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Posts Tagged ‘Escola Dominical’

“Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude”.
1Co 10.26.

É bom saber que a ideia comum, que paira no consciente coletivo sobre o significado de mordomia, não é o mesmo que expomos. Quando se fala em mordomia a definição mais comum é a de uma vida de folga, descanso, ócio, divertimento, festa e vantagens, à custa de outrem ou, mais comum na consciência popular, do erário público.

Mordomia é justamente o oposto dessa definição, mas tem que ver com mordomo, um administrador de bens de outro, de uma casa; serviçal, encarregado de determinada administração.

Mas quando falamos em Meio Ambiente parece soar estranhos entre cristãos evangélicos. Tratamos muito desse assunto, mas no que tange aos sinais provenientes de suas alterações. Estamos mais atentos e acostumados a ouvir temas essencialmente espirituais. Não vemos com facilidade a ligação desse assunto com o espiritual, ao contrário, sempre o separamos. Nosso interesse é ressaltado somente quando existe o elo imediato com os acontecimentos envolvendo a natureza no que diz respeito à brevidade da Volta do Senhor. Quando isso não ocorre, temos a tendência natural de rejeitar a discussão.

Até mesmo eu, devo confessar, inicialmente, resisti ao assunto. Depois de alguns tópicos e análise do que a Bíblia diz, mudei, e muito. Mas a resistência é compreensível, afinal o assunto é muito explorado pela Nova Era, materialistas e outros segmentos que veem na natureza o panteísmo. Por isso, na Índia muitos animais são preservados, mesmo quando destroem e causam danos ao homem, com pragas e doenças, como ratos e moscas, dentre tantos outros. O panteísmo eleva a natureza ao status de um deus e coloca o homem em segundo lugar.

Portanto é preciso muito cuidado e observar o seguinte: “Antes de distinguir o falso é preciso conhecer o verdadeiro”.

O homem foi criado à semelhança divina, que o fez distinto do restante da criação, dos seres animados, mas irracionais, e dos seres inanimados, que foram dados ao homem para deles cuidar, como fiel mordomo.

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis”, Rm 1.18-23.

Com pureza e simplicidade, sem tomarmos como base os conceitos humanos teremos uma nova visão de tudo. Temos de analisar a questão a partir da descrição da Criação no Livro Sagrado e pensar no que a Bíblia diz respeito ao tema.

A primeira referência que trata da responsabilidade do homem com a natureza está em Gênesis. Ao homem foi dada a missão de lavrar (fazer uso), e de guardar (proteger), a Terra. A determinação divina indica a ação humana como mordomo e não como explorador negligente. Mordomo porque a Terra e tudo o que nela há é do Senhor. Ninguém é (ou pode ser) dono eterno de nada, muito menos da Terra ou de qualquer porção dela.

Quando o Senhor voltar verá uma terra totalmente alterada, e nós teremos de dar conta do que fizemos por meio de orientação e ensino sobre o que Ele nos entregou. Não falamos aqui de cuidar diretamente da terra, da natureza, dos animais, sem bem que alguns têm essa condição, em função de circunstâncias próprias, mas da capacidade de influenciar por meio do conhecimento.

Dado a isso e muito mais pelo sentimento inserido em nós pelo Espírito divino, devemos atuar na Terra com denodo, empenho e com todas as nossas forças, de forma consciente e crescente, pois o Senhor nos capacita por meio de dotes naturais e de dons assimilados ou recebidos diretamente do Espírito Santo.

Devemos viver em harmonia com a natureza e não lutando contra ela. A grande motivação da revolta da natureza está justamente na natureza caída do homem, como vemos em Gênesis 6.1,5:
“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra… E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente”.

Convivemos todos os dias com notícias sobre desastres ambientais, enquanto alguns cientistas tentam minimizar a situação. Outros afirmam que a questão refere-se à superpopulação mundial, o que acaba por ocasionar a ocupação indiscriminada e acima da capacidade de reciclagem da Terra. Na verdade, existe sim, seja qual for o motivo, um perigo no ar. E todos nós sabemos disso. A interferência humana, de forma indiscriminada e irresponsável na natureza criada por Deus, tem causado uma série de transtornos ao próprio homem.

Os sinais são vistos e divulgados todos os dias. Eles expõem a fúria da natureza, que se volta contra a agressão do homem em forma de
tufões, furacões, terremotos, cheias, enchentes, queimadas de matas e florestas, superaquecimento, chuvas ácidas, áreas cultiváveis que se transformam em desertos, rios e lagos que se secam; degelo nas calotas polares, mudanças climáticas, revolta nos mares (tsunamis), erosões gigantescas… e apontam para a Volta do Senhor à Igreja. Estes sinais foram profetizados pelo Senhor como parte de uma série de acontecimentos dos tempos do fim, paralelo ao aumento do pecado e da incredulidade humano – o distanciamento do Eterno.

Com isso, é perfeitamente aceitável afirmar que não podemos fazer parte do mesmo grupo que corrobora para que a Volta do Senhor se concretize (e ela ocorrerá independente da vontade humana) pela provocação de tais sinais, interferindo no equilíbrio da natureza estabelecido pelo Senhor desde a Criação.

A nossa ação para abreviar a Volta do Senhor prende-se à anunciação do Reino, pela pregação da Palavra. Pela conversão do homem a Cristo, os efeitos nocivos do pecado sobre o próprio homem e no ecossistema tendem a diminuir. É uma ação sobrenatural que deve ser vista com naturalidade, normal, sem nenhum antagonismo.

Quadro sombrio
Enquanto escrevíamos essa segunda parte do curso, deparamos com uma notícia na Folha de São Paulo, no dia 21 de março/2006, que não poderíamos deixar de comentar, pois está dentro do contexto: “Humanidade causa outra onda de extinção”. O título acima foi produzido a partir de um relatório apresentado em Curitiba que mostra o declínio de 40% das populações de 3 mil espécies nos últimos 25 anos, tempo bem menor ao equivalente a uma geração.

O jornalista Reinaldo José Lopes relata que o sumiço dessas criaturas ocorreu “graças à ação humana”, principalmente. “O dado, que está num relatório das Nações Unidas… deixa poucas dúvidas de que o planeta está à beira de uma grande onda de extinções, tão grave quanto a que acabou com os dinossauros”.

As indicações mostram “um quadro sombrio” conforme a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CBD). Na área de desmatamento o mundo perde 6 milhões de floresta virgem a cada ano.

Uma das questões que afetam o equilíbrio é a interferência humana ao provocar o deslocamento de espécies de uma área para outra, chamada de “proliferação de espécies invasoras”. Essas espécies “por não terem inimigos naturais nas áreas aonde chegam”, transformam-se em pragas.
Um dos clássicos exemplos do insucesso que a interferência humana causa, ao invadir os ciclos estabelecidos por Deus, desde a Criação ocorreu na China.

Houve uma época em que houve infestação muito grande de pardais no país. Toda a sociedade se achou perturbada com a presença de tantos pássaros dessa espécie. Então o governo incentivou a matança indiscriminada desses pássaros. Os chineses, incentivados pelo governo, “limparam” o país.

Não demorou muito para que aparecesse uma praga de insetos que acabou com a lavoura. A China levou anos para se recuperar. Aquela grande quantidade de pássaros seria justamente o número necessário para acabar com àquela praga, alimentando-se dos insetos. Este é o ciclo natural estabelecido por Deus no Meio Ambiente, denominado ecossistema. Quando o homem elimina um desses ciclos, prejudica o equilíbrio do ecossistema – o “Conjunto dos relacionamentos mútuos entre determinado meio ambiente e a flora, a fauna e os microrganismos que nele habitam, e que incluem os fatores de equilíbrio geológico, atmosférico, metereológico e biológico” (Aurélio).

O que Deus estabeleceu
Quando Deus formou o homem determinou que Adão cuidasse de todo o sistema criado. A Bíblia diz o seguinte:
“Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus. Toda a planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra… E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente. E plantou o Senhor Deus um jardim do Éden, da banda do Oriente, e pôs ali o homem que tinha formado. E o Senhor Deus fez brotar da terra toda boa árvore agradável à vista e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim… E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar” (os grifos são nossos), Gn 2.4-5, 7-9,15.

No comentário de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal, referente o versículo 15 (“E o pôs no Jardim do Éden”), lemos o seguinte: O homem “era o primor da criação de Deus e foi-lhe dada a responsabilidade de trabalhar sob as diretrizes de Deus”.

Portanto o grau de interesse pela obra da natureza criada por Deus, vai muito mais além do que imaginamos. Se olharmos, por exemplo, para a questão do lixo, seremos remetidos para o outro lado da moeda – a limpeza, a higiene e o equilíbrio entre o que consumimos e como promovemos o retorno do lixo orgânico – como forma de reciclar – à Terra. E nesse caso, não nos desatrelamos da pureza (água pura, alimentos sem contaminação…). Nisso temos a conexão com o espiritual, que trata da santificação. Se a santificação é retratada na e por meio da carne (corpo), não há como viver a santidade sem observarmos o meio (ambiente) onde existimos.

Miséria, sujeira, pecado, lixo, destruição, desequilíbrio, dentro do contexto, são reflexos de impureza e, portanto, o cristão tem responsabilidade sim com a preservação da Terra. Obviamente não como alguns organismos e ONGs, que usam-na para benefícios próprios, com ideais religiosos, filosóficos ou políticos, mas tudo isso não nos isenta de nossa responsabilidade.

Quando fazemos comentários sobre as razões da revolta da natureza, remetemos para o pecado do homem. E essa é uma tese verdadeira. O interesse próprio, egoísmo, desejos desenfreados, entre outros desvios na condução da vida humana, têm grande parte na degradação da natureza. Ora, se o pecado tem influenciado na degradação, o combate a ele e de suas consequências também deve ser reconhecido.

Alimentos adequados
Segundo Nilton Bonder (O holismo rabínico) o judeu deve buscar alimento não somente kasher (adequados), mas também os para a vida (Le Chaim) “que tenham a ver com o indivíduo imerso em seu meio ambiente geográfico, social, psíquico e espiritual”.
Parece que essa orientação vai de encontro ao que o apóstolo Paulo fala aos Coríntios, contrapondo o excesso judaico:
“Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência”, 1Co 10.25.

Mas este versículo não pode ser interpretado ao bel prazer de alguém, mas à luz da hermenêutica. Temos que analisar o texto e o seu contexto, a época, o motivo, a intenção desse ensino e seu objetivo, as circunstâncias… A passagem começa com o seguinte ensino:
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. Ninguém busque o proveito próprio; antes, cada um, o que é de outrem. Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência. Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude. E, se algum dos infiéis vos convidar e quiserdes ir, comei de tudo e que se puder diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência; porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude… Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus. Como também eu em tudo agrado a todos, não buscando o meu próprio proveito, mas o de muitos, para que assim se possam salvar”, 1Co 10.23-28,32-33.

