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“Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude”.
1Co 10.26.

É bom saber que a ideia comum, que paira no consciente coletivo sobre o significado de mordomia, não é o mesmo que expomos. Quando se fala em mordomia a definição mais comum é a de uma vida de folga, descanso, ócio, divertimento, festa e vantagens, à custa de outrem ou, mais comum na consciência popular, do erário público.

Mordomia é justamente o oposto dessa definição, mas tem que ver com mordomo, um administrador de bens de outro, de uma casa; serviçal, encarregado de determinada administração.

Mas quando falamos em Meio Ambiente parece soar estranhos entre cristãos evangélicos. Tratamos muito desse assunto, mas no que tange aos sinais provenientes de suas alterações. Estamos mais atentos e acostumados a ouvir temas essencialmente espirituais. Não vemos com facilidade a ligação desse assunto com o espiritual, ao contrário, sempre o separamos. Nosso interesse é ressaltado somente quando existe o elo imediato com os acontecimentos envolvendo a natureza no que diz respeito à brevidade da Volta do Senhor. Quando isso não ocorre, temos a tendência natural de rejeitar a discussão.

Até mesmo eu, devo confessar, inicialmente, resisti ao assunto. Depois de alguns tópicos e análise do que a Bíblia diz, mudei, e muito. Mas a resistência é compreensível, afinal o assunto é muito explorado pela Nova Era, materialistas e outros segmentos que veem na natureza o panteísmo. Por isso, na Índia muitos animais são preservados, mesmo quando destroem e causam danos ao homem, com pragas e doenças, como ratos e moscas, dentre tantos outros. O panteísmo eleva a natureza ao status de um deus e coloca o homem em segundo lugar.

Portanto é preciso muito cuidado e observar o seguinte: “Antes de distinguir o falso é preciso conhecer o verdadeiro”.

O homem foi criado à semelhança divina, que o fez distinto do restante da criação, dos seres animados, mas irracionais, e dos seres inanimados, que foram dados ao homem para deles cuidar, como fiel mordomo.

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis”, Rm 1.18-23.

Com pureza e simplicidade, sem tomarmos como base os conceitos humanos teremos uma nova visão de tudo. Temos de analisar a questão a partir da descrição da Criação no Livro Sagrado e pensar no que a Bíblia diz respeito ao tema.

A primeira referência que trata da responsabilidade do homem com a natureza está em Gênesis. Ao homem foi dada a missão de lavrar (fazer uso), e de guardar (proteger), a Terra. A determinação divina indica a ação humana como mordomo e não como explorador negligente. Mordomo porque a Terra e tudo o que nela há é do Senhor. Ninguém é (ou pode ser) dono eterno de nada, muito menos da Terra ou de qualquer porção dela.

Quando o Senhor voltar verá uma terra totalmente alterada, e nós teremos de dar conta do que fizemos por meio de orientação e ensino sobre o que Ele nos entregou. Não falamos aqui de cuidar diretamente da terra, da natureza, dos animais, sem bem que alguns têm essa condição, em função de circunstâncias próprias, mas da capacidade de influenciar por meio do conhecimento.

Dado a isso e muito mais pelo sentimento inserido em nós pelo Espírito divino, devemos atuar na Terra com denodo, empenho e com todas as nossas forças, de forma consciente e crescente, pois o Senhor nos capacita por meio de dotes naturais e de dons assimilados ou recebidos diretamente do Espírito Santo.

Devemos viver em harmonia com a natureza e não lutando contra ela. A grande motivação da revolta da natureza está justamente na natureza caída do homem, como vemos em Gênesis 6.1,5:
“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra… E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.

Convivemos todos os dias com notícias sobre desastres ambientais, enquanto alguns cientistas tentam minimizar a situação. Outros afirmam que a questão refere-se à superpopulação mundial, o que acaba por ocasionar a ocupação indiscriminada e acima da capacidade de reciclagem da Terra. Na verdade, existe sim, seja qual for o motivo, um perigo no ar. E todos nós sabemos disso. A interferência humana, de forma indiscriminada e irresponsável na natureza criada por Deus, tem causado uma série de transtornos ao próprio homem.

Os sinais são vistos e divulgados todos os dias. Eles expõem a fúria da natureza, que se volta contra a agressão do homem em forma de
tufões, furacões, terremotos, cheias, enchentes, queimadas de matas e florestas, superaquecimento, chuvas ácidas, áreas cultiváveis que se transformam em desertos, rios e lagos que se secam; degelo nas calotas polares, mudanças climáticas, revolta nos mares (tsunamis), erosões gigantescas… e apontam para a Volta do Senhor à Igreja. Estes sinais foram profetizados pelo Senhor como parte de uma série de acontecimentos dos tempos do fim, paralelo ao aumento do pecado e da incredulidade humano – o distanciamento do Eterno.

Com isso, é perfeitamente aceitável afirmar que não podemos fazer parte do mesmo grupo que corrobora para que a Volta do Senhor se concretize (e ela ocorrerá independente da vontade humana) pela provocação de tais sinais, interferindo no equilíbrio da natureza estabelecido pelo Senhor desde a Criação.

A nossa ação para abreviar a Volta do Senhor prende-se à anunciação do Reino, pela pregação da Palavra. Pela conversão do homem a Cristo, os efeitos nocivos do pecado sobre o próprio homem e no ecossistema tendem a diminuir. É uma ação sobrenatural que deve ser vista com naturalidade, normal, sem nenhum antagonismo.

Quadro sombrio
Enquanto escrevíamos essa segunda parte do curso, deparamos com uma notícia na Folha de São Paulo, no dia 21 de março/2006, que não poderíamos deixar de comentar, pois está dentro do contexto: “Humanidade causa outra onda de extinção”. O título acima foi produzido a partir de um relatório apresentado em Curitiba que mostra o declínio de 40% das populações de 3 mil espécies nos últimos 25 anos, tempo bem menor ao equivalente a uma geração.

O jornalista Reinaldo José Lopes relata que o sumiço dessas criaturas ocorreu “graças à ação humana”, principalmente. “O dado, que está num relatório das Nações Unidas… deixa poucas dúvidas de que o planeta está à beira de uma grande onda de extinções, tão grave quanto a que acabou com os dinossauros”.

As indicações mostram “um quadro sombrio” conforme a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CBD). Na área de desmatamento o mundo perde 6 milhões de floresta virgem a cada ano.

Uma das questões que afetam o equilíbrio é a interferência humana ao provocar o deslocamento de espécies de uma área para outra, chamada de “proliferação de espécies invasoras”. Essas espécies “por não terem inimigos naturais nas áreas aonde chegam”, transformam-se em pragas.
Um dos clássicos exemplos do insucesso que a interferência humana causa, ao invadir os ciclos estabelecidos por Deus, desde a Criação ocorreu na China.

Houve uma época em que houve infestação muito grande de pardais no país. Toda a sociedade se achou perturbada com a presença de tantos pássaros dessa espécie. Então o governo incentivou a matança indiscriminada desses pássaros. Os chineses, incentivados pelo governo, “limparam” o país.

Não demorou muito para que aparecesse uma praga de insetos que acabou com a lavoura. A China levou anos para se recuperar. Aquela grande quantidade de pássaros seria justamente o número necessário para acabar com àquela praga, alimentando-se dos insetos. Este é o ciclo natural estabelecido por Deus no Meio Ambiente, denominado ecossistema. Quando o homem elimina um desses ciclos, prejudica o equilíbrio do ecossistema – o “Conjunto dos relacionamentos mútuos entre determinado meio ambiente e a flora, a fauna e os microrganismos que nele habitam, e que incluem os fatores de equilíbrio geológico, atmosférico, metereológico e biológico” (Aurélio).

