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Archive for abril \26\UTC 2010

A rede de faculdades Anhanguera de São Paulo prometeu envolver-se na campanha de arrecadação de fundos para ajuda a desabrigados em Niterói. Na semana passada, estivemos com Ana Teresa Traballi, supervisora da Anhanguera em Indaiatuba-SP. A intermediação ocorreu por meio da igreja AD na cidade, liderada pelo pastor Raimundo Soares de Lima. A igreja é proprietária do prédio onde funciona a escola e parceira da Anhanguera. A faculdade deverá realizar campanha envolvendo todos os alunos da rede, presente em várias cidades de São Paulo.

 

Faculdade Anhanguera em Indaiatuba – área e prédios pertencentes à AD local, liderada pelo pastor Raimundo Soares de Lima

O Comitê Emergencial, criado no último dia 11, na AD em Fonseca, liderada pelo pastor Celso Brasil, já realizou outros contatos em busca de parceiros. O projeto do Comitê visa construir residências a desabrigados da tragédia em Fonseca, Niterói (RJ). A ong Patriarca Assistência Social (PAS), que já presta atendimento a centenas de crianças, oferece sua área no Morro do Castro, em São Gonçalo, para a construção de apartamentos ou casas.

O primeiro passo será a viabilidade do local, por meio de projetos patrocinados pela Prefeitura de São Gonçalo, com documentação, urbanização e projetos de construção. Para isso o vereador Josias Muniz já marcou visita ao local com os secretários de Obra e de Habitação, nesta quarta-feira.

Também estamos em contato com pastor Silas Malafaia para a viabilização de campanha em seu programa.

Tentaremos ainda contato com o presidente da CGADB, pastor José Wellington, para saber do interesse da Convenção Geral em participar do projeto. Seria um bom momento de a Assembleia de Deus mostrar a sua ação e envolver-se no projeto de auxílio humanitário, com vistas ao mandamento do Senhor de amor ao próximo.

Irmãos necessitados

Para saber do número de necessitados, em especial membros da igreja desabrigados, o Comitê vai acessar o cadastro mantido pela PAS. A partir de então, começaremos a planejar o número de moradias, simultaneamente ao trabalho de levantamento quanto ao número possível, de acordo com a dimensão da área oferecida pela igreja. 

 

 

Muitos irmãos, como o presbítero Rogério da Hora, perderam a esperança de voltar as suas casas em função dos riscos, além de terem perdido familiares. Irmão Rogério perdeu e esposa, irmã Vanda, que morreu na casa, que ele supervisiona, em nossa companhia

Casas pré-fabricadas

Antes de optar pelo tipo de construção, o contato com vereador Josias Muniz, secretário da PM em São Gonçalo, deverá ser efetivado para a legalização e viabilidade de construção na área oferecida pela igreja/PAS, além da apresentação de projetos de urbanização e construção.

Após, caso a construção de casas seja viável (considerando valores e espaço físico do local), o projeto usado em Santa Catarina, na igreja liderada pelo pastor Nilton Santos, deverá ser escolhido por sua praticidade, rapidez e valores.

Participação/igrejas

As igrejas poderão participar do projeto por meio de cotas, com valores que vão desde uma unidade a partes da mesma.

Recibo de doação

O recibo de doação poderá ser fornecido pela entidade (PAS), com respectivo CNPJ e todos os participantes receberão Certificado de Participação e convite para a entrega.

Cronograma de construção

Primeira fase será a de preparo de documentação e projeto. Embora contarmos com a participação da Prefeitura de São Gonçalo, temos a previsão de iniciar o projeto em maio/2010, pois dependemos de todo o trâmite legal por parte da Prefeitura.

A segunda fase, em seguida, será de urbanização da área, para depois, começar a construção. Caso seja a opção por casas pré-moldadas, o que dependerá da disposição da área – dimensões, topografia etc – a construção será rápida e de baixo custo, considerando outras opções.

Cotização

A cotização seria dividida em: Área – Doada pela Patriarca Assistência Social (PAS); projeto e urbanização, pela Prefeitura de São Gonçalo; e construção, matéria-prima, mão de obra e mobílias, seriam viabilizadas por meio de doações.

