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Posts Tagged ‘Centenário’

ENCARTE SOBRE HISTÓRIA DA AD

O Liberal, do Pará publica encarte especial sobre Centenário, mostra festividades no Pará e ainda histórico completo, com fotos da história da Assembleias de Deus no Brasil. 

É um belo trabalho com independência jornalística, que reconhece a ação espiritual para o crescimento da igreja, bem como o plano divino desde o envio dos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren.

A equipe do jornal (secular) está de parabéns pela cobertura e trabalho realizado, sem se deixar levar por ranços e travas religiosas.

Veja as páginas nos links abaixo:

http://www.clippingtemple2.com.br/a.php?idNoticia=31050

http://www.clippingtemple2.com.br/a.php?idNoticia=31051

 

ASSEMBLEIA DE DEUS MIRA O FUTURO

TECNOLOGIA – Emissora evangélica é a base digital para difusão do

Pentecostalismo

 O Liberal Digital, edição de 21/6/2011

O Centenário da Assembleia de Deus, celebrado no último dia 18, marca a união do povo de Deus para seguir em frente na pregação da mensagem divina, inclusive, por meio de projetos em ciência e tecnologia dessa igreja pentecostal, fundada em Belém do Pará pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, para maior veiculação do Evangelho.

Essa disposição renovada dos assembleianos foi ressaltada, ontem à noite, pelo presidente da AD, pastor Samuel Câmara, ao coordenar um culto em ação de graças com cerca de 23 mil membros de congregações da igreja no Centenário – Centro de Convenções, na avenida Augusto Montenegro.

“O povo de Deus, muitas vezes, só precisa de um motivo, de um incentivo para se unir e caminhar, e Deus escolheu o tempo certo do Centenário para unir ainda mais o povo de Deus; comemoramos o passado, e nos voltamos, agora, ao presente e ao futuro, buscando sermos eficientes como foram os fundadores da igreja até aqui”, afirmou Samuel Câmara.

O pastor destacou como dois momentos importantes na programação do Centenário a presença de cerca de 100 mil participantes da festa no estádio Mangueirão, sábado à noite, dia 18, e a presença do arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, naquele evento, demonstrando o bom convívio dos assembleianos com a diversidade de fé, como salientou Câmara.

Mensagem

Entre os novos desafios para a Assembleia de Deus está um projeto de ciência e tecnologia para disseminar a palavra de Deus no Brasil e no mundo, por meio da TV Boas Novas.

“Esse uso da tecnologia visa levar a mensagem de Deus para as famílias, para os cidadãos brasileiros, para que os jovens tenham uma opção de fé, de responsabilidade moral e religiosa”, afirmou Samuel Câmara.

Nesse cenário de tecnologia, durante a caminhada comemorativa da chegada dos missionários fundadores da AD a Belém, a igreja deu mostra da sua força nas mídias sociais: a hastag da AD foi a segunda mais citada no twitter no Brasil.

 

CARREATA MARCA 100 ANOS DA ASSEMBLEIA

O Liberal, edição de 19/6/2011

Comemoração – Evento contou com cerca de 20 mil fiéis, vindos de vários estados do Brasil

A data de ontem será sempre lembrada pelos membros da Assembleia de Deus como aquela em que a mensagem da igreja – de uma sociedade mais fraterna a partir dos ensinamentos trazidos por Jesus Cristo à Humanidade – ganhou as ruas de Belém em uma carreata que contou com quase 20 mil pessoas em 10 mil veículos.

A carreata, comemorativa ao centenário da igreja, foi precedida por uma dramatização da chegada dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren a Belém no ano de 1910, para fundar no dia 18 de junho de 1911 a Assembleia de Deus, hoje presidida pelo pastor Samuel Câmara.

“O dia de hoje é de justiça para com Belém e com a Assembleia de Deus. A cidade é nossa e nós somos da cidade”, afirmou, emocionado, o pastor Samuel Câmara, na saída da carreata, ainda na área do porto de Belém, para seguir até o Centenário Centro de Convenções, na rodovia Augusto Montenegro, onde 5 mi fiéias aguardavam pela carreata. No local, foi celebrado um culto com a presença dos participantes que sairam da Escadinha do Cais do Porto, bem como de mais quatro pontos da Região Metropolitana de Belém: Marituba, Ananindeua, Icoaraci e Cidade Nova.

