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Posts Tagged ‘Ceia do Senhor’

CEIA DO SENHOR

Para comemorar a passagem (por cima) da escravidão do Egito, rumo à Terra Prometida (Canaã), os judeus comemoraram, pela primeira vez, a Páscoa (Ex 12 e 13).

Foi o pacto da (Velha) Aliança com Deus e Moisés, no Monte Sinai. Então, em todo o mês de Nisã, também conhecido por Abibe, entre março e abril de nosso calendário, a festa exclusivamente judaica, é comemorada. O Redentor é o próprio Deus.

Este mês marca o início do ano aos israelitas (‘será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dia meses do ano’, Ex 12.2), como símbolo de nova vida ou ano novo religioso, diferente do civil, que começa em setembro.

BASES DA PÁSCOA

É composta de um cordeiro – diferente do carneiro, pois aquele é solteiro, puro, este não -, de até um ano. O animal é sacrificado ao SENHOR e sua carne comida entre a família. Caso seja uma família pequena, menos de com oito, o número poderá ser completado com vizinho.

Este mesmo cordeiro teria de ser limpo, sem manchas no pêlo, sem nenhum vestígio de imperfeição ou doença. Era minuciosamente examinado pelo sacerdote judaico. O dia escolhido é o 14o. A festa é de 7 dias (Ex 13.6).

Toda degustação, sem que nada pudesse estar cru, deveria ser feita com ervas amargas. Estas para lembrar os dias amargos da escravidão no Egito. O tempo, desde a ida do escravo José, que durou 400 anos.

NOSSA ‘PÁSCOA’

Diante da Páscoa judaica, o SENHOR Jesus instituiu a Ceia do SENHOR, mas não a Páscoa. Ele instalou a Ceia como símbolo da Nova Aliança no seu sangue: O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1.29 e Hb 12.24).

Neste pacto do Novo Testamento, o SENHOR come com os discípulos pão, símbolo do Seu corpo, a substituir a carne do cordeiro, e toma o suco da vide, como símbolo de Seu sangue. ‘Este é o NOVO Testamento no meu sangue’, 1Co 11.25. Neste, o Cordeiro é Jesus, o Monte é o Calvário, o Redentor é Cristo!

Como se nota, os elementos são representativos e não literais, obviamente, pois o próprio SENHOR o come e o toma, dizendo: ‘Isto” é o meu corpo'” (Mt 26.28) e não ‘Este’.

Após participarem da Ceia, o SENHOR e os discípulos cantam hinos (26.30), compostos dos salmos 113 a 118. Hino deriva-se do hebraico hallel, também raiz de Haleluia (Aleluia), Louvor ao SENHOR.

Apóstolo Paulo ao estabelecer a Ceia (Eucaristia) como parte da doutrina cristã (1Co 11.23-28), combate ajuntamento à moda pascal, com muita comilança (v17-22; 33-34).

CRISTO, A NOSSA PÁSCOA

ELE  ‘é mediador dum melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas’ (Hb 8.6),  e então, é tirado ‘o primeiro, para estabelecer o segundo’ (10.9), ‘E por isto é Mediador dum novo Testamento, para que, intervindo a morte para a remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento , os chamados tecebam a promessa da herança eterna’, Hb 9.15.

Conclui-se que a nossa Páscoa, literalmente Passagem da escravidão do mundo, para s Eternidade, é Cristo:  A Ceia é a nossa Páscoa e a maior festa cristã (1Co 5.7), e não mais fazemos mais festas com fermento velho (1Co 5.6).

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A festa em comemoração a colheita dos primeiros grãos, quando uma comunidade patriarcal se reunia, uniu-se a da mudança empreendida pelos criadores de cabras e ovelhas, ao fim das condições de pastoreio em determinada região, para dar lugar à Páscoa. Na primeira, comia-se do fruto da terra, em especial o trigo e, na segunda, cordeiros eram oferecidos durante a despedida de determinado grupo, rumo a lugares mais promissores e férteis.

