Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘homossexualismo’

Deparei-me com a propaganda de uma bíblia, que tenta justificar a sua versão à sombra da Graça. Para isto, apelam para a tal chamada minorias, mas fica claro tratar-se de um título voltado a homossexuais.

O mesmo título teria ocasionado atrito com a Sociedade Bíblia do Brasil (SBB), que teria cedido a versão Almeida, mas, depois não mais cedera. Não existe Bíblia a premiar grupos, pois o SENHOR não é seletivo, mas inclui todos os que se arrependem de seus pecados, conforme preconiza Sua própria Palavra, e o deixam: ‘Quem confessa e deixa alcança misericórdia’ (Pv 28.13).

Na verdade é uma bíblia sem a Graça (unção); sem a Graça (favor divino), pois é desfavorável; mas cheia de graça (de gracejo, no sentido de desrespeito, insolência, zombaria, ofensiva…) e, portanto, irreverente. Um dos textos que trata sobre a Graça está em João 1.14, a indicar a manifestação divina em Cristo: ‘… e vimos a sua Glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de Graça e de Verdade’ (o grifo – maiúsculas -, é meu). Glória, Graça e Verdade não existem separadamente.

Seria uma Bíblia própria no que diz respeito ao seu tema central, claramente exclusivista e, por força da adaptação (e do tema, que a impele), adulterada!

biblia GRAÇA

GRAÇA NÃO ACOMODA PETULÂNCIA!

Ao necessitar do favor divino, Sua Graça, o homem deve despir-se de seu orgulho, prepotência, petulância e pretensa destreza, para humildemente (de humus, terra), buscar que o SENHOR seja-lhe favorável.

Então, a Graça é construção de Cima para baixo. Não diz respeito, obviamente, à construção de um propiciatório (sê propício, favorável) exclusivo e pontual, por meio da desconstrução (destruir para reconstruir), de forma a tentar asfaltar um caminho para Deus vir ao homem!

Neste caso, a graça estaria no homem e não NELE. Por isto, digo, com base nessa inversão pensada, que essa graça, não passa de gracejo.

Imagine se cada anomalia, transtorno, variação, ideologia ou doutrinação humanos, minoria ou maioria, inventassem uma bíblia!? Isto fica claro nessa bíblia, que destrói o sentido original, para construir novas ideais e, então, ser favorável, por uma graça própria, o homossexualismo.

TENTATIVA POR MEIO DA DESCONTRUÇÃO

Levítico 18.22 que afirma

‘Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação’ (KJV), foi reescrito eliminando a condenação, e ficou assim:

‘Não te deitarás com a humanidade como se fosse mulher no templo de Maloque; isso é uma abominação’.

Esta mudança de texto e do sentido sabido e indicado no conjunto (texto e contexto) é ainda condenada pela própria Bíblia, de forma profética, pois havia na ciência divina, a previsão desse fato, conforme Apocalipse 22.18-19:

‘Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro’.

Humanidade não é o mesmo que homem, no sentido do gênero, isto é, macho. É o sentido abrangente, incluindo macho e fêmea, isto é o ser humano, o homem.

Por outro lado, os homossexuais tentam minimizar os textos que condenam o homossexualismo, pois afirmam que a condenação diz respeito à exposição homossexual como parte do culto pagão. Com esta construção, chegam à conclusão que nada diz respeito à prática em si, dentre outras afirmações inócuas.

CONTER A PALAVRA

Porquanto essa bíblia contém (tem) a Palavra, bem diferente de estar contida, a indicar o que ‘está inserido, compreendido ou encerrado no interior de;’ ‘que está totalmente dentro…’; Que não passa de certos limites’.

Um dos termos mais importantes da bíblia é graça. Não há um conceito mais central para a vida de um Cristão do que a graça. Não merecemos graça, mas não podemos viver sem ela. Nossas falhas são apagadas, nossos corações são amaciados apenas através da Graça Divina. Qual é a forma original em hebraico de expressar isso?