A emoção tomou conta dos membros da Asembleia de Deus quando atracou no porto de Belém uma embarcação lembrando o navio Saint Clement, que, em 1910, trouxe ao Pará os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Os dois missionários foram interpretados ontem pelos atores Kleber Almeida, como Berg, e Daniel Vieira, como Vingren.

No desembarque na área da Escadinha do Cais do Porto, os dois personagens históricos foram ovacionados por uma multidão concentrada no local, desde as primeiras horas da manhã de ontem. Muitas pessoas aproveitaram para filmar e tirar fotos da dramatização, que contou com os missionários seguindo na carreata em uma viatura do Corpo de Bombeiros. Para que esse veículo deixasse a área da Escadinha e seguisse pela avenida Presidente Vargas, no começa da carreata, foi preciso a ação da soldados do Exército Brasileiro para abrir passagem para o carro entre as pessoas no local.

“É maravilho participar dessa festa do centenário da Assembleia de Deus, porque é o Evangelho do Senhor sendo glorificado e, daqui para frente, o Evangelho vai crescer ainda mais para um País melhor e o povo de Deus mais unido”, afirmou o pastor Marcos Aurélio da Silva, da cidade de Santa Inês, interior do Maranhão.

Com bandeiras do centenário, de estados e do Brasil nos carros, vidros de carros pintados com dizeres de louvor, orações e cânticos dos fiéis, a carreata seguiu pelas avenidas Presidente Vargas, Nazaré, Magalhães Barata, Almirante Barroso, Augusto Montenegro, passando pelo estádio Mangueirão até o Centenário Centro de Convenções.

Ontem à noite, no Mangueirão, ocorreu celebração com a participação de autoridades, pregação e shows musicais. A partir das 10 horas de hoje, na Praia Grande, no Outeiro, ocorrerá batismo de 5 mil assembleianos.

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Acho que o nobre amigo foi infeliz em sua tese e colocações (Centenário paralelo: uma afronta a Belém, Rui Raiol – www.ruiraiol.com.br ). As comparações, em especial com o catolicismo romano e sua romaria idolátrica é impertinente, bem como o uso de termos desconexos, expondo nossa Belém como centro de disputa e apelando como se a igreja dependesse desse enodoar.

Lamento chegarmos a patamares e níveis que evocam tanto desgrenhamento. Ainda que queiram dividir, tirar e escamotear a historicidade assembleiana e sua origem, buscariam, no mesmo grau de intensidade, subtrair a grandeza de um fato tão relevante e não menos glorioso.

Quando o irmão falou em ‘outro’ Círio, logo pensei em ‘nossos’ Círios: o Mello ou o Zibordi. Mas, para minha tristeza, não se tratava deles! De Nazaré?… De Nazaré é Jesus, irmão! Ou não seria? Pergunto a Filipe ou a Natanael?

Esse apelo soa-me como extremamente bairrista e coloca-se no mesmo nível do outro de desejo similar – não do Sul, mas do Sudeste -, além de ofuscar a história, que todos os de boa fé e mente, jamais trocarão por outra. Afinal, estamos defendendo a união ou a separação, pois a suposta forma díspar nunca existiu, senão agora!?

Quando Natanael retruca, desdenhando a capacidade de representação da nortista região da Galiléia, com a famosa indagação “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” (Jo 1.46), estava, por tabela, atacando ao Senhor, renunciando suas raízes judaicas e se expondo como ignorante, pois o Senhor nascera em Belém de Judá.

Por isso, o Senhor responde à sua indagação, em outra parte, quando diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29).

De novo as acusações que colocam a região em similaridade, pecam pelo mesmo motivo, pois o cristão só escapa para uma grande Salvação se renunciar à ignorância e apelar para o conhecimento (de Deus).

O realce dessa verdadeira ‘murta’ só é possível em esferas notadamente terrenais. No caso da Igreja, ela é, acima de tudo, gloriosa o tempo todo e em todo lugar, invulgar. Unida pelo Cristo e ignorada pelo Natanael humano, do verso 46 e glorificado no Natanael espiritual do verso 51 (Jo 1). Ele era um simples cobrador de impostos debaixo da figueira (v48), e um ‘grande’ Zaqueu convertido acima dela.

Ninguém implantará a visão perfeita (teleios, daí telescópio = para ver ao longe) na mente humana. Especialmente por intermédio de bisturis de frases apelativas ou por meio de infelizes colocações, senão pelo encontro com o Cristo Vivo. Foi o que ocorrera com os dois Natanaéis sob a sombra de figueiras, fora do calor, causador de verdadeiras miragens e não de visão do Reino.

