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Posts Tagged ‘Igrejas’

“E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, 3.14-22.

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Águas termais de Hierápolis

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

Localização
Essa cidade localizava na Frígia, entre Éfeso, a 160km a leste desta cidade; Colosssos e Hierápolis. Atualmente, ao lado de suas ruínas está a aldeia de Eski Hissar. Também estava sob o cinturão de terremotos, que assolou muitas outras cidades-igrejas. Seu nome é também transliterado para Laodikeia, mas antes fora chamada de Diospolis Rhoas e uma das mais avançadas cidades da região, durante o domínio do Império Romano. Esse nome deriva-se de Deus (Dios, referindo a Zeus) e polis (cidade), isto é, ‘Cidade de Zeus’.

Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia.

Identificação

Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da ‘justiça do povo’. É a igreja da democracia, justamente o ‘direito que emana do povo’, de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino).

Laodicéia orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência, a partir da força econômica.

Historiadores mostram que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, tipicamente bancário, destacados laboratórios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se numa escola de medicina e ainda indústrias têxteis.

Toda essa estrutura produzia riqueza e o orgulho dos cidadãos de Laodicéia, que não dependiam em nada de seus vizinhos. Eram prósperos e se orgulhavam de não necessitar de ajuda externa, pois a cidade era progressiva e rica.

Falta de água

Entretanto, a água, produto de fundamental importância à sobrevivência humana, que até hoje mantém sua influência na vida de qualquer sociedade, faltava em Laodicéia. A cidade convivia com o problema da falta de sistema de captação próprio. A administração da cidade dependia de outros centros para abastecimento. A água era captada, por meio de aquedutos procedentes de dois centros vizinhos: Colossos e Hierápolis.

A ‘Cidade de Hiera’ (Hierapólis) possuía fontes termais, mas com água com temperaturas entre 35º e 100º. Portanto, a água que procedia de Hierápolis era quente. Mas como esta cidade distava cerca de10 quilômetrosde Laodicéia, refrescava pela condução do aqueduto, mas, quando chegava estava morna.

Com toda a riqueza, os laodicenses buscaram a opção em Colossos, de onde procedia água potável e fria. Porém, a distância fazia com que a água, ao chegar ao grande centro produtor e, portanto, rico, estivesse também morna.

Então o Senhor toma esse fato e diz:

“Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu), aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas”, Ap 3.15-19.

Outra tradução diz:

“Conheço as tuas ações; sei que não és nem frio nem fervente. Oxalá fosses frio ou fervente. Assim, porque és morno, nem fervente nem frio, estou para te vomitar da minha boca. Visto que dizes ser rico, cheio de bens, que de nada precisas, e não sabes que és um infeliz, um miserável, pobre, cego e nu, aconselho-te a comprares de mim ouro acrisolado no fogo para te enriqueceres, e vestes brancas para te cobrires, a fim de não se ver a vergonha da tua nudez…”.

O outro lado de Filadelfia

Ao contrário de Filadélfia, Laodicéia não tem elogios, mas somente reprovação (Is 43.7-8). É morna, desgraçada (sem a graça), pobre, cega e nu. Embora Laodicéia fosse economicamente rica, possuísse uma admirável indústria de fabricação de roupas, excelente centro médico e bons colírios, faltava-lhe a Água da Vida, que jorra para a Vida Eterna.

Cremos que esta igreja é aquela que tentará se reorganizar quando o Anticristo dominar o mundo, após a Volta do Senhor. Serão os remanescentes do Arrebatamento. Por ser uma igreja fria, se distancia do Filho de Deus e então ficaria no mundo para enfrentar o domínio do Filho do Diabo.

Esses remanescentes deverão ser provados pelo (no) fogo da cruel perseguição. Hoje percebemos lampejos, a partir das tendências de domínio de ideologias políticas, apontando para a organização do domínio humano do mundo futuro, mas não distante.

Porém, tem que se levar em conta a dificuldade da conversão de uma pessoa morna em termos de fé e crença – o dito ‘amigo do Evangelho’, pois é sempre mais acessível o frio.