A PALAVRA ORIGINAL PARA GRAÇA

No hebraico, a palavra para graça é chesed. Ela aparece na Bíblia desde Gênesis 19.19, quando Ló agradece aos anjos do SENHOR pela visita e aviso da destruição Sodoma e Gomorra, tomadas pelo homossexualismo:

‘…teu servo tem achado graça aos teus olhos’. A graça que os anjos demonstraram é chesed. ‘Graça significa bondade, compaixão sem expectativa de recompensa’, na visão judaica. Chesed é uma palavra muito rica e aparece centenas de vezes na Bíblia. Chesed é o amor gratuito e inesperado conferido por Deus aos seres humanos, sem particularidades.

Anúncios

Read Full Post »

Imagem

As tratativas sobre homossexualismo querem de forma imposta alterar a natureza dos seres, características dos gêneros, a fisiologia e a psique humana.

Tal perversão sempre existiu, porém, jamais foi tão maquiavélica. A partir da estratégia de apelo à linguagem do gênero cria-se o engodo, para levar a discussão, a partir de vocábulos, tirando do centro da discussão a própria característica do ser.

Sobre isto escreve o padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, em A linguagem de gênero – Uma perigosa terminologia que se está disseminando. Ele trata do livro do advogado argentino Jorge Scala El género como herramienta de poder sobre a perigosa e destrutiva “ideologia de gênero”.

Lodi fala dos termos cunhados pelo que ele chama de ‘cultura da morte’. São vocábulos bem assimilados por representantes de praticamente todos os segmentos sociais, mesmo os contrários a tal desvario ideológico e quase religioso.

De forma tanto inadvertida quanto inocente tomam desigualdade de gênero, homofobia, homossexualismo, homossexuais e heterossexuais, planejamento familiar, com vistas ao aborto, como linguagem de inclusão em seus discursos, nem sempre percebendo a artimanha.

Desconstrução

Segundo Jorge Scala, o jogo de palavras dessa ideologia não é inocente, pois conforme a ‘ideologia de gênero’ não existe um homem natural nem uma mulher natural. O ser humano nasce sexualmente neutro. A sociedade é que constrói os papéis masculinos ou femininos e mesmo construído pode ser desconstruído. Penso ser alusão ao filósofo franco-judaico, Jacques Derridá.

Essa tentativa de desconstrução dos papéis e personalidade de cada gênero, bem definidos desde a conceição humana, ocorre desde o Éden.

Quando o Senhor disse ao homem, que se alterasse aquilo que Ele determinara, quanto ao conhecimento do bem e do mal, morreria, o Inimigo tentou desconstruir o que o Criador falara e alterar o rumo do humano. E conseguiu.

Com uma frase afirmativa, embora não verdadeira, a Serpente engodou a mulher, ao tentar desconstruir o que o Senhor dissera. O certamente não morrereis contrapôs o certamente morrerás! Mas o humano morreu!

Preterindo o principal

O jogo de palavras diz respeito à desconstrução dos gêneros. Enquanto a questão principal fica de fora, discute-se o próprio homossexualismo, adoção de crianças por pares homossexuais, profissionalização da prostituição, pedofilia e sua aceitação, igualdade de gênero, opção sexual, saúde sexual, distribuição de preservativos, cartilhas de orientação sexual (iniciação sexual precoce), homofobia, aborto…

Querem desconstruir todos os muros, as paredes divisórias e sabiamente delineadas pela Criação. 

Dentre o jogo de palavras, a perder de vista o foco principal, está à disparidade criada a partir da definição heterosexual (de heteros, no grego, diferente). Criou-se o termo como centro de discussão das demais anomalias sexuais, sem levar em conta a existência, de fato, de macho e fêmea, fora das anomalias.

Lodi toma Scala para mostrar o engodo do uso de palavras. O vocábulo inventado a partir do grego heteros, para patentear quem não é e que contrapõe ao homossexual, seria o mesmo que afirmar que alguém ‘não é leproso’ ou ‘não é diabético’, tomando as definições expressas por Lodi.

O termo serve para levar à discussão a outro campo, ardilosamente criado e cheio de munição para derrotar qualquer oposição, no terreno fértil e minado.

