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Archive for dezembro \28\UTC 2012

Pastor João Kolenda Lemos partiu para a Eternidade hoje (28/12/12) às, 15h05, em Pindamonhangaba (SP), após passar por tratamento hospitalar. Com sua esposa, a saudosa missionária norte-americana Ruth Dorris Lemos, fundou fundador do IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus (Ibad) e, portanto, pioneiros na educação teológica nas Assembleias de Deus no Brasil.

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Seu corpo será velado amanhã (29), na capela do Ibad, a partir das 9h, o culto de celebração por sua vida, ocorrerá a partir das 14h e o sepultamento será às 16h, no Cemitério Municipal de Pindamonhangaba, onde também o corpo de irmã ‘Doris’ fora sepultado.

Ele e o Reino

João Kolenda Lemos nasceu no Rio Grande do Sul. Converteu-se e foi batizado aos 15 anos de idade, em 1938, na Assembleia de Deus em Porto Alegre, cujo pastor era o missionário Gustavo Nordlund. Sua mãe, Marta Kolenda Lemos, era filha de um missionário luterano alemão, Ludvig Kolenda e seu pai episcopal. Ela recebeu o batismo no Espírito Santo nos EUA, voltou e testificou para a família, levando os filhos a Jesus.

Em 1942, em Santa Catarina, recebeu credenciais de evangelista autorizado (na época existiam outros jovens autorizados como evangelistas, como José Antônio de Carvalho, Alcebíades Vasconcelos, Alfredo Reikdal…).

Entre 42 e 46 trabalhou em Santa Catarina nas cidades de Tijucas, Itajaí, Tubarão, Criciúma, Orleãs e Urussanga, como auxiliar do missionário O. S. Boyer e do pastor Isaque Kolenda Lemos. Também auxiliou o jornalista Emílio Conde, como copidesque das cartas que chegavam à Redação e ainda revisou a Harpa Cristã e o jornal Mensageiro da Paz.

Pastor Kolenda foi para os Estados Unidos porque no Brasil não tinha seminário teológico na Assembleia de Deus. Lá cursou 5 anos, no Central Bible Collegge. Depois pastoreou uma igreja na cidade de Beulah, no Estado de Michigan. No Brasil, após cursar Teologia, cursou Filosofia e pós-graduação em  Educação.

“Quando eu estava no terceiro ano do Instituto Bíblico, nos Estados Unidos, houve um avivamento. Durante uma semana não teve aula. Os cultos começavam às 8 horas da manhã e terminava às 12 horas. Muita gente recebeu o batismo no Espírito Santo. Durante aqueles cultos eu perguntei a Deus por que no Brasil não tem um Instituto como este. Uma voz me respondeu em português: ‘Para isso que eu lhe trouxe aqui”’, contava pastor Kolenda.

Saudosa missionária Dorris Lemos

Pastor Kolenda conheceu irmã Dorris nos EUA. Formada em música, regeu diversos corais, escreveu lições da Escola Dominical para crianças e para professores de adultos por vários anos junto à CPAD, formada em Teologia, conhecia muito bem a Bíblia e especializou-se em Missiologia.

Irmã Doris nasceu no Estado de Wisconsin. Cursou no Instituto Bíblico dos Grandes Lagos. Seu pai era criador de galinhas e perus. Casou com irmão Kolenda em 1951, nos EUA. No começo do Ibad, ela ministrava aula de inglês na Faculdade de Taubaté, das 7h às 23h, para custear as despesas. Missionária Dorris partiu para a Glória a 23 de outubro de 2009.

Familiares

Depois de 71 anos de ministério pastoral, deixa três filhos, nora, genros, oito netos, três bisnetos e milhares de ex-alunos e muitos frutos a partir da instalação do primeiro sistema de ensino teológico no Brasil – o Ibad.

Pastor-doutor João Kolenda Lemos será mantido como eterna referência de mestre e suas credenciais irão além do seu epitáfio. Como ministro de Deus, tornou-se ‘recomendável em tudo”, como “Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido” (2Co 6.4,6). Saudade!

