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Archive for the ‘Artigos’ Category

O Evangelho chegou ao Brasil a partir dos huguenotes, depois da instalação da expedição de colonos franceses, sob o comando do vice-almirante francês Nicolau Durant de Villegagnon, em 10 de novembro de 1555. Instalou-se na Ilha de Serigipe, que depois recebeu o seu nome, local onde atualmente está o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele foi enviado ao Brasil, para fundar um domínio francês chamado França Antártica, com permissão do Rei Henrique II.

A ideia inicial era a construção de um refúgio aos perseguidos huguenotes. O vice-almirante escreve a Calvino e pediu o envio de obreiros-missionários para implantar uma obra cristã no Rio. O objetivo principal da solicitação a Calvino, era para manter a paz e segurança, uma vez que a primeira leva trazida por Villegagnon havia causado revolta e insubmissão, com acusações ao vice-almirante.

Calvino enviou 14 crentes, com dois pastores e um estudante de Teologia, que trabalharia como repórter-historiador. Dentre eles estavam Pierre Richier, 50 anos, ministro do Evangelho e doutor em Teologia,  Guilhaume Chartier, 30 anos, também ministro, e o estudante Jean de Lery. O grupo veio ao Brasil para estabelecer a igreja cristã. Com eles, além de 800 soldados, havia mais 200 artesãos.

Evangelho de Cristo no Brasil

1557 (7 de março) – Chegam ao Brasil os primeiros missionários cristãos, enviados por João Calvino e sob orientação dos pastores franceses Pierre Richier e Guillaume.

1557 (10 de março) – Primeiro culto nas Américas. Com a chegada da segunda expedição de colonos franceses, realizou-se o primeiro culto nas Américas, também na mesma ilha, dirigido pelo pastor Pierre Richier. Ele leu salmos 27.3-4, como base de seu sermão. Eles cantaram o Hino salmo 5.

1557 (21 de março) – Realizou-se a primeira Ceia do Senhor celebrada no domingo.

Perseguição

Depois da instalação dos enviados por Calvino, o Pai do Presbiterianismo, Villegagnon mudou de lado e passou a persegui-los. Muitos foram presos e outros fugiram. Todos foram declarados hereges – motivo de morte –, após terem se declarado cristãos por escrito, como fez Jean du Bourdel, e foram presos no forte da ilha no dia 8 de fevereiro de 1558. Outros colonos perseguidos fugiam em embarcações de índios, como Le Balleur, que conseguiu chegar a São Vicente (atual São Paulo).

O navio francês Jacques, após aportar na Bahia de Guanabara, no dia 4 de janeiro de 1558, levou de volta os huguenotes, que fugiam da perseguição de Villegagnon. Este, embora francês, traiu seus compatriotas, por meio de acordo com a Coroa Portuguesa e catolicismo romano, que, por sua vez, temia perder o espaço religioso. Cinco dos huguenotes não puderam partir. Foram declarados espiões. Entre eles estava Jean le Balleur.

No dia 9, os quatro foram amarrados. Um deles, André la Fon, retratou-se e foi poupado. Os outros três, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil e Pierre Bourdon foram estrangulados e lançados ao mar na Baía de Guanabara, no penhasco ao norte da ilha.

Perseguição aos cristãos

Como estratégia para expulsar os franceses, Portugal acabou fundando em 1565, por meio de Estácio de Sá, a cidade de São Sebastião (atual Rio de Janeiro), em 20 de janeiro de 1955 – daí o nome.

Além da expulsão dos franceses, Portugal, ligado ao catolicismo romano, estava preocupado com a implantação da Igreja cristã, por meio dos huguenotes, ocasionando a fundação do Rio.

Estácio de Sá morreu na luta em 1567 e seu tio Mem de Sá saiu da Bahia, para assumir o comando, enquanto Jacques le Balleur, que estava preso na Bahia, foi transportado para o Rio, onde fora morto.

Mem de Sá concluiu a expulsão dos franceses e enforcou Belleur, no Forte Colgny. A derrota dos franceses se deu em função da traição e perseguição de Villegagnon, fazendo com que muitos franceses fugissem, enfraquecendo o número de defensores da ilha

.tortura

Anchieta matou um cristão

Os huguenotes foram simultaneamente perseguidos pelo catoliscismo romano, por motivos obvios, por meio também de Anchieta. Em um dos casos, o carrasco, por não demonstrar muita habilidade com a atrocidade e deixar um cristão-huguenote em agonia, recebeu a interferência do padre Anchieta, que quis demostrar “como se mata um herege”. As informações da perseguição da Igreja Católica aos cristãos estão registradas na Biblioteca da Marinha, no Rio.

A mais cruel perseguição  aos cristãos (evangélicos) ocorreu durante a “santa” Inquisição. Somente na Noite de São Bartolomeu, mais de 100 mil crentes (chamados pejorativamente de huguenotes) foram mortos na França. Casos semelhantes aconteceram em várias partes do mundo.

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https://fronteirafinal.files.wordpress.com/2017/01/

Não tenho credenciais institucionais para defender o presidente dos EUA. Toda a atenção deve ser dirigida ao nosso país, carente de planejamento e estruturas mínimas e perspectivas, portanto, longe de dar-nos know how para vislumbrar críticas com propriedade.

Porém, sinto-me arrastado para essa discussão, pois há muita história e frases fictícias, que teriam sido ditas por ele. Há um notável complô da mídia, quase totalmente progressista e ateísta, e sua capacidade subliminar, somadas a forças de interesses semelhantes. Usam toda a influência possível para desmerecer os ideários, o latente, do novo presidente norte-americano, o ‘Trombeta’ (Trump), por meio daquilo que está à mostra.

Das frases atribuídas a ele, nota-se a que trata da observação de uma das partes do corpo feminino, justamente a protuberância caudal, que os norte-americanos, diferentes de os brasileiros, não lhe dão a menor importância!

Há muita falácia, além daquilo que é real. Trump se revela não progressista e, portanto, contra avanços que agridem o ser humano, como a discriminalização do aborto e formas impostas, que vão goela-abaixo, caracterizadas como agressões à natureza humana, elevando desvios, por imposição, como no caso do endereço no website da Casa Branca, dedicado especialmente ao grupo LGBL.

Ignorância real!

Usa-se muito a ignorância, desviada de seu emprego comum, para figurá-la como medição entre progressistas e conservadores, embora seja empregada para medir ausência de conhecimento. Esta falha, preconizada pela Bíblia – ‘O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento’; outra versão diz: ‘foi feito escravo’ (Os 4.6) –, é justamente o que se usa para destruir bases elementares da manutenção e preservação humana. Por esta o homem procria, forma família, mantém a nação (costumes, cultura, língua, leis, constituição…), e a convivência sadia e divinamente imposta, para o bem-estar de ‘todos’, e a consequente preservação humana em todos os seus aspectos.

‘A Voz do Povo!’

Obama estava bem focado ao que o mundo clama, em termos de quebra de paradigmas, incluindo os de cunho divinos. Ele foi usado para tentar conduzir o mundo a essa estrada poeirenta.

A questão é que nem Obama nem Trump são modelos, mas foram eleitos pela maior e mais exemplar democracia do mundo! Respostas ao pedido e reclamação de circunstâncias vividas pelo povo. Essa resposta faz parte da balança sazonal, que equilibra x desequilibra o mundo.

Obama, por exemplo, pode ser julgado pelo que fez e pelo não fez, ao contrário de Trump, que não tem do que ser julgado, quanto àquilo que prometera ou a que foi eleito!