Ora, essa tentativa de manipulação mágica, não pode matar a verdade, a realidade, a natureza, a psique humana, a fisiologia… O próprio dicionário (Aurélio) afirma que natureza é a “Força ativa que estabeleceu e conserva a ordem natural de tudo quanto existe; Índole do indivíduo; temperamento, caráter; Espécie, qualidade; As partes genitais do homem ou da mulher (especialmente as do homem) – filosoficamente: Essência; O mundo visível, em oposição às idéias, sentimentos, emoções, etc.”

Se o homossexualismo agride a própria natureza dos seres, como não agrediria os próprios seres? Não há outro sentido de análise do humano. Até mesmo a antropologia não mostra outro caminho.

Mesmo que alterem as linguagens, atropelem as leis, ampliem-se as militâncias e a eclesiofobia, o macho vai continuar sendo macho e a fêmea, idem, tanto entre o humano quanto na natureza, como um todo, com exceção das anomalias.

Macho & fêmea

Na Criação o Senhor fez o Adão (Adam), no hebraico ish e depois a fêmea, Eva, literalmente ‘mãe de vida’, ishah. Os dois formam o humano – o homem. Só por eles há procriação. O próprio Criador diz: Enchei a terra!

A genitália de cada um é própria e completamente definida a partir de um design perfeito para o acasalamento (casal). Internamente, tais aparelhos são compostos de sistemas prontos para a produção, a partir da semente, do sêmen fecundante, e do orifício sexual feminino, com fim à ovulação, cada um por sua ordem e polaridade sexual.

Os dois sistemas não mantêm igualdade, mas são compostos de pólos diferentes e que, portanto, naturalmente, se atraem.

Ordem cromossômica

Também de forma resumida, tem-se outra informação preciosa, imposta pela própria natureza dos seres, e que chamarei de segundo ponto, justamente a parte fisiológica.

Após a conceição, o ser humano tem características quanto ao seu gênero já preestabelecidas. Ainda informe, o feto já se define como macho ou fêmea. Por meio do cromossomo X, sabe-se que o bebê é, e forma natural, científica, definitiva e concreta, mulher, feminina, fêmea.

No caso de macho, menino, masculino, a identidade cromossômica é XY. Tais especificidades não podem ser alteradas por vocábulos, leis, greves, militância, agressões… É macho ou fêmea (sem outro, terceiro ou pretenso sexo). Ou é fêmea (feminino) ou é macho (masculino).

Natureza

Por fim, como terceiro ponto de definição do humano, quanto ao sexo, temos a própria natureza. Não se tem notícia de qualquer elo histórico de macho que não seja macho e fêmea que não o seja também. Até mamão define-se bem!

Na sociologia, na antropologia, ciências recentes, mesmo com todas as tentativas de manipulação, como na questão das ‘criação por disciplina’ dos novos conceitos de família, não se pode determinar a alteração da natureza.

Na psicologia

Também a pisque carrega a gene sexual. Existem características e reações, analisadas pela psicologia, em especial a psicanálise, próprias e bem delineadas de meninas e de meninas, inclusive no que se diz respeito a traumas.

Segundo conceitos psicológicos, toda criança em condições normais e usuais, permanece sexualmente normal. Porém, se orientada por sedutores poderá ser atraída por perversões.

A questão da existência de gêneros – masculino e feminino – à criança é algo normal, comum e aceito sem nenhuma barreira, pois esse não é o objeto de sua investigação, senão de onde veio.

Complexo de Édipo

O Complexo de Édipo, proposto por Freud e assimilado por Carl Jung (Complexo de Electra), ocorre justamente pela diferença de sexos, na chamada segunda infância, quando a criança fixa sua atenção na pessoa de sexo oposto.

Ele é universal e compreende todos os seres humanos. “Uma vez que o ser humano não pode ser concebido sem um pai ou uma mãe (…). Na identificação positiva, o menino identifica-se com o pai e a menina com a mãe” (Complexo de Édipo, Wilkipédia).

O mesmo espírito

Sobre essa desconstrução, conforme Derridá (1962), com a tentativa de desmontagem dos elementos da escrita, por interditar certas condutas, antecipa-se Daniel, mais de 500 anos antes de Cristo, ao tratar indicar características do Anticristo: “Não terá respeito aos deuses de seus pais, nem ao amor das mulheres, sobre tudo se engrandecerá” (11.27).

