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Curso KURIOS: Preparação de Obreiros e Aspirantes ao Magistério e Ministério Cristão

Depois de transferida em função do feriado prolongado, nesta sexta-feira (20/2), iniciarão as aulas de TEOLOGIA e PREPARAÇÃO DE OBREIROS, primeira turma do primeiro trimestre de 2015.

No primeiro dia, o curso e sua estrutura serão apresentados e definidas as disciplinas da composição do trimestre de 2015.

Também serão recebidas as matrículas e determinado o dia da entrega de material (apostilas).

LOCAL E HORÁRIO

Local: R. Rio Claro, 680, esquina com a Olinda (centro)
Catanduva (SP)15800-260

Horário: 20h

Contato: 17-98204.2499 (Tim) e 16-3542.5434 (Vivo)
mesquita.jornalismo@gmail.com
Face: Pastor Antonio Mesquita

CERTIFICADO

No final haverá entregade Certificado de Conclusão, Histórico do Aluno, com carga horário.

Candidatos: Todos interessados, mesmo membros de igrejas co-irmãs.

POR CORRESPONDÊNCIA
(Online)

Também poderá ser ministrado por correspondência, por meio do envio de material e provas (nas datas específicas), gravação das aulas e acompanhamento online.

MINISTRANTE

Mesquita, Antônio ministro do Evangelho (CGADB 18.794); cursou Teologia no Ibad; jornalista; escritor, dentre suas obras: Pontos Difíceis de Entender; Tira-dúvidas da Língua Portuguesa e Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens (CPAD); e presidente da ADM/Catanduva. Também foi gerente de Jornalismo da CPAD e presidente do Conselho de Comunicação da CGADB.

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Com um país pobre em memória e monumento, a realçar a história – e Catanduva não foge à regra -, a revitalização da Praça 9 de Julho, fez jus ao nome.

Extraindo a falha memorável – ausência de bandeiras no Pavilhão (24/12), justamente a parte indispensável e motivo principal da homenagem, ficou excelente.

Ressaltamos a construção politicamente correta, com acesso a pessoas com necessidade especial, e a inovação de incluir elevador para conduzir ao elevado altar.

A lâmina d’água, que corre sobre uma parede de mármore também atrai.

A estátua do soldado constitucionalista manteve sua pompa e ainda o desenho em traços e relevo no cimento, a retratar a história dão tons de monumento.

Portanto fica a arquitetura, ao menos, numa época em que ideologias políticas pobres, em todos os escalões políticos (e também por causa da degradação de representatividade e ausência de nobreza destes), tentam apagar memórias.

A Revolução Constitucionslista de 1932, deu-se em São Paulo que, apoiado por outros Estados, que depois voltaram atrás, lutou contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Como toda ditadura, Vargas atropelava o Estado de Direito e a Constituição, ocasionando a revolta.

Mesmo em desvantagem, São Paulo foi à luta, mas perdeu e, em seguida, abandonou a ideia separatista.

Os jovens estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo foram mortos e deram nome ao movimento cívico no Estado de São Paulo MMDC, iniciais de seus nomes, em homenagem à bravura dos mesmos.

Desde a Criação, a história da humanidade passou a ser vista e estudada a partir de divisões de períodos, separados por fatos determinantes. Da Antiguidade ou Idade Antiga, de 4000 a 476dC, passamos pela Idade Média, de 476 até 1456; Idade Moderna, de 1453 até 1789; e chegamos à Contemporânea, a partir de 1789.

Até a Idade Média o ser humano foi adequando-se e explorando as formas de vida, que pudessem fornecer-lhe melhores condições de sobrevivência. Houve crescimento e descobertas interessantes, a oferecer avanços significativos, em especial na agricultura. Antes, o homem jogava a semente ao solo e esperava pela germinação, crescimento e colheita, sem nenhum tipo de tecnologia, por mais rude que fosse ou preparação do solo, como na Parábola do Semeador, dita pelo SENHOR: ‘O semeador saiu a semear’.

Na Idade Média houve uma interrupção de crescimento, pois o mundo sofreu a influência do obscurantismo, em que o homem fora privado de exercer suas capacidades intelectuais. A Igreja Católica Romana adotou crenças e superstições da mitologia greco-romana e, desde então, passou a manipular em conluio com reis e nobres. O resto era tratado como resto mesmo, isto é, o proletariado.

Como sempre, a divisão da estrutura católica romana se dá entre os que são realmente membros da igreja (catolicismo) – o clero – e os fiéis. Daí o porquê das classes distintas, que motivara, de certo modo, a Teologia da Libertação (da pobreza), lançada pelo catolicismo latino, e de sua colonização.

Idade Moderna

O período seguinte foi o da Idade Moderna, no início do século 18. A partir de então, todas as formas de influência de origem cristã passaram a ser pressionadas pela frieza espiritual e ceticismo, pois a mesma época sofreu a influência do Iluminismo.

Tido como Filosofia das Luzes, o Iluminismo iniciou com o movimento de cunho filosófico do século 18, caracterizado pela confiança no progresso e na razão, pelo desafio à tradição e à autoridade, pelo incentivo à liberdade de pensamento e consequente desafio ao Absolutismo.

Até então o Absolutismo dormia em berços esplêndidos palacianos, pois seus domínios refletiam o conluio com a religião. Mas, os desmandos e imoralidade passaram a traí-los e o povo pôde ser facilmente convencido, a partir do aumento considerável de ganho de conhecimento, desde a Reforma Protestante, a ponto de perceber que não havia o pretenso equilíbrio entre o profano e o sagrado, bases dos conluios.

Pelo Iluminismo o homem passou a usufruir da liberdade de expressão através das artes, influência da Grécia antiga, que ofereceu também a filosofia. Desde então, determinados valores, ícones até então incontestáveis, passaram a ser questionados.

Libertados pelo conhecimento, uma vez que a falta dele leva à escravidão (cf Oséias 6.4 e Cl 2.2-4), a partir do calabouço cristocêntrico da Reforma (Ef 2.8-9), o homem não atentou ao equilíbrio. Partiu para descobertas, embriagado pelo volume de conhecimento, até descobrir o amargo do doce de Daniel 12.4: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”.

Conhecimento profetizado por Daniel e que deveria jorrar no tempo do Fim, atualíssimo, não diz respeito à sabedoria humana propriamente, mas ao avanço tecnológico, como mostra Naum: “Os carros correrão furiosamente nas ruas, colidirão um contra o outro nos largos caminhos; o seu aspecto será como o de tochas, correrão como relâmpagos” (2.4).