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“E aconteceu naqueles dias que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse (Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino presidente da Síria). E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu também José da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem”.

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Pôr do sol no pantanal sul-mato-grossense (Foto que tirei durante gravação para o Programa Movimento Pentecostal) – Corumbá ao Paraguai

Com a queda do homem, a partir de Adão e Eva, nossos primeiros pais e criados pelo Senhor, o próprio Criador prometeu dar-nos uma saída para o pecado, gerador da morte. Ele prometera levantar o Salvador da semente da mulher. Assim como o Inimigo derrotou o humano, o mesmo humano (Cristo em forma humana) destruiria o sistema de domínio do mal – o reino diabólico.

A promessa se estabelecera em Gênesis 3.16: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” e a declaração da libertação está revelada em João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” (até o verso 19).

Jesus Cristo – o Messias dos judeus – é anunciado pelos profetas do Velho Testamento. O mais enfático é Isaías, que viveu por volta de 740aC. Isaías chega a enfatizar o sofrimento do Senhor na cruz, em seu capítulo 53:

“Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca”.

Da linhagem de Judá

E Jesus nasce em Belém da Judéia, pois era descendente da linhagem de Davi – da região de Judá – de onde deveria nascer o Messias, conforme anunciado pelos profetas. Embora seus pais morassem na desprezível Galiléia, taxada pejorativamente de Galiléia das Nações ou dos Gentios, por causa da mistura de etnias, eram descendentes da Tribo de Judá e, no alistamento, imposto por Roma, tiveram de descer a Jerusalém, capital da Judéia. Lá, na vizinha cidade de Belém, nasce Jesus.

Com o alistamento, não mais havia vagas nas estalagens de Belém. As estalagens – como o próprio nome indica – eram um tipo de hotel, usado por viajantes. Como na época o transporte era por meio de cavalos, as estalagens contavam com local próprio para descanso e troca de cavalos, em especial por mensageiros – um tipo de correio.

Foi o local oferecido aos pais de Jesus – Miriam (o latinizado Maria) e José. Miriam era uma jovem, possivelmente com os seus máximos 16 anos, uma jovem-mulher e santa. Tanto ela quanto José pertenciam à linhagem de Judá.

O menino cresce ao lado do pai, um carpinteiro, mas, aos 12 anos, pouco antes de entrar para a fase adulta e de responsabilidade sócio-religiosa, que ocorre aos judeus aos 13 anos, é visto entre os mestres, os doutores da Lei (daí procede o termo tão usado hoje por especialistas em determinados segmentos) falando ‘dos negócios de meu Pai’, pois quando os pais o encontram, recebem essa resposta:

“E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele. Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; e, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe.

Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; e, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia. E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no seu coração todas estas coisas. E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lucas 2.39-52).

Seu Nome

Ele recebeu o nome de Jesus (Salvador), o seu nome humano e Cristo, o nome divino, que significa Ungido ou Enviado por Deus (Messias). Porém, seu nome completo é Jesus Cristo, Filho de Deus, Senhor e Salvador, iniciais que, no grego, formam o acróstico – Ictus (o grego não tem jota, por isto inicia-se com ‘i’.  Ictus é peixe no grego, daí o símbolo-ícone usado pela Igreja primeva, inclusive como desenho de identificação, durante as perseguições.

Portanto o Senhor foi “Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor”, Rm 1.4.

Formosura e glória

Embora a visão de Isaías 53 ser muito forte e por isso mesmo levar-nos a pensar em sua representação física, como identidade perene – sem parecer nem formosura –, essa visão indica o momento durante o sofrimento na cruz, pois o Senhor manteve todas as características de um homem perfeito tanto pela santidade de Miriam e respectiva descendência, quanto pela semente do Espírito – o Unigênito do Pai (único do gênero).

Por fim, o retrato Dele à Igreja, por revelação em glória, está descrito em  Apocalipse 1.12-18:

“E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; e no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; e o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”.