Read Full Post »

ATUALIZAÇÕES

COMENTÁRIOS SOBRE O FATO

Recebi críticas do texto abaixo de irmãos que atuam na área jurídica. Agradeço pelas palavras e bondade expostos nos comentários e publico suas exposições.

Desembargador-aposentado Gerson Arraes

“Nada a acrescentar, meu irmão e pastor Antonio Mesquita. Perfeita a sua colocação, a qual, endosso em gênero, número e grau. Parabéns pela lucidez”.

Aproveito e tomo parte do texto do desembargador-pastor Arraes, e exponho abaixo parte do seu comentário:

“… na sessão plenária o STF deve decidir se é ou não constitucional o reconhecimento da união homoafetiva como entidade familiar. Em discussão, o parágrafo 3º do artigo 226 da Constituição, segundo o qual, “para efeito de proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar”. Há uma clara tendência de desatender a Constituição, criando maior instabilidade no estado de direito. Essa ação representa uma manobra para burlar a decisão democrática. Não podendo criar uma nova lei por falta de votos, setores do governo usam o STF como foro particular para reinterpretar a legislação vigente.

Sendo assim: 1. O STF, ao que parece, se obrigará a ir além de sua função de interpretar a Constituição para legislar através de jurisprudencia substituindo, assim, a função do Congresso Nacional. (…). Como cidadãos precisamos exigir o restabelecimento da ordem. O texto constitucional definitivamente não se aplica à conjunção homossexual. Está além da alçada do STF definir a conjunção homossexual como família”.

Dr. Cláudio Dias

“Na questão fico com o advogado da CNBB, onde expôs que o STF não pode alterar o texto Constitucional, no muito interpretá-lo, mas tal interpretação não pode ser dada contra a literalidade da lei. Reconhecer a união estável entre os homossexuais só poderia ser feito através de uma emenda constitucional.

Em tempo, lamento que não tenhamos tido uma entidade evangélica como “Amicus curia” (amigos da corte), a exemplo do que fez a CNBB e as várias entidades que representaram o interesse dos homossexuais e afins”.

Dr. Antônio Ferreira Filho

“Indiscutivelmente, o Ministro esqueceu-se de que é interprete da lei, e não legislador. E como legislador, também se esqueceu que quem faz a lei é a maioria da Casa Legislativa, e perdeu-se ainda mais, ao não perceber que o produto final, demanda da opinião e negociação entre os muitos legisladores. Ele como um bom falante, deu bom dia a cavalo (expressão mineira) e inventou quando deveria interpretar. Além disso escreveu muito pouco sem a ninguém convencer, foram idéias curtas, dissonantes, desestruturadas. Em nada e nunca equivalem a uma opinião de um Ministro de um Supremo Federal.
Fez-me lembrar as advertência do Magno dos Causídicos.
 
“O escritor curto em idéias e fatos será, naturalmente, um autor de idéias curtas, assim como de um sujeito de escasso miolo na cachola, de uma cabeça de coco velado, não se poderá esperar senão breves análises e chochas tolices”.“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto” (Rui Barbosa).
 

Todos os objetivos preestabelecidos pelo PT e seu governo sobre as questões com vistas à queda de preceitos sociais conservadores, referendados pelos bons costumes e cultura judaico-cristã estão em discussão no STF. Embora tenha se comprometido a não apoiar iniciativas desse tipo, a presidente Dilma deu as caras com o pedido da Procuradoria Geral da União, com a ADI 4277 e ADPF 132.

Os dois processos que estão sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal e figuram como forma de favorecer homossexuais em detrimento à própria Lei federal, pois o artigo 226 de Constituição diz: “A família, a base da sociedade, tem especial proteção do Estado” e em seu §3º: “Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.

Como relator, o ministro Ayres Britto, vice-presidente do STF, apresentou a sua tese hoje (4 de maio), em que tentou descaracterizar o conceito tradicional, sabido e conhecido de família.