Conta bancária

Para doações em dinheiro:

Bradesco, agência 2809-6, conta poupança 1.003.060-9

Nome: Patriarca Assistência Social (PAS)

CNPJ 03.818.766/0001-76

Endereço

Rua Teixeira de Freitas, 418, Fonseca, Niterói (ponto final da linha 23 de ônibus coletivo Ingá)

www.patriarca.org.br, email: contato@patriarca.org.br

Fones 21-2625.2421 e 8899.0694 – Diretor-executico: Ezequiel Braça

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Ontem a 37ª pessoa morreu, vítima do deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói. Uma mulher que foi encontrada nos escombros morreu no hospital e o 36º corpo também foi encontrado. Hoje, até às 17h, nenhum outro corpo havia sido encontrado.

Por outro lado, na localidade de Tenente Jardim, acesso ao Morro do Castro, bombeiros retiraram no domingo, os 12 corpos, soterrados havia uma semana. Próximo dali, na Gruta/Monte das Oliveiras, os corpos de pai e filho, soterrados também na terça, foram retirados ontem.

Ontem à tarde, deparamos com uma família mudando do morro na Rua 5 de Março, Riodades, Fonseca. Descendo com utensílios da altitude de cerca de 50m, cerca de 100 degraus, mais trilhas escorregadias. Fernanda de Souza Santos, de 28 anos, mais seus sobrinhos de 12 e 4 anos, estavam transportando a mudança, como formiguinhas, peça por peça, com muito cuidado nas trilhas escorregadias e íngreme do morro, acima do local onde morrera Wanda da Hora, na madrugada de terça-feira.

Morro altíssimo, ameaças que duraram semana e a demorada, mas sábia decisão de sair do local

A mãe de Fernanda, Creuza Regina de Souza Santos, estava no trabalho. Elas saíram do local por conta própria e segundo Fernanda, não houve nenhum tipo de orientação. “Saímos por que estávamos com medo”, disse. Ela também não sabia que o Governo do Estado prometera a liberação de aluguel social, para ajudar as famílias desabrigadas. Porém, não há ainda nenhum tipo de definição, enquanto Prefeitura e o Governo do Estado batem-cabeça. Cada um estabeleceu o seu cadastramento, mas ainda não se sabe como será feito. Há muita confusão, pouca coisa definida e nenhum tipo de ajuda concreta.

Existem muitas pessoas que teimam ficar em suas casas, pois em geral, preferem arriscar a ficarem sem uma definição fora de casa. Por outro lado, alguns estão mesmo decididos a não sair. É o caso de José Gomes Dias (foto), que mora no morro, pouco abaixo de Fernanda, ao lado da casa onde Wanda da Hora morrera. Há 32 anos no local e com duas casas, mesmo com terra na parede da mais alta, onde morava seu filho, ele não vê perigo. Mesmo afirmando que nunca viu nada igual, completa: “Não tem perigo não”, diz.

 

As casas em Riodades estavam condenadas desde janeiro

Do outro lado está Ronaldo de Souza, que morava no Morro da Caixa D’água, ao lado da Alameda e início da Rodovia Amaral Peixoto, saída para a Região dos Lagos. Ele disse que estava dormindo com a esposa e filho, na madrugada de terça-feira, quando o seu vizinho o acordou, aos gritos. Quinze minutos depois sua caiu ruiu. Agora, enquanto a mulher fica no trabalho ele se abrigou na casa da mãe.

No acesso ao Morro do Bumba, a partir da Alameda, nota-se o monte com deslizamento, que deve jogou para baixo inúmeras casas (foto abaixo). Enquanto vai-se entrando, rumo ao Bumba, muitos outros deslizamentos, casas à beira de desmoronamentos e outras destruídas, no decorrer da semana, são vistas.

Deslizamento levou muitas casas abaixo

Desolação, tristeza e desesperança são palavras que nem sempre traduzem o retrato vivido por centenas de moradores da região. A grande força vem de vizinhos, parentes, pessoas beneméritas e de igrejas, que abrem suas portas para receber membros das comunidades afetadas. O clamor por ajuda dos Céus é para o consolo e conforto a quem perdeu todos os pertences, casas, documentos, e pior: a família. São pais sem os filhos, filhos sem os pais, parentes e amigos, que foram separados pela dura sentença ao homem: a morte.

Os riscos permanecem em vários lugares

Comitê Emergencial

Para gerenciar toda a ação que visa o atendimento a desabrigados da tragédia de Niterói, agravada com a queda do Morro do Bumba, a diretoria da Assembléia de Deus, mantenedora da Patriarca Assistência Social (PAS), criou o Comitê Emergencial. A reunião, realizada no último domingo, às 19h, para dar direcionamentos às atividades de apoio a moradores, terminou com a criação do CE.

