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“No princípio criou Deus os céus e a Terra” (Gn 1.1).

Este texto no hebraico é formado de sete palavras: “Beréshit bara Elohins ét hashamains veét haarès”. Ele deixa claro que o SENHOR é o Criador de todas as coisas e que “Nada do que se fez foi feito senão segundo a sua vontade”.

A simplicidade da revelação divina esbarra na complicação humana quando esta tenta desvendar o inescrutável. Cria-se caminhos que acabam destruídos pela própria inconsistência, como a cadeia de hominídeos. Peças chaves dessa fábula já caíram por terra. Foi o toque sutil na primeira peça, que acaba por desencadear a queda de todas as demais – o efeito dominó.

Para entendermos a origem de todas as coisas, podemos tomar como base peças que são criadas pelo homem, como as que são feitas de madeira. Ela teve como causa a própria árvore, embora passou a ter forma totalmente diferente, como uma mesa, por exemplo. A conclusão é que a mesa não passa de um efeito, enquanto a árvore/madeira figura como causa. Sem a madeira não haveria a mesa. A mesma ideia está no silogismo da Criação: Nós somos o efeito; Deus é a causa; logo, Deus é a Verdade.

Como diz Paulo em Romanos, 17.24,26: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo SENHOR do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens… E de um só fez toda a geração dos homens, para habitar sobre a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação”. Ainda o profeta messiânico Isaías diz: “Buscai no livro do SENHOR, e lede. Nenhuma destas coisas falhará, nem uma nem outra faltará; porque a minha própria boca o ordenou, e o seu espírito mesmo as ajuntará”, 34.16. A despeito de tudo isso a plena confiança no Criador é o bastante para crermos em suas obras, pois “Pela fé, entendemos que os mundos (universo), pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente”, Hb 11.3

Cremos que o SENHOR estabeleceu as coisa pela ordenança de sua boca: “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu”, Sl 33.9.

No processo do método do filósofo e matemático René Descartes (1596-1650), nascido a 31 de maio de 1596, em Turena (França), fundador da filosofia moderna, o cogito ergo sum (penso logo existo) é o resultado da dúvida metódica que alcança a verdades inquestionáveis. Assim, o “penso logo existo” é uma certeza inequívoca de onde parte todas as outras certezas. 

É a filosofia da causa e efeito que esclarece a penso logo existo e não o contrário. Assim, a ideia de Deus (Infinito, Todo-Poderoso) não poderia ser adquirida em nenhum lugar, pois de onde extrairíamos uma ideia como está se é tudo é limitado? Desta forma, Descarte acreditava, e provou com seu método, que se cogitamos um Ser com esses atributos é causa desde mesmo Ser.  

Narrativa da Criação

Embora o versículo 2 afirma que “a terra era sem forma e vazia…”, o que nos leva, às vezes, à ideia que existe uma grande separação entre os versículos 1 e 2, Isaías afirma: “Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR e não há outro”, 45.18 (o grifo é meu).

(…). Na verdade, a interpretação mais provável é de que está implícita entre os versos 1 e 2 a narrativa natural da Criação. Desde o primeiro versículo até o último está contida a Criação de todas as coisas, numa sequência natural e sem interrupção. No primeiro versículo está a

  1. A Criação do tempo (“no Princípio”);
  2. da energia (“criou Deus”);
  3. do espaço (“céus”);
  4. matéria (‘Terra”).

Seguimos acima a ordem sequencial do relato bíblico, mas a energia foi a primeira coisa a ser criada por Deus. E tudo fora criado para funcionar, manter-se e girar em torno do próprio Criador ou Dele depender. Ele é a própria fonte dessa energia, da Luz, do tempo… 

O versículo 2, indica a presença de uma poeira cósmica (“sem forma e vazia”). A Terra não tinha o formato que se nota depois (o globo terrestre). Os versículos 1 e 2 indicam a preparação do cenário da Criação. Já nos versos seguintes, até o quinto, após a criação da luz, temos o globo e a órbita terrestres.

Na Idade Média, Galileu foi ameaçado pela Igreja Católica Apostólica Romana porque dizia que a Terra era redonda. Sua tese contrariava a filosofia defendida pelo clero, que dizia ser a Terra em forma de uma mesa.

O desconhecimento bíblico ameaçava pessoas justamente pela ignorância, uma vez que a Bíblia já afirma, há mais de 700 anos antes de Jesus, a forma terrestre: “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra…”, Is 40.22.

Criar do nada

A palavra bara no hebraico significa “criar do nada” (infinitivo). Já no português, crear figura como expressão filosófica diferenciando o “criar do nada” do criar “do que já existe”, conforme Hubert Rhoden. Neste caso a tradução seria: “No princípio creou Deus os céus e a terra”.

Podemos tomar os termos criar e crear, no português, como sinônimos do hebraico ashah e bara. Então, Deus fez o mundo do nada (bara) e formou o homem do pó da terra – o boneco –, portanto, a partir da terra que já existia. Neste caso não foi do nada, mas da terra. A expressão para este caso seria ashah. Mas quando Deus assopra nas narinas do homem e este é feito alma vivente passa a ser do nada (bara ou creado).

Alguns acham que nesta explicação reside a teoria evolucionista. Isto é, o boneco teria evoluído e se transformado em homem (ser vivente). Acontece, porém, que não houve a mutação pretendida. Primeiro: enquanto boneco, barro, o homem não existia ou qualquer outra forma de vida. Era apenas terra, pó. Não houve evolução de seres. Não havia vida no boneco de barro. Era inanimado e assim permaneceu até que Deus assopra-lhe o vento da vida. Como dizia Einstein: “Deus não joga dados”.  

Também não houve progresso, como tentam alguns, para dar sustentação inicial à Teoria Evolucionista, entre as quais dizem que o homem aperfeiçoou a fala no decorrer do tempo. O homem foi feito alma vivente – um ser vivente, com Eva. Este nome significa “mãe de vida”.

O homem foi feito corpo, com todas as propriedades que temos hoje; alma (que compreende as emoções – sentimento, pensamento, entendimento e vontade) e espírito (o sopro da vida).

 “E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro…”

Na luta para descobrir o fundamento do mundo – o que tem deixado cientistas intrigados –, a aproximação do relato bíblico acaba sendo facilmente perceptível.

A teoria do grupo de cientistas denominado Boomerang, que possui um sofisticado telescópio com o mesmo nome, estuda “o brilho emitido pela detonação que deu origem ao Universo… No início dos tempos, essa luz primordial era um farol cegante, mas só continua a cintilar no espaço extremamente esmaecida.”

Essa teoria aponta para a Bíblia. Ela diz que o Senhor criou uma grande luz: O Senhor disse: “Haja luz. E houve luz. E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas”, Gn 1.3-4.

Embora denominada Dia, a luz criada pelo Senhor não é a mesma que temos hoje, irradiada pelo sol, pois este foi criado depois, no quarto dia.

(…). Enquanto alguns tentam convencer que o mundo foi formado em bilhões de anos, a Bíblia deixa claro que tudo ocorria logo após a fala divina. “E fez Deus a expansão, e fez separação entre águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi”, Gn 1.7.

