em cima de cadeiras douradas, em momentos humanos de glória – já em posse e seu galardão, sem restar mais nada a receber –, ficam na porta do Céu, a exemplo dos fariseus; não saem e tampouco permitem que outros entrem.

Em verdadeiros conluios, com os que leem a mesma e nova cartilha, cegados pela glória vislumbrada pela visão humana, deliciam-se com as honras humanas e as belezas que o mundo temporal resplandece como se oferecessem para ocupar o lugar de Jesus na tentação, ao escalarem o pináculo do Templo, para a aceitação do que o Diabo ainda oferece: Toda a glória do mundo.

E para que tudo isso lhes ocorra, precisam alterar os rumos deixados por ‘seus pais’ – tão recentes – com a desregulamentação de leis pétreas, que regem a Igreja do Senhor.

Riqueza à mostra na barriga

Numa delas, o Senhor estabelece que o discípulo não deve deter riquezas: “Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos”, Mt 10.9. Já prevendo que os orientais detinham uma bolsa pregada ao cinto, para carregar moedas e que a dependência da riqueza esvazia a crença e a fé, Jesus alerta para que seus discípulos não transportem à cintura, moedas de ouro, de prata e nem mesmo as menores de cobre, exceto o bordão, pois deveriam viver inteiramente na dependência da providência divina.

Paulo, o apóstolo, já enfrentava o desvirtuamento das bases cristãs e alerta, com vistas ao seu futuro, quadro muito vivo hoje:

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade”, 1Tm 3.1-7.

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Internet (Google)

Ao contrário dos impérios até então em alta, a Nova Aliança entre Deus e os homens revela o Reino divino entre os homens, a partir do advento de Cristo: “Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós” e “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo”, Lc 17.21 e Rm 14.17.

Os crentes, muitos alijados pelos sistemas de domínios, do crescimento humano e da visibilidade social, sentiram-se prestigiados pelo Senhor – o Adonai (hb) na Velha Aliança, portanto restrito aos judeus; e Kurios (gr), o Senhor de tudo e todos. Embora profetizado na Velha Aliança, conforme os profetas, como Isaías 53, agora mostrado pelo Cristo, como o Pai (Mt 6.9).

Com a Igreja, embora seja revelada por indicar o próprio Reino de Deus na Terra, surgem os meios de correção de discrepâncias impostas por domínios e impérios, formas de escravização humana. Nota-se essa filosofia no alinhamento imposto pelo Senhor da Igreja: “E não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um”, Jo 17.20-22.

Alinha-se também a esse propósito apóstolo Paulo, quando exorta a que se apare os excessos excludentes, para que todos sejam nivelados em representação social: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”, Rm 12.10. Note que Paulo não diz respeito ao templo espiritual de Efésios 2.21-22: “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”, mas às questões temporais.

Quando o apóstolo fala aos romanos, tenta eliminar o problema existente por causa da disputa entre judeus e gentios. Os judeus, de volta a Roma, após terem sido expulsos pelo imperador, queriam dominar a igreja. Então Paulo, em Romanos 12.10, enfatiza que o amor fraterno (de philia) entre os cristãos deveria eliminar fronteiras, etnias, classes sociais e cidadanias temporais. O original afirma que os cristãos deveriam amar como se fossem gerados pelo mesmo ventre, isto é, consanguíneos.

Além disso, as honras também devem acompanhar o mesmo respeito e amor recíprocos. Vê-se esse ensino, quando o apóstolo dos gentios enfatiza a questão do alinhamento da honra. Ninguém deve ser tão honrado a ponto de humilhar o seu próprio irmão (Rm 12.10).

Com tudo isso, a Nova Aliança não deixa a desejar à Velha, quanto à questão tratada pelos profetas, com respeito aos pobres e oprimidos. Para manter a pompa palaciana, os reis impunham duras penas ao povo, sob forma de impostos e muita opressão sobre os produtores, atingindo também e especialmente trabalhadores.

Os reinos em Israel ocorreram justamente a partir da opressão de Roboão, mais injusto quanto ao peso dos impostos, para manter o luxo palaciano, que seu pai Salomão. Isto provocou revolta e por fim a consolidação da dissidência – Reino Sul (Judá), com capital em Jerusalém e Norte (Israel), com a capital em Samaria.   

