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Archive for fevereiro \28\UTC 2008

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Ronaldo Rodrigues de Souza, diretor-executivo da CPAD, apresenta a programação da comemoração do Centenário das ADs no Brasil, de 2008 a 2011, com atividades, envolvendo todos os setores da igreja AD em todo o Brasil. A programação é exaustiva e completa e foi aprovada pelos convencionais presentes. Ela premiará todas as regiões da país com eventos. Todos receberam a programação em uma revista ilustrada e assistiram a um vídeo que descreve detalhes. As igrejas poderão pedir cópias à CPAD tanto do DVD quanto do programa.

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A cobertura completa da AGE você poderá ler no Mensageiro da Paz de abril.

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O fato mais interessante gerado durante as discussões de ontem, embora todas em consenso, após a definição da comissão, formada de representantes dos dois lados de interesse, foi a mudança de mandato de dois para quatro anos, com somente uma reeleição. Equivale afirmar que o próximo eleito deverá ficar na presidência da CGADB por até oito anos, não mais. A nova regra valerá para a próxima eleição que acontecerá em abril de 2009.

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A cobertura completa da AGE você poderá ler no Mensageiro da Paz de abril.

   

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Com o templo totalmente cheio, a AD em Porto Alegre, liderada pelo pastor Ubiratan Batista Job, brilhou sob a graça divina, na abertura da 4ª AGE (Assembléia Geral Ordinário), no dia 25, segunda-feira, à noite. Notadamente tomado de pastores, o culto expôs a beleza pelo ânimo espiritual. 

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Com as melodias da Orquestra da AD em Caxias do Sul e poesia dos hinos da Harpa Cristã, os cânticos tiveram o fervor e inspiração do pastor Daniel Regis, acordes que se completaram pela beleza da orquestra caxiense.

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Estiveram presentes a governadora do Estado, Yeda Crusius, o ministro das Cidades, Márcio Fortes e o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, além de deputados e vereadores, como Marta Freire, da capital paulista. 

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Pastor José Wellington pregou a palavra. Antes saudou as autoridades presentes e a todos os colegas, pastores e ministros do Evangelho. Com base em 1Timóteo 3.14-15, falou do cuidado do apóstolo Paulo para com a igreja, em especial com respeito da inserção de grupos agnósticos.

Falou do centenário das AD no Brasil e que muitas organizações seculares “não chegam a 50 anos, mas nós temos compromisso com o Deus que não se cansa, se manifesta e rejuvenesce a sua igreja a cada dia.

Observou, parafraseando Josué, que “até aqui nos ajudou o Senhor” e que a igreja sofreu muitas perseguições, que “passaram porque Deus nos deu o crescimento e hoje, se não nos aceitam, nos suportam”. 

Exortou a igreja a manter sua identidade, permanecer como luz e sal do mundo e a mostrar que “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente”. 

Devocional 

Na terça-feira, na primeira plenária, aberta em oração pelo presidente da CGADB, pastor José Wellington, ministrou a Palavra pastor José Antônio dos Santos – pastor Neco, a partir de Colossences 2.1-3, afirmou que de todos os 93 versículos, o apóstolo Paulo fez um resumo nesses primeiros versículos do capítulo 2. Com seu jeito peculiar, que reflete seu jeito simples de pregar, mas que aquece os corações na seqüência natural de sua fala, pela graça presente, numa clara demonstração de possuidor de ministério pastoral.  

Mesmo com exortação à prática com fervor do ministério pastoral, pastor Neco terminou sua prédica aplaudido por todos, o que figura como anormalidade, entre a AD, em especial, pastores, dada a aceitação de sua palavra. Em seguida, pastor José Wellington abriu a discussão ao falar sobre a necessidade de se adequar à escolha da liderança por meio de eleição, às leis seculares. 

O encontro de pastores ocorre no centro de convenções da PUC porto-alegrense em três auditórios com capacidade para 3 mil e dois de 1,5 mil pessoas, que acomodam os 4,2 mil inscritos.  

Início das discussões 

No início das discussões das alterações dos estatutos que regem as eleições internas, houve momentos calorosos. Por fim, como não havia condições de continuar, pastor José Wellington, após ouvir sugestões, propôs a discussão de pontos divergentes da alteração.   

