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Posts Tagged ‘Movimento Pentecostal’

De 13 a 30 de junho de 2011 publicamos no twitter – @pastormesquita – um tópico por dia, no total de 100, sobre a história do Movimento Pentecostal, o avivamento que deu origem às Assembleias de Deus no Brasil.

Foram 5 tópicos por dia, com exceção do dia 13 e 18, primeiro dia e o do Centenário da AD, quando publicamos 10, sempre iniciado com tralha (#) e com o número de ordem de cada um e, no final, o tag #CentenarioAD.

O tópico de abertura figurou como o número 1. Os tópicos abaixo estão um pouco maiores, pois no twitter o limite de cada postagem é de 140 caracteres. Hoje publicamos todos os tópicos.

O início do avivamento

2 O avivamento varria partes da Europa, em especial no País de Gales. Nos EUA, o mesmo avivamento ocorria em Minnesota, Carolina Norte e Texas.

3 Em 1891 Daniel Awrey falou em outras línguas em Delaware (Ohio-EUA). Sua esposa teve a mesma experiência em 1899, em Beniah (Tennessee).

4 Os registros de batismo no Espírito Santo ocorreram desde os apóstolos e percorreram por toda a História da Igreja, envolvendo homens e mulheres cristãs.

5 Em 1º janeiro de 1901, antes do Avivamento em Los Angeles, a jovem Agnes Ozman recebeu o batismo no Espírito Santo na Escola Bíblica Betel, em Topeka (Kansas, EUA).

6 Depois de estudarem a Palavra sobre o batismo no Espírito Santo e horas em oração, diversos alunos do curso de Teologia experimentaram a glossolalia (falar em outras línguas).

7 Agnes Ozman é considerada a primeira pessoa a receber a experiência. Depois vários outros alunos e o próprio professor do curso, Charles Fox Parham também foram selados.

8 Em 1905, o garçom Willian Seymour, afro-descendente e filho de ex-escravos de Louisiana, que andava à busca de melhores condições, viajou para Houston (Texas), à procura de trabalho e parentes.

9 Após converter-se passou a pregar a Palavra, tempo em que contrair varíola, doença que o deixou com o rosto desfigurado e cego de um olho.

10 Seymour ‘frequentava’ as aulas de Parham, sobre ensino do batismo do Espírito Santo, mas ficava do lado de fora da sala de aula, próximo à entrada, pois era afro-descendente e, portando, impedido de entrar, em função da segregação étnica, existente na época nos EUA. Seymour chega a Los Angeles

11 Em 22 de fevereiro de 1906, Willian Seymour chega a Los Angeles e passa a pregar sobre regeneração, santificação, cura pela fé e batismo no Espírito Santo.

12 Seymour e um grupo permaneceram em cultos na casa do casal Ruth-Richard Asbery na Rua Bonnie Brae, 214, em Los Angeles (foto-2)

13 Em 9 de abril de 1906, Edward Lee recebe o batismo e depois Jennie Moore, que depois casou-se com Seymour.

14 Em 12 de abril de 1906, às 4h da madrugada, o afro-descendente Willian Seymour recebe o batismo no Espírito Santo.

15 Em 19 de abril de 1906, nasce a então igreja Missão da Fé Apostólica, instalada à Rua Bonnie Brae, 214, na casa do casal Ruth-Richard. A liturgia era composta de leitura bíblica, cânticos e muita oração, praticamente o dia todo.

 

16 A casa na Rua Bonnie Brae – hoje transformada em um museu, com muitas peças da época (foto) – fica pequena e a igreja aluga um templo abandonado, onde antes abrigava uma igreja tradicional e que fora transformado em um estábulo, à Rua Azusa, 312 (Rua Azusa, abaixo), também em Los Angeles. Depois de muito trabalho para limpar o local, os cultos passaram a ser realizados lá. Alguns utensílios que restaram do local, como caixotes, foram usados como peças de apoio para o culto. Começa a corrida para Los Angeles

17 A ação do Espírito Santo atrai cristãos do mundo todo. Eles seguem para Los Angeles em busca da nova experiência. A atuação do Espírito, conforme Atos 2.1-8: “E cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?”, se espalha pelo mundo.

Gunnar Vingren

18 Gunnar Vingren nascera a 8 de agosto de 1897, na cidade de Ostra Husby, Suécia. Foi jardineiro como seu pai até os 19 anos.

19 De lar cristão, aos 18 anos, Vingren ocupa o lugar de seu pai na Escola Dominical, quando o Senhor fala-lhe claramente que seria missionário.

20 No ano de 1903, Gunnar Vingren, membro da Igreja Batista, viaja para os Estados Unidos e começa a estudar no Seminário Teológico Batista em Chicago.

21 Em 1909, Gunnar Vingren estava cheio de vontade de buscar o batismo no Espírito Santo. Passou a pregar sobre o assunto em sua igreja, mas teve rejeição.

22 Gunnar Vingren muda-se então para South Bend, Indiana. A igreja torna-se pentecostal com 20 batizados no Espírito Santo já no primeiro verão.

Daniel Berg

23 Daniel Högberg, conhecido como Daniel Berg, nasceu a 19 de abril de 1884, em Vargon, Suécia, filho de Fredrika-Gustav Verner Högberg, membros da Igreja Batista.

24 Aos 17 anos, no dia 5 de março de 1902, Daniel Berg de lar genuinamente cristão, muda-se para os Estados Unidos em busca de melhores condições, pois a Suécia passava por crise econômica. Anos após ele volta à Suécia.

25 Em 1909, quando viajou para a Suécia Daniel Berg ouve sobre o batismo no Espírito Santo e quando volta para os EUA, ainda no caminho, recebe o revestimento de poder, outorgado pelo Espírito Santo, por meio do batismo espiritual.

26 Atraído pelo Avivamento de Chicago, o jovem Gunnar Vingren creu e foi batizado no Espírito Santo.

Os dois jovens se encontram

27 Em pleno ano de 1909, em conferência de igrejas batistas em Chicago, os jovens Gunnar e Daniel Berg, também batistas, se conhecem.

28 Daniel Berg e Gunnar Vingren chamados pelo Senhor têm como indicação do Espírito Santo, por meio de um terceiro, o nome ‘Pará’. Sem saber o que propriamente indicava, eles procuram informações sobre a indicação e descobrem que se trata do Estado brasileiro ao norte do país. De Nova Iorque eles conseguem a oferta de US$ 90 e rumam ao Brasil.

29 No ano seguinte, em 1910, no dia 5 de novembro, Daniel Berg e Vingren partem de Nova Iorque no Navio Clement. Durante a viagem na terceira classe, eles falam de Jesus aos passageiros e tripulação; distribuem folhetos e ganham um tripulante para Jesus.

30 No dia 19 de novembro de 1910, Daniel Berg e Gunnar Vingren chegam a Belém, capital do Pará. Estavam totalmente sem bens, quase sem dinheiro, sem conhecerem a língua portuguesa e sem amigos.

31 Nessa época, Belém tinha 250 mil habitantes e uma economia em alta por causa dos reflexos da riqueza do Ciclo da Borracha (cf Judson Canto). Mas a prosperidade dura mais dois anos somente.

32 Em 1910, quando chegaram Gunnar Vingren tinha 23 anos e Daniel Berg, 26. Os dois jovens obreiros solteiros sentam na praça local e oram ao Senhor.