Os olhos bons enxergam o Reino, porém, a simples visão humana não consegue ver senão o Império. Aquele é alcançado pelo amor, este é tomado pela força.

O que a população profana poderia fazer em relação ao sagrado? Se é que a temos como tal; se não sabe distinguir entre o santo e o profano?! Não sabe discernir o Corpo do Senhor e daí o distanciamento, a falta de liga, de aproximação, de união, de comunhão, de corpo único, “perfeitos em unidade” (Jo 17.23)!

Nem São Paulo nem São Pedro (é Paulo e Pedro!); nem Belém de Judá nem Belém do Pará…; mas Jesus e Jerusalém Celestial!

Agora, se você puder pegar um baixinho (na crença e postura) e colocá-lo em cima da figueira é possível que ele consiga ver Jesus. Este seria um ato de glória! Mas tentar afundá-lo ainda mais, empurrando-o para as profundezas do Hades, você poderá, no máximo, mostrar a ele o Céu infernal que ele busca ou confundi-lo com um Inferno celestial.

Esta não é a Missão da Fé Apostólica!

 

QUESTIONAMENTO

Gostei das suas ponderações. Concordo com a analogia do Cirio não era a analogia mais coerente para a igreja, mas é a festa religiosa mais forte e que dava para comparar, ou seja, se outras pessoas celebrassem um Círio sem os paraenses e sem a “Nazinha”… como se sentiria o povo paraense?

Não há problema em antecipara as comemorações, mas não poderiam deixar de convidar a igreja de Belém ara participar, esse é o x da questão.

Claro que a data deveria ser comemorada por todos e em todos os lugares. Não estou falando que só Belém poderia comemorar, ao contrário assim como todos podem e devem comemorar o centenário! De forma redundante falando Belém também tem este direito e jamais poderia ser deixada de fora numa questão dessa.

Certo é que a Igreja de Belém estará nas comemorações do Centenário promovida pela CGADB e o contrário nós não sabemos ainda?

Dr. Cláudio Dias

 

RESPOSTA

Olá meu caro,

No que diz respeito às manobras políticas e de interesse pessoal, o que macula a honra da própria igreja assembleiana, em especial no que diz respeito à tentativa de desviar a atenção que Belém do Pará deveria ter, assino embaixo, conforme escrevi.

Mas nós não somos católicos romanos, agremiação religiosa que tanto  perseguiu a Igreja… O que tem que ver essa comparação, essa festa e esse povo? Nenhuma! Comparações são parábolas (lançar paralelamente).

Acho que o antecipar das comemorações reflete problema sim. Isso deveria ser efetivado com a anuência e participação efetiva da igreja em Belém. A igreja foi aviltada sim. Mesmo que haja relação ríspida entre pastores José Wellington e Samuel Câmara, os membros da igreja não devem ser introduzidos a essa vergonhosa atitude de unilateralidade.

A Igreja em Belém não deveria ser propriamente convidada, mas ser parte efetiva das comemorações, o ponto principal, a iniciativa, o ápice!

Sem distinção de local, a comemoração fora das terras paraenses tira a nobreza da expressão do significado do Centenário da Assembleia de Deus, pois foi o Senhor quem escolhera o Pará e não homens. E se Ele escolhera, seja qual for o pretexto, quem é o homem para mudar tal marco!?

Infelizmente isso está ocorrendo e macula a comemoração do Centenário, pois este marco é de TODA a igreja assembleiana e não somente de um grupo.

Que o Senhor providencie meios para que aquilo que Ele mesmo escrevera não seja aviltado, menosprezado, escarnecido.

O Pará deveria ser o principal assunto das comemorações, sem nenhum esforço e tocado com muito respeito, fraternidade e união cristã, pois foi ele o escolhido para que os reflexos de tudo isso, mostrado na grandeza assembleiana hoje, fosse efetivado.

Centenário sem Pará fica capenga! Seria o mesmo que tomar tacacá sem tucupi.

Estão simplesmente querendo esvaziar a Visão dada por Deus aos pioneiros.

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Deus usou um filho de escravos para dar início ao Movimento Pentecostal em sua Igreja. O movimento pentecostal a partir dos Estados Unidos começou com os afro-descendentes.

Mas, o início do fogo pentecostal ocorreu a partir de 1900, com Charles Fox Parham (1873-1929), pregador metodista, que se estabeleceu em Topeka, Kansas (EUA), depois ter iniciado o ensino sobre línguas estranhas, a partir do batismo no Espírito Santo.