O ex-presidente mentiu na questão do fim do presídio de Guantânamo; reconheceu o erro da retirada de soldados do Iraque, a possibilitar a evolução de terroristas muçulmanos para a criação de um Estado próprio; reviveu o aumento da guerra étnica, com discriminação a afro-descendentes…; além da agressão a costumes humanos, troféu para muitos.

A questão é que a maioria pró-Obama não consegue fundamentar a famigerada e enganosa frase ‘A voz do povo é a voz de Deus!’, pois a voz do Eterno não é emitida de baixo para cima, mas no sentido inverso. E mais, ‘o mundo jaz no maligno’ e tem como seu príncipe o Pai da Mentira.

Visão sem-cera

Traços claros de prepotência, egocentrismo, narcisismo…, por suas características sociais avantajadas, desdenham o novo presidente norte-americano, a um círculo além das fronteiras comuns de rejeição costumeira. É a bênção transformada em maldição, justamente por causa do amor equivocado, raiz de todos os males. Com isso, evidencia a rejeição inicial de todos os radicais, como foi com Obama, em suas devidas proporções, também no início de mandato.

O que fica claro e o que está em jogo, não é propriamente a discussão do arquétipo de Trump, mas a demolição arquitetada daquilo que ele representa, em termos de filosofia político-humana.

Enquanto a atenção se foca nesse falastrão, o alvo vai além dessa figura, muitas vezes carregada de esteriótipo patético, exposto pela dificuldade de equilibrar a filosofia representada e o discurso. Nisto ele incorpora, de forma azeitada, a propaganda contrária, como boneco de pano, que se espeta além do tecido, atingindo órgãos internos, àquilo que não esta à vista daqueles que se deixam enfeitiçar pelo vodu dessa filosofia tão efêmera, e não menos sodomizada.

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CEU

Como introdução de meu comentário do livro de Gênesis, publico este artigo, como forma de ajudar na interpretação do primeiro livro das Sagradas Escrituras (e da Bíblia). Estes nomes referem-se ao Velho Testamento e é o nome dado pelos judeus; o segundo, a Bíblia, ao todo, Velha e Nova Aliança, preestabelecido pelos seguidores de Cristo.

Gênesis não somente fala, mas é o livro do Princípio de todas as coisas – o Começo, o Início. Sua narrativa segue uma estrutura de texto conforme cultura da época e, portanto, não pode ser analisado sob a ótica do homem pós-moderno. A escrita, a narração e sequência de fatos não seguem, necessariamente, a mesma ótica do homem contemporâneo.

Então não é passivo de crítica ou de ter suas teses ratificadas sob o prisma atual. É preciso conhecer e ter em mãos a licença da escrita literária e poética daquele momento, para, somente depois, tecer críticas e pensar em supostas doutrinas expostas nele.

Caso do apóstolo Paulo 

Sem sair dessa linha, temos o caso do apóstolo Paulo exposto em ao menos quatro narrativas diferentes. Para os críticos, teólogos liberais e céticos ou pessoas menos avisadas, o erro é um fato indiscutível, mas à luz da crítica histórica não há divergências senão o uso de estilo literário, de acordo com o interesse de quem discursava, considerando a quem o discurso fora endereçado.

Os textos ‘divergentes’ e referentes ao apóstolo Paulo estão em:

1) Atos 9.7 e 22.7 – somente Saulo caiu por terra;

2) Atos 26.7 – no discurso a Agripa, Paulo fala que todos caíram;

3) Atos 9.7 – todos ficaram mudos, depois de ouvirem a voz, mas sem ver ninguém;

4) Atos 22.9 – todos viram a luz, mas não ouviram a voz.

As primeiras considerações (do meu livro Pontos Difíceis de Entender-CPAD).

A explicação para as aparentes divergências aparece na construção gramatical.

No caso de Atos 9.7 o grego liga-se ao genitivo – “Caso de declinação de certas línguas, que representa, por via de regra, complemento possessivo, limitativo, e algumas vezes circunstancial”.1

Em Atos 22.9, tem que ver com o acusativo.

Atos 22.9 fala em ouvir a voz e entender o que se diz, enquanto a outra forma indica ouvir o som da voz, sem entender o que se diz ou o sentido da declaração.

Gênero literário

Por outro lado, quando se lê as três narrativas da conversão de Paulo deve-se levar “em consideração a diferença metodológica de se fazer história da Antiguidade e a forma usada na Pós-moderna. Não podemos julgar a historiografia antiga a partir de pressupostos pós-modernos. Deve-se notar que desde Túcidides, no século 4 aC, era anotado o que seu herói podia ou até deveria ter falado, e não o que o ouviríamos dizer se seu discurso tivesse sido gravado2. O historiador se sentia livre para escolher a maneira de transmitir as fontes que possuía em mãos, de acordo com seus interesses teológicos e ideológicos. O próprio gênero literário conhecido como vitae (vida no latim), comum aos historiadores como Suêtônio, Fílon, Filóstrates, que escreveu a vida de Apolônio de Tiana, e que se parece muito com a estrutura literária dos escritos de Lucas, não se preocupa com os fatos em si, mas com o quê, segundo seu autor, deveria ser dito ou feito; tudo dentro de seus interesses e ideologias.

Conquanto, as diferenças entre os capítulos 9, 22 e 26 de Atos dos Apóstolos, escrito por Lucas, fazem parte do gênero literário e da maneira de relatar os discursos de qualquer historiador da época.

Portanto, o estilo literário usado por Lucas leva em conta a transmissão da mensagem, a considerar a circunstância do enunciado, conforme o objetivo de indicar o fato histórico (“limitativo e circunstancial”), isto é, a quem se fala e o que é interessante ou mais importante falar.

Por ele importa que o fato de interesse central seja mostrado e se deixa de lado outras informações que não somam àquilo que se pretende mostrar, de acordo com o que se julga essencial para o momento.

Ponto de vista

Na narrativa de Gênesis somos tentados a interpretar o texto à luz da cultura da nossa época. Sempre quando não consideramos as leis da hermenêutica e da exegese pecamos na interpretação.

Fato clássico está na interpretação do capítulo 1, entre os versos 1 e 2: “No Princípio criou Deus os Céus e a Terra. E a Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.

Segundo a chamada Teoria de Gap (brecha, espaço ou buraco), o texto indica a ocorrência milhares de anos entre os dois versos. Isto daria espaço (brecha) para inserir a suposta destruição da primeira Criação, outra teoria chamada de Dilúvio de Satanás. Para isso tomam Isaías 14.12-23 e Ezequiel 28.11-19. Porém, não existe nenhuma condição oferecida pelas leis de interpretação, a ponto de chegarmos a tais conclusões.

O que temos nos primeiros versos de Gênesis 1 é a uma narrativa sequencial e lógica para a época, sem interrupção. Não seria inteligente, para mostrar a disparidade, interpretar uma obra literária de milhares de anos atrás, por meio de técnicas ou estilos atuais.

Entra nela, além de outros seres, outro homem – um tipo elo perdido –, que dizem ser o homem pré-adâmico, com existência compreendida entre a ‘primeira Criação’ e o ‘nosso’ Adão, que seria o segundo homem.

FONTES: 1) FERREIRA, Ebenézer Soares, Dificuldades Bíblicas e Outros Estudos, da União Brasileira de Escritores – Seção de Campos; Sociedade Brasileira de Romanistas; Academia Evangélica de Letras; The American Schols of Oriental Research – Casa Publicadora Batista (Edição do Autor, Campos, Rio de Janeiro, 1965); 2) ZUURMOND, R. Procurais o Jesus Histórico?, pág. 65.

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TEXTO BÍBLICO

‘Não tenha medo do que você está prestes a sofrer.

Saibam que o diabo lançará alguns de vocês na prisão para prová-los,

e vocês sofrerão perseguição durante dez dias.

Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida’, Ap 2.10 (NVI).

INTRODUÇÃO

Temos atualmente grande desvirtuamento dos desígnios da Igreja do SENHOR, por meio de ações inovadoras (não renovadoras) de igrejas-instituições. São quebra de paradigmas a mudar conceitos e a exigir postura não alinhada às doutrinas de essência bíblica, preestabelecidas pelos apóstolos (cf Atos 2.42). É o verdadeiro não ao ‘perseverar na doutrina’, isto é, persistir, ser constante, permanecer ou conservar-se.

Alterações das bases, a afetar a doutrina – a base da Igreja -, ocasionam modismos. Estes evoluíram a partir do século 20, em especial com a consciência praticamente universal da busca pela prosperidade. Desde a Era Industrial, quando se passou a fabricar produtos em séries, o apelo pelo TER, ofuscou a busca pelo SER.

Não se importa mais em ser verdadeiro, honesto, ético e de caráter, mas ter algo como forma de troca (de prestígio, fama…). A celebridade deixou de ser importante, para dar lugar a simples famosos, não necessariamente célebres.

Muitos entram em grande impasse ao não conseguir seguir, alcançar o resultado satisfatório desse apelo e tornam-se cristãos doentes, mesmo dentro das igrejas. São pessoas que não conseguem participar de forma racional, e muito menos espiritual, do culto. São muitas vezes espiritualistas, mas não espirituais!

São crentes que, diante da pergunta:

– O que aconteceu ou o que está havendo?, simplesmente dizem:

– Acho que… ou

– Como você está?, alguém indagará, no que ele dirá:

– Vou ‘ino’ (hino da Harpa, do Cantor Cristão, Nacional…) ou

– Vou levando, isto é, deixa a vida me levar!

Levando decepções, surpresas desagradáveis,… como se estivesse sob o ímpeto de uma enxurrada.

Para as mais diferentes perguntas:

– Como está em casa, no trabalho, no casamento ou no namoro, nas finanças, na firmeza da Fé?…, a resposta é sempre a mesma! Sem nenhuma convicção, sinal de conversão real, de experiência com Cristo ou de reações próprias de cultos oferecidos por meio da razão (cf Rm 12.1-2).

PASTOR DE OVELHAS

CONTRASTE COM O NOVO HOMEM

São claras as definições bíblicas para a re-gene-ração humana, ou seja, gerado novamente, com nova genética (origem).

Essa trans-forma-ção, ainda conforme Romanos 12.2, a indicar: transportado para outra fôrma, por meio de nova origem, é implacável. No versículo 10, do mesmo capítulo (‘Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros’), apóstolo Paulo tenta eliminar o problema existente da Igreja romana, por causa da disputa entre judeus e gentios.

Os judeus, de volta a Roma, após terem sido expulsos pelo imperador, queriam dominar a igreja. Então Paulo enfatiza que o amor fraterno (de philia) entre os cristãos deveria eliminar fronteiras, etnias, classes sociais e cidadanias temporais. O original afirma que os cristãos deveriam amar como se fossem gerados pelo mesmo ventre, a mesma mãe, isto é, consanguíneos.

Quando entendemos isto, obviamente sob o uso da razão, torna-se fácil seguir em frente: ‘Quando alguém está unido com Cristo, é uma nova pessoa; acabou-se o que é velho, e o que é novo já veio’, 2Co 5.17 (TLH).

Temos ainda o versículo em João, que trata da origem dos que são gerados novamente, não por meio da conjunção carnal, da semente (sêmen) humana, mas pela Palavra (Lc 8.11), a semente divina: ‘Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus’, 1.13 (RC).

Portanto, quando o SENHOR se manifesta e arma a sua tenda, faz a sua morada entre nós (‘habitou entre nós’, Jo 1.14), tem-se a ideia do costume oriental de receber uma visita em casa e torná-la honrada e protegida, sem que alguém possa tocá-la, importuná-la.

Vemos este costume em Salmo 133, onde a honra ao hóspede nota-se pelo azeite sobre a cabeça. Também quando Ló recebe os anjos (Gn 19.1-8) e oferece suas filhas, em troca de não ser desonrado, por meio de incapacidade de ser bom anfitrião e dar total segurança a seus hóspedes.

Decisões para a Vida!

Mas para tal, é preciso tomar decisões definitivas a ponto de deixar o passado para trás, conforme Filipenses 3.10-16,20-21: ‘Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dos mortos. Não que já tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Pelo que todos quantos já somos perfeitos sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo… Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas’. Esta foi à postura de Rute, a moabita, com relação a sua sogra Noemi: ‘o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus’ (Rt 1.16-19).

Aos Gálatas, o apóstolo dos Gentios mostra claramente a necessidade de transformação de criatura a filho, ao usar, em parábola, a história de Abraão, a envolver os filhos da esposa Sara e da escrava Agar: ‘… e modo algum, o filho da escrava herdará com o filho da livre’ (Gl 4.30).

PROVA: GRANDE MOMENTO!

Quando o SENHOR antecipa à igreja o teste da prova, em algumas traduções sob o vocábulo ‘tentados’ (Ap 2.10), indica prova da lealdade do crente e, por fim, saber de sua opinião (doxologia, de doxa, glória; mais logia, palavra), isto é, a sua opinião dita, falada, declarada, descrita… sobre Deus.

O SENHOR nos leva ao deserto, tendo em vista que o velho homem não aguenta deserto. Somente o novo é levado à prova, pois não se põe remendo novo em tecido velho, lembra-se?! (Ef 4.24).

Também porque o velho homem está tipificado na mistura que subiu do Egito, para o deserto com Israel, denominada de ‘populacho’, justamente os que instigaram à rebeldia e ao pecado e, por consequência, à morte! Aqueles insuflaram o povo. A Palavra manda a não se insuflar com a bebida por causa da contenda, mas se insuflar (encher de vento) do Espírito!, o Sopro divino (Ef 5.18).

O objetivo do Deserto

‘E se lembrarás de todo o caminho pelo qual o SENHOR, teu Deus, te guiou no deserto…, para te humilhar, para te tentar (provar), para saber o que estava no teu coração, se guardarias os meus mandamentos ou não’ e ‘… para te humilhar, e para te provar, e para, no fim, TE FAZER BEM’, Dt 8.2,16 (grifo meu)

Note a grandeza da prova divina, ao conduzir o crente ao deserto (a condução é feita pela ‘Viação Espírito Santo’ (‘e foi Jesus conduzido pelo Espírito ao deserto’, Lc 4.1). O SENHOR o prova para saber o que está em sua alma (coração): Pensamento, Entendimento, Sentimento, Vontade: as Emoções, e a sua opinião sobre Ele. Você sairá do deserto exaltando-O?!).

Mesa farta no deserto!

Quando o salmos diz que ‘nada’ nos faltará, sob o domínio do Pastor, indica a presença também das dificuldades, embates, provas, lutas… Por isso, há referência de passagem pelo Vale da Morte, porém ‘Tu estás comigo’.

Nessa luta ferrenha do deserto, registra-se a bênção. Nele ocorre a mesa farta, nobre e gloriosa, na presença do(s) Inimigo(s), conforme Salmo 23. É lá também que a cabeça é ungida, e é lá ainda que aprendemos a ser ovelhas do Pastor, o SENHOR: dono, proprietário, dominador, pois a ovelha não tem garras e tampouco dentes caninos para caçar, pois todos os dias Ele leva-nos a ‘pastos verdejantes e a águas tranquilas’.