 FELIZ NATAL

Em especial nos dias natalinos, tende-se a misturar mercado, marketing, consumismo, culminando em uma comemoração ambivalente. Entretanto, é importante não esquecer que o Filho do Criador nasceu e ‘habitou entre nós’ (Jo 1.14): construiu uma segura casa e nos convida a habitarmos nela.

Dentro dessa metáfora, está o fato de a cultura oriental manter o seu convidado em plena segurança, sem importar-se com o custo disso. No caso de Jesus Cristo, para dar-nos plena e eterna segurança, o custo foi a sua própria vida, pois “O castigo que nos traz a Paz estava sobre Ele” (profeta Isaías).

Para entender a sua mensagem, nem sempre clara nas palavras humanas, a ação criadora do ‘Haja luz’, ilumina a compreensão humana pela própria excelência de sua revelação. Com isto, os nossos efêmeros passos brilharão, até que haja abundância de conhecimento, para a experiência de uma vida próspera e acima do factual.

Portanto, a revelação de sua grandeza reduz a existência humana a uma semente, para que uma nova Vida de sublimidade possa brotar.

Nele!

Mesquita, Antônio

Ministro do Evangelho de Cristo

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A comemoração do Natal está revestida de prós e contras. O primeiro questionamento diz respeito ao mês de sua comemoração. Sabe-se hoje, que o Senhor não nascera durante as chuvas e inverno do mês de quisleu, o 9º do calendário judaico e equivalente a dezembro.

As chuvas e o inverno, próprios do mês, conforme Cantares 2.11 (“Porque eis que passou o inverno; a chuva cessou, e se foi”. Leia também Esdras 10.9,13), impediam que pastores e rebanhos ficassem expostos à noite, conforme narrativa do nascimento do Senhor em Lucas 2.8: “Ora, havia naquela mesma região pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho”, ocorrência própria do verão.

Portanto, o mês mais tardio do nascimento de Jesus é setembro e a época mais provável está entre julho e setembro. A data exata não se sabe.

Existem ainda os exageros adotados a partir de Constantino, como o presépio, verdadeira iniciação a formas idolátricas.

Como se percebe, pecamos pelo excesso, pois não precisamos de dias e datas, sol e luas para apoiar nosso serviço ao Senhor, como o apóstolo Paulo exorta em Gálatas 4.8-11: “Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses. Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco”.

Ainda em Colossenses 2.16-18 temos a seguinte observação: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão”.

A comemoração

Por outro lado, a comemoração do Natal figura como marco e contraponto à tentativa de esvaziamento cultural à Verdade Absoluta (“Eu Sou a Verdade”, Jo 14.6), sob a força do Relativismo e outros ismos profanos, que impõem ao mundo o ‘deus deste século – “O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2.4) –, na tentativa de varrer o sagrado ou reduzi-lo ao profano, temporal, secular.

Mas o Natal se fecha em si mesmo, com o nascimento do Senhor, pois a obra de Expiação se consolida na Glorificação, após a Ressurreição, a nossa maior e mais importante festa, a Páscoa cristã ou Ceia do Senhor (1Co 7.5).

Porém, não há mal em si comemorar o Natal. O nascimento do Senhor fora anunciado pelo sinal no céu a conduzir os sábios do oriente (magos) e ainda profetizado por Isaías 9.6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Exageros

Deve-se ter a consciência do que se comemora e o conhecimento Dele, sem deixar-se levar pelos apetrechos humanos, como o apelo de mercado, quando as pessoas usam o momento para mostrarem-se superioras e cheias de luxo, a retratar 1Coríntios 11.17,21, quando os mais abastados comiam e até se embriagavam, a pecar pelo excesso, enquanto os pobres ficavam à margem da ‘festança’, num verdadeiro ‘ajuntamento para pior’.

Por fim, podemos dizer que mais importante que passar somente por um dia de Natal feliz é ir além da nossa data natalícia, por meio da experiência de receber ao Senhor como Salvador, a provocar a renúncia aos preceitos que norteiam as expectativas do homem natural, e, aí sim, teremos um Natal feliz todos os dias (pelo novo nascimento Nele), pois “se morrermos com Ele, também com Ele viveremos”, 2Tm 2.11.

Feliz Natal!

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