Ainda que não tenha a mesma identidade da cerimônia da Velha Aliança, a Ceia do Senhor observa valores semelhantes à Festa dos Pães Asmos: Comemoração de nova perspectiva, sob a ótica divina; saída, renascimento.

Páscoa quer dizer passagem (do Egito para a Terra Prometida), comemorada com cordeiro assado e ervas amargas, símbolos da Redenção e dos tempos amargos no Egito.

Realizada entre o pôr-do-sol e a meia noite, na ceia da Páscoa comia-se um cordeiro macho, solteiro, sem nenhum defeito, com mais de 8 dias e menos de 1 ano. Os participantes deveriam ser em número mínimo de 10 e o máximo de 20. A reunião deveria ser presidida pelo chefe do clã ou família ou ainda por seu representante legal.

Sem o fermento do pecado

Comido durante toda a Páscoa, no período de sete dias, o pão não podia conter fermento, pois este elemento químico simboliza o pecado, por causa da fermentação. Diferente da Páscoa, cerimônia específica dos judeus, os elementos da Ceia são o pão, que tipifica o Corpo de Cristo e o suco da vide, símbolo de seu sangue. Paulo ensina ainda que o pão não deve conter fermento, por este simbolizar a contenda. “Nenhuma oferta de manjares será feita com fermento”, Lv 2.11, pois “Um pouco de fermento leveda a massa”, 1Co 5.6-8 e Gl 5.9.

Portanto o pão tradicionalmente usado no tempo de Jesus era do tipo sírio. Por não conter fermento não cresce. É um pão em forma de bolacha, de massa fina, sem miolo e chato. A peça era “rasgada” pelo líder da reunião e seus pedaços divididos entre os membros do Corpo – a igreja, como símbolo da comunhão (koinonia), conforme João 17.21-23; Efésios 4.3-4 e Colossenses 1.18-23.

A Ceia supera o Natal, o Ano Novo, a Páscoa judaica…

Instituída por Jesus Cristo, conforme Mateus 26.26-30, a Ceia do Senhor é a festa cristã de significado mais abrangente e mais importante para os cristãos. Indica a vitória de Cristo sobre a morte, a passagem do velho homem para a Vida Eterna, pela ressurreição e ainda indica a união ao Corpo (1Pd 1.3-4,23; 2.9-10 ). Embora semelhante não é igual à Páscoa da (Velha) Aliança de Deus com Moisés. Aquela aboliu esta: “Porque Cristo, a nossa Páscoa, foi sacrificado por nós” (1Co 7.5), pois Jesus é o próprio “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29). Ele é a nossa passagem (da existência temporal para a Vida Eterna), que inaugurou o Novo Testamento ou a Dispensação da Graça.

Com a morte do Testador, o Testamento (novo) passou a ter valor, a outorgar-nos o direito de redenção e, portanto, de filiação, a partir da adoção como filhos do Pai (Rm 8.14-17 e Ef 1.5), em Cristo: “E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Porque onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador. Porque um testamento tem força onde houve morte; ou terá ele algum valor enquanto o testador vive?”, Hb 9.15-17 (Ver ainda Hebreus 8.6; 9.11-15; 10.5-12; 12.24).

Memorial e não cerimonial

Ceia é memorial (“Em memória do Senhor Jesus”), com visão geral 1) do passado (“Anunciais a morte de Cristo”); 2) do presente (“em memória de mim”); e 3) do futuro (“…até que venhas”, 1Co11.26). Nela nos lembramos de toda a obra expiatória de Cristo, desde sua revelação, como filho da semente da mulher – o primeiro milagre (Gl 4.4) –; seu ministério, julgamento, condenação, morte (Gl 3.13) e ressurreição (Gl 1.1), ascensão aos Céus e glorificação (Ef 1.20-23), com vistas à sua Volta – motivos de muita alegria!