 Avanços excepcionais

 Desde o seu início, até a Idade Contemporânea, o mundo conheceu 15 inventos, especificamente até 1714. Menos de 200 anos depois, o número saltou para 21. “A partir do século 18 (…), a quantidade de inventos cresce brutalmente” (Folha de SP, 11julh84).

Os terremotos, para dar ênfase à profecia (Lc 21.11), também acompanharam, com brutal crescimento: Século 7, ocorreram 17; século 14- 137; século 18- 640; século 19, foram registrados 2.139 e, no século 20, em somente 76 anos, ocorreram 5.200. Atualmente, perde-se as contas!

No caso dos inventos, há décadas, o então chamado ‘papa da comunicação’, Howard Rheingold, autor da Realidade Virtual, previra: “Tudo vai acontecer muito rapidamente…”.

STEPHEN

Neste mês (dez-14), noticiou-se a previsão do físico inglês, da Universidade de Cambridge, Stephen Hawking (foto). Segundo ele, “os robôs vão levar a espécie humana ao fim”, pois “a inteligência artificial vai superar os homens em menos de 100 anos”.

Existe profecia sobre isto? Daniel, complementado pelas profecias de João, em Apocalipse, também fala sobre o sistema cibernético a dominar os homens:

- “E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro”, Dn 2.41-43.

Apocalipse atualiza esse ser cibernético, apresentando-o como parte de um sistema de domínio de mercado (político, social, econômico e financeiro e globalizado):

- “E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”, Ap 13.15-18.

As teologias

Com Scheillamacher, Kierkgaard e Emanuel Kant, que exploraram a razão e o existencialismo, teoria que prega que a existência é antes da essência, nasceu a Teologia Liberal. Essa teoria exaltou a potencialidade humana, e mostrou que o homem é o produto da soma de seus atos.

Essa mesma visão conduziu o homem à Revolução Industrial. Até lá, sabia-se como e com que o homem nasceria e morreria. Não havia muitas opções, atrações e coisas novas. As vestes, por exemplo, eram raras, não fabricadas em série, como na Revolução Industrial. O mesmo ocorria com as cores. Eram básicas, com poucas opções, portanto, modestas. Logo depois, a cor vermelha, por exemplo, era considerada extravagante, provocativa e sensual.

Por ela a Modernidade apresentou transformações jamais pensadas. Mas, aquilo que já estava no homem deu vida à morte. Ela já brotava nas pragas, proliferadas pelo avanço populacional e ausência de meios de higiene. Não havia medidas preventivas, com profilaxias e formas de assepsia, como nas precauções tomadas por meio das orientações de Moisés no deserto. Somente depois ocorreram com o advento da infraestrutura e saneamento básico.

No calor das discórdias, a provocar guerras, como a primeira mundial, ‘o tiro saiu pela culatra’. As descobertas para fins belicosos acabaram provocando avanços científicos como a descoberta da penicilina, dentre outras.

Administração e geopolíticas

As áreas geopolíticas passaram a ser definidas, mostradas milhares de anos antes, na estrutura fantástica dita por Noé (Gn 9), a delimitar as origens desde então. Os núcleos humanos, com DNA e respectivas características bem definidos, também indicou a origem entre a Caldéia e África. Os continentes são povoados e a população mundial cresce sem parar…

Nos anos sessentas, o homem experimentou outra movimentação com novos questionamentos, ressaltados na Revolução Cultural. Intensificou-se o repulsa a valores, determinantes para mudanças pretendidas, conforme a mostra de fotografias, sob uso das artes. Surgem os Beatlhes, os Hippyes do Woodstock e as drogas… o rock e todo tipo de transgressão são realçados.

Pouco antes, na década de 40, os Estados Unidos mostram ao mundo o primeiro ato do movimento feminista, em um desfile de mulheres de topless.

Não paramos por aí. Nos anos oitentas se instala a Pós-modernidade. Segundo o teólogo Earl Creps “O pós-modernismo é uma reação contra os valores do mundo moderno, conforme foi formado pelo Renascimento, Reforma e Século das Luzes (Iluminismo).

A moderna visão de mundo é caracterizada (no ocidente) por várias características fundamentais:

  1. a) centralização no indivíduo;
  2. b) confiabilidade na percepção humana;
  3. c) primazia da razão;
  4. d) objetividade da verdade;
  5. e) inviabilidade do progresso;
  6. f) certeza de absolutos;
  7. g) incerteza do sobrenatural
  8. h) uniformidade da visão de mundo”.

Pós-modernidade

A Pós-modernidade, aliada à Globalização, fez com que as circunstâncias imprescindíveis para a manutenção de nobrezas, maquiadas por segredos ou ignorância desaparecessem e desnudou um amontoado de mascarados. Mas a falta de dosagem matou o doente.

Vejamos: O sexo nunca esteve tão banalizado como nos dias de hoje. Essa vulgarização, o tornou ordinário e levou o homem a buscar opções, o que a Bíblia chama de outro sexo, como na busca dos gigantes pelas filhas dos homens, de Gênesis 6. Os chamados nephilins, que Moffat e alguns teólogos judeus, traduzem como anjos, objeto de discussão até hoje, desembocam no versículo 5, a retratar a época, à semelhança atual:

- “… a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente”.

Os bons costumes, o respeito e a decência caem por terra. “A esculhambação nunca foi tão grande”, diz a manchete do caderno Ilustrada, Folha de São Paulo de 31/7/91, com o subtítulo: “A partir dos anos 70, a breguice deixou de ser ingênua e instaurou-se uma cultura do mau gosto, da cafajestice”, disse a falecida e depravada atriz Dercy Gonçalves.

A Folha continua afirmando: “mas é certo que, a partir dos anos 70, instaurou-se – ao lado da moralidade e do escândalo social crônicos da nossa sociedade –, uma cultura do mau gosto, da violência estética, de selvageria texana. A breguice deixou de ser ingênua e marginal”.

E ainda, “…Num exibicionismo de novo estilo… a imoralidade agravou-se, e espalha-se por todo lugar. Vive-se numa situação em que o malfeito, o precário, o propositadamente ruim e grosseiro e o lixo são canais legítimos da expressão… Esta sociedade em que vivemos parece impelir tudo à brutalidade e à esculhambação”.

