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Posts Tagged ‘fundamento da igreja’

Diante de um leitor do blog e que tenta contestar as doutrinas bíblicas, a partir da religião de Roma, postei o texto abaixo como resposta no artigo sobre o livro apócrifo de Tobias.

Também ao tomar a insistente pergunta de Jesus a Pedro em João 21 – “Pedro tu me amas” como passaporte de sua malfadada tese (sabe-se que a mesma não passa do primeiro teste do texto e do contexto, retando somente o pretexto!), disse-lhe do motivo da insistência.

Primeiro temos um Pedro arrasado por suas próprias falhas. O apóstolo negara o Senhor quando o mesmo, como amigo, deveria esperar outra reação, se bem que o Senhor já havia predito a façanha: “Antes que o galo cante três vezes me negarás!”

Segundo, Jesus realmente amava Pedro – não obstante ser João ‘o apóstolo amado’ (Jo 21.20) –, pois, mesmo sabendo de sua falha, que não fora à única, Ele enviou-lhe uma mensagem especial (e somente a ele), citando-o nominalmente: “Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro…” (Mc 16.7).

Terceiro, o Senhor já ressuscitado aparece e fala a Pedro, anima-o, sem deixar de revelar a sua fraqueza e domínio humanos, reconhecidos pelo apóstolo no “tu sabes tudo” (v17), dando-lhe também a missão de apascentar sua Igreja.

Portanto, no “Pedro tu me amas” de João 21, a partir do versículo 15, está o trocadilho entre as definições de amor no grego philia (amor fraternal e humano) e o ágape (divino e desinteressado). Nas duas primeiras perguntas, o Senhor use ágape, e depois ‘desce’ ao philia onde Pedro se mantinha, sem deixar de confessá-lo: “Senhor, tu sabes tudo”.

O depois bispo (supervisor) Pedro, já velho, confessa a Pedra de Esquina – uma pedra polida, trabalhada, a petra, e não uma pedra solta, comum, o petros. A Pedra de Tropeço, que os edificadores (os judeus) ainda nela tropeçam, é a mesma que a religiosidade romana também mantém-se trôpega.

Portanto, a grande visão de Pedro na declaração de Mateus 16.16-18, não está em suas capacitações, mas é fruto e copirraite dos Céus, pois foi inspirada pelos Céus, conforme o próprio Senhor afirma: “… porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que esta nos céus” (v17).

Por isso Agostinho faz separação entre o Pedro da Declaração e a Declaração de Pedro!

Pedra bruta e Pedra polida

Talvez a mudança do novo nome de Simão Bar-jonas (Simão filho de Jonas), tenha a ver com a mudança de vida. Como o nome ‘simboliza’ o caráter da pessoa, pode ser que Jesus estivesse a tratar da transformação do discípulo, que passava a ser chamado Pedra, Petros, no grego (Pedro), duro!

Jesus não faz referência a Pedro quando fala da base para a edificação da Igreja, mas de si próprio, o “Cristo (Ungido ou Messias), o Filho do Deus vivo”, confessado pelo discípulo nos versículos anteriores, resposta recebida como uma revelação divina em Pedro (16 e 17).

Em seguida, o Senhor afirma: “Sobre esta Rocha (conforme a versão Alexandrina), edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, 18. Aqui o termo grego é petra.

Conforme já vimos, uma das regras da hermenêutica reza que não se pode formar doutrina sem firmar a ideia em passagens paralelas. Neste caso, vamos ver se a doutrina católica romana tem fundamento ou respaldo em passagens paralelas.

No Velho Testamento, em Deuteronômio 32.3-4, temos: “Porque apregoarei o nome do Senhor: daí grandeza a nosso Deus. Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita”. Depois o profeta Isaías afirma: “…Há outro Deus além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça”, 44.8.

O próprio apóstolo Pedro também concorda com a Palavra, discordando obviamente da teoria romana quando diz: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes de vossos pais, mas com o precioso sangue de Jesus Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado”, 1Pd 1.18-19.

E ainda: “E, chegando-vos para ele, a pedra viva, reprovada, na verdade, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa,… Pelo que também na Escritura se contém: Eis que ponho em Sião a pedra principal da esquina, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é preciosa, mas, para os rebeldes, a pedra que os edificadores reprovaram, essa foi a principal da esquina; e uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados”, 1Pd 2.4,6-8.

Na verdade, a Igreja foi fundada no sacrifício de Cristo, no seu sangue, conforme Atos 20.28: “Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com o seu próprio sangue”. Veja também Dt 32.15; Rm 9.33; Mt 21.42 e 44; 1Co 3.9-11 e 10.4.

O próprio Jesus afirmou: “Eu sou o caminho”, enquanto Pedro levou uma correção do Senhor: “Para trás de mim satanás (adversário), que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas espirituais que são de Deus, mas só as que são dos homens”, Mt 16.23.

Em Atos, Lucas afirma: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (4.12).

O escritor Huberto Rohden, que foi seminarista católico romano, contesta a doutrina católica, afirmando que “… Poucos momentos depois desta cena, as portas do inferno prevaleceram contra a pessoa humana de Simão Bar-Jonas (Pedro); pois, quando, saindo dali, Jesus começou a falar de sua próxima paixão e morte, esse mesmo Simão que tão gloriosa confissão fizera é chamado de “satan”, isto é, adversário, inimigo do Cristo – por quê? Porque nele prevaleceu o elemento humano, carne e sangue, que se opôs ao elemento divino”.