Simplicidade da revelação de Cristo

Conforme modelo da Igreja do Senhor – o verdadeiro Corpo de Cristo – expresso tanto pelo Senhor, quanto pelo apóstolo Paulo, não há brechas para cismas, pois não estão inseridos nele estruturas e poderes temporais. Hoje temos tudo isso em função da interferência humana e daí o gosto e busca desenfreada pelo poder temporal.

Nem mesmo templos – construções humanas – existiam na Igreja Primitiva. Tais construções ocorreram por volta do início do terceiro século. Sua importância está na Velha Aliança: “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios”, Sl 84.10. Na Nova, os verdadeiros adoradores não dependem dos tais, mas da comunhão e da constituição de si próprio como templo divino, conforme Efésios 2.21-22, expresso acima, 1Pedro 2.5 e ensino do Senhor, que já preconizava tal forma de adoração na Igreja, ao dialogar com a mulher samaritana: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”, Jo 4.23.

Embora as casas de oração e demais estruturas não devessem atrair tanto, elas não precisam ser excluída e deveriam constituir-se barreiras ultrapassáveis. Porém, muitos não conseguem passar dessa prova, se enroscam, perdem o alvo da soberana vocação e se embrenham por caminhos que levam a impérios tomados a força e não ao Reino do amor.

As estruturas humanas acumulam poderes terrenais e atraem o homem desejoso de domínios, como se retrata hoje. Não fosse isso, muitos estariam no anonimato e não poucos buscariam outros meios para se verem em evidência, na contramão da proposta de João Batista: “É necessário que ele cresça e que eu diminua”, Jo 3.30, com o resultado refletido na sociedade: “Porque Herodes temia a João, sabendo que era homem justo e santo; e guardava-o com segurança, e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa mente o ouvia”, Mc 6.20.

Em João 17 vemos que não existe Igreja sem Corpo – a comunhão. Mas nessa unidade (um), só possível com a renúncia do ego humano, a divindade acaba expressada pelo próprio Cristo. Ele é somente visto quando todos são reduzidos a zero no sentido temporal – mas não no espiritual (de novo gerados, cf 1Pd 1.23), que ressurge do nada para ser um em Cristo.

Objetividade da revelação de Cristo

Um quinto de toda a Bíblia ou o equivalente a um quarto do total usado para a revelação da Velha Aliança é o suficiente para a revelação do Criador em Cristo. E mais, o espaço de tempo também é infinitivamente menor e chega a um século: desde o nascimento de Jesus Cristo, entre 4 e 6aC até à morte do último dos apóstolos, João, por volta do ano 96dC.

Isto porque os apóstolos foram constituídos únicos como estrutura e guardiões da doutrina da Igreja: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”; “E, quando iam passando pelas cidades, lhes entregavam, para serem observados, os decretos que haviam sido estabelecidos pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém”; “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina”; “E o muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro”, At 2.42; 16.4; Ef 2.20; Ap 21.14.

No mundo, mas fora de seu sistema dominante

Ergue-se então, pela Eclésia (chamados para fora – do mundo –, eklêsia no grego, de ek, fora de; kaleo, convocar, chamar), com a ideia intrínseca de “tirados para fora”, com vistas ao Arrebatamento (tirados com força, com grande ímpeto, arrancados), um grupo unificado de variados povos, línguas, culturas e nações, sob o domínio da língua determinante da cultura e do mercado da época – o grego.

“É um grego fácil, claro e temperado pelo uso da linguagem falada, adequado à inteligência até das camadas mais humildes da sociedade, às quais era dirigida, com certa predileção, a nova mensagem da salvação evangélica” (Novo Testamento, tradução dos textos originais, com notas, dirigido pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma, ©1967 by Edições Paulinas – São Paulo).

Eklesia conta com mais de cem referências no Novo Testamento, conforme traduz a Septuaginta, para indicar a assembleia ou congregação dos santos (em Cristo), como faz questão de especificar apóstolo Paulo, diferenciando-os dos demais santos (separados) de diversas religiões da época (Ef 1.1).