33 Até então Daniel Berg e Gunnar Vingren estavam ligados à Igreja Batista. Eles descobriram um nome conhecido em propaganda em um jornal de Belém. Era o pastor metodista Justus Nelson. Fizeram contato e o pastor acompanhou-os à igreja batista local.

34 Apresentados ao responsável pela igreja, Raimundo Nobre, os missionários passaram a congregar e a morar nas dependências do templo, no porão.

35 Enquanto Gunnar Vingren estudava a língua portuguesa, Daniel Berg trabalhava como caldeireiro e fundidor na Companhia Port of Pará, profissão que aprendera quando trabalhou nos EUA.

36 No dia 8 de junho de 1911, à 1h da madrugada, à Rua Siqueira Mendes, 67, a irmã Celina de Albuquerque recebeu o batismo no Espírito Santo. Foi a primeira cristã brasileira, membro da Igreja Batista, a receber a Promessa gloriosa do Senhor.

37 Amanhece e irmã Maria Nazaré vai à casa de José Batista de Carvalho, à Avenida São Jerônimo, 224, falar do batismo de Celina Albuquerque. 38-41 Os primeiros batismos no Espírito Santo, conforme registros na própria agenda de Gunnar Vingren foram os seguintes:

1) Dia 8 de junho de 1911: Celina Albuquerque, à 1h da madrugada;

2) às 22h do mesmo dia, a irmã Maria Nazaré, também fora batizada;

3) No dia 18, às 16h, Ana Silva;

4) dia 1 de novembro, às 10h, foi a vez de Sâncrita Oliveira;

5) irmão Mitoso, recebe o batismo no dia 26 de janeiro de 1912, às 10h;

6) irmã Clothilde recebe a Promessa no dia 19 de março de 1912, às 19h;

7) Manoel Dubu é batizado no dia 13 de abril do mesmo anos, 4h da madrugada;

8) Benvinda Oliveira recebe o revestimento de poder no dia 17 de abril de 1912, às 15h;

9) às 11h do dia 23 de abril de 1912, foi a vez de Emélia Dubu;

10) Guinóca recebe o batismo no Espírito Santo, um ano depois de Celine Albuquerque, justamente no dia 5 de junho 1912, às 22h.

Separados pela ação do Espírito

42 Dia 10 de junho de 1911, a ação do Espírito Santo já era realidade na Igreja Batista, mas a rejeição iniciara e irmã Celina, que trabalhava na igreja como professora de Escola Dominical, não mais teve oportunidade.

43 No dia 12 de junho de 1911, o dirigente Raimundo Nobre, que ainda estudava para tornar-se evangelista, convocou reunião extraordinária da igreja.

44 Mesmo com minoria, Raimundo Nobre propôs a exclusão da maioria, os adeptos da Boa-Nova do Espírito. Neste mesmo dia, com ousadia, o irmão português e abastado, Manoel Rodrigues, de forma ousada leu Atos 2.39.

45-47 Mas a exclusão fora aprovada pelo pequeno grupo de batistas, que se transformaria hoje em uma das maiores denominações cristãs no mundo, caso aceitassem a atualidade dos dons espirituais. Naquele dia, tiveram de sair os irmãos:

1) Celina e seu marido Henrique de Albuquerque; Maria Nazaré; José Plácido da Costa, sua esposa Piedade Prazeres da Costa; Manoel Maria Rodrigues e esposa Gerusa Rodrigues; Emília Dias Rodrigues; Manoel Dias Rodrigues; João Domingues; Joaquim Silva; Benvinda Silva, Teresa Silva de Jesus e Isabel Silva; José Batista de Carvalho e esposa Maria José de Carvalho; 17) Antônio Mendes Garcia. 48 Dez dias depois, o pequeno grupo convidou os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren para implantarem a denominação pentecostal.

18 de junho de 1911

49 Foi então que no dia 18 DE JUNHO DE 1911, à Rua Siqueira Mendes, 67, na cidade de Belém, deu-se início ao Movimento Apostólico da Fé, com 17 pessoas, que 7 anos depois, mudaria o nome para Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

50 Cheios do poder do Espírito Santo todos tinham como base de pregação a Salvação, a Cura Divina, o batismo no Espírito Santo e a Volta de Jesus.

51 Após receberam muitas críticas, o jornal A Folha do Norte, que também criticou a igreja, publicou a seguinte declaração de um repórter: “Nunca vi uma reunião tão cheia de fé, fervor, sinceridade e alegria entre os crentes”.

52 Gunnar Vingren tornou-se o pastor da igreja, enquanto Daniel Berg atuava como colportor a vender Bíblias importadas dos Estados Unidos, pois no Brasil não havia Bíblias em português. Ele aproveitava as visitas de casa em casa e testificava das Boas-Novas do Senhor Jesus.

53 Os dois obreiros, Daniel Berg e Gunnar Vingren, além de jovens, eram solteiros.

54 Berg rumou para Bragança, interior do Pará, na rota ferroviária Belém-Bragança, por onde enfrentava os dois maiores inimigos da obra do Senhor: 1) o analfabetismo e 2) o catolicismo romano.

55 Os padres, como autoridades reconhecidas por toda parte, muitas vezes, decidiam o que deveria ser feito na cidade e então impunham a perseguição com truculência e sem piedade. Eles também advertiam os moradores quanto à pregação de Daniel Berg e impunham temor quanto à leitura bíblica, pois a Igreja Católica Romana proibia seu manuseio e leitura.

56 Em pouco tempo, vinte igrejas se formaram entre Belém e Bragança. Berg ia de porta em porta, falando de Jesus e orando pelos enfermos.

57 Em dezembro de 1913, Gunnar Vingrem recebe a seguinte profecia, anotada em uma de suas agendas: “Meu filho, te humilha. Tu tens de passar grandes provações. O meu sangue tem poder para te guardar…”.

58 Após incidentes enfrentados em pequenos barcos, os pioneiros compram um grande barco, movido a velas, com ajuda financeira da igreja em Belém – o Barco Boas-Novas.

59 Dentre os sinais da manifestação divina, uma família se converte em pleno velório. Daniel Berg lê a Palavra sobre a ressurreição e pai e filhos, ao lado do corpo da mãe, se convertem e, depois, tornam-se anunciadores do Evangelho de Cristo.

Novos rumos

60 Em 1914, um grupo composto por crentes brancos, ligado à então Igreja de Deus em Cristo, forma a Assembleia de Deus, enquanto aquela passou a ter o domínio total de afro-descendentes, em função da saída dos brancos.

61 No ano de 1914, a mensagem do Evangelho chega ao Ceará por meio da cearense e pioneira Maria de Nazaré, a segunda pessoa a ser batizada no Espírito Santo.

62 No dia 25 de outubro de 1914, chegam ao Brasil outros missionários suecos: o casal Adina-Otto Nelson.

63 Em 1914, Gunnar Vingren e Otto Nelson levam a mensagem ao Estado de Alagoas e no mesmo ano, Manoel Francisco Dubu anuncia o Evangelho no Estado da Paraíba.

64 Em 1915, Cordolino Teixeira Bastos leva o Evangelho da Salvação em Cristo para Roraima e, um ano depois, Adriano Nobre leva a Palavra a Pernambuco.