Passar pelo fogo é a forma de separar os maus dos bons e essa purificação se dá a exemplo da purificação do metal precioso (‘ouro provado no fogo’, v18). Também semelhante ao que apóstolo Paulo descreve no texto da Ceia, em 1Coríntios 11.28: “Examine-se o homem a si mesmo”. O termo no original indica teste a metais: o tilintar do metal a indicar o auge da têmpera ou tratamento térmico a fim de tornar o metal mais a indicar resistência. De forma figurada, indica caráter e índole intocáveis:

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus”, Zc 13.9.

Por outro lado, morno, sinônimo de frouxo, de tepidez, é de provocar náusea (estomacal), no caso em tese, na alma, isto é, rejeição, não aceitação ou assimilação ao sistema do corpo.

Correção a quem se ama

A frese é procedente e bíblica, conforme se lê em Provérbios 3.12:

“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” e “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos”, Hb 12.5-8.

O Amém!

Amém é advérbio e adjetivo hebraico para indicar verdadeiramente, certamente (verdadeiro, verdade e certo), conforme Isaías 65.16:

“Assim que aquele que se bendisser na terra, se bendirá no Deus da verdade; e aquele que jurar na terra, jurará pelo Deus da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas, e estão escondidas dos meus olhos”.

Justifica-se como o Senhor da Verdade, pois Dele advém todas as coisas – a verdade sobre tudo – por constituir-se Princípio de tudo e de todos, e, conforme o silogismo filosófico, ao chegar-se Deus como razão de todas as coisas, logo, Ele é a Verdade!

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, Jo 1.3

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João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte Daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono. E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados… Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”… Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

Ap 1.3-5,8,19.

O mistério das Sete Igrejas foi dado por revelação divina ao apóstolo João, exilado pelos romanos, na Ilha de Patmos, localizada no Mar Egeu. O livro do Apocalipse foi escrito por volta do ano 96dC, época de intensa perseguição aos cristãos da Igreja Primitiva, orquestrada pelo imperador Domiciano.

AS SETE CIDADES-IGREJAS
 

ÉFESO

Abrangência/época: Primeiro século (Ap 2.1-7).

Significado: Desejável.

Fato crítico: Distanciou-se do primeiro amor – v4.

Elogio: Perseverança (trabalho incansável) e rejeição do mal – v2-3. 

Exortação: Buscar a renovação espiritual – v5.

Galardão ao que vencer: Fruto da Árvore da Vida – v7.

Significado histórico: Época da Igreja Primitiva – até o fim da era apostólica.

 
Identificação

Éfeso é a igreja do primeiro século (início do esfriamento). Essa igreja ainda se reunia nas casas dos irmãos, como de Áquila e Priscila. Naquela época, a igreja não contava com templos. Apóstolo Paulo faz menção de nomes e saudações pessoais, demonstrando que havia muita aproximação, comunhão, amor e alegria entre os crentes. O cristão viajante tinha hospedagem familiar no mundo de então, “entre os da casa”, conforme indica a linguagem cristã: “Para que os recebais no Senhor…”, Rm 16.2.

 

ESMIRNA

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

 
Identificação

Esmirna localizava-se a cerca de 40 quilômetrosao norte de Éfeso. Possuía um famoso porto voltado para o comércio do Mar Egeu. Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD), havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Por outro lado judeus, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda ter sido uma cidade famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

 

PÉRGAMO

Abrangência/época: De312 a 600 (Ap 2.12-17).

Significado: Casamento.

Fato crítico: Segue as doutrinas de Balaão e dos Nicolaítas – v14-15.

Elogio: Honra o nome de Cristo – v13.

Exortação: Buscar o arrependimento – v16.

Galardão ao que vencer: Maná escondido e uma pedra branca com um novo nome – v17.

Significado histórico: Casamento com o Estado.

 

Identificação

Pérgamo era uma cidade localizada em cima de uma colina com cerca de 300m acima do nível do mar. Uma fortaleza natural. A moderna cidade contava ainda com uma boa cultura predominantemente grega e, portanto, avançada, e uma biblioteca com cerca de 200 mil volumes, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD). O deus principal de Pérgamo possuía a forma de serpente. Era o deus da saúde, talvez o Esculápio – o deus da Medicina, representado também por serpentes. Mas, além desse deus Pérgamo possuía três outras seitas que veneravam Dionísio, Zeus e Atenas. Em 29aC um templo ao imperador chegou a ser erguido na cidade, corroborando para a fama de cidade onde estava o “trono de Satanás” (v13).