Em Berlim, o prefeito Benno Hesse, do grupo Democracia Agora, está propondo a criação de um bordel comunitário na sua área (região administrativa do centro de Berlim), utilizando as casas vazias onde os filhos das prostitutas também poderiam morar. Ele tenta justificar-se: “Minha proposta tem sentido humanitário”. A matéria está na Folha de São Paulo de 17/5/91, com uma retranca que diz que na Babilônia a prostituição, era um rito sagrado.

Colocamos a matança à frente de nossas crianças

A Unicef diz que no Brasil existem cerca de 500 mil meninas entre 10 e 12 anos que são prostitutas. Cerca de um milhão de adolescentes dão à luz anualmente no Brasil. Segundo o IBGE hoje o país tem em torno de 16 milhões de meninas adolescentes, com idade entre 10 e 20 anos. O índice de mães menores de 15 anos, que era de 0,24% em 1986, dobrou nos últimos anos e 20% das crianças nascidas vivas são filhas de mães adolescentes – dados desatualizados: Folha, 8/3/91.

A verdade é que os adolescentes estão perdidos, envolvidos em caminhos que os convidam à promiscuidade e nem sempre mostram o retorno dessa longa viagem que, não poucas vezes, levam à morte.

Enquanto escrevo o texto (11dez14), ouço a chamada na televisão, da banalização da vida: ‘Homem de 26 anos, confessa ter matado mais de 40 na baixada fluminense’.

“Nos últimos 25 anos a taxa de suicídio cresceu 300% nos EUA e em outros países industrializados” – disse ao jornal a Folha de SP (22/4/91), o psicólogo Alan Ward, do Institute for Juveline Reseasch (Instituto de Pesquisas do Jovem), da Universidade de Illinois, Chicago (EUA). Somente no ano de 90, nos EUA, houve cinco mil suicídios de adolescentes e 500 mil tentativas.

Para Alan Ward, o problema aumentou porque o mundo hoje está mais difícil para os adolescentes. Segundo ele até progressos sociais, como a libertinagem feminina, aumentam a confusão na cabeça dos adolescentes.

Já em 1991, a então deputada pelo Rio, a petista Benedita da Silva, pediu o fim do adultério como crime. Ela e mais quatro deputadas do PT, solicitarm a mudança do artigo 312 do Código Civil, deixando de prever a “fidelidade recíproca” como um dever dos cônjuges passando a exigir o “respeito e a consideração recíproca”. O deputado Roberto Magalhães (PFL-PE), disse que ser for aprovada a emenda proposta pelas deputadas, “é melhor acabar com o casamento” (10/91).

As previsões de Jesus Cristo sobre o Fim assemelham-se ao retrato imediatamente anterior ao Dilúvio: “… comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento” (Mt 24.38), cuja tradução é ‘faziam festas, com características promiscuas e casavam e descasavam e casavam-se novamente’, retrato atual.

Não é só isso! Não temos mais referenciais em todos os segmentos da sociedade humana. Não temos mais o registro de profissionais exemplares, líderes a serem seguidos, políticos honrados, respeito e perícia no trânsito, incluindo o Estado, e total ausência de fiscalização e punição.

Surgem doenças especialmente criadas, para preencher espaços construídos por uma sociedade que animaliza o homem e humaniza o animal.

As crianças passam por ansiolíticos, confortáveis métodos para sustentar a psicanálise e justificar a criação de doenças de nomes sofisticados: Déficit de Atenção e Déficit de Aprendizado…, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), para nomear manias, medos, ansiedade , atitudes místicas, com siglas e tudo mais… A alma do homem está enferma a contaminar o espírito, pois o corpo não passa de um embrulho!

Com o advento do sistema socialista no mundo, as regras básicas para o bom relacionamento humano, são, a cada dia, descaracterizadas. No Brasil instaurou-se a anarquia (do grego anarkhos, sem poder, governo), usada para denominar ideologias, em oposição a valores sociais, político, militar e religioso e seus decorrentes como o Estado, leis, propriedade e a própria ordem.

O ser (honesto, de nobreza e caráter) deu lugar ao ter (dinheiro, triunfo, riquezas, não importa como). Vivemos outra semelhança à época do Dilúvio, quando o SENHOR acabou com tudo, pois “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência”, Gn 6.11.

Em meios ditos cristãos, existem novas tendências, modismos e tentativas de atenuar a ortodoxia cristocêntrica. Busca-se a adequação de formas ‘aceitáveis’ e mais próximas das práticas mundanas, na tentativa de confundir amor com tolerância.

Se a Luz for vencida, o caos se instala e só restará o Fim de todas as coisas!

A que horas estamos? Responda você mesmo e aproveite para acenda uma luz nessa escuridão ou, a demorar muito, vou perguntar: Onde estamos!

Maranata!

Para ajudar candidatos ao Enen, apresentamos um resumo da (nossa) Oficina Cultural: O Texto e o Contexto, por meio da seleção de dicas interessantes para a construção do texto.

A introdução não deve ser maior que o conteúdo e assim por diante. O candidato precisa pensar que no corpo de seu texto não pode apresentar um cabeção, o corpo pequeno e pernas enormes…

É uma ordem harmoniosa em que as funções de cada componente não podem ser atropeladas. Um braço não pode ser maior que o outro. A cabeça não pode ser muito grande. Se isso ocorrer o texto vai ficar parecido a um monstro.

Seria o mesmo que apresentar a um amigo a sua casa: Primeiro mostra-se a entrada, com sua área de acesso, depois as áreas internas e suas divisões e, por fim, arrematando com o quintal. Mas pense em apresentá-la a ponto de causar uma boa impressão, antes mesmo de mostrar suas divisões.

Corpo do texto

A – Tema

B – Introdução (abertura), com o gancho: gancho, convocação, chamada…

C – Argumentação/pró ou contra

C – Conclusão (finalização ou desfecho)

Para desenvolver a argumentação é necessário contar com uma boa fonte de pesquisa. Aí entram o conhecimento e a cultura pessoal.

Outro fator importante é o senso crítico. Leia e releia o texto, em voz audível, para avaliação crítica e sentir como soa aos ouvidos. Sinta as falhas, construções ruins, palavras repetidas no mesmo parágrafo, períodos muito longos, pleonasmos e cacófatos, nem sempre percebidos quando se escreve.

Exposição lógica

Ao comunicar um pensamento deve-se ter em mente a “comercialização” ou “venda” de um produto – a ideia. Por isso, o pacote precisa ser bem preparado.

Primeiro, as informações devem ser reunidas. Faça um rascunho e também selecione, fora do texto, palavras interessantes, informações determinantes, números e percentuais…

Segundo: Dê ordenação ao conteúdo – sequência crescente e lógica, com ligação entre si, de forma a remeter para a clara interpretação do conteúdo. O pensamento deve ser ordenado de modo a construir começo, meio e fim, nesta ordem.