Todas as atividades foram medidas, orientações sobre o atendimento foram reexaminadas, com vistas à melhoria do aprimoramento ao público. A centralização do atendimento ficou por conta da entidade social. O PAS mantém três pontos de atendimento e apoio a desabrigados e necessitados em geral. A partir de agora, as ações de mobilização serão coordenadas pelo comitê, formado de pessoas já envolvidas com o trabalho. O CE entrará em contato com órgãos e representações que podem cooperar no sentido de ampliar o atendimento, até que se defina a situação de cada um dos assistidos.

Atendimento

Mais de 100 pessoas recebem atendimento nos postos instalados pelo PAS. Em sua sede, no Sítio Oliveiras, são 73: 18 homens, 33 mulheres, 21 crianças, 1 idoso, 1 gestante e 1 portador de necessidade especial. No Sítio Manancial, 60 pessoas: 12 homens, 12 mulheres, 4 crianças, 1 idoso e 1 bebê recém-nascido. Na congregação do Viçoso Jardim, cerca de 15 pessoas ainda dormem no local e durante o dia, saem à busca de parentes, enquanto voluntários fazem distribuição de roupas, sapatos, cestas básicas e refeições. Nos três postos alguns dos próprios desabrigados prestam serviço voluntário.

Produtos necessários

Cesta básica

Carne de boi e/ou de frango

Embutidos

 Legumes e frutas

Margarina ou manteiga

Óleo de cozinha

Sucos

Produtos para criança

Hipoglós, fraldas, Mucilon e leite em pó

Outros

Colchonete

Roupa de cama

Pasta de dente

Escova de cabelo

Escova de dente

Pasta de dente

Sabonete

Sabonete líquido

Álcool gel

Saco de lixo 100l

Papel toalha

Copo descartável

Luva descartável

Toca descartável (para cozinheiras)

Doações

Todas as doações que chegam ao Projeto são protocoladas antes de serem distribuídas. Tudo é documentado, como entrada de doações, entregas, número de alimentação fornecida e até os voluntários são cadastrados.

Conta bancária

Para doações em dinheiro:

Bradesco, agência 2809-6, conta poupança 1.003.060-9

Nome: Patriarca Assistência Social (PAS)

CNPJ 03.818.766/0001-76

Endereço

Rua Teixeira de Freitas, 418, Fonseca, Niterói (ponto final da linha 23 de ônibus coletivo)

http://www.patriarca.org.br, email: contato@patriarca.org.br

Fones 21-2625.2421 e 8899.0694 – Diretor-executivo: Ezequiel Braça

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Centenas de casas em morros de Niterói estão ameaçadas como estas

Neste sábado, o número de vítima das tragédias no Rio chegou a 223 pessoas, mais de 100 somente em Niterói. No Morro do Bumba, em Niterói, 31 corpos foram resgatados. Porém, muitos outros corpos estão soterrados, inclusive em outros locais de difícil acesso, em morros nem sempre citados, como: Juca Branco, Beltrão, Boa Vista, Caramujo, Castro, das Oliveiras…

Além do Morro do Bumba há sérios riscos no Morro do Céu para onde fora transferido o lixão, que funcionou até 1989 no Bumba. A Defesa Civil estima que há mais de 100 corpos ainda soterrados e as buscas, que já passam de 72h, devem perdurar por mais de 15 dias. Barro envolto em matéria deteriorada de lixo forma uma massa de difícil remoção e a permanência da chuva torna a procura mais difícil.

 

Neste ponto, no Caramujo, a Rodovia Amaral Peixoto (km 1), chegou a ser interditada nos dois sentidos, por causa dos deslizamentos

 

Neste sábado, no Morro do Bumba, quatro corpos foram resgatados, mas em torno de outros 150 serão procurados. No local funcionavam uma igreja, uma creche e uma lanchonete. A cada dia, são retirados do local em média 150 caminhões de resíduos, que são levados para um aterro sanitário no município vizinho de São Gonçalo.