65 Em 1917, o Evangelho chega ao Amazonas, por meio de Severino Moreno de Araujo e, no ano seguinte, Adriano Nobre prega a Palavra no Rio Grande do Norte.

66 Nos anos seguintes, o Evangelho é anunciado nos seguintes Estados:

– Maranhão em 1921, por Clímaco Bueno Aza;

– Espírito Santo em 1922, por Galdino Sobrinho e sua mulher;

– Rondônia em 1922, pelo missionário Paul John Aenis;

– Rio de Janeiro em1923, por crentes provenientes do Pará;

– São Paulo em 1923, por meio de crentes do Pernambuco;

– Rio Grande do Sul em 1934, pelo missionário Gustav Nordlund;

– Bahia em 1926, através de Joaquina de Souza Carvalho;

– Piauí em 1927, por Raimundo Pereira de Almeida;

– Minas Gerais em 1927, por Clímaco Bueno;

– Sergipe em 1927, por meio de Sargento Armínio;

– Paraná em 1928, por Bruno Skolimowisk;

– Santa Catarina em 1931, André Bernardino da Silva leva a Palavra;

– Acre em 1932, por meio de Manoel Pirabas;

– Goiás em 1936, por Antônio Moreira e outros crentes;

– Mato Grosso em 1944, pregado por Eduardo Pablo Joerck;

– Mato Grosso do Sul em 1944, por Juvenal R. de Andrade (época um único Estado);

– Distrito Federal em 1956, por obreiros de Mudureira.

71 Nos primeiros 4 anos, a igreja em Belém do Pará contava com 384 pessoas batizadas nas águas (membros) e 276 batizadas no Espírito Santo.

72 Após 5 anos no Brasil, Gunnar Vingren resolve ir à Suécia testificar das maravilhas ocorridas no Brasil, quando conhece a enfermeira Frida Strandberg (Frida Vingren). Logo depois, viajem para o Brasil e se casam no Pará.

73 No ano de 1915 chegam ao Brasil os missionários suecos Lina-Samuel Nyström. Ele foi um respeitado ensinador da Palavra e formou dupla com o homem de reconhecida liderança Nels Nelson. Além de grande estatura, os dois passaram a estabelecer a doutrina da Igreja entre os assembleianos. Nyström era contrário à mulher ocupar o púlpito para ensinar, quando então, entrou em choque com o pioneiro Gunnar Vingren, pois sua esposa Frida, pregava, escrevia textos nos jornais, ensinava nas escolas bíblicas e dirigia cultos na ausência do marido, embora não detivesse nenhum título ministerial. No Rio, por exemplo, quando Vingren viajava, ela dirigia os cultos, auxiliada pelo então evangelista, saudoso pastor Paulo Leivas Macalão, fundador do Ministério Madureira, com matriz em Madureira (daí o nome), no Grande Rio. Hoje o ministério e a citada igreja são liderados pelo pastor Abner Ferreira.

74 Em 1917 fora fundado o primeiro jornal pentecostal A Voz da Verdade, que circulou por apenas 3 meses. Deu lugar ao Boa Semente, com circulação iniciada a partir de janeiro de 1919. Igreja recebe o nome de Assembleia de Deus

75 Só então no ano de 1918, a igreja no Brasil passa a denominar-se Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

76 Dia 18 de janeiro de 1919, passa a circular o jornal Boa Semente, o primeiro órgão das Assembleias de Deus no Brasil, editado em Belém do Pará. Saiu de circulação em 1930, quando entra em circulação o atual Mensageiro da Paz.

77 Em 1920, Daniel Berg visita a Suécia quando conhece a jovem Sara com quem se casa em julho do mesmo ano. Em 1921 o casal retorna ao Brasil.

78 No ano de 1921 chega ao Brasil o sueco Nels Nelson, aos 26 anos de idade e solteiro. Considerado notável líder e único estrangeiro a naturalizar-se brasileiro. Seu filho Samuel Nelson mora no Pará e sua filha Ester, no Rio de Janeiro.

79 Em 1921, a igreja Assembleia de Deus passa a contar com o seu primeiro Hinário: o Cantor Pentecostal, composto de 44 hinos e 10 corinhos.

80 No ano de 1922, lançada por Adriano Nobre, a 1ª edição do hinário Harpa Cristã, que contava com 300 hinos. Inicialmente este hinário era confeccionado de forma artesanal.

Pioneiros não param

81 Em 1922 Daniel Berg segue para Vitória (ES) onde implanta a AD e permanece no Espírito Santo até 1924 e, depois, segue para Santos.

82 No ano de 1924, Rio de Janeiro, Gunnar Vingren muda definitivamente para a capital ao país, onde também atua como editor do jornal Mensageiro da Paz.

83 No Rio de Janeiro, quando Gunnar Vingren viajava, sua esposa Frida dirigia os cultos, auxiliada pelo então evangelista, saudoso Paulo Leivas Macalão, fundador do Ministério Madureira. Por determinado tempo da história da AD, Paulo Macalão (Rio) e Cícero Canuto de Lima (São Paulo), constituíram-se em liderança da igreja no Brasil, sempre em comum acordo e respeito mútuo.

84 Dia 5 de maio de 1924, início da AD em Santos, por meio de Hermínia-Vicente Lameira e Manoel Garcês e sua esposa, provenientes de Recife.

85 Em 1927, totalmente pela fé, o casal de missionários-pioneiros Sara-Daniel Berg e seu bandolim, muda-se para São Paulo. Sara confeccionava docinhos enquanto Daniel os vendia na rua. Foi a forma encontrada para a sobrevivência do casal.

86 15 de novembro de 1927, início da AD na capital paulista, com a cooperação do casal de missionários Linnea-Simon Lundgren, provenientes de Santos (SP). Saudoso missionário Simon, deixou uma linda história de sua atividade ministerial no país. Atualmente seu filho, pastor ‘João’ Lundgren figura como o único filho de missionário-pioneiro a presidir igreja. Ele é líder da AD em Caxias do Sul (RS) e tem como vice, o seu genro, o carismático amigo-pastor, Daniel Regis Cavalcante.

87 No dia 4 de março de 1928, três pessoas são batizadas na águas em São Paulo e no mês de abril, a matriz da AD paulista passou para a Avenida Celso Garcia, 1.209. Início da CGADB

88 Nos dias 17 e 18 de fevereiro de 1929, dá-se início à Convenção Geral das Assembleias de Deus com uma reunião preliminar em Natal, no Rio Grande do Norte.

89 De 5 a 10 setembro de 1930, em Natal (RN) ocorre a primeira Convenção Geral das Assembleias de Deus e a transmissão da liderança das ADs no Brasil, dos missionários suecos para os obreiros brasileiros.

90 Ainda em Natal, em 1930, a Convenção Geral decide pela paralisação dos jornais Boa Semente e Som Alegre, que circulavam no Pará e no Rio de Janeiro, respectivamente. Passa a circular como órgão oficial o jornal tablóide Mensageiro da Paz.

91 Junho de 1931, Gunnar Vingren lança no Rio, o hinário Saltério (Psaltério) Pentecostal, com 220 hinos. 92 Em 1932 ocorre a primeiro dissidência com a formação da Igreja de Cristo no Brasil, que no início teve o nome de Assembleia de Cristo no Brasil, nome mantido até 1937. Eles tinham hinos com ritmo próprio do Nordeste e um dos principais motivos da separação foi sobre interpretação do batismo no Espírito Santo.