(…). Mas a sequência criacionista, ocorre com grandes feitos a partir da Criação do cosmo. “No princípio criou Deus os céus e a terra”, Gn 1.1. Depois se registra a escuridão (v2) quando então o SENHOR diz: “Haja luz”. É uma segunda etapa (mesmo que sequencial ou não) da Criação. E assim vai até o sexto dia. Do primeiro ao quarto dia, o SENHOR cria o Cosmos (no grego ordem) ou põe o mundo em ordem:

1) A luz;

2) O firmamento;

3) a terra seca;

4) As luminares.

Em seguida, estabelece a vida com a criação dos animais e do homem – o Adam (o terroso) e Eva (mãe de vida).

A sequência de dias na Criação

O SENHOR é a própria fonte de toda a energia. E Ele fez tudo para sujeitar-se a Ele e sofrer sua influência. Portanto, a ordem dos acontecimentos não altera a grandeza da obra divina, mas somente aponta para a dependência do Criador, como Aquele que sustenta todas as coisas, conforme Hebreus 2.8: “Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés. Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas, agora, ainda não vamos que todas as coisas lhe estejam sujeita”. A Bíblia informa: “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos: ele é o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tendas para neles habitar”, Is 40.22.

O Sol e a Lua também foram criados depois do primeiro, segundo e terceiro dias. Como poderia isso ocorrer se o Sol e a Lua foram justamente criados para governar entre dia e noite? A resposta é idêntica. A luz não necessita de corpo celeste para fazer-se presente. Ela é energia, e Deus é a fonte de toda a energia.

A idade da Terra

“Desde a antiguidade fundaste a terra; e os céus são obras das tuas mãos” (Sl 102.25).

Segundo pesquisas em rochas encontradas na Groelândia, cientistas chegaram à conclusão de uma proposta de que a Terra teria entre 4,5 e 4,6 milhões de anos. Essa informação figura apenas como uma teoria, como a própria Teoria da Evolução – o mesmo que hipótese.

A realidade é que existem algumas informações científicas e reais, que não permitem essa idade tão extensa assim. Entretanto, tudo indica que é uma tentativa de arrumar tempo e encaixar a Teoria da Evolução, que precisa de muito tempo para justificar seus ciclos evolutivos.

Algumas informações científicas e comprovadas derrubam por terra essa pretensão. Uma delas diz respeito ao campo magnético que existe sobre a Terra. Essa força vem perdendo sua influência no decorrer do tempo, tanto que, se a Terra tivesse a idade defendida por evolucionistas, a força do campo magnético seria tão imensa – ou em 10 mil anos atrás –, que teria transformado a Terra em um plasma – gás rarefeito com elétrons e íons positivos livres, mas cuja carga espacial é nula.

Teses científicas

Cientista Kent Hovind, autor da série de vídeos Creation Science Evangelism, afirma, com 12 teses científicas, que o mundo não tem além de 6 mil anos, conforme a estrutura exposta na história bíblica.

Suas teses, publicadas pela revista Chamada da Meia Noite não só derrubam como mostram que a Teoria da Evolução não tem nenhum fundamento científico e figura tão-somente como uma religião.

1) Tese da População

Desde os primeiros registros, o aumento populacional do mundo se mantém estável. Se partirmos dos atuais 6 bilhões de habitantes, e fizermos os cálculos retroativos, chegaremos ao número de 4,4 mil anos. É justamente o tempo necessário para a respectiva multiplicação a partir dos oito sobreviventes do Dilúvio, até chegar aos atuais 6 bilhões. Mas se o homem já estivesse na Terra por milhões de anos, como procura provar algumas teorias, os números seriam outros. O número mínimo seria de 150 mil pessoas por quilômetro quadrado.

2) Tese dos planetas

Com os planetas perdem calor, se tivessem sido formados há milhões de anos, não mais possuiriam a temperatura interior atualmente conhecida pela Astronomia. O exemplo deixado pelo doutor Kent Hovind é que se deixarmos uma xícara de café parada durante o período de 400 anos, perderia todo o seu calor próprio.

3) Tese de Saturno

O planeta Saturno perde seus anéis, porque estes se afastam lentamente. Caso este planeta tivesse milhões de anos, o material que forma os anéis já teria se desagregado há muito tempo.

4) Tese da poeira cósmica na Lua

Passados 10 mil anos, a poeira cósmica na Lua teria alcançado em torno de 3cm de espessura, contra os cerca de 1,5cm que os astronautas encontraram. Este é o exato número para o período de 6 mil anos.

5) Idade da Lua

Como a Lua se afasta lentamente da Terra, fosse ela muito velha, como se tenta provar, no seu início teria estado tão próxima da Terra, que teria provocado marés extremamente altas, o suficiente para afogar toda a vida terrestre, duas vezes por dia.

6) Tese dos cometas

Os cometas perdem massa contínua e constantemente, durante sua viagem pelo espaço. Qualquer um deles, que estivesse viajando pelo Universo por mais de 10 mil anos, já teria se desintegrado há muito tempo.

7) Tese do campo magnético

A cada período que passa, o campo magnético da Terra torna-se mais fraco. Caso a Terra fosse tão velha, de acordo com a velocidade de sua redução, hoje não haveria mais nenhum magnetismo no planeta.

8) Tese da rotação da Terra

Com o aumento de um milésimo de segundo por dia, a velocidade da rotação da Terra – com base nos cálculos dos anos impostos pelos evolucionistas –, chegaria a incrível rapidez que as forças centrífugas resultantes jogariam a Terra para fora de sua órbita.

9) Tese do petróleo

O petróleo no subsolo da Terra encontra-se sob enorme pressão. Mas as rochas petrolíferas são porosas. Se o petróleo se encontrasse ali há milhões de anos, a pressão teria desaparecido há muito tempo.

10) Tese dos vegetais

Os vegetais mais antigos existem na Terra, sequoias e recifes de corais, têm idade máxima de “apenas” 4,5 mil anos. Mas por que não há árvores mais velhas, se a Terra já existem há bilhões de anos?

11) Tese da salinidade nos mares

O teor de sal nos mares, atualmente de 3,8%, deveria ser muito mais elevado. Considerando a atual taxa de salinidade, pode-se calcular que o sal chegou aos mares há aproximadamente 6 mil anos.

12) Tese das estalactites

Estalactites em cavernas são usadas pelos evolucionistas como prova da idade avançada da Terra. No subterrâneo do Memorial de Lincoln, porém, existem estalactites que cresceram mais de um metro em menos de 100 anos.

Estalactite é formado por “Precipitado mineral, alongado, que se forma nos tetos das cavernas ou dos subterrâneos.”

A Lua

A Lua se afasta da Terra 3,8cm por ano. Se pudesse a teoria de milhões de anos ser verdadeira, a Lua teria afastado tanto da Terra que teria provocado marés altas e ou baixas, suficientes para destruir o mundo.

Pressão da Lua

A água dos oceanos afasta a Lua, por ocasionar uma pequena diferença do eixo entre a Terra e Lua – em linha reta – que se distorce em função da massa líquida, que acaba se mostrando fora do eixo e causando uma pequena diferença.