Veja que Paulo chama à responsabilidade quanto à separação dos alimentos adequados, sem o preconceito judaico, contudo não abre mão da rejeição, mostra que a nossa fé e crença está acima de regras humanas, mas impõe o que é mais elevado que a fiscalização externa – a consciência. Nós não temos as barreiras impostas pelo judaísmo, pois recebemos tudo com ação de graças e só rejeitamos quando de sã consciência somos “advertidos” de que determinado alimento é oferecido a ídolos, mas o que queremos discutir aqui é a questão do equilíbrio estabelecido por Deus, que vai além dessa questão. Foca o zelo daquilo que ingerimos no tabernáculo humano, que se estabelece como templo divino, no contexto da busca pelo saudável, o menos contaminado pela consequência do pecado possível, para não atuar na contramão divina, que estabelece uma existência pacífica com o nosso próprio corpo. O Senhor quer que vivamos justa e sabiamente.

O escritor judaico discute a visão rabínica dos alimentos produzidos e consumidos de forma irresponsável e que destroem não só a vida, mas atinge igualmente o meio ambiente. Sua observação vai de encontro ao que Deus estabeleceu ao homem, que deveria cuidar da terra tirando dela o seu sustento:
“E tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no Jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem dizendo: De toda a árvore do Jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque o dia em que dela comeres, certamente morrerás”, Gn 1.15-17.

Estes três versículos ainda falam hoje. O homem continua a transgredi-los. Deixamos o campo e nos aglomeramos, formando os grandes centros urbanos. Inchamos as cidades; criamos congestionamentos, disputa diária por espaço, e aí entra a capacidade conquistada pela desobediência que é o conhecimento do bem e do mal. O homem maquina dia e noite para descobrir como ultrapassar e ser maior que o outro.

Até mesmo entre os cristãos – ou os que se dizem ser – a prosperidade impõe a disputa dos que têm mais, na luta entre o ter e o ser.
Essa guerra é determinante para a proliferação da violência. Ela envolve desde o que comemos e o próprio estresse, que ocasionam doenças de cunho espiritual, que são essencialmente movidas por impulsos destruidores. Estas doenças figuram entre as demais que se manifestam no corpo (ferimentos) e emocionalmente (sistema nervoso).

A força dos pecados, que provocam os Desvios e ameaças dos últimos tempos, tenta destruir o homem em toda a sua compleição – físico, intelecto e emoção (psiquê) e espírito (pneuma), pois o Diabo – já alerta Jesus – “veio para roubar, matar e destruir”, inclusive a obra criada por Deus, incluindo a natureza, o ecossistema.

O “Outro Lado”
Tudo o que ele puder fazer para indicar insucesso, quebra de sequência natural, mudança da imagem estabelecida pelo Criador, ele fará. E para isso usará o homem. Satã no hebraico (demônio) tem a raiz no verbo impedir, bloquear. Na tradição judaica Satã é o “outro lado”, explica Bonder.

Dentro dessa guerra contra o que o Senhor criou, o homem planeja o fabrico de produtos que possam sustentar essa desenfreada busca, que não o deixa ver as consequências e a destruição que ocasiona. O ter o leva a quebra de paradigmas fundamentais para a sobrevivência humana. A ética torna-se relativa, a verdade deixa de ser absoluta e o escrúpulo mostra-se como tão-somente como palavra bonita de ser pronunciada em discursos.

Sem fronteiras o homem procura a sustentação de uma geringonça que ele mesmo criou, como o êxodo para as metrópolis, e para isso precisa criar outros elementos, que se constituem verdadeiros obstáculos para a sua própria existência.

Elementos químicos formam a base de doenças cumulativas, entretanto concebem o mal necessário para a preservação humana:

– glicerinas, que são os adoçantes;
– estereatos, ácido estereato e argol (bitartarato de potássio impuro que se obtém na fermentação de mosto de uva), os preservativos;
– diglicerídeos polissorbato, estereato de magnésio, os emulsificantes;
– pepsinas, as enzimas;
– acidulantes, condicionadores, aromatizantes, estabilizantes, antioxidantes, amaciantes e conservantes.

Tudo isso constitui arma apontada para a própria destruição humana, a partir da eliminação de formas de equilíbrio estabelecidas por Deus, desde a Criação, mas é hoje o chamado mal necessário – a bola de neve.
Destruímos a nossa própria proteção como a barreira de ozônio e interferimos no ecossistema, que deveria nos proteger, porém, nos empurra ao encontro dos aguilhões que nós mesmos construímos como o efeito estufa.

Dentro desse contexto clamamos ao Senhor por vida, não obstante andarmos por caminhos da morte; queremos saúde, mas ingerimos cada vez mais alimentos contidos de químicas, venenos, ácidos… É no mínimo contra senso, tendo em vista tudo isso partir de seres inteligentes, o que nos diferencia de todos os animais, pois somos racionais, embora, às vezes, não demonstrarmos.

Formas de degradação da Terra
Em seu livro The Environment and the Christian, Calvin DeWitt, enumera sete formas de degradação da Terra.

1) A Terra está sendo transformada, cada vez mais rápido, de florestas para o uso agrícola, e áreas de uso agrícola em urbanas. São grandes áreas que já perderam suas utilidade.

2) A cada dia, pelo menos três espécies estão sendo extintas. Estas não podem voltar a existir e tampouco sua atuação no equilíbrio do ecossistema.

3) Uso de herbicidas, inseticidas, pesticidas e fertilizantes está acelerando a degradação da terra.

4) Tratamento por meio de produtos químicos e seu consequente despejo em águas correntes, e a absorção deles por afluentes de água.
Um exemplo disso é a água que sai de postos de combustíveis, misturada aos próprios combustíveis, após a lavagem de veículos, além de vazamento de tanques de armazenamento de combustível furados. Esse líquido contaminado, sem nenhum tipo de tratamento, na maioria das cidades brasileiras, com raras exceções, é levado para as bacias hidrográficas.

5) A contaminação está se mostrando, cada vez mais, um problema global. É comum assistirmos cientistas anunciar a presença de contaminação de pinguins na Antártida.

6) A atmosfera parece estar mudando. O aumento de gases produzidos pelo homem, como dióxido de carbono, proveniente da combustão de combustíveis fósseis. A Camada de Ozônio está sendo atingida diretamente pelo excessivo uso de produtos químicos, inclusive os encontrados em geladeiras, ar-condicionado, extintores e aerossol.

7) Estamos perdendo a experiência de culturas que viveram em harmonia com a criação. A expansão de civilização sufoca tais experiências. Em nenhuma época da história os homens têm detido tamanho poder sobre a criação divina.

O homem foi testado e falhou – mais uma vez
Após criar a Terra e todo o seu ecossistema, o Senhor determinou ao homem que tivesse o domínio sobre todas as coisas, seres animais e vegetais, e, deste último, tirasse o seu sustento, conforme o texto que explica as origens. Em Gênesis 1.26,28-30 o Senhor estabelece o domínio humano sobre a natureza:
“…e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra… E Deus os abençoou e Deus lhes disse: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente. Toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi”.

Em nota de rodapé a Bíblia de Estudo Pentecostal (BEP), CPAD, afirma que “O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal… Deus esperava deles que lhe dedicassem todas as coisas da terra e que as administrassem de modo a glorificá-lo e cumprir o propósito divino”. Diz ainda o versículo de referência do comentário sobre o domínio humano, em Hebreus 2.7-8:
“Tu o fizeste um pouco menos do que os anjos, de glória e de honra o coroaste e o constituíste sobre as obras de tuas mãos. Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés…”.

“O futuro da terra passou a depender deles”, continua a comentário, e conclui: “Quando pecaram, trouxeram ruína, fracasso e sofrimento à criação de Deus”.

Isto está claro para todos nós, em especial a partir da modernidade, se agravando na pós-modernidade. O mal que o homem causa para si mesmo é ainda maior aos seres irracionais e vegetais, como diz Paulo:
“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente… Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus. Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção de nosso corpo”, Rm 8.18-23.

Novamente o comentário da BEP diz: “A criação (a natureza animada e inanimada) tornou-se sujeita ao sofrimento e às catástrofes físicas, por causa do pecado humano. Deus, portanto, determinou que a própria natureza será redimida e recriada. Haverá novo céu e nova terra; uma restauração de todas as coisas, segundo a vontade de Deus…”.

Ora, imagine então o crente sem determinação de cuidar daquilo que o Senhor faz, cria… Não poderia habitar esse novo cenário que o Senhor recria, não é mesmo?

Hoje, mesmo quando não detemos a consciência sobre a necessidade, importância, atitude exemplar e significado com reflexos de cunho espiritual – pela honra ao Criador –, de preservar a natureza criada por Ele, paira sobre nós a responsabilidade de preservá-la para que nossos filhos e netos – enquanto o Senhor não volta – desfrutem dela da forma mais sadia possível. E ainda mantermos como exemplo de quem deve temor ao Senhor a esse respeito. Isso é mordomia.

Na ordenança ao povo de Israel para possuir a terra, o Senhor estabelece regras que visavam o descanso e reciclagem da terra (Lv 25). Os animais também deveriam ter o devido respeito dos moradores da terra, quisessem estes ter seus dias prolongados:
“Não atarás a boca do boi, quando trilhar”, Dt 25.4.

O Senhor preocupou-se com detalhes que inclui o ser indefeso e frágil, presa fácil da maldade, como o filhote e a mãe-pássaro. Esta deveria receber o devido cuidado e carinho para continuidade da criação:
“Quando encontrares algum ninho de ave no caminho, em alguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhos; deixarás ir livremente a mãe e os filhos tomarás para ti; para que bem te vá, e para que prolongues os dias”, Dt 22.6-7.

APLICAÇÃO
A Bíblia fala sobre o prestar contas da mordomia que Ele nos entregou, conforme Lucas 16.1-2. Pastor e doutor em Teologia, Antonio Gilberto ao pregar sobre este assunto, insere entre os itens, o prestar contas da mordomia do Meio Ambiente. Ele indica que Moisés proibiu o corte de árvore a esmo. Hoje, em função da transgressão humana, “a natureza cobra a conta”, observa.

Nós podemos influenciar o mundo com nossas atitudes, não só naquilo que refere-se diretamente ao espiritual, mas com nossa ética e postura diante dos homens. Por meio do exemplo de como tratamos a natureza criada pelo Senhor, podemos também dar testemunho de sua presença em nós.