 

Desabrigados no Projeto Crescer recebem refeições

 

Doações

Quem pretende fazer doações às vítimas da tragédia em Niterói, por meio do Projeto Crescer/PAS, mantido pela Assembleia de Deus em Fonseca, Niterói (pastor Celso Brasil), e que abriga famílias em suas dependências e templos, devem observar o seguinte:

Produtos necessários

– Legumes e frutas

– Carnes de vaca e frango

– Embutidos (salsicha e linguiça)

– Manteiga ou margarina

– Óleo de cozinha

– Produtos para alimentação de bebês, como Mucilon, leite em chocolate em pó…

– Fraldas descartáveis e Hipoglós

– Alho

– Água Mineral

– Saco de lixo

– Escova de dente, absorvente, sabonete e pasta de dente, xampu, escova de cabelo/pente.

O PAS mantém convênios com a Prefeitura de Niterói/Secretaria de Assistência Social, Comitê Furnas, Compassion (EUA) e Fundação para a Infância e Adolescência (FIA)/Secretaria Estadual de Assistência Social de Direitos Humanos.

Todas as doações que chegam ao Projeto, à Rua Teixeira de Freitas, 418, em Fonseca, Niterói (ponto final da linha 23 de ônibus coletivo), são protocoladas antes de serem distribuídas. Tudo é documentado. As doações em dinheiro podem ser efetivadas por meio do Bradesco, agência 2809-6, conta poupança 1.003.060-9, em nome de Patriarca Assistência Social (PAS), CNPJ 03.818.766/0001-76.

www.patriarca.org.br email contato@patriarca.org.br fones 21-2625.2421 e 8899.0694.

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Pessoas abrigadas no Projeto Crescer

Já passam de 180 mortes no Rio, 100 de Niterói. Estima-se que 200 pessoas foram atingidas somente no Morro do Bumba, onde 50 casas foram destruídas, outras 60 interditadas, enquanto 56 pessoas foram resgatadas no local com vida. Assim como outros registros, a tragédia do Morro do Bumba também poderia ser evitada. Além do impedimento de ocupação por meio do poder público, em função de o local ter abrigado um lixão até 1987, na terça-feira, às 3h30, um dia antes da tragédia, ocorreu a primeira explosão de gás metano. Um membro da AD foi lançado junto a destroços, mas, aos gritos, conseguiu empurrar toda a família para fora da avalanche e se salvou com a esposa e três filhos, a mais velha de 15 anos.

O mesmo não ocorreu com outras quatro famílias, também da congregação do Viçoso, na quarta, quando ocorreram outras três explosões seguidas. Até o final do dia de hoje, as quatro famílias da igreja permaneciam soterradas. Estas informações são do dirigente da congregação do local, mas a igreja no local abriu suas portas à comunidade e presta assistência a dezenas de pessoas. A congregação passou a receber os desabrigados. Embora simples e alinhada aos padrões do local, a ‘igreja’ também serviu de estúdio para o Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão.

Rua com deslizamentos ao lado do Projeto Crescer

 

Pessoas abrigadas no Projeto Crescer

Barranco que desabou bem próximo do prédio do PAS

Filas para ser enterrado

Na quarta-feira, o número de mortos enterrados, somente no Cemitério Municipal Maruí, chegou a 17. Os coveiros trabalharam até à noite. Hoje, somente até às 16h40, chegou a 40 sepultamentos. Em uma das capelas uma cena impressionava. Lá estavam cinco caixões de uma única família: 2 crianças de 6 meses e 4 anos; 2 adolescentes e uma mulher. Niterói tem outros três cemitérios: Parque da Colina, outros dois em São Francisco e em Itaipu.

Os mortos entraram na fila de espera para serem velados, pois todas as oito capelas estavam lotadas. Outros estavam ainda em veículos funerários esperando um local mais apropriado e quando as cerimônias terminavam, havia outra fila de corpos para serem enterrados. Também foram sepultadas as três crianças de uma única família, mortas no Monte das Oliveiras. Duas – Hugo e João Gabriel, de 9 e 12 anos, eram atendidas pelo Projeto Crescer.

Sem capacidade para receber seus mortos, o IML de Niterói encaminhou corpos para o IML do Rio, o que dificultou ainda mais. Morta na terça, por volta da 1h, a radiologista Wanda Carvalho dos Santos da Hora, 46, da Assembléia de Deus em Fonseca (pastor Celso Brasil), ficou presa em sua casa, foi retirada por volta das 12h e recolhida pelo IML somente às 21. Seu corpo foi liberado pelo IML carioca hoje, por volta das 11h e sepultada às 16h40.