O cálculo aceitável sobre a idade da Terra varia entre 10 e 13 mil anos, com certeza menos de 120 mil anos, porque só se registrou até hoje duas supernovas, que correspondem a menos de 120 mil anos.

O cálculo apresentado pela Bíblia é de 6 mil anos, e, segundo os judeus, considerando o tempo a partir da Criação, conforme a Torá, são 5.760 anos (set/2005).

A Teoria da Evolução é inconsistente

Com a queda de algumas teorias, que serviram para construir, também derrubaram a Cadeia de hominídeos denominada homo sapiens. Provou-se que o Homem de Neardenthal, que faz parte dessa cadeia evolutiva, não passa de um mito, a partir da falsificação de um fóssil. Teria sido ossos de um ser humano com má formação óssea. O Homem de Nebraska foi “construído” a partir de um dente, além de fraudes com o uso da técnica de envelhecimento artificial.

“Cada novo golpe de pá nos rincões da África Oriental costuma exumar mais um candidato a fóssil revolucionário, sem falar na proverbial falta de consenso entre lumpers (os cientistas que enfatizam a unidade da linhagem hominídea e juntam vários espécimes numa espécie só) e splitters (os que acham que pequenas diferenças anatômicas já são o suficiente para criar uma nova espécie)”, escreve Reinaldo José Lopes.

Alguns cientistas têm apresentado argumentos científicos que derrubam as teorias da evolução como a dos ossos do homem e do macaco, do sangue, dos artelhos e tantas outras.

A Teoria da Evolução é, no mínimo, inconsistente. Em nenhum momento da História do mundo pôde-se ver um homem-meio-macaco ou um macaco-meio-homem, ou de qualquer outro animal sob semelhante mutação. Jamais a Ciência encontrou provas concretas que pudessem provar tal mutação. O que se tem até hoje não passa de especulação (MESQUITA, Antônio – Pontos Difíceis de Entender-CPAD, 1ª edição 2006, CPAD, Rio de Janeiro-RJ).

É NATAL?!

Ao aproximarmos de mais uma comemoração da revelação do SENHOR Jesus ao mundo, nota-se algumas contradições e ambiguidades, com variação de acordo com a (loja de) conveniência, interesse pessoal, comercial, político e religioso, e não do ponto de vista da piedade.

Existe uma tentativa velada de desconstruir o real significado da revelação do Messias ao mundo, conforme preconizado pelo profeta messiânico Isaías, 7 séculos antes:

´Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino, para o firmar e o fortificar com juízo e com justiça, desde agora e para sempre; o zelo do Senhor dos Exércitos fará isto’, 9.6-7.

Entretanto, a figura do Natal nada tem que ver com um Filho, pois o que temos é a substituição da figura central por um velho, por vezes mal apresentado, no mínimo, improvisado e mal-ajambrado.

Do Principado ou Governo temos a figura de um cenobita, que reaparece de vez em quando. Quanto ao Seu caráter ou aquilo que Ele representa ser, a figura mais cortejada é inonimada e carrega somente um eufemismo, mais precisamente o agnome Papai Noel.

Concernente ao extraordinário Pai da Eternidade adotou-se o simples e ordinário Papai Noel, que não entra no coração do homem, mas sorrateiramente pela chaminé!

Carrega um pesado saco cheio de pacotes, a envergar o velhinho, enquanto o Deus Forte, promete um ‘fardo leve e um jugo suave’, sob a frase restauradora: ‘Eu vos aliviarei!’.

Do cortejo de anjos, a anunciar a chegada do EmanuEl, o ‘Deus conosco’, tem-se um trenó puxado por pesadas e chifrudas renas voadoras, e diabinhos travestidos de homenzinhos verdes apopléticos, mas agora tão dóceis…

Toda a comitiva gloriosa proveniente dos Céus, a atravessar o tempo e o espaço, agora é reconstruída pela carruagem proveniente do Polo Norte.

O milagre, o extraordinário a revelar o Deus Criador, passa a ser magia, de mágica, mandraquice…, por vezes sinônimo de bruxaria.

São formas insipientes, que tentam apagar da memória, não propriamente Jesus, mas o real significado da revelação do Messias, o Cristo. A própria singeleza de coração do Deus Conosco, sofre a tentativa de câmbio, para festas cheias de luxo, cores e exuberância, sem divorciar-se da luxúria, não retratando a mensagem do Cristo Vivo, que busca tirar o homem da efêmera existência humana, para a gloriosa Vida Eterna, a levar centenas de embriagados pela cilada dos hominhos de verde, escondidos nos bosques, ao redor da deusa Azera, na festa, à moda Dionísio.

‘Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido’, Lc 19.10.

Existem algumas ações humanas e blasfêmias, contra as quais não temos como lutar ou evitar. Temos de sofre-las.

Por outro lado sabemos que o SENHOR jamais é ou pode ser atingido por tamanha pequenez humana.

As tentativas de redução nem mesmo atingem o lado humano Dele, apresentado como Jesus – Salvador -, imagine o divino, Cristo – Ungido, Messias, Enviado (divino).

SEU NOME

Menos ainda o seu caráter divino, patenteado pelo Nome SENHOR, embora alguns o tratam (em cânticos) como ‘você’, pronome de tratamento, que deve ser dirigido de superior a inferior, nunca ao contrário.

Mesmo questionado por muitos sobre a sua autoridade e equidade, o ministro do STF, Marco Aurélio Mello repreende advogada após ser chamado de “você” (nov/19).

É uma adaptação de Vossa Mercê dos escravos, e específico do Brasil, com emprego direto a empregado. Eles não faziam a menor ideia da importância desse tratamento.

‘Portanto, eis que lhes farei conhecer, desta vez lhes farei conhecer a minha mão e o meu poder, e saberão que o meu nome é SENHOR, Jr 16.21 (Is 54.5).

OS JESUZES QUE SE TEM POR AÍ

Apóstolo Paulo antecipou-se à tais manifestações, que vão desde as figuras e ‘retratos’ de Jesus a tentativas de impingir-lhe redução.

‘Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis’, 2Co 11.4.

VISÃO RETRATADA POR DAVI E SALOMÃO

Tanto em Cantares 5.10-16 quanto no Salmo 45, vemos a figura de um ser extraordinário, supremo e acima dos mortais, a retratar a formosura do SENHOR.

‘O meu coração ferve com palavras boas, falo do que tenho feito no tocante ao Rei. A minha língua é a pena de um destro escritor.
Tu és mais formoso do que os filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te abençoou para sempre.
Cinge a tua espada à coxa, ó valente, com a tua glória e a tua majestade. E neste teu esplendor cavalga prosperamente, por causa da verdade, da mansidão e da justiça; e a tua destra te ensinará coisas terríveis. (…). Todas as tuas vestes cheiram a mirra e aloés e cássia, desde os palácios de marfim de onde te alegram’ (Sl 45).

O SENHOR NA CRUZ

Visto na cruz pelo profeta messiânico Isaías, 740aC, Jesus mostrou-se esvaziado de sua Glória (cf Filipenses 5.7-11), no Holocausto (literalmente ‘todo queimado) de nossa Redenção: ‘Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos’.