 

TIATIRA

Abrangência/época: De600 a 1517 (Ap 2.18-29).

Significado: Relaxada (Mulher opressora).

Fato crítico: Líder feminina que ensina a tolerância ao pecado – v20.

Elogio: Crescimento nas obras – v19.

Exortação: Reter o que tem – v25.

Galardão ao que vencer: 1) Poder sobre as nações; 2) a Estrela da Manhã – a Luz Eterna (Cristo) – v26-28.

Significado histórico: Decadência da Igreja.

 
Identificação

Na época de Tiatira a Igreja viveu a escuridão do conhecimento. Isso ocorreu durante o período da Idade Média. Triunfou em Tiatira a doutrina baloanista, nicolaitista e jezabelista, a ponto de constituírem a “profundeza de Satanás” (v24).

Jezabel é a mulher que fundamentou certa doutrina herege. É o nome que se dá a quem está no meio, no sistema, mas não faz parte originalmente dele. E por meio de sua doutrina são introduzidos todos os deuses regionais, como a própria esposa de Acabe fez em Israel.

 

SARDES

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

 
Identificação

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura que deixa claro a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão.

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica, que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblicos-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante, pois recebem a promessa gloriosa do Senhor: “…e comigo andarão de branco”, v4. Este é o contraste das vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor com o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

 

FILADELFIA

Abrangência/época: A partir de 1750 (Ap 3.7-13).

Significado: Igreja do amor fraternal.

Fato crítico: Não tem.

Elogio: Guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome – v10.

Exortação: Venho em breve, guarda o que tens para ninguém tome – v11.

Galardão ao que vencer: Coluna do Templo divino terá o nome de Deus e de sua cidade, e o novo nome de Cristo – v12.

Significado histórico: Igreja do Arrebatamento.

 

Identificação

O nome dessa igreja vem de phileo (grego) que significa amor fraterno. É o amor de fraternidade entre as pessoas, amor recíproco. Esse amor contrasta com as orgias sexuais, centradas no amor sensual (grego heros). Filadélfia, além de não ter reprovação, tem elogios. Nela o Todo-Poderoso tem a chave da porta que abre e ninguém fecha; que fecha e ninguém abre e a proposta da bênção de pôr diante do crente uma porta aberta.

 

LAODICEIA

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

 
Identificação

O nome Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da justiça do povo. É a igreja da democracia, justamente o direito do povo de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino). Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia. Esta cidade orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência econômica.

Alguns historiadores dizem que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, destacados laboratórios de remédios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se com uma escola de medicina, e ainda indústrias têxteis. Era próspera e se orgulhava de não necessitar de ajuda externa. A cidade era progressiva e rica.

(Resumo extraído do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Antônio Mesquita)

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São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais… e inúmeros outros locais no mundo estão submersos em águas. As serras fluminenses estão derretendo-se sobre moradores em áreas de risco. Chuvas castigam várias partes do mundo em resposta à invasão do homem a áreas de preservação ambiental e por causa da tentativa de destruição da natureza.

O homem caminha na contramão de Deus. Soma-se ao sofrimento desses moradores e de famílias que perderam entes-queridos – mais de 500 somente no Rio –, a falta de interesse dos governos. Para se ter ideia, quase um ano após o desastre que marcou época, em abril de 2010, com grande intensidade no Morro do Bumba, em Niterói (mais de uma dezena de morros registraram deslizamentos, com mais de uma centena de mortes), muitos locais estão do mesmo jeito.

Hoje, se você for aos locais verá as marcas dos deslizamentos, alguns dos quais se mantêm como estavam no dia da tragédia. A Rodovia Amaral Peixoto, continuação da Alameda (saída da Ponte Rio-Niterói) e caminho para a Região dos Lagos – à beira-mar –, ainda se mantém em uma única pista, em alguns locais de Niterói e São Gonçalo.

