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Posts Tagged ‘pastor Antônio Santana’

Texto bíblico

“Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (1Co 3.10-13).
 

Ministramos tema publicado ao lado do pastor Geremias do Couto, convidado pelo pastor-presidente da AD em Ribeirão Preto, Antônio Santana. Na foto diretores, professores e alunos-formandos no final do Simpósio Teológico da Etadecarp, dia 22, no templo-central (Foto: Lucene Mesquita)

Introdução

O título acima diz respeito ao emprego à Doutrina cristã e, consequentemente, aos conceitos teológicos básicos, que lhe dão forma. A partir desse ponto de vista, a Desregulamentação ocorre de dentro para fora (do templo); enquanto a Desconstrução acontece de fora para dentro.

A Bíblia alerta para tais ocorrências no Fim dos Tempos, quando o Inimigo usaria suas influências para alterar rumos religiosos, ao afirmar:

“E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo” (Dn 7.25).

I – DESREGULAMENTAÇÃO

No secular temos várias definições de desregulamentação: flexibilização, eliminação das regras, das normas para qualquer instituição ou corpo coletivo; eliminação de disposições de governo que normatizam a execução de uma lei.

Tudo o que surge em épocas próprias de mudanças sociais, como a que ocorreu nos anos sessentas, atinge todos os segmentos humanos e ronda as muralhas protetoras da doutrina bíblica.

Portanto na Teologia essa ameaça parte da absorção do que está em voga, no meio e, de forma imperceptível é assimilado, a exemplo de tantos modismos. Então, o grande risco é a exclusão da observação de regras básicas, com respeito à doutrina cristã, que acabam maquiadas, não observadas ou excluídas.

Exemplo clássico está na alteração do texto constitucional – algo ‘sagrado’ para a preservação dos direitos e deveres dos cidadãos. Recentemente o STF transgrediu todas as regras e alterou o texto constitucional, que somente o Congresso, em reunião específica e para tal, poderia fazê-lo. No Estado de Direito é uma ação condenável, além de antidemocrática. Todos e alinhados de forma notória desconstruíram o texto constitucional para uma interpretação totalmente descabida.

Essa forma vem sendo construída desde o Iluminismo, a partir da ênfase à crítica, pelo uso da razão, para conter abusos do Absolutismo evocado pelos reis

“E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores” (Lc 22.25).

Porém, essa desconstrução tem endereço certo, pois o Absolutismo evocado pelos reis, com abuso pela deificação humana, tinha como base a interpretação de acomodação às circunstâncias da Palavra, quando trata da submissão à autoridade humana:

“Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.1-7).
 

Não obstante “Deus ser a única e verdadeira fonte da autoridade, donde segue para todos o dever de consciência de obedecer às autoridades legítimas, ainda que pagãs (…). A autoridade é ministro de Deus, ou seja, representante de Deus, instrumento usado por Deus para o bem público – a espada era para os romanos o símbolo do poder supremo de vida e morte, donde a expressão técnica ‘jus gladii’” (Novo Testamento, Tradução dos textos originais, com notas, dirigida pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma 1967 by Edições Paulinas – São Paulo).

Por outro lado, apóstolo Paulo parece demonstrar preocupação em função de o entusiasmo de crentes com a cidadania celestial já assumida. Assim, a liberdade em Cristo, lhes facultava a não necessidade de submeter-se à autoridade humana. “Ele parece ter em mente uma situação específica. Seu vocabulário grego (por exemplo, diákonos, no v4 e leitóurgous no v6) é o vocabulário da administração civil helenística. A palavra traduzida ‘a serviço’ no v4 e ‘encarregados’ no v6 descreve os ocupantes de cargos civis com quem as pessoas comuns têm contato diário (…). Seu argumento é que Deus ordenou toda a criação e espera ordem também na comunidade política. Assim, seu imperativo ‘Faze o bem…’ significa assegurai-vos de que vossa conduta política seja correta, apropriada, adequada” (Comentário Bíblico, vol. 3, Evangelhos e Atos, Cartas e Apocalipse, 3ª edição, set-2001, Edições Loyola, São Paulo, 1999).
“Deus instituiu o governo, porque, neste mundo caído, precisamos de leis para nos proteger do caos e da desordem…”. Porém, “Quando o governo deixar de exercer a sua devida função, ele já não é ordenado por Deus, nem está cumprindo com o seu propósito. Quando, por exemplo, o estado exige algo contrário à Palavra de Deus, o cristão deve obedecer a Deus, mais do que aos homens (At 5.29, cf Dn 3.16-18; 6.6-10)”, Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Antonio Gilberto, Versão Almeida Revista e Corrigida, Rio de Janeiro, CPAD, 1995.

