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Posts Tagged ‘Apóstolo Paulo’

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Voltamos a estudar a Palavra neste quinta (13/2/14), Romanos 8.

Falamos sobre o homem natural, carnal (de sark, gr), sob o domínio do pecado ou em Adão, conforme 1Corintios 15.21-22,45.

Contrasta com o homem pneumatikos (de pneuma, espírito, gr), a travar a batalha, enfrentar as prisões e os contras, conforme 7.23.

Para entendermos a separação existente entre esses dois seres: o de essência humana e o do (gerado pelo) Espírito (8.2), é preciso realizar análise própria ou auto-crítica, coisa que não costumamos fazer.

Em geral somos muito bons em crítica alheia e, embora o Criador não tenha dotado-nos de olho na nuca, também nutrimos o sentimento de ver as coisas pelo retrovisor, não obstante o para-brisas ser tão grande.

O grito de liberdade da escravidão, realidade que os que, na época, receberam a carta do apóstolo Paulo, conheciam muito bem e de perto, está no primeiro versículo desse capítulo: ‘Portanto agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito’.

Mas ainda para vivermos essa realidade é preciso responder à pergunta: Quem é você?

Não inicie a resposta com o famoso eu sou, pois irá igualar-se à divindade: Aquele que É, Aquele que Existe por ter Vida em si mesmo.

Eu sou indica eternidade ou que hoje, amanhã e depois você permanece e isto não é verdade, não é mesmo!?

Então penso que você poderia afirmar: estou fulano… pois tal frase não denota permanência, mas momento.

Somos somente quando o próprio Eu Sou está em nós. Porém, para que essa realidade se concretize, necessário é estarmos em renúncia até mesmo do nome – que reflete a (tua) pessoalidade, orgulho, caráter (o que está impresso em você)… – pois também Nele temos um novo nome, conforme Apocalipse 2.17.

Procure ser um homem, no sentido do ser (humano), não no sentido de gênero, pneumátikos (gerado pelo Espírito) e não sarkiano, sob o domínio do pecado (da carne).

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Os gálatas eram os descendentes dos gauleses que habitavam a região desde a segunda metade do século 3aC e conduzidos por migração até à Ásia Menor onde se fixaram entre a Capadócia e Ponto, nas regiões citas. Também indica a Província Romana da Galácia – que além da Galácia, compreendia várias regiões da Ásia Menor –, localizada ao norte da Paflagônia e parte de Ponto, ao sul da Psídia, Lacônia e parte da Frígia.

Alguns defendem que a carta fora escrita na segunda viagem missionária do apóstolo. Eram descendentes dos bárbaros, mas a carta, além de apologética, é considerada a Carta Magna da Liberdade Cristã, conforme 1.8-9; 2.15; 3.26-29; 4.9-10; 5.1.

Parte dos gálatas – os meridionais – foi evangelizada pelo apóstolo Paulo em sua primeira viagem missionária, conforme Atos 13.13-14: “E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém. E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se”. No entanto, não se tem informações da doença do apóstolo, relatada em Gálatas 4.13.

Nas segunda e terceira viagens missionárias do apóstolo, a referência que se tem indica que Paulo percorreu tais regiões: “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia”; “E, estando ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia, confirmando a todos os discípulos”, At 16.6; 18.23.

Tudo leva a crer que a indicação da Carta aos Gálatas refere-se aos gálatas setentrionais da Galácia outros a parte meridional da Galácia romana, como na referência de Gálatas 2.1-2: “Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito. E subi por uma revelação, e lhes expus o evangelho, que prego entre os gentios, e particularmente aos que estavam em estima; para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão”.

Por outro lado, o motivo da carta foi à conversão de cristãos provenientes do judaísmo e legalistas. Na igreja na Galácia estes judeus anunciavam que práticas judaicas, ditas na Lei, como a circuncisão deveriam ser observadas para que a salvação pelo Messias pudesse ter efeito, como relata-se em Atos 15.1: “Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos”. Também, como forma de fundamentar seus ensinos e eliminar qualquer oposição aos mesmos, esses cristãos-judeus jogavam dúvidas quanto ao apostolado de Paulo, ao afirmarem que o Apóstolo dos Gentios não havia recebido o apostolado direto de Cristo e, que, portanto, não se alinhava aos verdadeiros apóstolos. Dado a tudo isso, a crença e fé da comunidade daquela região, corria sérios riscos. Porém, o apóstolo não demorou a dar a resposta e ir ao encontro àquela igreja e ensiná-la combatendo tais heresias e acusações, ao escrever a epistola (carta) aos Gálatas. Nela o apóstolo não só refuta as acusações como mostra a verdadeira doutrina cristã, conforme fundamento dos apóstolos:

“Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? Nós somos judeus por natureza, e não pecadores dentre os gentios. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”, Gl 2.12-21.

