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Posts Tagged ‘Eduardo Paes’

Carros ficam ilhados na praça da Bandeira, na zona norte, por causa da forte chuva que atingiu a cidade. (R7.com)

Quem não ouviu falar da proteção espírita contratada pelo Governo e Prefeitura do Rio? O pacto para proteger a cidade de catástrofes teve início na administração do ex-prefeito César Maia. A “empresa” espírita leva o nome de Fundação Cacique Cobra Coral e tem como marketing o “poder de interferir nos fenômenos climáticos através de uma entidade espiritual”.

A matéria foi divulgada pela Veja (29/julho/2009), página 96, Cidades, sob o título Mistérios entre o céu e as Prefeituras, e o subtítulo: As administrações municipais do Rio de Janeiro e São Paulo têm convênios com uma fundação mediúnica a qual elas atribuem o poder de mudar o clima.

O tal espírito deve ter se afogado na catástrofe que assolou a cidade do Rio ontem. Três pessoas morreram, a cidade ficou alagada e o trânsito verdadeira loucura. Fui ao Terminal Rodoviário, principal rodoviária do Rio e pude perceber o volume de precipitação. Até na Ponte Rio-Niterói havia lâmina d’água na pista. Após a descida da ponte, nas proximidades da rodoviária, havia um caos e a água batia quase à porta do veículo.

O tal Cacique não é Cobra em questões de tempestades e Corou ou, quem sabe, morreu na praia do Leme?! Não há gente séria na política desse país!

À semelhança de Pafos

Conforme já noticiamos, recorremos à história bíblica, com semelhança. Em Pafos havia um sujeito que também prestava assessoria oficial. Barjesus (Elimas) era igualmente um falso profeta judeu, encostado na autoridade local, o procônsul romano Sérgio Paulo (de também dois nomes), embora Lucas o tenha na qualidade de homem equilibrado (“varão prudente”), “significando que ele tem capacidade mental e não é engabelado pelo mágico”.

Porém, como era comum no mundo antigo, “o procônsul tinha atração pela magia e consultava feitiçaria e quiromancia a respeito de questões importantes. Entre os assistentes de Sérgio Paulo está o mágico Barjesus” (ARRINGTON, French e STRONSTAD, Roger Comentário Bíblico Pentecostal, 2003, 1ª Edição, Rio de Janeiro, CPAD).

A Bíblia diz que, embora Sérgio Paulo quisesse ouvir a mensagem verdadeira, propagada pelo apóstolo, o médium-assessor criava-lhe obstáculos. O apóstolo, cheio do Espírito Santo, não esperou para dizer-lhe: “Filho do Diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda justiça, não cessará de perturbar os retos caminhos do Senhor?” O apóstolo não para por aí e ordena que o mesmo fique cego por determinado tempo.

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Já havia ouvido falar que o Rio mantinha comprometimento com um sistema de proteção espírita. O pacto para proteger a cidade de catástrofes, teve início na administração do ex-prefeito César Maia. Embora a pessoa que me disse sobre o tal pacto, fosse de idoneidade comprovada, eu precisava de algo mais concreto, mais elementos de comprovação. Quando ouvi, há cerca de um ano, percebi que o principal argumento já era fato: a tentativa de mudança das cores da Linha Vermelha, com alteração do nome da via para Linha Laranja, justamente a cor (coral), em homenagem ao “espírito protetor”.

A mesma foi a oficial da Prefeitura, também sinal de interferência na administração. A própria Linha Vermelha passou a contar com campanha de marketing, ao longo da via, com a indicação de mudança de nome/cor. Não pegou. A Linha Vermelha, que liga a Via Dutra, a partir da Baixada (Nova Iguaçu), a Ponte Rio-Niterói e Zona Sul, permanece como Linha Vermelha. Com a nova administração, a cor passou a ser azul, que predomina na bandeira do Estado.

Daí a César o que é de César e a Deus…

César Maia é conhecido como homem muito mistificado (“Que foi vítima de mistificação; iludido, burlado, logrado”, Aurélio). Mostrada certa vez pela mídia, a mesa de trabalho do escritório de César Maia mais parecia uma banca de artigos variados de camelô, que propriamente de um homem, no mínimo, sensato, de tantas imagens, totens, ícones, santos protetores etc.