93 Dia 15 de agosto 1932, Gunnar Vingren e família despedem-se da igreja no Rio de Janeiro e do Brasil e voltam à Suécia. A obra de suas mãos já estava completada.

94 No dia 29 de junho 1933, 22 anos após o início das Assembleias de Deus no Brasil e no mesmo mês, já doente e bastante debilitado, o pioneiro Gunnar Vingren, fora chamado à Glória, quando já estava na Suécia.

95 No ano de 1937 ocorrem os primeiros passos para a organização da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).

96 Em março de 1940, o Governo Getúlio Vargas exige que todos os órgãos de imprensa sejam registrados. Com a necessidade de registro o jornal Mensageiro da Paz, passou a constituir-se pessoa física e daí nasce a Casa Publicadora das Assembleias de Deus.

98 Ano de 1946: A CPAD passa a pertencer à Convenção Geral e dá-se início a campanha para aquisição de uma propriedade para a gráfica do Mensageiro da Paz. O jornal inicialmente fora registrado em nome do pastor Silvio Brito, irmão de Zélia de Brito Macalão, esposa do pastor Paulo Leivas Macalão. Leivas era filho do general João Maria Macalão.

98 Em 1956 foi lançada A Seara, primeira revista evangélica do Brasil, idealizada pelos pastores Augusto Costa, que foi chefe da Gráfica da CPAD e do saudoso literato Joanyr de Oliveira.

99 1958 outubro: O casal de missionários Ruth Dorris-João Kolenda Lemos fundam o Instituto Bíblico das Assembleias de Deus (Ibad), em Pindamonhangaba (SP).

100 Em 1963, Daniel Berg foi hospitalizado na Suécia e, mesmo no hospital, permanecia a evangelizar por meio da distribuição de folhetos e oração. A enfermeira tentou inutilmente impedi-lo, mas acabou desistindo e permitindo sua atuação, pois se sentia melhor com isso. Por fim, partiu para a Glória 1963, aos 79 anos de idade.

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Deus usou um filho de escravos para dar início ao Movimento Pentecostal em sua Igreja. O movimento pentecostal a partir dos Estados Unidos começou com os afro-descendentes.

Mas, o início do fogo pentecostal ocorreu a partir de 1900, com Charles Fox Parham (1873-1929), pregador metodista, que se estabeleceu em Topeka, Kansas (EUA), depois ter iniciado o ensino sobre línguas estranhas, a partir do batismo no Espírito Santo.

No instituto bíblico em Topeka, Parham convocou seus alunos a buscarem a renovação espiritual, conforme promessa bíblica. Os alunos passaram a buscar o Senhor em oração e um deles fora batizado. Logo depois, o poder pentecostal espalhou entre os demais. O movimento se espalhou por vários países.

Em 1905, Parham seguiu para o Texas, quando então o ex-garçom afro-descendente William Joseph Seymour (1870-1922), passou a assistir as aulas do novo pregador. Logo depois, o filho de escravo, com 35 anos de idade, fora convidado para se unir a um grupo em Los Angeles.

Os frutos colhidos entre o grupo provocou crescimento e o local ficou pequeno. As reuniões foram transferidas para outra casa, à Rua Bonnie Brae, 216, local que marca o início do avivamento.

Casa da Rua Bonnie Brae, que visitei ao lado do amigo-pastor Eliel, na época pastor em Los Angeles

Willian Seymour fora batizado no Espírito Santo no dia 15 de abril de 1906, durante oração de madrugada. Mas a data da comemoração do início do Movimento Pentecostal na Rua Azusa é 18 de abril de 1906.

Rua Azusa em Los Angeles, sem nenhuma marca daquela época, senão o nome

Mas crescimento e desta vez mudaram-se para a Rua Azusa, 312, onde havia um templo abandonado que se tornara estábulo. Era simples e não contava senão com caixotes de madeira, feitos púlpitos. Os caixotes também eram usados por Seymour e seus companheiros como apoio para oração, que às vezes, levavam o dia todo. Era o elemento principal da liturgia da época, além da leitura da Bíblia e cânticos. Dava-se início ao Movimento da Fé Apostólica. Seymour partiu para a Eternidade em 1922 e sua esposa, Jennie, em 1936.

Assembleia de Deus

Em 1914, um grupo formado por crentes brancos ligada à Igreja de Deus em Cristo formou a Assembleia de Deus. Hoje esta tem em torno de 1,3 milhões de membros; àquela soma cerca de 8 milhões.

No Brasil o movimento pentecostal ganhou impulso com o filho de um pastor batista, o sueco Daniel Berg e o colega, também sueco, filho de jardineiro, Gunnar Vingren, que vieram para o Pará, em 1910.

Bonnie Brae

Construída em 1896, a casa da Rua Bonnie Brae, 216 está localizada a cerca de 5 quilômetros de Holywood, a capital mundial do entretenimento. Interessante que o Estado escolhido por Deus para o avivamento espiritual, Los Angeles, agrupa três cidades próximas entre si e que formam o trio da promiscuidade:

1) Holywood: cinema e entretenimento;

2) Las Vegas, as jogatinas; e

3) São Francisco, capital da promiscuidade.

Assim como o Pará fora escolhido como início do movimento pentecostal no Brasil, em uma época de muitas doenças, Los Angeles (foto), centro do trio-pecaminoso (acima) também fora o centro dessa mesma ação do Espírito

 

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Pastor Alfredo Reikdal sempre demonstrou zelo pela causa do Mestre

Pastor Alfredo Emílio Reikdal partiu para a Eternidade hoje (23/3/10), às 3h, na capital paulista, aos 94 anos de idade. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina.

Reikdal destacou-se como obreiro da segunda geração de pioneiros das Assembleias de Deus no Brasil. Filho de europeus, Alfredo Reikdal sempre se mostrou decidido pela obra do Senhor. Embora fosse paranaense, iniciou suas atividades como ministro do Evangelho de Cristo em São Paulo, onde permaneceu, a partir de orientação de seu sogro, pastor Bruno Skolimowisk.

Durante 67 anos, pastor Reikdal liderou o Ministério do Ipiranga, bairro da Grande São Paulo, do qual era líder vitalício. Fundou ainda a Convenção de Ministros Ortodoxos das Assembléias de Deus no Estado de São Paulo e Outros (Comoespo), em 1996. Até então fazia parte da Comadespe, também de São Paulo. Como líder e ensinador, pastor Reikdal sempre criticou a situação atual das Assembleias de Deus em função dos modismos assumidos e novas tendências teológicas.

Início e inserção na obra pró-Reino

Nascido no Paraná, em São José dos Pinhais, converteu-se ao Senhor em abril de 1929, ainda adolescente. Passou a anunciar o Evangelho na cidade de Curitiba, mas no início da década de 40, mudou-se para São Paulo. Em 1943, assumiu a liderança da igreja em São Paulo, então à Rua Bento Vieira, 53, no Ipiranga, bairro que marca a história da Independência brasileira – do Grito do Ipiranga. Com 170 membros e três congregações – Jabaquara, Itatiba e Amador Bueno – o Ministério Ipiranga, cresceu e chegou a cerca de 800 congregações e 160 mil membros.