Mortes e desabamentos poderiam ser evitados Desde janeiro a Prefeitura de Niterói recebeu relatório documentado, com fotografias dos riscos em Riodades, onde Wanda da Hora morreu. Um morador afirmou que a Prefeitura justificou sua inércia, porque ninguém havia morrido.

Verlei Tavares, presidente da Associação de Moradores da Cinco de Março (Anacim), onde ocorreu a morte na terça-feira, disse que está cansada de pedir providências à Prefeitura, por meio do representante da região. “Alguém precisa nos ajudar”, pedia ela. Desde 31 de dezembro, quando houve ameaças de desabamento, a situação foi fotografada e entregue à Prefeitura “que não tomou nenhuma iniciativa”, reclamou. Naquela região, além da casa que desabou, existem outras 5 desocupadas, em função do risco.

Igreja AD abriga 200 pessoas

A Patriarca Assistência Social (PAS), entidade de assistência social e humanitária, mantida pela Assembleia de Deus em Fonseca, Niterói, por meio do Projeto Crescer, foi a primeira a abrir as portas dos seus dois sítios para receber desabrigados. Depois, o templo da congregação do Viçoso Jardim, com a queda do Morro do Bumba, abriu suas portas e recebeu crianças e adultos, com cerca de 40 pessoas. Outra congregação no Bonfim, também fez o mesmo. No total, são 200 pessoas atendidas, com abrigo completo.

Mulheres que não param de trabalhar na cozinha do Projeto Crescer

 

 

 

 

 

Doações entregues no PAS

O Projeto Crescer já trabalha com cerca de 400 crianças, adolescentes e familiares da região. Oferece cursos profissionalizantes, atendimento sócio-educativo e promoção sobre Saúde. Todo o atendimento tem como base o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Lei Orgânica de Assistência Social (Laos), segundo informa seu diretor-executivo, Ezequiel Braça. Idoneidade Os convênios envolvem a Prefeitura de Niterói/Secretaria de Assistência Social, Comitê Furnas, Compassion (EUA) e Fundação para a Infância e Adolescência (FIA)/Secretaria Estadual de Assistência Social de Direitos Humanos.

Doações

Todas as doações que chegam ao Projeto, à Rua Teixeira de Freitas, 408, em Fonseca, Niterói (ponto final da linha 23 de ônibus coletivo), são protocoladas antes de serem distribuídas. Tudo é documentado. As doações em dinheiro podem ser efetivadas por meio do Bradesco, agência 2809-6, conta poupança 1.003.060-9, em nome de Patriarca Assistência Social (PAS), CNPJ 03.818.766/0001-76 – http://www.patriarca.org.br, email: contato@patriarca.org.br e fones 21-2625.2421 e 8899.0694.

Imagens da tragédia Rodovia Amaral Peixoto (Niterói-Região dos Lagos) chegou a ser interditada, mas foi reaberta hoje em um único sentido (interior-Rio); ainda há riscos

Rodovia Amaral Peixoto (próximo da Alameda) com deslizamentos de parte de uma pista

 

À beira do abismo                                                                                        

 

 

 

 

Local onde existiam casas

 

 

 

 

Velório do Cemitério Maruí

Velório de duas crianças, dois adolescentes e a mãe

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Passamos cerca de 40 minutos antes no local aonde o morro veio abaixo. O caminho aos ‘sitios’ Monte das Oliveiras e Manancial, pela Rodovia Amaral Peixoto, próximo do início da Alameda, no Caramujo, estava impedido. O Morro do Bumba está a 50m da congregação do Viçoso Jardim. Ao menos seis irmãos estão desaparecidos. Algumas pessoas choram em frente ao templo, já aberto, para receber desabrigados. O dirigente Lenínvson Generoso acompanha tudo de perto.

As áreas do Projeto Crescer, do Patriarca Assistência Social (PAS), mantido pela nossa igreja, a AD em Fonseca, Niterói, estão lotadas. De todos, pudemos perceber que os pastores Ezequiel Braça, diretor-executivo do Projeto e o 2º vice-presidente da igreja Lourival Guarani, estavam visivelmente abatidos. Eles trabalharam desde a madrugada de terça. Pastor Ezequiel esteve com uma criança em seu colo, correndo pelas ruas em busca de socorro. “Ela morreu em meus braços”, disse quase chorando. Pastor Lourival tentou retirar irmã Wanda da Hora, morta prensada por uma geladeira, lama, pedaços de uma parede, que se rompeu com a força e peso da lama, e pedras que atingiram sua cabeça.