Na verdade, ele logrou o povo, com uma administração abaixo da média. Deixou como principal marca o escandaloso superfaturamento da Cidade da Música, uma obra orçada em 80 milhões, com custos ampliados de forma mediúnica para 439 milhões, às vésperas da eleição municipal passada, e necessita de mais R$ 150 milhões para ser concluída.

Controle dos fenômenos climáticos

A informação que recebi de um amigo, ainda durante a administração do Maia, confirmou-se na matéria divulgada pela última Veja (29/julho/2009), página 96, Cidades, sob o título Mistérios entre o céu e as Prefeituras, e o subtítulo: As administrações municipais do Rio de Janeiro e São Paulo têm convênios com uma fundação mediúnica a qual elas atribuem o poder de mudar o clima.

A “empresa” espírita leva o nome de Fundação Cacique Cobra Coral e tem como marketing o “poder de interferir nos fenômenos climáticos através de uma entidade espiritual”.

Ao escrever a matéria, Silvia Rogar informa o seguinte: “A possibilidade da existência de mistérios entre o céu e a terra não é algo assim tão distante das convicções de milhões de brasileiros. Mas daí a celebrar convênios oficiais com espíritos vai um longo caminho”.

Temporal alagou ruas e avenidas cariocas em 17 de novembro de 2008 (Foto: aleosp2008.wordpress.com)

Temporal alagou ruas e avenidas cariocas em 17 de novembro de 2008 (Foto: aleosp2008.wordpress.com)

Em São Paulo, o marketing propalado pelo prefeito do Rio chegou através de email, segundo a revista, e a ideia foi abraçada pelo então prefeito José Serra, por meio do vereador Ricardo Teixeira, secretário-Adjunto de Coordenação das Subprefeituras. O atual prefeito Gilberto Kassab renovou o convênio por tempo indeterminado. No Rio, os “serviços do além” também foram prorrogados pelo prefeito Eduardo Paes. As renovações contratuais com o vulto do além, talvez tenham como força o nome usado.

O tal espírito não seria nada menos que o físico e matemático Galileu Galilei, segundo a “incorporadora” espírita, Adelaide Scritori. O cientista já fora penalizado pela Igreja Católica por contrariar a ignorância da mesma sobre fatos científicos. Seria novo castigo?!

O mesmo espírito depois se atualizou ao tempo e passou a ser Abraham Lincoln, tendo como pano de fundo a abolição da escravatura nos Estados Unidos. Porém, o mérito da abolição está mais para ações cristãs (leia-se protestantes), que propriamente ao célebre presidente norte-americano.

Quem sabe nos dois casos e espírito enganou-se com os nomes?! Pode ser, não é mesmo? Ou um erro de cálculo por causa de um mísero século… quem sabe?! Chico Xavier, por exemplo, confessou em entrevista que recebia a visita de um espírito brincalhão, que só aprontava e o fazia errar os cálculos das centenas de rezas, impostas pelos padres, como meio de exorcizá-lo. Ora, pode ser outro que fez carreira na mesma escola do além…!

Espírito sem traços, traços sem espírito

Pra começar, de cacique o espírito não tem sequer traços. Isso fica claro no bico de pena da fisionomia do personagem do além, estranhamente com todas as características humanas. Eu sempre pensei que um espírito dessa estirpe tivesse a aparência musgosa, de um chumaço de fumaça… sei lá, menos de um cara-humano…

Das matas, por onde andou o tal farejador de temporal, Adelaide chega à ciência moderna (depois de passar por seu criador, o cientista Galileu), e dá uma bisbilhotada básica no tempo, por meio de orientações de um professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), e ainda de um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa assessoria pós-moderna ao pobre e desatualizado espírito indígena, eu diria que funciona como uma luz nas trevas. Ou então uma forma de fazer birra ao espírito, que já não manja nada de chuvas e trovoadas. Pode ser!

Como ganha e o que ganha a exploradora do espírito Adelaide, já que o convênio não tem, em contrapartida, pagamento? Antes devemos saber que isso pode ser algo… vamos dizer, além das normas do além, mesmo porque Lincoln não merecia isso, já que ele não seria adepto à escravatura, conforme argumenta Adelaide.