Terceiro, monte o roteiro. Faz-se a leitura (avaliação crítica) de tudo.

Abordagem

  • Deve atender ao tema proposto;
  • Contar com a seleção e organização da informação;

Ter relevância informativa.

Ainda:

Sequência, dentro do argumento em foco;

Consistência e relevância do argumento;

Pontuação adequada.

Composto de

1) Adequação;

2) Apresentação do ponto de vista;

3) Integração das partes.

Pontos para o bom texto

– Primeiro rascunhe, depois escreva, em seguida, reescreva e, caso necessário, reescreva novamente.

– Seja objetivo e simples

– Use palavras e períodos curtos

– Fuja das inovações, mas não abandone a criatividade

– Corte os pleonasmos/redundâncias

– Corte cacófatos/som desagradável

– Evite linguagem coloquial

– Evite adjetivos e advérbios

– Não use gírias

– Não comece com gerúndio ou aspas

Forma nominal do verbo

Evite a forma nominal do verbo marcado pela desinência (ndo) – formando – que exprime a ação contínua da palavra.

Não: 60 anos comunicando o amor

Sim: 60 anos a comunicar o amor

Emprego de verbos

Será que os verbos do texto transmitirão o que realmente você pretende transmitir?

Substitua verbos por aqueles com funções semelhantes, porém, mais adequados:

  • Você achou (encontrou) o produto?,
  • Tinha (havia) um homem…

Períodos curtos

Períodos curtos são os melhores. Palavras curtas idem. Não há pecado nenhum no uso da palavra a-p-r-o-x-i-m-a-d-a-m-e-n-t-e (ufa!), mas se puder use em torno de ou cerca de.

Falhas

Ao meu ver - É errado. O correto é a meu ver.

Cacófatos

  • ela tinha (é latinha)
  • está tudo bom (tatu do bom)
  • dia bom (diabão)
  • marca dela (mar cadela)
  • pelo menos (é depilação). Prefira ao menos
  • pelos seus caminhos (pêlos seus)
  • vez passada (vespa asada)
  • você já foi na morada dele (namorada)

Pleonasmo – É o exagero de linguagem para expressar ideia, fato ou pensamento.

– breve alocução/monopólio exclusivo/principal protagonista/sai para fora.

Canja de galinha é o mesmo que dizer hemo(sangue)rragia de sangue. Se é canja, só pode ser de galinha!

Politicamente correto

Deficiente físico – Portador de Necessidades Especiais

De Cadeira-de-rodas – Cadeirante

Negro – Afro-descendente

Mudo – Deficiente Auditivo

Viciado em drogas – Dependente químico

Velhos – Terceira Idade (Idade Áurea)

Caso imprima ou publique todo ou parte do texto, não deixe de citar a fonte.

Os atuais 70 deputados federais cristãos ganharam o aumento de 17% do total dos 513 federais, que representam todos os Estados brasileiros. Com isso, a Frente Parlamentar Evangélica passa de 70 para 88. A FPE pretendia chegar a 30% de aumento.

Dos três maiores colégios eleitorais, São Paulo, o primeiro, elegeu 17; Rio, o terceiro, 14, seguidos do Paraná, com oito. São Paulo teve o primeiro e o terceiro mais votado, Celso Russomano, com mais de 1,5 milhão e pastor Marco Feliciano, com 398 mil votos.

Os destaques de outras candidaturas de cristãos (evangélicos) ficam por conta de Marina da Silva, membro e muito ativa na AD L-Sul, do Distrito Federal e do presbiteriano e ex-governador do Rio, Antony Garotinho, que perdeu a disputa para o Governo do Estado do Rio. Disputa o segundo turno, o senador Marcelo Crivella, membro da Universal e apoiador da reeleição do Governo federal petista.

Talvez Marina tenha pecado por sua insistência na aproximação de Lula, seu partido e buscas, juntando-se suas indefinições e demora de reação.

Conforme o quadro para 2015, os partidos com maior representatividade são de tendência de esquerda, como o PT-70; PMDB-66 (embora não seja, mas acompanha orientações do Governo petista); PSDB-54; PSD-37; seguidos do PP-36 e PR-34.

Os eleitos de cada Estado

Segue as listas dos cinco primeiros eleitos dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais.

SÃO PAULO

Celso Russomano (PRB), apresentador de programa de tevê, Universal, o primeiro, com 1.524.561 votos.

Marco Feliciano (PSC), 398.087 votos, Catedral do Avivamento

Jorge Tadeu Mudalém (DEM), 178.771, eng. Civil, Internacional da Graça

Bruna Furlan (PSDB), 178.608, bel. em Direito, Congregação Cristã no Brasil

Jeferson Campos (PSD), 160.790, Quadrangular

Lista dos demais cristãos eleitos, fora de ordem de número de votos

- Paulo Freire (PR)

É pastor da AD em Campinas, ligada ao Belenzinho (Grande São Paulo), que tem como pastor José Wellington Bezerra da Costa, seu pai. É também presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Paulo Freire é ainda presidente do Conselho de Doutrina da CGABD, do de Política e ainda mantém liderança reconhecida entre seus pares-parlamentares e permanece até o próximo ano presidente da Frente Parlamentar Evangélica. Teve expressiva votação, com mais de 100 mil votos.

- Gilberto Nascimento (PSC) é advogado, delegado de Polícia e membro da Assembleia de Deus ligada ao Ministério Nacional (Madureira) e de bom acesso em todas elas, portanto, conhecido em todo o Estado de São Paulo.

- Edinho Araujo (PMDB), presbiteriano e natural de Santa Fé do Sul, foi deputado estadual por várias vezes por São José do Rio Preto, onde também foi prefeito. É presbiteriano.

José Olimpio (PP), empresário em membro da Igreja Mundial. Foi um dos seis mais votados, com 154,5 mil votos.