A VISÃO DO SENHOR EM GLÓRIA

Quando o SENHOR se manifestar, não virá como o Filho do homem, mas como Deus, SENHOR (que ou quem tem o domínio, dono, chefe, proprietário…).

‘E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.
E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.
E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.
E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno’, Apocalipse 1.12-18 (19.11-16).

AOS HOMENS BLASFEMOS

Estes versículos traz-nos conforto quanto aos que, sem temor, se levantam contra o SENHOR, por meio de blasfemas, porém, note suas reações diante da glória manifestada no SENHOR:

‘E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas;
E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?’, Ap 6.15-17.

‘para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai’, Fp 5.10-11.

Soli Deo gloria!

Embora a lição 6: ‘A Rebeldia de Saul e a Rejeição de Deus’ – 10/11/19, CPAD, II, 1., nas duas últimas linhas, diga: ‘Note que foi um amalequita que ‘afirmou ter matado‘ Saul”‘ (grifo meu), cf 2Sm 1.1-10.

Deve-se entender que o autor da LB não está afirmando, mas usa o texto para contribuir com o que diz no contexto, e com a ironia a envolver justamente um amalequita. Ele teve o cuidado de usar o pressuposto da dúvida, que grifei acima: ‘afirmou ter matado‘.

As duas outras duas passagens predominam quando ‘afirmam’ que Saul se matou (2Sm 31.1-6; 1Cr 10.4-14).

Considere-se ainda que o texto permanece no convencional ao falar de um suposto assassino, que ‘disse’ ter assassinado o rei.

DESENCONTROS

Percebe-se alguns desencontros:
1- Sobre o amalequita não se tem informação sobre sua arma ou se estava armado;
2- Estava ocasionalmente: ‘Cheguei por acaso à montanha de Gilboa’ (2Sm 1.6);
3- Deve ter inventado a história, para impressionar Davi, como se Saul fosse o obstáculo ao trono a Davi, e ganhar recompensa;
4- Como inimigo de Israel, o amalequita não poderia estar no campo de batalha com Saul;
6- Poderia o amalequita estar no campo de batalha para saquear soldados mortos (Andrews Stud Bible).

IRONIA

Por ironia, Saul perdeu o trono justamente por não ter dizimado os amalaquitas (1Sm 14.47-48; 15.3), e 18 dias, e não no dia seguinte, da profecia do pseudo Samuel, conforme 1Samuel 28.18 (Bíblia Shedd).

MORRE POR DESCONHECIMENTO

Se o amalequita soubesse do respeito que havia em Israel por um ungido, não estenderia “a mão para matar o ungido do Senhor”, gabando-se desse ato. Ele acaba condenado por suas próprias palavras, pois o Davi ordena a sua execução.

É ainda ‘irônico que Saul tenha perdido seu reino por não ter aniquilado totalmente os amalequitas e, agora, alguém, que se diz amalequita, morre por ter afirmado que destruiu Saul’ (Bible Knowledge Commentary).

COMO TERIA SIDO?

Os dois textos bíblicos (1Sm 31.1-6 e 1Cr 10.4-14) atribuem à Bíblia a afirmação definida sobre a morte de Saul, lançando-se sobre a sua espada.

No caso de 2Samuel 31.1-10, a narrativa é exclusiva do amalequita, e parece deixar essa afirmação como uma história à parte e fora do contexto, como não verdadeira.

De certeza tem-se ‘a violação do cadáver ao pegar a coroa e o bracelete’, embora ‘tenha entregue a coroa e o bracelete a Davi para granjear o seu favor’ (Bíblia Shedd).

LIÇÃO BÍBLICA/CPAD 2, 13/outubro/2019 – Subsídio: Origens

Os pais de Samuel – Elcana (Elqaná) e Ana (Haná) moravam em Ramataim-Zofim, nas Montanhas de Efraim. Não obstante Elcana morar entre a Tribo de Efraim era descendente de Corá, portanto coatita, da Tribo de Levi.

Entre Ramataim-Zofim e Siló a distância era de aproximadamente 25-30km. A peregrinação para o sacrifício era anual, e contava com a participação de Elcana e Ana.

GENEALOGIA DE ELCANA

A genealogia parte de
1-Efraim > Zufe > Toú > Eliú > Jeorão > ELCANA.

Jeorão foi o último juiz de Israel (do Tempo dos Juízes), e avô de Samuel (1Sm 1.1; 1Cr 6.33-38; 6.26. Elcana pode ser identificado como como Zofaí).

ÉPOCA E HISTÓRIA

A história de Samuel (‘o que é de Deus’) ocorre por volta do século 12aC, período que vai até o Cativeiro Babilônico em 586aC.

Começa com o desejo de Ana de ter um filho. Ela era desprezada pela rival Penina (Pinhá), fértil e com filhos, mas Ana era cortejada pelo marido.

Ana promete consagrar o filho a ‘nazir’ (nazireu) o filho: Não tomar vinho, nem bebida alcoólica, e não cortar o cabelo. Nasce o filho especial e temente a Deus (1Sm 1.3; Lc 1.5-6).

SILÓ

O santuário de Siló (Shilô) foi a capital de Israel e centro de adoração, antes de Jerusalém. Lá foi instalado o Tabernáculo, durante todo o Período dos Juízes, que durou 369 anos. Foi tomada pelos filisteus.

Foi destruída por um incêndio em 1050aC, conforme Avital Selah, diretor do Sítio Arqueólogico de Tel Siló.

Hoje na mesma região está a cidade de Rosh Ha’auim.

“Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude”.
1Co 10.26.

É bom saber que a ideia comum, que paira no consciente coletivo sobre o significado de mordomia, não é o mesmo que expomos. Quando se fala em mordomia a definição mais comum é a de uma vida de folga, descanso, ócio, divertimento, festa e vantagens, à custa de outrem ou, mais comum na consciência popular, do erário público.

Mordomia é justamente o oposto dessa definição, mas tem que ver com mordomo, um administrador de bens de outro, de uma casa; serviçal, encarregado de determinada administração.

Mas quando falamos em Meio Ambiente parece soar estranhos entre cristãos evangélicos. Tratamos muito desse assunto, mas no que tange aos sinais provenientes de suas alterações. Estamos mais atentos e acostumados a ouvir temas essencialmente espirituais. Não vemos com facilidade a ligação desse assunto com o espiritual, ao contrário, sempre o separamos. Nosso interesse é ressaltado somente quando existe o elo imediato com os acontecimentos envolvendo a natureza no que diz respeito à brevidade da Volta do Senhor. Quando isso não ocorre, temos a tendência natural de rejeitar a discussão.

Até mesmo eu, devo confessar, inicialmente, resisti ao assunto. Depois de alguns tópicos e análise do que a Bíblia diz, mudei, e muito. Mas a resistência é compreensível, afinal o assunto é muito explorado pela Nova Era, materialistas e outros segmentos que veem na natureza o panteísmo. Por isso, na Índia muitos animais são preservados, mesmo quando destroem e causam danos ao homem, com pragas e doenças, como ratos e moscas, dentre tantos outros. O panteísmo eleva a natureza ao status de um deus e coloca o homem em segundo lugar.