Por sua beleza e estilo gótico, o templo da AD/Ipiranga, iniciado em 1955, é visitado por estudantes de Arquitetura e ainda compõe o Patrimônio Histórico de São Paulo

Nava do templo da AD/Ipiranga

Pioneiro fiel

Foi contemporâneo dos pastores Cícero Canuto de Lima, Paulo Leivas Macalão, José Pimentel, João Alves Corrêa, João de Oliveira, dentre outros.

As centenas igrejas ligadas ao Ipiranga se encontram em todo o Estado de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e outros. O templo-central do ministério, no bairro do Ipiranga, na Grande São Paulo, é de estilo gótico e um verdadeiro cartão postal.

Das pregações que ouvi de pastor Reikdal sempre pude notar e exposição de uma teologia conservadora, seriedade naquilo que propôs realizar, com demonstração de caráter inabalável. O saudoso pastor José Dutra de Moraes, seu contemporâneo e com quem trabalhou em Jabaquara, meu primeiro líder e discipulador, sempre usava ilustrações referente à vida e obra do colega.

Pastor Alcides Favaro já atuava há anos, como presidente em exercício. Da escola de seu líder ele e seus demais pares, em respeito ao velho pastor, jamais quiseram assumir o ministério definitivamente.

O corpo está sendo velado no templo, à Avenida Ricardo Jafet, 214, no Ipiranga. O sepultamento ocorrerá amanhã (24), às 16h, no Cemitério da Paz, no Morumbi.

Onde se larga a cruz?

Inserimos abaixo um dos artigos de pastor Alfredo, publicado no Mensageiro da Paz da 1ª. quinzena de 1939 (Não alteramos os estilos gráfico e literário).

É muito triste ver, em nossos dias, crentes trocarem, antes do tempo, sua cruz pelas coisas deste mundo, ao em vez de a levarem até ao lugar em que a podem trocar pela coroa da vida, prometida pelo infalível Senhor de todas as coisas e Pastor das nossas almas.

Muitos há que, ao ouvirem o Evangelho, tomam o seu “lenho”, dão alguns passos, mas, para larga-lo, logo após, ao encontrar as primeiras dificuldades. Para alguns, é bastante serem desprezados pelos amigos, pelo mundo ou ameaçados por uma pequena perseguição, para largarem a cruz que tomaram para levar até o fim.

Outros deixam a cruz, em troca dos gozos temporais e das coisas ilícitas; mas têm a mesma sorte da mulher de Ló; pouco a pouco, voltam ao Egito. Felizes são aqueles que tomam a cruz e fazem como diz a Escritura: livram-se de todo o embaraço, desviam-se das astutas ciladas do Diabo.

Às vezes, somos colocados como Moisés, entre dois caminhos: de um lado, a glória do Egito (o mundo), com todas as honras e todo o esplendor da corte faraônica. De outra parte, o sofrimento, o vitupério de Cristo. Sejamos sábios, saibamos escolher sem olhar a aparência, mas perscrutamos a realidade do futuro; carreguemos a cruz, até trocá-la por uma coroa.

Deixemos “faraó” com toda a Sua glória e fiquemos com Jesus, o qual nos espera e nos quer abraçar, com amor. O segredo da vitória daqueles que andam sob o peso do madeiro, não está em abandona-lo em meio a viagem e sim em leva-lo até ao fim da jornada. Jesus levou a cruz até o Gólgota, termo visível da estrada que nós podemos contemplar.

Mas há um caminho invisível, que conduz ao céu; é por essa estrada que devemos caminhar. Mesmo que o nosso corpo sofra sob o peso da cruz, não impede que o nosso espírito, pela fé, voe com Jesus, até ao céu. O nosso Salvador terminou Seu jornadear, com a cruz, no Calvário; mas, segundo Deus, o fim foi o céu, na glória, a Sua Direita.

Imitemos Jesus, levando a nossa cruz até ao céu; prossigamos nesta estrada até chegarmos as moradas que Jesus nos foi preparar, ainda que os nossos companheiros atirem, para longe, a sua cruz.

O céu é o lugar onde se troca a cruz, pela coroa.

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Admirável o esforço e a tentativa de se provar o improvável. Ora, por que tanto investimento humano numa coisa tão simples e fácil de entender entre o que pode, deve, conforme preceitos bíblicos, o que a AD acata e em quais circunstâncias? A intensidade é tamanha que o amado colega, por quem sempre nutri notável respeito e o reitero aqui, chega a agredir, quando apela à Inquisição.

Qualquer pessoa, com o mínimo de inteligência percebe o esforço hercúleo empreendido para desmerecer o que é fato. É só ler o artigo, no qual o amado não esconde a incumbência de caçar, a qualquer custo, fato idêntico, quiçá semelhante. De que valeu toda a exacerbação se o fato permanece incólume?

Dentro do mesmo espírito poderia taxá-lo de João Tetzel, aquele que, patrocinado pelo papa tentava a qualquer custo impor a Indulgência… lembra-se: “Ao tilintar da moeda no fundo do cofre, salta a alma do purgatório para o Céu!” Mas não o farei em respeito ao nobre colega.

Vamos manter o nível, a que sempre inseri o nobre obreiro do Senhor. Pense: estamos discutindo uma questão que envolve a doutrina bíblica, que no artigo anterior mostramos o que está claro na Bíblia e o que é aceitável, porém, quanto à legalidade do corrido e àquilo que a AD estabelece, não!

A excepcionalidade da Resolução

A Resolução da CGADB não dá respaldo ao fato discutido, conforme segue: “Esta convenção reconhece unicamente como regra de sua fé, a ser obedecida, a Bíblia Sagrada. Assim sendo, resolveu adotar como regra geral, onde houver trabalho do Senhor já firmemente estabelecido, que a Ceia do Senhor, o batismo e a unção de enfermos sejam feitos pelos que foram consagrados para o ministério e o ancionato. “Entretanto, nos lugares onde o trabalho estiver apenas iniciado, ou onde o mesmo esteja pouco desenvolvido, o pastor com a igreja do campo podem autorizar a fazê-lo um dos membros que tenha um bom testemunho. Na falta do pastor, o ancião por todos reconhecido como tal pode substituí-lo.” (o grifo é nosso).

Precisa de comentário?! Vamos repetir: “…nos lugares onde o trabalho estiver apenas iniciado, ou onde o mesmo esteja pouco desenvolvido, o pastor com a igreja do campo podem autorizar a fazê-lo um dos membros que tenha um bom testemunho.”

Essa Resolução, no esquecimento por questões obvias, retrata circunstância, que embora em desuso, mantém-se, obviamente. Na época, havia sim a necessidade e por isso ela foi editada. E hoje? Será que temos os mesmos problemas quanto à ausência de ministros. Só para ser ter ideia, naquela época, os pastores assembleianos poderiam ser enumerados ou reunidos em pequeno espaço, enquanto a novel igreja crescia de maneira a perturbar a razão. Mas, atualmente, somente na última Convenção foram mais de 15 mil ministros inscritos! Mesmo assim, o texto realça a circunstância e o ‘obreiro-leigo’ teria de submeter-se à prévia análise do pastor e não sem antes também passar pelo crivo da própria igreja: “…o pastor com a igreja do campo podem autorizar a fazê-lo…”.