À tarde, já havia consenso sobre as divergências e as propostas foram apresentadas para discussão em plenário, com ânimos amenizados. 

A proposta principal de alteração diz respeito à adequação dos estatutos, colocando-o em paridade com o sistema eleitoral secular do país, ressaltando algumas particularidades da CGADB. 

Mensageiro da Paz 

Também no período da tarde, houve a apresentação do novo projeto gráfico e editorial do Mensageiro da Paz. O jornal agora está mais claro e um pouco maior, semelhante aos jornais tablóides seculares. 

O editor-chefe do Jornalismo da CPAD e presidente do Conselho de Comunicação da CGADB, Antônio Mesquita fez a apresentação do jornal, enquanto adolescentes da AD em Porto Alegre, vestidos a exemplo dos jornaleiros do início do século passado, fizeram a entrega aos convencionais.

A cobertura completa da AGE você poderá ler no Mensageiro da Paz de abril.

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Quarta, 17 de janeiro de 2007

O Boletim de Cientistas Atômicos (BAS) adiantou nesta quarta-feira em dois minutos o ponteiro do Relógio do Apocalipse, um instrumento que simboliza a iminência de um Armagedon nuclear universal.

O ponteiro grande do Relógio do Apocalipse, criado em 1947 para simbolizar os riscos das armas nucleares para a humanidade, agora marca cinco para a meia-noite, após ser adiantado em dois minutos, durante cerimônias organizadas simultaneamente em Washington e Londres.

“Estamos no limiar de uma segunda era nuclear. O mundo não se confronta com opções tão perigosas desde que as primeiras bombas atômicas foram lançadas sobre Hiroshima e Nagazaki“, em 1945, alertou este grupo de cientistas respeitados cientistas, que inclui 18 prêmios Nobel.

“O recente teste norte-coreano de uma arma nuclear, as ambições nucleares iranianas, as insistentes evocações da presença contínua de 26 mil armas nucleares em Estados Unidos e Rússia são sintomáticos da incapacidade de resolver os problemas trazidos pela tecnologia mais destrutiva da Terra”, afirmou.

O grupo de cientistas também alertou sobre o fracasso do mundo em resolver os problemas representados pela crise do aquecimento global. Esta é a primeira vez que o relógio é adiantado desde fevereiro de 2002. O relógio foi criado por cientistas de Chicago que participaram do projeto Manhattan, que deu origem à bomba atômica, lançada pela primeira vez sobre Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945.

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Lembro-me dos meus primeiros dias de escola. Minha cartilha levava um nome que muita gente, ao lê-lo, abrirá pelo menos um pequeno sorriso no canto da boca – Caminho Suave. Sem saudosismo, foi um belo tempo. Naquela época, mal sabia que anos mais tarde, a semente que fora plantada em minha alma, ainda criança, em uma pequena igreja, vizinha de minha casa, me levaria aos pés do Mestre, que ensinou-me o verdadeiro caminho suave. Ele mesmo diz: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve”, Mt 11.28-30. 

Parece até que podemos ouvir o Mestre convidando a cada criança, jovem e adulto para tornarem-se seus alunos. Vem à minha mente que, antes de freqüentar os primeiros dias de aula em uma escola pública, participei da Escola Dominical, em uma pequena Igreja Presbiteriana. Ainda muito criança, lembro-me de poucas coisas, senão de uma grande baleia de cartolina que “engolia” os peixinhos, igualmente de papel, que colocávamos em sua boca. Os peixinhos continham o nome de cada aluno, e consequentemente sua freqüência, pois no final ganhávamos prêmios. Era só conferir quantos peixinhos cada um havia dado à “baleia de Jonas”. Não lembro-me de mais nada, mas aquilo ficou na minha mente. Guardo ainda de lembrança um surrado livro de João Bunyan – O Peregrino –, que um de meus irmãos ganhou como prêmio. Ele conta uma história fascinante, e envolvente também. 

Não lembro-me de nenhum tipo de mensagem. A mensagem por meio de figuras ficou facilmente gravada em minha mente até hoje. Nada mais senão aquela figura de uma baleia feita de cartolina, de boca aberta, esperando pelos peixinhos. 