Mapeamento de áreas de risco do Rio e desocupação das mesmas são assuntos de vários anos, mas sem iniciativa séria ou ação responsável. Só permanecem no calendário de governos, ano após ano. E olha que, tanto essas questões quanto as soluções dos problemas, como drenagem das encostas, são de obrigação dos governos.

A ocupação desenfreada de áreas de risco também é apoiada por políticos, deputados e vereadores. Fato sabido de todos no Rio. Locais que há 10 anos eram tomados de vegetação, hoje têm retrato alterado pela ocupação de barracos.

Eles mesmos garantem aos seus currais, no mais amplo sentido da palavra, a construção de ruelas, postes de energia elétrica e iluminação pública, sob a inércia e vistas grossas do Estado.

Ora, como poderiam, por iniciativa própria, não aceitar a proposta de morar em locais de risco, se não têm opção. E mais: quando são tirados à força, são colocados em locais degradantes em termos de respeito e dignidade humana, onde permanecem até que se cansem ou arrumem outro local, voltando ao primeiro estágio.

Alocar essa população em locais com o mínimo de dignidade é papel dos governantes. Parte do exagero da cobrança de impostos, com índices altíssimos e únicos em todo o mundo, deveria ser usada para isso.

Os bancos ‘sociais’ e até mesmo os privados, que recebem benefícios incontáveis do Governo federal, inclusive protegidos como instituições, deveriam investir em ação social. Ao menos era esse mecanismo que se esperava dos governos que se dizem de esquerda. Mas, em vez disso, registrou-se o maior crescimento e riqueza na história dessas instituições.

Cadê Deus?

“Não tem jeito. Cenas trágicas se repetem no Rio e minha pergunta nunca se cala: Cadê Deus?”, indaga a professora Cláudia Nunes, em seu artigo, sob o título acima (Comunicando, hause órgão da Universidade Cândido Mendes, do Rio, Ano II, n. 23, 27 de julho a 2 de agosto de 2009).

A filha do pregador norte-americano Billy Graham, Anne, em entrevista no Early Show, respondeu à pergunta de Jane Clayson:

– Como é que Deus teria permitido algo horroroso assim acontecer no dia 11 de setembro e outras tantas coisas horríveis?

Anne Graham respondeu: ‘Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos, temos dito para Deus não interferir em nossas escolhas, sair do nosso governo e sair de nossas vidas. Sendo um cavalheiro como Deus é, creio que Ele calmamente nos deixou.

Como poderemos esperar que Deus nos dê a sua benção e a sua proteção se nós exigimos que Ele não se envolva mais conosco?’

Ela passou a enumerar as alterações do curso da história norte-americana:

– Creio que tudo começou desde que Madeline Murray O’hare (que foi assassinada), queixou-se de que era impróprio se fazer oração nas escolas norte-americanas como se fazia tradicionalmente, e nós concordamos com a sua opinião.

Depois disso, alguém disse que seria melhor também não ler mais a Bíblia nas escolas… A Bíblia que nos ensina que não devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.

Depois o doutor Benjamin Spock disse que não deveríamos bater em nossos filhos quando eles se comportassem mal, porque suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima (o filho dele se suicidou) e nós dissemos: ‘Um perito nesse assunto deve saber o que está falando’. E então concordamos com ele.

Depois alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar nossos filhos quando se comportassem mal. Então foi decidido que nenhum professor poderia disciplinar os alunos…

Então alguém sugeriu que deveríamos deixar que nossas filhas fizessem aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar.

Foi dito também que deveríamos dar aos nossos filhos tantas camisinhas, quantas eles quisessem para que eles pudessem se divertir à vontade. E nós dissemos: ‘Está bem!’

Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas com fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e uma apreciação natural do corpo feminino. E nós dissemos: ‘Está bem, isto é democracia, e eles tem o direito de ter liberdade de se expressar e fazer isso’.

Depois outra pessoa levou isso um passo mais adiante e publicou fotos de crianças nuas e foi mais além ainda, colocando-as à disposição da internet.

Agora nós estamos nos perguntando por que nossos filhos não têm consciência e porque não sabem distinguir o bem e o mal, o certo e o errado; porque não lhes incomoda matar pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios… Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender: nós colhemos só aquilo que semeamos!