A contemporaneidade da Unidade

Assembleia ou congregação só pode existir por meio da unidade, expressa por Cristo, como prova da essência espiritual sobre a existência temporal, a indicar a presença do próprio Cristo no meio da mesma. Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim”, Jo 17.23.

Essa unidade deve ter a mesma identidade e semelhança à do Pai, Filho e Espírito Santo – a Triunidade. Três Pessoas em uma única essência e atributos. Com isso, a Igreja não só se revela como um só Corpo – o Corpo de Cristo – como também a própria divindade nela, pelo milagre da unidade e não somente união.

A Glória divina, dada por Cristo à Igreja, pode perfeitamente provocar a ascensão da essência carnal para o espiritual. Essa mesma revelação de cunho espiritual leva o homem à renúncia, ao despojamento dos limites humanos.

Equivale à necessidade de desintegralização da carne para a integralização ao Espírito. Assim forma-se um só Corpo em Cristo, pois a unidade não é coisa de discurso, mas essência tomada por revelação aos que não param na chamada, mas seguem como também escolhidos e, portanto, confirmados como eleitos.

Igreja do Senhor Jesus Cristo e igrejas

Igreja é o termo usado pelo Senhor, quando trata de sua edificação – sobre a Rocha – o próprio Cristo da confissão de Pedro e não no Pedro da confissão, conforme Mateus 16.16-18: “E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

Rocha, Pedra Principal ou Pedra de Esquina sempre se refere a Cristo, conforme se vê desde Deuteronômio a 1Pedro: “E, engordando-se Jesurum, deu coices (engordaste-te, engrossaste-te, e de gordura te cobriste) e deixou a Deus, que o fez, e desprezou a Rocha da sua salvação”; “Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado”; “E se lembravam de que Deus era a sua rocha, e o Deus Altíssimo o seu Redentor”; “Não vos assombreis, nem temais; porventura desde então não vo-lo fiz ouvir, e não vo-lo anunciei? Porque vós sois as minhas testemunhas. Porventura há outro Deus fora de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça”; “E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados”, Dt 32.15; Sl 62.6; 78.35; Is 44.8 e 1Pd 2.8.

Bases da identidade da Igreja Católica Apostólica Romana se confrontam com as doutrinas básicas da Igreja de Cristo. Essa igreja divide sua composição em duas: do clérigo, como grupo especial e formador da unidade e leigos, classe separada. Por outro lado, toda e qualquer ação divina, em favor dos homens, só pode ser efetivado por meio da própria igreja, através de seus sacramentos.

A Reforma Protestante serviu para eliminar tais empecilhos e ‘limpar’ o caminho do homem ao Criador. Sem a necessidade da interferência de um sacerdote católico romano, Lutero mostrou que todo homem pode ser constituído por Deus como membro do Corpo de Cristo e seu próprio sacerdote, sem intermediário – o sacerdócio universal: “Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo”, 1Pd 2.5.

Isto ocorre a partir do que o próprio apóstolo Pedro denomina de novamente gerado de semente incorruptível: “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre”, 1Pd 1.23.

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Passamos cerca de 40 minutos antes no local aonde o morro veio abaixo. O caminho aos ‘sitios’ Monte das Oliveiras e Manancial, pela Rodovia Amaral Peixoto, próximo do início da Alameda, no Caramujo, estava impedido. O Morro do Bumba está a 50m da congregação do Viçoso Jardim. Ao menos seis irmãos estão desaparecidos. Algumas pessoas choram em frente ao templo, já aberto, para receber desabrigados. O dirigente Lenínvson Generoso acompanha tudo de perto.

As áreas do Projeto Crescer, do Patriarca Assistência Social (PAS), mantido pela nossa igreja, a AD em Fonseca, Niterói, estão lotadas. De todos, pudemos perceber que os pastores Ezequiel Braça, diretor-executivo do Projeto e o 2º vice-presidente da igreja Lourival Guarani, estavam visivelmente abatidos. Eles trabalharam desde a madrugada de terça. Pastor Ezequiel esteve com uma criança em seu colo, correndo pelas ruas em busca de socorro. “Ela morreu em meus braços”, disse quase chorando. Pastor Lourival tentou retirar irmã Wanda da Hora, morta prensada por uma geladeira, lama, pedaços de uma parede, que se rompeu com a força e peso da lama, e pedras que atingiram sua cabeça.