Portanto é preciso muito cuidado e observar o seguinte: “Antes de distinguir o falso é preciso conhecer o verdadeiro”.

O homem foi criado à semelhança divina, que o fez distinto do restante da criação, dos seres animados, mas irracionais, e dos seres inanimados, que foram dados ao homem para deles cuidar, como fiel mordomo.

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis”, Rm 1.18-23.

Com pureza e simplicidade, sem tomarmos como base os conceitos humanos teremos uma nova visão de tudo. Temos de analisar a questão a partir da descrição da Criação no Livro Sagrado e pensar no que a Bíblia diz respeito ao tema.

A primeira referência que trata da responsabilidade do homem com a natureza está em Gênesis. Ao homem foi dada a missão de lavrar (fazer uso), e de guardar (proteger), a Terra. A determinação divina indica a ação humana como mordomo e não como explorador negligente. Mordomo porque a Terra e tudo o que nela há é do Senhor. Ninguém é (ou pode ser) dono eterno de nada, muito menos da Terra ou de qualquer porção dela.

Quando o Senhor voltar verá uma terra totalmente alterada, e nós teremos de dar conta do que fizemos por meio de orientação e ensino sobre o que Ele nos entregou. Não falamos aqui de cuidar diretamente da terra, da natureza, dos animais, sem bem que alguns têm essa condição, em função de circunstâncias próprias, mas da capacidade de influenciar por meio do conhecimento.

Dado a isso e muito mais pelo sentimento inserido em nós pelo Espírito divino, devemos atuar na Terra com denodo, empenho e com todas as nossas forças, de forma consciente e crescente, pois o Senhor nos capacita por meio de dotes naturais e de dons assimilados ou recebidos diretamente do Espírito Santo.

Devemos viver em harmonia com a natureza e não lutando contra ela. A grande motivação da revolta da natureza está justamente na natureza caída do homem, como vemos em Gênesis 6.1,5:
“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra… E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.

Convivemos todos os dias com notícias sobre desastres ambientais, enquanto alguns cientistas tentam minimizar a situação. Outros afirmam que a questão refere-se à superpopulação mundial, o que acaba por ocasionar a ocupação indiscriminada e acima da capacidade de reciclagem da Terra. Na verdade, existe sim, seja qual for o motivo, um perigo no ar. E todos nós sabemos disso. A interferência humana, de forma indiscriminada e irresponsável na natureza criada por Deus, tem causado uma série de transtornos ao próprio homem.

Os sinais são vistos e divulgados todos os dias. Eles expõem a fúria da natureza, que se volta contra a agressão do homem em forma de
tufões, furacões, terremotos, cheias, enchentes, queimadas de matas e florestas, superaquecimento, chuvas ácidas, áreas cultiváveis que se transformam em desertos, rios e lagos que se secam; degelo nas calotas polares, mudanças climáticas, revolta nos mares (tsunamis), erosões gigantescas… e apontam para a Volta do Senhor à Igreja. Estes sinais foram profetizados pelo Senhor como parte de uma série de acontecimentos dos tempos do fim, paralelo ao aumento do pecado e da incredulidade humano – o distanciamento do Eterno.

Com isso, é perfeitamente aceitável afirmar que não podemos fazer parte do mesmo grupo que corrobora para que a Volta do Senhor se concretize (e ela ocorrerá independente da vontade humana) pela provocação de tais sinais, interferindo no equilíbrio da natureza estabelecido pelo Senhor desde a Criação.

A nossa ação para abreviar a Volta do Senhor prende-se à anunciação do Reino, pela pregação da Palavra. Pela conversão do homem a Cristo, os efeitos nocivos do pecado sobre o próprio homem e no ecossistema tendem a diminuir. É uma ação sobrenatural que deve ser vista com naturalidade, normal, sem nenhum antagonismo.

Quadro sombrio
Enquanto escrevíamos essa segunda parte do curso, deparamos com uma notícia na Folha de São Paulo, no dia 21 de março/2006, que não poderíamos deixar de comentar, pois está dentro do contexto: “Humanidade causa outra onda de extinção”. O título acima foi produzido a partir de um relatório apresentado em Curitiba que mostra o declínio de 40% das populações de 3 mil espécies nos últimos 25 anos, tempo bem menor ao equivalente a uma geração.

O jornalista Reinaldo José Lopes relata que o sumiço dessas criaturas ocorreu “graças à ação humana”, principalmente. “O dado, que está num relatório das Nações Unidas… deixa poucas dúvidas de que o planeta está à beira de uma grande onda de extinções, tão grave quanto a que acabou com os dinossauros”.

As indicações mostram “um quadro sombrio” conforme a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CBD). Na área de desmatamento o mundo perde 6 milhões de floresta virgem a cada ano.

Uma das questões que afetam o equilíbrio é a interferência humana ao provocar o deslocamento de espécies de uma área para outra, chamada de “proliferação de espécies invasoras”. Essas espécies “por não terem inimigos naturais nas áreas aonde chegam”, transformam-se em pragas.
Um dos clássicos exemplos do insucesso que a interferência humana causa, ao invadir os ciclos estabelecidos por Deus, desde a Criação ocorreu na China.

Houve uma época em que houve infestação muito grande de pardais no país. Toda a sociedade se achou perturbada com a presença de tantos pássaros dessa espécie. Então o governo incentivou a matança indiscriminada desses pássaros. Os chineses, incentivados pelo governo, “limparam” o país.

Não demorou muito para que aparecesse uma praga de insetos que acabou com a lavoura. A China levou anos para se recuperar. Aquela grande quantidade de pássaros seria justamente o número necessário para acabar com àquela praga, alimentando-se dos insetos. Este é o ciclo natural estabelecido por Deus no Meio Ambiente, denominado ecossistema. Quando o homem elimina um desses ciclos, prejudica o equilíbrio do ecossistema – o “Conjunto dos relacionamentos mútuos entre determinado meio ambiente e a flora, a fauna e os microrganismos que nele habitam, e que incluem os fatores de equilíbrio geológico, atmosférico, metereológico e biológico” (Aurélio).

O que Deus estabeleceu
Quando Deus formou o homem determinou que Adão cuidasse de todo o sistema criado. A Bíblia diz o seguinte:
“Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus. Toda a planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra… E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente. E plantou o Senhor Deus um jardim do Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda boa árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim… E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (os grifos são nossos), Gn 2.4-5, 7-9,15.

No comentário de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal, referente o versículo 15 (“E o pôs no Jardim do Éden”), lemos o seguinte: O homem “era o primor da criação de Deus e foi-lhe dada a responsabilidade de trabalhar sob as diretrizes de Deus”.

Portanto o grau de interesse pela obra da natureza criada por Deus, vai muito mais além do que imaginamos. Se olharmos, por exemplo, para a questão do lixo, seremos remetidos para o outro lado da moeda – a limpeza, a higiene e o equilíbrio entre o que consumimos e como promovemos o retorno do lixo orgânico – como forma de reciclar – à Terra. E nesse caso, não nos desatrelamos da pureza (água pura, alimentos sem contaminação…). Nisso temos a conexão com o espiritual, que trata da santificação. Se a santificação é retratada na e por meio da carne (corpo), não há como viver a santidade sem observarmos o meio (ambiente) onde existimos.