Dissemos, repito, que não se tem na história da Igreja e da AD no Brasil registros (sabidos) de leigos terem batizado, à semelhança do caso apresentado. Pode até haver fatos desconhecidos, perdidos, isolados, não sabidos etc, conforme o nobre colega tenta espremer, como ações isoladas, divorciadas de normas assembleianas. Entretanto, o que está em discussão é algo oficial, sabido, expresso, conhecido, com divulgação nacional, como se a pessoa estivesse acima de toda e qualquer decisão. Essa iniciativa de quem sabia o estava fazendo é que preocupa. Afinal, alguém pode deter o privilégio de estar acima das normas, enquanto todos a elas se submetem?

Também não disse que não havia resolução sobre isso. Ao se firmar tanto na resolução o irmão se esqueceu disso. A Resolução não mostra o que está em discussão. Ainda que a norma tenha sido instituída, conforme base bíblica, exposta em nosso artigo anterior, estamos discutindo o fato, o registro, o acontecimento.

Apelo às vaidades

Por outro lado, a Resolução fortalece a nossa tese: em casos específicos, sem a presença de um pastor; em extremos… Separe as coisas Ora, não seria mais fácil o nobre ministro indicar o reconhecimento da falha… Quem, ‘na mesma circunstância’, não sentiria o gostinho na garganta do apelo às vaidades? E reafirmo que nossa oposição deve se ater a ideias, projetos, fatos, pensamentos, ação, mas nunca a pessoas. A agressão pessoal é o pior meio escolhido para se tentar dissimular uma questão.

Imploro que o prezado busque neutralidade, uma vez não estarmos discutindo pessoa, mas ideia, postura, manifestação, riscos, perigos. A relevância está justamente no fato de a pessoa envolvida estar em evidência, que subentende testemunho, exemplo, ‘jurisprudência’, a partir do fato e das circunstâncias.

Depois de todo o zelo, primor, dedicação, amor, lágrimas, perseguição, sofrimento…, registrados na primeira, segunda, terceira, quarta… gerações assembleianas, que poucos da atual conseguiriam imaginar o estrago, não se pode legitimar a atitude que desfaz tudo,  num só momento! Enquanto pastor Altair Germano se esforça para apoucar os méritos dos antigos e julga suas falhas, tenta suavizar a gravidade do fato discutido.

Não é um membro ‘comum’, mas o diretor da empresa que reflete como espelho o pensamento assembleiano, ou ao menos, deveria ser. Nele está implícita toda a representatividade, confiada a ele por respeitados líderes nacionais. Pense nisso!

Limites antigos

Realmente vossa sapiência foi colocada a serviço das probabilidades. Vamos, então, tomar outro versículo de Provérbios, logo à frente, que afirma: “Teme ao Senhor filho meu… E NÃO ENTREMETAS COM OS QUE BUSCAM MUDANÇAS” (Pv 24.21). Tomo ainda a indicação de um versículo do outro imbróglio discutido na web – a Bíblia de Estudo Dake –, que no comentário de Provérbios 22.28, indica a leitura de Oséias 5.10, onde alerta: “Os príncipes de Judá, de acordo com a afirmação aqui, são como os apóstatas de Efraim. Por esta razão, as duas nações cairão”.

Leia mais

Leia o texto do colega pastor Geremias, que acompanha de perto o fato, que com racionalidade, vivência e experiência histórica, além de independência, analisa o fato, à luz do texto da Resolução, da história e da hermenêutica e doutrina bíblica.

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Confesso que fiquei pasmo, estarrecido, estupefato e não menos triste, quando vi em plena televisão, no programa Movimento Pentecostal, pela Rede TV (dia 12), o diretor da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Ronaldo Rodrigues de Souza, batizando uma pessoa em águas, em igreja no Rio.

Ocorre que Ronaldo nunca fora consagrado a qualquer função ministerial por não ter recebido o batismo no Espírito Santo. Na doutrina pentecostal, em especial assembleiana, todo e qualquer obreiro para ser levado tanto ao ministério quanto ao oficialato da igreja, necessita, primeiramente, passar pela confirmação do Senhor, que se dá pelo batismo no Espírito Santo.

O batismo é uma ordenança conforme doutrina cristã

Desde os diáconos a Bíblia estabelece a escolha de irmãos ‘cheios do Espírito Santo’. “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos… E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio… E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estevão, homem cheio do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé”, At 6.1-7 e ainda: “fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação de seu poder”, Ef 3.7

“Não removas os limites antigos”

Sob o título A doutrina dos batismos, um dos pioneiros assembleianos Antonio Torres Galvão, escreve no Mensageiro da Paz (1a quinzena de janeiro de 1937, pág. 5) e ensina que “O batismo com o Espírito Santo e fogo (Mt 3.11, Mc 1.8, Lc 3.16 e Jo 1.33)… também chamado ‘o poder do alto’ (Lc 24.49) ‘a promessa do Pai’ (At 1.4), ‘o dom do Espírito Santo’ (At 2.38), ‘o dom de Deus’ (At 8.20) e ‘o selo da promessa’ (Ef 1.13), implica preparo para trabalho, correspondendo à unção com azeite, mencionada no Velho Testamento e ministrada aos que eram chamados ao ministério do Senhor”.

“O batismo com o Espírito Santo é ainda uma prova da ressurreição e glorificação do Senhor Jesus Cristo. Por isso é administrado pelo próprio Filho de Deus. As condições para se receber este batismo, encontramos nos capítulos 14, 15-16 do Evangelho segundo João (…) “…apesar de pertencer à esfera terrestre do Reino de Deus é, todavia, de caráter espiritual, visto que é administrado pelo próprio Senhor Jesus Cristo. O quarto faz parte da nossa disciplina e experiência, a fim de que sejamos aptos para toda a boa obra (2Tm 3.17)”.

Nunca se teve notícia, nem na história bíblica e muito menos na da assembleiana de um membro da igreja batizar outro. Será que os padrões assembleianos serão desprezados? Que o legado deixado por nossos pioneiros será jogado às traças? Isso é um verdadeiro absurdo e por isso não pude deixar de expressar-me, pois trata de ataque à base doutrinária e, sem ela, seríamos reduzidos ao Movimento G-12. Desde o princípio, a partir da escolha dos apóstolos, está patente o selo do Espírito: “…veio sobre eles o Espírito Santo e falavam em línguas…” (At 19.6) e ainda sobre a direção da escolha: “… pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (At 15.28).

Relapso

A quebra de paradigmas que representam o vigor da doutrina cristã reflete o relaxamento da nossa identidade e a perda de representação e respeito adquiridos ao longo desses 100 anos. A Assembleia de Deus no Brasil sempre recebeu o respeito pela representatividade, que ocorre pela preservação e proximidade da doutrina genuinamente cristã.

Sabedor das diretrizes doutrinárias bíblicas, Ronaldo fez questão de inserir sua imagem batizando uma pessoa em águas, uma vez que a palavra final de cada edição do programa (revisão final e aprovação de imagens) é dada por ele. A Bíblia é clara quanto ao desejo humano de possuir o espiritual à revelia: “O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu” (Jo 3.27).

É o mesmo vento que aprova participação da Ceia do Senhor de pessoas não batizadas, de igrejas tidas como cristã, incluindo o catolicismo romano etc. Também de descaracterização do batismo nas águas, aceitando o pedobatismo e o de aspersão, dentre outras formas teológicas liberais. A Bíblia chama a atenção dessas tendências humanas: “e a unção, que vos recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nela permaneceis”, 1Jo2.27.