Foi naquela época, por meio da ED, que minha família começou a ser evangelizada. Como não freqüentávamos e por não permanecermos naquela igreja, é possível que alguns de seus fiéis – quem sabe – tenham pensado que foi uma luta em vão. Passaram-se anos até que minha mãe foi para uma igreja evangélica. Depois um de meus irmãos, o outro, até chegar a minha vez. Já era adolescente. Estava aflito, e havia até recebido uma revelação do Senhor em sonho. Eu precisava daquele convite, pois a Palavra estava plantada em mim, desde criança, por meio da Escola Dominical. E assim como eu, meus irmãos, um a um foram aproximando-se do Criador.    

Caráter evangelizador da ED 

Minha família foi evangelizada na Escola Dominical. O primeiro propósito da Escola Dominical está bem próximo daquele do Caminho Suave.O jornalista protestante Robert Raikes – fundador da ED –, inicialmente quis ajudar crianças que não mantinham nenhuma perspectiva de vida, por viverem longe do convívio da família, da escola e da igreja. Raikes passou então a ensinar-lhes a ler e escrever e conceitos de higiene, educação e cidadania por meio da Bíblia Sagrada. 

Com essa iniciativa do jornalista cristão evangélico deu-se início na Inglaterra ao movimento que culminou com a instalação da escola pública, conforme hoje conhecemos no Brasil. A nobreza abriu espaço ao proletariado e marginalizados para o ingresso nas escolas públicas. Primeiramente, antes mesmo de a Escola Dominical existir, nasceu a idéia do ensino público sob a luz da Bíblia Sagrada, e mesmo depois com a ED, seu funcionamento se deu de dentro (da Igreja) para fora (o povo). Suas características eram de um meio de resgate do homem perdido; portanto seu foco principal era a evangelização. E foi isso que a Escola Dominical transmitiu ao mostrar-nos o Caminho. Minha família necessitava penhoradamente dessa escola. Tudo passou a mudar. Aos poucos a minha casa foi sendo transformada em todos os aspectos existenciais – o fardo leve combinou com o caminho suave. Com o tempo, o salmo 1º passou a vigorar como um refulgente farol nas densas trevas que obscureciam os nossos rumos.

A Bíblia é muito clara sobre isso ao exortar-nos: “E não vos conformei com este mundo, mas tranformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, Rm 12.2.

E fica claro que o caminho suave se aprende na própria Escola Dominical. Desde os pioneiros, a Escola Dominical sempre teve o caráter evangelizador. Por ela as igrejas cresceram e continuam firmes, não obstante terem perdido esse foco como principal. Porém, é necessário voltarmos às bases e usarmos o melhor meio de ensino sistemático da Palavra como evangelizador e formador de discípulos. 

Esse atributo é essencialmente escolar, uma vez que a determinação imperativa do Mestre à Grande Comissão é “ide, ensinai e fazei discípulos”. Tanto que, somente da minha família, de todos os meus irmãos que passaram por aquela escola, quatro receberam a graça divina do ministério.  

Pastor José Wellington, líder das ADs no Brasil, também conta que de todos os alunos jovens de sua antiga classe de Escola Dominical, oito tornaram-se ministros do Senhor.   

A importância da Escola Dominical está implícita em todos os momentos da igreja, com transformações de vidas e notório crescimento espiritual e social de seus membros. 

Contam que um garoto passou a freqüentar uma classe de Escola Dominical. Ele trajava roupas rotas e sujas. O professor, ao notar a presença e interesse daquele garoto, passou a dar-lhe atenção especial. Não demorou muito para comprar-lhe roupas novas, animando-o ainda mais a continuar freqüentando a ED. Essa atitude fez com que a mãe do garoto atentasse mais para a higiene do filho, e passou a dar-lhe banho todos os dias. Por sua vez, o pai do menino sentiu-se constrangido a mudar um pouco o visual da casa. Limpou o quintal, construiu uma bela cerca em frente daquela moradia simples, e com o passar do tempo, reformou toda a casa. As mudanças passaram a ser constantes e notórias. Ao perceberem toda aquela transformação, os moradores daquela região passaram também a melhorar o visual tanto pessoal como de suas casas. Por fim, o visual de todas aquelas pessoas, bem como daquele bairro, havia experimentado uma verdadeira metamorfose. Essa é a principal proposta da Escola Dominical. Testemunhos flagrantes de transformação pelo poder divino.   