Uma menina escreveu um bilhetinho para Deus:

– ‘Senhor, porque não salvaste aquela criança na escola?’

A resposta Dele foi a seguinte:

– ‘Querida criança, não me deixam entrar nas escolas!’ Portanto Deus está onde o colocamos!

Esta é a resposta ao título Cadê Deus?

Existimos hoje em meio a um verdadeiro Salve-se quem puder!, Entretanto, o Senhor Jesus permanece a dizer: Salvarei todos quantos quiserem! (cf Mt 11.28-10), pois “… se o… povo que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra”, 2Cr 7.14.

Doações a desabrigados e produtos necessários

As igrejas evangélicas se mobilizam para o recebimento de donativos. A AD em Ribeirão Preto e região, liderada pelo pastor Antônio Santana, está se mobilizando para a arrecadação de produtos.

Quem pretende fazer doações devem estar atento a produtos que, em geral, não são doados. A lista abaixo é a mesma que elaboramos com o grupo do Projeto Crescer (AD em Fonseca, Niterói-RJ, pastor Celso Brasil), por ocasião do desastre em abril, em Niterói.

– Água Mineral

– Escova de dente, absorvente, sabonete e pasta de dente, xampu, escova de cabelo/pente.

– Roupas íntimas femininas

– Legumes, frutas e alho 

– Carnes de vaca e frango

– Embutidos (salsicha e linguiça)

– Manteiga ou margarina

– Óleo de cozinha

– Produtos para alimentação de bebês, como Mucilon, leite e chocolate em pó…

– Fraldas descartáveis e Hipoglós

– Saco de lixo

Oração por todos

Em geral os templos evangélicos são oferecidos para atendimento e posto de arrecadação de doações.

O templo da AD em Teresópolis (pastor Israel Couto) está servindo de IML. A AD em São José do Vale do Rio Preto, liderada pelo pastor Júlio, e que todo ano realizada encontro nacional de missões, também deve estar servindo de centro de recebimento e distribuição.

Pastor Geremias Couto, que mora em Teresópolis, pede oração para que o Senhor amenize a dor dos que perderam familiares, parentes e casas e pertences. O mesmo faz pastor Walter Azevedo, que, embora more em Garça (SP), nasceu em Teresópolis.

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Gana pelo poder, orgulho e independência cria mirabolantes nomes para igrejas

Dentre as anomalias envolvendo igrejas no Brasil – não confunda com Igreja, Corpo de Cristo e Reino dos Céus –, deparamos com matéria e artigo divulgados na Folha (Hoje na Folha: Criar igreja e se livrar de imposto custa R$ 418 (29/11/2009 – 08h28, de causarem asca em qualquer seguidor de Cristo (cristão). As facilidades que se têm no Brasil de instalar igrejas, constada pelo jornal, coincidem com a demanda expressada por uma cultura cheia de aptidão para tal.

Tanto a deficiência sócio-cultural quanto os princípios religiosos, que deram origem à nação – portugueses, com o catolicismo romano; os índios com o feiticismo; e os africanos com e o espiritismo – formaram o berço esplêndido para tais aberrações.

“Reportagem de Hélio Schwartsman, da equipe de articulistas da Folha, mostra que bastam cinco dias úteis e R$ 418,42 para criar uma igreja no Brasil com CNPJ, conta bancária e direito de realizar aplicações financeiras livres de IR (Imposto de Renda) e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).”

“A reportagem, publicada neste domingo na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal), informa ainda que não existem requisitos teológicos ou doutrinários para a constituição de uma igreja nem se exige um número mínimo de fiéis –basta o registro de sua assembleia de fundação e estatuto social num cartório.”

Grande parte dessa involução religiosa tem como ponto de partida a pobreza nos seus mais amplos sentidos, em especial a de espírito. A deficiência ética, de uma sociedade de jeitinho e cunhada na mentira, assimilou bem a mensagem pós-moderna do ter (do sabe com quem está falando?), em detrimento ao ser (quem sou?).

O sistema de troca não se espelha nos valores reais de uma pessoa, formatada em seu caráter, mas no das riquezas temporais e o resto não passa de resto mesmo!