No instituto bíblico em Topeka, Parham convocou seus alunos a buscarem a renovação espiritual, conforme promessa bíblica. Os alunos passaram a buscar o Senhor em oração e um deles fora batizado. Logo depois, o poder pentecostal espalhou entre os demais. O movimento se espalhou por vários países.

Em 1905, Parham seguiu para o Texas, quando então o ex-garçom afro-descendente William Joseph Seymour (1870-1922), passou a assistir as aulas do novo pregador. Logo depois, o filho de escravo, com 35 anos de idade, fora convidado para se unir a um grupo em Los Angeles.

Os frutos colhidos entre o grupo provocou crescimento e o local ficou pequeno. As reuniões foram transferidas para outra casa, à Rua Bonnie Brae, 216, local que marca o início do avivamento.

Casa da Rua Bonnie Brae, que visitei ao lado do amigo-pastor Eliel, na época pastor em Los Angeles

Willian Seymour fora batizado no Espírito Santo no dia 15 de abril de 1906, durante oração de madrugada. Mas a data da comemoração do início do Movimento Pentecostal na Rua Azusa é 18 de abril de 1906.

Rua Azusa em Los Angeles, sem nenhuma marca daquela época, senão o nome

Mas crescimento e desta vez mudaram-se para a Rua Azusa, 312, onde havia um templo abandonado que se tornara estábulo. Era simples e não contava senão com caixotes de madeira, feitos púlpitos. Os caixotes também eram usados por Seymour e seus companheiros como apoio para oração, que às vezes, levavam o dia todo. Era o elemento principal da liturgia da época, além da leitura da Bíblia e cânticos. Dava-se início ao Movimento da Fé Apostólica. Seymour partiu para a Eternidade em 1922 e sua esposa, Jennie, em 1936.

Assembleia de Deus

Em 1914, um grupo formado por crentes brancos ligada à Igreja de Deus em Cristo formou a Assembleia de Deus. Hoje esta tem em torno de 1,3 milhões de membros; àquela soma cerca de 8 milhões.

No Brasil o movimento pentecostal ganhou impulso com o filho de um pastor batista, o sueco Daniel Berg e o colega, também sueco, filho de jardineiro, Gunnar Vingren, que vieram para o Pará, em 1910.

Bonnie Brae

Construída em 1896, a casa da Rua Bonnie Brae, 216 está localizada a cerca de 5 quilômetros de Holywood, a capital mundial do entretenimento. Interessante que o Estado escolhido por Deus para o avivamento espiritual, Los Angeles, agrupa três cidades próximas entre si e que formam o trio da promiscuidade:

1) Holywood: cinema e entretenimento;

2) Las Vegas, as jogatinas; e

3) São Francisco, capital da promiscuidade.

Assim como o Pará fora escolhido como início do movimento pentecostal no Brasil, em uma época de muitas doenças, Los Angeles (foto), centro do trio-pecaminoso (acima) também fora o centro dessa mesma ação do Espírito

 

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A campanha encetada por blogueiros do Brasil, pró-união das comemorações do centenário das Assembleias de Deus é louvável. Realmente, todos podem (e devem) comemorar juntos. Primeiro, porque é momento de demonstração de humildade. Quando mais crescemos ‘menores’ ficamos, pois “convém que Ele cresça” e nós… diminuamos. Foi o que disse João Batista ao ‘comemorar’ a revelação do Messias.

Humildade deriva-se de húmus, terra, barro, de onde viemos e, portanto, em nós mesmos não há nada de glória. Se concordarmos que o crescimento das Assembleias de Deus não se deve à ação humana, mas ao Espírito Santo do Altíssimo, é imprescindível movermos em direção à perfeita vontade divina.

Não existe verticalidade sem a horizontalidade. Não dá para amar ao Senhor sem antes amar ao próximo. Este é o 11º Mandamento estabelecido pelo Senhor Jesus: “Um novo mandamento vos dou…”.

A união para a comemoração do Centenário das Assembleias de Deus não chega nem mesmo perto do apelo à re(união) das igrejas assembleianas. Está longe disso, mas conclama a todos a comer o pão juntos, daí a etimologia de companhia (com panis). Se não comunhão, ao menos juntos.

Esse pretenso ato, embora simples, assim como a própria revelação divina ao homem, tem significado que jorra para a Vida Eterna. E este momento, ao contrário do que se espera, é ímpar para a demonstração de abandono do orgulho e das particularidades instransponíveis.