Miséria, sujeira, pecado, lixo, destruição, desequilíbrio, dentro do contexto, são reflexos de impureza e, portanto, o cristão tem responsabilidade sim com a preservação da Terra. Obviamente não como alguns organismos e ONGs, que usam-na para benefícios próprios, com ideais religiosos, filosóficos ou políticos, mas tudo isso não nos isenta de nossa responsabilidade.

Quando fazemos comentários sobre as razões da revolta da natureza, remetemos para o pecado do homem. E essa é uma tese verdadeira. O interesse próprio, egoísmo, desejos desenfreados, entre outros desvios na condução da vida humana, têm grande parte na degradação da natureza. Ora, se o pecado tem influenciado na degradação, o combate a ele e de suas consequências também deve ser reconhecido.

Alimentos adequados
Segundo Nilton Bonder (O holismo rabínico) o judeu deve buscar alimento não somente kasher (adequados), mas também os para a vida (Le Chaim) “que tenham a ver com o indivíduo imerso em seu meio ambiente geográfico, social, psíquico e espiritual”.
Parece que essa orientação vai de encontro ao que o apóstolo Paulo fala aos Coríntios, contrapondo o excesso judaico:
“Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência”, 1Co 10.25.

Mas este versículo não pode ser interpretado ao bel prazer de alguém, mas à luz da hermenêutica. Temos que analisar o texto e o seu contexto, a época, o motivo, a intenção desse ensino e seu objetivo, as circunstâncias… A passagem começa com o seguinte ensino:
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem. Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude. E, se algum dos infiéis vos convidar e quiserdes ir, comei de tudo e que se puder diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude… Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar”, 1Co 10.23-28,32-33.

Veja que Paulo chama à responsabilidade quanto à separação dos alimentos adequados, sem o preconceito judaico, contudo não abre mão da rejeição, mostra que a nossa fé e crença está acima de regras humanas, mas impõe o que é mais elevado que a fiscalização externa – a consciência. Nós não temos as barreiras impostas pelo judaísmo, pois recebemos tudo com ação de graças e só rejeitamos quando de sã consciência somos “advertidos” de que determinado alimento é oferecido a ídolos, mas o que queremos discutir aqui é a questão do equilíbrio estabelecido por Deus, que vai além dessa questão. Foca o zelo daquilo que ingerimos no tabernáculo humano, que se estabelece como templo divino, no contexto da busca pelo saudável, o menos contaminado pela consequência do pecado possível, para não atuar na contramão divina, que estabelece uma existência pacífica com o nosso próprio corpo. O Senhor quer que vivamos justa e sabiamente.

O escritor judaico discute a visão rabínica dos alimentos produzidos e consumidos de forma irresponsável e que destroem não só a vida, mas atinge igualmente o meio ambiente. Sua observação vai de encontro ao que Deus estabeleceu ao homem, que deveria cuidar da terra tirando dela o seu sustento:
“E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no Jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda a árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque o dia em que dela comeres, certamente morrerás”, Gn 1.15-17.

Estes três versículos ainda falam hoje. O homem continua a transgredi-los. Deixamos o campo e nos aglomeramos, formando os grandes centros urbanos. Inchamos as cidades; criamos congestionamentos, disputa diária por espaço, e aí entra a capacidade conquistada pela desobediência que é o conhecimento do bem e do mal. O homem maquina dia e noite para descobrir como ultrapassar e ser maior que o outro.

Até mesmo entre os cristãos – ou os que se dizem ser – a prosperidade impõe a disputa dos que têm mais, na luta entre o ter e o ser.
Essa guerra é determinante para a proliferação da violência. Ela envolve desde o que comemos e o próprio estresse, que ocasionam doenças de cunho espiritual, que são essencialmente movidas por impulsos destruidores. Estas doenças figuram entre as demais que se manifestam no corpo (ferimentos) e emocionalmente (sistema nervoso).

A força dos pecados, que provocam os Desvios e ameaças dos últimos tempos, tenta destruir o homem em toda a sua compleição – físico, intelecto e emoção (psiquê) e espírito (pneuma), pois o Diabo – já alerta Jesus – “veio para roubar, matar e destruir”, inclusive a obra criada por Deus, incluindo a natureza, o ecossistema.

O “Outro Lado”
Tudo o que ele puder fazer para indicar insucesso, quebra de sequência natural, mudança da imagem estabelecida pelo Criador, ele fará. E para isso usará o homem. Satã no hebraico (demônio) tem a raiz no verbo impedir, bloquear. Na tradição judaica Satã é o “outro lado”, explica Bonder.

Dentro dessa guerra contra o que o Senhor criou, o homem planeja o fabrico de produtos que possam sustentar essa desenfreada busca, que não o deixa ver as consequências e a destruição que ocasiona. O ter o leva a quebra de paradigmas fundamentais para a sobrevivência humana. A ética torna-se relativa, a verdade deixa de ser absoluta e o escrúpulo mostra-se como tão-somente como palavra bonita de ser pronunciada em discursos.

Sem fronteiras o homem procura a sustentação de uma geringonça que ele mesmo criou, como o êxodo para as metrópolis, e para isso precisa criar outros elementos, que se constituem verdadeiros obstáculos para a sua própria existência.

Elementos químicos formam a base de doenças cumulativas, entretanto concebem o mal necessário para a preservação humana:

– glicerinas, que são os adoçantes;
– estereatos, ácido estereato e argol (bitartarato de potássio impuro que se obtém na fermentação de mosto de uva), os preservativos;
– diglicerídeos polissorbato, estereato de magnésio, os emulsificantes;
– pepsinas, as enzimas;
– acidulantes, condicionadores, aromatizantes, estabilizantes, antioxidantes, amaciantes e conservantes.

Tudo isso constitui arma apontada para a própria destruição humana, a partir da eliminação de formas de equilíbrio estabelecidas por Deus, desde a Criação, mas é hoje o chamado mal necessário – a bola de neve.
Destruímos a nossa própria proteção como a barreira de ozônio e interferimos no ecossistema, que deveria nos proteger, porém, nos empurra ao encontro dos aguilhões que nós mesmos construímos como o efeito estufa.

Dentro desse contexto clamamos ao Senhor por vida, não obstante andarmos por caminhos da morte; queremos saúde, mas ingerimos cada vez mais alimentos contidos de químicas, venenos, ácidos… É no mínimo contra senso, tendo em vista tudo isso partir de seres inteligentes, o que nos diferencia de todos os animais, pois somos racionais, embora, às vezes, não demonstrarmos.

Formas de degradação da Terra
Em seu livro The Environment and the Christian, Calvin DeWitt, enumera sete formas de degradação da Terra.

1) A Terra está sendo transformada, cada vez mais rápido, de florestas para o uso agrícola, e áreas de uso agrícola em urbanas. São grandes áreas que já perderam suas utilidade.

2) A cada dia, pelo menos três espécies estão sendo extintas. Estas não podem voltar a existir e tampouco sua atuação no equilíbrio do ecossistema.