ED no século 21  

O ambiente da Escola Dominical é propício para a evangelização, especialmente hoje. Não se tem mais as facilidades que corroboraram para a conversão de pessoas no tempo de nossos pioneiros. Atualmente a pessoa precisa ser motivada. A sociedade pós-moderna necessita de atrativos além do trivial. Ela quer sentir o solo que pisa. Embora com tendência à incredulidade, não é inteiramente descrente, pois busca para si um meio de manter a religiosidade.  

Na Escola Dominical existe um ambiente propício à interação que beneficia a evangelização desse exigente público. Temos ainda o aspecto do horário. O povo brasileiro tem o hábito, criado pela religião predominante, de valorizar a vida religiosa no período matutino, enquanto dorme à tarde, e assiste a programas de televisão à noite. 

Em cidades grandes e com histórico de violência, como o Rio de Janeiro, muitas igrejas adaptam-se ao sabor do fiel, que nem sempre freqüenta dois cultos no mesmo dia, em especial no domingo. Por isso, muitas igrejas realizam culto após o término da Escola Dominical, pois sabem que muitos dos presentes pela manhã, não voltarão à noite. Por sua vez, os cultos realizados à noite começam mais cedo, por volta das 18 horas, para serem encerrados às 20.   

São mudanças que devem ser levadas em conta. A pessoa que freqüenta a Escola Dominical tem um culto logo em seguida. Com isso, o novo convertido passa a envolver-se com a graça divina pela realização desses cultos. Todo o esforço para ganhar almas para o Reino divino é válido. Se temos potencial na ED, por que não usá-lo? Como na ED a participação é mais vigorosa, tornando as aulas num diálogo (enquanto os cultos se concretizam por meio de monólogo), a inserção do não-convertido é bem mais suave e sugestiva. 

O crescimento das igrejas, em especial da AD, ocasionou certa acomodação. São vários motivos, entre eles a própria perseguição que dava mais ímpeto à pregação do Evangelho, depois de extenso preparo, impulsionado pela necessidade de estar constantemente aos pés do Senhor. 

Com o esfriamento, a freqüência aos cultos foi diminuindo até ficarmos somente com o de domingo à noite. Ocorre que os costumes da sociedade como um todo mudou muito, inclusive no que tange à disponibilidade de sair de casa. É necessário buscar meios eficientes de evangelização. 

Simultaneamente ao decréscimo do número de fiéis, a igreja registrou o crescimento da Escola Dominical, que figura, como o meio mais eficiente de evangelização. Além disso, na ED pode-se também estruturar meios de valorização para que aspirantes ao ministério possam mostrar suas aptidões.

E aqueles que sentem bloqueios para freqüentar uma denominação cristã-evangélica não teriam nenhum problema para entrar numa sala de aula. Até mesmo o preconceito que se vê em relação à igreja protestante cai por terra. Então, por que não mostremos o Caminho (do fardo leve) da Escola?

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Em Carta ao leitor (Veja 4/12/02), sob o título A barreira da raça, um leitor fala sobre a discriminação aos negros: “(…) Quando reputadas universidades européias ainda pregavam, no fim dos anos 40, a existência de raças inferiores e superiores, um mestre brasileiro, Gilberto Freyre (1900-1987), já havia demolido essa noção fazia uma década, passando a explicar as diferenças por aspectos culturais e não pela cor da pele.” 

Mas a própria filosofia adotada pela sociedade e contestada por Freyre teima permanecer entre nós, a começar pelo título do texto. Embora esteja no domínio público, tal forma de segmentação social, não é somente comum como medíocre.   

O termo só deve ser usado para casos de estrita definição do significa a que a palavra evoca: “Relativo à raça, que em si mesmo acomoda a discriminação de uma pessoa para outra… O homem não foi criado sob a divisão de raças. Raça é pertinente a animais – raça de cachorro, de cavalo –, jamais ao ser humano. Este é único em divisões de povos (nações, fronteiras, culturas e línguas).  

A definição mais próxima no Dicionário Eletrônico Michaelis é “origem” ou ainda “O tronco comum, onde têm origem as várias classes de animais”. Seu uso se restringe a animais classificados em diversas raças da mesma espécie. A idéia de raça entre o ser humano contraria o Criacionismo.

Ao citar a divisão humana entre raças admitimos a Teoria da Evolução e caímos na discriminação aos negros a exemplo do que faziam os europeus. Isso é real.   

