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Archive for the ‘Artigos’ Category

PUBLICO CRENTE

Com o artigo intrigante Essa gente incômoda (Veja, 29/set/17), o jornalista J. R. Guzzo teria atacado os cristãos (evangélicos). Não pude escrever este artigo antes, mas insisti hoje, em função das inúmeras contradições na interpretação de seu texto, composto de sutilezas e ironias, imperceptíveis a muitos.

Em primeiro momento, em função das constantes perseguições e incompreensões sofridas pela igreja, por uma sociedade liberal, progressista e tão hedonista, portanto distante das bases cristãs, o artigo soou como intolerante.

Porém, busquei primeiro a identidade do jornalista e pude perceber que suas críticas não estão tão distantes dos conceitos judaicos-cristãos. Em novembro de 2012, Guzzo se viu envolvido em uma polêmica, em torno do artigo Parada gay, cabra e espinafre, também na Veja, cujo teor foi considerado homofóbico. Ele foi questionado por um militante gay da Câmara Federal, que o chama de imbecil. Aí é preciso analisar quem fala de quem!

Percebe-se então, que o seu discurso não indica o que em primeiro momento vê-se, sem uma análise mais debruçada sobre o texto. Se dissesse aquilo que muitos pensaram, o autor se mostraria incoerente, prática observada e detestável no meio jornalístico.

Em seu texto, ele assume o sujeito da crítica, mas a analisar a situação relativa ao crescimento dos Evangélicos e a reação do segmento social, que “se acha” dominadora e dona da razão. Sua conclusão mostra a realidade: O crescimento cristão incomoda muita gente! Ninguém ignora tudo isto.

Sua direção é perceptível no início de seu texto, quando ele diz que a dita elite, descrita por uma lista de adjetivos, tem a esquerda entronizada em seu meio. Também afirma que a mídia, sob forte influência da esquerda, não produz nada que diz respeito a evangélicos, sem alinhavar algo ruim e ameaçador.

No artigo temos o retrato da situação sociológica da posição dos cristãos evangélicos, diante de ricos, poderosos, e os chamados intelectuais, incomodados com o crescimento dessa Fé. Nesse antro representativo está a esquerda, o comunismo gramscismo-maquiavélico.

Toda essa tentativa de castração faz parte de uma suposta liberdade religiosa, enquanto a pluralidade faz-se presente entre os próprios cristãos evangélicos, a tornar-se um verdadeiro calcanhar de Aquiles à vida libertina desses intelectuais do fabianismo.

Agora, a crítica!

Por outro lado, admitimos que essa Boa-Notícia, o Evangelho do Reino, atrai muito mais os desesperançosos e envolve os pequenos, esquecidos, pobres e marginalizados pela sociedade. Esta realidade está de acordo com o texto dito pelo SENHOR: “Graças te dou, ó Pai, SENHOR do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos” (Mt 11.25).

Também concordamos com o joio em meio ao trigo, sem que haja lei ou força, que o possa separá-lo conforme frisa o autor e antecipado por Jesus (Mt 13.36-43). Esse incômodo, representado pelos oportunistas de forma disfarçada ou abertamente, destros em simonia, já preconizados pela Palavra (“cuidando que a piedade seja causa de ganho”, 1Tm 6.5), é crítica universal entre nós cristãos, não é mesmo?!

Sei que pessoas do clero e leigos se apressaram em responder à suposta crítica, mas por força da pressão que incorremos a cada dia. O título do texto sugere isto, mas forma o gancho jornalístico, técnica para levar à leitura – e deu certo!

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TATUAGEM presos

Alguns exemplos de tatuagens e suas mensagens/significados entre presidiários

Existe uma única passagem direta na Bíblia acerca da  tatuagem. Está em Levítico 19.28: ‘Não fareis tatuagem em vós’.

A primeira parte do versículo trata do rito de luto. Entre os pagãos consistia em incisões e cortes pelo corpo, a constituir manifestação violenta e sentimento de dor. Indicava o desespero diante da morte do parente do morto (21.5 e Dt 14.1).

Apóstolo Paulo faz essa referência de forma indireta e exorta os cristãos a não serem ‘ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não tem esperança’, 1Ts 4.13.