Antes dele, o advogado da CNBB, Hugo José Sarubbi, sustentou a tese da discussão em cima do artigo 226 de Constituição, seguido do advogado Ralph Anzolin, membro do Diretório petista em Niterói (RJ), também para defender a família, como base social, estabelecida e praticada até hoje no Brasil.

Falou desse suposto avanço buscado e que o Brasil figura em 88º lugar no ranking da Educação, entre 127 países pesquisados pela Unesco e em 72º em corrupção, enquanto busca ser o primeiro em questões homossexuais.

Disse ainda que a presidente Dilma, embora tenha prometido não apoiar tal iniciativa, buscou-o por meio da Procuradoria da União e não através de um plebiscito, por saber que não passaria, pois “o povo não quer”.  Também alertou que há de se buscar a vontade da maioria e respeitar a minoria e não o inverso.

Britto falou da mais elementar diferenciação entre as duas espécies do ser humano – macho e fêmea – e, em seguida, misturou a questão do direito de igualdade entre os dois gêneros, com a constituição de família e casamento, quando falou de similitude e preconceito, usando o termo bíblico, mas sem citá-la, ao comparar o conceito antecipado (preconceito), a uma espécie de “trave no olho”.

Chegou ao absurdo quando afirmou que a Constituição não preceitua sobre as funções sexuais das pessoas e que, por isso tem no silêncio a “autorização” a tudo, como portas abertas para se fazer o que cada um bem entender. Como pode o ministro afirmar que a ausência de lei é sinônimo de licitude?!

O que dizer dos costumes não necessariamente leis, sem estarem preestabelecidos em lei, em determinados países, como não urinar na rua, por exemplo; não adentrar a área de residência, mesmo sem muros e cercas, nos Estados Unidos etc? Seria mais ou menos estabelecer ao corpo, por meio de diretrizes ou lembretes diários, as necessidades fisiológicas do corpo! Coisas inócuas e estúpidas a considerar o homem como ser social, racional e inteligente.

Notadamente, percebe-se que sua tese do silêncio, pode ser empregada na questão da própria natureza humana, pois sua anatomia dispensa qualquer preâmbulo. Notório na própria definição do ministro, quando ele toca na questão dos aparelhos genitais e de suas funções mecânicas, para atender às necessidades fisiológicas de cada um. Nem sempre a ausência de lei indica ser determinada conduta não-arbitrária.

Contraditório, o ministro deixou de perceber que aparelhos genitais e suas funções mecânicas (como ele mesmo disse) são provas suficientes para validar a finalidade de cada um. Sua interpolação ocorre de acordo com a natureza humana, pela junção entre órgãos diferentes e com funções discrepantes também, no que tange os seus objetivos, de acordo com cada gênero!

Por fim, ele indicou, de forma indireta, a imposição da ONU de tratamento jurídico igualitário para uniformização, com vistas à Globalização, quando citou o Parlamento Europeu.

Para descaracterizar a família, como se tem no domínio social, Ayres Britto transformou a família em simples ambiente fraternal, deixando de lado o significado ortodoxo e jurídico, construindo uma lacuna de forma intencional para sustentar a sua tese.

Família desde a Antiguidade

Mas no “direito romano clássico a ‘família natural’ cresce de importância – esta família é baseada no casamento e no vínculo de sangue. A família natural é o agrupamento constituído apenas dos cônjuges e de seus filhos. A família natural tem por base o casamento e as relações jurídicas dele resultantes, entre os cônjuges, e pais e filhos”’ (ALVES, José Carlos Moreira. Direito Romano. Rio de Janeiro: Forense, 1977. II vol. n. 282).

Quando apóstolo Paulo em Romanos 12.9-10, “O amor seja não fingido… Amai-vos cordialmente uns ao outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”, enfatiza o amor fraternal, cordial (amor de irmãos) – o amor filadelfia, que para os não cristãos gregos era o amor entre irmãos – vem de filostogoi, plural e filostorgo (no amor fraterno). Ao pé da letra Paulo afirma: “No amor fraterno amem como se fossem irmãos de sangue, como se saíssem do mesmo ventre”.