Eduardo Bolsonaro (PSC), escrivão da Polícia Federal, Batista

Antônio Bulhões (PRB), Universal

Marcelo Squasoni (PRB)

Roberto Alves (PRB), Universal

Roberto de Lucena (PV), O Brasil para Cristo

Vinicius Carvalho (PRB), advogado, Universal

Sérgio Reis (PRB), cantor sertanejo, Universal

Luis Lauro Filho, Igreja Nazareno de Campinas

RIO DE JANEIRO

Clarissa Garotinho (PR), 335.081 mil, jornalista, Metodista

Eduardo Cunha (PMDB), 232.708, empresário, Sara Nossa Terra

Sóstenes Cavalcante (PSD), 104.897, Assembleia Vitória em Cristo

Washington Reis (PMDB), 103.190, Nova Vida

Rosangela Gomes (PRB), 102.896, bel em Direito, Universal

Clarissa mostrou-se atuante como vereadora no Rio. É filha do ex-governador Garotinho, que se destacou por sua definição como cristão (evangélico).

Sóstenes Cavalcante foi missionário na Argentina com seu pai, enviados pela Assembleia de Deus carioca. De volta, destacou-se a partir de seu engajamento na campanha pela eleição do pastor Samuel Câmara à presidência da CGADB. Depois passou a assessorar pastor Silas Malafaia, de quem recebeu apoio.

Washington Reis foi membro da AD em Xerém (Pr. Lourival Machado), município do qual foi também prefeito, mas transferiu-se para a Igreja Nova Vida.

Arolde de Oliveira (PSD), membro da Igreja Batista e dono de uma das emissoras de rádio mais influentes no Rio, em especial entre cristãos, a 93FM e da gravadora MK. É pai da cantora Marina de Oliveira e sempre foi ligado ao Governo do Estado, atuando como secretário.

- Áureo (SD), empresário, Metodista

- Benedita da Silva (PT), presbiteriana e militante histórica do PT, foi senadora e governadora do Rio.

- Ezequiel Teixeira (SD), ex-assembleiano implantou a igreja-comunidade Projeto Vida Nova de Irajá, cognominada de ‘a Igreja com Cara de Leão’, bastante difundida no Grande Rio.

- Francisco Floriano (PR)

- Marcos Soares (PR)

- Roberto Sales (PRB), administrador, Universal

- Cabo Cacioli (PSOL), Bombeiro Militar, Batista

- Altineu Cartes (PR), produtor agropecuarista, Assembleia de Deus

PARANÁ

Christiane Yared (PTN), 200.344, Catedral do Reino de Deus

Idekazu Takayama (PSC), 192.952, Assembleia de Deus

Delegado Francischini (SD), 169.569, delegado de Polícia Federal, Assembleia de Deus

Marcelo Belinati (PP), 132.817, médico, Assembleia de Deus

Sandro Alex (PPS), 116.909, empresário e advogado, Batista

Idekazu Takayama (PSC), 192.952, Assembleia de Deus, é ex-seminarista do Instituto Bíblico das Assembleia de Deus (Ibad)-Pindamonhangaba-SP, enviado pela AD em Curitiba (saudoso pastor José Pimentel), destacou-se como pregador em todo o Brasil. Depois de eleito deputado estadual, deixou o calor de suas prédicas para dedicar-se mais à vida parlamentar.

Toninho Wandscheer (PT), empresário imobiliário, Assembleia de Deus

MINAIS GERAIS

Weliton Prado (PT), 196.098, bel em Filosofia, Assembleia de Deus

George Hilton (PRB), 146.732, radialista, Universal

Stefano Aguiar (PSB), 144.163, administrador de Empresas, Qaudrangular

Leonardo Quintão (PMDB), 118.170, empresário, Presbiteriana

Lincoln Portela (PR), 98.834, radialista, Batista Nacional

ACRE

Alan Rick (PRB), jornalista, Assembleia de Deus

ALAGOAS

João Caldas (SD), empresário, Igreja da Graça

AMAPÁ

André Abdon (PRB), Assembleia de Deus

AMAZONAS

Silas Câmara (PSD), da Assembleia de Deus em Manaus e irmão do pastor Samuel Câmara, líder reconhecido no Brasil. Destacou-e com 166.281 votos e foi o segundo mais votado.

Hissa Abraão (PPS), empresária, Aliança Evangelizadora

André Abdom (PRB), empresário, Assembleia de Deus

BAHIA

Erivelton Santana (PSC), Assembleia de Deus

Irmão Lázaro (PSC), músico, Batista

Márcio Marinho (PRB), Universal

Sérgio Brito (PSB), empresário e servidor Público Federal, Batista

Tia Eron (PRB), Universal

CEARÁ

Ronaldo Martins (PRB), radialista e acadêmico em Direito, Universal

ESPÍRITO SANTO

Manato (SD), médico, Cristã Maranata

Sérgio Vidigal (PDT), médico, Batista

Max Filho (PSDB), servidor Público Federal, Presbiteriana da Glória

GOIÁS

Fábio Souza (PSDB), Fonte da Vida

João Campos (PSDB), delegado de Polícia, Assembleia de Deus

MARANHÃO

Cleber Verde (PSDB), professor-servidor Público Federal, Congregação Cristã No Brasil

Eliziane Gama (PPS), jornalista, Assembleia de Deus

MATO GROSSO

Victório Galli Filho (PSC), professor de Ensino Superior, Assembleia de Deus

Fábio Garcia (PSB), empresário, Sara Nossa Terra

MATO GROSSO DO SUL

Embora não tenha elegido nenhum cristão evangélico, conforme informações que temos, registramos a participação na disputa eleitoral do vereador Elizeu Dionizio que, pela primeira vez disputou eleição fora do município, após ser eleito vereador, com destaque, já em sua primeira disputa.

Com atuação eficaz e reconhecida na Câmara de Vereadores de Campo Grande, o jovem Elizeu promete obter carreira política brilhante, pois chegou a quase 40 mil votos. Elizeu é filho do pastor Antonio Dionizio, homem empreendedor, dinâmico e de evidente liderança nacional entre as Assembleias de Deus no Brasil, além de diretor da CGADB e presidente da ADM no Estado do Mato Grosso do Sul.

Já o médico Antônio Cruz, proprietário de um hospital em Campo Grande, chegou à suplência, com 34 mil votos.

PERNAMBUCO

Francisco Eurico (PSD). Reeleito o expressivo segundo lugar do Estado, com 233.797, pastor Eurico recebeu este nome como justa homenagem a um reconhecido missionário sueco, muito respeitado no Brasil, saúdo pastor Eurico Bergsten e que teve efetiva participação nos fundamentos doutrinários da AD pernambucana.

Eurico foi o segundo mais votado e tem representatividade reconhecida, conforme sua expressiva votação. Pastor Eurico, embora perseguido, a partir de uma suposta agressão verbal a apresentadora Xuxa (e que recebe críticas de sua postura, com relação a sua exposição. Ele é membro da AD em Recife e tem o apoio do pastor Ailton Alves.