É a expressão do verdadeiro desprezo, tratamento com desdém das coisas sagradas. No memorial da Ceia do Senhor a Bíblia trata dos que não distinguem o corpo do Senhor, por não fazerem separação entre o sagrado e o comum, ordinário. O apóstolo Paulo ainda chama a atenção para a observação das ‘diretrizes básicas’ cristãs.

Inovação e novos modelos

Pastor Esequias Soares ensina que “Os fundadores de seitas costumam usar supostas revelações para enganar o povo”, como o G-12, justamente por estabelecer fundamentos em pensamentos humanos e não na Palavra de Deus. Somente a Bíblia é a fonte de autoridade na fé cristã (Is 8.20). Na filosofia da Igreja em Células “todos os crentes têm a unção e a capacidade para o ministério pastoral, assim, todos os crentes são pastores”, a partir de “princípios subjetivos”.

Esequias cita Valnice, notadamente “contra o atual sistema de governo da igreja, dizendo: ‘O modelo tradicional de igreja, centralizado em um pastor, um prédio e programas, já teve 17 séculos de atuação e deixou metade do mundo não evangelizado’. Mais adiante acrescenta’: ‘No modelo de Bogotá toda a estrutura visa, de fato, fazer de cada discípulo um ministro, um líder… (Valnice Milhomens, Op. ci., pp. 40-43).’”

Pastor Geremias Couto, ao falar de “possíveis distorções”, diz das chamadas “Igrejas Amigáveis (água com açúcar)”, com a ideia de que “a igreja precisa estar aberta ao novo, mas nem tudo que é novo é bom. Nem toda novidade tem legitimidade. É necessário pensar”, e sentencia: “Não é preciso mudar o modelo assembleiano, que tem funcionado no decorrer do tempo. Davi não sabia usar a armadura de Saul, mas sabia perfeitamente usar a funda, com eficiência que ia além da capacidade ou condições de vencer batalha que a armadura oferecia a Saul”.

“Ninguém toma para si essa honra, senão aquele que é chamado”.

Foto: Blog Missões aos Povos

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Entre centenas de projetos sociais mantidos pelas Assembléias de Deus no Brasil, a Rede Globo de Televisão divulgou na sexta-feira (19/6) o trabalho realizado no Rio Paraguai pela AD em Corumbá. A igreja liderada pelo pastor João Martins, mantém o barco Bom Pastor, que trafega pelo citado rio, desde Corumbá até o Paraguai, passando pelo território da Bolívia. Centenas de ribeirinhos, especialmente dessas nações vizinhas recebem atendimento médico, odontológico, acompanhamento social e ajuda, por meio da distribuição de cestas básicas, roupas e sapatos. 

Barco com o reflexo na água remete para a beleza do Pantanal

Barco com o reflexo na água remete para a beleza do Pantanal

A viagem teve a participação de profissionais norte-americanos que sempre participam. São profissionais liberais como médicos, dentistas e enfermeiros, que doam suas férias ao “Bom Pastor”. 

A divulgação pela Tevê Globo ocorreu a partir de nossas sugestões, após consulta ao Conselho de Comunicação da CGADB, da colega jornalista e pauteira da rede de televisão, Rosângela. 

Outras sugestões de atividade social – de quaisquer áreas – podem ser enviadas pelo email mesquita.jornalismo@gmail.com ou comunica@cgadb.org.br 

Já cobrimos a viagem 

Em março de 2006, acompanhamos a viagem ao lado do câmera Carlos Carvalho, com cobertura jornalística para o programa da AD, Movimento Pentecostal

Um dos momentos das gravações (passagem) com o câmera Carlinhos

Um dos momentos das gravações (passagem) com o câmera Carlinhos

Escola concorrida, hospital-modelo e assistência no Pantanal

Além do Barco Bom Pastor – projeto que nasceu em novembro de 97 –, a igreja mantém ainda uma escola modelo no município e um hospital-modelo. Tudo por meio do Departamento de Assistência Social da Igreja, o Sasc. As atividades sociais da igreja, às vezes, suplanta o Estado, resguardando as proporções.

Com 230 alunos, a escola mantém aulas do ensino fundamental, com apoio da Prefeitura. Fornece bolsas de estudo e atinge a faixa etária a partir dos 4 anos de idade. A escola funciona há 30 anos e tem dois prédios, com toda a infra-estrutura necessária. Todo esse trabalho já foi enaltecido pela Rede Globo (Jornal Nacional), com matéria na igreja e no barco. A Universidade Federal do Estado também já acompanhou o projeto. 

Histórico da viagem 

Participaram da viagem, no barco de 21×4,5m, à velocidade de cerca de 15km/h, pastor João Martins, sua esposa Eva Oliveira Martins, a dirigente do Círculo de Oração, Leide Pereira, que também é enfermeira, pastor Francisco Antônio Vicente de Faria, vice-líder da igreja, o missionário Euclides Barreto, o pastor que trabalha na Bolívia, Paulo Rodriguez Chavez, o cozinheiro Jaime, os comandantes Leonel e Ramon, o maquinista José, o pequeno empresário Adriano, o administrador do barco, irmão José, a médica boliviana Gladis Isabel Yamparo Guarachi, a dentista de Corumbá, membro da AD, Thatiana Nagashava Mustafá e a equipe do programa. 

Toda equipe participante posa para o registro no retorno

Toda equipe participante posa para o registro no retorno

Olha só o tamanho do peixe... Só que não passa de um orelhão em Corumbá

Olha só o tamanho do peixe... Só que não passa de um orelhão em Corumbá

Saímos de Corumbá na terça-feira à noite, para uma viagem que cobriria a semana. Todas as refeições, banho e pernoite ocorrem no próprio barco, que conta com 3 camarotes e cerca de 15 lugares.

Entretanto, na quarta-feira, o barco apresentou avaria em seu leme. As tentativas de conserto durante todo o dia não surtiram efeito. A saída foi prosseguir de voadeiras (barcos de motor à popa) até às comunidades paraguaias, no dia seguinte. 

Saímos por volta das 7h da manhã, rumo às aldeias indígenas. Com cerca de 1h30 de viagem os barcos chegaram ao primeiro local: Porto Esperanza. Alícia foi a primeira a ser atendida pela dentista Thatiane. Essa comunidade de índios chamacocos é formada por cerca de 100 famílias e 500 pessoas.

Sem comentários...

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Dezenas de pessoas se aglomeraram nas proximidades do prédio da escola da comunidade. Fomos recebidos pelo pastor e professor Carmelo Romero. Antes houve contato com o líder local – uma espécie de prefeito.

Tudo parecia novidade, embora muitos demonstrassem o que queriam de imediato: atendimento médico e odontológico. Foi a única assistência que tiveram no período. As estruturas para a instalação do atendimento são precárias, mas satisfaz às necessidades. 

As imagens do pôr e do nascer do sol compensam o esforço. É um festival de beleza, juntada aos animais vistos. 

Deixamos para trás o local onde está a Marinha Paraguaia, na Bahia Negra, e a Comunidade Indiana, pois em função de sua população não daria para incluí-las no atendimento. 