Paulo defende a atualidade da Graça e a inutilidade da Lei para a Salvação. Semelhante a Romanos, ela está inserida ao seu lado, não obstante terem sido emitidas com um ano de diferença. Já na introdução, Paulo mostra ser apóstolo do Senhor (enviado), por decreto divino e não de homens e ainda destaca a deidade de Cristo, apresentando-o ao lado de Deus e Pai (1.1-5).

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Já comentamos a Teoria do Espaço, Buraco ou Brecha (GAP, em inglês), a partir dos versículos 1 e 2 de Gênesis 1, expressa na Bíblia de Estudo Dake. Segundo essa teoria, houve um abismo de tempo entre os dois versículos e que esse ‘acidente’ teria sido protagonizado pelo Diabo.

Porém, a exegese não mostra possibilidade alguma para tal interpretação, mesmo que haja elevado grau de força atrativa em Isaías 14 e Ezequiel 28. Os dois textos têm endereço certo e bem definido e, portanto, reduzem a zero quaisquer tentativas de ligação entre o fato em si descrito e a possibilidade de outro acontecimento paralelo.

A crença de os versículos e 1 e 2 não estarem contidos como parte de uma narrativa sequencial dos fatos da Criação e sim como lacuna, ocorre se analisarmos a questão à luz do estilo literário moderno.

No mesmo ‘buraco’ se encaixariam milhões de anos. E este espaço seria o frenesi para argumentar o casamento entre a Criação e a Teoria da Evolução. Esta pode perfeitamente aproveitar-se dessa ‘brecha’ para inserir os seus bichinhos e movimentos, pois, necessita de milhões de anos para tal.

Jesus é somente homem, ensina Dake

Segundo Dake, Jesus veio como cem por cento homem – e tão somente – viveu e morreu como tal, ressuscitou, subiu aos Céus e voltará tal como nascera – em carne e osso.

Estes mesmos argumentos são até hoje sustentados pelos adeptos da teologia de Dake nos Estados Unidos. Esta seria a justificativa que deu sustentação à Teoria do Esvaziamento, em que o Senhor esvaziou-se de si mesmo, tomando a forma de homem.

Toma-se como base Filipenses 2.6-8: “Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz”.

A edição brasileira da Dake sofreu inúmeras alterações e desfigurou um pouco a obra, porém, todo o conteúdo teológico, a ideia, origem e concepção são os mesmos. Segundo informações de pessoa ligada à Dake norte-americana, a editora não autorizou nenhum tipo de alteração. Por isso, o texto chegara à CPAD totalmente traduzido e editorado por meio da Atos, parceira na edição.

Mesmo assim, o comentário Dake de Filipenses 6 e 7 diz que o Senhor “Abriu mão de sua forma divina” e que a passagem dos versículos 6 e 7 “deveria ficar assim: ‘Que, subsistindo em forma de Deus (na qual desde a eternidade Ele se mostrara aos habitantes do céu), no entanto, não considerando que devesse se apegar a essa igualdade com Deus, ou retê-la, esvaziou-se a si mesmo dela a fim de tomar a forma de servo e se tornar como os homens”’.

Apologia bíblica

Não existe nenhuma base bíblica para sustentar tal teologia. A própria exegese expressa no contexto deixa isso claro. Após o texto usado para ‘desfigurar Jesus’, temos a exaltação à divindade em Cristo: “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo o nome… e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai”, v9,11.

Também se a tese de Dake fosse verdadeira, a da Trindade não o seria, pois se Jesus deixou de ser Deus, a Trindade deixa de ser real. Se Jesus era Deus, e Deus é um só Nele e Ele em Deus, conforme mistério da Triunidade, logo não dá para sustentar a Teoria do Esvaziamento.

Ela ainda se revela falsa ao entendemos que Deus é Espírito, em essência (1Jo 5.6-13). Como explicar ainda o Princípio (o Começo, o Genes da Criação) de João 1, se “No Princípio era o Verbo (a Palavra), e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”? “O Logos é a revelação única que Deus faz de si mesmo” (Comentário Bíblico Pentecostal).

A mesma obra informa: “Aquele que é Deus agora se faz humano. Este é o significado da encarnação: O Verbo divino (a Palavra divina), o Filho de Deus, agora é divino e humano”. Jesus em carne e osso Segundo os defensores da Teoria do Esvaziamento após o Senhor ter ressuscitado, aparece aos discípulos a se apresenta como cem por cento homem, isto é, “em carne e osso”, conforme Lucas 24.39: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo: apalpai-me e vede; pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho”. Jesus ainda comeu entre eles (v41-44). Então Ele teria permanecido assim e assim mesmo voltaria.