Segundo a revista, ela administra com o marido, Osmar Santos, uma corretora de imóveis e seguro. E para efetivar seus mirabolantes convênios é cobrado o pedágio-espírita de R$ 10 mil, livre de passagens, estadias e demais despesas de toda a equipe mediúnica. Um dos clientes da empresa é o Rock in Rio.

O pacto para proteger a cidade de catástrofes, teve início na administração do ex-prefeito César Maia (Foto: JB Online)

O pacto para proteger a cidade de catástrofes, teve início na administração do ex-prefeito César Maia (Foto: JB Online)

“Perturbadores dos retos caminhos”

Para conter esses homens públicos, sem nenhum constrangimento de agir de forma tão bárbara, somente homens com as mesmas características do profeta João Batista ou do apóstolo Paulo.

João, da nobre linhagem sacerdotal, tinha direito aos privilégios advindos da função, como sucessor do pai. Mas o que fez? Para não figurar como um simples eco, ele renunciou a tudo para tornar-se uma voz (“que clama no deserto”). E quem foi ele?

João refletiu o verdadeiro caráter de um servo do Senhor – em especial diante de uma situação como a de hoje – como mostra o Evangelho de Marcos: “porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo; e guardava-o em segurança e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa vontade o ouvia”.

Herodes, nome que procede de Heros (semi-deus), era o César Maia – e igualmente supersticioso –, Eduardo Paes, Serra ou Kassab, da época, com muito mais influência e poder, obviamente. João não queria nem saber da influência do homem. A ele mais importava obedecer a Deus que a homens (cf At 5.29).

E o apóstolo Paulo, diante de situação semelhante o que faria? É só dar uma olhadela no livro de Atos. Em Pafos havia um sujeito que também prestava assessoria oficial. Barjesus (Elimas) era igualmente um falso profeta judeu, encostado na autoridade local, o procônsul romano Sérgio Paulo (de também dois nomes), embora Lucas o tenha na qualidade de homem equilibrado (“varão prudente”), “significando que ele tem capacidade mental e não é engabelado pelo mágico”.

Porém, como era comum no mundo antigo, “o procônsul tinha atração pela magia e consultava feitiçaria e quiromancia a respeito de questões importantes. Entre os assistentes de Sérgio Paulo está o mágico Barjesus” (ARRINGTON, French e STRONSTAD, Roger Comentário Bíblico Pentecostal, 2003, 1ª Edição, Rio de Janeiro, CPAD).

A Bíblia diz que, embora Sérgio Paulo quisesse ouvir a mensagem verdadeira, propagada pelo apóstolo, o médium-assessor criava-lhe obstáculos. O apóstolo, cheio do Espírito Santo, não esperou para dizer-lhe: “Filho do Diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda justiça, não cessará de perturbar os retos caminhos do Senhor?” O apóstolo não para por aí e ordena que o mesmo fique cego por determinado tempo.

O testemunho da ação de poder na vida do homem de Deus, ao honrar o Senhor e repreender o Inimigo, na vida daquele homem, fez com que Sérgio Paulo cresse no Evangelho de Cristo e se convertesse ao cristianismo (Mc 6.20 e At 13.1-12).

Nossa postura

Hoje, além de não esboçarmos tal autoridade e nos alinharmos a homens públicos de caráter duvidoso e crenças espúrias, como os acima, os recebemos em nossas festas e não poucos prestam cultos a essas figuras. Enquanto isso, eles permanecem a praticar atos que ofendem a santidade do Criador e agridem qualquer seguidor de Cristo.

Não podemos fingir cegos, pois temos a obrigação de honrar as autoridades, mas sem jamais submetermos aos caprichos que vão de encontro aos desígnios divinos. Nossos irmãos da Igreja Primitiva foram perseguidos pela autoridade romana justamente porque não se dobravam aos césares e a suas ideias político-administrativas, que se opunham à crença divina.

Já estamos próximos de época semelhante.

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Apócrifo, em off ou em oculto?  