O que Deus estabeleceu
Quando Deus formou o homem determinou que Adão cuidasse de todo o sistema criado. A Bíblia diz o seguinte:
“Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus. Toda a planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra… E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente. E plantou o Senhor Deus um jardim do Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda boa árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim… E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (os grifos são nossos), Gn 2.4-5, 7-9,15.

No comentário de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal, referente o versículo 15 (“E o pôs no Jardim do Éden”), lemos o seguinte: O homem “era o primor da criação de Deus e foi-lhe dada a responsabilidade de trabalhar sob as diretrizes de Deus”.

Portanto o grau de interesse pela obra da natureza criada por Deus, vai muito mais além do que imaginamos. Se olharmos, por exemplo, para a questão do lixo, seremos remetidos para o outro lado da moeda – a limpeza, a higiene e o equilíbrio entre o que consumimos e como promovemos o retorno do lixo orgânico – como forma de reciclar – à Terra. E nesse caso, não nos desatrelamos da pureza (água pura, alimentos sem contaminação…). Nisso temos a conexão com o espiritual, que trata da santificação. Se a santificação é retratada na e por meio da carne (corpo), não há como viver a santidade sem observarmos o meio (ambiente) onde existimos.

Miséria, sujeira, pecado, lixo, destruição, desequilíbrio, dentro do contexto, são reflexos de impureza e, portanto, o cristão tem responsabilidade sim com a preservação da Terra. Obviamente não como alguns organismos e ONGs, que usam-na para benefícios próprios, com ideais religiosos, filosóficos ou políticos, mas tudo isso não nos isenta de nossa responsabilidade.

Quando fazemos comentários sobre as razões da revolta da natureza, remetemos para o pecado do homem. E essa é uma tese verdadeira. O interesse próprio, egoísmo, desejos desenfreados, entre outros desvios na condução da vida humana, têm grande parte na degradação da natureza. Ora, se o pecado tem influenciado na degradação, o combate a ele e de suas consequências também deve ser reconhecido.

Alimentos adequados
Segundo Nilton Bonder (O holismo rabínico) o judeu deve buscar alimento não somente kasher (adequados), mas também os para a vida (Le Chaim) “que tenham a ver com o indivíduo imerso em seu meio ambiente geográfico, social, psíquico e espiritual”.
Parece que essa orientação vai de encontro ao que o apóstolo Paulo fala aos Coríntios, contrapondo o excesso judaico:
“Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência”, 1Co 10.25.

Mas este versículo não pode ser interpretado ao bel prazer de alguém, mas à luz da hermenêutica. Temos que analisar o texto e o seu contexto, a época, o motivo, a intenção desse ensino e seu objetivo, as circunstâncias… A passagem começa com o seguinte ensino:
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem. Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude. E, se algum dos infiéis vos convidar e quiserdes ir, comei de tudo e que se puder diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude… Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar”, 1Co 10.23-28,32-33.

Veja que Paulo chama à responsabilidade quanto à separação dos alimentos adequados, sem o preconceito judaico, contudo não abre mão da rejeição, mostra que a nossa fé e crença está acima de regras humanas, mas impõe o que é mais elevado que a fiscalização externa – a consciência. Nós não temos as barreiras impostas pelo judaísmo, pois recebemos tudo com ação de graças e só rejeitamos quando de sã consciência somos “advertidos” de que determinado alimento é oferecido a ídolos, mas o que queremos discutir aqui é a questão do equilíbrio estabelecido por Deus, que vai além dessa questão. Foca o zelo daquilo que ingerimos no tabernáculo humano, que se estabelece como templo divino, no contexto da busca pelo saudável, o menos contaminado pela consequência do pecado possível, para não atuar na contramão divina, que estabelece uma existência pacífica com o nosso próprio corpo. O Senhor quer que vivamos justa e sabiamente.

O escritor judaico discute a visão rabínica dos alimentos produzidos e consumidos de forma irresponsável e que destroem não só a vida, mas atinge igualmente o meio ambiente. Sua observação vai de encontro ao que Deus estabeleceu ao homem, que deveria cuidar da terra tirando dela o seu sustento:
“E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no Jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda a árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque o dia em que dela comeres, certamente morrerás”, Gn 1.15-17.

Estes três versículos ainda falam hoje. O homem continua a transgredi-los. Deixamos o campo e nos aglomeramos, formando os grandes centros urbanos. Inchamos as cidades; criamos congestionamentos, disputa diária por espaço, e aí entra a capacidade conquistada pela desobediência que é o conhecimento do bem e do mal. O homem maquina dia e noite para descobrir como ultrapassar e ser maior que o outro.

Até mesmo entre os cristãos – ou os que se dizem ser – a prosperidade impõe a disputa dos que têm mais, na luta entre o ter e o ser.
Essa guerra é determinante para a proliferação da violência. Ela envolve desde o que comemos e o próprio estresse, que ocasionam doenças de cunho espiritual, que são essencialmente movidas por impulsos destruidores. Estas doenças figuram entre as demais que se manifestam no corpo (ferimentos) e emocionalmente (sistema nervoso).

A força dos pecados, que provocam os Desvios e ameaças dos últimos tempos, tenta destruir o homem em toda a sua compleição – físico, intelecto e emoção (psiquê) e espírito (pneuma), pois o Diabo – já alerta Jesus – “veio para roubar, matar e destruir”, inclusive a obra criada por Deus, incluindo a natureza, o ecossistema.

O “Outro Lado”
Tudo o que ele puder fazer para indicar insucesso, quebra de sequência natural, mudança da imagem estabelecida pelo Criador, ele fará. E para isso usará o homem. Satã no hebraico (demônio) tem a raiz no verbo impedir, bloquear. Na tradição judaica Satã é o “outro lado”, explica Bonder.

Dentro dessa guerra contra o que o Senhor criou, o homem planeja o fabrico de produtos que possam sustentar essa desenfreada busca, que não o deixa ver as consequências e a destruição que ocasiona. O ter o leva a quebra de paradigmas fundamentais para a sobrevivência humana. A ética torna-se relativa, a verdade deixa de ser absoluta e o escrúpulo mostra-se como tão-somente como palavra bonita de ser pronunciada em discursos.

Sem fronteiras o homem procura a sustentação de uma geringonça que ele mesmo criou, como o êxodo para as metrópolis, e para isso precisa criar outros elementos, que se constituem verdadeiros obstáculos para a sua própria existência.

Elementos químicos formam a base de doenças cumulativas, entretanto concebem o mal necessário para a preservação humana:

– glicerinas, que são os adoçantes;
– estereatos, ácido estereato e argol (bitartarato de potássio impuro que se obtém na fermentação de mosto de uva), os preservativos;
– diglicerídeos polissorbato, estereato de magnésio, os emulsificantes;
– pepsinas, as enzimas;
– acidulantes, condicionadores, aromatizantes, estabilizantes, antioxidantes, amaciantes e conservantes.

Tudo isso constitui arma apontada para a própria destruição humana, a partir da eliminação de formas de equilíbrio estabelecidas por Deus, desde a Criação, mas é hoje o chamado mal necessário – a bola de neve.
Destruímos a nossa própria proteção como a barreira de ozônio e interferimos no ecossistema, que deveria nos proteger, porém, nos empurra ao encontro dos aguilhões que nós mesmos construímos como o efeito estufa.

Dentro desse contexto clamamos ao Senhor por vida, não obstante andarmos por caminhos da morte; queremos saúde, mas ingerimos cada vez mais alimentos contidos de químicas, venenos, ácidos… É no mínimo contra senso, tendo em vista tudo isso partir de seres inteligentes, o que nos diferencia de todos os animais, pois somos racionais, embora, às vezes, não demonstrarmos.