No primeiro momento, seu marido e presbítero Rogério e os filhos Rodrigo e Rafael, tentavam tirá-la, enquanto conversavam com ela. Em seguida, a parede se rompeu pelo ímpeto de um aluvião de lama e acabou matando-a. Rafael saiu ‘nadando’ na lama por um buraco na parede do lado da rua. Depois só restaram algumas casas penduradas no morro, ainda ameaçadas.

Morro desaba

Enquanto estávamos no Projeto Crescer recebemos a notícia da queda do Morro do Bumba, em Viçoso Jardim, no Cubango, divisa com o bairro Fonseca, a cerca de 500m da Alameda, lado direito, no sentido Rio-Niterói. Cerca de 40 casas desmoronaram e cobriram em torno de 100 pessoas. Vinte foram resgatadas, dentre mulheres e crianças, além de dois corpos (até 1h). O secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame e dezenas de viaturas do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estavam no local. Por outro lado, por falta de isolamento, o número de veículos e de curiosos, aglomerados nas proximidades, confundiam o trabalho.

Em quase todos os cantos de Niterói podia se ver toneladas de terra à beira de morros e barrancos pelas estradas. Na Rodovia Amaral Peixoto inúmeras ‘armadilhas’ de terra e árvores cobriam parte da pista, sem sinalização. A ladeira do final da Rua Teixeira de Freitas, ao lado do Sítio das Oliveiras, estava totalmente coberta por terra, árvores e touceiras de capim, arrastadas pela chuva.

Ainda existem muitas pessoas soterradas e que não estão sendo procuradas. Em um dos locais, na divisa do município de São Gonçalo, três morros desabaram em um único ponto, soterrando 12 pessoas. Os corpos estão sob muitos metros de terra e não há atendimento no local. Familiares posam nas proximidades e choram os seus mortos, enquanto aguardam resgate.

Atendidos pelo Projeto Crescer

A igreja abriga no Sítio das Oliveiras 46 adultos, 13 crianças, 1 idoso e 1 portador de necessidade especial; no Sítio Manancial, são 70 adultos, 30 crianças e 3 idosos. Ao menos 50% dos desabrigados não são membros da igreja. A igreja no Viçoso começou ontem à noite a receber desabrigados do Morro do Bumba.

Todos recebem alimentação – o Projeto tem Cozinha Industrial, recém construída –, cobertores, colchões e roupas doadas por membros da igreja e comunidade. O trabalho é feito de forma fraterna com membros da comunidade. Um colégio ao lado do Projeto está com 96 pessoas. Dentre os abrigados, muitos perderam tudo: casa, utensílios, documentos, roupas…, outros estão com suas casas em risco de desabamento.

Hugo e João Gabriel, de 8 e 9 anos, atendidos pelo Projeto, mais um irmãozinho, morreram soterrados no Monte da Oliveiras, próximo ao Projeto. Na segunda-feira, os dois ficaram até mais tarde no Projeto por que aguardavam um padrinho, que levou chocolate aos dois irmãos. “Eles saíram felizes”, disse pastor Ezequiel, visivelmente chocado.

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A frente fria que atingiu o Estado do Rio provocou a precipitação de cerca de 300mm em menos de 24h, segundo o prefeito Eduardo Paes. Até a manhã de quarta (dia 7), foram contabilizados 102 mortos e 60 desaparecidos. Foi a pior tragédia, incluindo as ocorridas em 1966, quando a precipitação foi de 254mm, 88 e 96. A precipitação seria o índice equivalente a mês inteiro.

No Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, área central do Rio, 20 casas caíram e 10 pessoas estão desaparecidas, além dos mortos. Ao menos 14 bairros cariocas estão sem energia elétrica e o número de mortos chegou a 95, por volta das 18h. Mas é possível que muitos outros não foram notificados ainda.

Rua do Rio de Janeiro mostra a dimensão da tragédia (Foto: Domingos Peixoto/Site O Globo)

Deve chover até quinta-feira. Amanhã a previsão é de precipitação de 30mm, 10% do total que assolou o Rio. O comandante da Defesa Civil e a Prefeitura de São Paulo ofereceram ajuda ao prefeito Eduardo Paes. Santa Catarina também ofereceu ajuda, assim como o Governo Federal.