Embora possa parecer que a tatuagem diz respeito à primeira parte do versículo e restrita ao rito de luto, a tradução do hebraico (abaixo) deixa claro existir duas e distintas proibições:

‘Não dareis arranhão em vossa carne por um ser. Não colocareis sobre vós nem inscrição nem tatuagem’.

Dentro do mesmo tema, o texto se estende a outra circunstância totalmente nova, mas semelhante quanto a ação de marcar o corpo, não obstante ser outro caso. Os povos vizinhos de Israel marcavam a pele com os nomes ou símbolos de seus deuses (Dt 14.2).

Cristãos não seguem a Lei. Ela foi dada a Israel com especificidades e propósito, para o nascimento do Messias, mas nem tudo da Lei foi ab-rogado, como, por exemplo, os Mandamentos.

Consideremos ainda o princípio, a origem, objetivos e significados, para chegarmos à aceitação, proibição ou não de incisões de marcas no corpo humano, e se convém ou não (1Co 6.12).

MOTIVAÇÃO

A tatuagem tem vários significados e motivações. Pode indicar autoafirmação, demonstração de independência, pertencimento, membro de facção e/ou de grupos criminosos, presos e suas respectivas áreas de atuação, e ainda rebeldia.

Pode ainda apontar timidez, encobrir falhas, desejo de ser notado, distinção, N.A. (Necessidade de Aparecer), sentido de ser único e/ou exclusivo, ‘poder’…

CORPO SEPARADO (DOS DEMAIS)

Mesmo sem fazer alusão direta ao tema, a Bíblia incentiva o cristão a manter o corpo como santo:  ‘Apresente o seu corpo como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus’, em um culto capitaneado pela razão (Rm 12.1). Santo, além da indicação comum, com a noção  de ‘separado’ (para uma atividade específica), no hebraico significa ‘inteiramente outro’ (kadoshi).

Com o princípio de ‘marcar, manchar’, e a ideia de alterar a natureza, para moldar ou destacar-se, por meio da modificação do corpo, a tatuagem também foi condenada pelo catolicismo romano, com forte perseguição na Idade Média.

MODISMO, PERSONALISMO OU FALTA DE PERSONALIDADE?!

Destacada no presente século, por artistas e jogadores de futebol, as tatuagens só eram usadas, até o século passado, portanto há poucas décadas, para indicar marginais.

Eram exclusivas de presídios, a indicar o tipo de crime praticado: Tráfico (três pontos a formar um triângulo); Furto (quadrado formado por quatro pontos); Estupro (dois pontos horizontais na mão, entre o polegar e indicador); Matador de policial (caveira com punhal cravado); Proteção, violentado ou estuprador (Sra. Aparecida); Homossexual (pinta no rosto, São Sebastião ou borboleta, que ainda indica fuga ou liberdade)…

MENSAGEM

Tatuagem é um ícone, um meio de comunicação, assim como a fala e a escrita, sempre com uma mensagem implícita de caráter/personalidade, revelação e/ou de suposta libertação de traumas…, mas sempre a revelar alguma coisa ou o por quê.

Os astecas, dentre outros povos místicos usavam carrancas, para espantar e expulsar males. Animais podiam indicar poder. Fatos misticos podiam estar em árvores e flores, sol, lua, olho (de Orus)…, como no antigo Egito, com seus símbolos místicos e figuras de seus deuses gravadas.

Nesse meio existe muita tradição religiosa de cunho espírita, portanto, a indicar entidades e tradições  espirituais, com principados e potestades.

ARREPENDIMENTO
Em geral, a tatuagem é buscada durante a adolescência ou em fase etária próxima. É momento de buscas e demonstrações de independência, autoestima etc. Porém, é de domínio geral que, essa fase não é permanente, mas passageira e de arrependimentos do que se fez e não se fez.

Então, é bom lembrar que a tatuagem é  permanente e não contempla o arrependimento de uma figura que se tornará cansativa, não mais ligada a pessoa, do que não mais estará em voga, fora de moda etc.

Também deve-se ponderar quanto a gravação de foto de namorada, nomes e figuras, que poderão sofrer apelo de  alterações com o decorrer do tempo. Ainda poderá ficar fora do design do corpo, com mais ou menos volume (peso); pele envelhecida, com ou sem rugas, a alterar o visual com o passar do tempo.