- Anderson Ferreira (PR)

DISTRITO FEDERAL

Ronaldo Fonseca (PROS) Foi pastor da AD em Jaboticabal (SP) e é pastor da Assembleia de Deus em Taguatinga (DF) e membro da Comissão Política da CGADB.

PARÁ

Julia Marinho (PSC)

Josué Bengston (PTB), Quadrangular

PIAUÍ

Rejane Dias (PT)

RIO GRANDE DO SUL

Carlos Gomes (PRB)

Onyx Lorensoni (DEM), Luterana

Ronaldo Nogueira (PTB), Assembleia de Deus

RIO GRANDE DO NORTE

Antônio Jácome (PMDB) é médico, foi vice-governador do Estado e é  membro da Assembleia de Deus em Natal.

RONDÔNIA

Marcos Rogério (PDT), Assembleia de Deus

Nilton Capixaba (PTB), Assembleia de Deus

RORAIMA

Carlos Andrade (PHS)

Johnathan de Jesus (PRB), Universal

SANTA CATARINA

Geovana de Sá (PSDB)

SERGIPE

Laércio Oliveira (SD)

Pastor Jony (PRB)

TOCANTINS

César Halum (PRB).

Leitura: Busca por mudança 

Com a evolução da presença de evangélicos, em oposição ao aumento substancial da abstenção do eleitor, e ainda considerando o distanciamento de membros do partido governista entre os cristãos (evangélicos), tem-se a seguinte leitura: engrossamento da lista dos que querem mudança.

Tudo isso diz respeito à atuação necessária para conter sistemas políticos liberais e progressistas, com notória tendência anarquista, sem nem mesmo escamotear a agressiva tentativa de desconstrução de bases sociais, como a família e de preceitos morais.

As propostas dessas filosofias humanistas – o homem em primeiro lugar – são buscadas como verdadeira obsessão e os cristãos não podem atuar de forma omissa ou passiva, sob o risco do pecado de comissão e omissão. Todos devem atuar com altruísmo, para irradiar luz aos homens.

Some-se a essa arquitetura de mente milenar e não menos tinhosa, a queda de toda e qualquer postura ética, em especial de tudo que procede do dualismo bem e mal, certo e errado (e de todo dualismo), com a clara busca pela destruição de limites elementares para a convivência boa, saudável e respeitosa entre os homens.

Correção e informação

Obs: Caso você tenha informações de outros evangélicos que não constam na lista acima, ou notar alguma informação desencontrada envie-nos, por favor, por meio do email: mesquita.jornalismo@gmail.com

 O mesmo vale para governador-cristão eleito.

No mundo das propostas políticas, construir curral ou benefícios direcionados a grupos específicos em detrimento a outros, embora seja prática comum, não é menos condenável. Política (de polis, cidade), é a arte de cuidar dos interesses públicos com vistas ao bem-estar do povo como um todo, com abnegação.

Em cada propositura deve haver um viés de benefício a englobar o todo. Fora disso, cria-se ‘feudos’ e intrigas em oposição ao objetivo principal e sistema próprio de ditadores, além de hermético.

Também a inserção de efemérides e coisas semelhantes, com propositura nas casas de leis indicam o quanto estamos mal representados, com ausência de criatividade, nobreza e a enaltecer a pobreza de espírito, sem a distinção que o cargo público reclama.

Combate a propostas degradantes

Por outro lado, o cristão em todas as suas atividades, incluindo a política deve ter sua vida pautada pela ética. Esta tem como busca a provocação do convívio ideal, por meio da construção de ambiente propício para tal.

Então, não deve também pecar por comissão ou omissão, como pressupõe a carta de Tiago, verdadeiro tratado de postura, a ponto de influenciar a sociedade, por meio de conduta exemplar: “Ele nos gerou pela Palavra da Verdade, para que fossemos como primícias das suas criaturas” (1.18).

Esta mesma postura foi reivindicada pelo pastor norte-americano Luther King, quando fala, em outras palavras, da indiferença dos que conseguem perceber a ação dos maus, mas se mantem em silêncio e nada fazem: o pecado da omissão.

Buscar o progresso nada tem que ver com a ação de progressistas, com filosofias que abominam a distinção entre o bem e o mal, o certo e o errado, à moda anarquista, com vistas a atender os intentos de um grupo, adeptos da abjeção humana.

Usam ferramentas com o notável objetivo de, como na imposição de cartilhas, antecipar a promiscuidade e promover o hedonismo. Neste caso, o silêncio é sinônimo de omissão.

Todo representante do povo, em especial o político, deve postar-se como jardineiro a preservar o jardim das pragas, como preconizou o saudoso educador Rubem Alves.

As questões dos desejos de grupos, como no caso do avanço do homossexualismo, não devem ser objeto de imposição e a não aceitação, como em qualquer outra postura humana, constitui-se direito pétreo, como determina todo sistema democrático.

E neste e em outros casos, deve-se atentar para a discussão de ideias, filosofias e não de pessoas, sem que haja ativismo, inclusive religioso, algo condenável.

Todos devem entender os princípios da natureza, do caráter, da ética e da conduta humana, inclusive nas questões de gênero (Gn 1.27; 2.24; 5.1-2; Rm 1.18-32 e Jo 8.32,44), mas não ignorar a liberdade de cada um e a preservar o livre arbítrio preestabelecido pelo próprio Criador.

Não é possível construir no mundo um Céu, pois assim teríamos um Céu-infernal!, mas podemos buscar o bem-estar da maioria, a partir de uma ética experimentada, aprovada e reconhecida, como no caso da recuperação de vidas que as igrejas promovem. Somente nisso, a participação é imensa e sem a intervenção política.

A cada viciado, promíscuo, alcoólatra, desregrado, desajustado, marginal etc, que a Igreja tira das ruas, a sociedade deixa de gastar bilhões em hospitais e demais órgãos públicos. Em centenas de lugares onde o Estado não chega, inclusive nos grandes centros, a Igreja preenche também essa ausência com suas atividades sociais.

Nossas bandeiras, muitas delas alinhadas pelos governos, como Fumar faz mal à saúde; Sexo promíscuo causa doenças e consequências drásticas; Assistência social, a partir da filantropia e não de esmolas – filosofia de cunho protestante, pois a esmola escraviza; Preservação do meio ambiente (Dt 22.6-7); Educação (busca pelo conhecimento), como alerta profeta Oséias: “Meu povo será transformado em escravo se faltar-lhe conhecimento” (adaptação minha), Salomão: “ensina a criança”, Moisés (Dt 6.7) e Colossences 2.2, constituem-se provas irrefutáveis de meios eficazes.