Por outro lado, quando se retira a autoridade de domínio e alcance social, implanta-se a anarquia ou sua proximidade, como ocorrera com Israel:

“Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25).

O extremo pendeu para o outro lado, e também passou a destruir referências e domínios da cultura judaico-cristã: do Ser Supremo, Criador de todas as coisas; que julgará o homem por suas atitudes, boas ou maus, com galardão aos bons e condenação aos ruins.

Por fim, o homem passou a ser contato como ser tríplice quanto ao gênero – uma possível terceira via humana. Pior é que caímos no engodo da discussão de posições, quanto ao assunto. Criou-se a definição hetero em oposição ao homossexual. De forma despercebida o vocábulo rendeu e passou de forma sorrateira entre todos. Agora não se discute sexualidade humana sem tais vocábulos à mesa.

Ocorre que o homem – o ser criado pelo Senhor, conforme se estabelece na própria natureza, tanto humana quanto animal – macho e fêmea:

Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados” (Gn 5.2).

Portanto, não existe homem hetero, mas homem, composto dos gêneros macho e fêmea!

Tudo isso é atestado pelo profeta Daniel – o Apocalipse do Velho Testamento – quando retrata acontecimentos do Fim e mostra essa investida para a Desconstrução, tanto na adoração quanto na alteração da natureza humana:

“E não terá respeito ao Deus de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a deus algum, porque sobre tudo se engrandecerá” (Dn 11.37).

É isso que eu tomo como Desconstrução. Corrobora com essa mesma indicação profética, o texto de Paulo, o apóstolo: 

Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. (…) E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” (2Ts 2.3-12).

II – DESCONSTRUÇÃO

desconstrução é um conceito do judeu Jaques Derridá e consiste na crítica de pressupostos dos conceitos filosóficos, a partir do pressuposto que filosofia é o estudo das questões fundamentais relacionadas à existência, ao conhecimento, à verdade, aos valores morais e estéticos, à mente e à linguagem.

A noção de desconstrução surge pela primeira vez em 1962. Embora não tenha a ideia de destruição, ela busca a desmontagem, decomposição dos elementos da escrita. A desconstrução serve nomeadamente para descobrir partes do texto que estão dissimuladas e que interditam certas condutas. Esta metodologia de análise centra-se apenas nos textos.

Derrida cria que as formações culturais e intelectuais humanas deveriam sofrer uma reinterpretação como elemento fundante de um novo conhecimento: “Não existem fatos, apenas interpretações”, mas fere a estrutura canônica.

A aplicação da Desconstrução acaba como ameaça ao verdadeiro, pois ‘constrói’ o que convencionou ‘leituras possíveis, mas não a leitura correta’. A famosa frase ‘A linguagem se cria e cria mundos’, aponta perigosamente para a contingência dogmática do ‘Ser’ e do ‘Significado’. Isso quer dizer que os textos corrompem seus significados tradicionais, criam novos contextos e permitem novas leituras, em um processo contínuo e vertiginoso (WKP, 2008).

Dentro da ideia de desconstrução e da releitura, temos no Direito a Teoria Tridimensional do jurista Miguel Reale, em que o crime deve ser ‘amenizado’ pela relatividade, a partir do Fato, do Valor, e da Norma.

Ao escrever sobre Steve Jobs, o célebre inventor digital, Arnaldo Jabor, em Steve Jobs criou uma ‘ciência alegre’) diz o seguinte: “Steve Jobs, filho da contracultura, da arte crítica, de Dylan e Picasso, do LSD que o ‘descaretizou’, criou uma espécie de filosofia prática, ‘de mercado’, indutiva, para além de explicações genéricas, de grandes narrativas universais”, e ainda: “Ele nos ensinou a transgressão contra uma sociedade conformista e obediente… Pense diferente! Meus computadores são para os rebeldes, loucos e desajustados”. A Cidade, C-3, 11 out. 2011.

