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Archive for novembro \28\UTC 2009

Somos do ponto de vista teológico resistente ao Liberalismo, de ideias progressistas que levam ao distanciamento das bases bíblicas e fortalecem o agnosticismo. A preocupação aumenta mais porque a História tem mostrado que as principais oposições à Palavra partem sempre de entre nós, dos de casa, pois os principais teólogos liberais e agnósticos são protestantes.

Resisti ao máximo para não tecer comentário sobre o assunto, que trata da edição da Bíblia de Estudo Dake, pela CPAD, por motivos fáceis de qualquer um compreender. Porém, dado à gravidade do fato, tendo em vista a época, o crescente Liberalismo e mais uma série de ismos, próprios do Final dos Tempos, não tive alternativa.

Na editora ouvi discussões sobre o assunto e ainda a manifestação de preocupação por pessoas do setor de edição, quando a publicação da citada Bíblia chegou a ser cogitada. O alerta dizia sobre as contradições expressas em seus comentários, notadamente heréticos. Embora tenha lados positivos, os negativos imperam e a torna imperfeita.

Relativismo

Por que a preocupação? Há riscos? Bem, é importante afirmar que a editora, após a publicação na internet das falhas na versão original, divulgou ter retirado tais agressões doutrinárias, da ´versão brasileira´. Portanto a nota autentica as afirmações divulgadas na web.

Por outro lado, existem os oportunistas para explorar a falha, mas isso não desmerece o fato em si, uma vez que se trata de arranhão à doutrina esboçada pelas Assembleias de Deus. Essa contradição teria sido suavizada se a editora tivesse, além da exclusão dos pontos heréticos, inserido na edição, nota de esclarecimento sobre os pontos controversos, pois a Bíblia diz que é “Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova” (Rm 14.22).

A grande questão é que estamos diante da hercúlea ameaça do Relativismo. Tudo agora, ao homem natural, é relativo. E esse é o grande mal. Após o Iluminismo, a razão passou a ameaçar a fé e o Século das Luzes quis enfrentar o “Pai da Luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17). Desde então, a Verdade Eterna passou a ser vista como Relativa e não Absoluta, como permanece, e o Deus exposto nos comentários da Bíblia de Dake é relativo, pois é apresentado como homem.

Depois que o Ocidente assumiu filosofias orientais, a partir de Bruce Lee, hoje se prega o equilíbrio de forças (energias) positivas e negativas, o bem e o mal. Ensinam que o homem viverá bem e alcançará o zênite, se conseguir o equilíbrio, sem precisar divorciar-se de um dos lados. É o que a Nova Era chama de convergência para a harmonia. Para chegar ao Bem, a pessoa precisa também aceitar o Mal. É ainda a doutrinação da esquerda, em busca de um mundo bom para todos, sem distinção de sexo, sexualidade, etnia, religião, classe social…

O enfrentamento dos Cambistas

Jesus jamais aceitou esse tipo de troca (permuta, barganha, câmbio), conforme lemos na questão dos cambistas no Templo. O que eles fizeram era realmente algo promissor, pois os judeus não precisariam mais carregar animais pelas estradas poeirentas rumo ao sacrifício no Templo, em Jerusalém. O câmbio no próprio Templo, entre moeda e animais para o sacrifício, mostrou-se avançado para a época e humanamente ´tremendo’. Porém, o que se via era um mercado sedutor, que rendia muito aos sacerdotes. Estes, de olho no lucro, faziam vistas grossas quanto às exigências divinas de pureza dos animais, que passaram a constituir simples produtos lucrativos, enquanto a exigência do Consumador do sacrifício fora negligenciada.

Nunca de uma mesma fonte jorra água doce e salgada (cf Tg 3.11-12). Este é um argumento que usamos para refutar a doutrina espírita. Segundo ela, um mesmo espírito pode ser bom e mau, pois todos são desconhecidos. Mas a base da vida cristã firma-se na pureza e, portanto, reprime a mistura. Israel sofreu muito no deserto por causa da mistura ocasionada pelo “populacho”, que seguiu com eles, desde o Egito.

Quando Satanás quis negociar com o Senhor chegou a usar a Bíblia (cf Lc 4.10), porém, o Senhor disse-lhe: Retro Satanás! Jamais Jesus quis conversa, construir comentários, trocar ideias, dividir espaço, procurar saber se porventura havia algo aproveitável etc… simplesmente estabeleceu: Para trás!