Do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Mesquita, Antonio

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FINAL DE TODAS AS COISAS

Subsídio para a ESCOLA DOMINICAL

Futuro e o Arrebatamento

Desta vez tomamos uma parte de um capítulo do livro FRONTEIRA FINAL-CPAD, para ilustrar este assunto tão glorioso.

TEXTO BÍBLICO

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois, nós os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras”, 1Ts 4.16-18.

Esse glorioso dia ocorrerá de forma inesperada para muitos. O recrudescimento de crenças espúrias e da incredulidade humana atinge os que vivem à margem da fé e os que não desfrutam dos resultados de uma vida de comunhão com o SENHOR. Entretanto, para os fiéis, será um dia que soará desde o amanhecer como o momento mais esperado. O mesmo Espírito, que está no crente, dará a este um ouvido afinado com as intenções divinas e disponíveis ao soar da Trombeta, e então acontecerá o que no latim significa raptus (Arrebatamento). Este evento ocorrerá num átomo de tempo, “num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”, 1Co 15.52.

Neste capítulo, o apóstolo fala da Ressurreição e Arrebatamento quando assumiremos a imagem de Deus, perdida na queda do homem (15.44-58). Após transformados seremos iguais a anjos – filhos de Deus e da ressurreição (Lc 20.35-36). Somente a mancha do pecado poderá impedir que sejamos revestidos da imortalidade por meio da transformação em corpo espiritual no Arrebatamento.

As mudanças registradas no mundo, a maioria com efeitos irreparáveis e irreversíveis, em especial no que diz respeito à degradação do meio ambiente e da moralidade humana, pedem que levantemos os “olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa”, Jo 4.35.

O resgate do homem transformado por meio do Arrebatamento ou Ressurreição reflete a vitória divina e a derrota do Diabo. Como ser espiritual o homem passará a ser (único) no SENHOR, como o próprio Jesus disse: – Eu e o Pai somos um. O homem transformado por Cristo receberá os atributos eternidade e incorruptibilidade, partes da essência divina, sem obstante ser Deus ou igual a Ele.

Ao alcançar esta fase, o homem estará apto a habitar ao lado do divino, como consequência do reflexo do crescimento (para baixo), quando a carne chega ao pó, se desfaz e permite que o espiritual se evidencie. É o processo de humilhação da carne em busca do equilíbrio dado pelo espírito. Por meio de um processo de decomposição do barro, dá-se início ao nascimento de outra essência dentro daquele mesmo ser, com a mesma imagem e semelhança, mas não igual. Aí temos o espelho do exemplo da semente que apóstolo Paulo evoca. Ela morre ao germinar, e dá forma a outra vida.

O método progressivo divino (“A vereda do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, Pv 4.18), caminho à Ressurreição ou Arrebatamento, é comentado pelo apóstolo Paulo em Filipenses 3: “Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dos mortos. Não que já tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Pelo que todos quantos já somos perfeitos sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo… Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”, 3.10-16, 20-21.

Nisso se efetivará a redenção do corpo (Rm 8.23) espiritual, semeado no corpo material (Semeia-se na terra e esta dá um novo corpo – a planta) – 1Co 15.44. Os salvos estão selados para esse dia (Ef 4.30).

Para que pudéssemos alcançar tamanha graça, o Senhor mostrou-se por meio do que denominamos de o Primeiro Retrato, registrado em Isaías 53 (“Não tinha parecer nem formosura”). Essa figura foi registrada em sua obra expiatória, que envolve desde sua preparação (manifestação em carne); a rejeição dos judeus (Jo 1.11); seu julgamento pelo homem; a crucificação; morte; ressurreição e glorificação.

VISÃO EQUIVOCADA

A segunda carta aos tessalonicences foi escrita em função da má interpretação da primeira. Os tessalonicences pensavam que Jesus estava para chegar e pararam suas atividades esperando tão-somente a Volta do SENHOR.

Apóstolo Paulo exorta àquela igreja para não deixar-se influenciar, movendo sua posição por meio de fábulas humanas, tomando cuidado com o ‘espírito opositor’, que se opõe a tudo que vem do SENHOR (2Ts 2.1-11).

A COLHEITA DIVINA

Arrebatamento é um termo equivalente à colheita. Quando o fruto amadurece está pronto para ser arrancado, colhido, cortado, tirado da terra. O SENHOR falou disso em João 4.35: “… Levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa”.

A melhor tradução conforme entendemos seria: “os campos brancos”, visto ser o retrato de uma plantação pronta para a colheita. É hora da colheita.

O fruto deve estar no ponto, como se usa na linguagem do campo – nem verde, nem maduro demais. Se o homem é pó, terra, carne, e Deus essencialmente espiritual deve buscar essa essência se quiser unir-se a Ele, se envolvendo no processo de depuração.

Deve despir-se do que é essencialmente humano, carne, pó. O terroso – aquele que é feito da terra – Adão pendeu mais para a matéria-prima, perdendo o equilíbrio, formando um segundo ser. Não mais foi o homem do Jardim do Éden. Ele se corrompera. E mais, a partir da “mãe da vida” – Eva.

Como consequência o homem foi expulso do local onde estava para não transmitir sua contaminação. Foi tirado do Paraíso para ser submetido a um processo de descontaminação.

O SENHOR preparou o resgate do homem, tirando-o da limitação carnal para colocá-lo acima de qualquer perigo de queda, em qualquer circunstância ou tempo.

Esse resgate reflete a vitória divina e a derrota do Diabo. Isto se dá por meio do Arrebatamento ou Ressurreição dos salvos, a partir do arrependimento.

VEREDA DO JUSTO

Provérbio fala da vida crescente do cristão. Seguindo a santificação ele chega à estatura de varão perfeito: “A vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, Pv 4.18

O método progressivo divino, caminho à Ressurreição ou Arrebatamento é comentado pelo apóstolo Paulo em Filipenses 3:

“Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; para ver se de alguma maneira posso chegar à ressurreição dos mortos. Não que já tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Pelo que todos quantos já somos perfeitos sintamos isto mesmo; e, se sentis alguma coisa doutra maneira, também Deus vo-lo revelará. Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra, e sintamos o mesmo… Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas”, 3.10-16, 20-21.

CONFISSÃO

Crer no arrebatamento não é somente falar dele ou dizer que nele cremos. A Palavra fala de sua existência com exemplos ou testemunhos de homens que foram arrebatados.

Equivale dizer que devemos nos aproximar do SENHOR para receber a revelação de seus mistérios e não pensar que a palavra mistério é para falarmos quando não compreendemos o que está acontecendo, como se ela fosse um poço de coisas não compreendidas. O cristão deve ter discernimento de espírito. A presença do Espírito Santo em sua vida o faz sentir espiritual.

Tiago fala de uma série de coisas que nos faz carnais. Veja Tiago 4.1-12. As paixões carnais nos leva à Teologia da Prosperidade. Buscamos coisas para o nosso deleite pessoal. Por isso Tiago diz: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites”, 4.3. Leia o contexto.

Nem sempre desejamos partir deste mundo. Às vezes, tentamos enganar a nós mesmos dizendo que desejamos o Arrebatamento. Não é incomum observar crentes que ao saírem de uma crise de doença, gritam um tremendo “graças a Deus”, “ufa!” ou um “até que enfim escapei!” Lançam com isso a ideia de uma Eternidade não seria tão desejável!

CONVICÇÃO

Que convicção temos do Arrebatamento ou da Vida após esta existência humana? Só os que têm uma vida plena com o Senhor, regada de provas (e vitórias, obviamente) podem dar a resposta.

Para subir ao Céu precisamos antes descer, “sentir as nossas misérias”, lamentar, chorar e converter o nosso riso em pranto e o gozo em tristeza (Tg 4.9-10).

Apóstolo João, por exemplo, quando fala da ressurreição dá mais ênfase que à declaração do Reino de Deus, e prova mostrando a ressurreição de Lázaro. João fala com convicção. Seu texto faz parte daquilo que ele viu, testemunhou e sentiu. Por isso a Bíblia diz que a nossa pregação deve estar misturada com a fé.

Devemos falar e evidenciar aquilo que falamos. Viver e crer naquilo que pregamos. Quando João fala da Vida Eterna, dá a ideia de uma coisa futura, mas também insere a questão da eternidade divina, da qual devemos nos apossar, vivendo desde já sua realidade.

Esta convicção nos dá outro sinal – o de sentirmos como um peixe fora da água. Quando vivenciamos o bem futuro, sentimos que não somos deste mundo – como o SENHOR também confessou não ser – e passamos a desejar o Céu – a Eternidade, sair o mais breve possível daqui.

Mas para aqueles que desejam ter o gozo do Arrebatamento (sem provar a morte, como Paulo afirma: “Nem todos provaremos a morte”), resta à consagração, com meditação na Palavra e oração, e a evangelização para que a contagem dos salvos seja completada.

Mundo une-se contra Igreja – a Eclesiofobia!

Quando rejeitamos o mundo e sua concupiscência, também passamos a sofrer perseguições, como forasteiros, estrangeiros, pessoas em terras estranhas (1Pd 2.11). Nossos direitos passam a não ser mais iguais. Somos rejeitados. Isso é muito comum para um cidadão de uma pátria distante.

Não estamos tão distantes dessa realidade. As imposições mundanas, que querem nos empurrar goela-abaixo, analisadas em Os Sinais da Vinda do SENHOR, deixa isso muito claro!

Assim foi com o SENHOR. Os judeus não o aceitavam como seu líder ou rei, e muito menos os romanos que não queriam ver um novo líder ser levantado para provocar uma insurreição do povo contra César. Então, os dois reinos inimigos – judeus e romanos – se uniram para a morte do SENHOR.

Herodes e Pilatos, que não se falavam, voltaram a ter amizade. O tema: Morte do SENHOR provocou uma festa e a amizade entre inimigos. Sua morte foi um grande alívio para aqueles dois reinos da época.

Assim também estamos nós, que caminhamos na contramão do mundo e do Inimigo, atrapalhando suas ações. Se de um lado percebemos a aproximação da Volta do SENHOR, aproximando-nos mais Dele, a rejeição, por sua vez, aumenta. Então, quando arrebatados, daremos alívio e motivo de festa aos homens naturais ou carnais.

TEMPO ABREVIADO

Hoje podemos perceber que o tempo está sendo abreviado. Cremos nisso. O tempo está correndo. A Palavra diz que se Deus não abreviasse os dias, nenhuma carne se salvaria (Mt 24.22). Isso está acontecendo “por causa dos escolhidos”.

Veja que nesta passagem o SENHOR está falando de acontecimentos futuros, do fim. E logo na sequência, fala de como será o arrebatamento dos escolhidos: “Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vida do Filho do homem” (Mt 24.27).

