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Posts Tagged ‘Final dos tempos’

João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte Daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono. E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados… Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”… Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

Ap 1.3-5,8,19.

O mistério das Sete Igrejas foi dado por revelação divina ao apóstolo João, exilado pelos romanos, na Ilha de Patmos, localizada no Mar Egeu. O livro do Apocalipse foi escrito por volta do ano 96dC, época de intensa perseguição aos cristãos da Igreja Primitiva, orquestrada pelo imperador Domiciano.

AS SETE CIDADES-IGREJAS
 

ÉFESO

Abrangência/época: Primeiro século (Ap 2.1-7).

Significado: Desejável.

Fato crítico: Distanciou-se do primeiro amor – v4.

Elogio: Perseverança (trabalho incansável) e rejeição do mal – v2-3. 

Exortação: Buscar a renovação espiritual – v5.

Galardão ao que vencer: Fruto da Árvore da Vida – v7.

Significado histórico: Época da Igreja Primitiva – até o fim da era apostólica.

 
Identificação

Éfeso é a igreja do primeiro século (início do esfriamento). Essa igreja ainda se reunia nas casas dos irmãos, como de Áquila e Priscila. Naquela época, a igreja não contava com templos. Apóstolo Paulo faz menção de nomes e saudações pessoais, demonstrando que havia muita aproximação, comunhão, amor e alegria entre os crentes. O cristão viajante tinha hospedagem familiar no mundo de então, “entre os da casa”, conforme indica a linguagem cristã: “Para que os recebais no Senhor…”, Rm 16.2.

 

ESMIRNA

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

 
Identificação

Esmirna localizava-se a cerca de 40 quilômetrosao norte de Éfeso. Possuía um famoso porto voltado para o comércio do Mar Egeu. Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD), havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Por outro lado judeus, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda ter sido uma cidade famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

 

PÉRGAMO

Abrangência/época: De312 a 600 (Ap 2.12-17).

Significado: Casamento.

Fato crítico: Segue as doutrinas de Balaão e dos Nicolaítas – v14-15.

Elogio: Honra o nome de Cristo – v13.

Exortação: Buscar o arrependimento – v16.

Galardão ao que vencer: Maná escondido e uma pedra branca com um novo nome – v17.

Significado histórico: Casamento com o Estado.

 

Identificação

Pérgamo era uma cidade localizada em cima de uma colina com cerca de 300m acima do nível do mar. Uma fortaleza natural. A moderna cidade contava ainda com uma boa cultura predominantemente grega e, portanto, avançada, e uma biblioteca com cerca de 200 mil volumes, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD). O deus principal de Pérgamo possuía a forma de serpente. Era o deus da saúde, talvez o Esculápio – o deus da Medicina, representado também por serpentes. Mas, além desse deus Pérgamo possuía três outras seitas que veneravam Dionísio, Zeus e Atenas. Em 29aC um templo ao imperador chegou a ser erguido na cidade, corroborando para a fama de cidade onde estava o “trono de Satanás” (v13).

 

TIATIRA

Abrangência/época: De600 a 1517 (Ap 2.18-29).

Significado: Relaxada (Mulher opressora).

Fato crítico: Líder feminina que ensina a tolerância ao pecado – v20.

Elogio: Crescimento nas obras – v19.

Exortação: Reter o que tem – v25.

Galardão ao que vencer: 1) Poder sobre as nações; 2) a Estrela da Manhã – a Luz Eterna (Cristo) – v26-28.

Significado histórico: Decadência da Igreja.

 
Identificação

Na época de Tiatira a Igreja viveu a escuridão do conhecimento. Isso ocorreu durante o período da Idade Média. Triunfou em Tiatira a doutrina baloanista, nicolaitista e jezabelista, a ponto de constituírem a “profundeza de Satanás” (v24).

Jezabel é a mulher que fundamentou certa doutrina herege. É o nome que se dá a quem está no meio, no sistema, mas não faz parte originalmente dele. E por meio de sua doutrina são introduzidos todos os deuses regionais, como a própria esposa de Acabe fez em Israel.

 

SARDES

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

 
Identificação

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura que deixa claro a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão.

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica, que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblicos-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante, pois recebem a promessa gloriosa do Senhor: “…e comigo andarão de branco”, v4. Este é o contraste das vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor com o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

 

FILADELFIA

Abrangência/época: A partir de 1750 (Ap 3.7-13).

Significado: Igreja do amor fraternal.

Fato crítico: Não tem.

Elogio: Guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome – v10.

Exortação: Venho em breve, guarda o que tens para ninguém tome – v11.

Galardão ao que vencer: Coluna do Templo divino terá o nome de Deus e de sua cidade, e o novo nome de Cristo – v12.

Significado histórico: Igreja do Arrebatamento.

 

Identificação

O nome dessa igreja vem de phileo (grego) que significa amor fraterno. É o amor de fraternidade entre as pessoas, amor recíproco. Esse amor contrasta com as orgias sexuais, centradas no amor sensual (grego heros). Filadélfia, além de não ter reprovação, tem elogios. Nela o Todo-Poderoso tem a chave da porta que abre e ninguém fecha; que fecha e ninguém abre e a proposta da bênção de pôr diante do crente uma porta aberta.

 

LAODICEIA

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

 
Identificação

O nome Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da justiça do povo. É a igreja da democracia, justamente o direito do povo de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino). Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia. Esta cidade orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência econômica.

Alguns historiadores dizem que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, destacados laboratórios de remédios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se com uma escola de medicina, e ainda indústrias têxteis. Era próspera e se orgulhava de não necessitar de ajuda externa. A cidade era progressiva e rica.

(Resumo extraído do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Antônio Mesquita)

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Na última semana, o gerente de Produção da CPAD, Ruy Bergsten, já estava com o miolo do livro impresso e costurado, conforme se vê na foto de Solmar Garcia (Jornalismo da Casa).    

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A capa do livro em impressão e análise no sistema computadorizado da impressora Speedymaster da gráfica/CPAD, na semana passada.  

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A capa já impressa. Só restam o tratamento final, dobra, encadernação ao miolo e refile (aparo das pontas da capa e do miolo), tudo feito em uma única máquina, também na CPAD (Fotos: Solmar Garcia/Jornalismo-CPAD).

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