Diante de tais fatos é preciso deixar claro: Essa Bíblia tem heresias ou não? A confirmação deverá ser seguida da ética cristã, como na referência do livro Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), em que “a carta de Tiago foi reconhecida como um exemplo de ´paraenesis´ religiosa, isto é, de ensinamentos éticos arraigados – crenças e valores religiosos”.

Ainda segundo o livro, “O maior objetivo de Tiago era mudar o comportamento de seus leitores através da condenação das más obras (chamadas de ´pecados de comissão´ pelos teólogos mais recentes) e até a identificação da omissão de alguém quanto a realizar boas obras (4.17, mais tarde chamada de ´pecados de omissão´). Ele identifica a raiz do problema e considera esse comportamento como estando relacionado à ´sabedoria´… Faz um contraste entre a sabedoria que é ´terrena, animal e diabólica´ que leva a uma atividade pecaminosa, com a ´sabedoria que vem do alto´, que leva a um comportamento que lembra o que Paulo chama de ´fruto do espírito´… Se os crentes desejam conseguir viver de forma agradável a Deus, não só pelo que evitam fazer, mas também pelo realmente fazem, deverão ter essa sabedoria celestial ao invés de uma sabedoria terrena”.

Obras não canônicas

Temos ainda, dentro desse mesmo ponto de vista, as obras apócrifas (não canônicas) surgidas durante o período da Igreja Primitiva. Inúmeras delas continham boas informações, ensinos, mas eram contidas também de heresias. Este “pequeno tropeço” foi o bastante para que tais obras não fossem reconhecidas como inspiradas. Todas foram descartadas, proibidas e banidas do seio da Igreja. Esta foi a forma de preservar a Igreja de ensinos heréticos e de “pequenos” desvios, que hoje, possivelmente, seriam hercúleos.

Como editora de confissão religiosa, a CPAD deve submeter-se aos padrões da própria denominação. Ser vista como detentora de tal doutrina e portar-se como referência na oferta de produtos de ideário igual ou de semelhança assembleiana.

Raposinhas

Dentre os produtos que ressaltam tais referenciais figura o livro Cristianismo em Crise de Hank Hanegraaff, editado pela própria CPAD. O subtítulo do livro alerta: “Um câncer está devorando a Igreja de Cristo. Ele tem de ser extirpado”. No capítulo que trata sobre Bíblias, Hanegraaff chama a atenção para as Bíblias recheadas de heresias como a Tradução do Novo Mundo (New Word Translation, das Testemunhas de Jeová) e cita outras “de qualidade questionável, que não recomendamos, como… a Dake´s Annotated Reference Bible” (nome em inglês).

Hanegraaff diz ainda: “Talvez a pior coletânea de falsos ensinos seja a popular Dake´s Annotated Reference Bible. ´Deus… vai dum lugar para outro num corpo como o de todas as outras pessoas´, diz Dake. Ainda sobre Deus, Dake afirma que Ele é apenas um ´ser de tamanho ordinário. Ele usa roupas… como… descansa… habita numa mansão, numa cidade localizada num planeta material chamado Céu”.

Sobre Jesus “Logo na primeira página do Novo Testamento, Dake escreveu que Jesus `tornou-se o Cristo, ou seja, o Ungido, 30 anos depois de ter nascido de Maria`. Ora, qualquer pessoa que tenha cantado ou ouvido algum hino de Natal com fundamento bíblico está familiarizada com o trecho de Lucas 2.11, que diz: `Pois na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.

De volta ao curso

Embora lamentável, sabemos que medidas satisfatórias serão tomadas para eliminar tal discrepância. Isso deve ocorrer a partir da análise do Conselho de Doutrina e do de Apologética, liderados, respectivamente, pelos nobres pastores Paulo Freire e Esequias Soares, convocados pelo presidente da CGADB, pastor José Wellington, para análise crítica da obra.

Cremos que não existiu a intenção deliberada de trilhar por caminhos “estranhos” à doutrina bíblica e solapar o crédito construído nestes 100 anos. Entretanto, não acredito que a simples reedição da obra, o que a editora faz agora, seria o suficiente para corrigir os erros tanto da Bíblia quanto da iniciativa de editá-la. Isto porque valores humanos, temporais, financeiros e de terceiros, influenciadores de forma indireta, jamais poderão exceder aos eternos, pois são infinitamente menores e efêmeros.