SINAIS

Cremos que vamos perceber a aproximação pouco antes do Arrebatamento do Corpo de Cristo – a verdadeira Igreja. A brisa do Espírito deve soprar, num ato repentino e, em seguida, ocorrerá o grande acontecimento para os fiéis.

Assim como os pássaros cantam quando a chuva se aproxima, penso que haveremos de sentir a aproximação da Volta do Senhor. Nem todo o olho o verá, mas somente os salvos.

Atualmente os filhos do Reino já sentem as mudanças no comportamento humano. O homem vai perdendo sua identidade, se misturando cada vez mais com o pecado, se envolvendo cada vez mais nas estratégias do Diabo, de forma gradativa, pois o Diabo não tem pressa. Lúcifer tentou eliminar o homem, desde a Criação, fazendo-o corromper e sua doutrina diz que o homem é pior que um animal, não obstante ter sido o homem criado à imagem e semelhança divinas.

A Bíblia diz que Deus fez o homem perfeito, “mas ele buscou muitas invenções”. Os avanços provocam o homem a buscar mudanças tentando mudar tudo o que é natural. Se o homem não permanecer como Deus o fez, como poderá ser transformado? Tudo isso aponta para a brevidade da Vinda do SENHOR à Igreja.

Estamos vivendo momentos semelhantes àquele antes do Dilúvio e ao que precedeu a destruição de Sodoma e Gomorra. É perfeitamente assimilável afirmar que o mundo de hoje esteja pior que a tais épocas.

AMÉM!

“E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida… Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus”, Ap 22.17, 20.

Uma vez ouvi um pastor, já velho, dizer que pedia para que o Senhor demorasse mais porque sua filha estava fora da Igreja. Conforme o que confessara, ele hesitava em dizer o Amém, no sentido que a Palavra estabelece, conforme o texto bíblico acima. E amém significa que concordamos com uma verdade dita, expressa, escrita. É uma expressão de aprovação ou confirmação daquilo que foi falado.

A Bíblia manda que entreguemos nossos caminhos ao SENHOR e Nele confiemos, descansando em sua providência (Sl 37.4-5,7).

Cuidado

Quando se trata do espiritual temos a tendência de especular. Ora espiritualizamos o carnal, ora materializamos o espiritual. Conjeturamos ideias, muitas notadamente longe do racional, que dirá do espiritual. A verdade é que quando mais tentamos, mais falhamos porque o que é carne não pode perscrutar o espiritual. Os olhos humanos não podem enxergar e nem poderia entender o espiritual.

Só podemos ver o espiritual sendo espirituais. Portanto, resta-nos andar pelas beiradas, com muito cuidado e temor até ‘chegarmos à estatura de varão perfeito’, ao ponto de sermos colhidos porque não mais compatibilizaremos com este mundo. Por ora, alcançamos o conhecimento somente daquilo que nos é revelado (Dt 29.29).

Todo o cuidado é pouco uma vez que nem sempre (e nem todos) conhecemos o que é da mente e o que é do espírito. Segundo a Bíblia, somente a Palavra conhece esta divisão. Precisamos distinguir o que é emoção e o que é comoção espiritual.

O que vem de Deus é real e não místico, utópico ou sombra. Essa realidade deve ser compreendida no espírito à medida que vamos recebendo a revelação do Senhor, conforme o texto de Efésios 4.13: “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo”.

Quando alcançarmos tal estágio de vida de fé, sem dúvida chegaremos compreender aquilo que hoje temos dificuldade de assimilação. É difícil explicar a transformação do corpo carnal em corpo de glória, porque as coisas espirituais são discernidas espiritualmente, conforme 1Coríntios 2.13, uma vez que “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.

Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque, quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo”, 1Co 2.14-16.

NOVO CORPO

O exemplo mais próximo foi dado pelo apóstolo Paulo, em 1Coríntios 15. E um exemplo de aproximação daquilo que Paulo é a germinação de uma semente.

Pegue uma semente e coloque-a para germinar. Quando nascer uma planta, a semente não mais existirá. Um corpo dará lugar a outro.

Você notará, neste exemplo, que a planta vai crescer para o lado da luz – buscando a luz –, como a oliveira faz deixando seu tronco todo retorcido porque ela vai se movendo de acordo com a direção da luz.

Interessante também notar ainda que a oliveira para dar bons frutos, precisa ser podada e enxertada. O primeiro corpo é cortado, mantendo a estrutura, e outro é enxertado para que os frutos sejam aproveitados.

Caso queira experimentar, pegue uma semente (de preferência de feijão) e coloque-a em um pires ou prato, envolvendo-a em uma mecha de algodão. Em seguida, embebede-a em água. Após alguns dias, você terá a figura da transformação de nosso corpo no Arrebatamento: um corpo dará lugar a outro.

Poderá notar também que a semente murcha, quebrada ou que tenha sofrido qualquer alteração em seu estado natural, não germinará e apodrecerá, mesmo estando na água ou em solo fértil.

Se o homem não manter seu estado natural, se pervertendo indo atrás das abominações humanas, será dominado pela carne não alcançando a misericórdia divina (veja Oséias 11.5).

“Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita pôr mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados: não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida… Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor”, 2Co 5.1-4,8.

(mais…)

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FINAL DE TODAS AS COISAS

Subsídio para a ESCOLA DOMINICAL

Jesus Cristo deixou vários sermões de alerta quanto a Sua Volta. O texto em estudo está em Lucas 17.24-3:

“Porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do homem no seu dia. Mas primeiro convém que ele padeça muito, e seja reprovado por esta geração. E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio, e os consumiu a todos. Como também da mesma maneira aconteceu nos dias de Ló: Comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma choveu do céu fogo e enxofre, e os consumiu a todos. Assim será no dia em que o Filho do homem se há de manifestar”.

ACIMA DE QUALQUER DÚVIDA

Fica claro que a promessa de Volta ao mundo, para resgatar a Sua Igreja foi dita por quem já demonstrou com clareza o caráter de Sua Palavra.

Por exemplo, há mais de 50 profecias no Velho Testamento, que falam da volta de Israel à sua Terra, portanto já cumpridas. Uma delas refere-se ao ‘vale de ossos secos’ (Ez 37), justamente como Israel estava representado do ano 70 a 1947!

A língua hebraica foi restaurada em 1948, depois de milênios fora do sistema oficial e de ter sido superado pelo latim, com o advento do Império Romano, e pela universalização do grego!

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”, Mt 24.35 (Is 40.8). Aleluia!

“Pois, gostariam de saber o que me sustentou ao longo de todos os anos de exílio entre pessoas cuja língua não entendia e cuja atitude para comigo era sempre incerta e frequentemente hostil? Foi isto: ‘Eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século’ Sobre essas palavras arrisquei tudo, e elas nunca falharam. É a palavra de um Cavalheiro da mais estrita e sagrada honra”. David Livingstone, citação do livro O pastor Pentecostal (CPAD), Unidade 1 – Prioridades na vida do pastor (Pregação expositiva, George O. Wood).

REPENTINAMENTE

“Quem é esta que sobe do deserto, como colunas de fumo, perfumada de mirra, de incenso, e de toda a sorte de pós aromáticos?”, Ct 3.6.

A Volta do SENHOR Jesus se dará de forma repentina, pois é designada Arrebatamento. Este vocábulo indica ação repentina e ‘tirar com força, arrancar, levar, desprender, raptar’ e ainda a ação de veemência, e impetuoso’.

Note então que não será algo a demonstrar ação esperada, mas repentina, como rapto, isto é, com força, poder.

Por trás de uma piscada ou de um relâmpago há sempre um motivo. Pense nisto!, pois o Arrebatamento da Igreja (com inicial maiúscula, por ser único), ocorrerá num piscar de olhos, como ocorre um relâmpago.

TRÊS FRENTES DE SINAIS

Três grandes frentes de sinais estão à nossa vista e no contexto de nossos dias:

  1. ISRAEL. O SENHOR disse para ficarmos de olho na Figueira (Israel), em especial quando iniciasse o seu período de broto (depois nascem flores, seguida dos frutos e, finalmente, a colheita):‘Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão’, Mt 24.32.

Israel voltou depois de 2000 mil anos em dispersão pelo mundo, a partir da Diáspora imposta pelo Império Romano no ano 70. Em 1948 foi declarado nação. Portanto, a Figueira já brotou!

2. A IGREJA. Temos muito para comentar sobre a Igreja do SENHOR da atualidade. Além dos modismos, como Teologia da Prosperidade; Confissão Positiva (eu declaro, eu não aceito, eu profetizo, eu abençoo etc); a auto-consagração, lustração do ego, com nomenclaturas absurdas e fora do contexto do ministério cristão; os shows, os ídolos, a glamour; os ministros-executivos; a atração desenfreada pelo sistema político etc, são registros claros da fragilidade doutrinal, em oposição ao legalismo, que, em detrimento da doutrina e da ética, muitas vezes, toma espaço e cria uma espécie de ‘egocentrismo da (falsa) perfeição’.

Todos são cristãos!?

“Grande número de cristãos acredita que a unidade visível do Corpo de Cristo diante do mundo é muito mais importante do que a verdade doutrinária”, e “Se a doutrina bíblica não é o padrão final, então onde traçar os limites do que é ou não é cristão? O que fica então, no final, é apenas uma compreensão falsa ou superficial do cristianismo e é isso (e a teologia errada) que promove divisão entre os cristãos” (John Ankerberg, Os Fatos Sobre o Movimento, citado Obra Missionária Chamada da Meia Noite, 1996).

Dessas doutrinas loucas, divorciadas da racionalidade de Romanos 12, escrito para impor limites no embate entre gentios e judeus, na disputa de poder na Igreja em Roma, surgem os falsos Cristos (enviados de Deus), líderes que se autodenominam eleitos e cheios de jeitos e trejeitos, a brindarem com a simonia.

3. O MUNDO. Os sinais são incontáveis e não mais distantes e ocorridos em determinados e específicos lugares. Estão por todas as partes, incluindo o seu ambiente, a sua cidade, o seu lugarejo.

Os costumes e hábitos humanos mudaram; tentam mudar até mesmo a natureza dos seres criados, como no caso do Casamento, da Família, dos Gêneros humanos (macho e fêmea), incluindo o crescimento desenfreado e jamais registrado na história humana, do Homossexualismo.

Temos isto muito claro no Brasil, como advento da política da Esquerda, em especial com o partido do Governo federal. Eles são determinantes para que tais sistemas e padrões sejam alterados.

Pense nisto: Eles querem eliminar toda a influência à sociedade humana, da crença em um Ser Eterno, Deus, Criador, bases da cultura judaico-cristã.