Embora tenha falado que não se deve usar a letra da Constituição para matar a própria Constituição, parece-me que ele se limitou a fazer isso, e a partir ‘da exaustão normativa’ e brigas de bandeiras, o ministro partiu do pressuposto de situações criadas, práticas e nomenclaturas novas para forçar tal aprovação.

Citou Chico Xavier, médium homossexual e desprezou a tradição, para impor algo totalmente novo, como se a sociedade fosse traída por algo totalmente fora de sua mente coletiva, quanto à definição de casamento e formação de família, ao fugir do que ele mesmo chamou de “dualidade básica” do homem e mulher.

Segundo Victor Hugo, “Toda a doutrina social que visa destruir a família é má, e para mais inaplicável. Quando se decompõe uma sociedade, o que se acha como resíduo final não é o indivíduo mas sim a família”. Platão afirmava: “Tenho irmãos, pai, mas não tenho mãe. Quem não tem mãe, não tem família”.

Provérbio chinês diz: “Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso uma mulher para se fazer um lar” e o Código Civil, no seu artigo 1622, estabelece de forma clara: “Ninguém pode ser adotado por duas pessoas, salvo se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável” (Art. 1622).

O STF volta a discutir o tema hoje (5 de maio) e depois votam. Os trabalhos de ontem terminaram com a leitura do voto favorável do relator, ministro Ayres Britto

Read Full Post »

O seu voto poderá abrir um pacote contido de uma sociedade secreta, que avança sorrateiramente em todo o mundo

Como se sabe estamos em fase histórica ímpar; da insensibilidade à verdade, ao respeito à vida e à dignidade humana. Aliás, vivemos a época da mentira. E a mentira pode ser simplesmente a negação da verdade por justificativas, desculpas, esquivos, tipo o famoso não tomei conhecimento, não vi, não sei de nada…

Tudo isso porque os paradigmas ditados pelos preceitos judaico-cristãos estão sendo descartados, para dar lugar ao crescente humanismo – o homem em primeiro lugar. Esta nova filosofia não contempla a existência divina e nela o homem não tem o limite imposto pela crença do Juízo divino, do julgamento das obras praticadas na face da Terra. Assim, abre-se a porta para a prática de toda sorte de libertinagem, sem nenhuma restrição, seja ela moral ou não. Ghandi dizia que “A liberdade jamais significou licença para se fazer qualquer coisa à vontade”.

Vivemos de mãos dadas com as ideias anarquistas. Nos anos 50, os primeiros movimentos iniciados nos Estados Unidos, levaram mulheres a saírem pelas ruas de topless. De lá para cá, vimos se cumprir a ‘profecia’ dita por Ruy Barbosa em 1917: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça, e ter vergonha de ser honesto!”

Diante de um terreno tão fértil, não poderíamos contemplar outras pessoas em busca do poder, senão as que se vêem por aí. E aquilo que os governos não conseguiram institucionalizar na última década, está nas pastas do Congresso, para que o próximo Governo, já com a filosofia consolidada pelo atual, bata o martelo e force o alinhamento de todos pelo nível mais baixo possível – verdadeira involução humana.

PNDH-3

A manchete de capa dessa pasta é o Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3). Ele pretende alinhar o Brasil aos países progressistas e destacar o humanismo, em detrimento aos preceitos judaico-cristãos, mesmo custando o sacrifício da moral e da dignidade humanas. Ele vai bater na alteração do curso da natureza humana, da base imutável da família, formada por macho e fêmea, como ocorre em toda a natureza. As ‘paixões infames’, ‘deixando o uso natural das mulheres’, ‘se não importaram de ter conhecimento de Deus’, de ‘sentimento perverso’, ‘sem afeição natural’ (cf Romanos 1.26-31) estão implícitos na redação do texto.

Direitos excedentes aos homossexuais, por meio da tentativa da desconstrução social, alteração da natureza humana, em favor da ‘nova configuração familiar’ (!?), formada de gays, travestis, lésbicas, bissexuais e transexuais; troca de sexo incentivada e patrocinada pelo Estado; casamento de pessoas do mesmo sexo; aprovação do assassinato de crianças, por meio do aborto; estabelecimento dos profissionais do sexo, com carteira assinada, como prostitutas e prostitutos; estabelecimento da censura à mídia;… são alguns dos objetivos daquilo que pretendem transformar em lei.