Não há de se lembrar somente do seu sacrifício, mas de sua obra como um todo, inclusive de sua manifestação no porvir. Pode-se lembrar Dele conforme retrata Isaías 53 – “parecer e sem formosura”, “homem de dores”… o que nos leva às lágrimas,  porém, não se esqueça Dele em sua manifestação em glória, relatada por João no Apocalipse, como seu rosto resplandecente como o Sol quando na sua força resplandece” (Ap 1.9-20).

“O que deveria ser uma ocasião para edificação mútua tornou-se uma ocasião destrutiva para a unidade da Igreja. Paulo foi informado sobre as divisões (schisma) que havia entre as pessoas quando se reuniam como uma igreja” (Comentário Bíblico Pentecostal-CPAD).

Os ricos, embora minoria, guarneciam a ceia e, portanto, tomavam “antecipadamente a sua própria ceia”, v21, e deixavam pouco para os pobres e escravos, a maioria. Por isso Paulo exorta os coríntios por causa da desqualificação evidente, e diz: “vos ajunteis, não para melhor, senão para pior” (v17).

Fraqueza e doença

Quando recebemos Jesus todos os nossos pecados são perdoados (1Co 5.17 e Hb 10.14-18). Os pecados cometidos a partir daí, são tratados de acordo com a gravidade de cada um. Se necessário, com disciplina, conforme vemos em Hebreus 12.1-11. E não devem ser protelados a ponto de criar “raiz de amargura” (Hb 12.14-15). O apóstolo João aconselha o crente a confessar os seus pecados ao Senhor, pois Ele é o nosso advogado junto ao Pai (1Jo 1.8-10; 2.1-2).

O pecado cria obstáculos à comunhão. Daí o costume dos essênios de banharem-se antes de cada refeição. Antes de sentarem-se à mesa, todos os que estavam em santidade, deveriam passar pelo ritual do ‘batismo’. Eles desciam por uma pequena escada até o centro de uma piscina, onde se banhavam. Somente a partir de então estariam aptos a sentar à mesa. Os que não estavam em santificação, não se banhavam e não se banhando, também não comiam. Isto é, não participavam da companhia dos outros e companhia é sinônimo de comunhão (cf Jo 17.20-23), pois quer dizer com (junto) panis (pão).

Olhar para dentro de si e não para os lados

Para a Ceia, cada um deve examinar “a si mesmo” (1Co 11.28), passagem que quer dizer “testar como a metais” e “assim coma deste pão, e beba deste cálice”. O examinar equivale a limpar-se, analisar pendengas, dirimir situações adversas, antes de sentar-se à mesa, pois quanto à indignidade (“o que come e bebe indignamente”, v29), leva-nos a refletir sobre a participação indiferente e irreverente, sem qualquer intenção de abandonar os pecados conhecidos (Bíblia de Estudo Pentecostal-CPAD).

O versículo 30 de 1Coríntios ao tratar dos “fracos, doentes e muitos que dormem”, relata o membro que não mantém contato com o corpo e, portanto, não recebe Dele os anticorpos necessários para dar-lhe saúde e vida (espiritual). Quando isso acontece registra-se anomalia, como temos visto hoje em igrejas de nome cristã, tão-somente.

O auto-exame deve apresentar o resultado que traduza renúncia, com a morte do homem velho para o renascimento do novo ser em Cristo, conforme João 12.24. A morte do grão de trigo indica a desintegralização para que a integralização à “natureza divina”, o Corpo de Cristo, possa ocorrer (2Pd 1.4). Se o grão não morrer não haverá novo corpo. Para crescer em representação e importância, o grão precisa passar por transformação, a partir da renúncia total de si mesmo. Ele deve ser triturada até virar farinha. Em seguida, misturada com água e sal torna-se uma massa homogenia. A união dos elementos retrata uma única peça, sem nem mesmo resquício dos elementos. Agora assada, ela torna-se pão.

Ao pé da letra

As passagens referentes a Ceia do Senhor, estão em Mateus 26.26-29; Marcos 14.22-25; Lucas 22.14-20, e a mais conhecida e usada está em 1Coríntios 11.23-32. Os versículos posteriores (33 e 34) fazem parte de exortação sobre uma questão existente na época, na igreja em Corinto, e podem, perfeitamente, ficar fora da oficialização da Ceia.