Vários costumes e sistemas socioculturais partem da cultura judaico-cristã, como:

– FAMILIA (constituída de pai, mãe e filhos);

– CASAMENTO (de acasalamento, obviamente entre macho e fêmea, assim como ocorre no reino animal; não se conhece outro, pois não existe);

– Menino e menina (querem mudar a definição desse tipo de gêneros nas escolas);

– Domingo (de domínio – isto é, SENHOR, Aquele ou Quem domina –, então, literalmente Dia do SENHOR. É o sétimo dia da semana, quando o SENHOR descansou da Criação, portanto, é o dia de descanso.

– HOMEM (No sentido da palavra indica todo o ser humano, mas está implícito ser macho e fêmea, conforme Gênesis 1.27: “E criou Deus o homem… macho e fêmea os criou”, dentre outros padrões da própria natureza humana, a indicar a Criação divina.

Além disto, temos fatos interessantes que foram ditados por iniciativa cristã, na questão do direito, como: Proteção ao Idoso; à Criança; à Mulher; Pai e Mãe; direitos trabalhistas; abolição da escravatura (pelo inglês protestante William Wilberforce. Depois de sua campanha contra, o Parlamento Inglês, aprovou o fim da escravatura em 25 de marco de 1807, e forçou o mundo a acabar com a mesma) etc.

Caso eles consigam somente retirar a ideia de um Ser Supremo, SENHOR e Criador terão o seu intento garantido, pois tudo o que está acima, cairia por terra e seria implantado um Estado mundial de libertinagem, promiscuidade e, então, a ideia de Guevara: Se há governo sou contra!: a Anarquia. Neste sistema está implícito o amor livre (sem respeitar idade ou grau de parentesco, por mais próximo que possa ser incluindo pai e mãe!

O ALERTA DOS PÓLOS

Volto ao subsídio desse Estudo Bíblico para a Escola Dominical, que diz respeito ao estado de alerta da Igreja, pois sua Volta será repentina.

Insiro também tópico ALERTA DOS POLOS, de meu livro sobre Escatologia, editado pela CPAD: FRONTEIRA FINAL.

“Sob o título O Alerta dos Pólos, repetido neste capítulo, a revista Veja (abril/2007) publicou matéria especial sobre o degelo nos pólos. Até parecia uma revista evangélica, clamando ao arrependimento, conforme conclama Joel. O destaque foi nas mesmas proporções dos estragos verificados nas calotas polares: “…estragos causados pelo aquecimento global. A notícia não é boa: as calotas polares estão no limite da resistência”.

A Veja fala em grito de agonia e diz que as mudanças ocorrem com mais rapidez e intensidade que se pode sentir em qualquer outra região do planeta. “No Ártico, o ritmo da elevação da temperatura na atmosfera é o dobro da média global”.

A previsão de seu desaparecimento fica a seis anos mais próximos de nós que a prevista em 2005, conforme inserimos no início deste capítulo, ou seja, de 2066 para 2060. Parece longe demais, mas a considerar a idade da Terra, seja do ponto de vista da Criação, e muito mais do da Evolução, é muitíssimo pouco tempo. Equivale a uma existência, uma geração. “A calota gelada do Oceano Ártico deve desaparecer totalmente durante o verão a partir de 2060. Na escala geológica, meio século é um piscar de olhos”.

Embora a grande conseqüência deverá ser colhida por nossas crianças, a influência desse perda ainda hoje pode ser registrada em todo o mundo, pois não passa de um reflexo do desequilíbrio climático do planeta todo, e não somente dos pólos e para os pólos, pois, devido a baixa temperatura, eles acabam influenciando a temperatura global com um clima equilibrado. Com o degelo, várias cidades deverão sumir do mapa do mundo, prevêem os cientistas.

Para se ter idéia da preocupação com o que está ocorrendo nos pólos, onde se vê ursos branquinhos, parecendo àqueles grandalhões de pelúcia, farejando lixo, conforme mostra a revista, 66 países se envolveram em pesquisas. Serão investidos US$ 1,5 bilhão para patrocinar mais de 200 projetos, com dedicação de 10 mil cientistas.

Tudo isso por causa de um fato: aquecimento global. E o que a Bíblia diz: “E será a luz da lua como a luz do sol, e a luz do sol sete vezes maior, como a luz de sete dias, no dia em que o Senhor ligar a quebradura do seu povo, e curar a chaga da sua ferida”, Is 30.26.

Para estudar a questão a mostrar caminhos, foi criado o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática da ONU, sob a abreviatura IPCC. Um dos relatórios indica o Ártico como principal alvo do aquecimento global, por causa da elevação da temperatura acima da média mundial. As reações não serão nada boas. Segundo disse Veja o cientista oceanógrafo norte-americano Paul Berkman, da Universidade da Califórnia, “As regiões polares são como gigantes adormecidos: seu despertar será sentido com violência em toda a parte”.

Não seria melhor o homem começar o estudo a partir de outro ponto de partida? Não seria o pecado do homem a principal causa? Sim! E todo mundo fala disso, mas ninguém tem a ousadia de decidir pelo Caminho que realmente resolverá a situação. E o que a Bíblia diz novamente?: “E os homens foram abrasados com grandes colores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória”, Ap 16.8-9.

Aumento do nível dos oceanos

A cada ano que passa os oceanos estão ganhando 3mm em seu nível, em função da água que sai do derretimento das geleiras polares. Do total de degelo, somente a Groelândia e a Antártida respondem com 30% da elevação dos níveis marítimos.

Agora a tentativa dos glaciologistas é ainda mais alarmante. Segundo a revista, eles estão estudando esses gigantes de gelo, que funcionam como imensos reservatórios de água, prontos a liberá-la a qualquer momento, na tentativa de saber quando essa liberação chegará a ser medida em metros, na elevação do nível dos mares.

No quadro de comparação de emissão de CO² na atmosfera, do glaciologista Jefferson Cardia Simões, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e divulgado pela Veja, “O manto de gelo da Antártida se acumulou em camadas sucessivas à razão média de 5cm por ano”. Ele informa que a camada de mais de 3 mil metros é perfurada para medir a concentração de amostras de ar no decorrer do tempo. Assim, pode-se chegar à conclusão sobre a emissão de gases no decorrer dos anos, medindo a presença da poluição em cada camada correspondente.

O efeito estufa mostrou-se alarmante quando a concentração de gases na atmosfera, somou-se à emissão natural, os produzidos por erupções vulcânicas e pelo avanço tecnológico.

QUEM NEUTRALIZA TAIS AÇÕES?

A Luz e o Sal da Terra!

Abaixo publico um esboço sobre o significado do sal, conforme importância indicada pelo SENHOR.

VÓS SOIS O SAL DA TERRA

Mc 9.50

No contexto, o livro de Marcos lança para o fato de os discípulos estarem em dificuldade, e por isso expõe preocupações:

  • Sentimento de Ambição entre eles –v33-37

Ser o maior é o mesmo que ser o primeiro

  • Inveja e intolerância – v38-41
  • Escândalo – v 42-48

I – O sal natural tem Mistura (impuro)

  1. A) o sal retirado do Mar Morto era natural, pois mantinha em sua composição outros minerais, por isso era considerado impuro.
  2. a) Natural = sem preparo
  3. b) O cloreto de sódio sofre a umidade que o torna imprestável
  4. c) “Não presta” = ‘tolo’, ‘louco’
  5. d) Imprestável para o Reino

Ref: Lc 14.34-35 (Se degenerar n mais presta).

  • Perde o caráter de sal.
  • Perde as características de discípulo

II – Valor do Sal

  1. O sal melhora a qualidade da existência humana e a preserva da degeneração/destruição
  2. Sabor e poder de preservação (da corrupção)
  3. O discípulo se esmorecer, fracassar torna-se inútil ao Reino
  4. Perde o sabor gradualmente – não se nota até que seja tarde demais.

– Quem tem ouvidos ouça…

III – Seu emprego no Velho Testamento

  1. Nos sacrifícios (de manjares – cereais) – Lv 2.13

No de animais – sacerdotes espalhavam sal – Ez 43.24

  1. Usado na purificação – 2Re 2.19,21

(abolir a morte e a esterilização da água/profeta Eliseu)

  1. Como especiaria – Ed 6.9
  2. Elemento purificador após o parto – Ez 16.4

IV – Sua Importância

  1. Essencial e indispensável à sobrevivência humana
  2. Usado em operações de compra e venda
  3. Como salário (derivado do latim) – Legiões romanas recebiam sal como parte do salário – depois Soldo
  4. Via Salária (Via que dava acesso do produto à sede do Império Romano)
  5. Na Idade Média estradas foram construídas para escoar a produção de sal, dado a sua importância
  6. Figurava como sinal de nobreza – mesa com saleiro de prata maciça era usado como referência de lugar à mesa
  7. Os crentes sentarão à mesa com os Patriarcas e Apóstolos

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Volto a fazer comentário, com trechos do meu livro sobre Escatologia, editado pela CPAD: FRONTEIRA FINAL, do tema acima, como subsídio ao ensino da Escola Dominical (LB, 17jan16).

IMINÊNCIA DA VOLTA DO SENHOR

Este momento era muito desejado pela Igreja Primitiva: A iminência da Volta de Jesus! Nossos irmãos primevos viviam em constantes lutas, perseguições e perdas, em completo sofrimento. Eles almejavam partir a cada momento e louvavam ao SENHOR quando um deles era morto pela perseguição de Roma.

Atualmente vivemos quadro de iminência Volta, por vários motivos. Os sinais do Fim estão por todas as partes: Terremotos, pestes, desamor, egocentrismo, esfriamento do amor entre irmãos, perseguição em países árabes e nos remanescentes comunistas etc.

O texto base tomado pela LB está em 1Tessalonicenses 5.23:

“E o mesmo Deus de Paz vos santifique em tudo; de todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a Vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo” (grifo nosso).

SANTIFICAÇÃO: PRONTO E PREPARADO

A ideia que temos de santificação procede do judaísmo e tem que ver com o hebraico kadosh e significa o ‘outro’. Ela aparece em Isaías, no capítulo 6.

Tomo parte do artigo que escrevi recentemente No ano que morreu o rei Uzias, para compor este comentário quanto aos cuidados relativos à Volta do SENHOR.

Uzias teve momentos de auge em seu reinado: “Como o fim deve ser melhor que o princípio e a manutenção do sucesso o grande triunfo não alcançados por todos, Uzias, notável líder, criativo e estrategista, “exaltou o seu coração até se corromper” (2Cr 26.16).

O ápice de seu orgulho foi o de confrontar o sacerdote Azarias, ao transgredir a Lei de Moisés (Nm 16.40), e tomar para si o direito de oferecer incenso no altar do Templo de Jerusalém, função exclusiva dos sacerdotes, da ordem do sacerdócio aarônico, com versão neo-testamentária, conforme Hebreus 5.4.