Como as pessoas usam características de ideologias para tentar remar contra a maré, numa luta completamente infrutífera! Nessa ‘guerra’ sem objetivos práticos está a lei do vereador do PCdoB carioca, Roberto Monteiro, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes, no dia 20 de maio, que obriga à tradução de palavras estrangeiras. “Qualquer tipo de publicidade veiculada no Rio e nos letreiros de estabelecimentos comerciais… como delivery (entrega em domicílio), sale (liquidação) e off (desconto)”, vão ter de ser acompanhados do equivalente em português (Histórias Cariocas, Rogério Durst, Veja Rio, 27/5/09, pág. 12). 

É certo que de costumes – aquilo que faz parte da cultura de um povo – estamos bem aquém, mas daí a chegar ao ponto de fazer que as coisas funcionem à base de truculência da lei, do chicote, é exagero. Nisto tudo devemos saber qual o interesse por trás dessas ideias inóxias. 

De um lado estamos soltos por falta dessa base cultural. Somos o resultado de um amontoado daqui e acolá e somente daqui a décadas, teremos identidade própria, justamente depois da depuração de nossos infortúnios, do ranço que ainda nos prende ao passado.

Por outro, sempre corremos atrás do prejuízo e não usamos a consultoria gratuita ofertada por outros povos mais ‘evoluídos’ e que, portanto, já passaram por onde passamos agora. Não conseguimos nos antecipar. Por quê? Por causa justamente do primeiro ponto. Então aparecem os oportunistas, enraizados em um país sem raízes, para dar o grande golpe, como assistimos na área política, e em quase todos os segmentos sociais, com raríssimas exceções. 

Traímos origens 

Agora, imagine a época do Império Romano. Mesmo dominando o mundo, os romanos não usaram sua imposição para combater a influência da cultura grega – império imediatamente anterior ao romano. Não estavam preocupados com isso. Ao contrário, souberam aproveitar o momento. Aos imperadores não importava se era pax romana, a eirene grega ou a shalom hebraica. Bastava a imposição da paz do ponto de vista dos legionários. 

Os gregos atravessaram o tempo e até hoje permanecem a influenciar o mundo com sua cultura. No tempo dos romanos, o grego estava para o mundo de então como o inglês ao de hoje. 

Dinâmica da língua

Engraçado é ver pessoas preocupadas com efeitos que propriamente causas. Por que não lutar para o crescimento da educação e cultura do povo, em vez de tentar tolhir? Como se sabe essas mesmas ideologias têm como prática o abandono do investimento na Educação, para valorizar a formação de técnicos, com laços estreitos com objetivos comuns. 

Apócrifo, em off ou em oculto? 

Ao adotarmos esse mesmo conceito teríamos de deixar de escrever a palavra derivada do grego entusiasmado e grafar o seu significado em português: cheio de Deus.  Nas gravações de tevê não falaríamos mais falar em off, mas em oculto. 

Quem sabe ao fazer menção de Afrodite ou Vênus (versão romana), diríamos Iemanjá (mãe-d’água ou rainha do mar, deusa venerada por crenças espíritas do  Brasil), ou espuma (do mar), abril no grego. 

Talvez (e não maybe), em vez de off, usássemos apócrifo (oculto, escondido)… Mas ocorre que este vocábulo pode indicar ainda não genuíno. Apócrifo também deriva do grego apokriphos, palavra muito comum na Teologia (teologia?, ih, mais uma, acho bom traduzirmos para ‘tratado, estudo de Deus’), para indicar os 15 livros considerados não genuínos, 7 dos quais foram inseridos na versão Vulgata da Bíblia católica romana – a partir do Concílio de Trento, de 1545 a 1563: Macabeus (2), Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, e acréscimos nos livros de Ester e parte de Daniel. 

Quem brinca com phosphoro 

Fale em off, pois a Polícia Contra do Brasil (seria melhor Brasil do Contra), chegou. É o edil – magistrado romano que se incumbia da inspeção e conservação dos edifícios públicos. 

Huuum!… é melhor usar vereador! 