Já convivi com pessoa que daria tudo para retirar tatuagens por causa da discriminação, em especial na hora de buscar um emprego, por exemplo. Neste caso, existe uma saída: a remoção da mesma. Mas o custo da cirurgia plástica é alto e causa dor. Existem informações de pessoas que se arrependem depois de velhas.

PESQUISA x MOTIVAÇÃO

Entre aqueles que possuem uma tatuagem, a maioria afirma não ter se arrependido de fazê-la (86%) e três em cada dez dizem que ter uma tatuagem os faz sentir mais sexys (30%), rebeldes (25%), saudáveis (9%), inteligentes (8%) e, finalmente, mais atléticos (5%) (The Harris Poll, 2012).

Entre os que não se tatuam, as opiniões são as seguintes: ‘Pelo menos dois em cada cinco dizem que as pessoas com tatuagens são menos atraentes (45%) ou sexys (39%). Um quarto diz que as pessoas com tatuagens são menos inteligentes (27%), possuem menor grau de saúde (25%) e de espiritualidade (25%). E, para finalizar, metade das pessoas sem uma tatuagem afirma sentir as pessoas com tatuagens como sendo mais rebeldes (50%) (The Harris Poll, 2012)’.

TATUAGEM monstro

Em geral as tatuagens são regidas, com fins específicos, pelas forças ocultistas. Estas são conhecidas por líderes desse meio como egrégoras. Esta definição derivada do grego significa ‘velar, vigiar’, a contemplar força espiritual formada pela soma de energias mentais e emocionais, como resultado da junção ou ajuntamento de duas ou mais pessoas.

Neste caso, cada tatuagem tem a orientação de guias espirituais e respectivo significado, ligando a pessoa, através da marca, a tal egrégora, por um DNA espiritualista, como forma de absorver energias, afirmam seus gurus e magos.

Algumas tatuagens tem a função própria de atrair entidades espirituais, sob influência do mundo astral, com propósitos específicos. No mundo espiritual há regências por autoridades, sob domínios de principados, como no caso do divino (leia Daniel 10.2-6,13-21). O SENHOR rege a todos, como ‘Deus dos espíritos’ (Nm 16.22).

Essa dominação aponta para o risco de mostrar-se fora de autoridade espiritual, apontando ao apelo de necessária consulta antes de se tomar decisões duvidosas, para não por-se sob outros domínios (leia Romanos 13.1-2 e Hebreus 13.7; 13.17).

De igual forma existem ícones de guias espirituais na umbamba, candomblé, e outros segmentos espiritualistas, alguns destacados por seriados e por  pessoas famosas, provenientes da Índia, dos celtas, vikings, filosofias espiritualistas orientais…

CASOS DE PÂNICO

Existem casos de pânico sofrido em função de figuras tatuadas no corpo, com registros dessa aflição, provocada pela Síndrome do Pânico. A pessoa sente-se perseguida pela própria figura tatuada em seu corpo ou por alguma coisa não identificada, e entra em aflitivo desespero.

FOCO BÍBLICO

Na Bíblia o direcionamento é direto e o texto, que trata da tatuagem ou marcas no corpo, é distinto do contexto imediatamente anterior, que fala do suplício funeral.

TRADUÇÕES

As traduções não são unânimes em termos de igualdade frasal, mas sempre com a mesma indicação, a lançar luz sobre o texto, mais clara que outra.

‘Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. EU SOU o SENHOR’ (grifo meu). João Ferreira de Almeida, ERC, SBB, 1969.

Na Bíblia de Jerusalém (Nova edição, revista, Paulus): ‘Não fareis incisões no corpo por algum morto e não fareis nenhuma tatuagem’. EU SOU Ihvweh’ (grifo meu).

No hebraico, maior autoridade de tradução, as duas sentenças estão separados por frases distintas e ponto-final – Chouraque, André 1917. Titulo: Ele Clama… (Levítico). IV. Serie. -: A primeira diz de cortes, incisões ou arranhões; a segunda sobre ‘inscrição’ e ‘tatuagem’ (Lv 19.28).