Embora os reis detivessem privilégios à semelhança dos sacerdotes, não possuíam a unção exclusiva e sacerdotal, pois semelhança não é o mesmo que igualdade.

Se você pensa que é algo fora do nosso contexto está errado. Temos hoje inúmeras pessoas que se auto-consagram ao ministério pastoral e saem por aí a fundarem suas igrejas, muitas com nomes cheios de ‘glamour espiritual’, a partir da força contida em palavras como: Verdade, Liberdade, Santidade etc. São pessoas que não presunçosas e que não se submetem a ninguém. Uzias morreu acometido de lepra.

À prova de falhas!

Ainda no texto ilustramos com o sistema japonês de controle de produção, o Pocayote, conhecido como ‘A prova de erros’, antes ‘A prova de tolos’. Desse desenho, com vistas à marca zero de erros, temos a guilhotina manual – quem já foi gráfico a conhece bem –, que deve ser operada com as duas mãos, como forma de não incorrer no risco de cortar uma delas.

Tudo acaba com a vaidade quando não construímos com vistas ao Reino, isto é, sempre tendo como meta aquilo o que fica, que permanece. Como diz o apóstolo dos gentios: “Insensato! O que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer”, 1Co 15.56”.

Santidade ao SENHOR

Na questão de santidade, o profeta viu os seres celestiais clamando ‘Santo, Santo, Santo é o SENHOR’ Shaba (Todo-Poderoso). Santo é a palavra repetida por três vezes e, no hebraico, é uma forma de realçar o fato, significado ou momento.

Santo (kadosh) indica ‘outro’, diferente por completo, justamente o oposto do comum. Uma ideia próxima desse significado é o ouro. Por não ser comum e, portanto, um produto raro, tem muito valor. Não se encontra ouro em qualquer lugar ou em todas as partes. Ele é raro, incomum e não ordinário.

Pronto e Preparado!

Percebe-se que para estar preparado é necessário estar primeiramente pronto, isto é, querer, como apóstolo Paulo fala em Romanos 1.15: Estou (preparado e) pronto!

Santificação indica separação de tudo o que é comum, como indica o hebraico: inteiramente ‘outro’. Isto indica que não há outra forma de esperar o SENHOR, senão em santificação, dentro da máxima expressa em Provérbios 4.18: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”, e Efésios 4.13, ‘a estatura completa de Cristo’.

Porém, o mais insistente e imperativo apelo sobre a santificação entre os crentes, está em 1Pedro 1.15-16: “Mas, como é Santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. Porquanto escrito está: Sede santos, porque Eu Sou Santo!” (grifo nosso).

O verso anterior introduz muito bem os versos seguintes, quando determina que não devemos meter-se na fôrma do mundo (cf Romanos 12: ‘Não vos conformeis com este mundo”), ‘que antes havia em vossa ignorância’.

Então, querer e esperar a Volta do SENHOR é buscar também viver a santificação plena; completamente ‘outro’ personagem no sentido de transformação, mudança do homem velho para o novo, a partir da (nova) Semente (do grego sêmen), plantada em nós, que é a Palavra, meio de alcançarmos a natureza espiritual (1Pd 1.4-10).

LOUCURAS HUMANAS

O casamento como ilustração de sua Volta (Mt 25), a noiva em preparação para o encontro com o noivo, é tão próximo quanto perene, pois os milênios não apagaram o brilho dessa parábola.

Dentre as 10, cinco são loucas. A loucura aqui não é a mesma da exortação de não taxar o irmão de idiota (imprestável, vazio), do hebraico raqa (raca).

A loucura de Mateus 25 significa imprevidência: sem previsão, despreocupação, ausência de prevenção; como sinônimo de: descuido, desleixo, despreocupação, negligência.

Azeite nas lâmpadas

Lâmpada é luz, e sem luz ninguém caminha ou tem vida, mas permanece na obscuridade na Caverna de Platão, conforme Isaias 41.22. O azeite é a energia usada para dar luz. Sem ele não há luz!

Com o ensino implícito na parábola deve-se estar sempre pronto, não importando a demora.

Note-se ainda que todas as virgens tinham azeite, e todas as lamparinas estavam acessas. Porém, nenhuma falha deve ser constatada nas núbeis. Faltavam-lhes reserva de azeite, com vistas ao imprevisto: ‘Aí vem o Noivo!’

Porquanto não basta ter nome, estar incluído, conforme a nova tese de pluralidade e de inclusão social. A Igreja precisa estar preparada, enquanto indivíduo!

Preparação: Corpo, alma e espírito

Na passagem de 1Tessalonicenses 5.23, o apóstolo cita, pela primeira e única vez, nesta epístola, a tríplice lista: corpo, alma e espírito. O substantivo corpo (soma, o corpo por completo) não é usado em nenhuma outra parte da epístola.

A forma mais usada é coração, a linguagem poética para indicar todo o ser, que, na verdade, indica a representação humana (a alma), da persona (personalidade), incluindo o caráter: pensamento (o que e no que pensamos); sentimento (o que sentimos e como sentimos: nossa forma passional de ser); entendimento (o que e como entendemos tudo), vontade (quais são as nossas vontades e para onde elas nos guiam); emoções (o que nos emociona e como lidamos com tais emoções), enfim, aquilo que somamos no decorrer de nossa existência, incluindo a personalidade e o(s), temperamento(s), desde a conceição do ser.

Amar ao SENHOR por completo!

Parece ser uma ideia judaica do apelo do SENHOR de amá-lo por completo, conforme Deuteronômio 6.5, porém, o que se sabe é que não há como viver em Cristo de forma parcial, senão holística.

Não é possível santificar a alma (conforme definição acima), sem que o espírito e o corpo, extensão de tudo o que somos, participem de forma total e completa. E isto não indica imposição de costumes, mas de compromisso explícito de participação como ‘outro(a)’ pessoa, em função de mudança, transformação (outra forma).

Para que serve o músculo carnal, o coração?!

Como homem espiritual e de uma visão e amor incríveis, além de ensino extraordinário, saudoso pastor José Dutra de Moraes ensinou sobre esse versículo, nos concorridos cultos de Doutrina.

Ele ilustrava a tese de que Deus quer somente o coração, dizendo que Deus não era Bucheiro para esse desejo! Bucheiro era o antigo vendedor de miúdos de gado (coração, fígado, rins, rabo, patas…), que andava pelas ruas do interior de São Paulo, em uma carroça-baú, oferecendo os miúdos.

– Quem gosta de coração é bucheiro!, dizia de forma enfática, pastor Dutra.

COMO NOS DIAS DE NOÉ

Também o SENHOR toma a época de Noé para mostrar a iminência de sua Volta: Bebiam, comiam, casavam-se e davam-se em casamento… (Gn 6-7).

Esta parece ser uma alusão à antiga filosofia humana e sem Deus que, como não há nada além do túmulo, aproveitemos a existência: “Comamos e bebemos porque amanhã morreremos” (Is 22.13 e 1Co 15.32).

Semelhanças

Parece-nos bem própria a o texto para ilustrar a brevidade do Volta do SENHOR. A anunciação do Dilúvio é introduzida com a corrupção do ser humano (não use raça, pois diz respeito à evolução e não da Criação), pois “a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente” (Gn 6.5).

Primeiro percebe-se que o mundo de então, funcionava normalmente com todos os meios sociais, de relacionamento e mercado que temos atualmente: ‘Comiam, bebiam, comprovam, vendiam, plantavam e construíam’ (Lc 17.28). Interessante não!?

Nota-se também a degradação humana, o distanciamento do Criador, como nos tempos do Dilúvio, o questionamento quanto à crença em sua existência, como se vê hoje no mundo, não é mais privilégio do Primeiro Mundo, em especial a Europa.

Com o recrudescimento da esquerda, equilibrando-se no socialismo democrata, tido como centro, sistema que para nós vai governar o mundo (digo isto há décadas), ocorre o notável paralelo de aumento do ateísmo e agnosticismo.

O agnóstico considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana e, portanto, seria inútil discutir temas metafísicos, e que, portanto, não há razão para discutir ou fundamentar a existência de Deus. Acreditam somente na possibilidade de sua existência, conforme doutrina do teísmo.

E pasmem! Há muitos agnósticos entre os ditos cristãos, também entre nós e muitos com preparação teológica!

Uma das formas usadas na época do Dilúvio, que dava ênfase à degradação, refletia diretamente no casamento. “Casavam-se e davam-se em casamento”, que segundo doutor Antonio Gilberto pode ser traduzido como: “Casavam, descasavam-se e casavam-se novamente’. O casamento foi banalizado a exemplo do vemos hoje. Não preciso entrar em pormenores, comente você mesmo.

Chocarrices

Outro tema que gostaria de inserir é o tratamento com desdém às coisas sagradas. Nisto, o apelo de Paulo e suas consequências, quando trata da Ceia do SENHOR são claros: “Não discernindo o Corpo do SENHOR’, e por isto ‘há muitos fracos, doentes e mortos’ (que dormem), do grego koimontai, ‘cair no sono’, ‘morrer’.

Há falta de separação clara entre o sagrado e o profano, e os que procedem assim são taxados de cães (Fp 3.2). ‘Simplesmente’ por isto temos exemplos bem atuais de pessoas que foram ‘notáveis crentes ou pregadores’, hoje fora da Igreja, justamente por tratamento com desdém àquilo que é sagrado, com brincadeiras, piadas de mau gosto, chocarrices…, desembocando na falta de temor. Daí ao fundo do poço é somente um sopro!

Há muita clareza na advertência bíblica: Falta de respeito, palavras, temas e conversas não aconselháveis (Fp 1.27; Ef 4.22,27,29-30; 5.4,11-12).

‘A QUE HORAS ESTAMOS?’

Depois de tantos outros ismos, o Iluminismo levou o homem a usufruir de liberdades, ao contestar os exageros do Absolutismo, partindo para o outro extremo. Chegou-se facilmente à libertinagem.

Da liberdade de expressão através das artes, influência da Grécia antiga, que ofereceu também a filosofia e a força de inserção cultural do homossexualismo passou-se a questionar determinados valores, ícones até então incontestáveis. Perdemos limites!

Libertados pelo conhecimento, uma vez que a falta dele leva à escravidão (cf Oséias 6.4 e Cl 2.2-4), a partir do calabouço cristocêntrico da Reforma (Ef 2.8-9), o homem não atentou ao equilíbrio. Partiu para descobertas, embriagado pelo volume de conhecimento, até descobrir o amargo do doce de Daniel 12.4: “E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará”.