O Novo Manual da Redação (Folha de São Paulo/1992) diz: “Não use raça para se referir à espécie humana. O termo é objetivo de polêmica entre cientistas e está carregado de preconceito”.  

O termo racismo (relativo à raça) em si mesmo acomoda a discriminação de uma pessoa para outra. Para não incorrer na falha, use discriminação ou preconceito, pois o homem não foi criado sob a divisão de raças. Raça é pertinente a animais – raça de cachorro, de cavalo –, jamais de homem. Este é único em divisões de povos (nações, fronteiras, culturas e línguas).  

“Os genes não têm cor”

 Com o título acima a revista Galileu (fev/03) publicou entrevista com o cientista Sérgio Danilo Pena, que “rejeita a divisão da espécie humana em raças…”, a partir de comprovação biológica. A matéria diz que o cientista “nega que a genética seja capaz de traçar fronteiras entre as raças e diz que alguns cientistas ajudam a fomentar o racismo.”  

Sérgio Pena segue dizendo: “Biologicamente, não existem raças humanas, portanto, a definição do IBGE (que usa o termo e, portanto, emite o tom discriminatório) é uma definição de cor, não de raça. Mas isso não quer dizer que o racismo não exista. O racismo depende da percepção de que raças existem.” 

Quando se fala em raças, o nazismo é lembrado, mas Sérgio diz que eles eram “totalmente ignorantes em genética… Eles inclusive tinham a idéia de uma raça homogênea ariana, o que não faz nenhum sentido porque 95% da variabilidade genética humana está dentro do que eles chamavam de raças.”

Outro sistema marginal, que tentava justificar suas atrocidades no conceito de raça, foi o Apartheid, na África do Sul.

Montagem: http://www.cidadaodomundo.org

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Quando tomei conhecimento sobre um artigo, escrito por um advogado, crítico à historicidade bíblica, que de antemão se declara ateu, resolvi escrever esta defesa da fé.

No artigo, publicado em um jornal interiorano, sob o título Outras estórias da história, o articulista traça comparações e, entre elas, faz comentários desairosos sobre Abraão e Davi. O primeiro é patriarca das religiões judaica, cristã, islã. O segundo tem o respeito das três.

 Pelo cristianismo e judaísmo Davi é tido como servo de Deus e o maior rei de Israel. Foi citado pelo líder dos palestinos, com ênfase à perseguição do rei Saul, época em que Davi se refugiou entre os filisteus, ascendentes dos palestinos, segundo Arafat.

Com que autoridade uma pessoa vem a público tentar denegrir tamanha autoridade? Só por ser um ateu? Relembro Schiller, que diz: “contra a tolice lutam os próprios deuses em vão”, e não poderia deixar que um simples mortal, notadamente sem nenhum compromisso com qualquer tipo de ética ou respeito ao Criador, tente impingir sua opinião, como se os demais fossem ignorantes.

Debochadamente o advogado toma os personagens bíblicos como reais, mas cai na ridicularização da crença bíblica.

De Davi lança dúvida sobre a vitoriosa luta contra Golias com uma simples funda. Onde estaria o milagre divino se Golias fosse vencido por força humana? Para o trocista a passagem bíblica não passa de fábula.

Então o que dizer do motorista morto, com o seu veículo em pleno movimento, ao ser atingido na cabeça por uma pedra. Uma roçadeira, às margens da Rodovia Washington Luís, em São Paulo, lançara a pedra.

  

Outro registro da Polícia Rodoviária paulista indica a morte de um motorista de ônibus. Ele foi alvo de uma pedra lançada de uma ponte sobre o ônibus. O pára-brisas quebrou e a pedra acertou sua cabeça.

      

Já dizia Hipócrates: “Há verdadeiramente, duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber: em crer que se sabe reside a ignorância”. E Goethe espeta: “É mais fácil reconhecer o erro do que encontrar a verdade; aquele está na superfície, de modo que se deixa erradicar facilmente; esta repousa no fundo, e investigá-la não é coisa para qualquer um”.

Na morte de Golias, a partir da pedra lançada de uma funda, onde estaria a “estória fajuta”, conforme insinua o advogado? Seus comentários sobre a Bíblia se perdem no espaço quando o articulista finca pé e diz ser partidário do ceticismo.