No contexto teológico-cristão acontece quando o homem abandona os padrões divinos e fazem o que julgam certo, como temos registrado em Neemias:

Porém se obstinaram, e se rebelaram contra ti, e lançaram a tua lei para trás das suas costas, e mataram os teus profetas, que protestavam contra eles, para que voltassem para ti; assim fizeram grandes abominações” (Ne 9.26).

Usam como argumentação caminhos parecidos, semelhantes, mas não iguais, às vezes de forma consciente ou engodados pelo Inimigo:

Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12).

Neste perfil está a identidade humanista, em que o homem figura como o centro de todas as coisas e estabelece o que deve ser verdadeiro e falso e a convivência ‘harmoniosa’ entre o bem e o mau: energias negativas e energias positivas, que se harmonizam para o equilíbrio humano. Essa filosofia oriental fora adotada por sociólogos, como no caso do ex-presidente FHC. Ele chegou a elogiar a prática do espiritismo, por meio da umbanda, por causa dessa busca entre seus seguidores. Hoje, esse mesmo homem, quer que se discuta a legalização do uso da maconha ou sua discriminalização.

Judas teve postura semelhante ao propor que o perfume usado pela mulher, para preparar o Senhor para a sua morte, fosse vendido e o dinheiro distribuído aos pobres:

“Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. Por que não se vendeu este unguento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?” (Jo 12.3,5).

Os 300 denários (dinheiros) equivalia a 300 dias de trabalho de um diarista (jornaleiro), quase um ano de trabalho. A argumentação de Judas é convincente do ponto de vista humanista, sem considerar a crítica a essa posição, conforme se vê:

Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava” (Jo 12.6).

Reintepretação do texto

O que o filósofo judeu expõe o Opositor usou desde a criação do homem. Obvio não com a mesma busca. Suas meias-verdades (mentiras) iniciaram com a tentativa de desconstrução do texto sagrado:

1) Vossa morte não está marcada;

2) Vossos olhos se abrirão;

3) Sereis como deuses (domínio do bem e do mau).

– Certamente não morrereis!, indica o infinitivo absoluto (“Não, não morrereis; não morrereis!”). A serpente nega a Palavra e sua validade.

Na Tentação no Deserto (Lc 4). A primeira tentativa diz respeito à sustentação humana – o pão. Transformar pedra em pão, para o alimento do corpo humano, pois Jesus teve fome. O Diabo usou petros (Pedro), que indica pedra solta, uma pedra qualquer, pois a Igreja do Senhor é constituída de ‘pedras vivas’ (1Pd 2.5), do original grego lithoi zontes, a indicar uma pedra lavrada, ajustada para toda a ‘boa obra’.

“Nem só de pão vive o homem” (Dt 8.3);
“Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram” (Jo 8.49).

Temos aqui uma desconstrução, ou seja, um emprego que desvirtua o propósito do espiritual para um elemento a serviço do temporal e meramente humano.

Porém, Jesus dá início ao seu ministério de forma ofensiva, corajosa, definitiva e decisiva (Mt 16.18).

Deixa a Casa do Pai (Jo 1.1) e segue para o deserto (morada de demônios), região inculta, selvagem e perigosa (Is 13.21). Embora pudesse tomar iniciativas próprias, o Senhor esperou ser conduzido, transportado, levado, guiado, pelo Espírito Santo. Não cheio de si, mas do Espírito, fora “conduzido pelo Espírito ao deserto”.

E quando isso ocorre não há riscos de oferecer culto à Serpente, pois no primeiro século AC, em Canaã, era associada ao culto de fertilidade (multiplicação):

E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu” (Lc 4.5-7).

Estava no Pináculo do Templo, vértice da torre, no ângulo sudeste do Templo, parte mais alta do edifício. Considera-se ainda Jerusalém situar-se em um monte, portanto em destaque. De lá descem para Jericó…

Momento em que os olhos crescem para dar lugar à ambição, poder e riqueza, quando a soberba se une à falsidade e dá lugar à idolatria ou em sua forma ‘narcisa’, como se vê no meio evangélico.

Portanto, não se envolva com serpentes, pois a serpente está despida de escrúpulos!