Conhecimento profetizado por Daniel e que deveria jorrar no tempo do Fim, atualíssimo, não diz respeito à sabedoria humana propriamente, mas ao avanço tecnológico, como mostra Naum: “Os carros correrão furiosamente nas ruas, colidirão um contra o outro nos largos caminhos; o seu aspecto será como o de tochas, correrão como relâmpagos” (2.4).

Avanços excepcionais

Desde o seu início, até a Idade Contemporânea, o mundo conheceu 15 inventos, especificamente até 1714. Menos de 200 anos depois, o número saltou para 21. “A partir do século 18 (…), a quantidade de inventos cresce brutalmente” (Folha de SP, 11julh84).

Os terremotos, para dar ênfase à profecia (Mt 24.7), também acompanharam, com brutal crescimento: Século 7, ocorreram 17; século 14- 137; século 18- 640; século 19, foram registrados 2.139 e, no século 20, em somente 76 anos, ocorreram 5.200. Atualmente, perde-se as contas!

No caso dos inventos, há décadas, o então chamado ‘papa da comunicação’, Howard Rheingold, autor da Realidade Virtual, previra: “Tudo vai acontecer muito rapidamente…”.

Em dezembro de 2014, noticiou-se a previsão do físico inglês, da Universidade de Cambridge, Stephen Hawking. Segundo ele, “os robôs vão levar a espécie humano ao fim”, pois “a inteligência artificial vai superar os homens em menos de 100 anos”.

Não paramos por aí. Nos anos oitentas se instala a Pós-modernidade. Segundo o teólogo Earl Creps “O pós-modernismo é uma reação contra os valores do mundo moderno, conforme foi formado pelo Renascimento, Reforma e Século das Luzes (Iluminismo). A moderna visão de mundo é caracterizada (no ocidente) por várias características fundamentais:

  1. a) centralização no indivíduo;
  2. b) confiabilidade na percepção humana;
  3. c) primazia da razão;
  4. d) objetividade da verdade;
  5. e) inviabilidade do progresso;
  6. f) certeza de absolutos;
  7. g) incerteza do sobrenatural
  8. h) uniformidade da visão de mundo”.

Quanto ao ponto a, deixo meu comentário, pois muitos confundem humanismo (o homem em primeiro e não Deus), com amor ao próximo.

Pós-modernidade

A Pós-modernidade, aliada à Globalização, fez com que as circunstâncias imprescindíveis para a manutenção de nobrezas, maquiadas por segredos ou ignorância desaparecessem e desnudou um amontoado de mascarados. Mas a falta de dosagem matou o doente.

Vejamos: O sexo nunca esteve tão banalizado como nos dias de hoje. Essa vulgarização, o tornou ordinário e levou o homem a buscar opções, o que a Bíblia chama de ‘outro sexo’.

Os bons costumes, o respeito e a decência caem por terra. “A esculhambação nunca foi tão grande”, diz a manchete do caderno Ilustrada, Folha de São Paulo de 31/7/91, com o subtítulo: “A partir dos anos 70 a breguice deixou de ser ingênua e instaurou-se uma cultura do mau gosto, da cafajestice”, disse a falecida e depravada (pasmem!) atriz Dercy Gonçalves.

A Folha continua afirmando: “mas é certo que, a partir dos anos 70, instaurou-se – ao lado da moralidade e do escândalo social crônicos da nossa sociedade –, uma cultura do mau gosto, da violência estética, de selvageria texana. A breguice deixou de ser ingênua e marginal”.

E ainda, “…Num exibicionismo de novo estilo… a imoralidade agravou-se, e espalha-se por todo lugar. Vive-se numa situação em que o malfeito, o precário, o propositadamente ruim e grosseiro e o lixo são canais legítimos da expressão… Esta sociedade em que vivemos parece impelir tudo à brutalidade e à esculhambação”.

Colocamos matadouros à frente de nossas crianças

A Unicef diz que no Brasil existem cerca de 500 mil meninas entre 10 e 12 anos que são prostitutas. Cerca de um milhão de adolescentes dão à luz anualmente no Brasil. Segundo o IBGE hoje o país tem em torno de 16 milhões de meninas adolescentes, com idade entre 10 e 20 anos. O índice de mães menores de 15 anos, que era de 0,24% em 1986, dobrou nos últimos anos e 20% das crianças nascidas vivas são filhas de mães adolescentes – dados desatualizados: Folha, 8/3/91.

A verdade é que os adolescentes estão perdidos, envolvidos em caminhos que os convidam à promiscuidade e nem sempre mostram o retorno dessa longa viagem que, não poucas vezes, levam à morte.

“Nos últimos 25 anos a taxa de suicídio cresceu 300% nos EUA e em outros países industrializados” – disse ao jornal a Folha de SP (22/4/91), o psicólogo Alan Ward, do Institute for Juveline Reseasch (Instituto de Pesquisas do Jovem), da Universidade de Illinois, Chicago (EUA). Somente no ano de 90, nos EUA, houve cinco mil suicídios de adolescentes e 500 mil tentativas.

Para Alan Ward, o problema aumentou porque o mundo hoje está mais difícil para os adolescentes. Segundo ele até progressos sociais, como a libertinagem feminina, aumentam a confusão na cabeça dos adolescentes.

Já em 1991, a então deputada pelo Rio, a petista Benedita da Silva, que se diz evangélica, pediu o fim do adultério como crime. Ela e mais quatro deputadas do PT solicitarm a mudança do artigo 312 do Código Civil, deixando de prever a “fidelidade recíproca” como um dever dos cônjuges passando a exigir o “respeito e a consideração recíproca”. O deputado Roberto Magalhães (PFL-PE), disse que ser for aprovada a emenda proposta pelas deputadas, “é melhor acabar com o casamento” (10/91).

Não é só isso! Não temos mais referenciais em todos os segmentos da sociedade humana. Não temos mais o registro de profissionais exemplares, líderes a serem seguidos, políticos honrados, respeito no trânsito e total ausência de fiscalização e punição.

Surgem doenças especialmente criadas, para preencher espaços construídos por uma sociedade que animaliza o homem e humaniza o animal.

Com o advento do sistema socialista no mundo, as regras básicas para o bom relacionamento humano, são, a cada dia, descaracterizadas. No Brasil instaurou-se a anarquia (do grego anarkhos, sem poder, governo), usada para denominar ideologias, em oposição a valores sociais, político, militar e religioso e seus decorrentes como o Estado, leis, propriedade e a própria ordem.

O ser (honesto, de nobreza e caráter) deu lugar ao ter (dinheiro, triunfo, riquezas, não importa como). Vivemos em época semelhante a do Dilúvio, quando o SENHOR acabou com tudo, pois “A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência”, Gn 6.11.

Maranata! Amém?!

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 “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, Ap 3.1-6.

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

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Ruínas de Sardes
Identificação

Cidade localizada a 70 quilômetros de Esmirna, hoje a pequena aldeia Sart, na Turquia. Sardes fora arrasada no ano 17aC por um terremoto, depois reconstruída. Também foi capital da Lídia. Seu porto figurava como ponto de reembarque de produtos de lã.

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura a indicar a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão. A história conta que a vida cristã em Sardes quase se estinguiu (v1).

Por outro lado, a alusão do versículo 1 – “tens nome de que vives, e estás morto” – pode indicar propaganda enganosa, isto é, características de igreja, mas totalmente fora dos padrões bíblicos. E ainda o domínio de dons espirituais usados fora do contexto dos preceitos bíblicos, com obras não cristãs (imperfeitas), tendo em vista seus objetivos – glorificação do Senhor, edificação da Igreja e salvação de almas, a partir do recrudescimento do amor (1Co 13).

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblico-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante recebem a promessa gloriosa do Senhor: “… e comigo andarão de branco”, v4. Este é um contraste com as vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor, e o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

As vestes brancas, descritas pelas Escrituras indicam sinônimo de pureza, santificação, vida cristã intocável. Por isso Judas 23 descreve o seguinte: “e salvai alguns, arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne”. Leia ainda Zacarias 3.24.

Mudança Proposta

A indústria de lã e as diversas cores de tecidos oferecidas faziam de Sardes o orgulho da região. Da tintura de roupa, usada como um costume entre os gregos, origina-se o termo batismo, que é mergulhar a peça na tintura e tirá-la transformado em outra cor. Daí a definição de batismo, do grego baptismós, mergulho, imersão. A tintura preparada servia para mudar o aspecto do tecido e isso acontecia em Sardes em nível industrial. Imergia-se o tecido na tintura de acordo com a cor desejada para, em seguida, seguir para a comercialização, já em nova versão de cores.

Esse atrativo introduzido ao tecido, para produzir vestes atraentes, vai de encontro à exuberância da Prostituta do capítulo 17: “A mulher estava vestida de púrpura e escarlata, adornada com ouro e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”, Ap 17.4.

O uso dessas cores indicava também luxúria e, por isso, logo após a Revolução Industrial, uma mulher jamais usaria uma blusa vermelha, para não chamar a atenção para si. Esse domínio foi mentido por anos entre puritanos.

Em Sardes estão representadas a riqueza e a prosperidade de Laodicéia, com a visão de esplendor que as roupas coloridas produziam.

Grande Deusa-Mãe

Outra marca dessa igreja era o centro do culto a Cibele, conhecida como a Grande (deusa) Mãe, equivalente a Diana dos Efésios ou Astarote, culto comum na Ásia Menor. Cibele era muito cortejada entre os romanos especialmente depois de ter levado a sorte, por meio de um meteorito, que seria a representação de sua presença.

Era a deusa da salvação, a padroeira de Roma. Tinha seus devotos que promoviam uma série de encenação anual a ela. Seus templos acabaram dando lugar à deusa do romanismo moderno – “Maria, como no caso do Partenon, templo da deusa virgem Atenas. Entre a classe baixa, Maria substitui a mãe deusa como objeto de devoção. Pode-se traçar a atenção que lhe era dada e a mesma adoração a ela prestada a partir do segundo século, especialmente em Éfeso.”

O mesmo fenômeno vivido hoje com Maria, podia-se perceber nos primórdios da Igreja com essas divindades. Seus adoradores a ela dirigiam como ‘Rainha dos Céus”. Explorando o Mundo Antigo do Novo Testamento, Albert A Bell Jr. (Atos).

Mestres

Segundo o texto, parece que não havia em Sardes falsos mestres ou casos de pecados específicos, como se nota nas outra. Tudo indica que a falha era mesmo o distanciamento da ortodoxia bíblico-cristã e a consequente perda da essência doutrinária, que dá a real ‘marca’ à Igreja do Senhor.

Por fim, o Senhor ameaça os infiéis que poderão ter os seus nomes riscados do Livro da Vida. Portanto, nomes já inscritos e que poderão perder o seu lugar, conforme recomendação à Laodicéia em 3.11 e Provérbios 5.9: Para que não dês a outrem a tua honra”.