DECISÃO

Tatuagem, a exemplo de tantos outros modismos, não tem apoio nos referencias cristãos, senão negativo. Não soma e é, no mínimo, uma atitude duvidosa do ponto de vista de sua aprovação, além de risco nas questões de relacionamento psicossocial.

Entretanto, como cada um dará conta de si mesmo, por sermos dotados de inteligência, poder de decisão, e fiscalizados pela própria consciência (leia Romanos 2.11-15), naquilo em que não há regras determinantes, no ponto de vista pessoal, torna-se iniciativa de foro íntimo. Tenho dito!

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CEIA DO SENHOR

Para comemorar a passagem (por cima) da escravidão do Egito, rumo à Terra Prometida (Canaã), os judeus comemoraram, pela primeira vez, a Páscoa (Ex 12 e 13).

Foi o pacto da (Velha) Aliança com Deus e Moisés, no Monte Sinai. Então, em todo o mês de Nisã, também conhecido por Abibe, entre março e abril de nosso calendário, a festa exclusivamente judaica, é comemorada. O Redentor é o próprio Deus.

Este mês marca o início do ano aos israelitas (‘será o princípio dos meses; este vos será o primeiro dia meses do ano’, Ex 12.2), como símbolo de nova vida ou ano novo religioso, diferente do civil, que começa em setembro.

BASES DA PÁSCOA

É composta de um cordeiro – diferente do carneiro, pois aquele é solteiro, puro, este não -, de até um ano. O animal é sacrificado ao SENHOR e sua carne comida entre a família. Caso seja uma família pequena, menos de com oito, o número poderá ser completado com vizinho.

Este mesmo cordeiro teria de ser limpo, sem manchas no pêlo, sem nenhum vestígio de imperfeição ou doença. Era minuciosamente examinado pelo sacerdote judaico. O dia escolhido é o 14o. A festa é de 7 dias (Ex 13.6).

Toda degustação, sem que nada pudesse estar cru, deveria ser feita com ervas amargas. Estas para lembrar os dias amargos da escravidão no Egito. O tempo, desde a ida do escravo José, que durou 400 anos.

NOSSA ‘PÁSCOA’

Diante da Páscoa judaica, o SENHOR Jesus instituiu a Ceia do SENHOR, mas não a Páscoa. Ele instalou a Ceia como símbolo da Nova Aliança no seu sangue: O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo’ (Jo 1.29 e Hb 12.24).

Neste pacto do Novo Testamento, o SENHOR come com os discípulos pão, símbolo do Seu corpo, a substituir a carne do cordeiro, e toma o suco da vide, como símbolo de Seu sangue. ‘Este é o NOVO Testamento no meu sangue’, 1Co 11.25. Neste, o Cordeiro é Jesus, o Monte é o Calvário, o Redentor é Cristo!

Como se nota, os elementos são representativos e não literais, obviamente, pois o próprio SENHOR o come e o toma, dizendo: ‘Isto” é o meu corpo'” (Mt 26.28) e não ‘Este’.

Após participarem da Ceia, o SENHOR e os discípulos cantam hinos (26.30), compostos dos salmos 113 a 118. Hino deriva-se do hebraico hallel, também raiz de Haleluia (Aleluia), Louvor ao SENHOR.

Apóstolo Paulo ao estabelecer a Ceia (Eucaristia) como parte da doutrina cristã (1Co 11.23-28), combate ajuntamento à moda pascal, com muita comilança (v17-22; 33-34).

CRISTO, A NOSSA PÁSCOA

ELE  ‘é mediador dum melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas’ (Hb 8.6),  e então, é tirado ‘o primeiro, para estabelecer o segundo’ (10.9), ‘E por isto é Mediador dum novo Testamento, para que, intervindo a morte para a remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento , os chamados tecebam a promessa da herança eterna’, Hb 9.15.

Conclui-se que a nossa Páscoa, literalmente Passagem da escravidão do mundo, para s Eternidade, é Cristo:  A Ceia é a nossa Páscoa e a maior festa cristã (1Co 5.7), e não mais fazemos mais festas com fermento velho (1Co 5.6).