Após o teste, Ele coloca ‘uma porta aberta, e ninguém a pode fechar’; pois, mesmo ‘tendo pouca força, guardaste a minha Palavra e não negaste o meu Nome’, carta à Igreja Triunfante e vencedora, a Filadelphia, a Igreja do amor fraternal (philia) e, como creio, a Igreja do Arrebatamento!

CONCLUSÃO

Creia no milagre do deserto, pois a bênção não virá por completo antes dele! Antes de provar quem somos realmente ou a nossa convicção, por meio da opinião sobre Ele, para que ao crente liberal (generoso, pródigo), ‘ser-vos dado, boa medida, recalcada, sacudida e transbordante’ (Lc 6.38).

Boa medida é uma quantidade generosa;

recalcar é calçar novamente o conteúdo de uma saca de grãos, ou fazer pressão ao para abrir mais espaço e poder inserir o máximo de grãos;

sacudir é agitar com força em diversos sentidos, com a mesma intenção: abrir mais espaço para caber mais; e

transbordante é ter em excesso, repleto, a ponto de entornar (como diz o carioca), derramar (como diz o paulista); mais que o necessário.

Nesta experiência você vai descobrir que o SENHOR é poderoso (shaday) para fazer muito mais além do que podemos imaginar (Ef 3.20-21).

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Volto a fazer comentário, com trechos do meu livro sobre Escatologia, editado pela CPAD: FRONTEIRA FINAL, do tema acima, como subsídio ao ensino da Escola Dominical (LB, 17jan16).

IMINÊNCIA DA VOLTA DO SENHOR

Este momento era muito desejado pela Igreja Primitiva: A iminência da Volta de Jesus! Nossos irmãos primevos viviam em constantes lutas, perseguições e perdas, em completo sofrimento. Eles almejavam partir a cada momento e louvavam ao SENHOR quando um deles era morto pela perseguição de Roma.

Atualmente vivemos quadro de iminência Volta, por vários motivos. Os sinais do Fim estão por todas as partes: Terremotos, pestes, desamor, egocentrismo, esfriamento do amor entre irmãos, perseguição em países árabes e nos remanescentes comunistas etc.

O texto base tomado pela LB está em 1Tessalonicenses 5.23:

“E o mesmo Deus de Paz vos santifique em tudo; de todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a Vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo” (grifo nosso).

SANTIFICAÇÃO: PRONTO E PREPARADO

A ideia que temos de santificação procede do judaísmo e tem que ver com o hebraico kadosh e significa o ‘outro’. Ela aparece em Isaías, no capítulo 6.

Tomo parte do artigo que escrevi recentemente No ano que morreu o rei Uzias, para compor este comentário quanto aos cuidados relativos à Volta do SENHOR.

Uzias teve momentos de auge em seu reinado: “Como o fim deve ser melhor que o princípio e a manutenção do sucesso o grande triunfo não alcançados por todos, Uzias, notável líder, criativo e estrategista, “exaltou o seu coração até se corromper” (2Cr 26.16).

O ápice de seu orgulho foi o de confrontar o sacerdote Azarias, ao transgredir a Lei de Moisés (Nm 16.40), e tomar para si o direito de oferecer incenso no altar do Templo de Jerusalém, função exclusiva dos sacerdotes, da ordem do sacerdócio aarônico, com versão neo-testamentária, conforme Hebreus 5.4.

Embora os reis detivessem privilégios à semelhança dos sacerdotes, não possuíam a unção exclusiva e sacerdotal, pois semelhança não é o mesmo que igualdade.

Se você pensa que é algo fora do nosso contexto está errado. Temos hoje inúmeras pessoas que se auto-consagram ao ministério pastoral e saem por aí a fundarem suas igrejas, muitas com nomes cheios de ‘glamour espiritual’, a partir da força contida em palavras como: Verdade, Liberdade, Santidade etc. São pessoas que não presunçosas e que não se submetem a ninguém. Uzias morreu acometido de lepra.

À prova de falhas!

Ainda no texto ilustramos com o sistema japonês de controle de produção, o Pocayote, conhecido como ‘A prova de erros’, antes ‘A prova de tolos’. Desse desenho, com vistas à marca zero de erros, temos a guilhotina manual – quem já foi gráfico a conhece bem –, que deve ser operada com as duas mãos, como forma de não incorrer no risco de cortar uma delas.

Tudo acaba com a vaidade quando não construímos com vistas ao Reino, isto é, sempre tendo como meta aquilo o que fica, que permanece. Como diz o apóstolo dos gentios: “Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer”, 1Co 15.56”.

Santidade ao SENHOR

Na questão de santidade, o profeta viu os seres celestiais clamando ‘Santo, Santo, Santo é o SENHOR’ Shaba (Todo-Poderoso). Santo é a palavra repetida por três vezes e, no hebraico, é uma forma de realçar o fato, significado ou momento.

Santo (kadosh) indica ‘outro’, diferente por completo, justamente o oposto do comum. Uma ideia próxima desse significado é o ouro. Por não ser comum e, portanto, um produto raro, tem muito valor. Não se encontra ouro em qualquer lugar ou em todas as partes. Ele é raro, incomum e não ordinário.

Pronto e Preparado!

Percebe-se que para estar preparado é necessário estar primeiramente pronto, isto é, querer, como apóstolo Paulo fala em Romanos 1.15: Estou (preparado e) pronto!

Santificação indica separação de tudo o que é comum, como indica o hebraico: inteiramente ‘outro’. Isto indica que não há outra forma de esperar o SENHOR, senão em santificação, dentro da máxima expressa em Provérbios 4.18: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, e Efésios 4.13, ‘a estatura completa de Cristo’.

Porém, o mais insistente e imperativo apelo sobre a santificação entre os crentes, está em 1Pedro 1.15-16: “Mas, como é Santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. Porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu Sou Santo!” (grifo nosso).

O verso anterior introduz muito bem os versos seguintes, quando determina que não devemos meter-se na fôrma do mundo (cf Romanos 12: ‘Não vos conformeis com este mundo”), ‘que antes havia em vossa ignorância’.

Então, querer e esperar a Volta do SENHOR é buscar também viver a santificação plena; completamente ‘outro’ personagem no sentido de transformação, mudança do homem velho para o novo, a partir da (nova) Semente (do grego sêmen), plantada em nós, que é a Palavra, meio de alcançarmos a natureza espiritual (1Pd 1.4-10).

LOUCURAS HUMANAS

O casamento como ilustração de sua Volta (Mt 25), a noiva em preparação para o encontro com o noivo, é tão próximo quanto perene, pois os milênios não apagaram o brilho dessa parábola.

Dentre as 10, cinco são loucas. A loucura aqui não é a mesma da exortação de não taxar o irmão de idiota (imprestável, vazio), do hebraico raqa (raca).

A loucura de Mateus 25 significa imprevidência: sem previsão, despreocupação, ausência de prevenção; como sinônimo de: descuido, desleixo, despreocupação, negligência.

Azeite nas lâmpadas

Lâmpada é luz, e sem luz ninguém caminha ou tem vida, mas permanece na obscuridade na Caverna de Platão, conforme Isaias 41.22. O azeite é a energia usada para dar luz. Sem ele não há luz!

Com o ensino implícito na parábola deve-se estar sempre pronto, não importando a demora.

Note-se ainda que todas as virgens tinham azeite, e todas as lamparinas estavam acessas. Porém, nenhuma falha deve ser constatada nas núbeis. Faltavam-lhes reserva de azeite, com vistas ao imprevisto: ‘Aí vem o Noivo!’

Porquanto não basta ter nome, estar incluído, conforme a nova tese de pluralidade e de inclusão social. A Igreja precisa estar preparada, enquanto indivíduo!