Em Gênesis, a serpente estava nua (Gn 3.1). Os termos hebraicos a indicar nua e astuta estão em proximidade (arum e arumim). Até hoje, mostrar-se nu indica pessoa desprovida de confiabilidade.

Mas a Palavra é estabelecida para a ‘reconstrução’ humana (gerar novamente, a partir da semente divina, cf 1Pd 1.3).

“E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo estava possesso de demônios, e não andava vestido, nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros” (Lc 8.27).

Antes nu e a morar em cemitérios, o homem aparece vestido e o Senhor diz-lhe: “Volte para a tua casa”. Casa é o lar (de lareira) onde há calor, união, unidade.

Talvez aquele homem fosse budista em que a salvação se realiza pelo sofrimento.

Pátio dos Gentios

Lá no Templo, no Pátio dos Gentios, alguns judeus vendiam o que era necessário ao sacrifício, para comodidade dos adoradores.

Enquanto os sacerdotes vistoriavam as ovelhas, à moda dos ‘nossos detrans’, deixando passar muitas falhas, insuportáveis pelo Senhor, o sistema de câmbio, também lucrava. Os judeus não podiam efetuar seus resgates, com moeda gentílica, como o denário ou estáter (dinheiro judeu e grego), mas precisavam trocar por siclos, o dinheiro judeu, o único aceito pelo Templo.

Operando na ilegalidade fizeram da Casa do Pai um covil de ladrões, em outra tradução “fizeram dela espelunca de ladrões”.

Tudo estava regulamentado na Lei!

Quanto os judeus criam 614 preceitos, como forma de se cumprir a Lei, também criam barreiras, com a desconstrução do divino para a forma humana.

É assim que muitos conseguem, pois o amor ágape é amor abnegado e sacrificial, o 11º Mandamento, conforme João 13.35.35. Ele destrói todas essas barreiras e leva o homem desnudar a sua alma diante do Senhor, fazendo-se criança e não deuses, como tentara o Diabo, construindo a Síndrome de Adão.

Simpósio Teológico da Etadecarp (Escola de Teologia da AD em Ribeirão Preto), em 22 de outubro de 2011. 

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Círculo de Oração Estrela da Manhã em seu 31º aniversário

Com manifestações espirituais, o 31º Aniversário do Círculo de Oração Estrela da Manhã da AD em Vila Albertina, em Ribeirão Preto (SP) registrou momentos de glória, pela presença do Senhor nos cultos realizados nos dias 20 a 22 de agosto. A programação começou no sábado – 20 – com exposição da Palavra pela irmã Anailda da Silva, da congregação do bairro Vista Alegre, em Ribeirão Preto.

História dos letos em Varpa

No domingo pela manhã, irmã Maria de Lourdes Ferreira Santana, esposa do pastor-presidente da AD do Campo de Ribeirão Preto, Antônio Silva Santana contou seu testemunho. Como remanescente dos letos, comunidade fundada pelos próprios letos, a 9km de Varpa, região de Tupã (SP), imigrantes de países comunistas, fugidos da perseguição e sofrimento, a partir do terror implantado pelo sistema comunista.

A história de irmã Lourdes (foto), embora sofrida e triste – até hoje arrancando-lhe lágrimas sempre quando recorda-a –, tem o contraste da beleza. Desde os 9 anos, ela passou a conviver com os letos. Isso ocorreu por causa da morte de sua mãe. Não demorou muito para seu pai também partir para a eternidade, ao ser morto, misteriosamente, à beira de um rio.

As crianças daquele casal ficaram à mercê de um novo lar e, pior, foram separados e adotados por casais diferentes. Irmã Lourdes fora adotada por um casal de letos, muito rígidos. Sua mãe de criação, Emília Padkan criou-a com seus três irmãos e outros quatro filhos biológicos.

Quando ela estava com 12 anos de idade, a família mudou-se para Ruy Barbosa e, com 16, para São Paulo. Depois, para a cidade de Paraguaçu Paulista (SP), onde conheceu o baiano, pastor Antônio Silva Santana.