“O comei ou bebei dele todos” não quer dizer que tem que ser a mesma peça de pão ou o mesmo cálice, mas que todos (os membros do Corpo) devem Dele participar. Cheguei a servir o cálice em uma única taça, pois cria-se que todos deveriam “tomar de um mesmo cálice”.

Também o esperai uns pelos outros não diz respeito a comerem de uma só vez, todos em um único momento, mas à participação de todos no referido memorial, contra a prática em Corinto de ricos, que chegavam antes e comiam antes de os pobres e camponeses. Portanto o esperai uns pelos outros, era uma exortação aos crentes de Corinto, pois a Ceia do Senhor indica unidade em um único Corpo.

Transubstanciação

Quando a Bíblia relata as palavras do Senhor, “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia” (Jo 6.54), não indica literalidade. O próprio Senhor também tomou e comeu os mesmos elementos dados aos discípulos – o pão e o fruto da vide. Portanto, o texto não pode ser tomado de forma literal. Isto é o que faziam os romanos, a ponto de acusarem os cristãos de serem antropófagos, uma vez que os cultos eram secretos em função da própria perseguição de Roma.

Portanto, tanto Paulo em 1Coríntios 11, quanto ao Senhor em Mateus 26, não diz este é o meu corpo, mas isto é o meu corpo: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento…” (Mt 26.28). O segredo da comunhão está no crente, pela unidade do Corpo, e não nos elementos, para muitos tidos como místicos.

Quem deve participar?

Para participar da Ceia do Senhor é necessário estar em comunhão com o Corpo de Cristo (a Igreja), ser participante e parte dele. Da Páscoa ficavam de fora os escravos, assalariados e estrangeiros. Somente os circuncidados dela participavam. Da mesma forma, a Ceia, que se assemelha à Páscoa da Nova Aliança, conta somente com a participação de membros da Igreja (o Corpo de Cristo).

A contaminação dos gentios romanos

A presença do Senhor diante de Pilatos indica alguns itens interessantes. Os judeus estavam preocupados. Eles não queriam perder a data e horário da Páscoa. Por isso, durante a condenação do Senhor, eles o apresentaram a Pilatos pela manhã. Queriam tanto dar andamento ao julgamento, como terem o tempo livre para a comemoração entre o final do dia e início do seguinte – o sábado (entre o pôr-do-sol e a meia noite).

Como também deveriam manter-se puros, eles se recusaram a entrar no Pretório para a audiência com Pilatos, justamente para não terem contato com um gentio e perderem a pureza: “Depois levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa”. Por isso a Bíblia diz: “Então Pilatos saiu para fora” (v29). Essa proibição, de não se contaminar (com os gentios) durava os 7 dias da Páscoa.

Moedas tomadas por Judas

As 30 moedas usadas para ‘negociar’ Jesus por Judas equivaliam ao valor que a Lei fixava para a indenização de escravo alheio. Eram de prata com os nomes de siclo, no hebraico e estáter, no grego.

As moedas da época eram o siclo, moeda oficial em Israel até hoje (Shequel); o denário, a moeda romana, daí dinheiro, também de prata, pesava 3,90g e levava a efígie e inscrição do imperador. A dracma – cogitada como a possível nova moeda grega – pesava pouco mais de 4g, enquanto o talento valia 6 mil dracmas. Havia ainda o asse, moeda também romana, mas de cobre, com cerca de 12g, enquanto o ceitil, valor derivado do asse, equivalia a um quarto do mesmo.

Dez Conselhos Práticos

1)      A reunião da Ceia deve ser especial, com liturgia própria sem dividir o tempo com outra atividade, senão a própria Santa Ceia.

2)      Não tenha pressa para servir ou participar.

3)      Os cálices depois de usados podem ser recolhidos por outra pessoa. Um serve e outro recolhe os cálices na tampa da bandeja, para que todos participem com tranquilidade e sem pressa.