No primeiro momento, seu marido e presbítero Rogério e os filhos Rodrigo e Rafael, tentavam tirá-la, enquanto conversavam com ela. Em seguida, a parede se rompeu pelo ímpeto de um aluvião de lama e acabou matando-a. Rafael saiu ‘nadando’ na lama por um buraco na parede do lado da rua. Depois só restaram algumas casas penduradas no morro, ainda ameaçadas.

Morro desaba

Enquanto estávamos no Projeto Crescer recebemos a notícia da queda do Morro do Bumba, em Viçoso Jardim, no Cubango, divisa com o bairro Fonseca, a cerca de 500m da Alameda, lado direito, no sentido Rio-Niterói. Cerca de 40 casas desmoronaram e cobriram em torno de 100 pessoas. Vinte foram resgatadas, dentre mulheres e crianças, além de dois corpos (até 1h). O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame e dezenas de viaturas do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estavam no local. Por outro lado, por falta de isolamento, o número de veículos e de curiosos, aglomerados nas proximidades, confundiam o trabalho.

Em quase todos os cantos de Niterói podia se ver toneladas de terra à beira de morros e barrancos pelas estradas. Na Rodovia Amaral Peixoto inúmeras ‘armadilhas’ de terra e árvores cobriam parte da pista, sem sinalização. A ladeira do final da Rua Teixeira de Freitas, ao lado do Sítio das Oliveiras, estava totalmente coberta por terra, árvores e touceiras de capim, arrastadas pela chuva.

Ainda existem muitas pessoas soterradas e que não estão sendo procuradas. Em um dos locais, na divisa do município de São Gonçalo, três morros desabaram em um único ponto, soterrando 12 pessoas. Os corpos estão sob muitos metros de terra e não há atendimento no local. Familiares posam nas proximidades e choram os seus mortos, enquanto aguardam resgate.

Atendidos pelo Projeto Crescer

A igreja abriga no Sítio das Oliveiras 46 adultos, 13 crianças, 1 idoso e 1 portador de necessidade especial; no Sítio Manancial, são 70 adultos, 30 crianças e 3 idosos. Ao menos 50% dos desabrigados não são membros da igreja. A igreja no Viçoso começou ontem à noite a receber desabrigados do Morro do Bumba.

Todos recebem alimentação – o Projeto tem Cozinha Industrial, recém construída –, cobertores, colchões e roupas doadas por membros da igreja e comunidade. O trabalho é feito de forma fraterna com membros da comunidade. Um colégio ao lado do Projeto está com 96 pessoas. Dentre os abrigados, muitos perderam tudo: casa, utensílios, documentos, roupas…, outros estão com suas casas em risco de desabamento.

Hugo e João Gabriel, de 8 e 9 anos, atendidos pelo Projeto, mais um irmãozinho, morreram soterrados no Monte da Oliveiras, próximo ao Projeto. Na segunda-feira, os dois ficaram até mais tarde no Projeto por que aguardavam um padrinho, que levou chocolate aos dois irmãos. “Eles saíram felizes”, disse pastor Ezequiel, visivelmente chocado.

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A frente fria que atingiu o Estado do Rio provocou a precipitação de cerca de 300mm em menos de 24h, segundo o prefeito Eduardo Paes. Até a manhã de quarta (dia 7), foram contabilizados 102 mortos e 60 desaparecidos. Foi a pior tragédia, incluindo as ocorridas em 1966, quando a precipitação foi de 254mm, 88 e 96. A precipitação seria o índice equivalente a mês inteiro.

No Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, área central do Rio, 20 casas caíram e 10 pessoas estão desaparecidas, além dos mortos. Ao menos 14 bairros cariocas estão sem energia elétrica e o número de mortos chegou a 95, por volta das 18h. Mas é possível que muitos outros não foram notificados ainda.

Rua do Rio de Janeiro mostra a dimensão da tragédia (Foto: Domingos Peixoto/Site O Globo)

Deve chover até quinta-feira. Amanhã a previsão é de precipitação de 30mm, 10% do total que assolou o Rio. O comandante da Defesa Civil e a Prefeitura de São Paulo ofereceram ajuda ao prefeito Eduardo Paes. Santa Catarina também ofereceu ajuda, assim como o Governo Federal.