3) Uso de herbicidas, inseticidas, pesticidas e fertilizantes está acelerando a degradação da terra.

4) Tratamento por meio de produtos químicos e seu consequente despejo em águas correntes, e a absorção deles por afluentes de água.
Um exemplo disso é a água que sai de postos de combustíveis, misturada aos próprios combustíveis, após a lavagem de veículos, além de vazamento de tanques de armazenamento de combustível furados. Esse líquido contaminado, sem nenhum tipo de tratamento, na maioria das cidades brasileiras, com raras exceções, é levado para as bacias hidrográficas.

5) A contaminação está se mostrando, cada vez mais, um problema global. É comum assistirmos cientistas anunciar a presença de contaminação de pinguins na Antártida.

6) A atmosfera parece estar mudando. O aumento de gases produzidos pelo homem, como dióxido de carbono, proveniente da combustão de combustíveis fósseis. A Camada de Ozônio está sendo atingida diretamente pelo excessivo uso de produtos químicos, inclusive os encontrados em geladeiras, ar-condicionado, extintores e aerossol.

7) Estamos perdendo a experiência de culturas que viveram em harmonia com a criação. A expansão de civilização sufoca tais experiências. Em nenhuma época da história os homens têm detido tamanho poder sobre a criação divina.

O homem foi testado e falhou – mais uma vez
Após criar a Terra e todo o seu ecossistema, o Senhor determinou ao homem que tivesse o domínio sobre todas as coisas, seres animais e vegetais, e, deste último, tirasse o seu sustento, conforme o texto que explica as origens. Em Gênesis 1.26,28-30 o Senhor estabelece o domínio humano sobre a natureza:
“…e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra… E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente. Toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi”.

Em nota de rodapé a Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), CPAD, afirma que “O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal… Deus esperava deles que lhe dedicassem todas as coisas da terra e que as administrassem de modo a glorificá-lo e cumprir o propósito divino”. Diz ainda o versículo de referência do comentário sobre o domínio humano, em Hebreus 2.7-8:
“Tu o fizeste um pouco menos do que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras de tuas mãos. Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés…”.

“O futuro da terra passou a depender deles”, continua a comentário, e conclui: “Quando pecaram, trouxeram ruína, fracasso e sofrimento à criação de Deus”.

Isto está claro para todos nós, em especial a partir da modernidade, se agravando na pós-modernidade. O mal que o homem causa para si mesmo é ainda maior aos seres irracionais e vegetais, como diz Paulo:
“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente… Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção de nosso corpo”, Rm 8.18-23.

Novamente o comentário da BEP diz: “A criação (a natureza animada e inanimada) tornou-se sujeita ao sofrimento e às catástrofes físicas, por causa do pecado humano. Deus, portanto, determinou que a própria natureza será redimida e recriada. Haverá novo céu e nova terra; uma restauração de todas as coisas, segundo a vontade de Deus…”.

Ora, imagine então o crente sem determinação de cuidar daquilo que o Senhor faz, cria… Não poderia habitar esse novo cenário que o Senhor recria, não é mesmo?

Hoje, mesmo quando não detemos a consciência sobre a necessidade, importância, atitude exemplar e significado com reflexos de cunho espiritual – pela honra ao Criador –, de preservar a natureza criada por Ele, paira sobre nós a responsabilidade de preservá-la para que nossos filhos e netos – enquanto o Senhor não volta – desfrutem dela da forma mais sadia possível. E ainda mantermos como exemplo de quem deve temor ao Senhor a esse respeito. Isso é mordomia.

Na ordenança ao povo de Israel para possuir a terra, o Senhor estabelece regras que visavam o descanso e reciclagem da terra (Lv 25). Os animais também deveriam ter o devido respeito dos moradores da terra, quisessem estes ter seus dias prolongados:
“Não atarás a boca do boi, quando trilhar”, Dt 25.4.

O Senhor preocupou-se com detalhes que inclui o ser indefeso e frágil, presa fácil da maldade, como o filhote e a mãe-pássaro. Esta deveria receber o devido cuidado e carinho para continuidade da criação:
“Quando encontrares algum ninho de ave no caminho, em alguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhos; deixarás ir livremente a mãe e os filhos tomarás para ti; para que bem te vá, e para que prolongues os dias”, Dt 22.6-7.

APLICAÇÃO
A Bíblia fala sobre o prestar contas da mordomia que Ele nos entregou, conforme Lucas 16.1-2. Pastor e doutor em Teologia, Antonio Gilberto ao pregar sobre este assunto, insere entre os itens, o prestar contas da mordomia do Meio Ambiente. Ele indica que Moisés proibiu o corte de árvore a esmo. Hoje, em função da transgressão humana, “a natureza cobra a conta”, observa.

Nós podemos influenciar o mundo com nossas atitudes, não só naquilo que refere-se diretamente ao espiritual, mas com nossa ética e postura diante dos homens. Por meio do exemplo de como tratamos a natureza criada pelo Senhor, podemos também dar testemunho de sua presença em nós.

Do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Mesquita, Antonio

Surge da escuridão o novo modismo em prédios de igrejas

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Igreja-Batista-da-Lagoinha- DEPOIS - PRETO

Igreja da Lagoinha: antes e depois com a tonalidade escura

Com prédios pintados de negro, a novidade agora nas igrejas é a discrição. Então, para que isso seja real, nada melhor que dar um tom de negrura, numa flagrante filosofia da obscuridade, tendo em vista as culturas, a tradição, os costumes e o determinante ponto de vista bíblico.

ARGUMENTAÇÃO

Os argumentos são plausíveis, ao menos do ponto de vista meramente humano:

1- As pessoas se igualam, pois todas ficam meio que no anonimato, tipo ‘escondidas’ no escuro.

2- A atenção não se dispersa e passa a ser inteiramente voltada ao palestrante, ao púlpito.

3- Melhora a definição de gravação de imagens.

4- Não há julgamento estético, pois a pessoa pode estar totalmente ou parcialmente vestida, feia ou bonita, apresentável ou não, tatuada, com piercing ou com a pele limpa etc, que não fará diferença na escuridão….

5- Seria mais ou menos a mesma filosofia do uso da caveira, a indicar que todos devem ser iguais, como as caveiras. Ninguém é melhor que ninguém, todos são caveiras!

Bem, são argumentos fortes e que não podemos ignorar, porém, penso que o mais alto de todos seria mesmo o modismo, o ser diferente, mais atraente.

Seria uma resposta ao crescimento de novos modelos propostos pelo avanço e adaptação antropológica, ‘um modo de autoconhecimento que é a identidade, diferenciando os grupos em função de suas idiossincrasias e adaptação em ambientes distintos. Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Antropologia.

CONCEITOS DO NEGRO

Os conceitos desse tipo de imagem estão associados à morte, mistério, medo e desconhecido. ‘…é a ausência de toda a cor ou luz e, em todo o mundo, está associado ao mal. É a cor do mistério, da penitência, da condenação, da angústia e representa o submundo.

‘Na Astrologia, o negro simboliza Saturno, numa referência ao deus Saturno, que é a divindade grega da velhice e da morte’. Também ‘No Yin Yang o encontro do preto e do branco representa a união de energias opostas’.