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Nestes dias de calor, provocado pela militância partidária da eleição da CGADB, convivemos muito com o que estabeleci no título: A paixão.

Digo isso porque ouvi e ouço muitas bobagens, falácias, verdadeiros pecados, resquícios da tentativa de desconstrução de uma pessoa. Em geral das que possam nos ameaçar com a sua sombra.

Pessoas fazem isso de forma impensada, mecânica, ‘na pilha’, sob indução ou por interesses cegantes, por meio de uma manobra de sublimação. Tudo isto sem preocupar-se com diretrizes que norteiam paradigmas do Reino, sob o fundamento do Amor (Leiamos 1Corintios 13).

Nos discursos destrutivos, promove-se um verdadeiro canibalismo eclesiástico, maléfico e irresponsável (redundância), por meio de ideologias próprias, a criar grupos exclusivos e supostamente mais puros ou santos.

Esse tipo de destruição de oponente, muito comum no mundo, em especial no setor político, tem como busca a consagração do ator principal, e elevação de seu interessado e autor. Com a estigmatização do oponente, essa estratégia pode matar, ao atingir a autoestima do outro.

Noto pessoas até, à primeira vista, sem essa maldade, embora tão fortemente influenciadas, que ficam cegas e agridem amigos, irmãos…, sem noção! Incendeiam florestas! Não comentam fatos, ocorrências, atitudes, filosofias, sistemas…, mas pessoas.

PRA QUEM EU DEVO TORCER?!

Essa torcida – uniformizada pelo discurso e condão de seita -, não percebe que os personagens são peças do mesmo jogo, ovelhas do mesmo aprisco e que buscam a mesma coisa. Falam sem conhecimento de causa, sob a influência de quem tem o poder da neurolinguística, da persuasão, como se estivessem hipnotizados.

Esse alguém com qualificações admiráveis, o que lhe dá credibilidade, por seu ponto de vista, é a outra face da mesma porta: Com mais ou menos brilho, mais ou menos rústica, com mais ou menos abertura…, mas só muda a face. Os batentes são os mesmos!

Porém, se notarmos bem, sem paixões, estamos todos dentro do mesmo barco, e o timão é a bandeira de todos. Mas não somos todos ‘coríntias’, embora devêssemos ser Fiéis. Perdoe-me, mesmo não tendo santo, time, equipe ou ídolo de estimação, o trocadilho é pertinente.

SEM PIRATARIA

Não se engane. Todos portam o mesmo e ameaçador cajado! Mas se o barco afundar todos afogaremos! Somente Um não nos deixará afogar: O Único Mestre, e temos de estar juntos a Sua mesa ou pereceremos!

A Glória a nos envolver só se efetiva se conseguirmos viver em Corpo, ‘para que sejam um, como Nós Somos Um’ (…), para que sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a Mim…’ (Jo 17.22-23).

Penso que as duas bases seguintes nos identificam como CRISTÃOS, seguidores de Cristo:
– Negar a si mesmo, e
– Perdoar.
A primeira, difícil de fazer; a segunda, quase impossível de dizer!; são as chancelas de todo filho de Deus; sem atalhos!

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FARISEUS 1

Fariseus: Volumosa aparência religiosa a impressionar!

Todos os dias contrariamos a máxima da Carta de Tiago, que impõe-nos a grandeza de alterar rumos, por meio da capacidade de influenciar e mudar a postura pecaminosa humana, através de exemplos.

Um dos princípios mais simples é o de a Igreja seguir o seu curso, sem atropelar gerações: Jesus, ‘A’póstolos, pastores/mestres, bispos, missionários (enviados/’a’postolos), Pais da Igreja, …

Após os País da Igreja, ainda longe dos suntuosos templos, à moda pagã, em louvor aos seus deuses, tivemos a definição do cânon, até então com livros dispersos, mas, em seguida, a igreja teve o seu curso natural quebrado.

As gerações eclesiais, impostas de forma sábia, para a produção de novos lideres, sem o continuísmo da descoberta humana da escada rolante e, de forma mágica, fazer desaparecer os degraus, fincou pé na horizontalidade, culminado com a inauguração de um novo perfil, que inclui o viço, a abundância e luxuriante, o útil ao agradável.