O caso do adultério e homicídio praticado pelo rei Davi, contra Urias o heteu, para ficar com sua esposa Beteseba, teve reflexos negativos na vida do rei. De imediato foi repreendido pelo profeta Natã que o sentenciou: “Assim diz o Senhor: suscitarei tua mesma casa o mal sobre ti, e tomarei as tuas mulheres perante este sol”.

Uma das primeiras sentenças foi a morte do seu primeiro filho com Beteseba. Davi sofreu todas as conseqüências. Ele experimentou a Lei da Ceifa, preconizada pelo Senhor: “O que o homem planta, colhe”.

Já o patriarca é tido pelo articulista como “traído”, expressão que denota toda ignomínia do autor “contra tudo que se chama Deus ou se adora”, 2Ts 2.4.

  

No Egito – medo de Faraó

Abraão desceu ao Egito (Gn 12.10-20). É possível que o registro no túmulo de Senuserte II, da 12ª Dinastia, em Benihausen, numa escultura em que apresenta a visita de negociantes asiáticos semitas (Abraão era semita) à sua corte, esteja incluída a visita de Abraão ao Egito.

No país estranho, Abraão realmente mentiu (a famosa verdade pela metade), ao afirmar a Faraó que Sara, sua mulher, era sua irmã. E realmente era. Mas sua resposta deveria ser primeiramente a que Sara representava no momento para ele – esposa. Como Sara era bela e formosa, e o costume da época, entre os governantes poderosos, era o de confiscar para si mulheres atraentes, com a consequente morte de seus maridos, Abraão temeu e falhou na confiança divina.

A saída de Abraão, que a Bíblia não se preocupa em omitir, foi a “meia-verdade”, uma vez que Sara era filha de seu pai com outra mulher, portanto sua irmã. Era costume dos judeus o casamento entre parentes para não haver muita mistura. Por isso, sua nora Rebeca foi buscada entre seus familiares para casar-se com seu filho Isaque.

Em nenhum lugar a Bíblia diz que Abraão foi traído por Sara ou que ela tenha mantido relações extras conjugais, como tenta mostrar o advogado.

Na tradução da Bíblia da versão inglesa de 1961, o texto de Gênesis capítulo 12, deixa claro que Faraó não tocou em Sara. Depois de tomar conhecimento de tudo Faraó chama Abraão e diz: “Que é isto que me fizeste. Por que não me informaste de que ela (Sara) era tua esposa? Porque me dissestes que: Ela é minha irmã, de modo que eu estava para toma-la por minha esposa. Toma-a e vai-te”. O grifo é nosso.

No caso da passagem semelhante, envolvendo Abraão e o rei filisteu, o versículo 4 do capítulo 20 diz: “Mas Abimeleque ainda não se tinha chegado a ela (Sara)”.

Na época, havia o costume da purificação das mulheres escolhidas para serem rainhas ou mulheres dos reis. A purificação durava 12 meses. Foi o caso de Ester, uma judia e rainha de Assuero, imperador medo-persa: “E, chegando já a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a cada uma segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com cousas para a purificação das mulheres)”, Et 2.12.

    

Autenticidade irrefutável

Sobre a autenticidade bíblica, que o articulista tenta refutar, temos inúmeras provas, mesmo considerando que Deus jamais preocupou-se em dá-las aos homens, visto que a aproximação do homem a Deus é feita pela fé em Cristo – autor da fé e único intercessor entre Deus e os homens (1Tm 2.5).

Devo ainda citar o célebre cientista Isaac Newton, que disse: “Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana”. A Bíblia já foi queimada em praças públicas, escondida etc. Nem por isso deixou de existir. Já dizia Napoleão: “A Bíblia não é um simples livro, senão uma Criatura Vivente, dotada de uma força que vence a quantos se lhe opõem”.

     

Semelhante ao articulista, o pensador e ateu francês Voltaire, que morreu em 1778, disse que a Bíblia e a fé cristã não mais seriam aceitas cem anos mais tarde. Porém, cem anos após sua afirmação, a Sociedade Bíblica de Genebra, comprou a editora e a casa que haviam pertencidos ao filósofo ateu e deu início à impressão de Bíblias. Pobre homem!

      

Publicado no Mensageiro da Paz – nov/2004 – pag. 16

Imagem: http://www.bbc.co.uk

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