Após décadas, já em Ribeirão Preto (SP), irmã Lourdes passou a sentir saudade de seu irmãozinho – como o vira pela última vez. Com ajuda de seus filhos, voltou à região em busca de informações, até chegar a Jandira (SP), onde encontrou seu irmão, Pedro Alves Ferreira. Enquanto ela se mantinha distante, após entrevista com um dos filhos e confirmação – era realmente o seu irmão –, ocorreu o emocionante reencontro, regado de lágrimas e de alegria.

Todo o sofrimento não tirou a fraternidade de irmã Lourdes, mulher fiel, sábia e discreta, soube dar a sua cooperação ao marido e pastor, como a mulher que edifica a sua casa.

Volta do Senhor

No culto da noite, irmã Janice Santana Rosa (foto acima) exortou a igreja sobre a proximidade da Volta do Senhor. Com base no tema da festa (“Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo”, Mc 13.33).

Todos se alegraram pela ação do Espírito com a exposição da Palavra sobre os sinais da proximidade do Retorno de Cristo.

Pastor Isaías Fontes pregou na segunda-feira, no último dia, quando o Senhor coroou de êxito o final da festa. O Senhor destacou algumas pessoas para falar e alertar sobre questões pessoais, além de levar a igreja a buscar mais de sua presença, para uma vida mais espiritual.

Pastor Isaías ora por irmãs, após interceder por pessoas que receberam Jesus, enquanto Junior Moreira canta ao Senhor

Participações

Congregações da cidade de Ribeirão Preto abrilhantaram o evento com a participação de Círculos de Oração e obreiros: Jardim Jandaia (Pr. Augusto), Ipiranga (Pb. José Antônio); Parque dos Pinos (Pr. José João Ferreira); Vila Augusta (Pb. Amauri José de Souza); Jardim Presidente Dutra; Maria Casa Grande (Pr. Edmar Ribeiro); Campos Elísios (Pb. Francisco Sidraque da Silva); Quintino I (Pr. Paulo Sarafim), todos acompanhados de obreiros.

Segundo pastor Santana, presidente da Igreja, a manifestação das irmãs por meio dos Círculos de Oração de todo o campo, constinui-se em verdadeiro apoio à obra do Senhor, com sinais gloriosos que declaram a bondade divina.

Irmã Madalena, líder do Círculo de Oração local, agracedeu ao Senhor e pode testificar da resposta das orações, realizadas na antecipação do evento. Pastor Mesquita, dirigente da congregação, disse que o Senhor honrou a igreja com sua notável e gloriosa presença.

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Mais uma congregação fora aberta pela AD em Ribeirão Preto, presidida pelo pastor Antônio Santana. O novo templo foi instalado em um salão, no centro de Porto Ferreira (SP), em frente à Fepasa. A inauguração ocorreu no dia 28 (quinta-feira), com o primeiro culto e posse do pastor Carlos Ferreira. Obreiros de várias congregações prestigiaram o evento.

Bastante ativo, pastor Santana inaugura novo templo em Porto Ferreira, região de Ribeirão Preto

Totalmente reformado, o salão recebeu cadeiras novas e confortáveis, boa iluminação, dentre outras melhorias, tornando o local bem aconchegante. Pastor Santana deu posse ao pastor Carlos e orou por toda a sua família.

Exército de 318

Batizandos formam  número suficiente para uma  nova igreja

No domingo seguinte, 318 novos membros desceram às águas batismais no tanque do templo-central, em Ribeirão Preto. Este é o segundo batismo do ano. Em fevereiro foram mais de 300 e a previsão aponta para mais de mil novos membros até o final do ano. Durante o batismo, ao som da banda e do coral houve manifestação de contentamento pela presença espiritual.

Pastores na Comadetrin

Neste sábado, vários ministros acompanharão pastor Santana em viagem para Uberlândia, onde participarão da Escola Bíblica da nova convenção a que se filiaram – a Comadetrim, presidida pelo pastor Álvaro Sanches.

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Pastor José Wellington, presidente da CGADB, em nome da mesa diretora, divulga Nota de Esclarecimento, em que refuta as críticas dos pastores (clique aqui e aqui), que renunciaram a seus cargos como diretores, Silas Malafaia e Antônio Santana, 1º vice-presidente e 1º tesoureiro, respectivamente.