Preparação: Corpo, alma e espírito

Na passagem de 1Tessalonicenses 5.23, o apóstolo cita, pela primeira e única vez, nesta epístola, a tríplice lista: corpo, alma e espírito. O substantivo corpo (soma, o corpo por completo) não é usado em nenhuma outra parte da epístola.

A forma mais usada é coração, a linguagem poética para indicar todo o ser, que, na verdade, indica a representação humana (a alma), da persona (personalidade), incluindo o caráter: pensamento (o que e no que pensamos); sentimento (o que sentimos e como sentimos: nossa forma passional de ser); entendimento (o que e como entendemos tudo), vontade (quais são as nossas vontades e para onde elas nos guiam); emoções (o que nos emociona e como lidamos com tais emoções), enfim, aquilo que somamos no decorrer de nossa existência, incluindo a personalidade e o(s), temperamento(s), desde a conceição do ser.

Amar ao SENHOR por completo!

Parece ser uma ideia judaica do apelo do SENHOR de amá-lo por completo, conforme Deuteronômio 6.5, porém, o que se sabe é que não há como viver em Cristo de forma parcial, senão holística.

Não é possível santificar a alma (conforme definição acima), sem que o espírito e o corpo, extensão de tudo o que somos, participem de forma total e completa. E isto não indica imposição de costumes, mas de compromisso explícito de participação como ‘outro(a)’ pessoa, em função de mudança, transformação (outra forma).

Para que serve o músculo carnal, o coração?!

Como homem espiritual e de uma visão e amor incríveis, além de ensino extraordinário, saudoso pastor José Dutra de Moraes ensinou sobre esse versículo, nos concorridos cultos de Doutrina.

Ele ilustrava a tese de que Deus quer somente o coração, dizendo que Deus não era Bucheiro para esse desejo! Bucheiro era o antigo vendedor de miúdos de gado (coração, fígado, rins, rabo, patas…), que andava pelas ruas do interior de São Paulo, em uma carroça-baú, oferecendo os miúdos.

– Quem gosta de coração é bucheiro!, dizia de forma enfática, pastor Dutra.

COMO NOS DIAS DE NOÉ

Também o SENHOR toma a época de Noé para mostrar a iminência de sua Volta: Bebiam, comiam, casavam-se e davam-se em casamento… (Gn 6-7).

Esta parece ser uma alusão à antiga filosofia humana e sem Deus que, como não há nada além do túmulo, aproveitemos a existência: “Comamos e bebemos porque amanhã morreremos” (Is 22.13 e 1Co 15.32).

Semelhanças

Parece-nos bem própria a o texto para ilustrar a brevidade do Volta do SENHOR. A anunciação do Dilúvio é introduzida com a corrupção do ser humano (não use raça, pois diz respeito à evolução e não da Criação), pois “a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6.5).

Primeiro percebe-se que o mundo de então, funcionava normalmente com todos os meios sociais, de relacionamento e mercado que temos atualmente: ‘Comiam, bebiam, comprovam, vendiam, plantavam e construíam’ (Lc 17.28). Interessante não!?

Nota-se também a degradação humana, o distanciamento do Criador, como nos tempos do Dilúvio, o questionamento quanto à crença em sua existência, como se vê hoje no mundo, não é mais privilégio do Primeiro Mundo, em especial a Europa.

Com o recrudescimento da esquerda, equilibrando-se no socialismo democrata, tido como centro, sistema que para nós vai governar o mundo (digo isto há décadas), ocorre o notável paralelo de aumento do ateísmo e agnosticismo.

O agnóstico considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana e, portanto, seria inútil discutir temas metafísicos, e que, portanto, não há razão para discutir ou fundamentar a existência de Deus. Acreditam somente na possibilidade de sua existência, conforme doutrina do teísmo.

E pasmem! Há muitos agnósticos entre os ditos cristãos, também entre nós e muitos com preparação teológica!

Uma das formas usadas na época do Dilúvio, que dava ênfase à degradação, refletia diretamente no casamento. “Casavam-se e davam-se em casamento”, que segundo doutor Antonio Gilberto pode ser traduzido como: “Casavam, descasavam-se e casavam-se novamente’. O casamento foi banalizado a exemplo do vemos hoje. Não preciso entrar em pormenores, comente você mesmo.

Chocarrices

Outro tema que gostaria de inserir é o tratamento com desdém às coisas sagradas. Nisto, o apelo de Paulo e suas consequências, quando trata da Ceia do SENHOR são claros: “Não discernindo o Corpo do SENHOR’, e por isto ‘há muitos fracos, doentes e mortos’ (que dormem), do grego koimontai, ‘cair no sono’, ‘morrer’.

Há falta de separação clara entre o sagrado e o profano, e os que procedem assim são taxados de cães (Fp 3.2). ‘Simplesmente’ por isto temos exemplos bem atuais de pessoas que foram ‘notáveis crentes ou pregadores’, hoje fora da Igreja, justamente por tratamento com desdém àquilo que é sagrado, com brincadeiras, piadas de mau gosto, chocarrices…, desembocando na falta de temor. Daí ao fundo do poço é somente um sopro!

Há muita clareza na advertência bíblica: Falta de respeito, palavras, temas e conversas não aconselháveis (Fp 1.27; Ef 4.22,27,29-30; 5.4,11-12).

‘A QUE HORAS ESTAMOS?’

Depois de tantos outros ismos, o Iluminismo levou o homem a usufruir de liberdades, ao contestar os exageros do Absolutismo, partindo para o outro extremo. Chegou-se facilmente à libertinagem.

Da liberdade de expressão através das artes, influência da Grécia antiga, que ofereceu também a filosofia e a força de inserção cultural do homossexualismo passou-se a questionar determinados valores, ícones até então incontestáveis. Perdemos limites!

Libertados pelo conhecimento, uma vez que a falta dele leva à escravidão (cf Oséias 6.4 e Cl 2.2-4), a partir do calabouço cristocêntrico da Reforma (Ef 2.8-9), o homem não atentou ao equilíbrio. Partiu para descobertas, embriagado pelo volume de conhecimento, até descobrir o amargo do doce de Daniel 12.4: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”.

Conhecimento profetizado por Daniel e que deveria jorrar no tempo do Fim, atualíssimo, não diz respeito à sabedoria humana propriamente, mas ao avanço tecnológico, como mostra Naum: “Os carros correrão furiosamente nas ruas, colidirão um contra o outro nos largos caminhos; o seu aspecto será como o de tochas, correrão como relâmpagos” (2.4).

Avanços excepcionais

Desde o seu início, até a Idade Contemporânea, o mundo conheceu 15 inventos, especificamente até 1714. Menos de 200 anos depois, o número saltou para 21. “A partir do século 18 (…), a quantidade de inventos cresce brutalmente” (Folha de SP, 11julh84).

Os terremotos, para dar ênfase à profecia (Mt 24.7), também acompanharam, com brutal crescimento: Século 7, ocorreram 17; século 14- 137; século 18- 640; século 19, foram registrados 2.139 e, no século 20, em somente 76 anos, ocorreram 5.200. Atualmente, perde-se as contas!

No caso dos inventos, há décadas, o então chamado ‘papa da comunicação’, Howard Rheingold, autor da Realidade Virtual, previra: “Tudo vai acontecer muito rapidamente…”.

Em dezembro de 2014, noticiou-se a previsão do físico inglês, da Universidade de Cambridge, Stephen Hawking. Segundo ele, “os robôs vão levar a espécie humano ao fim”, pois “a inteligência artificial vai superar os homens em menos de 100 anos”.