Os candidatos

Não se pode ignorar o crescimento cristão-evangélico. E dado a isto, também não se pode fazer vistas grossas às inúmeras tentativas dos últimos governos de impor cerceamento à liberdade, tão medieval quanto o collegia do Império Romano, regulamentação rígida das atividades de todo tipo de grupos e associações, em especial à noite.

Mas temos avanços sócio-econômicos advindos do fato do avanço cristão. A nação tem sido abençoada em resposta à oração do povo cristão, que não cessa de clamar aos Céus e de oferecer mudanças eficazes no que diz respeito à melhoria da conduta social de cada cidadão convertido ao cristianismo.

Também o cristão-evangélico deve e pode, como em qualquer outro segmento, participar da vida pública, com restrição somente a ministro, pastor. Só amenizo minhas restrições ao ministro que renuncia ao ministério recebido, caso seja dom divino (cf Hb 5.4).

Não há nada na Terra que possa oferecer peso de barganha ao ministério cristão, enquanto dom divino. Não existe nada mais nobre e digno que ser constituído (por Deus) embaixador dos Céus entre os homens. Nada se iguala a tal nobreza, pois somos chamados e atraídos pelo amor e não por valores.

Em alguns casos somos envergonhados pelo péssimo desempenho e falta de propostas concretas, tornando a participação pífia e totalmente inócua.

No caso de Marina, sua postura é correta em não demonstrar o desejo de privilegiar uma parte da sociedade tão somente, no caso de cristãos em detrimento a outros. Não se deve candidatar-se para representar um grupo, mas a sociedade. A diferença se dará pela influência positiva, como resultado da postura piedosa.

Ela se completará através do preparo e, por consequência, pela postura de estadista, na ética, nas propostas claras, reais, concretas e assimiláveis a todos os segmentos, no asco pela corrupção, na correção de rumos e coibição de todo aviltamento ao povo.

Ela já se mostra como verdadeira cidadã e com posturas testemunháveis por meio de sua participação e assiduidade na AD no Distrito Federal.

Os demais têm suas respectivas representatividades, ideologias, mas, como dissemos, precisamos de exemplos a nossas crianças e jovens. Eles necessitam enxergar bons referencias, em especial hoje, com a corrida exacerbada da degradação humana, em todos os segmentos sociais.

A presidente Dilma (presidenta não existe na língua portuguesa) acabou de declarar na ONU que o Ocidente age de forma islafóbica e demonstrou de forma indireta seu apoio ao terrorismo islã, justamente pessoas que matam sem sentimento e de forma selvagem, bárbara, em especial cristãos.

Os péssimos exemplos e a falta de meios punitivos estão sendo irradiados de cima para baixo, formando um círculo indestrutível de corrução humana. E quando a terra se corrompe a violência se instala (cf Gn 6). O verbo escamotear é tão decorrente que estamos prontos para o abissínio.

O homem em destaque deve ser possuído de caráter exemplar. Ele torna-se público (para todos) e, portanto, deve ser tomado como influenciador de forma positiva, obviamente. Ulysses Guimarães dizia que não é aconselhável a um homem público ser fotografado com um copo de bebida alcoólica. Ele não era cristão (evangélico), mas revestiu-se da importância que o cargo público conferia-lhe.

Exemplo a ser seguido é como a sociedade reage diante dos que estão em evidência e não considerar tal realidade é mostrar-se irresponsável.

Cada um, em caso de vitória, imporá filosofias que expressarão suas posturas tanto pessoal quanto política, pois, a mim, não há como uma pessoa manter duas representatividades: mostrar-se como cidadão e, em outro momento, como político! Como disse Molly Ivins, “Sua conduta é apenas uma expressão formal de como você trata as pessoas”.

Envolvimento de igrejas

As igrejas, enquanto Corpo de Cristo não devem misturar Bíblia e política, a ponto de envolverem-se em campanhas. Usar seus púlpitos ou franqueá-los para esse fim não é e nunca foi o objetivo da Igreja do SENHOR, senão o de anunciar o Reino de Deus ao mundo e não o Reino do Mundo aos de Deus.

Um dos discursos decorados é a citação tanto de José (do Egito) quanto de Daniel. Mas, não levam em conta que os dois não eram ministros, mas apenas jovens, com missão especial e com objetivos bem definidos e circunstanciais.

Eles não foram políticos como conhecemos hoje, nem antes e tampouco depois da situação em que se encontraram por providência divina. Eles deram direção a impérios, por força da representação divina direta, numa clara forma de exaltação, portanto, como exceções e não regra.

Como igreja devemos pregar o Evangelho de Cristo e, por ele, combater todos os tipos de pecados: promiscuidade, mentira, incluindo as meias-verdades e jeitinhos, desmandos, descasos, violência, corrupção etc, por meio do ensino da Palavra, mas de forma neutra.

Além de o SENHOR Jesus e suas críticas ao sistema da época, incluindo o religioso, protagonizadas pela célebre “dai a César o que é de César e a Deus o que é Dele”, temos João Batista, que não aceitou alinhar-se ao Governo de então e ainda o denominou víbora.

Obter maior conhecimento possível dos candidatos, como sua postura, vida e propostas, deve compor a pauta de discussão até a eleição, como qualquer cidadão deve fazer.

A inserção de assuntos seculares ou profanos, em oposição ao sagrado, deve ocorrer para orientação, quando necessário, considerando o foro íntimo, a partir da ideia espetada na frase de Albert Einstein: “O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer”, porém, sem conduzir consciências ou impor candidatos.

Como pastor, somos condutores, mas cada ovelha tem sua própria característica, a ser usada para o bem do Corpo, sem ser tolhida, com vistas ao brilho de egos.

Não obstante a identificação parabólica de ovelha x curral, nenhum cristão deve ser mantido em currais eleitorais. Caso seja, com certeza, a logística é da astúcia de alcateias e não de pastores.

Como produtos do meio – não somos constituídos nação de natureza cristã (protestante e ou evangélica), trabalhamos com ferramentas que devem ser lapidadas a cada dia.

Para se ter ideia da imposição de novas posturas, o país cultua um dia dedicado à mentira e o medo, a partir do trauma, plantado pelas cantigas culturais do boi-da-cara-preta, do bicho-papão…, prontos para abocanharem a indefesa criança, ainda por formar-se como cidadã! estão sempre em voga.