 

A MESA DIRETORA DA CONVENÇÃO GERAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS NO BRASIL – CGADB tendo tomado conhecimento que circulam na internet as comunicações de renúncias dos 1º Vice-Presidente e 1º Tesoureiro, pastor Silas Lima Malafaia e pastor Antonio Silva Santana, respectivamente, nas quais os ilustres e eminentes servos de Deus expõem a esta Mesa Diretora as razões motivadoras de suas renúncias, por amor à verdade e para dirimir eventuais dúvidas quanto à integridade e lisura dos signatários na condução dos interesses sociais da nossa veneranda CGADB, esta cumprindo o seu dever espiritual, moral, estatutário e legal de defender a instituição e ao seu órgão diretivo na forma do estatuto social em vigor, vem ao público prestar os seguintes esclarecimentos, por amor a verdade e respeito às consciências daqueles que pugnam por uma conduta séria, honrada e espiritual, como convém a todos que servem na seara do Senhor Jesus:

1) Na notificação firmada pelo ilustre pastor Silas Lima Malafaia, foi comunicado a sua renúncia ao cargo de 1º vice-presidente da CGADB, eleito que foi na última Assembléia Geral Ordinária em Vitória-ES, em abril de 2009, como também o seu desligamento do quadro de membros.

Evidentemente que poderia ter ocorrido a renúncia sem o desligamento, pois a primeira não era dependente da segunda.

Os motivos apontados na precitada comunicação não são atuais, pois, como ele próprio diz, “Tais denúncias, por oportunidade da última Convenção da CGADB, restaram integralmente comprovadas em trabalho realizado por comissão formada para esse fim, cujo relatório só foi aprovado com as ressalvas e obrigações de apresentar balancetes”.

Esta Mesa Diretora já se manifestou anteriormente por nota de esclarecimento similar a presente, publicada no “Mensageiro da Paz”, nº 1.490, de julho/2009, por ocasião de manifestação televisiva de outro convencional.

2) Conforme disposição contida no artigo 44, III, do estatuto social em vigor, o atendimento das exigências da precitada comissão especial a que se referiu o renunciante não era, como não é, de todo o órgão diretivo, mas do 1º tesoureiro, como a seguir transcrito:

Art. 44. Compete ao 1º Tesoureiro:

III – elaborar o relatório financeiro e apresentá-lo trimestralmente ao Conselho Fiscal e bienalmente à Assembléia Geral Ordinária;

Portanto, trata-se de competência legal individual específica, cabendo àquele que foi eleito para o cargo, ter consigo a consciência da atribuição que lhe é conferida pela norma estatutária;

3) Quanto à renúncia do 1º Tesoureiro, o honrado servo de Deus pastor Antonio Silva Santana, foi alegado, dentre outros motivos para a sua renúncia, que:

a) “só tomei posse em 29 de julho de 2009”;

b) “só a partir desta data é que fui tomando conhecimento da real situação fiscal e financeira da CGADB;

c) “a cada dia fica impossível o levantamento de toda a documentação contábil, fiscal e bancária, uma vez que não foi atendida à solicitação do Conselho Fiscal da CGADB lavrado em 12 de março de 2010 solicitando uma auditoria nas contas do mandato anterior a 2009”;

 

4) Confrontando-as, a Mesa Diretora esclarece:

a) o ilustre renunciante não tomou posse na data por ele alegada, pois, ela ocorreu juntamente com os demais eleitos no dia 25 de abril de 2009, conforme o termo por ele assinado, passando a ser de fato e de direito o 1º tesoureiro da CGADB a partir de então. Se o tesoureiro anterior não lhe repassou as informações inerentes ao exercício do mandato anterior, o fato fica restrito aos dois e não a todo o órgão diretivo;

b) na condição de eleito e empossado, passou a ser de sua exclusiva competência solucionar as pendências existentes, podendo, inclusive, ter solicitado a cooperação do Conselho Fiscal para proceder aos levantamentos necessários para o perfeito esclarecimento dos fatos, o que não aconteceu;

c) atendendo a solicitação do ilustre renunciante, a presidência autorizou-lhe contratar todos os funcionários necessários ao perfeito desempenho das tarefas da tesouraria, tendo ele contratado com vínculo empregatício apenas um assessor, que não residia na sede da CGADB, e substituído duas funcionárias para as tarefas subalternas;

d) na reunião da Mesa Diretora realizada em 12 de março de 2010, em cuja data o Conselho Fiscal apresentou o pedido de realização de auditoria referido pelo renunciante em sua notificação, foi decidido que uma comissão especial procederia todos os levantamentos necessários junto a Tesouraria, controladoria, prestadores de serviços, bancos, etc, para esclarecer os fatos e apontar as soluções adequadas, para que fossem atendidas as recomendações contidas no relatório da comissão especial da Assembléia Geral ordinária realizada em Vitória-ES.