Galardão

Aos vencedores de Sardes, em meio a tantas dificuldades, o galardão é glorioso:

“Mas também têm em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”, Ap 3.4-5.

A maioria das informações foram extraídas do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

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“E ao anjo da igreja de Tiatira escreve: Isto diz o Filho de Deus, que tem seus olhos como chama de fogo, e os pés semelhantes ao latão reluzente: Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência, e que as tuas últimas obras são mais do que as primeiras. Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensinar e enganar os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria. E dei-lhe tempo para que se arrependesse da sua prostituição; e não se arrependeu. Eis que a porei numa cama, e sobre os que adulteram com ela virá grande tribulação, se não se arrependerem das suas obras. E ferirei de morte a seus filhos, e todas as igrejas saberão que eu sou aquele que sonda os rins e os corações. E darei a cada um de vós segundo as vossas obras. Mas eu vos digo a vós, e aos restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem, as profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei. Mas o que tendes, retende-o até que eu venha. E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações e com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi de meu Pai. E dar-lhe-ei a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.”, Ap 2.18-25.

Abrangência/época: De600 a 1517 (Ap 2.18-29).

Significado: Relaxada (Mulher opressora).

Fato crítico: Líder feminina que ensina a tolerância ao pecado – v20.

Elogio: Crescimento nas obras – v19.

Exortação: Reter o que tem – v25.

Galardão ao que vencer: 1) Poder sobre as nações;

                                     2) a Estrela da Manhã – a Luz Eterna (Cristo) – v26-28.

Significado histórico: Decadência da Igreja.

Identificação

Na época de Tiatira, conforme a história contemporânea, a Igreja viveu a escuridão do conhecimento. Isso ocorreu durante o período da Idade Média. A leitura da Bíblia era proibida e somente o clero e alguns reis e nobres tinham acesso ao conhecimento. O povo em geral, não conhecia nada sobre a revelação divina aos homens, pois nem mesmo sabiam ler. O conhecimento foi-lhes negado, e pela própria Igreja, que dominava o mundo, com os reis e poderosos.

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Informações históricas da cidade

Hoje é Akhissar, na Turquia, localizada a cerca de 60km a sudoeste de Pérgamo, entre esta e Sardes. Na época bíblica, embora fosse uma cidade pequena, por sua influência industrial, que contava com operários cristãos. Atos 16.14, trata de uma crente de nome Lídia, que vivia do ramo industrial dessa cidade: “E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Ssenhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. Seu nome pode ter sido, na verdade, um cognome em função de ela ser de Tiatira, a capital da Lídia (dos lídios) na Ásia Menor, daí poderia ter recebido o apelido de Lídia, como sobrenome, pois na época, usava-se muito a referência de procedência como sobrenome. Temos os exemplos bíblicos, como Jesus de Nazaré, Paulo de Tarso, viúva de Naim…

Segundo informações arqueológicas, em Tiatira havia uma indústria crescente de púrpura.

Triunfo sobre tentativa de destruição

Triunfou em Tiatira a doutrina baloanista, nicolaitista e jezabelista, a ponto de constituírem a “profundeza de Satanás” (v24).

Jezabel é a mulher que fundamentou certa doutrina herege. É o nome que se dá a quem está no meio, no sistema, mas não faz parte originalmente dele. E por meio de sua doutrina são introduzidos todos os deuses regionais, como a própria esposa de Acabe fez em Israel.

As mulheres de outras nações, quando se casavam com reis de Israel, traziam consigo os seus deuses. Isso eles faziam para não serem totalmente intrusas ao novo e estranho ambiente e para que não fossem destruídas pelos deuses da casa, criam. Então, levavam sempre as suas estátuas protetoras para livrá-las e protegê-las. Assim fez Jezabel e todas as esposas de Salomão procedentes de nações vizinhas: “E o rei Salomão amou muitas mulheres estranhas, e isso além da filha de Faraó, moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, das nações de que o Senhor tinha dito aos filhos de Israel: Não entrareis a elas, e elas não entrarão a vós; de outra maneira, perverterão o vosso coração para seguirdes os vossos deuses”, 1Re 11.1-2.

Elas levaram seus deuses (que perverteram Salomão) como

1)      Astarote (deusa dos sidônios);

2)      Milcom (dos amonitas);

3)      Quemos (dos moabitas);

4)      Moloque (dos amonitas) – v5-7.

“E assim fez para com todas as suas mulheres estrangeiras, as quais queimavam incenso e sacrificavam aos seus deuses”, v8.

O caso da moabita Rute, nora de Noemi, esclarece esse costume ao optar em ser fiel ao Deus de sua sogra e deixar para trás os deuses moabitas. Noemi diz a Rute: “Eis que voltou a tua cunhada (Ofra) ao seu povo e aos seus deuses; volta tu também após a tua cunhada. Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me afaste de ti; porque, aonde quer que tu fores, irei eu e, onde pousares à noite, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus”, Rt 1.15-16

Jezabel foi uma mulher dominadora e sedutora, contrastando com Apocalipse17, aprostituta – sistema religioso, que domina o mundo, assentada sobre sete montes, a partir de onde Roma teria sido fundada em 753aC. Leia Apocalipse 17.

Lídia a vendedora de púrpura, que se converteu ao Evangelho era de Tiatira. Ela chegou a oferecer sua casa como hospedagem e Paulo (At 16.14-45). Parece que Tiatira possuía uma indústria de tinturaria. Púrpura era utilizada para tingir tecidos; mas havia também o tecido purpurino, que figurava como referência à riqueza.

Negativos em Tiatira

1)      Aceitação de Jazebel e de seus ensinos,

2)      Submeter-se aos seus enganos (prostituição),

3)      Crentes liberais – não atentam para a proibição de coisas sacrificadas a ídolos.

Riqueza em destaque na Igreja

1)      Obras,

2)      Amor,

3)      Serviço,

4)      Fé,

5)      Paciência,

6)      Obras crescentes (2.19).

A última parte do versículo indica que a perseguição fez com que a igreja criasse volume nas obras, com a ideia de maior investimento a partir da busca espiritual. Portanto, a vida espiritual ativa, às vezes ocasionada pelas lutas, torna-se producente.

Prêmio ao que vencer

1)      Domínio e regência das nações (cf 1Pd 2.9),

2)      Reinado (sobre povos) – Ap 22.5,

3)      Poder divino para domínios (Ap 20.4),

4)      Receberá a Estrela da Manhã (brilho de Jesus).

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Partiu para a Eternidade hoje, aos 95 anos de idade, pastor José Pimentel de Carvalho, presidente da AD em Curitiba, às 8h20. Ele estava internado no Hospital Evangélico de Curitiba, desde janeiro, em coma induzido, após falência múltipla dos órgãos.

O corpo será velado a partir da tarde deste dia (24), no templo-central da AD em Curitiba. A cerimônia fúnebre ocorrerá no sábado (26), às 9h, e o corpo  sairá às 11h para o enterro, que acontecerá às 11h30 no Cemitério Jardim da Saudade, em Curitiba.


Pastor Pimentel estava em Curitiba desde 1962

Pastor Pimentel recebeu Jesus, foi batizado nas águas e também no Espírito Santo em 1932. Casou-se e teve 9 filhos. Líder conhecido e respeitado em todo o Brasil, nasceu em 8 de fevereiro de 1916, em Santa Tereza, na cidade de Valença (RJ). Era o quinto de nove irmãos.

Pastoreou as igrejas em Cordovil e Penha bairros da cidade do Rio, então congregações da AD de São Cristovão, em seguida, Cabuçu, em Itaboraí, interior do Rio de Janeiro e depois Curitiba.

Com 29 anos, no dia 18 de maio de 1945, foi consagrado ao ministério, na então famosa Escola Bíblica de Obreiros na AD em São Cristóvão, conhecido bairro carioca, pelos pastores Samuel Nyström e Cícero Canuto de Lima. Em seguida, passou a trabalhar, como auxiliar do missionário Nels Julius Nelson, antigo pastor-presidente da AD de São Cristóvão e um dos líderes-pioneiros das ADs no Brasil.

Quando pastoreava a AD na Penha (bairro da cidade do Rio), assumiu a igreja em Curitiba, após convite do pastor Agenor Alves de Oliveira. Isto ocorreu no dia 6 de março de 1962.

A AD em Curitiba contava com oito congregações, oito propriedades e aproximadamente 1,8 mil membros. Passados 17 anos, a igreja cresceu e passou a contar com 140 propriedades, 217 congregações e aproximadamente 23 mil membros. Em 2000, a igreja alcançava cerca de 70 mil membros.

Ensino da Palavra

Pastor Pimentel sempre esteve ligado ao ensino da Palavra de Deus. Em 1937, antes mesmo da organização oficial da CPAD, Pimentel já trabalhava rodando mimeógrafo nas primeiras instalações da editora.

Tempos depois, já como pastor, chefiou o Departamento de Escola Dominical da CPAD por oito anos e foi responsável pela criação das primeiras lições bíblicas para crianças.

Em 1973 lançou e comentou a Minha Revistinha para as crianças de 4 e 5 anos. Nas primeiras edições da revista A Seara (fora de circulação) lançada na década de 50, pastor Pimentel assinou a página Vida Infantil como Vovó Conselheiro.

Os hinos 541 (Calvário, Revelação de Amor) e o 620 (Na Jornada para o Céu), do hinário oficial das ADs a Harpa Cristã são de sua autoria.

Presidente da CGADB

Foi presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil por seis vezes: 1964-66, 1973-75, 1975-77, 1977, 1981-83 e 1985-87.

Também chegou a ser secretário da CGADB por 8 anos consecutivos. Ocupou a presidência da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus do Estado do Paraná (Cieadep) por décadas e ainda fundou o Instituto Bíblico da AD no Paraná e a Associação Educacional do Paraná.

Até quatro anos atrás, mesmo após seus 90 anos, ministrava na igreja o ensino da Palavra, todas as terças-feiras, nos cultos de doutrina e também dava aula como professor-titular de uma concorrida classe de Escola Dominical.

Eleição do novo líder

Dentro do período de 30 dias, o vice-presidente da igreja deverá convocar eleição para escolha do novo líder. Votarão todos os ministros (pastores e evangelistas) da mesma igreja.

Os principais concorrentes são pastores Wagner Gaby, atual vice; Douglas Scheffel, que por muitos anos fora o vice em Curitiba e atual pastor da congregação da AD no bairro Hauer, em Curitiba, e pastor Ival Teodoro da Silva, atual presidente da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus do Estado do Paraná (Cieadep)  e líder da AD em São José dos Pinhais.

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