Enquanto a cidade carioca paralisou, outros municípios também sofreram duras consequências. Na área metropolitana, Niterói teve 41 mortos. O pior caso foi o deslizamento no Morro do Estado, onde duas casas e um estabelecimento comercial desabaram. Na cidade 41 morreram. Outros morros também registraram deslizamentos como no Caramujo, onde 3 pessoas morreram, no 340, no Novo México e Cova da Onça. Há inúmeros outros morros, que nem mesmo são contabilizados.

A Alameda, principal acesso da Região dos Lagos, Itaboraí, São Gonçalo, além do próprio município, ao Rio, foi fechada nos dois sentidos à tarde. O mesmo ocorreu com a Ponte Rio-Niterói.

Em São Gonçalo, município com quase 1 milhão de habitantes, mas com muita falta de infra-estrutura e saneamento básico, 16 pessoas morreram. Alguns bairros como os populosos Alcântara, Santa Catarina – tido como o maior de toda a América Latina – e Colubandê, grande parte da população está sob alagamento. Tivemos informação que uma igreja Batista abriu o templo para receber desabrigados; de pessoas que abriram suas residências para oferecer calor humano, banho e alimentação a desabrigados (o carioca é extremamente fraterno), e que os bombeiros não estão dando conta em função do número de solicitação. Havia pessoas pedindo socorro, acionando roupas, mas em locais intransponíveis. Somente em dois municípios há 5 mil desabrigados.

Municípios sem nenhum tipo de planejamento

A maioria dos municípios não leva a sério os riscos existentes em suas áreas. Deixam por conta do tempo. Com isso deixa a população sofrer as consequências. O povo é muito solidário e o sofrimento dói em qualquer ser humano, mas essa dor não chega aos líderes políticos.

Nilópolis, Petrópolis e Paracambi registraram um morto em cada município. Maricá, região metropolitana e início da Região dos Lagos, está em Estado de Emergência, decretada pelo prefeito Quaquá. As gigantescas lagoas estão transbordando, bairros e distritos estão alagados, como São José, Inoã e Itapeba. São distritos e bairros populosos, mas sem nenhum atendimento da Prefeitura, em geral sem água, esgoto e qualquer infra-estrutura, além de ruas esburacadas e gigantescos matagais. Ao menos 100 pessoas estão desabrigadas.

Deslizamentos são vistos na Rodovia Amaral Peixoto e na entrada da Alameda, no bairro Caramujo, há um deslizamento que interrompeu a rodovia. Na Rodovia RJ 116 (Itaboraí a Nova Friburgo e acesso a Cachoeiras de Macacu), houve alagamento da pista, no trecho pouco antes do Pedágio. Na mesma rodovia, uma ambulância, após socorrer um homem gravemente ferido após agressão, teve de parar na pista em função de um outro veículo, que havia rodado em função chuva. Em seguida, apareceu um ônibus, que bateu na ambulância. O homem ferido morreu e uma enfermeira sofreu ferimentos graves. O motorista passa bem.

Descaso, tolerância e falta de vontade política

Não obstante as tragédias já sofridas pelo Rio, o governador Sérgio Cabral reconheceu a falta de estrutura. Não há plano preestabelecido para ação conjunta de todos os órgãos públicos, com vistas ao atendimento à população em área de riscos, orientação de trânsito, meios alternativos, placas indicativas (que jamais existiram no Estado do Rio), locais de atendimento etc.

Mesmo com o elogiável choque de postura, implantado pelo prefeito Eduardo Paes, combatendo sujeira e pessoas que urinam em locais públicos, dentre outros desmandos, ainda há muita tolerância, como lixo jogado em ruas e que causa entupimento de bueiros (bocas-de-lobo).

Embora com 10 mil casas em encostas e outras áreas de riscos, já mapeadas, em todo o tempo e a cada canto do município do Rio nasce uma favela, sem que não haja nenhum tipo de impedimento. Vereadores são os primeiros até a mapear áreas e distribuir ao povo tais espaços, sem nenhum tipo de urbanização. A maioria é área invadida do Estado, da Prefeitura ou da União. Grande parte de bairros e outras áreas habitadas não é regulamentada, pois são áreas de posse. Por outro lado, o Estado também não dispõe de programa de construção de conjuntos habitacionais, para fazer frente à necessidade.