Com isto, a exigência moral, que exaltava a ética da Igreja, acima de toda sorte de imoralidade, prevaricação e sublimação, alinhou-se a níveis aceitáveis do próprio Império Romano.

Cada uma das duas partes cedeu um pouco. Os ‘deuses’ aceitaram incluir o Deus Único, sem mais perseguir seus seguidores; estes, representados pela proposta de Constantino, aceitou os deuses como também santos. A pluralidade de crença estava instalada, o primeiro sincretismo, nada tão rápido, como texto: O Diabo não tem pressa!

NOVOS PARÂMETROS

Esta mutação eclesial fez com que a igreja, no quarto século, recebesse em sua definição nominal, a inclusão,  além de católica (universal, mundial ou internacional), o batismo de Romana. Assinatura do pertencimento, advindo do casamento com o Império, símbolo clássico dos domínios humanos.

A Assembleia (de santos), a Igreja, literalmente ‘tirada para fora’, abre mão do Reino e é adotada pelo Império. Romana (pertencente a Roma), não foi um simples nome à tiracolo, mas a sua patente a partir daquele momento, de uma circunstância estrategicamente construída na obscuridade.

Desde então, a nova geração, após interrupção de seu curso normal, saiu do colegiado de pastores-bispos (pastores de pastores ou supervisores), para uma liderança central. As decisões passaram de colegiada para unilateral. O caminho da prevaricação estava aberto e a história seguinte, iria comprovar isto.

DO PEIXINHO À TEMÍVEL CRUZ!

Constantino já havia criado o seu marketing do sinal revelado da cruz: ‘Por este sinal vencerás!’ e, daí por diante, foi fácil impor-se como chefe supremo, como pontífice romano, titulo remanescente do Império.

Essa forma piegas e um tanto latina, do uso da in-capacidade da passionalidade, substituiu ainda o símbolo do Caminho, como a Igreja era conhecida, em seu estado novel. O peixe, ICTUS, no grego, a indicar nas iniciais, o perfeito acróstico: ‘Jesus Cristo o Filho de Deus e Salvador’, e ainda ligado à pesca (de pecadores), e do legado da Galiléia, perdera o seu lugar.

Era mais uma estratégia diabólica de destruição de rastros de identificação, como o Império fazia às civilizações dominadas. Agora, um símbolo perfeitamente identificado a Roma e não mais a Jerusalém, ocuparia a mensagem iconográfica cristã.

Ergue-se justamente o símbolo romano da pena de morte, a cruz, tão temida, a causar verdadeiro terror aos cristãos, pois muitos haviam sido mortos nela, como o próprio Mestre!

INDOLÊNCIA HUMANA

Contextualizo parte do desabafo de um colega, que também debruça na Palavra, inserindo-o abaixo.

A história secular do discurso mordaz se repete. Dado ‘a índole confortável de rebanho, recusamos tomar iniciativas efetivas de resultados. Não possuímos a verve resoluta da derrubada da Bastilha, quando essa deve vir a baixo.

O povo só se mobiliza em frente a ela, quando insuflado pelos próprios políticos que veem – desde aquele tempo – seus interesses e privilégios, indecentes e ilegítimos, serem ameaçados a se tornarem patrimônio exclusivo.

Essa manipulação das massas, que indolentemente’ optamos ser, leva-nos  às fileiras partidárias, tomada pela Bíblia como dissensões, e chancelamos nossas desapercebidas heresias, nomeando ‘nossos’ cardeais, verdadeiros chefes, não mais líderes distinguidos pela Piedade, como vimos em nossos pais na fé.

Parece que sofremos de labirintite espiritual, que rouba o equilíbrio, e nos faz pendular para um só lado, fora do centro, a nos remeter, como que hipnotizados, a dar ganho ao ímpeto da natureza pecaminosa humana.

SENTENÇA

‘Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus’, Mt 5.20

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Fotos do Google- Não se tem na história bíblica a sequência de sucesso de pai para filho.  As raras exceções fazem parte da Velha Aliança, que previa possessão da ‘Terra’ Prometida e preparação de um povo separado, para dele, nascer Jesus.