Não deveria haver a necessidade de interferência de órgãos oficiais, pois a própria sociedade, por seus costumes, emplacados em sua cultura, deveria reprimir tais práticas. É como o caso de urinar na rua… ou dirigir o veículo à direita… (coisa comum no Estado do Rio). Não deveria ser coisa de fiscalização policial, mas algo banido pela própria exigência cultural de um povo educado.

Por outro lado, como dizem os jornalistas, “Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. (…). Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes. Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios…”.

Neste caso, já que a sociedade é ignorante a ponto de não saber decidir por si mesma, o sistema estatal deveria interferir e criar exigências, como o reconhecimento de tais líderes, ao menos por meio de um curso teológico idôneo, de fé pública.

O início de tudo

Quando iniciei na fé cristã tínhamos, além das igrejas tradicionais, como Congregacional, Luterana, Metodista, Presbiteriana e Batista, as pentecostais Assembleia de Deus, Cristã no Brasil e depois Cruzada (Igreja do Evangelho Quadrangular), O Brasil para Cristo, Deus é Amor e a Restauração.

Com a chegada dos novos tempos, logo após a Revolução Cultural dos anos sessentas, as liberdades tornaram-se libertinas e chegaram até a área eclesiástica. A década de oitenta, ocorreu o pontapé aos exageros, que já se registravam nos Estados Unidos. Porém, aqui no Brasil, o campo foi tão fértil quanto promíscuo.

E não foram somente as igrejolas que se tornaram verdadeiras (a)seita (cheques). Esse ardor de um céu infernal criou um inferno celestial e chegou a perturbar os fiéis, por meio de líderes, que se adaptaram de forma exemplar ao poder, emanado de uma estrutura humana, geminada à Igreja. A organização (de cunho meramente humano) construiu prédios, domínios, riquezas e poder humano – verdadeiras miniaturas da estátua de Nabucodonosor – expressando o fulgor do império humano.

A Igreja do Senhor nunca teve dominadores como se vê hoje, mas líderes com autoridade espiritual e não por seus carrões, anéis salientes, como verdadeiros caubóis do asfalto, com imposições pelo medo e não por sua autoridade que, aliás, perderam quando pegaram o atalho que não mais segue o Caminho.

Na época que citei acima, os pastores presidiam sim a igreja, mas não eram chamados presidentes ou chefes (coisa tão humana quanto passageira), eram simplesmente irmãos. Hoje, eles não são pastores, mas presidentes e chefes. Hoje os profetas velhos estão corrompendo os profetas novos, com raras exceções.

Adaptaram-se com excelência às teologias da Prosperidade, do Triunfalismo e da Confissão Positiva (do Positivismo de Conte, que tem um pé no espiritismo), as quais ‘são injustamente’ por eles criticadas – quando não assumidas -, pois é apenas uma forma de se ocultar.

Estes mesmos podem dizer: Não temos o “levanta e anda”, mas em nome de Jesus detemos o “ouro e a prata”.

É triste afirmar isso, mas daí para o que se lê abaixo não custa muito.

Nomes de ‘igrejas’ registradas
– Igreja da Água Abençoada

– Igreja Adventista da Sétima Reforma Divina

– Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder

– Congregação Anti-Blasfêmias

– Igreja Chave do Éden

– Igreja Evangélica de Abominação à Vida Torta

– Igreja Batista Incêndio de Bênçãos

– Igreja Batista Ô Glória!

– Congregação Passo para o Futuro

– Igreja Explosão da Fé

– Igreja Pedra Viva

– Comunidade do Coração Reciclado

– Igreja Evangélica Missão Celestial Pentecostal

– Cruzada de Emoções

– Igreja C.R.B. (Cortina Repleta de Bênçãos)

– Congregação Plena Paz Amando a Todos

– Igreja A Fé de Gideão

– Igreja Aceita a Jesus

– Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém

– Igreja Evangélica Pentecostal Labareda de Fogo

– Congregação J. A. T. (Jesus Ama a Todos)

– Igreja Evangélica Pentecostal a Última Embarcação Para Cristo

– Igreja Pentecostal Uma Porta para a Salvação

– Comunidade Arqueiros de Cristo

– Igreja Automotiva do Fogo Sagrado

– Igreja Batista A Paz do Senhor e Anti-Globo

– Assembléia de Deus do Pai, do Filho e do Espírito Santo

– Igreja Palma da Mão de Cristo

– Igreja Menina dos Olhos de Deus

– Igreja Pentecostal Vale de Bênçãos

– Associação Evangélica Fiel Até Debaixo D’Água

Igreja Batista Ponte para o Céu

– Igreja Pentecostal do Fogo Azul

– Comunidade Evangélica Shalom Adonai, Cristo!