Não paramos por aí. Nos anos oitentas se instala a Pós-modernidade. Segundo o teólogo Earl Creps “O pós-modernismo é uma reação contra os valores do mundo moderno, conforme foi formado pelo Renascimento, Reforma e Século das Luzes (Iluminismo). A moderna visão de mundo é caracterizada (no ocidente) por várias características fundamentais:

  1. a) centralização no indivíduo;
  2. b) confiabilidade na percepção humana;
  3. c) primazia da razão;
  4. d) objetividade da verdade;
  5. e) inviabilidade do progresso;
  6. f) certeza de absolutos;
  7. g) incerteza do sobrenatural
  8. h) uniformidade da visão de mundo”.

Quanto ao ponto a, deixo meu comentário, pois muitos confundem humanismo (o homem em primeiro e não Deus), com amor ao próximo.

Pós-modernidade

A Pós-modernidade, aliada à Globalização, fez com que as circunstâncias imprescindíveis para a manutenção de nobrezas, maquiadas por segredos ou ignorância desaparecessem e desnudou um amontoado de mascarados. Mas a falta de dosagem matou o doente.

Vejamos: O sexo nunca esteve tão banalizado como nos dias de hoje. Essa vulgarização, o tornou ordinário e levou o homem a buscar opções, o que a Bíblia chama de ‘outro sexo’.

Os bons costumes, o respeito e a decência caem por terra. “A esculhambação nunca foi tão grande”, diz a manchete do caderno Ilustrada, Folha de São Paulo de 31/7/91, com o subtítulo: “A partir dos anos 70 a breguice deixou de ser ingênua e instaurou-se uma cultura do mau gosto, da cafajestice”, disse a falecida e depravada (pasmem!) atriz Dercy Gonçalves.

A Folha continua afirmando: “mas é certo que, a partir dos anos 70, instaurou-se – ao lado da moralidade e do escândalo social crônicos da nossa sociedade –, uma cultura do mau gosto, da violência estética, de selvageria texana. A breguice deixou de ser ingênua e marginal”.

E ainda, “…Num exibicionismo de novo estilo… a imoralidade agravou-se, e espalha-se por todo lugar. Vive-se numa situação em que o malfeito, o precário, o propositadamente ruim e grosseiro e o lixo são canais legítimos da expressão… Esta sociedade em que vivemos parece impelir tudo à brutalidade e à esculhambação”.

Colocamos matadouros à frente de nossas crianças

A Unicef diz que no Brasil existem cerca de 500 mil meninas entre 10 e 12 anos que são prostitutas. Cerca de um milhão de adolescentes dão à luz anualmente no Brasil. Segundo o IBGE hoje o país tem em torno de 16 milhões de meninas adolescentes, com idade entre 10 e 20 anos. O índice de mães menores de 15 anos, que era de 0,24% em 1986, dobrou nos últimos anos e 20% das crianças nascidas vivas são filhas de mães adolescentes – dados desatualizados: Folha, 8/3/91.

A verdade é que os adolescentes estão perdidos, envolvidos em caminhos que os convidam à promiscuidade e nem sempre mostram o retorno dessa longa viagem que, não poucas vezes, levam à morte.

“Nos últimos 25 anos a taxa de suicídio cresceu 300% nos EUA e em outros países industrializados” – disse ao jornal a Folha de SP (22/4/91), o psicólogo Alan Ward, do Institute for Juveline Reseasch (Instituto de Pesquisas do Jovem), da Universidade de Illinois, Chicago (EUA). Somente no ano de 90, nos EUA, houve cinco mil suicídios de adolescentes e 500 mil tentativas.

Para Alan Ward, o problema aumentou porque o mundo hoje está mais difícil para os adolescentes. Segundo ele até progressos sociais, como a libertinagem feminina, aumentam a confusão na cabeça dos adolescentes.

Já em 1991, a então deputada pelo Rio, a petista Benedita da Silva, que se diz evangélica, pediu o fim do adultério como crime. Ela e mais quatro deputadas do PT solicitarm a mudança do artigo 312 do Código Civil, deixando de prever a “fidelidade recíproca” como um dever dos cônjuges passando a exigir o “respeito e a consideração recíproca”. O deputado Roberto Magalhães (PFL-PE), disse que ser for aprovada a emenda proposta pelas deputadas, “é melhor acabar com o casamento” (10/91).

Não é só isso! Não temos mais referenciais em todos os segmentos da sociedade humana. Não temos mais o registro de profissionais exemplares, líderes a serem seguidos, políticos honrados, respeito no trânsito e total ausência de fiscalização e punição.

Surgem doenças especialmente criadas, para preencher espaços construídos por uma sociedade que animaliza o homem e humaniza o animal.

Com o advento do sistema socialista no mundo, as regras básicas para o bom relacionamento humano, são, a cada dia, descaracterizadas. No Brasil instaurou-se a anarquia (do grego anarkhos, sem poder, governo), usada para denominar ideologias, em oposição a valores sociais, político, militar e religioso e seus decorrentes como o Estado, leis, propriedade e a própria ordem.

O ser (honesto, de nobreza e caráter) deu lugar ao ter (dinheiro, triunfo, riquezas, não importa como). Vivemos em época semelhante a do Dilúvio, quando o SENHOR acabou com tudo, pois “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência”, Gn 6.11.

Maranata! Amém?!

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Esta novela não poderia ter outro nome! Não somos nós que a rotulamos de Babilônia, mas o próprio autor Gilberto Braga e a emissora Globo.

Por quê? Ora, porque o seu conteúdo, segundo seu mentor faz jus ao nome!

O que é e o que significa Babilônia? Realmente não existe Babilônia fora desse aspecto, conforme mostra a novela, senão na Bíblia!

Então, vamos tomar a deixa, que nos foi dada e comentar, pois, não fosse isso, teríamos de se intrometer na trama mundana, promíscua, desavergonhada e não menos profana: em oposição ao sagrado.

BABILÔNIA: O QUE SIGNIFICA?

Babilônia é o nome de uma cidade-império, cruel e profano, amparado por deuses-ídolos, que subjugou o povo de Deus e destruiu seu santuário.

Passou a ser tomado – depois também Roma -, como centro de profanação.

Apocalipse 17 dá esse nome à prostituta, analogia que lança para um centro religioso oponente ao divino e à pureza, a partir da sexualidade.

Para tanto, inserem duas senhoras, quase senis, Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, mas, desavergonhadas e que se mostram publicamente se beijando como companheiras (e não casal, pois duas pessoas do mesmo sexo não se acasalam).

Dentro do mesmo assunto, que diz respeito à oposição ao sagrado, 1Tessalonicenses 2.4 diz respeito a essa prática:

‘… se opõe e se levanta contra tudo o que chama Deus ou se adora’. Ao pé da letra é: ‘Ele se coloca em posição exibindo-se publicamente’!

EXEMPLOS DE CORRUPÇÃO HUMANA

Ainda para fundamentar o concluiu maléfico, a novela trata também de uma ninfomaníaca. Ela é uma prostituta que se livra dos homens após relação sexual, com os mesmos.

Tem ainda um cafetão que restaura a prática das cortesãs de Corinto – prostitutas de luxo -, a vivificar essa prática promíscua.

Não estaria o espírito da Babilônia completo sem ainda maldades, corrupção e desequilíbrios.

Repare que há a nítida intenção de correlacionar corrupção, ambição, prostituição e homossexualismo

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(ilustração da publicidade da novela)

REFERÊNCIA PROFÉTICA

Apocalipse 17 esclarece o seguinte:

‘Venha, e eu vou lhe mostrar como será castigada a famosa prostituta, aquela grande cidade que está construída perto de muitos rios. Os reis do mundo inteiro cometeram imoralidade sexual com ela, e os povos do mundo ficaram bêbados com o vinho da sua imoralidade.