Estão nessa exceção, o plano divino dos Patriarcas. No caso dos reis, ou o pai desagradava ao SENHOR ou o filho. Entre os sacerdotes temos casos exemplares. O de mais destaque foi o de Eli. Seus filhos foram um desastre, literalmente.

A salvação foi Samuel, do hebraico  Shemu’el, literalmente ‘seu nome é Deus’ e ‘Deus ouve’. Foi um ex-aluno da escola de profetas da época – a mais destacada estava em Gilgal (2Rs 4) -, com o privilégio de morar com o homem de Deus.

Depois disso, registramos casos ímpares, como Davi e Salomão, mas com focos diferentes e um final infeliz do segundo rei de Israel.

Foi o início da introdução de deuses entre o povo. Em princípio, Salomão foi tido como a melhor solução. Entretanto, o próprio Salomão, sabiamente alerta: ‘Há caminhos que ao homem parecem direito’.

A escolha humana foi fatal: ‘Visto que não guardaste o nosso acordo e não obedeceste às minhas leis, tirarei o reino das tuas mãos e da tua família e dá-lo-ei a outro’ (1Rs 11).

No sistema eclesial, visto na própria história da Igreja, como dos pioneiros  das primeira, segunda e terceira levas das ADs, não existiu esse tipo de sequência, como um legado de família ou monárquico. Também não segue a herança levítica.
Embora um tanto desnorteado atualmente, o ministério cristão é formado por pessoas vocacionadas pelo SENHOR, chamadas não por valor, mas por amor; não por profissão, mas por vocação. Apóstolo Paulo demonstra gratidão a Deus por dar-lhe o ministério (‘pondo-me no ministério’), honra dada por Deus e não tomada ou outorgada pelo homem (Hb 4.5).
A REAL OPOSIÇÃO
Estamos às vésperas da eleição da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Dia 9 de abril, ocorrerá a escolha do novo líder do maior Concílio cristão do Brasil. Todos os candidatos tem perfil assembleiano e fazem parte praticamente de uma mesma época histórica.

Essa admissibilidade de rodízio de líderes é saudável, inteligente e boa, além de projetar novos aspirantes e igualar oportunidades. Ainda possibilita que a estrutura da Igreja funcione como projetada pelo SENHOR, resguardando as condições espirituais, equidade, brio e vida piedosa.

Por isto propus, há cerca de 10 anos, para a reforma dos estatutos da CGADB, a paridade com mandatos eletivos seculares, passando de dois para quatro anos, e somente uma reeleição.

Não obstante a proibição judicial de um dos candidatos, por abuso de poder de influência, José Wellington Junior, diante da presidência do Conselho Administrativo da CPAD, segundo cargo mais concorrido da CGADB, todos são capacitados.

Só pelo fato de expor-se a um público crítico, exigente e que pede lisura e caráter bem acima de média humana, já é ousadia.

PASTOR TARDIM

CICERO TARDIN

Não posso falar de pastor Cícero Tardim. Não o conheço o bastante para  tal. Penso ser um ótimo candidato, com o brio que a função exige. Jamais ouvi alguém falar algo que pudesse denegrir a sua imagem.

WELLINGTON JÚNIOR

Pastor Wellington Júnior, o filho que tem o voto decisivo da dedicada mãe de uma família exemplar e de sucesso, tem qualidades inquestionáveis.

Sempre à sombra da frondosa árvore do pai (foto abaixo), uma fortaleza implacável e reconhecida, Duéto, como é conhecido pela família e pelos mais íntimos, cresceu acima de todas as médias.

J W 2

Recebeu de seu pai e pastoreia uma das maiores ADs da Grande São Paulo, Guarulhos. É um dos líderes da Confradesp, além de estar acima de homens com histórico de vida, representação espiritual, experiência, testemunho e idade de bispos, verdadeiros presbíteros, pastor de pastores.

Teria todos os quisitos exigidos ao cargo. Wellington Júnior tem um hercúleo compromisso com o histórico de seu pai e a pressão desse grupo.

Embora retire um pouco de sua autonomia e, portanto, o poder de decisão, seu nome é forte, não obstante estar judicialmente impedido de disputar a eleição.