Formas de degradação da Terra
Em seu livro The Environment and the Christian, Calvin DeWitt, enumera sete formas de degradação da Terra.

1) A Terra está sendo transformada, cada vez mais rápido, de florestas para o uso agrícola, e áreas de uso agrícola em urbanas. São grandes áreas que já perderam suas utilidade.

2) A cada dia, pelo menos três espécies estão sendo extintas. Estas não podem voltar a existir e tampouco sua atuação no equilíbrio do ecossistema.

3) Uso de herbicidas, inseticidas, pesticidas e fertilizantes está acelerando a degradação da terra.

4) Tratamento por meio de produtos químicos e seu consequente despejo em águas correntes, e a absorção deles por afluentes de água.
Um exemplo disso é a água que sai de postos de combustíveis, misturada aos próprios combustíveis, após a lavagem de veículos, além de vazamento de tanques de armazenamento de combustível furados. Esse líquido contaminado, sem nenhum tipo de tratamento, na maioria das cidades brasileiras, com raras exceções, é levado para as bacias hidrográficas.

5) A contaminação está se mostrando, cada vez mais, um problema global. É comum assistirmos cientistas anunciar a presença de contaminação de pinguins na Antártida.

6) A atmosfera parece estar mudando. O aumento de gases produzidos pelo homem, como dióxido de carbono, proveniente da combustão de combustíveis fósseis. A Camada de Ozônio está sendo atingida diretamente pelo excessivo uso de produtos químicos, inclusive os encontrados em geladeiras, ar-condicionado, extintores e aerossol.

7) Estamos perdendo a experiência de culturas que viveram em harmonia com a criação. A expansão de civilização sufoca tais experiências. Em nenhuma época da história os homens têm detido tamanho poder sobre a criação divina.

O homem foi testado e falhou – mais uma vez
Após criar a Terra e todo o seu ecossistema, o Senhor determinou ao homem que tivesse o domínio sobre todas as coisas, seres animais e vegetais, e, deste último, tirasse o seu sustento, conforme o texto que explica as origens. Em Gênesis 1.26,28-30 o Senhor estabelece o domínio humano sobre a natureza:
“…e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra… E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente. Toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi”.

Em nota de rodapé a Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), CPAD, afirma que “O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal… Deus esperava deles que lhe dedicassem todas as coisas da terra e que as administrassem de modo a glorificá-lo e cumprir o propósito divino”. Diz ainda o versículo de referência do comentário sobre o domínio humano, em Hebreus 2.7-8:
“Tu o fizeste um pouco menos do que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras de tuas mãos. Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés…”.

“O futuro da terra passou a depender deles”, continua a comentário, e conclui: “Quando pecaram, trouxeram ruína, fracasso e sofrimento à criação de Deus”.

Isto está claro para todos nós, em especial a partir da modernidade, se agravando na pós-modernidade. O mal que o homem causa para si mesmo é ainda maior aos seres irracionais e vegetais, como diz Paulo:
“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente… Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção de nosso corpo”, Rm 8.18-23.

Novamente o comentário da BEP diz: “A criação (a natureza animada e inanimada) tornou-se sujeita ao sofrimento e às catástrofes físicas, por causa do pecado humano. Deus, portanto, determinou que a própria natureza será redimida e recriada. Haverá novo céu e nova terra; uma restauração de todas as coisas, segundo a vontade de Deus…”.

Ora, imagine então o crente sem determinação de cuidar daquilo que o Senhor faz, cria… Não poderia habitar esse novo cenário que o Senhor recria, não é mesmo?

Hoje, mesmo quando não detemos a consciência sobre a necessidade, importância, atitude exemplar e significado com reflexos de cunho espiritual – pela honra ao Criador –, de preservar a natureza criada por Ele, paira sobre nós a responsabilidade de preservá-la para que nossos filhos e netos – enquanto o Senhor não volta – desfrutem dela da forma mais sadia possível. E ainda mantermos como exemplo de quem deve temor ao Senhor a esse respeito. Isso é mordomia.

Na ordenança ao povo de Israel para possuir a terra, o Senhor estabelece regras que visavam o descanso e reciclagem da terra (Lv 25). Os animais também deveriam ter o devido respeito dos moradores da terra, quisessem estes ter seus dias prolongados:
“Não atarás a boca do boi, quando trilhar”, Dt 25.4.

O Senhor preocupou-se com detalhes que inclui o ser indefeso e frágil, presa fácil da maldade, como o filhote e a mãe-pássaro. Esta deveria receber o devido cuidado e carinho para continuidade da criação:
“Quando encontrares algum ninho de ave no caminho, em alguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhos; deixarás ir livremente a mãe e os filhos tomarás para ti; para que bem te vá, e para que prolongues os dias”, Dt 22.6-7.

APLICAÇÃO
A Bíblia fala sobre o prestar contas da mordomia que Ele nos entregou, conforme Lucas 16.1-2. Pastor e doutor em Teologia, Antonio Gilberto ao pregar sobre este assunto, insere entre os itens, o prestar contas da mordomia do Meio Ambiente. Ele indica que Moisés proibiu o corte de árvore a esmo. Hoje, em função da transgressão humana, “a natureza cobra a conta”, observa.

Nós podemos influenciar o mundo com nossas atitudes, não só naquilo que refere-se diretamente ao espiritual, mas com nossa ética e postura diante dos homens. Por meio do exemplo de como tratamos a natureza criada pelo Senhor, podemos também dar testemunho de sua presença em nós.

Do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Mesquita, Antonio

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Surge da escuridão o novo modismo em prédios de igrejas

Igreja-Batista-da-Lagoinha ANTES

Igreja-Batista-da-Lagoinha- DEPOIS - PRETO

Igreja da Lagoinha: antes e depois com a tonalidade escura

Com prédios pintados de negro, a novidade agora nas igrejas é a discrição. Então, para que isso seja real, nada melhor que dar um tom de negrura, numa flagrante filosofia da obscuridade, tendo em vista as culturas, a tradição, os costumes e o determinante ponto de vista bíblico.

ARGUMENTAÇÃO

Os argumentos são plausíveis, ao menos do ponto de vista meramente humano:

1- As pessoas se igualam, pois todas ficam meio que no anonimato, tipo ‘escondidas’ no escuro.

2- A atenção não se dispersa e passa a ser inteiramente voltada ao palestrante, ao púlpito.

3- Melhora a definição de gravação de imagens.

4- Não há julgamento estético, pois a pessoa pode estar totalmente ou parcialmente vestida, feia ou bonita, apresentável ou não, tatuada, com piercing ou com a pele limpa etc, que não fará diferença na escuridão….

5- Seria mais ou menos a mesma filosofia do uso da caveira, a indicar que todos devem ser iguais, como as caveiras. Ninguém é melhor que ninguém, todos são caveiras!

Bem, são argumentos fortes e que não podemos ignorar, porém, penso que o mais alto de todos seria mesmo o modismo, o ser diferente, mais atraente.

Seria uma resposta ao crescimento de novos modelos propostos pelo avanço e adaptação antropológica, ‘um modo de autoconhecimento que é a identidade, diferenciando os grupos em função de suas idiossincrasias e adaptação em ambientes distintos. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia.

CONCEITOS DO NEGRO

Os conceitos desse tipo de imagem estão associados à morte, mistério, medo e desconhecido. ‘…é a ausência de toda a cor ou luz e, em todo o mundo, está associado ao mal. É a cor do mistério, da penitência, da condenação, da angústia e representa o submundo.

‘Na Astrologia, o negro simboliza Saturno, numa referência ao deus Saturno, que é a divindade grega da velhice e da morte’. Também ‘No Yin Yang o encontro do preto e do branco representa a união de energias opostas’.