– Igreja da Cruz Erguida para o Bem das Almas

– Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade

– Igreja Filho do Varão

– Igreja da Oração Eficiente

– Igreja da Pomba Branca

– Igreja Socorrista Evangélica

– Igreja ‘A’ de Amor

– Cruzada do Poder Pleno e Misterioso

– Igreja do Amor Maior que Outra Força

– Igreja Dekanthalabassi

– Igreja dos Bons Artifícios

– Igreja Cristo é Show

– Igreja dos Habitantes de Dabir

– Igreja ‘Eu Sou a Porta’

– Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo

– Igreja da Bênção Mundial

– Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse

– Igreja Barco da Salvação

– Igreja Pentecostal do Pastor Sassá

– Igreja Sinais e Prodígios

– Igreja de Deus da Profecia no Brasil e América do Sul

– Igreja do Manto Branco

– Igreja Caverna de Adulão

– Igreja Este Brasil é Adventista

– Igreja E.T.Q.B (Eu Também Quero a Bênção)

– Igreja Evangélica Florzinha de Jesus

– Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando

– Ministério Eis-me Aqui

– Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia

– Igreja Evangélica A Última Trombeta Soará

– Igreja de Deus Assembléia dos Anciãos

– Igreja Evangélica Facho de Luz

– Igreja Batista Renovada Lugar Forte

– Igreja Atual dos Últimos Dias

– Igreja Jesus Está Voltando, Prepara-te

– Ministério Apascenta as Minhas Ovelhas

– Igreja Evangélica Bola de Neve

– Igreja Evangélica Adão é o Homem

– Igreja Evangélica Batista Barranco Sagrado

– Ministério Maravilhas de Deus

– Igreja Evangélica Fonte de Milagres

– Comunidade Porta das Ovelhas

– Igreja Pentecostal Jesus Vem, Você Fica

– Igreja Evangélica Pentecostal Cuspe de Cristo

– Igreja Evangélica Luz no Escuro

– Igreja Evangélica O Senhor Vem no Fim

– Igreja Pentecostal Planeta Cristo

– Igreja Evangélica dos Hinos Maravilhosos

– Igreja Evangélica Pentecostal da Bênção Ininterrupta

– Assembléia de Deus Batista A Cobrinha de Moisés

– Assembléia de Deus Fonte Santa em Biscoitão

– ‘Igreija’ Evangélica Muçulmana Javé é Pai

– Igreja Abre-te-Sésamo

– Igreja Assembléia de Deus Adventista Romaria do Povo de Deus

– Igreja Bailarinas da Valsa Divina

– Igreja Batista Floresta Encantada

– Igreja da Bênção Mundial Pegando Fogo do Poder

– Igreja do Louvre

– Igreja ETQB, Eu Também Quero a Bênção

– Igreja Evangélica Batalha dos Deuses

– Igreja Evangélica do Pastor Paulo Andrade, O Homem que Vive sem
Pecados

– Igreja Evangélica Idolatria ao Deus Maior

– Igreja MTV, Manto da Ternura em Vida

– Igreja Pentecostal Marilyn Monroe

– Igreja Quadrangular O Mundo É Redondo

– Igreja Evangélica Florzinha de Jesus

– Igreja Pentecostal Trombeta de Deus

– Igreja Pentecostal Alarido de Deus

– Igreja pentecostal Esconderijo do Altíssimo

– Igreja Batista Coluna de Fogo

– Igreja de Deus que se Reúne nas Casas

– Igreja Evangélica Pentecostal a Volta do Rei

– Igreja Evangélica Pentecostal Creio Eu na Bíblia

– Igreja Evangélica a Última Trombeta Soará

– Igreja Evangélica Pentecostal Sinal da Volta de Cristo

– Igreja Evangélica Assembléia dos Primogênitos

– Ministério Favos de Mel

– Assembléia de Deus com Doutrinas e sem Costumes

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Por unanimidade o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a isenção de cobrança de ICMS a templos. Foi julgada improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3.421 ajuizada, com pedido de liminar, pelo Governo do Paraná, contra a Lei estadual 14.586/04. Todos os ministros acompanharam o voto pela improcedência da ação, do relator Marco Aurélio. A norma, produzida pela Assembleia Legislativa do Estado prevê a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas contas de água, luz, telefone e gás utilizados por igrejas e templos de qualquer natureza.