A mulher usava um vestido cor de púrpura e vermelho vivo e estava coberta de enfeites de ouro, de pedras preciosas e pérolas. Na mão ela segurava uma taça de ouro cheia de vinho, que representava as suas práticas indecentes e a imundícia da sua imoralidade’.

Também, na sequência da profecia, o SENHOR chama a atenção para a sua imundície e conclama a que não se tenha parte nisso, com pragas previstas a quem dar-se a ela, como, no caso em tela, ao seu ibope.

‘E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e covil de todo espírito imundo, e esconderijo de toda ave imunda e odiável.
Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua prostituição, e os reis da terra se prostituíram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias.

E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas’, Ap 18.2-4.

FAMÍLIA TRATADA COM DESDÉM

Conforme artigo de Thiago Stivaletti, publicado pela Folha de SP, o autor da novela manda a família às favas e deixa claro a sua ‘fobiofamilia’ e desprezo por valores semelhantes.

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Desde a Criação, a história da humanidade passou a ser vista e estudada a partir de divisões de períodos, separados por fatos determinantes. Da Antiguidade ou Idade Antiga, de 4000 a 476dC, passamos pela Idade Média, de 476 até 1456; Idade Moderna, de 1453 até 1789; e chegamos à Contemporânea, a partir de 1789.

Até a Idade Média o ser humano foi adequando-se e explorando as formas de vida, que pudessem fornecer-lhe melhores condições de sobrevivência. Houve crescimento e descobertas interessantes, a oferecer avanços significativos, em especial na agricultura. Antes, o homem jogava a semente ao solo e esperava pela germinação, crescimento e colheita, sem nenhum tipo de tecnologia, por mais rude que fosse ou preparação do solo, como na Parábola do Semeador, dita pelo SENHOR: ‘O semeador saiu a semear’.

Na Idade Média houve uma interrupção de crescimento, pois o mundo sofreu a influência do obscurantismo, em que o homem fora privado de exercer suas capacidades intelectuais. A Igreja Católica Romana adotou crenças e superstições da mitologia greco-romana e, desde então, passou a manipular em conluio com reis e nobres. O resto era tratado como resto mesmo, isto é, o proletariado.

Como sempre, a divisão da estrutura católica romana se dá entre os que são realmente membros da igreja (catolicismo) – o clero – e os fiéis. Daí o porquê das classes distintas, que motivara, de certo modo, a Teologia da Libertação (da pobreza), lançada pelo catolicismo latino, e de sua colonização.

Idade Moderna

O período seguinte foi o da Idade Moderna, no início do século 18. A partir de então, todas as formas de influência de origem cristã passaram a ser pressionadas pela frieza espiritual e ceticismo, pois a mesma época sofreu a influência do Iluminismo.

Tido como Filosofia das Luzes, o Iluminismo iniciou com o movimento de cunho filosófico do século 18, caracterizado pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade, pelo incentivo à liberdade de pensamento e consequente desafio ao Absolutismo.

Até então o Absolutismo dormia em berços esplêndidos palacianos, pois seus domínios refletiam o conluio com a religião. Mas, os desmandos e imoralidade passaram a traí-los e o povo pôde ser facilmente convencido, a partir do aumento considerável de ganho de conhecimento, desde a Reforma Protestante, a ponto de perceber que não havia o pretenso equilíbrio entre o profano e o sagrado, bases dos conluios.

Pelo Iluminismo o homem passou a usufruir da liberdade de expressão através das artes, influência da Grécia antiga, que ofereceu também a filosofia. Desde então, determinados valores, ícones até então incontestáveis, passaram a ser questionados.

Libertados pelo conhecimento, uma vez que a falta dele leva à escravidão (cf Oséias 6.4 e Cl 2.2-4), a partir do calabouço cristocêntrico da Reforma (Ef 2.8-9), o homem não atentou ao equilíbrio. Partiu para descobertas, embriagado pelo volume de conhecimento, até descobrir o amargo do doce de Daniel 12.4: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”.

Conhecimento profetizado por Daniel e que deveria jorrar no tempo do Fim, atualíssimo, não diz respeito à sabedoria humana propriamente, mas ao avanço tecnológico, como mostra Naum: “Os carros correrão furiosamente nas ruas, colidirão um contra o outro nos largos caminhos; o seu aspecto será como o de tochas, correrão como relâmpagos” (2.4).

 Avanços excepcionais

 Desde o seu início, até a Idade Contemporânea, o mundo conheceu 15 inventos, especificamente até 1714. Menos de 200 anos depois, o número saltou para 21. “A partir do século 18 (…), a quantidade de inventos cresce brutalmente” (Folha de SP, 11julh84).

Os terremotos, para dar ênfase à profecia (Lc 21.11), também acompanharam, com brutal crescimento: Século 7, ocorreram 17; século 14- 137; século 18- 640; século 19, foram registrados 2.139 e, no século 20, em somente 76 anos, ocorreram 5.200. Atualmente, perde-se as contas!

No caso dos inventos, há décadas, o então chamado ‘papa da comunicação’, Howard Rheingold, autor da Realidade Virtual, previra: “Tudo vai acontecer muito rapidamente…”.

STEPHEN

Neste mês (dez-14), noticiou-se a previsão do físico inglês, da Universidade de Cambridge, Stephen Hawking (foto). Segundo ele, “os robôs vão levar a espécie humana ao fim”, pois “a inteligência artificial vai superar os homens em menos de 100 anos”.

Existe profecia sobre isto? Daniel, complementado pelas profecias de João, em Apocalipse, também fala sobre o sistema cibernético a dominar os homens:

– “E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”, Dn 2.41-43.

Apocalipse atualiza esse ser cibernético, apresentando-o como parte de um sistema de domínio de mercado (político, social, econômico e financeiro e globalizado):

– “E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”, Ap 13.15-18.

As teologias

Com Scheillamacher, Kierkgaard e Emanuel Kant, que exploraram a razão e o existencialismo, teoria que prega que a existência é antes da essência, nasceu a Teologia Liberal. Essa teoria exaltou a potencialidade humana, e mostrou que o homem é o produto da soma de seus atos.

Essa mesma visão conduziu o homem à Revolução Industrial. Até lá, sabia-se como e com que o homem nasceria e morreria. Não havia muitas opções, atrações e coisas novas. As vestes, por exemplo, eram raras, não fabricadas em série, como na Revolução Industrial. O mesmo ocorria com as cores. Eram básicas, com poucas opções, portanto, modestas. Logo depois, a cor vermelha, por exemplo, era considerada extravagante, provocativa e sensual.

Por ela a Modernidade apresentou transformações jamais pensadas. Mas, aquilo que já estava no homem deu vida à morte. Ela já brotava nas pragas, proliferadas pelo avanço populacional e ausência de meios de higiene. Não havia medidas preventivas, com profilaxias e formas de assepsia, como nas precauções tomadas por meio das orientações de Moisés no deserto. Somente depois ocorreram com o advento da infraestrutura e saneamento básico.

No calor das discórdias, a provocar guerras, como a primeira mundial, ‘o tiro saiu pela culatra’. As descobertas para fins belicosos acabaram provocando avanços científicos como a descoberta da penicilina, dentre outras.

Administração e geopolíticas

As áreas geopolíticas passaram a ser definidas, mostradas milhares de anos antes, na estrutura fantástica dita por Noé (Gn 9), a delimitar as origens desde então. Os núcleos humanos, com DNA e respectivas características bem definidos, também indicou a origem entre a Caldéia e África. Os continentes são povoados e a população mundial cresce sem parar…

Nos anos sessentas, o homem experimentou outra movimentação com novos questionamentos, ressaltados na Revolução Cultural. Intensificou-se o repulsa a valores, determinantes para mudanças pretendidas, conforme a mostra de fotografias, sob uso das artes. Surgem os Beatlhes, os Hippyes do Woodstock e as drogas… o rock e todo tipo de transgressão são realçados.