Ainda no meio místico, o negro também é visto como representação negativa. Em ‘O verdadeiro significado da cor…’, a explicação sobre as características dessa cor, lança para a ideia de ‘ser a mais escura de todas as tonalidades existentes. Assim, o seu sentido vem justamente desse fato e pode ser entendido como alguns sentimentos negativos. É o caso do medo, tristeza, morte ou solidão”. Ela produz ainda ‘a melancolia e tristeza, pois é essa sensação que temos quando estamos em ambientes escuros”. Fontes:

https://www.astrocentro.com.br/blog/bem-estar/significado-cor-preta/https://www.dicionariodesimbolos.com.br/cor-preta/ – (http://www.portaldomarketing.net.br/o-significado-das-cores-o-preto-em-propaganda-publicidade-e-marketing/

‘VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA’

Essa busca vem desde a sociedade alternativa, da oposição ou contracultura que marcou o século 20, por meio das transformações políticas e culturais. O movimento hippie (Woodstock, 1960), atacou a forma tradicional e conservadora das famílias.

Derivado de hipster, termo usado para o movimento de ativistas negros, a ação recebeu a alavanca de artistas e músicos.

Deu-se início à contestação, liberação geral e amor livre, anarquia, viagens psicodélicas/coloridas, pelo uso do LSD, do transe para a desassociação da realidade e uma nova proposta de visão de mundo, saindo da hierarquia patriarcal, mas também retrocedendo aos rudimentos homossexuais gregos da misoginia. Foi um tipo de jornada do êxtase, para a diluição de si mesmo, em busca de uma forma alternativa, desvinculada de tudo quanto existia, existiu ou que se propõe.

A ARTE CRÍTICA

Ao escrever sobre Steve Jobs, o célebre inventor digital, Arnaldo Jabor, em Steve Jobs criou uma ‘ciência alegre’, diz o seguinte: “Steve Jobs, filho da contracultura, da arte crítica, de Dylan e Picasso, do LSD que o ‘descaractizou’, criou uma espécie de filosofia prática, ‘de mercado’, indutiva, para além de explicações genéricas, de grandes narrativas universais”, e ainda: “Ele nos ensinou a transgressão contra uma sociedade conformista e obediente… Pense diferente! Meus computadores são para os rebeldes, loucos e desajustados”. A Cidade, C-3, 11 out. 2011.

Avanços se seguiram e nos anos setentas, chegou-se à realidade da flexibilização das regras, e a cultura da “esculhambação nunca foi tão grande”, diz a manchete do caderno Ilustrada, Folha de São Paulo (31/7/91).

A Folha continua afirmando: “mas é certo que, a partir dos anos 70, instaurou-se – (…) –, uma cultura do mau gosto, da violência estética, de selvageria texana. A breguice deixou de ser ingênua e marginal”.

E ainda, “…Vive-se numa situação em que o malfeito, o precário, o propositadamente ruim e grosseiro e o lixo são canais legítimos da expressão… Esta sociedade em que vivemos parece impelir tudo à brutalidade e à esculhambação”.

SHOW DE MUDANÇAS

Todos os ingredientes desse tipo de culto, propostos em sua maioria por cantores que se tornaram pastores, como paredes escuras, canhões e telões de led e jatos de fumaça, chega ao ápice por meio do ‘estilo de luminosidade psicodélica e altamente chapante, que causa a seus observadores a sensação de FPS. Muito utilizada em Raves para agravar os efeitos de drogas como LSD e Ecstasy’. Seu funcionamento piscante leva você também a piscar sucessivamente, com a luz estrobofóbica.

NA REAL: OS MELHORES EFEITOS

Entretanto…, para a comunicação eficiente e transmissão e captação em um auditório/culto, segundo especialistas a cor deve ser a mais clara possível. As explicações estão na ciência, em especial a fisiologia humana, no que diz respeito à atenção e consequente aproveitamento.

Algumas empresas estabelecem ambientes de trabalho e/ou palestras com excelência no que diz respeito à claridade, luminosidade. Paredes são pintadas de um branco mais reluzente possível, luzes claras ao máximo e forro igualmente claro.

Todo o mobiliário também não deve ser madeirado e aproximar-se ao máximo da claridade, sem deixar que cores mórbidas estejam à mostra, como forma de manter a pessoa longe de qualquer possibilidade de sonolência, sob constante empatia.

Do lado científico está a produção do hormônio do sono, denominada Melatonina, que só é fabricado após o metabolismo fazer a leitura do ambiente, que deve estar completamente sem luz, portanto escuro. É quando há redução de hiperatividade, déficit de atenção e sonolência, pois o sono reduz o gasto de energia.

O QUE A BÍBLIA DIZ

Obvio que não estamos falando em Igreja – o Corpo de Cristo -, mas em prédios que abrigam reuniões periódicas de igrejas. Também não se fala em templo. O templo (do Espírito Santo) é o crente. Portanto, não há uma regra sobre a cor desses prédios, mesmo porque a igreja só conheceu tais prédios quase que dois séculos depois de seu início. Templo é algo próprio de religiões não-cristãs e até da religião judaica, mas pouco tem que ver conosco, pois somos igreja e templo de Deus, como pessoa.

Com a consagração de templos, como morada divina, terceirizamos a necessidade de sermos consagrados e projetamos tal consagração ao espaço físico, a um lugar: templo, casa (de Deus), púlpito, monte etc, quando nós mesmos devemos acomodar, dar lugar a ação divina, ao sagrado: sermos consagrados (a Ele).

Porém, nas Escrituras o claro está associado ao puro, à glória. Não propriamente a cor, pois ela jamais pode dar a dimensão da santidade divina e sua glória, mas o aspecto da própria santidade na pessoa, em forma de luz, brilho. Isto indica clareza de propósitos, de decisão e compromisso:

‘O seu resplendor é como a luz; raios brilhantes saem da sua mão, e o … será a tua luz para sempre, e o teu Deus será a tua glória e teu esplendor eternamente’, Hc 3.4.

‘O seu resplendor é como a luz; raios brilhantes saem da sua mão, e o … será a tua luz para sempre, e o teu Deus será a tua glória e teu esplendor eternamente’, 2Sm 22.13.

‘Então um dos anciãos me perguntou: “Quem são estes que estão vestidos de branco, e de onde vieram?’, Ap 7.13.

‘Ainda que os seus pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve’, Cr 13-14.

Por outro lado, o negro nada tem que ver com a cor preta, mas indica justamente a ausência de luz: ‘E a luz resplandece nas trevas…’, Jo 1.5.

É como o frio, que só existe em função da ausência de calor. É a ausência do bem em oposição ao mal: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!’, Is 5.20. Indica separação de Deus: ‘Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes’, Mt 25.30. Portanto, a Bíblia não trata de cores, mas de luz e trevas.

PRETO E NEGRO

Usei a descrição negra em vez de preta, em função da forma mais aceitável quanto à cor de pele: preta, em oposição ao branco, como até preferem afrodescendentes. Negro é pejorativo já que tudo que é ruim tem essa descrição, como buraco-negro, magia-negra etc.

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Por meio da própria ação norteada por espíritos, o médium de Goiás pode alegar que as mulheres não tiveram relações com ele propriamente, mas com as entidades incorporadas nele, mesmo com o atrativo da personalização do atendimento, que além do próprio ocultismo também é secreto.

Embora condenado pelo cristianismo, por meio de sua regra mor, a Bíblia, especificamente pelo SENHOR Jesus, esses espíritos são denominados por suas esferas de ação. Dentre eles está o conhecido no meio como Pomba-Gira, que atuaria no desvirtuamento sexual, chamado pela Bíblia como ‘outro sexo’, adultério, pedofilia, abusos, necrofilias etc.