“A padronização gráfica das palavras reflete uma imagem de unidade e de uniformidade em si mesmo artificial, visto que tal unidade nunca se realizou, não se realiza e jamais se realizará na fala corrente. (…). Unificação ortográfica nada tem a ver com uniformização da língua. As línguas são como são em virtude do uso que seus falantes fazem dela, e não de acordos de grupos ou de decretos de governo” (Escrevendo pela Nova Ortografia: como usar as regras do novo acordo ortográfico da língua portuguesa / Instituto Antônio Houaiss / coordenação e assistência  de José Carlos Azeredo – São Paulo:  PubliFolha, 2008). 

E se não déssemos importância à dinâmica da língua, que jamais para de evoluir, e escrevêssemos fruita em vez de fruta, egreja, a igreja… Mas não, essa mesma dinâmica da língua dá brilho, brilho de luz, depois de Thomaz Edson, e não aquela do phosphoro, da pólvora… a língua portuguesa arcaica do século 13, ou então vamos deixar de agir com romanice – à moda romana – e ir para o romancice, o devaneio, a  fantasia

Rio, 24/maio/09

Este artigo pode ser reproduzido com citação da fonte:
Mesquita, Antônio (blog: fronteirafinal.wordpress.com)

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Os avanços do mundo estão numa velocidade tão elevada que, às vezes, somos engodados a fazer parte do sistema (mundo) sem nem mesmo perceber, quanto mais criticar. As coisas ocorrem de forma praticamente natural e são absorvidas como normais, ordinárias. Ao menos é o que se vê no dia-a-dia.

Com a degradação humana o homem recebe sinal verde para investir no egoísmo, enquanto, simultaneamente, destrói a Criação divina. O ser humano caminha rumo à autodestruição. Há queda da dignidade e da moralidade humanas. Os níveis referenciais são cada vez mais baixos e descem como ferro n’água, ou como uma explosão: espaço apertado, tempo resumido e rapidamente.

Na área política, por exemplo, os níveis estão tão baixos que, na melhor das hipóteses, é mais saudável nem mesmo se envolver. Os comentários dizem que as pessoas que ainda detém depósito de dignidade e nobreza, se afastam desse ambiente, com raras exceções, sobrando aos oportunistas a grande chance de se ajeitar e aproveitar a boquinha.

Por outro lado, temos pessoas metidas a cristãs, das mais diferentes, esdrúxulas, absurdas e apócrifas nomenclaturas, a usar o nome da Igreja e tirar “uma casquinha”, dar um brilhozinho no seu ego e posar em fotos ao lado de políticos.

Não são os mesmos políticos (os representantes das polis), o burgo-mestre, aquele que, por seu esforço e capacidade, deveria promover o bem-estar do cidadão, sem visar o benefício pessoal, mas pela arte de fazer por amor.

Os candidatos preteridos pelos filhos do Reino, dado à santidade (separação) imposta pela presença de Cristo, e rechaçados por suas práticas, filosofias, postura e testemunho, têm suas crises amenizadas e são azeitados pelos vidrinhos de óleo da unção, tão banalizado hoje, quem sabe para fazer com que os gorduchos pecadores se transformem em bagres ensaboados e assim passem pela “porta-estreita”. É de corar qualquer cristão.

Na maioria dos casos, de um lado, são líderes religiosos liberais e progressistas e, de outro, piegas, que se juntam ao espiritismo – em suas mais variadas práticas – e ao catolicismo romano, para transformarem-se em ecos da política.

Porém, a Igreja do Senhor foi estabelecida na Terra para ser Voz (que clama neste deserto projetado pelo homem, a partir da modernidade) e não eco.

Enquanto temos na Bíblia o exemplo de João Batista, que fez o caminho inverso: deixou de ser eco para ser uma voz, hoje temos justamente o sentido oposto.

Esses mesmos homens são zombados, preteridos e ridicularizados tanto por Deus quanto por homens com os quais tentam as negociatas, como se tem notícias nos mais diferentes municípios, envolvendo pessoas, que até ontem, eram tidas como homens de Deus. Hoje não passam de homens…

João Batista, por pertencer à linhagem sacerdotal, detinha o direito de acesso a todas as benesses inerentes ao cargo, como prestígio, privilégios, bem-estar pessoal, mas renunciou a tudo e preferiu ser voz em vez de um simples eco. Perdeu a cabeça literalmente. Mas hoje se “perde a cabeça”, com bobagens temporais.