Pouco antes, na década de 40, os Estados Unidos mostram ao mundo o primeiro ato do movimento feminista, em um desfile de mulheres de topless.

Não paramos por aí. Nos anos oitentas se instala a Pós-modernidade. Segundo o teólogo Earl Creps “O pós-modernismo é uma reação contra os valores do mundo moderno, conforme foi formado pelo Renascimento, Reforma e Século das Luzes (Iluminismo).

A moderna visão de mundo é caracterizada (no ocidente) por várias características fundamentais:

  1. a) centralização no indivíduo;
  2. b) confiabilidade na percepção humana;
  3. c) primazia da razão;
  4. d) objetividade da verdade;
  5. e) inviabilidade do progresso;
  6. f) certeza de absolutos;
  7. g) incerteza do sobrenatural
  8. h) uniformidade da visão de mundo”.

Pós-modernidade

A Pós-modernidade, aliada à Globalização, fez com que as circunstâncias imprescindíveis para a manutenção de nobrezas, maquiadas por segredos ou ignorância desaparecessem e desnudou um amontoado de mascarados. Mas a falta de dosagem matou o doente.

Vejamos: O sexo nunca esteve tão banalizado como nos dias de hoje. Essa vulgarização, o tornou ordinário e levou o homem a buscar opções, o que a Bíblia chama de outro sexo, como na busca dos gigantes pelas filhas dos homens, de Gênesis 6. Os chamados nephilins, que Moffat e alguns teólogos judeus, traduzem como anjos, objeto de discussão até hoje, desembocam no versículo 5, a retratar a época, à semelhança atual:

– “… a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente”.

Os bons costumes, o respeito e a decência caem por terra. “A esculhambação nunca foi tão grande”, diz a manchete do caderno Ilustrada, Folha de São Paulo de 31/7/91, com o subtítulo: “A partir dos anos 70, a breguice deixou de ser ingênua e instaurou-se uma cultura do mau gosto, da cafajestice”, disse a falecida e depravada atriz Dercy Gonçalves.

A Folha continua afirmando: “mas é certo que, a partir dos anos 70, instaurou-se – ao lado da moralidade e do escândalo social crônicos da nossa sociedade –, uma cultura do mau gosto, da violência estética, de selvageria texana. A breguice deixou de ser ingênua e marginal”.

E ainda, “…Num exibicionismo de novo estilo… a imoralidade agravou-se, e espalha-se por todo lugar. Vive-se numa situação em que o malfeito, o precário, o propositadamente ruim e grosseiro e o lixo são canais legítimos da expressão… Esta sociedade em que vivemos parece impelir tudo à brutalidade e à esculhambação”.

Em Berlim, o prefeito Benno Hesse, do grupo Democracia Agora, está propondo a criação de um bordel comunitário na sua área (região administrativa do centro de Berlim), utilizando as casas vazias onde os filhos das prostitutas também poderiam morar. Ele tenta justificar-se: “Minha proposta tem sentido humanitário”. A matéria está na Folha de São Paulo de 17/5/91, com uma retranca que diz que na Babilônia a prostituição, era um rito sagrado.

Colocamos a matança à frente de nossas crianças

A Unicef diz que no Brasil existem cerca de 500 mil meninas entre 10 e 12 anos que são prostitutas. Cerca de um milhão de adolescentes dão à luz anualmente no Brasil. Segundo o IBGE hoje o país tem em torno de 16 milhões de meninas adolescentes, com idade entre 10 e 20 anos. O índice de mães menores de 15 anos, que era de 0,24% em 1986, dobrou nos últimos anos e 20% das crianças nascidas vivas são filhas de mães adolescentes – dados desatualizados: Folha, 8/3/91.

A verdade é que os adolescentes estão perdidos, envolvidos em caminhos que os convidam à promiscuidade e nem sempre mostram o retorno dessa longa viagem que, não poucas vezes, levam à morte.

Enquanto escrevo o texto (11dez14), ouço a chamada na televisão, da banalização da vida: ‘Homem de 26 anos, confessa ter matado mais de 40 na baixada fluminense’.

“Nos últimos 25 anos a taxa de suicídio cresceu 300% nos EUA e em outros países industrializados” – disse ao jornal a Folha de SP (22/4/91), o psicólogo Alan Ward, do Institute for Juveline Reseasch (Instituto de Pesquisas do Jovem), da Universidade de Illinois, Chicago (EUA). Somente no ano de 90, nos EUA, houve cinco mil suicídios de adolescentes e 500 mil tentativas.

Para Alan Ward, o problema aumentou porque o mundo hoje está mais difícil para os adolescentes. Segundo ele até progressos sociais, como a libertinagem feminina, aumentam a confusão na cabeça dos adolescentes.

Já em 1991, a então deputada pelo Rio, a petista Benedita da Silva, pediu o fim do adultério como crime. Ela e mais quatro deputadas do PT, solicitarm a mudança do artigo 312 do Código Civil, deixando de prever a “fidelidade recíproca” como um dever dos cônjuges passando a exigir o “respeito e a consideração recíproca”. O deputado Roberto Magalhães (PFL-PE), disse que ser for aprovada a emenda proposta pelas deputadas, “é melhor acabar com o casamento” (10/91).

As previsões de Jesus Cristo sobre o Fim assemelham-se ao retrato imediatamente anterior ao Dilúvio: “… comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt 24.38), cuja tradução é ‘faziam festas, com características promiscuas e casavam e descasavam e casavam-se novamente’, retrato atual.

Não é só isso! Não temos mais referenciais em todos os segmentos da sociedade humana. Não temos mais o registro de profissionais exemplares, líderes a serem seguidos, políticos honrados, respeito e perícia no trânsito, incluindo o Estado, e total ausência de fiscalização e punição.

Surgem doenças especialmente criadas, para preencher espaços construídos por uma sociedade que animaliza o homem e humaniza o animal.

As crianças passam por ansiolíticos, confortáveis métodos para sustentar a psicanálise e justificar a criação de doenças de nomes sofisticados: Déficit de Atenção e Déficit de Aprendizado…, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), para nomear manias, medos, ansiedade , atitudes místicas, com siglas e tudo mais… A alma do homem está enferma a contaminar o espírito, pois o corpo não passa de um embrulho!

Com o advento do sistema socialista no mundo, as regras básicas para o bom relacionamento humano, são, a cada dia, descaracterizadas. No Brasil instaurou-se a anarquia (do grego anarkhos, sem poder, governo), usada para denominar ideologias, em oposição a valores sociais, político, militar e religioso e seus decorrentes como o Estado, leis, propriedade e a própria ordem.

O ser (honesto, de nobreza e caráter) deu lugar ao ter (dinheiro, triunfo, riquezas, não importa como). Vivemos outra semelhança à época do Dilúvio, quando o SENHOR acabou com tudo, pois “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência”, Gn 6.11.

Em meios ditos cristãos, existem novas tendências, modismos e tentativas de atenuar a ortodoxia cristocêntrica. Busca-se a adequação de formas ‘aceitáveis’ e mais próximas das práticas mundanas, na tentativa de confundir amor com tolerância.

Se a Luz for vencida, o caos se instala e só restará o Fim de todas as coisas!

A que horas estamos? Responda você mesmo e aproveite para acenda uma luz nessa escuridão ou, a demorar muito, vou perguntar: Onde estamos!

Maranata!

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