Existem locais onde pessoas oficialmente não existem, pois não contam com nenhum tipo de documentos, crianças sem registro de nascimento, que moram em locais, no mínimo, desumanos. A geografia do Rio também favorece tais tragédias. São mais de 700 morros, somente na cidade do Rio. O mesmo se repete em toda a região metropolitana. Morar em morro ou em suas proximidades no Grande Rio é o mesmo que morar em um bairro em qualquer outra parte do país.

Irmã Vanda foi soterrada

Irmã Vanda, ladeada pelo presbítero Rogério e seus filhos Rafael (ao microfone) e Rodrigo, na congregação em Santa Bárbara

Pedimos que todos os cristãos e igrejas evangélicos se unam em oração e peçam ao Senhor que ajude as pessoas atingidas, muitas sem nenhum acesso, ajuda ou que não têm para onde ir, pois o Governo e Prefeitura oferecem ajuda somente para o momento. Nossa irmã Vanda da Hora, de ‘nossa’ igreja, a AD em Fonseca (Pr. Celso Brasil), foi soterrada. Sua família, marido e presbítero Rogério e os filhos Rodrigo e Rafael, moravam no sub-bairro Riodades, no Fonseca. Precisamos da intervenção divina, sua proteção, conforto e ação milagrosa.

Alguns irmãos perderam tudo. Estão abrigados em propriedades da igreja, onde funcionam projetos sociais, como ajuda educacional e humanitária a moradores das redondezas. A igreja mantém três áreas dessas, inclusive com cursos profissionalizantes. O atendimento abrange centenas de crianças por meio do Projeto Crescer, mantido pelo Patriarca Assistência Social (PAS).

Atualização às 11:35 de 07/04/2010

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“Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens”, Mt 5.13.

Creio que poucos conhecem o real valor do sal o que acaba por tirar a importância da parábola estabelecida por Jesus, quando Ele compara o crente como tal.

Ao estabelecer esta parábola, o Senhor não só indicou o valor estabelecido por sua presença, por meio da ação da Palavra, explícita no poder do Espírito Santo em cada crente, mas quis ensinar que a Igreja, como Corpo de Cristo é, acima de tudo, dinâmica e ativa, jamais passiva. O sal tem propriedades que o faz um elemento acionador, isto é, põe em ação, em movimento, faz funcionar.

Como elemento estimulador onde o sal é introduzido causa mudança, transformações e não deixa nada a permanecer inerte. O sal impõe mudanças. O próprio Senhor deu mostras dessa ação. Ele revolucionou o mundo e impôs transformações que até hoje norteiam a vida humana.

Historicamente temos exemplos clássicos de ajustamentos sociais, a partir de valores impostos pelo cristianismo. O valor do trabalho, do respectivo salário e reconhecimento, como galardão, é algo que provém da Bíblia, assim como a valorização da mulher, primor pela saúde, inúmeras leis, direitos e deveres, o descanso semanal – o domingo –, Dia do Senhor (daí o nome Domingos, kuriakos, no grego).

Embora a sociedade pós-moderna esteja notadamente corrompida é atribuição de a Igreja é investir-se da autoridade expressa nos valores expressos no sal e salgá-la com o objetivo de livrá-la do apodrecimento.

Importância e valor do sal

Quando o Senhor lançou para a comparação entre o crente e o sal, a importância desse produto, no contexto daquela época, extrapolava muitíssimo a idéia de valores que temos hoje do sal. Era um produto muito mais imprescindível à sobrevivência humana que hoje, e essencial a todos os tipos de vida animal.

Formado por minúsculos cristais, portanto transparente e incolor quando puro, pode apresentar colorações de tons cinza, amarela e vermelha, quando impuro.

Se por um lado o produto se dissolve com facilidade na água, o sal de cozinha é composto por elementos – além de mais de 99% de cloreto de potássio –, responsáveis pela diminuição da umidade, que o torna imprestável, e o empedramento.