Ainda no meio místico, o negro também é visto como representação negativa. Em ‘O verdadeiro significado da cor…’, a explicação sobre as características dessa cor, lança para a ideia de ‘ser a mais escura de todas as tonalidades existentes. Assim, o seu sentido vem justamente desse fato e pode ser entendido como alguns sentimentos negativos. É o caso do medo, tristeza, morte ou solidão”. Ela produz ainda ‘a melancolia e tristeza, pois é essa sensação que temos quando estamos em ambientes escuros”. Fontes:

https://www.astrocentro.com.br/blog/bem-estar/significado-cor-preta/https://www.dicionariodesimbolos.com.br/cor-preta/ – (http://www.portaldomarketing.net.br/o-significado-das-cores-o-preto-em-propaganda-publicidade-e-marketing/

‘VIVA A SOCIEDADE ALTERNATIVA’

Essa busca vem desde a sociedade alternativa, da oposição ou contracultura que marcou o século 20, por meio das transformações políticas e culturais. O movimento hippie (Woodstock, 1960), atacou a forma tradicional e conservadora das famílias.

Derivado de hipster, termo usado para o movimento de ativistas negros, a ação recebeu a alavanca de artistas e músicos.

Deu-se início à contestação, liberação geral e amor livre, anarquia, viagens psicodélicas/coloridas, pelo uso do LSD, do transe para a desassociação da realidade e uma nova proposta de visão de mundo, saindo da hierarquia patriarcal, mas também retrocedendo aos rudimentos homossexuais gregos da misoginia. Foi um tipo de jornada do êxtase, para a diluição de si mesmo, em busca de uma forma alternativa, desvinculada de tudo quanto existia, existiu ou que se propõe.

A ARTE CRÍTICA

Ao escrever sobre Steve Jobs, o célebre inventor digital, Arnaldo Jabor, em Steve Jobs criou uma ‘ciência alegre’, diz o seguinte: “Steve Jobs, filho da contracultura, da arte crítica, de Dylan e Picasso, do LSD que o ‘descaractizou’, criou uma espécie de filosofia prática, ‘de mercado’, indutiva, para além de explicações genéricas, de grandes narrativas universais”, e ainda: “Ele nos ensinou a transgressão contra uma sociedade conformista e obediente… Pense diferente! Meus computadores são para os rebeldes, loucos e desajustados”. A Cidade, C-3, 11 out. 2011.

Avanços se seguiram e nos anos setentas, chegou-se à realidade da flexibilização das regras, e a cultura da “esculhambação nunca foi tão grande”, diz a manchete do caderno Ilustrada, Folha de São Paulo (31/7/91).

A Folha continua afirmando: “mas é certo que, a partir dos anos 70, instaurou-se – (…) –, uma cultura do mau gosto, da violência estética, de selvageria texana. A breguice deixou de ser ingênua e marginal”.

E ainda, “…Vive-se numa situação em que o malfeito, o precário, o propositadamente ruim e grosseiro e o lixo são canais legítimos da expressão… Esta sociedade em que vivemos parece impelir tudo à brutalidade e à esculhambação”.

SHOW DE MUDANÇAS

Todos os ingredientes desse tipo de culto, propostos em sua maioria por cantores que se tornaram pastores, como paredes escuras, canhões e telões de led e jatos de fumaça, chega ao ápice por meio do ‘estilo de luminosidade psicodélica e altamente chapante, que causa a seus observadores a sensação de FPS. Muito utilizada em Raves para agravar os efeitos de drogas como LSD e Ecstasy’. Seu funcionamento piscante leva você também a piscar sucessivamente, com a luz estrobofóbica.

NA REAL: OS MELHORES EFEITOS

Entretanto…, para a comunicação eficiente e transmissão e captação em um auditório/culto, segundo especialistas a cor deve ser a mais clara possível. As explicações estão na ciência, em especial a fisiologia humana, no que diz respeito à atenção e consequente aproveitamento.

Algumas empresas estabelecem ambientes de trabalho e/ou palestras com excelência no que diz respeito à claridade, luminosidade. Paredes são pintadas de um branco mais reluzente possível, luzes claras ao máximo e forro igualmente claro.

Todo o mobiliário também não deve ser madeirado e aproximar-se ao máximo da claridade, sem deixar que cores mórbidas estejam à mostra, como forma de manter a pessoa longe de qualquer possibilidade de sonolência, sob constante empatia.

Do lado científico está a produção do hormônio do sono, denominada Melatonina, que só é fabricado após o metabolismo fazer a leitura do ambiente, que deve estar completamente sem luz, portanto escuro. É quando há redução de hiperatividade, déficit de atenção e sonolência, pois o sono reduz o gasto de energia.

O QUE A BÍBLIA DIZ

Obvio que não estamos falando em Igreja – o Corpo de Cristo -, mas em prédios que abrigam reuniões periódicas de igrejas. Também não se fala em templo. O templo (do Espírito Santo) é o crente. Portanto, não há uma regra sobre a cor desses prédios, mesmo porque a igreja só conheceu tais prédios quase que dois séculos depois de seu início. Templo é algo próprio de religiões não-cristãs e até da religião judaica, mas pouco tem que ver conosco, pois somos igreja e templo de Deus, como pessoa.

Com a consagração de templos, como morada divina, terceirizamos a necessidade de sermos consagrados e projetamos tal consagração ao espaço físico, a um lugar: templo, casa (de Deus), púlpito, monte etc, quando nós mesmos devemos acomodar, dar lugar a ação divina, ao sagrado: sermos consagrados (a Ele).

Porém, nas Escrituras o claro está associado ao puro, à glória. Não propriamente a cor, pois ela jamais pode dar a dimensão da santidade divina e sua glória, mas o aspecto da própria santidade na pessoa, em forma de luz, brilho. Isto indica clareza de propósitos, de decisão e compromisso:

‘O seu resplendor é como a luz; raios brilhantes saem da sua mão, e o … será a tua luz para sempre, e o teu Deus será a tua glória e teu esplendor eternamente’, Hc 3.4.

‘O seu resplendor é como a luz; raios brilhantes saem da sua mão, e o … será a tua luz para sempre, e o teu Deus será a tua glória e teu esplendor eternamente’, 2Sm 22.13.

‘Então um dos anciãos me perguntou: “Quem são estes que estão vestidos de branco, e de onde vieram?’, Ap 7.13.

‘Ainda que os seus pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve’, Cr 13-14.

Por outro lado, o negro nada tem que ver com a cor preta, mas indica justamente a ausência de luz: ‘E a luz resplandece nas trevas…’, Jo 1.5.

É como o frio, que só existe em função da ausência de calor. É a ausência do bem em oposição ao mal: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!’, Is 5.20. Indica separação de Deus: ‘Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes’, Mt 25.30. Portanto, a Bíblia não trata de cores, mas de luz e trevas.

PRETO E NEGRO

Usei a descrição negra em vez de preta, em função da forma mais aceitável quanto à cor de pele: preta, em oposição ao branco, como até preferem afrodescendentes. Negro é pejorativo já que tudo que é ruim tem essa descrição, como buraco-negro, magia-negra etc.