4)      Daí a importância de o culto ser específico – somente para a Ceia –, pois é a maior festa cristã.

5)      Na questão higiene todos os ministrantes que cortarão o pão, devem lavar as mãos, com sabão neutro, para não pegar cheiro no pão. Não toque em mais nada, nem mesmo na Bíblia; não passe a mão no rosto, nos cabelos…, não toque em lenço etc.

6)      O pão deve ser picado em tamanho médio e não tão pequeno. Deve-se notar a quantidade de membros e calcular o tamanho dos pedaços. Mesmo assim, não se deve exagerar em cortar minúsculos pedaços.

7)      Depois de os diáconos servirem devem postar-se em frente ao púlpito, em linha, para ser servidos por um ministro.

8)      Evite servir a Ceia posteriormente a pessoas que não estiveram no culto. Se possível, em caso de dificuldades, procure conduzir tais pessoas à reunião, a não ser em caso extremo. A Ceia indica comunhão, unidade e, portanto, todos devem estar juntos e num mesmo momento. Não tem outro significado, senão a comunhão e a unidade do Corpo.

9)      Lembre-se que o pão e o cálice não se transformam em corpo e sangue literais de Cristo. Portanto, não ore a pedir que isso se realize. Os elementos da Ceia representam o Corpo de Cristo. Fosse o próprio corpo, o Senhor não teria dele participado, conforme Mateus 26.

10)  Apresente-os ao Senhor em oração, pois a consagração e a santidade devem se achar em cada membro. A partir daí, os elementos são santificados – no ato da própria participação.

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No Novo Testamento, na Dispensação da Graça Jesus é o próprio Cordeiro de Deus – “o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), morto na cruz, onde derramou o seu sangue para a remissão dos pecados dos homens, dos que o recebem como Senhor e Salvador.

Diferente da Páscoa, a Ceia do Senhor comemora a revelação (concepção virginal), a vida e ministério, a morte, ressurreição, ascensão e glorificação de Jesus, como 1) passado; a celebração em comunidade – daí a substituição da Páscoa (judaica), 2) presente; o a sua Volta para Arrebatar a sua Igreja e a Eternidade, como 3) futuro.

É outro evento, que substitui a Páscoa – o fermento velho, da Velha Aliança –, conforme Paulo estabelece em 1Coríntios 5.7: “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”.

Conforme estabelece a Palavra, ao considerar a (perda de) validade do Velho Testamento e suas figuras, como sombras, lançando para a Nova Aliença: “E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” e “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”, Hb 9.15; 10.1.

A “Páscoa” dos cristãos chama-se Santa Ceia – ou Ceia do Senhor –, que se constitui em comer pão – símbolo do corpo de Cristo – e beber do suco da videira – seu sangue: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha”, 1Co11.23-26.

A Páscoa (Ceia) entre os discípulos foi totalmente diferente das páscoas anteriores. O Mestre foi o próprio elemento a ser celebrado: “isto é o meu corpo, que é dado por vós” (1Co 11.24). Jesus morreu em nosso lugar, assim como o cordeiro, na Vela Aliança (Páscoa) era oferecido em lugar do primogênito. O cordeiro da Velha Aliança era uma figura de Cristo (Is 53).

A festa que se realiza ainda hoje, como representação da Páscoa judaica, por não ter objetivo cristão, transforma-se no mesmo fato registrado entre os membros desavisados da Igreja em Corinto.

Apóstolo Paulo demonstra sua preocupação, “com enfoque na Ceia do Senhor” em função dos “abusos dos coríntios em relação à comunhão, da mesma ideia da palavra companhia, literalmente, “comer o pão juntos” (com panis).

Paulo demonstra autoridade ao usar o verbo no grego parangello (cf 1Co 7.10), com a evidente desqualificação, quando diz: “vos ajunteis, não para melhor, senão para pior”, v17. “O que deveria ser uma ocasião para edificação mútua tornou-se uma ocasião destrutiva para a unidade da Igreja. Paulo foi informado sobre as divisões (schisma) que havia entre as pessoas quando se reuniam como uma igreja” (Comentário Bíblico Pentecostal-CPAD).