Construir pontes

Pontes são meios usados para fuga ou ligação. Dependendo do objetivo não seria tão fácil, sei disso. Há de se transpor barreiras, fazer vista grossa e ainda conviver com a habilidade dos que gostam de glamour, exposição às luzes dos flashes e holofotes, que vivem no limite de celeste, agarrados aos títulos eclesiais, às bizarrices e preitos para dar lustro a capa generalesca. Não cheiram a ovelhas, mas encantam (no sentido literal da palavra), pelo exalar de perfumes, que deixam narizes empinados de sectários.

Há um forte e irresistível desejo de permitir que o ego brilhe, a exemplo de um sorriso forçado, para mostrar a estrelinha, pelo refletir da luz no dente de ouro, marca registrada do Triunfalismo, da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade, hoje em todos os meios e lugares, em suas mais diferentes formas.

Amorfas entre o bem e o mal, a riqueza temporal e a eternidade espiritual, essas almas indecisas, vivem num céu infernal em busca de um inferno celestial. Porém, onde esse tipão não está presente? Ele está camuflado nos lugares mais elementares possíveis. De forma mimética se misturam facilmente e nem sempre são desmascarados. São pessoas que não medem esforços para chegar onde planejam. Como possuidores de transtorno bipolar, senão esquizofrênicos, traçam o caminho, passam por cima de tudo e de todos, até que cheguem onde planejaram astutamente.

Marca registrada

Gostar de exposição já é quase sinete. A queda por política no meio assembleiano expôs-nos ao vexame da barganha. Só não nos torna curral eleitoral, em detrimento à definição parabólica e bíblica de aprisco de ovelha, porque o membro do Corpo (de Cristo) não se dá a isso. Esse entrave, talvez o maior, deve cair primeiro.

Mesmo diante de todas essas possibilidades (e realidades), o cristão deve renunciar às luzes humanas, temporais e muitas vezes mundanas, se quiser ser luz do mundo e sal da terra e conservar o que ainda resta. Se o sal não é tão puro, seja a luz, ao menos, de maior eficiência.

Fica evidente que o mais difícil nisso tudo é cumprir o mistério da semente, exposto na Palavra, para mostrar a necessidade de desintegração humana e integralização ao espiritual. Se o homem não deixar de ser egoísta e egocêntrico não pode se desintegrar, despir-se do temporal e tornar-se espiritual.

Por fim, temos o (único) caminho a seguir, conforme estabeleceu o Senhor em sua oração pela Igreja, incluindo-nos. “Para que todos sejam um… que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste… Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como tens amado a mim”, Jo 17.21,23 (o grifo é nosso).

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Confesso que fiquei pasmo, estarrecido, estupefato e não menos triste, quando vi em plena televisão, no programa Movimento Pentecostal, pela Rede TV (dia 12), o diretor da Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Ronaldo Rodrigues de Souza, batizando uma pessoa em águas, em igreja no Rio.

Ocorre que Ronaldo nunca fora consagrado a qualquer função ministerial por não ter recebido o batismo no Espírito Santo. Na doutrina pentecostal, em especial assembleiana, todo e qualquer obreiro para ser levado tanto ao ministério quanto ao oficialato da igreja, necessita, primeiramente, passar pela confirmação do Senhor, que se dá pelo batismo no Espírito Santo.

O batismo é uma ordenança conforme doutrina cristã

Desde os diáconos a Bíblia estabelece a escolha de irmãos ‘cheios do Espírito Santo’. “Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos… E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas. Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete varões de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio… E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estevão, homem cheio do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia; e os apresentaram ante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos. E crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número dos discípulos, e grande parte dos sacerdotes obedecia à fé”, At 6.1-7 e ainda: “fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação de seu poder”, Ef 3.7

“Não removas os limites antigos”

Sob o título A doutrina dos batismos, um dos pioneiros assembleianos Antonio Torres Galvão, escreve no Mensageiro da Paz (1a quinzena de janeiro de 1937, pág. 5) e ensina que “O batismo com o Espírito Santo e fogo (Mt 3.11, Mc 1.8, Lc 3.16 e Jo 1.33)… também chamado ‘o poder do alto’ (Lc 24.49) ‘a promessa do Pai’ (At 1.4), ‘o dom do Espírito Santo’ (At 2.38), ‘o dom de Deus’ (At 8.20) e ‘o selo da promessa’ (Ef 1.13), implica preparo para trabalho, correspondendo à unção com azeite, mencionada no Velho Testamento e ministrada aos que eram chamados ao ministério do Senhor”.