Enquanto a cidade carioca paralisou, outros municípios também sofreram duras consequências. Na área metropolitana, Niterói teve 41 mortos. O pior caso foi o deslizamento no Morro do Estado, onde duas casas e um estabelecimento comercial desabaram. Na cidade 41 morreram. Outros morros também registraram deslizamentos como no Caramujo, onde 3 pessoas morreram, no 340, no Novo México e Cova da Onça. Há inúmeros outros morros, que nem mesmo são contabilizados.

A Alameda, principal acesso da Região dos Lagos, Itaboraí, São Gonçalo, além do próprio município, ao Rio, foi fechada nos dois sentidos à tarde. O mesmo ocorreu com a Ponte Rio-Niterói.

Em São Gonçalo, município com quase 1 milhão de habitantes, mas com muita falta de infra-estrutura e saneamento básico, 16 pessoas morreram. Alguns bairros como os populosos Alcântara, Santa Catarina – tido como o maior de toda a América Latina – e Colubandê, grande parte da população está sob alagamento. Tivemos informação que uma igreja Batista abriu o templo para receber desabrigados; de pessoas que abriram suas residências para oferecer calor humano, banho e alimentação a desabrigados (o carioca é extremamente fraterno), e que os bombeiros não estão dando conta em função do número de solicitação. Havia pessoas pedindo socorro, acionando roupas, mas em locais intransponíveis. Somente em dois municípios há 5 mil desabrigados.

Municípios sem nenhum tipo de planejamento

A maioria dos municípios não leva a sério os riscos existentes em suas áreas. Deixam por conta do tempo. Com isso deixa a população sofrer as consequências. O povo é muito solidário e o sofrimento dói em qualquer ser humano, mas essa dor não chega aos líderes políticos.

Nilópolis, Petrópolis e Paracambi registraram um morto em cada município. Maricá, região metropolitana e início da Região dos Lagos, está em Estado de Emergência, decretada pelo prefeito Quaquá. As gigantescas lagoas estão transbordando, bairros e distritos estão alagados, como São José, Inoã e Itapeba. São distritos e bairros populosos, mas sem nenhum atendimento da Prefeitura, em geral sem água, esgoto e qualquer infra-estrutura, além de ruas esburacadas e gigantescos matagais. Ao menos 100 pessoas estão desabrigadas.

Deslizamentos são vistos na Rodovia Amaral Peixoto e na entrada da Alameda, no bairro Caramujo, há um deslizamento que interrompeu a rodovia. Na Rodovia RJ 116 (Itaboraí a Nova Friburgo e acesso a Cachoeiras de Macacu), houve alagamento da pista, no trecho pouco antes do Pedágio. Na mesma rodovia, uma ambulância, após socorrer um homem gravemente ferido após agressão, teve de parar na pista em função de um outro veículo, que havia rodado em função chuva. Em seguida, apareceu um ônibus, que bateu na ambulância. O homem ferido morreu e uma enfermeira sofreu ferimentos graves. O motorista passa bem.

Descaso, tolerância e falta de vontade política

Não obstante as tragédias já sofridas pelo Rio, o governador Sérgio Cabral reconheceu a falta de estrutura. Não há plano preestabelecido para ação conjunta de todos os órgãos públicos, com vistas ao atendimento à população em área de riscos, orientação de trânsito, meios alternativos, placas indicativas (que jamais existiram no Estado do Rio), locais de atendimento etc.

Mesmo com o elogiável choque de postura, implantado pelo prefeito Eduardo Paes, combatendo sujeira e pessoas que urinam em locais públicos, dentre outros desmandos, ainda há muita tolerância, como lixo jogado em ruas e que causa entupimento de bueiros (bocas-de-lobo).

Embora com 10 mil casas em encostas e outras áreas de riscos, já mapeadas, em todo o tempo e a cada canto do município do Rio nasce uma favela, sem que não haja nenhum tipo de impedimento. Vereadores são os primeiros até a mapear áreas e distribuir ao povo tais espaços, sem nenhum tipo de urbanização. A maioria é área invadida do Estado, da Prefeitura ou da União. Grande parte de bairros e outras áreas habitadas não é regulamentada, pois são áreas de posse. Por outro lado, o Estado também não dispõe de programa de construção de conjuntos habitacionais, para fazer frente à necessidade.