As comunidades indígenas são formadas por pessoas abandonadas e sem qualquer atendimento oficial. A última visita foi há meses, da mesma missão – o Bom Pastor da Assembleia de Deus em Corumbá. 

O atendimento começa logo, pois é preciso correr contra o tempo e ainda atender a outra comunidade, antes que escureça. 

Pessoas doentes, algumas com dor de dente chegam à escola e começam a ser organizadas para as consultas. Crianças com olhares tímidos e idosos ficam à espera de atendimento. 

A dentista Tatiane se prepara e extraí dentes ou pedaços, que não mais vão provocar dores, até mesmo de crianças, com enormes dentes de leite. 

A médica boliviana Gládis se entende melhor, mas a mistura do espanhol com a língua nativa, às vezes, complica. O atendimento emociona. São pessoas praticamente abandonadas à espera de auxílio. As atividades no local parecem parar no tempo. 

Os indígenas criam cabras – mas não consomem o leite – e porcos. Vivem ainda da caça e pesca, bastante escassas, pois não há nenhum controle. Suas construções são feitas de Carandá – uma espécie de palmeira, comum na região.

A água vem do Rio Paraguai e do jeito que sai do seu leito, ainda turva e vai para as principais necessidades do povo, inclusive para beber, com uma observação: o transporte da água cabe às mulheres ou crianças. 

Na Comunidade 14 de Maio tudo se repete. Pouco após as 13h local, chegamos ao prédio recém construído por uma Ong japonesa. 

Alguns moradores mostram feridas. Elas são tratadas pela médica, como ocorreu com Abrela Varela, de 60 anos, enquanto uma criança mostra seu rosto tomado por uma doença de pele. 

O líder da comunidade Rudí Barouça, de 24 anos, acompanha de perto todos os movimentos, mas também reconhece a importância da atividade de amor cristão e agradece. Ele diz que o atendimento é muito importante aos moradores que chega ao número de 350 de 59 famílias. 

Projeto de treinamento missionário 

Show de beleza refletido nas imagens que registrei

Show de beleza refletido nas imagens que registrei

As igrejas que quiserem programar treinamento missionário com equipe própria poderão agendar viagem no Barco Bom Pastor. A estrutura necessária para a viagem pode ser oferecida pela igreja em Corumbá, e somente o custo ficaria por conta da igreja convidada. Toda a equipe pode ser da própria igreja sul-mato-grossense, mas a igreja convidada poderá levar médicos e dentistas (pode ser somente um de cada profissão ou mais), recreadora para crianças, evangelista, líder de Missões, dentre outros.

É o que fazem equipes norte-americanas que são convidadas por meio da Eetad, em Campinas. Segundo informações dos organizadores, os profissionais de saúde norte-americanos fazem fila para disputar uma vaga no “Bom Pastor” e doar suas férias a serviço do Mestre no Pantanal. 

Há vagas também para mulheres, que podem ter camarote com camas e banheiro reservados. A tripulação do barco é formada de pessoas da própria igreja em Corumbá. São bastante fraternas e dominam com facilidade todas as informações e técnicas necessárias. 

O barco pode fazer até duas viagens por mês, com cerca de uma semana cada uma, com saída na segunda-feira pela manhã, e volta na sexta ou sábado. A experiência é gratificante, causada pela satisfação de poder fazer alguma coisa por pessoas que mostram brilho nos olhos quando percebem que estão sendo auxiliadas por meio de atendimento médico, odontológico, espiritual e ainda com cestas básicas e roupas. 

É uma obra de visão cristã, fé, ousadia, crença firmada nas transformações ocasionadas pela pregação do Evangelho de Cristo, e acima de tudo, de amor divino pelas almas perdidas (e abandonadas). 

Além disso, há locais que necessitam de obreiros. Estes podem ficar ligados à igreja de origem como seu missionário e sob a supervisão eclesiástica da AD em Corumbá, portanto, com apoio ministerial. 

As informações poderão ser obtidas na própria igreja em Corumbá:

Pastor João Martins, Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Rua Cabral, 1.43, centro, Corumbá (MS) 79332-030. Telefone 67-3231.1674, site: www.adcorumba.com.br, email:  iead-corumba@ibest.com.br

Clique aqui e assista a reportagem da Rede Globo.

Fotos: Antônio Mesquita

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Fundação assembleiana elege diretoria

Funec vai priorizar processos de novas rádios em 3 Estados

 

ANTÔNIO MESQUITA

 

Amapá, Acre e Mato Grosso do Sul são os três Estados que deverão ter seus processos de liberação de emissoras de rádio intensificados. Em geral são Estados em que os líderes locais têm meios de atuar politicamente, junto ao Ministério das Comunicações, para que o processo de liberação ande mais rápido, que forçam a priorização.

 

Segundo o pastor José Wellington, presidente da CGADB e do Conselho Curador da Fundação Evangélica de Comunicação (Funec), a entidade tem processos para a instalação de emissoras em quase todos os Estados da federação, mas há necessidade de empenho político para que a liberação tenha andamento satisfatório.

 

Atualmente a Funec mantém a Faculdade (Faecad), instalada ao lado do prédio da CGADB e tem uma emissora, operando em estado experimental, em João Pessoa (PB), a 96,1 FM. É a primeira da Rede AD Brasil. A Faecad teve o reconhecimento de seu curso de Teologia pelo MEC, à frente de inúmeras universidades famosas na área, como o curso da Pontifícia Universidade Católica (PUC). Agora a faculdade assembleiana pleiteia autorização do MEC para os cursos de Pedagogia e Letras.

 

Para o pastor José Wellington o empenho para a liberação de emissoras de rádio é uma das frentes de trabalho da CGADB. O projeto na área de comunicação traduz uma das formas de a denominação oferecer a sua parcela de colaboração à sociedade. Como a maior denominação cristã no Brasil, a AD tem condições de oferecer serviços, além de seu papel primordial, que é a própria anunciação das Boas-Novas, e a implantação de emissoras de rádio é um deles.

 

Nova diretoria

 

A nova diretoria da Funec foi eleita no último dia 25 (fev), em reunião realizada na CGADB. O Conselho Curador tem como presidente o pastor José Wellington, com os membros-pastores Orcival Xavier (DF), Lucifrancis Barbosa (Amapá), Elyeo Pereira (RJ) e Ancelmo Silvestre (MG). Pastor Elyeo Pereira substituiu o pastor Sebastião Rodrigues de Souza que solicitou sua saída em função de já atuar como presidente do Conselho Curador de fundação congênere em Cuiabá.

 

O Conselho Executivo é formado por Ronaldo Rodrigues de Souza, diretor-administrativo; diretor-operacional, pastor Antonio Dionizio da Silva (MS); e diretor-financeiro, pastor Lourival Machado (RJ). O Conselho Fiscal é formado pelos pastores Israel Sodré (PR), presidente; Kemuel Sotero (ES), relator; e Moisés Rodrigues (SP), vogal.

 

Durante a reunião seus membros aprovaram o relatório fiscal de 2008 e o orçamento para 2009.

 

Veja abaixo o vídeo da inauguração da emissora.

 

 

Esta matéria poderá ser reproduzida com citação de fonte/crédito (Blog Fronteira Final, pastor Antônio Mesquita é presidente do Conselho de Comunicação e Imprensa da CGADB).

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