Seriam os tais guias espirituais, ligando a pessoa, através de marca própria, a tal egrégora, um tipo de DNA espiritualista. Segundo gurus e magos, essa entidade absorve ou emitem energias. É mais ou menos como dita a física quântica teórica, em que a pessoa absorve energias ruins de falas, ambientes, músicas etc.

SOBRENATURAL ASSOMBRA

Fatos envolvendo o depoimento do espírita apontam claramente para o sobrenatural: Escrivão quebra o braço, o filtro (fio de extensão) explode e causa gritos de susto, medo e queima frigobar, enquanto computador altera comandos aleatoriamente. A oitiva teve de ser transferida para Goiânia. (www.noticiasgospel.com.br).

Dentro dessa mesma teoria, um criminoso, por seu advogado, alegou justamente essa orientação espiritual para suas mortes sequenciais, impiedosas e implacáveis (Tribunal de Juri/Catanduva-SP, assassinato de Marisônia, 1988).

EVOLUÇÃO DOS ESPÍRITOS

Com o francês Allan Kardec veio o que justificaria intervenções como as atuais. Ele criou a teoria do periscópio, a indicar que o corpo material possue elo com o espiritual ou alma (para o espiritismo é um só elemento – dicotomia).

Então, doenças e certas disfunções seriam impregnações deixadas de reencarnações passadas no tal periscópio.

FONTES EQUIVOCADAS

Além das controvérsias de Abadânia, médiuns famosos no Brasil tiveram mortes estranhas: Zé Arigó, Edvaldo de Oliveira, Oscar Wilde, Waldemar Golvin morreram de trágicos acidentes de automobilísticos; Carmine Mirabelli, de atropelamento; Edson Queiroz, assassinado a facadas; e Gilberto Arruda foi vítima de espancamento. Chico Xavier, que começou recebendo espírito de traquinagem, ‘também era homossexual’
(Revista Lada A, em matéria que envolve o médium Gasparetto).

INCONGRUÊNCIAS

Por sua autoridade, especificamente nas questões espirituais, as Sagradas Escrituras tratam do tema. Refuta a questão da divisão entre espíritos bons e ruins, na esfera das consultas, afirmando que de uma mesma fonte não pode jorrar água doce e salgada.

Também os que morrem não mais tem ligação com os vivos, conforme o SENHOR ensina na questão da morte do mendigo Lázaro e o homem rico (Lc 16.19-31), e que não teriam maior crédito que os Escritos Sagrados (v31).

O mesmo diz respeito à suposta aparição de Samuel (1Sm 28), não sustentada pelo exame cuidadoso e responsável da hermenêutica bíblica.

Em todos os casos, Jesus confronta tais espíritos expulsando-os, sem esboçar qualquer possibilidade de contato, consulta ou familiaridade.

Em toda a Sagrada Escritura há condenação para a necromância e qualquer outro tipo de acesso a espíritos, seja de mortos ou de decaídos. Fala sobre consulta a ‘espírito de feiticeira’ (1Sm 28.8), e o profeta messiânico Isaías (8.19) é contundente quanto à incoerência ao indagar: ‘A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?’, mostrando a coerência: ‘E não recorrerá um povo ao seu Deus?’ (Espírito).

Dentre todas as evidências cristãs, o maior e mais evidente está em 2Coríntios 11: ‘E não é maravilha porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz’. A passagem alcança os envolvidos: ‘… o fim dos quais será conforme as suas obras’ (v15)

CRISTÃOS IMUNES?

‘Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência’, 1Tm 4.1-2.

MINHAS VIVÊNCIAS

Na Teologia não só estudamos a História da Igreja, mas também as religiões. Pondo-a em prática, por meio das experiências diárias e empoderações aprendemos a teleologia.

CAMPO FÉRTIL

De pais católicos romanos vivi toda a mística religiosa do sincretismo entre a igreja católica e o espiritismo. Meu pai lia Allan Kardec, e cheguei a frequentar centro espírita com minha mãe, antes de sua conversão cristã, por conta de traquinagens de espírito em minha casa.

Depois de certo tempo, um de meus irmãos passou a frequentar centro espírita, tipo umbanda. De vez em quando, minha casa virava um centro de horror dantesco. Esse pobre irmão era submetido a cenas humilhantes e não menos horripilantes por incorporações.

Sem saber o que fazer e por ignorância, a única saída era chamar um certo ‘guru’ do segmento, que passava a torturá-lo com as místicas palmas-de-são-jorge, como se o espírito estivesse sendo subjugado. Esse mesmo espírito dizia, por meu saudoso irmão, que ele era o seu cavalo.

Meu irmão teve uma existência tribulosa. Enveredou-se no mundo das drogas e acabou morrendo de forma trágica. Pouco pudemos fazer por ele. Naquela época, ainda éramos neófitos na Fé cristã.

CHARLATANISMO

Quando atuei em um dos maiores jornais do interior, acompanhei um caso de cirurgia espiritual. Embora fosse cristão, meu editor se dizia ateu, e o diretor de Redação espírita tive a liberdade de escrever o que realmente vi.

Havia testemunhado um caso típico de charlatanismo, ao menos naquelas circunstâncias. O ‘operado’ gemia de dor, sob o risco desinforme da unha da médium. Nos intervalos do risco assimétrico nas costas, em direção à coluna vertebral e os gemidos de desespero, ela passava água oxigenada que, misturada ao sangue, formava um líquido de cor assemelhada a pus, justamente a ‘deixa’ para ela vaticinar: Olha como a infecção está saindo!

SEM FRONTEIRAS

Expulsão de espíritos sempre foi uma prática comum na Igreja, antes mesmo de sua fundação por Cristo.

Em uma delas que participei, a pobre mulher carregava uma agulha espetada ao corpo: era para furar os olhos e não mais ver o espírito amedrontador, que se apresentava a ela, tipo gnomo, cabelos espetados, um verdadeiro monstrinho! Foi de arrepiar. Ele foi expulso e, caso não fosse a levaria a furar os próprios olhos.

Décadas depois estive na África do Sul. Pude visitar uma mulher com o missionário local. Ela havia sido liberta de possessão. Falei com ela e a descrição do espírito era a mesma da mulher do interior de São Paulo.

FAKE OU VERDADEIRO?!

Existem sim ações por intervenções espirituais, pois o espírito trafega acima da matéria, mas existem linhas tênues entre o que é sabotagem humana, ação da própria mente, como por sugestionamento, ação realmente espiritual e, por fim, o domicílio: Se o Espírito do Altíssimo ou o Espírito que caiu do Alto!?

DISTINÇÃO

Para determinar o certo ou errado, antes é preciso conhecer e experimentar o verdadeiro.

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‘SE O SAL FOR INSÍPIDO, PARA NADA MAIS PRESTA’

Sinto-me triste, estapafúrdio e quase genuflexo, diante de pessoa que tanto gosto, a defender o indefensável. A se meter com partido notadamente nefasto, a fazer vistas grossas ao execrável, com passos largos e mente leniente, como se caminhasse em direção a um abismo, sem que ouça os gritos de alerta sobre o iminente perigo.

Parece trafegar esse lodaçal incólume, com a fechadura da mente fechada e a chave emperrada. Estou exausto de tanto mostrar-lhe a realidade do ponto de vista humano, intelectual, moral, ético e, até espiritual, mas parece-me que os gritos vão se perdendo e ele escuta, mas não ouve, não consegue processar o sentido das palavras, a concatenar as ideias elencadas.