“O batismo com o Espírito Santo é ainda uma prova da ressurreição e glorificação do Senhor Jesus Cristo. Por isso é administrado pelo próprio Filho de Deus. As condições para se receber este batismo, encontramos nos capítulos 14, 15-16 do Evangelho segundo João (…) “…apesar de pertencer à esfera terrestre do Reino de Deus é, todavia, de caráter espiritual, visto que é administrado pelo próprio Senhor Jesus Cristo. O quarto faz parte da nossa disciplina e experiência, a fim de que sejamos aptos para toda a boa obra (2Tm 3.17)”.

Nunca se teve notícia, nem na história bíblica e muito menos na da assembleiana de um membro da igreja batizar outro. Será que os padrões assembleianos serão desprezados? Que o legado deixado por nossos pioneiros será jogado às traças? Isso é um verdadeiro absurdo e por isso não pude deixar de expressar-me, pois trata de ataque à base doutrinária e, sem ela, seríamos reduzidos ao Movimento G-12. Desde o princípio, a partir da escolha dos apóstolos, está patente o selo do Espírito: “…veio sobre eles o Espírito Santo e falavam em línguas…” (At 19.6) e ainda sobre a direção da escolha: “… pareceu bem ao Espírito Santo e a nós” (At 15.28).

Relapso

A quebra de paradigmas que representam o vigor da doutrina cristã reflete o relaxamento da nossa identidade e a perda de representação e respeito adquiridos ao longo desses 100 anos. A Assembleia de Deus no Brasil sempre recebeu o respeito pela representatividade, que ocorre pela preservação e proximidade da doutrina genuinamente cristã.

Sabedor das diretrizes doutrinárias bíblicas, Ronaldo fez questão de inserir sua imagem batizando uma pessoa em águas, uma vez que a palavra final de cada edição do programa (revisão final e aprovação de imagens) é dada por ele. A Bíblia é clara quanto ao desejo humano de possuir o espiritual à revelia: “O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu” (Jo 3.27).

É o mesmo vento que aprova participação da Ceia do Senhor de pessoas não batizadas, de igrejas tidas como cristã, incluindo o catolicismo romano etc. Também de descaracterização do batismo nas águas, aceitando o pedobatismo e o de aspersão, dentre outras formas teológicas liberais. A Bíblia chama a atenção dessas tendências humanas: “e a unção, que vos recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nela permaneceis”, 1Jo2.27.

É a expressão do verdadeiro desprezo, tratamento com desdém das coisas sagradas. No memorial da Ceia do Senhor a Bíblia trata dos que não distinguem o corpo do Senhor, por não fazerem separação entre o sagrado e o comum, ordinário. O apóstolo Paulo ainda chama a atenção para a observação das ‘diretrizes básicas’ cristãs.

Inovação e novos modelos

Pastor Esequias Soares ensina que “Os fundadores de seitas costumam usar supostas revelações para enganar o povo”, como o G-12, justamente por estabelecer fundamentos em pensamentos humanos e não na Palavra de Deus. Somente a Bíblia é a fonte de autoridade na fé cristã (Is 8.20). Na filosofia da Igreja em Células “todos os crentes têm a unção e a capacidade para o ministério pastoral, assim, todos os crentes são pastores”, a partir de “princípios subjetivos”.

Esequias cita Valnice, notadamente “contra o atual sistema de governo da igreja, dizendo: ‘O modelo tradicional de igreja, centralizado em um pastor, um prédio e programas, já teve 17 séculos de atuação e deixou metade do mundo não evangelizado’. Mais adiante acrescenta’: ‘No modelo de Bogotá toda a estrutura visa, de fato, fazer de cada discípulo um ministro, um líder… (Valnice Milhomens, Op. ci., pp. 40-43).’”

Pastor Geremias Couto, ao falar de “possíveis distorções”, diz das chamadas “Igrejas Amigáveis (água com açúcar)”, com a ideia de que “a igreja precisa estar aberta ao novo, mas nem tudo que é novo é bom. Nem toda novidade tem legitimidade. É necessário pensar”, e sentencia: “Não é preciso mudar o modelo assembleiano, que tem funcionado no decorrer do tempo. Davi não sabia usar a armadura de Saul, mas sabia perfeitamente usar a funda, com eficiência que ia além da capacidade ou condições de vencer batalha que a armadura oferecia a Saul”.

“Ninguém toma para si essa honra, senão aquele que é chamado”.

Foto: Blog Missões aos Povos

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