Além do uso para salgar alimentos para não permitir que estraguem, difundida no Egito já há cerca de 4.000 anos aC, o sal era usado pelos gregos e romanos como moeda em suas operações de compra e venda. A palavra latina salário deriva-se de sal, pois parte dos vencimentos de legiões romanas era paga com sal. Depois foi incorporada ao soldo.

Ainda hoje um dos principais acessos a Roma, então capital do império chama-se Via Salaria, por onde caravanas transportavam a riqueza para os romanos.

Referência de nobreza

Na Idade Média, o sal era transportado por estradas construídas especialmente para esse fim. Na mesma época, os europeus fizeram fortunas com o sal como tempero.

A até o século 18, a ordem de assento de nobres em uma mesa de banquete era indicada pelo posição de um saleiro de prata maciça colocado na mesa. Os menos ilustres ficavam abaixo do sal, mais distantes do anfitrião.

Produto medicinal e matéria-prima

Mesmo no final do século 19 e começo do século 20 o sal, além de ser usado como condimento e produto medicinal passou a ser uma das matérias-primas essenciais para a indústria química e têxtil.

Produtos a partir do sal

Do total de sal extraído no mundo, somente cerca de 5% é destinado ao consumo humano. A maior parte de Cloreto de sódio é industrializado para produzir cloro gasoso, soda cáustica, sódio, barrilhas, ácido clorídrico, hipoclorito de sódio, carbonato de sódio, vidro, cerâmica, alumínio, plásticos, borracha, hidrogênio, tecidos, cosméticos, sabão, detergentes, tinturas, remédios celulose, indústria da alimentação, pecuária, e centenas de produtos das indústrias químicas, metalúrgicas e de alimentos.

Uso medicinal

Na área medicinal o sal pode ser usado para amenizar dores, estimular a circulação, aumentar a pressão arterial, combater inflamações. O gargarejo de sal com água morna é usado para amenizar inflamação na garganta e gengivas. O sal reduz também inchaços.

Efeitos diretos ao ser humano

O sódio e o cloro no sal são eletrólitos, minerais que conduzem eletricidade em nossos fluidos e tecidos. Os outros eletrólitos principais são o potássio, o cálcio e o magnésio. Nossos rins controlam a quantidade de eletrólitos e água, regulando os fluidos que ingerimos e expelimos de nossos corpos. Se essa quantidade estiver alterada, nossos músculos, nervos e órgãos não irão funcionar corretamente porque as células não conseguem gerar contrações musculares e impulsos nervosos.

O sal é responsável pela troca de água das células com o seu meio externo, ajudando-as a absorver nutrientes e eliminar resíduos; é responsável no processo de contração muscular; e ainda o homem precisa de sal para o crescimento e o equilíbrio de eletrólitos.

O sal também funciona como elemento que requer equilíbrio em sua ingestão. A baixa quantidade de sal é chamada de hiponatremia, um dos distúrbios de eletrólitos mais comuns, e pode causar inchaço cerebral e morte.

Quando há muita quantidade de sódio no corpo, a hipernatremia e os rins não conseguem eliminar o volume de sangue pode aumentar (porque o sódio retém água), o que por sua vez pode fazer o coração bater mais forte. Por causa disso, alguns médicos tratam a síndrome da fadiga crônica por meio do aumento da ingestão de sódio.

O valor do sal é tão concentrado que basta a ingestão diária de uma colher de chá, ou seja, 2,4g de sódio. Alguns estudos indicam quantidade ainda menor.

A presença do sódio preserva o alimento por remover umidade e afastar bactérias. Mas o emprego do sal vai ainda muito além. Além de remédio para eliminar infecções, preservar alimentos, suavizar a dor, pode também ser usado para a limpeza doméstica e desodorização de ambientes. Além disso, o sal é usado para derreter gelo, por meio da diminuição do ponto de congelamento.

Até mesmo no âmbito dos modismos religiosos pós-modernos – sobre os quais pretendemos comentar nesta série – se inclui o sal. É usado pelo xintoísmo para purificar coisas, enquanto budistas o usam para afastar o mal (Parte do Curso O MINISTRO E SEUS RELACIONAMENTOS, Parte 3, revista Manual do Obreiro,/CPAD).

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