Posta-se tal qual os companheiros do apóstolo Paulo, por ocasião e seu encontro com o SENHOR e sua subsequente cegueira, até que as escamas caíram-lhe dos olhos. Todos ouviram um barulho, mas somente o apóstolo ‘copiou’ a mensagem.

Fica claro que ainda hoje, o SENHOR fala por revelação, mas não a todos, a deixar outros caminhando como ‘automatus’, como querem.

Chegam à insolência da tentativa de provar o improvável, negar o fato, criar factóides, acusar de seus próprios crimes, negar a verdade, desdenhar o Sagrado, sem medir esforços para justificar os maus, por causa do fim preestabelecido.

Usam todos os ‘ismos’, em especial o Ativismo (empoderam); o Pluralismo (incluem tudo e todos, em um verdadeiro vale tudo); o Hedonismo (irrompem contra Deus, a Criação e à própria natureza, abominando a dualidade macho e fêmea, e criando dezenas de – outras – classificações); o Humanismo (o homem e não Deus em primeiro lugar); o Relativismo (excluem o Absoluto divino, como a Verdade etc); e ainda tentam o último engodo, o Vitimismo.

Mesmo sem pátria, empunham bandeira, cor e hino próprios. A religião é o próprio partido, uma verdadeira seita, com inclusive recolhimento de 10% de contribuição dos camaradas, a atuar com a máxima hipócrita de Judas, negando a oferta sagrada e ‘dando-a aos pobres’, dando a César o que é de Deus…

As leis são próprias, pois cuidam ‘em mudar os tempos, e a lei’ (cf Daniel 7.25), e criam outros seres humanos por leis, como imposição da quebra de gênero.

Enfim, se dão muito bem ‘com a grande desonra infligida para um julgamento público’, a ignomínia, e o execrável é o seu memorável deleite.

Portanto, não lhes seria difícil se misturarem com a multidão à moda Adélio, em busca de sua justiça esquizofrênica, e optar pelo ‘filho do pai’ errado (Bar’abás), desdenhando o Messias da Bíblia (oportuno né?!), o verdadeiro Bar Abbas – Filho do Pai.

Por que até religiosos, que se dizem fiéis – note que Adélio carrega também no nome ‘Bispo’ e ‘Oliveira’, essencialmente bíblicos – traem a razão e a lógica da Fé cristã?! Pela mesma razão dos companheiros de Paulo, pois somente a um grupo seletivo (escolhido) é dado saber os mistérios do Reino de Deus, enquanto outros, mesmo vendo ‘não percebam, ouçam, e não entendam’ (Mc 4.11-12; Lc 18.34).

Não existe comprometimento, alinhamento da Igreja ou de sua liderança, mas a opção (única), para impedir o pior. Bolsonaro pode não ser ‘o cara’; mas estamos diante do exercício da dualidade entre o melhor e o pior.

A Igreja sabe muito bem do que são capazes, pois já foi vítima dos mesmos em várias ocasiões, inclusive com o mesmo nome, como na Albânia, com o Partido dos Trabalhadores da Albânia, o Partia e Punës, que destroçou o país. Também na Europa, com a União Soviética, muitos pastores foram presos, torturados e mortos. Comunidades inteiras fugiram deixando tudo para trás. E não se esqueça, o partido de Hitler, que dominou durante exatos 14 anos, foi o PARTIDO nacional socialista DOS TRABALHADORES (o Nazi).

Não se trata aqui da suposta ação de envolvimento com determinado candidato, como já enfatizei, nem da perda do peso da crítica, por proximidade ou filiação político-partidária, mas de portar-se como sal e luz.

Neste caso, o sal deve evitar o apodrecimento da carne (humana) e arder nas feridas ou será considerado insípido, imprestável. Enquanto a luz serve para alumiar o caminho aos perdidos, vendados ou sob ilusão mediática.

Esses dois elementos, que simbolizam o crente, conforme parábola proposta pelo SENHOR, se encaixam perfeitamente na exortação do apóstolo Tiago, que escreve sobre a postura do cristão, a figurar como exemplo, para servir de referência, influenciando a sociedade de forma tão intensa, a ponto de mudar comportamentos.

Evitemos o apodrecimento social por meio de atitudes, sem cairmos no engodo de mensagem fabricadas em série, com o intuito de inibir a ação da Igreja.

Já alertava pastor Martin Luther King: ‘O que mais me incomoda não é a ação dos maus, mas o silêncio dos bons’ (contextualizado).

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EVANGÉLICOS SERIAM OS VILÕES POR CALAREM UM PARTIDO CORRUPTOR?!

Temos ditos teólogos, que levantam a voz para a sutil defesa da bandeira vermelha, distantes do vermelho sacrifical de Cristo. Não medem esforço para críticas a pastores e evangélicos em geral, por declararem abertamente a preferência pelo militar da reserva, capitão Bolsonaro.

Nem todos são tanto Bolsonaro quanto opositores à quebra de paradigmas básicos, morais e éticos de uma sociedade, de uma nação, uma pátria.

DES-ALINHAMENTO?!

Falam de alinhamento a preceitos bíblicos-cristãos, sob crítica a princípios militares, a partir da repressão à tentativa de tomada do país pela guerrilha e imposição do regime comunista em 64.

Realçam as ditas torturas nos quartéis e presídios, na épica guerrilha encabeçada por jovens guerrilheiros, treinados em países comunistas, como em Cuba.

Eles investiam contra quartéis, assaltavam bancos, impunham o medo, por meio de atos terroristas, como as Farcs e tantas outras guerrilhas, como o Sendero Luminoso no Peru, onde pastores, igrejas e cristãos (evangélicos) foram presos, seguestrados, torturados e mortos. Ouvi testemunhos assustadores em Arequipa.

CAMINHOS ESCOLHIDOS

Houve, portanto, uma disputa de poder, por meio de guerra cruel e armada, com baixas nos dois lados. Os ataques foram contra as instituições, símbolos e estruturas nacionais.

‘Talvez o grito da crise da razão iluminista, que criou o conhecimento para eliminar pessoas’ (Hanna Arendt). Está contido na ideia de que o conhecimento pode ser técnico, mas o exercício do pensamento dá sentido ao próprio ser, o ego. Não posso ser absoluto, para fazer o que acho que está certo.

RESTABELECIMENTO DA ORDEM

Depois de vencer aos ataques, as Forças Armadas dominou a situação e assumiu o poder político-administrativo
do país – caminho óbvio -, até à
normalização democrática, para ceder à eleição presidencial direta.

Caso a guerrilha vencesse, seria seguida de perseguições e milhares de mortes pelo pelotão de fuzilamento, como ocorreu em Cuba – óbvio também.

Os perdedores não se deram por vencidos e, no poder, usaram-no para anistias com pomposas e infames reparações financeiras, pois ‘os valores são rapidamente trocados na experiência do totalitarismo’ (idem).
Não foram vítimas, mas parte de um dos lados de uma guerra armada.

O LIBERALISMO

Esses teólogos, por sua escolha de lado, a esquerda (socialismo, redundância para comunismo), justamente o regime repressor, tirano, ditador e cruel contra a Igreja, seus pregadores e missionários pelo mundo, com prisões, torturas e mortes, realçadas pela crueldade. Portanto são liberais, isto é, não crêem na atualidade das doutrinas básicas cristãs, descreditando sua autoridade e relatativizando tudo.

EXEMPLO DE GUERRILHA
E CRIMES NA BÍBLIA

Temos no Novo Testamento o registro de crime de guerrilha partidária, com escolha clara por um dos dois lados.

Trata da opção entre o Filho do Pai, Jesus Cristo e pelo também ‘filho do pai’, no aramaico, Bar-Abbas. ‘E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte’, Mc 15.7.