SAMUEL CÂMARA

samuel camara 3

Pastor Samuel Câmara é um dos candidatos. Já foi vice-presidente da CGADB, e disputou outras vezes com pastor José Wellington, pai de Wellington Júnior, há quase três décadas como presidente da entidade.

Samuel foi discípulo de homens de representação e liderança assembleiana de reconhecimento no cenário nacional.

Um deles é o saudoso mestre e honrado pastor Alcebíades Pereira Vasconcelos, destacado em todo o Norte; pastor-doutor João Kolenda Lemos, diretor-fundador da Instituto Bíblico das Assembleias de Deus (Ibad). Não convivi com homem tão sábio, conhecedor da Palavra, mestre e piedoso; e pastor Firmino Gouveia, que o convidou para assumir a primeira igreja das Assembleias de Deus no Brasil, em Belém, no Pará.

Sem quebra de dúvida foi a segunda maior honra de pastor Samuel. A primeira, foi a de ter sido aceito pelo Ibad, como aluno, embora fosse menor de idade, aos 16 anos. Antes de voltar ao Norte, pastor Samuel foi convidado a ministrar no próprio seminário. Após formar-se em Pindamonhangaba, licenciou-se em Pedagogia, Filosofia e Direito.

Depois de voltar ao Amazonas, Samuel Câmara trabalhou com pastor Alcebíades e, posteriormente, recebeu a igreja em Manaus, do próprio pastor Vasconcelos.

Por fim, a convite de pastor Firmino da Anunciação Gouveia teve a honra de pastorear o Estado onde os pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren plantaram a Assembleia de Deus, em junho de 1911.

Obviamente que nada disto foi por acaso, mas a indicação de que o SENHOR sempre quis honrá-lo. A compreender isto, acima de interesses humanos, vaidade, de poder e de grupos, não sou eu quem vai enfrentar a suprema vontade divina por este nome: Shemu’El!

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Das liminares concedidas pela Justiça sobre a eleição na Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), nenhuma delas fora derrubada. Para sintetizar a situação, tomo o resumo do pastor Carlos Roberto da Silva, e incluo outras informações.

Todas as liminares concedidas, totalizando sete, estão em pleno vigor, sem que nenhuma tenha sido derrubada. A primeira delas, da Comarca de Corumbá (GO), foi contestada, mas o juiz não acatou a tese e vai julgar o mérito nas peças do processo. Isso deve levar muito tempo e, com certeza, ultrapassará a data da eleição.

As ações judiciais, com liminares concedidas, são as seguintes:

1/2) Corumbá de Goiás (GO);
3) Careiro (AM);
4) Carauari (AM);
5) Juruá (AM);
6) Manaus (AM);
7) Peixe Boi (PA).

Elas reportam-se sobre
1) Afastamento do presidente e vice-presidente da Comissão Eleitoral;

2) Cassação da candidatura à presidência da CGADB, do candidato Wellington Júnior, por não descompatibilizar-se do cargo de presidente do Conselho Administrativo da editora CPAD, conforme preestabelecido no artigo 11, do Estatuto Social da própria CGADB;

3) Cancelamento de 10.479 inscrições por irregularidades. Algumas dizem respeito a mortos, dentre eles, nos anos de 2006, 2011, 2012, 2016, e de pessoas que foram inscritas de forma oculta e sem o conhecimento do membro inscrito, como Sergio Amaral Gonçalves, com quem falei, no final de semana passado, em Macaé-RJ.

A ideia comum, segundo alguns, seria usar depois um ráquer, para votar por todos os inscritos irregulares. Porém, agora, por determinação também da Justiça, somente 5 eleitores poderão votar em cada computador, determinado pelo IP (identificação da máquina).

4) Manutenção da eleição conforme convocação;

5) Ainda o juiz de Corumbá de Goiás, incluiu na ação a empresa espanhola Scytl Soluções de Segurança e Voto Eletrônico, contratada pela CGADB, e determinou o pleno andamento ao processo eleitoral;

6) Exclusão do nome de José Wellington Júnior da disputa. Seu nome não deve estar na opção (não constar na cédula).

Samuel-Camara

Permanecem candidatos Samuel Câmara, na foto com sua esposa, a sempre simpática e amável irmã Rebeka, e Cícero Tardim

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