O apóstolo percebe em Coríntios que os desvios e inventos ou adaptações segundo a mente humana, são reuniões prejudiciais, além de não impactar, senão de forma negativa, o apóstolo do Senhor. Divisão era o que ocasionava a comemoração entre os coríntios e não conseguem o objetivo: memorial (“em memória do Senhor Jesus, até que Ele venha”).

Excesso de comida, fugindo da comemoração simples e singela do memorial, desviava do objetivo precípuo da Ceia do Senhor. O consumo exacerbado proporcionado pela riqueza retirava a grandeza da comunhão da comunidade cristã, pois tornava-se verdadeira comilança e demonstração de honras. Isto contrariava a determinação do apóstolo ao indicar que ninguém deve ser tão honrado a ponto de diminuir outro (cf. Rm 12.10).

A fonte acima (Comentário Bíblico Pentecostal-CPAD) informa ainda que havia um sério problema em função da mistura de classes sociais na igrejaem Corinto. Os ricos, embora fossem minoria, guarneciam a ceia e, portanto, tomavam “antecipadamente a sua própria ceia”, v21, e deixavam pouco para os pobres, que eram maioria.

Além disso, os pobres e os escravos só chegavam após concluir o dia de trabalho, enquanto os ricos chegavam mais cedo, se fartavam e até se embriagavam. Eles não compreendiam que a Ceia era do Senhor (kyriakos, no grego), e não uma ceia particular, própria.

Então Paulo passa à igreja o que ele “recebeu, (paralambano, no grego) do Senhor”, e o que também “ensinou” (paradidomi). O ensinador demonstra total e completa intimidade com Deus, pelos dons recebidos.

Ao escrever aos coríntios e a nós, dando-nos o ensino da realização da Ceia do Senhor, enfatiza o sujeito: “… eu recebi do Senhor”, que no original quer dizer “eu mesmo”. A revelação divina, intrínseca nos dons, é realçada no texto, conforme nota-se em outros registros.

Transubstanciação

Transubstanciação faz parte da doutrina da eucaristia católica romana, ao estabelecer que a hóstia é o corpo literal de Jesus. Transportando a ideia para o cristianismo (evangélico) teríamos no pão a literalidade do corpo do Senhor, porém, Ele mesmo (presente e enquanto vivia) comeu do pão e deu aos seus discípulos. E, ainda, por outro lado, Ele não definiu o elemento como seu corpo literal, quando diz: “isto” é o meu corpo e não “este” (elemento) é o meu corpo: “Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós…”.

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Bem planejada, a nave do templo abre espaços à adoração

Estivemos recentemente em Franca, a convite do pastor Josinei Mateus, líder da AD em Jardim Palma, Franca. Participamos do fechamento do trimestre de Escola Dominical, cujo tema foi oração e do culto de Ceia.

Pudemos rever o presbítero e um dos coordenadores do Evento, Gleydson Novaes, com quem estivemos em Franca, durante Conferência de ED, em 1997, com o diácono Robson e o presbítero Benedito Marques, além do colega Marcos Masini, gestor de Marketing e Jornalismo.

Conviver com o amável pastor Josinei, esposa Adriana e os filhos Cálita e Victor, quando também conhecemos outros amáveis irmãos, foi-me gratificante. A igreja faz parte da Região Eclesiástica da AD em Franca, liderada pelo pastor Edson de Oliveira.

Pregamos no sábado à noite, na Ceia do Senhor, e no domingo pela manhã comentamos sobre o tema – a oração – e, à noite, voltamos a pregar a Palavra.

Também pudemos ver de perto a dinâmica do Senhor na vida do pastor e engenheiro, Josinei. Sua visão se estende e atinge investimentos sociais e outras áreas de excelência, com vistas à expansão do Reino do Senhor.

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