Na ressurreição o Senhor se apresenta semelhante (e não igual) a Lázaro, que por Ele fora ressuscitado dos mortos, enquanto Ele ressuscitara dos mortos (eknekron), em distinção da ressurreição dos mortos (anastasis nekron), pois sua vitória sobre a morte teria de ser como o segundo Adão e não como Deus.

O Criador sempre teve supremacia sobre a morte. Daí a sua obra na Terra. Até então, a sua obra não estava completa. Jesus – como segundo Adão – veio provar que, como homem perfeito, venceria o Diabo e destruiria a morte (1Pd 1.18-19; 2.22).

Após a aparição aos discípulos sua obra na Terra se completaria. Desde então Ele sobe ao Céu e é coroado, conforme Apocalipse 3.21-22. Ele deixa o tabernáculo humano (2Pd 1.14), sobre o qual triunfou, enquanto Adão sofreu a queda.

Lá, em Gênesis (3.15) o Senhor prometera a vitória sobre a morte por meio da Semente da mulher – o segundo Adão. O Segundo Adão é espírito Vivificante Note que o Senhor não veio resgatar Adão ou estabelecer uma forma adâmica perfeita do ponto de vista humano. Seria o mesmo que estabelecer o mundo como deveria ter sido, caso Adão não pecasse. Porém não foi isso que Ele viera realizar. O Senhor veio como o segundo Adão. Enquanto o primeiro fora formado alma vivente, o último veio estabelecer o Adão de espírito vivificante (cf 1Co 15.45).

Portanto haveremos de ser semelhante ao seu corpo em glória (1Co 15.40-54 e Jo 33.14). Paulo, o apóstolo, esclarece a proposta divina em Cristo conforme texto de 1Coríntios 15, quando trata da Ressurreição. Deixa claro que “há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes, e outra, dos terrestres”. Ensina que, “quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer (o mesmo corpo), mas o simples grão” (37). Esclarece ainda o apóstolo: “Se há corpo animal (humano), há também corpo espiritual” (v44).

O apóstolo explica que se plantarmos semente espiritual, colheremos corpo espiritual e não carnal, até chegar a dizer que carne e sangue não herdarão o Reino Celestial (1Co 15.42-50).

Rico em apologia, o texto afirma que o primeiro corpo não é espiritual, “senão o animal; depois, o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. Qual o terreno, quais são também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial. E, agora, digo isto, irmãos: que carne e sangue não podem herdar não podem herdar o Reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção” (v46-50).

Exemplo de Elias não serve de modelo

Para manter a tese os defensores da Teoria do Esvaziamento citam a elevação de Elias. Dizem que o mesmo subiu como estava, isto é, em carne e osso! Ora, como o profeta em carne e osso subsistiria a uma carruagem de fogo, se nos versículos imediatamente anteriores ‘um fogo idêntico’ (que também descera do céu) consumira os homens enviados pelo rei Acazias a intimar Elias.

E mais, a citada carruagem era, notadamente, uma comitiva espiritual tanto que nada ficou em terra, senão a capa de Elias.

Em Apocalipse, João para receber as revelações do Senhor subiu ao Céu não em carne, mas em espírito (Ap 1.10). Ele viu Jesus, “semelhante ao Filho do Homem” em glória (v13-18), a mesma que Ele possuiu antes mesmo da Criação do mundo (Jo 17.5 e Ap 1.9-20; 19.11-16).

Em carne o Senhor não poderia sentenciar o juízo no Fim dos Tempos e nem mesmo sustentar-se diante deles, conforme a forma terrível com que os juízos são apresentados em Apocalipse.

Mesmo em Lucas 24, no versículo 51, diz-nos: “E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu”. Desde então, não se teve mais notícia de aparecimento do Senhor em forma corpórea, muito menos em forma humana (Jo 16.10), pois desde então o Espírito Santo fora derramado (cf João 15.26-27; 16.7,13-14).

Caso fosse o Senhor possuidor de um corpo carnal, como tentam provar, como poderia ser Um com/ou no Pai e o Pai Nele e nós (os salvos, por sua infinita graça) também Nele: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós… para sejam um, como nós somos um” (Jo 17.21-22,11), “já que ambos compartilham a mesma natureza essencial” (Comentário Bíblico Pentecostal-CPAD) e ainda “Deus será supremo em todos os sentidos e de todos os modos” (Fee, 760). “É melhor entender ‘Deus’ como aquele Ser Supremo que é composto pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, ao invés de entendê-lo simplesmente como o Pai” (da mesma fonte).

Gnosticismo condenado pelo apóstolo Paulo

A doutrina da personificação corporal humana após a morte é parte de teoria judaica que vigorava desde a época do apóstolo Paulo. A resposta do apóstolo para a convicção judaica de que o corpo da ressurreição é idêntico ao corpo que morreu, começa com ‘tolo’ e ‘insensato’, quando ele faz analogia entre a ressurreição de um novo corpo e a semente, em 1Coríntios 15 (v36-38).