Argumentação na ADI

Com o argumento de que a lei seria inconstitucional, porque as entidades religiosas não são contribuintes de direito do imposto, mas somente contribuintes de fato, o Governo dizia ainda que a lei fora editada sem prévia autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Conforme a ação, o Governo do Paraná, não cobra o ICMS dos templos, mas dos prestadores de serviços relativos ao fornecimento de energia elétrica, água e telecomunicações e sustentava que os contribuintes do ICMS ao Estado são as concessionárias de serviço público e não as igrejas ou templos. “Elas apenas pagam às concessionárias o ‘preço’ e não o tributo pelo consumo de energia elétrica, água, telefone e gás”.

Em seu argumento o Governo estadual alegou que a lei estadual infringiria dispositivos dos artigos 150 e 155 da Constituição Federal. Tais artigos obrigariam os Estados a realizarem convênios para a concessão e revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais.

Manutenção da isenção pelo Supremo

Como relator, o ministro Marco Aurélio, ressaltou, inicialmente, em seu voto, acompanhado pelos demais ministros, que “A disciplina legal em exame apresenta peculiaridade e merece reflexão para concluir estar configurada ou não a denominada guerra fiscal”. Destacou também que, conforme o artigo 150, inciso VI, alínea b, da Constituição Federal, os templos de qualquer culto estão imunes a impostos. E com base no parágrafo 4º, do citado artigo, Marco Aurélio disse que a isenção limita-se ao patrimônio, à renda e aos serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades nela mencionadas.

A lei complementar relativa à disciplina da matéria é a 24/75, evocou o ministro e sentenciou: “Nela está disposto que as peculiaridades do ICMS – benefícios fiscais – hão de estar previstos em instrumento formalizado por todas as unidades da federação”, disse. A disciplina não revela isenção alusiva a contribuinte de direito, isto é, aquele que esteja no mercado, mas a contribuinte de fato, “de especificidade toda própria”, presentes igrejas e templos de qualquer crença quanto a serviços públicos estaduais próprios, delegados, terceirizados ou privatizados de água, luz, telefone e gás, explicou.

Marco Aurélio salientou ainda que a proibição de introduzir benefício fiscal sem o assentimento dos demais Estados tem como causa evitar competição entre as unidades da federação e isso não acontece na hipótese, pois “Está-se diante de opção político-normativa possível, não cabendo cogitar de discrepância com as balizas constitucionais referentes ao orçamento, sendo irrelevante o cotejo buscado com a lei de responsabilidade fiscal, isso presente o controle abstrato de constitucionalidade”, ressaltou.

Por fim, Marco Aurélio arrematou: “No caso, além da repercussão quanto à receita, há o enquadramento da espécie na previsão da primeira parte do parágrafo 6º do artigo 150, da Carta Federal, o que remete a isenção à lei específica”.

Fonte: STF. (*) 

http://www.twitter.com/editoramagister

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O livro Fronteira Final já teve o oquei final no Setor de Arte da CPAD e foi para a gravação para, em seguida, ser impresso, tanto a capa (em cores) quanto o miolo. Temos muitas ilustrações para melhorar ainda mais a compreensão dos textos. No capítulo em que tratamos sobre as igrejas (As Sete Igrejas da Ásia), inserimos um quadro para cada igreja, com indicação de suas características, falhas e aprovações, bem como a localização e retrato da cidade, que dá o nome àquela igreja.

O livro tem ainda, no final de cada capítulo, o tópico Aplicação, justamente uma reflexão sobre o assunto.

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