Após os exaustivos trabalhos desenvolvidos pela precitada comissão especial, o qual contou com a participação pessoal do renunciante, foi elaborado um relatório apontando os fatos que impediram a apresentação dos balanços dos exercícios de 2007 e 2008, e as medidas corretivas necessárias ao atendimento das exigências legais;

e) no mesmo relatório, a comissão especial relata que muitos dos cheques emitidos pela CGADB e devolvidos pelas instituições bancárias sacadas, foram em razão de convenções afiliadas e alguns convencionais terem pago as anuidades e inscrições de membros para participarem da Assembléia Geral em Vitória-ES em até dez parcelas, e os respectivos boletos bancários e cheques por elas emitidos, não terem sido honrados pelos emitentes, o que contribuiu para que os cheques emitidos para pagamentos com as receitas oriundas das anuidades e inscrições não terem sido cobertos;

f) a comissão especial também conseguiu, através do profissional que presta serviços na área de informática, unificar e uniformizar os dados utilizados pela Secretaria Geral e Tesouraria, resgatar as informações financeiras e documentação que permitissem a elaboração dos balanços acima referidos pelo contador, resgatar os cheques devolvidos que estavam em poder de terceiros e proceder as baixas junto aos bancos sacados com baixa nos órgãos de créditos, o que está contribuindo para normalização do funcionamento da tesouraria e controladoria da CGADB.

Resta claro, portanto, que as motivações para as renúncias, embora pareçam similares, são distintas, pois, enquanto o pastor Silas Lima Malafaia usou fatos já ultrapassados, abordados e decididos pela Assembléia Geral em Vitória-ES, o pastor Antonio Silva Santana não teve as iniciativas que lhe cabiam tomar para solucionar as dificuldades herdadas de gestões anteriores a sua, por ter assumido o cargo que traz consigo os encargos atribuídos pelo estatuto social, dentre outros, o de apresentar os relatórios financeiros e contábeis.

 Considerações Finais 

Para finalizar a presente NOTA, e ainda objetivando tratar a questão: “dificuldades financeiras” enfrentadas pela Convenção Geral, os esclarecimentos adicionais se fazem necessários:

A Convenção Geral, sendo uma associação de ministros do evangelho, não de igrejas, conta como únicas fontes de receitas as anuidades de seus membros, os repasses efetuados pela CPAD, e, por ocasião da Assembléia Geral, as taxas de inscrições.

É de amplo conhecimento que, na prática, grande maioria dos pastores cadastrados regulariza suas anuidades somente nos períodos que antecedem a Assembléia Geral.

Se anexarmos um extrato/planilha referente ao pagamento de anuidades, facilmente será constatado que o último aporte substancial foi no período que antecedeu a AGO em Vitória/ES, mês de abril/2009.

Trata-se de um hábito, pagar as anuidades somente às vésperas das Assembléias Gerais.

Todavia, a Convenção Geral, para dar o devido atendimento diário em sua sede nacional, no Rio de Janeiro-RJ, mantém um prédio de quatro (4) andares em funcionamento, com quadro de funcionários, Secretária Geral, Tesouraria, todos devidamente registrados e assalariados.

Toda a infra-estrutura e custeio para a realização da Assembléia Geral são integralmente pagos pela CGADB. As três últimas RIO/2005 – SÃO PAULO/2007 – VITÓRIA/2009 – e, também as duas últimas Extraordinárias FLORIANÓPOLIS/SC e PORTO ALEGRE/RS, acarretaram para a CGADB despesas elevadíssimas, haja vista a logística para receber os pastores de todo o Brasil.

O número de participantes, cada vez maior, sendo: 4.000 no Rio; 10.000 em São Paulo, 17.000 em Vitória (2.500 em Florianópolis e 4.500 em Porto Alegre).