Deixar-se fluir, depois de escapar desses bloqueios não é tarefa fácil (bloquear, no hebraico, tem que ver com Satã, demônio). É desse eleitorado – a massa – que falamos.

Diferencial

Com certeza o voto evangélico terá peso preponderante nas eleições, tanto estadual quanto federal. Isso é importante para que o país tenha equilíbrio e seja o bem e o mal, o certo e errado, parte que deveria destacar-se na ética humana, pois o que temos hoje é uma avalanche de propostas para eliminar tais barreiras e aprovação de formas promíscuas de corar Sodoma e Gomorra.

Lamentamos a dificuldade que ainda se tem em termos de acesso às informações dos candidatos, quanto às suas posturas, pessoalidades e ideologias com rara exceção, daquilo que podem representar de bom ou ruim.

Tudo isso, em função das questões que remontam o sistema medieval e do coronelismo, vistas através da exploração da ignorância, que o sistema político e religioso, de mãos dadas, impôs ao país, para satisfazer suas tiranias e vantagens. Não é o que vemos ainda hoje?

Em sua orientação, para que não sejamos engodados, Jesus disse: Vigiai (esteja atento), primeiro e, depois, orai!

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Homem de conhecimento imensurável, mas igualmente simples e humilde; em Los Angeles, durante Centenário das Assembleias de Deus

Doutor Stanley Monroe Horton, 98, partiu para a Eternidade, sábado (12/7/14), em Maranatha Village, Springfield, Missouri (EUA).

Pastor de humildade e simplicidade notórias, embora de conhecimento teológico imensurável, escreveu inúmeros livros, alguns traduzidos e oferecidos pela CPAD.

Filho de Myrle Maio Fisher-Harry Samuel Horton, doutor Horton nasceu a 6 de maio de 1916, em Huntington Park, Califórnia. Seus avós maternos Elmer Kirk Fisher e Clara Daisy Sanford participaram do avivamento histórico da Rua Azusa em 1906.

Como uma criança da Rua Azusa, onde marcou presença em 2006, no Centenário Azuza (foto), conforme o superintendente-Geral das Assembleias de Deus nos EUA, pastor George O. Wood, serviu como “ponte que liga o renascimento Azusa até os dias atuais”.

Currículo

Doutor Horton recebeu formação educacional no Los Angeles City College (1935); Universidade da Califórnia-Berkeley (1937); Gordon College (agora Gordon-Conwell Theological Seminary) (1944.); Universidade de Harvard (1945); e Central Baptist Theological Seminary (1959).

Ele foi distinguido Professor Emérito da Bíblia e Teologia das Assembleis de Deus Theological Seminary, onde lecionou de 1978 a 1991. Antes disso, atuou como presidente do Departamento Bíblia no Colégio Central da Bíblia de 1948 a 1978 e como professor no Instituto Bíblico Metropolitano de 1945 a 1948.

Escreveu para as Assembleias de Deus nos Estados Unidos as lições bíblicas do currículo da Escola Dominical Professor Adulto, por mais de 25 anos.

Em 1980, serviu como presidente da Sociedade de Estudos Pentecostais. Após sua aposentadoria do ensino, em 1991, ocupou o cargo de editor-geral do Pentecostal Textbook Series/Logion Press, em Springfield até 2000.

Pastor Horton tem sido reconhecido como o primeiro-ministro Pentecostal teólogo. Um renomado estudioso e escritor, continuou a viajar pelo mundo por 25 países, como professor, até os seus 92 anos de idade.

Foi o autor de dezenas de livros, muitos dos quais foram traduzidos em vários idiomas, capítulos de livros e manuais publicados e mais de 250 artigos e resenhas de livros.

Também foi listado no Quem é Quem em Religião e Outstanding Educadores da América. Seus escritos têm aparecido em publicações tão diversas como no The Encyclopedia Americana e no Dicionário de pentecostais e movimentos carismáticos.

Atuou ainda como presidente da Comissão Editorial para A Bíblia Período Integral-Life e de sua revisão 2003, intitulada Vida na Bíblia de Estudo Espírito. Traduções estrangeiras geralmente referem-se a esta obra como A Bíblia Fogo.

Seu livro, O que a Bíblia diz sobre o Espírito Santo (Gospel Publishing House, 1976), tem sido o texto definitivo sobre o assunto em universidades e seminários ao redor do mundo.

Doutor Horton serviu de tradutor oficial de 1 e 2Coríntios de grego koiné ao vernáculo judaico messiânico moderno, para a Árvore da Vida da Bíblia, compromisso feito em cooperação com o Projeto Bíblia Messiânica.

Opinião

Doutor Robert Cooley, estudante de Horton no Instituto Central da Bíblia em 1949 e, posteriormente, seu colega na faculdade, comentou sobre Horton:

“Ele modelou estudos bíblicos que estavam praticamente aplicados. Então, se você ler o adulto trimestral por vinte e cinco anos, você pode ver que o material da aula surgiu de uma compreensão acadêmica da Escritura, mas foi muito prático. Foi a mesma coisa com seus artigos e outros livros, uma compreensão técnica do texto bíblico, mas de maneira notável de traduzir isso em um corpo de teologia aplicada. Este é o significado da sua vida, pois mantinha ótima maneira de fazer isso. Foi capaz de ir de uma teologia exegética para uma teologia aplicada”.

Fervor e compromisso

Sua vida de serviço tem sido caracterizada por uma combinação única de fervor pentecostal, compromisso com a erudição bíblica e caráter semelhante ao de Cristo.

Em 2010 foi homenageado como um “Legado Líder”, aquele que exibe “fidelidade bíblica veraz de mandato duradouro, por seu alto nível de confiança, mas sem nenhuma aparência de arrogância ou soberba; que aceita a responsabilidade de seu ministério e mostra o amor incondicional para aqueles que ele serve. Por ser persistente, tem uma visão que inclui sempre paixão evangelística e que toma decisões que irão beneficiar a igreja.

Contra a discriminação, em especial étnica, dizia que a “As Escrituras deixam claro que somos todos um em Cristo, e nós precisamos uns dos outros”.

Sempre compromissado com o sentimento de que seguir Cristo significa ser um “discípulo ao longo da vida”, Horton continuou a servir a Igreja já aos 90 anos de idade, nas Assembleias de Deus, por meio da Comissão Doutrinal, constituindo-se como conselheiro para os participantes de doutorado AGTS.
Fonte:http://agts.edu/news/news_archives/2014_7horton.html?set=a.876491429032319.1073741856.495698537111612&type=1

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