Existem locais onde pessoas oficialmente não existem, pois não contam com nenhum tipo de documentos, crianças sem registro de nascimento, que moram em locais, no mínimo, desumanos. A geografia do Rio também favorece tais tragédias. São mais de 700 morros, somente na cidade do Rio. O mesmo se repete em toda a região metropolitana. Morar em morro ou em suas proximidades no Grande Rio é o mesmo que morar em um bairro em qualquer outra parte do país.

Irmã Vanda foi soterrada

Irmã Vanda, ladeada pelo presbítero Rogério e seus filhos Rafael (ao microfone) e Rodrigo, na congregação em Santa Bárbara

Pedimos que todos os cristãos e igrejas evangélicos se unam em oração e peçam ao Senhor que ajude as pessoas atingidas, muitas sem nenhum acesso, ajuda ou que não têm para onde ir, pois o Governo e Prefeitura oferecem ajuda somente para o momento. Nossa irmã Vanda da Hora, de ‘nossa’ igreja, a AD em Fonseca (Pr. Celso Brasil), foi soterrada. Sua família, marido e presbítero Rogério e os filhos Rodrigo e Rafael, moravam no sub-bairro Riodades, no Fonseca. Precisamos da intervenção divina, sua proteção, conforto e ação milagrosa.

Alguns irmãos perderam tudo. Estão abrigados em propriedades da igreja, onde funcionam projetos sociais, como ajuda educacional e humanitária a moradores das redondezas. A igreja mantém três áreas dessas, inclusive com cursos profissionalizantes. O atendimento abrange centenas de crianças por meio do Projeto Crescer, mantido pelo Patriarca Assistência Social (PAS).

Atualização às 11:35 de 07/04/2010

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Carros ficam ilhados na praça da Bandeira, na zona norte, por causa da forte chuva que atingiu a cidade. (R7.com)

Quem não ouviu falar da proteção espírita contratada pelo Governo e Prefeitura do Rio? O pacto para proteger a cidade de catástrofes teve início na administração do ex-prefeito César Maia. A “empresa” espírita leva o nome de Fundação Cacique Cobra Coral e tem como marketing o “poder de interferir nos fenômenos climáticos através de uma entidade espiritual”.

A matéria foi divulgada pela Veja (29/julho/2009), página 96, Cidades, sob o título Mistérios entre o céu e as Prefeituras, e o subtítulo: As administrações municipais do Rio de Janeiro e São Paulo têm convênios com uma fundação mediúnica a qual elas atribuem o poder de mudar o clima.

O tal espírito deve ter se afogado na catástrofe que assolou a cidade do Rio ontem. Três pessoas morreram, a cidade ficou alagada e o trânsito verdadeira loucura. Fui ao Terminal Rodoviário, principal rodoviária do Rio e pude perceber o volume de precipitação. Até na Ponte Rio-Niterói havia lâmina d’água na pista. Após a descida da ponte, nas proximidades da rodoviária, havia um caos e a água batia quase à porta do veículo.

O tal Cacique não é Cobra em questões de tempestades e Corou ou, quem sabe, morreu na praia do Leme?! Não há gente séria na política desse país!

À semelhança de Pafos

Conforme já noticiamos, recorremos à história bíblica, com semelhança. Em Pafos havia um sujeito que também prestava assessoria oficial. Barjesus (Elimas) era igualmente um falso profeta judeu, encostado na autoridade local, o procônsul romano Sérgio Paulo (de também dois nomes), embora Lucas o tenha na qualidade de homem equilibrado (“varão prudente”), “significando que ele tem capacidade mental e não é engabelado pelo mágico”.

Porém, como era comum no mundo antigo, “o procônsul tinha atração pela magia e consultava feitiçaria e quiromancia a respeito de questões importantes. Entre os assistentes de Sérgio Paulo está o mágico Barjesus” (ARRINGTON, French e STRONSTAD, Roger Comentário Bíblico Pentecostal, 2003, 1ª Edição, Rio de Janeiro, CPAD).

A Bíblia diz que, embora Sérgio Paulo quisesse ouvir a mensagem verdadeira, propagada pelo apóstolo, o médium-assessor criava-lhe obstáculos. O apóstolo, cheio do Espírito Santo, não esperou para dizer-lhe: “Filho do Diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda justiça, não cessará de perturbar os retos caminhos do Senhor?” O apóstolo não para por aí e ordena que o mesmo fique cego por determinado tempo.

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