Contrariando o Código Civil, já se tem notícia no Brasil de juízes que passaram por cima da própria lei do país, viabilizando a adoção por casais homossexuais, pois o CC, em seu artigo 1.622, não deixa dúvida: ‘Ninguém pode ser adotado por duas pessoas, salvo se forem marido e mulher, ou se viverem em união estável’. E em seu ‘Parágrafo Único. Os divorciados e os judicialmente separados poderão adotar conjuntamente, contanto que acordem sobre a guarda e o regime de visitas, e desde que o estágio de convivência tenha sido iniciado na constância da sociedade conjugal’.

Visão ilusória

Muitos ditos cristãos se exultam com os resultados dos dois últimos governos, desde o Plano Real, iniciado pela administração de Itamar Franco. O mesmo que posou com uma garota de programa sem calcinha, em pleno palanque. As pessoas têm análise rasa e não conseguem perceber o que Molly Ivins diz: “Sua conduta é apenas uma expressão formal de como você trata as pessoas”.

A construção de uma sociedade justa, livre, de direito e, portanto, de respeito aos pobres é imprescindível; mas essa reengenharia não passa pelo crivo do desejo de sacrificar direitos, justamente quando se toma como ferramenta a pequenez humana, unida à desinformação dos miseráveis, tendo em vista que a cobra ataca quando sente o odor exalado pelo suor da vítima, a partir do medo.

Uma nação livre só se constrói sob os preceitos do direito à própria liberdade, com acesso a todos os segmentos constituídos, a partir da Educação, do conhecimento, da exclusão da ignorância. É tudo isso, justamente, que se tenta tolhir, tendência notável em toda a América Latina.

Provocada pela miséria, a fraqueza se estabelece como força propulsora da tolerância, retrata a sociedade latina e ‘convoca’ os espertalhões, verdadeiros tiranos e maquiavélicos à exaltação pública. Fertilizada pela força da emoção, sem levar em conta a razão, essa sociedade terá suas liberdades aviltadas pela falta de nobreza da nova ‘elite’, que se forma a partir da transferência de riquezas, escoadas pelos gigantescos ralos da corrupção.

As raras exceções advindas do conjunto social constituem obstáculos para o golpe final. No contexto mundial, outro grupo seletivo se posiciona frontalmente contra tais gênios da lâmpada, que prometem um mundo perfeito – o cosmo eugênico. Distintos dos demais, esse grupo, formado por crentes em Cristo, consegue vislumbrar além desse ‘céu azul’, fora do alcance da visão medíocre, meramente humana e simplista.

Além da ponta-do-nariz

De posse do telescópio – do grego teleios – indicação de visão perfeita (ver de longe), pode-se notar que no Brasil, a ‘mente milenar’ casa perfeitamente com os preceitos de vários outros pontos do mundo. É a corrida para a unidade mundial, a volta da fita da Torre de Babel e seus zigurates.

A realidade vivida pela Igreja, eleita para um único sentimento, “… para que eles sejam perfeitos em unidade” (Jo 17.23), tem o seu oposto (o outro Lado – do Opositor), com propósito semelhante, no que diz respeito à unidade. Ninguém se engane; quando se diz globalização, leia-se líder mundial único. Nunca se falou sobre isso antes, senão na Bíblia.

Esse mesmo Espírito dominante retrata a figura que se nota hoje, predita pelo profeta Daniel, mais de 500 anos AC, quando alerta: “…falará coisas maravilhosas, e será próspero, até que a ira se complete; porque aquilo que está determinado será feito. E não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres…” (Dn 11.36-37); “sem afeto natural” (2Tm 3.3).

Por outro lado, a visão medíocre e limitada é notável na fundoscopia de pretensos líderes religiosos. Estes abrem mão do que nunca possuíram e se lançam ao campo político-partidário, em busca de mais uma boquinha. Veja se Goethe tinha ou não razão, quando disse: “O que herdaste de teus pais, adquiri-o para que o possuas!”

Ilustração: http://www.canstockphoto.com

Read Full Post »