No julgamento de JC pelo governo romano da Província da Judeia, Pôncio Pilatos, o povo ignora o seu Messias e opta cegamente por Barrabás, natural de Yafo, sul da Judeia, provável membro do partido dos Zelotes. Também é identificado como salteador e/ou assassino.

Essa organização política atacava legiões do exército romano. Barrabás foi preso após um ataque desses, em Cafarnaum, em que um soldado fora morto, conforme o texto sagrado: ‘E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte’, Mc 15.7.

REINO E NÃO IMPÉRIO

Não obstante Israel ser uma nação teocrática, e o judaísmo até tomado como adjetivo pátrio, a Bíblia silencia quanto a ação exacerbada de Barrabás, e não o toma como herói. E olha que antes dele, os heróis Judeus Martelos, os Macabeus, fizeram o mesmo, por meio da tática de guerrilha.

Isso porque o SENHOR veio para anunciar o Reino de Deus – ‘o meu Reino não é deste mundo’ – e não um império, e mostrar que aquilo que tem viés espiritual precisa ser vencido por ação igualmente espiritual. Também condenar as obras do mal e a suposta justiça que Barrabás estaria buscando, associando-se à morte, por meio de uma atividade à margem da sociedade.

Considera-se ainda os romanos como corretivo usado por Deus para condenar o pecado nacional e provocar a conversão ou volta dos israelitas a Ele, mas ‘o príncipe deste século, cegou-lhes a visão’.

Os teólogos da época, toda a classe sacerdotal, com escribas, saduceus e fariseus, e raríssimas exceções, estavam tão secularizados, que também não conseguiram separar o profano do sagrado e tornaram-se partidários, provocando dissensões, heresias, a suscetibilidade e enfraquecimento da nação, levando o povo, como consequência, ao sofrimento extremo.

JUSTIÇA FRAUDADA

Então, a premissa equivocada deles, não poderia ser concluída com sucesso. O extremo chegou a tentar eliminar Aquele que parecia apoiar os dominadores de Roma, ‘parecia’, pois a sua realidade, embora sob realces quase inquestionáveis, nem sempre é a mesma divina, uma vez que coisas que enlouquecem, aprisionam a razão

Não havia como condenar Jesus, o Cristo, não obstante uma série de acusações mentirosas apresentadas, como verdadeiros fake news, pelos religiosos, de antemão, condenados pelo SENHOR. Porém, o vulgo, insuflado por sacerdotes e opositores à atualidade sagrada, ignorantemente, clamavam contra o Messias judeu.

Esse mesmo populacho, ignorante e sem as devidas informações, privilégios das classes sacerdotais, que os incitava, aceita o (falso) ‘filho do pai’ e rejeitam, por maioria absoluta, o verdadeiro Filho do Pai, o Ungido, Enviado, Cristo.

Faltou ao povo líderes para levá-lo ao conhecimento e escapar do vaticínio: ‘Eis que o meu povo está sendo arruinado porque lhe falta conhecimento da Palavra. Porquanto fostes negligentes no ensino…’, Os 4.6. Eles estavam justamente com ausência de orientação, aio, guia, como ovelhas sem pastor, sob uma pedagogia sem ‘pai’, equivocada e sem aprendizagem.

Hanna fala do holocausto hitleriano e alerta sobre a troca do obedecer pelo apoiar, como meio de antever a justificativa do ‘eu não sabia’.

Finalmente sofreram as duras consequências de suas escolhas, empurrados até ao reduto montanhoso de Massada, onde foram massacrados pelos romanos, após destruição total de seu centro sagrado, o Templo de Jerusalém, a própria pátria, e serem desterrados. Nos encombros do monte no deserto da Judeia, hoje eles fazem o juramento:
– Massada, nunca mais!

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Povo disputa espaço para registrar captura de Lula gigante

Com a ‘anormalidade brasileira’ da prisão de um ex-presidente, aumentada por ser um notório líder de esquerda, o país tende a encontrar o caminho das normas, das regras, da normalidade.

Grupos soltaram fogos de artifício e comemoraram de forma ácida o fato. O homem que ascendeu como um rojão, desceu vergonhosamente como foguete!

ESPERANÇA DE BANCÁRIOS OU DE BANQUEIROS?

Ele tornou-se a esperança dos miseráveis, descamisados e dos sem-nada, dos injustiçados. Porém, ao seu lado juntaram-se também os visionários, que perceberam no metalúrgico Luís Inácio da Silva uma oportunidade única de chegar onde queriam. O terreno estava sulcado, fertilizado, preparado. Era só jogar a semente!

Lula subiu e as duas frentes lutaram para ganhar seus respectivos lauréis: Mais espaço, garantias, igualdade e justiça; mais poder, dinheiro, riquezas e glórias! O segundo venceu e arrastou Lula, em vez de ser arrastado por ele! Não foi por falta de tentativas: de calar a imprensa, censurar o Judiciário, desarmar as polícias, aparelhar o Estado, destruir bases, tidas como conservadoras…

Em vez de ganhar quem estava sentado no banco da praça, à espera de uma oportunidade, ganhou os que estavam fumando charuto cubano, sentados dentro do Banco na praça!

SEM CARRAPATICIDAS

Ninguém que sobe ao poder compromissado com ideologias e partidos poderá vencer seus comprometimentos e patrocinadores. A galinha dá o ovo, e a vaca o leite para a festa, mas depois vão querer comer o bêicon do porco!

LULA PROTAGONIZOU DUAS VIRADAS!

Se Lula foi a virada de um sistema política para outro, ao se eleger presidente do Brasil, essa prisão torna-se símbolo da virada de outro círculo ao país.

Lógico que sua prisão pode ser vista como injusta pelos seguidores daquele primeiro Lula, que não mais existe. Aquele era plebeu, este Lula preso é elite.

Ainda ‘injusta’ porque ficaram para trás Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Michel Temer, Aécio Neves, José Serra, Romero Jucá, Renan Calheiros, José Dirceu, Antonio Palocci… Permanecem presos o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, e o troféu sexagenário Paulo Maluf. A maioria dos nomes acima são ligados a Lula, ao PT ou teve alguma ligação com os dois.

DAS BASES ECLESIAIS DA IGREJA CATÓLICA À QUEDA DOS DOIS

Por outro lado, Lula foi o mentor de todos. O ideário do PT-Lula era fazer do Brasil o que queriam Che Guevara e Fidel Castro, com respeito à América Latina, mas ‘foram traídos’ pelo fascínio do poder e detonaram Cuba.

Fizeram o mesmo os dois da Venezuela. Chaves abriu as portas para a podridão de Maduro. A história se repete dentro de uma sistemática, radical e falida ideologia. Na Albânia, o Partido do Trabalho da Albânia (Partia e Punes), também conhecido como Partido Comunista da Albânia, igualmente levou o país à miséria. Restava ainda o então recém-criado Fórum de São Paulo.

RELIGIÃO E POLÍTICA, A ESTRATÉGIA DE CONSTANTINO SE REPETE

Das bases eclesiais da Igreja Católica Romana, com a chamada Teologia da Libertação e preferência pelos pobres, nasce o PT em 1980, com filiação estrondosa, graças ao apoio da própria Igreja Católica Romana, conforme o escritor espanhol Luís Mir.

Base semelhante também foi criada pelo visionário e controverso Constantino. Após lutas ele alcançou a liderança do império romano e, posteriormente, da Igreja, por força de sua função, impondo tolerâncias a cristãos, convocações e liderança de concílios, nomeações de bispos, e ainda estabeleceu Roma como matriz de todas as igrejas, nascendo daí a denominação ‘Romana’, em oposição à natureza da Igreja, Jerusalém!