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Já fora dito que “se o Diabo não existe tem alguém fazendo o seu papel e muito bem”. “Deus da Bíblia é má pessoa’, diz José Saramago”’, da France Presse, em Lisboa, 21/10/2009 – Folha

Caso o escritor português fosse realmente ateu, certamente diria:

– Sou ateu, graças a Deus!

Ora, assim como tantos outros, as agressões ao Criador não refletem a real crença dos ditos ateus; são indicações claras de amargas frustrações. E por que atacar justamente a Bíblia se ela não representa realidades?! É simples: o ateísmo tornou-se uma das mais célebres religiões do homem pós-moderno!

Lógico que, muito esperto, Saramago levantou a polêmica para estabelecer o marketing de seu livro. Essa foi também a notável estratégia percebida pelos católicos romanos, ao afirmaram ser uma “operação publicitária”.

É a primeira falha em seu caráter, uma vez que sua crítica tem alvo e lança para o interesse tão somente pessoal: “O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura em 1998, voltou a criticar a Bíblia nesta quarta-feira, reavivando a polêmica levantada por seus comentários por ocasião do lançamento de seu novo livro, Caim“.

Em segundo, ele tenta destacar a Bíblia como livro exclusivo e não inclusivo, o eu não corresponde à realidade exposta e experimentada por sua validação pela criatura, pois “… o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza…” (1Ts 1.5).

Por certo, seu romance poderia ter outro personagem que não fosse bíblico, caso não houvesse tanta importância como ele tenta impingir. Estratégia de marketing?! Obvio! De português diríamos que ele se mostra bom professor, remetendo para “o aprendizado” lançado às ex-colônias que, no Brasil, sua atitude é identificada por malandragem. Sua súcia está acobertada pela fama.

Além de coexistir com o engano ele quer enganar a quem?

Depois, é importante saber que as Sagradas Escrituras não constituem livro para o uso exclusivo de grupos, nação ou tão somente para contemplar a cultura judaico-cristã. A Bíblia retrata o Criador e a criatura e, portanto, toda a humanidade.

Ao contrário do que fez, a Bíblia deveria ser elogiada por sua independência editorial, ao produzir comentários abertos de pessoas que tiveram práticas condenáveis. Por outro lado, ela ainda tem fim pedagógico. Todos os erros registrados foram expostos e tiveram duras penas, dentro do conceito da causa-efeito, conforme estabelece a Lei da Ceifa, expressa na Bíblia: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. O plantar é facultativo, mas o colher é obrigatório. E isso vale para todos os humanos e não somente para o cristianismo, como ele pretende mostrar.

Se o Livro Sagrado fosse exclusivo, ressalvando as questões existenciais não resolvidas e que levaram Saramago a ser tão ácido e opositor ao Criador – literalmente um diabo – o escritor teria razão. “Sou uma pessoa que gera anticorpos em muita gente, mas não ligo. Continuo fazendo meu trabalho”, diz.

Ocorre que o propósito da revelação bíblica é claro: Não faça igual para não ser punido.

Também porque Deus não trata ninguém com exclusividade. Ele está dirigindo-se às suas criaturas, sem distinção e independente de aceitá-lo ou não. Nisto, para Ele não existe barreiras étnicas, fronteiras de nações, condições sócio-econômicas ou políticas.

E mais: a liberdade da qual diz usufruir, emana da Graça divina, que estabeleceu o livre arbítrio ao homem (c/ref Gn 11.6): “Às vezes dizem que sou valente. Talvez seja valente porque hoje não há Inquisição. Se houvesse, talvez não teria escrito este livro. Me apóio na liberdade de expressão para poder escrever”.

Obs.: A Inquisição jamais pertencera à Igreja, senão do catolicismo romano e tampouco fora divina.

Por fim, podemos afirmar que a agradável e bela experiência que emana do entusiasmo (literalmente cheio de Deus), jamais poderia ser percebida por um tolo, pois a essência da vida não está na efêmera existência humana, mas na percepção real do Eterno. Os que não o sentirem hoje, sentirão o resultado da obstinação, conforme o próprio Livro Sagrado expressa.

As polêmicas do escritor português terão fim, porém, o Altíssimo permanecerá. Outros néscios virão e da mesma forma passarão, mas a Verdade divina permanecerá para sempre (c/ref Is 40.8 e Mt 24.35).

Não tenha dúvida!

Com José Saramago Deus é Deus; sem ele, Deus permanece Deus!

Pobre homem!

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