Essa mesma teoria é defendida no Comentário Bíblico Pentecostal: “A informação… pode estar dando uma resposta ao gnosticismo e ao judaísmo, pois o gnosticismo não cria que uma pessoa divina também pudesse ser humana, e o judaísmo não cria que um ser humano pudesse ser ao mesmo tempo divino”.

Poderiam dizer que a glorificação estaria na carne; mas como o Espírito divino habitaria na carne? E como esta subsistiria aos juízos divinos? Será que o próprio Deus iria contrariar a sua Palavra, conquanto a Bíblia afirma que “O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita…”? (grifo nosso). Em outras palavras, a carne é descartável, não serve para dar base ou para estruturar algo permanente, eterno, pois o Senhor veio para desfazer justamente as obras da carne, isto é, construídas por meio da carne.

Sobre isto Paulo enfatiza a existência de corpos feitos Adão, simples almas viventes, enquanto conforme o último Adão – Cristo – “em espírito vivificante” (1Co 15.45), e que a semeadura é efetivada por meio do corpo carnal, animal, mas a ressurreição se dará em corpo espiritual (cf 1Co 15.46).

Caso o Senhor permanecesse como homem ou em carne e osso, qual seria a glória nisso? Qual seria a vitória, o triunfo divino se Cristo, que sempre fora eterno, de essência espiritual e de natureza idêntica a do Pai, abrisse mão de sua glória e se transformasse em essência humana permanente? Qual seria o objetivo dessa glória inversa, verdadeira perda?!

A Teoria do Esvaziamento não tem outro objetivo senão buscar a forma inversa, sem considerar a contramão, como a uma paixão incontrolável, ao tentar provar o argumento judaico e gnóstico da não aceitação da encarnação divina.

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A Folha Online divulgou hoje (domingo) notícia distribuída pela agência da Efe (da Cidade do Vaticano), sobre o anúncio. O papa Bento 16 disse que os restos mortais estão na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma.

Segundo o líder católico “recentemente uma sonda foi inserida no sarcófago que se conserva sob o altar maior local, e revelou a existência, no interior do sarcófago, de um precioso tecido de linho de cor púrpura laminado em ouro puro e outro de cor azul com fios de linho, assim como de grãos de incenso vermelho e substâncias protéicas e calcárias”.

Foram encontrados ainda “pequenos fragmentos ósseos, que foram submetidos a exames por ‘especialistas que desconheciam de onde provinham, e que deram como resultado pertencer a uma pessoa que viveu entre o primeiro e o segundo século’”, acrescentou o papa.

“Tudo parece confirmar a unânime e incontrastável tradição de que se tratam dos restos mortais do apóstolo Paulo, o que nos enche de profunda emoção”, afirmou o pontífice.

Segundo Bento 16 os restos mortais do apóstolo Paulo estão na na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma (Foto www.vatican.va)

Segundo Bento 16 os restos mortais do apóstolo Paulo estão na na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma (Foto http://www.vatican.va)

Possibilidades

Não obstante a importância da descoberta para a história cristã (caso ela seja comprovada) ela é de difícil autenticação científica em função do tempo. Não havia na época, meios favoráveis para tal preservação, pois o apóstolo viveu justamente na pior fase do cristianismo. Ele sofrera perseguição tanto dos judeus quanto dos romanos, embora detivesse as duas cidadanias.

Outro fator que pode ser negativo quanto à comprovação, diz respeito a ausência de referências pessoais de Paulo, para comprovar o achado e também os próprios achados. As preciosidades encontradas no sarcófago, como linho de cor púrpura, laminado de ouro, parece não condizer com o que Paulo pregava: “…não ambicioneis coisas altas , mas acomodai-vos às humildes…” (Rm 12.16).

Porém, caso seja real, é uma grande descoberta que reforça os preceitos cristãos estabelecidos pelo Criador, por meio do apóstolo Paulo. Ele estabelecera as doutrinas da Igreja do Senhor, através das Epístolas pastorais. Por outro lado, nada, além da própria Palavra revelada e da ação do Espírito em cada crente, serve para validar a Palavra. As descobertas arqueológicas ou provas científicas não têm autoridade para isso, conforme afirmamos no livro Pontos Difíceis de Entender/CPAD.

Bento “lembrou os vários escritos de Paulo de Tarso, entre eles as Cartas aos Romanos, nas quais fala do ‘homem novo’” e que o “homem velho é aquele cujo pensamento só está no ter, no possuir, no bem-estar, na influência, na fama…”.

O líder católico critica o homossexualismo quando afirma que “O ‘homem novo’ deve (…) …reconhecer o casamento entre um homem e uma mulher para toda a vida, como ordenamento de Deus e algo restabelecido por Cristo”.

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