BASE SÓLIDA

Homens com ideários, seriedade e firmeza nas propostas do partido, como o católico praticante Plínio Arruda Sampaio abraçaram a proposta. Mas, a partir das denúncias de corruPTções (neologismo que criei pós denúncias), como o Mensalão, o partido enfrentou o esvaziamento de idealistas-fundadores, como o próprio Plínio Arruda, Heloísa Helena, Babá, Bicudo, Marina da Silva, Gabeira, Cristovam Buarque…

AVANÇOS QUE NÃO CHEGARAM A FECHAR O CÍRCULO

Alguma coisa foi feita em termos sociais? Lógico que sim! O acesso às universidades foi um salto monumental. A aceleração na construção de casas populares também. Tivemos ainda alguns marcos de progresso, mas com a ausência de gestão, aliada à gana por dinheiro fácil, patenteada pela corrupção estão apodrecendo. Foram bilhões jogados ao lixo, mas que deram start aos saqueadores do país.

Empresas públicas ampliaram a visão na questão de humanização, com salários melhorados e ganhos com assistência e serviços a funcionários. Porém, sempre com a ideia de aparelhamento, pois o PT empregou milhares no Governo federal, em todos os cantos e estatais. Parece-me que a busca principal era ganhar o poder, sem a parte seguinte do plano!

O TEMOR CONTINUA!

Agora, o vice do PT, Temer, que representa a mesma moeda, somente com mudança de lado, quer ‘aparelhar’ as estatais para entregar à administração privada, já sob encomenda, como ocorre na Caixa Federal, que está sendo aparelhada por ‘encomenda’ de pacote fechado a banqueiros. Vide a Previdência Social!

De tudo isto, a prisão de Lula soa ao sofrido povo, mesmo aos que não conseguem compreender o seu significado, como um troféu. E um ilhós da Operação Lava Jato, que em seus três anos, já repatriou mais de R$ 10 bilhões, efetivou cerca de 200 prisões, mais de 300 processos, e quase 100 condenações. O que ainda emperra esse progresso de limpeza moral e equidade, para o estrangulamento do colarinho branco é justamente quem deveria puxar a fila: O Supremo!

Seus ministros são colocados lá por meio de uma remanescente e arcaica parte do sistema de coronelismo, portanto sem a polidez exigida, dotados de bazófias, com raras exceções. São batráquios preparados a fio, justamente com a função precípua (até conforme o ordenamento jurídico) de depois retribuir os favores ao padrinho.

Mesmo adiante de tantas contrariedades, Moro praticou a equidade, cujo significado busca tratar cada indivíduo conforme sua natureza (do crime), a corporificar o eflúvio de novos tempos.

Equidade é um termo de uso relativamente novo, a partir da Constituição de 1988, das aberturas (para ideários de esquerda) e fechaduras (aos da denominada direita, do conservadorismo).

A partir de 88, o termo carrega a ideia que o Estado deve garantir o direito ou acesso igualitário a todos. Então, nota-se que as atuais circunstâncias fizeram jus à nova Constituição, em especial pela bravura do juiz Moro e procuradores federais, pois agora nem só os PPPs são presos, mas os de colarinhos brancos também, incluindo os PTs!

Aliás, o PT não deve reclamar, pois defende a misoginia, impõe a igualdade de gêneros e, se a prisão de Lula não é normal, estando fora da norma, da regra, e irregular, seria então um substantivo de dois gêneros: ‘anormal’.

CONTRA LULA OU PELO BRASIL?!

Ninguém deve comemorar a desgraça alheia, mas igualmente precisa manter a fechadura da razão aberta, sem se deixar enlouquecer pela emoção liberada pelos impulsos, tornando prisioneiro da irracionalidade, a perder princípios que nos oferecem dimensões da realidade, e ações repulsivas à momice.

Concluo com o que o sábio ‘presidente’ de Israel dissera, há cerca de 3 mil anos: ‘Quando o governo é formado de homens justos e honestos o povo vive feliz, mas quando os líderes de uma nação são maus e desonestos o povo chora de tristeza’, Pv 29.3.

Aqui não é o Céu para queremos a perfeição, nem por isto precisa ser o Inferno! Equilíbrio é o melhor caminho. Como os extremos não constituem as melhores escolhas, resta-nos saber como e onde está o centro!

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PUBLICO CRENTE

Com o artigo intrigante Essa gente incômoda (Veja, 29/set/17), o jornalista J. R. Guzzo teria atacado os cristãos (evangélicos). Não pude escrever este artigo antes, mas insisti hoje, em função das inúmeras contradições na interpretação de seu texto, composto de sutilezas e ironias, imperceptíveis a muitos.

Em primeiro momento, em função das constantes perseguições e incompreensões sofridas pela igreja, por uma sociedade liberal, progressista e tão hedonista, portanto distante das bases cristãs, o artigo soou como intolerante.

Porém, busquei primeiro a identidade do jornalista e pude perceber que suas críticas não estão tão distantes dos conceitos judaicos-cristãos. Em novembro de 2012, Guzzo se viu envolvido em uma polêmica, em torno do artigo Parada gay, cabra e espinafre, também na Veja, cujo teor foi considerado homofóbico. Ele foi questionado por um militante gay da Câmara Federal, que o chama de imbecil. Aí é preciso analisar quem fala de quem!

Percebe-se então, que o seu discurso não indica o que em primeiro momento vê-se, sem uma análise mais debruçada sobre o texto. Se dissesse aquilo que muitos pensaram, o autor se mostraria incoerente, prática observada e detestável no meio jornalístico.

Em seu texto, ele assume o sujeito da crítica, mas a analisar a situação relativa ao crescimento dos Evangélicos e a reação do segmento social, que “se acha” dominadora e dona da razão. Sua conclusão mostra a realidade: O crescimento cristão incomoda muita gente! Ninguém ignora tudo isto.

Sua direção é perceptível no início de seu texto, quando ele diz que a dita elite, descrita por uma lista de adjetivos, tem a esquerda entronizada em seu meio. Também afirma que a mídia, sob forte influência da esquerda, não produz nada que diz respeito a evangélicos, sem alinhavar algo ruim e ameaçador.

No artigo temos o retrato da situação sociológica da posição dos cristãos evangélicos, diante de ricos, poderosos, e os chamados intelectuais, incomodados com o crescimento dessa Fé. Nesse antro representativo está a esquerda, o comunismo gramscismo-maquiavélico.

Toda essa tentativa de castração faz parte de uma suposta liberdade religiosa, enquanto a pluralidade faz-se presente entre os próprios cristãos evangélicos, a tornar-se um verdadeiro calcanhar de Aquiles à vida libertina desses intelectuais do fabianismo.

Agora, a crítica!

Por outro lado, admitimos que essa Boa-Notícia, o Evangelho do Reino, atrai muito mais os desesperançosos e envolve os pequenos, esquecidos, pobres e marginalizados pela sociedade. Esta realidade está de acordo com o texto dito pelo SENHOR: “Graças te dou, ó Pai, SENHOR do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25).

Também concordamos com o joio em meio ao trigo, sem que haja lei ou força, que o possa separá-lo conforme frisa o autor e antecipado por Jesus (Mt 13.36-43). Esse incômodo, representado pelos oportunistas de forma disfarçada ou abertamente, destros em simonia, já preconizados pela Palavra (“cuidando que a piedade seja causa de ganho”, 1Tm 6.5), é crítica universal entre nós cristãos, não é mesmo?!

Sei que pessoas do clero e leigos se apressaram em responder à suposta crítica, mas por força da pressão que incorremos a cada dia. O título do texto sugere isto, mas forma o gancho jornalístico, técnica para levar à leitura – e deu certo!

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