O brilho dos holofotes cria celebridades (tão em voga hoje) e ilude a muitos. Então o ser vai para o espaço (eles diriam outra coisa) e que venha o ter. Estes mesmos pobres mortais não são mais nada, senão um bobalhão de terno e gravata (não confunda com capitão de fragata), que pensa poder enganar a Deus e a todo mundo.
 
 
 
Com quem você posaria?

No Rio temos um candidato que demonstrou ser notadamente contra os cristãos evangélicos, com registro de ação que comprova isso. Talvez por sua crença e religiosidade, tão distante do cristianismo. Quando sub-prefeito derrubou um templo evangélico em Jacarepaguá, que teria sido construído em área de risco, sem nem mesmo avisar: foi logo autorizando que a máquina destruísse tudo e do jeito que estava. Ruiu com a alvenaria, todas as instalações, inclusive bancada, púlpito e som. Foi a manifestação de sua ira contra cristãos. O prefeito permaneceu na sua inércia de sempre, e por suas crenças e práticas, apoiou e nem mesmo se explicou ou cedeu entrevista sobre o episódio.
 
Por outro lado, temos um candidato declaradamente contra os preceitos cristãos por suas práticas. Tem projeto que visa a liberação da maconha. Leia o que ele disse: “Em fevereiro do ano passado, em entrevista à revista Playboy, ao contrário do que disse no debate da Folha, o deputado Fernando Gabeira declarou: ‘eu defendo a legalização, estudo o assunto e, quando vou a Amsterdã, fumo. Lá você tem uma oferta maior’. Em certos momentos, exalta as qualidades da maconha: “A maconha não é uma planta, uma cultura. Só ela tem um museu em Amsterdã. A berinjela não tem, a abóbora não tem. Aqui no Brasil, os brancos fazem propaganda mostrando que quem fuma maconha fica abobado. Os guajajaras usavam para intensificar o trabalho na colheita, outros fumam para ampliar a consciência, outros fumam para relaxar, outros fumam porque estão de saco cheio”’, declarou.

Conforme O Globo online, “O projeto 1.069/1995, de autoria de Gabeira, que revoga os artigos 217 e 218 do Código Penal, está pronto para ser votado em plenário desde 2001. O artigo 217 já revogado em 2005 e trata da sedução de menor virgem de 14 a 18 anos. O 218, em vigor, diz que é crime corromper ou facilitar a corrupção de menor de 14 a 18 anos”. Segundo um jurista, citado pelo jornal, “O 218 trata de uma proteção da formação do caráter do adolescente”. “Outro projeto de Gabeira descriminaliza a prostituição e revoga os artigos 228, 229 e 231, Os dois primeiros trata do favorecimento da prostituição. O 231 diz ser crime ‘promover ou facilitar a entrada, no território nacional, de pessoa que venha exercer a prostituição ou a saída de pessoas para exercê-la no estrangeiro”.

O candidato defende a oficialização da profissão de prostituta (que o Ministério do Trabalho do atual Governo federal divulga como oficial em seu site, além de nomenclaturas absurdas, como garoto de programa etc).
 
Em São Paulo
A candidata à Prefeitura paulistana já perseguiu crentes e até chegou a fechar templo. Como liberal, é uma das precursoras da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo e liberação do aborto. Seu apoio ao Movimento Gay é gritante e durante sua administração alcançou o ápice.
 
Quanto ao outro candidato a crítica que pesa sobre ele é a acusação de ser homossexual. A candidata opositora produziu insinuações de que o mesmo, por não ter esposa e filhos (família), é homossexual, embora ele mesmo publicamente desmentiu ser.

Fora isso, o candidato publicou decreto proibindo a manifestação de evangélicos na Avenida Paulista e autorizou a do Movimento Gay.

Dos quatro temos clássicos exemplos de postura de preconceito e discriminação a cristãos.

Diante de tudo isso, o que fazer? Meu voto nenhum deles terá. E este é o meu grito: “O que me espanta não são os gritos dos Injustos, mas a omissão dos Justos” (Martin Luther King).

“Uns confiam em carros, e outros, em cavalos, mas nós faremos menção do nome do Senhor, nosso Deus”. Salva-nos, Senhor!”, Sl 20.7,9.

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