Rohden diz ainda: “Ora, seria absurdo, e até blasfemo, supor que Jesus tivesse edificado a Sua igreja sobre tão movediço areal, sobre esse punhado de carne e sangue, sobre esse satan, sobre a pessoa humana e frágil do pescador da Galiléia. Se assim fora, se tão fraco fosse o alicerce da igreja do Cristo, já nessa mesma hora teriam ‘as portas do inferno’ prevalecido contra ela”.

O filósofo continua afirmando que a Igreja não poderia ser fundada sobre a frágil natureza humana de Pedro. “Jesus não edificou a Sua igreja sobre ‘o Pedro da confissão’, escreve Santo Agostinho, mas sobre ‘a confissão de Pedro’: portanto não sobre um homem, mas sobre o Cristo confessado por Pedro, ‘edificou a Sua igreja sobre Si mesmo’, sobre o Cristo, que é a rocha dos séculos”.

Vemos que a hermenêutica deixa para trás tudo aquilo que se-lhe opõe, como tal heresia. “Mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo”, 1Co 3.10-11.

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Embora tenha regras bem definidas, quanto a sua base, a Igreja é um Corpo em que seu organismo pode surpreender por suas formas de apresentação ao mundo. Conforme apóstolo Pedro apresenta, ao falar dos dons: “Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”, 1Pd 4.10.

Isso não significa a possibilidade de alteração da base doutrinária a partir da interferência humana. Sua base é indestrutível, sólida, permanente (eterna) e imutável. Tem suas estacas fincadas na Rocha Eterna – o próprio Deus, representado em Cristo.

Algumas doutrinas

Suas doutrinas básicas incluem a não prática do sexo fora da união entre macho e fêmea – o casamento; a não ingestão de carne sufocada (com sangue), pois o sangue representa a alma animal (de animus, vida animal), conforme Levítico (“Porque a vida da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”, 17.11,14; Dt 12.23; Ec 3.20-21; At 15.20); a preservação da vida, portanto, não se aprova o aborto; a reprovação da idolatria (At 2.20,28-29); a não consulta a mortos (“Quando, pois, vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram: Porventura não consultará o povo a seu Deus? A favor dos vivos consultar-se-á aos mortos?”, Is 8.19; “E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem, que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores”, At 16.16); a doutrina da Unidade divina: há um só Deus (“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor”, Mc 12.29), em 3 pessoas – Pai, Filho e Espírito Santo (“Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um”, 1Jo 5.7). A Palavra é Cristo: João 1.1,14; Mt 28.19; Ef 3.14-19; 1Co 6.11; 2Co 13.13; Gn 1.26 etc.

Pedrinhas, Pedras e a Rocha

Sua base está bem definida em Cristo – a Rocha: Dt 32.4,18; Is 44.8 –, com a construção de pedras, a partir dos Profetas, passando pelos decretos dos 12 Apóstolos (Ef 2.20; At 2.42; 16.4, bem por isso, únicos (cf Gl 2.9). Cristo é a base principal, a petra, isto é, uma rocha sólida e os seus fiéis pedras lavradas, lithos, no grego, conforme 1Pedro 2.5, enquanto Pedro é petros, uma pedra solta, lasca…

As pedras lavradas – pedras vivas – conforme 1Pedro 2.5, são os fiéis, membros do Corpo de Cristo, também edificadores da Igreja, no sentido de enlevo espiritual e formados casa para habitação divina: “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”, Ef 2.21-22.

Porém, retratando o que dissemos na introdução, ninguém pode interferir por projetos próprios ou capacidades humanas, sob o pretexto de pretensa melhora construir outro edifício, conforme alerta apóstolo Paulo: Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus.  Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele”, 1Co 3.7-10.

Após crescer e ter sua influência cooptada por homens, primeiramente fiéis, mas, depois, embriagados pelo poder, que se lhes não pertencem, a Igreja do Senhor passou a ser alvo de espertalhões. Eles vêem nela um meio de vida e não a Vida inteira em Cristo. Para que se perpetuem no poder e ter seus intentos absorvidos, aceitos pela membresia, eles tentam desconstruir o que fora preestabelecido pelo Senhor. Então, se alinham aos homens naturais, com objetivos iguais: tratamento com desdém à doutrina de Cristo.

Sentam em cima de cadeiras douradas, em momentos humanos de glória – já em posse e seu galardão, sem restar mais nada a receber –, ficam na porta do Céu, a exemplo dos fariseus; não saem e tampouco permitem que outros entrem.

Em verdadeiros conluios, com os que leem a mesma e nova cartilha, cegados pela glória vislumbrada pela visão humana, deliciam-se com as honras humanas e as belezas que o mundo temporal resplandece como se oferecessem para ocupar o lugar de Jesus na tentação, ao escalarem o pináculo do Templo, para a aceitação do que o Diabo ainda oferece: Toda a glória do mundo.

E para que tudo isso lhes ocorra, precisam alterar os rumos deixados por ‘seus pais’ – tão recentes – com a desregulamentação de leis pétreas, que regem a Igreja do Senhor.

Riqueza à mostra na barriga

Numa delas, o Senhor estabelece que o discípulo não deve deter riquezas: “Não possuais ouro, nem prata, nem cobre, em vossos cintos”, Mt 10.9. Já prevendo que os orientais detinham uma bolsa pregada ao cinto, para carregar moedas e que a dependência da riqueza esvazia a crença e a fé, Jesus alerta para que seus discípulos não transportem à cintura, moedas de ouro, de prata e nem mesmo as menores de cobre, exceto o bordão, pois deveriam viver inteiramente na dependência da providência divina.

Paulo, o apóstolo, já enfrentava o desvirtuamento das bases cristãs e alerta, com vistas ao seu futuro, quadro muito vivo hoje:

“Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade”, 1Tm 3.1-7.

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