Todos nós sabemos o quanto custa promover e reunir, por prazo de uma semana, contingente de tal magnitude. Façam seus cálculos.

Analisem ainda, juntamente conosco, o seguinte:

Para dar cumprimento aos seus objetivos sociais a Convenção Geral, por intermédio da Mesa Diretora, realiza simpósios, seminários, reuniões, assembléia geral nas diversas regiões do País, ocasião em que os ocupantes de cargos em Conselhos/Comissões são convocados.

Todos exercem suas atribuições estatutárias sem qualquer remuneração, contando apenas com o reembolso de despesas relativas à hospedagem, alimentação e passagens aéreas.

É cada vez maior o número de reuniões dos órgãos diretivos da CGADB. Os membros residem nas mais longínquas cidades. Contabilizem.

Não é estranho, no âmbito da CGADB, a existência de parceiras de viagens e hospedagens em reuniões maiores, sendo natural que, tais empresas, na condição de prestadoras de serviços façam jus aos acréscimos legais em situação de demora no pagamento por serviços efetivamente prestados.

Enquanto outras associações de grande porte, sem identificarmos a sigla, exige de seus associados pagamentos mensais de R$ 90,00 (mensalidade: R$ 50,00 + Publicações/Boletins: R$ 45,00), nós pastores esperamos a cada dois anos para desembolsarmos R$ 120,00.

Lamentavelmente, inúmeros pagamentos de anuidades e inscrições para Assembléias Gerais, efetuados em cheques, não foram honrados.

Ora, senhores pastores, uma entidade que aufere receitas mais significativas somente por ocasião da Assembléia Geral, não dispondo de outros meios para alavancar recursos; uma entidade que direciona os valores das inscrições em Assembléias para custeio do evento; uma entidade que pacientemente aguarda os períodos pré-convencionais para “cobrar” seus associados; uma entidade que vê a cada ano, crescer o número de participantes em Assembléia Geral acarretando custos elevadíssimos, não é de se admirar, de causar espanto, surpresa, que tal entidade esteja padecendo dificuldades financeiras.

Com os argumentos fáticos ora expostos, o que pretendemos é afastar as qualificações de “DESMANDOS, DESCALABRO, CONIVÊNCIA”, referidas em uma das notificações supracitadas. Segundo o Dicionário Aurélio, da Língua Portuguesa, “DESMANDO: é ato ou efeito de desmandar. Desobediência. Excesso. Abuso. DESCALABRO: Grande dano ou perda. Ruína. DESMANDAR: Mandar o contrário de (o que se tinha mandado). Transgredir ordens.

Pedimos aos Pastores do Brasil, que analisem a vida pessoal e o ministério de cada um de nós, diretores da Convenção Geral; que reflitam sobre os vários anos de pastorado; que, avaliem que pesem os vários anos a serviço da Convenção Geral, sem qualquer apego material ou financeiro, sem qualquer remuneração, pois entendemos que o trabalho feito junto a nossa instituição também faz parte da chamada e da vocação ministerial; e, nos respondam, se por nossos feitos, merecemos ser “rotulados” com os adjetivos de desobedientes, transgressores de ordens, abusadores, causadores de dano, destruidores. Acreditamos que não.

Finalmente, a Mesa Diretora lamenta profundamente os afastamentos dos ilustres e honrados companheiros renunciantes, nada podendo fazer, em respeito aos mesmos, senão a de acatar as decisões pessoais de ambos, e adotar as providências estatutárias para as substituições, mediante a convocação de assembléia geral extraordinária para deliberar quanto às mesmas, e encaminhar ao Conselho Fiscal os balanços já elaborados para apreciação e parecer do Conselho Fiscal, e encaminhamento ao conhecimento de todos os membros da nossa CGADB.

Na certeza de terem sido os esclarecimentos necessários, permanecemos orando a Deus para que as suas bênçãos continuem sendo derramadas nas vidas e ministérios dos ilustres servos de Deus renunciantes, ao tempo que manifestamos sincera gratidão pelo empenho de ambos para o progresso de nossa instituição.  

Natal, RN, 5 de junho de 2010

Pr. Jose Wellington Bezerra da Costa

Presidente”

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