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FARISEUS 1

Fariseus: Volumosa aparência religiosa a impressionar!

Todos os dias contrariamos a máxima da Carta de Tiago, que impõe-nos a grandeza de alterar rumos, por meio da capacidade de influenciar e mudar a postura pecaminosa humana, através de exemplos.

Um dos princípios mais simples é o de a Igreja seguir o seu curso, sem atropelar gerações: Jesus, ‘A’póstolos, pastores/mestres, bispos, missionários (enviados/’a’postolos), Pais da Igreja, …

Após os País da Igreja, ainda longe dos suntuosos templos, à moda pagã, em louvor aos seus deuses, tivemos a definição do cânon, até então com livros dispersos, mas, em seguida, a igreja teve o seu curso natural quebrado.

As gerações eclesiais, impostas de forma sábia, para a produção de novos lideres, sem o continuísmo da descoberta humana da escada rolante e, de forma mágica, fazer desaparecer os degraus, fincou pé na horizontalidade, culminado com a inauguração de um novo perfil, que inclui o viço, a abundância e luxuriante, o útil ao agradável.

Com isto, a exigência moral, que exaltava a ética da Igreja, acima de toda sorte de imoralidade, prevaricação e sublimação, alinhou-se a níveis aceitáveis do próprio Império Romano.

Cada uma das duas partes cedeu um pouco. Os ‘deuses’ aceitaram incluir o Deus Único, sem mais perseguir seus seguidores; estes, representados pela proposta de Constantino, aceitou os deuses como também santos. A pluralidade de crença estava instalada, o primeiro sincretismo, nada tão rápido, como texto: O Diabo não tem pressa!

NOVOS PARÂMETROS

Esta mutação eclesial fez com que a igreja, no quarto século, recebesse em sua definição nominal, a inclusão,  além de católica (universal, mundial ou internacional), o batismo de Romana. Assinatura do pertencimento, advindo do casamento com o Império, símbolo clássico dos domínios humanos.

A Assembleia (de santos), a Igreja, literalmente ‘tirada para fora’, abre mão do Reino e é adotada pelo Império. Romana (pertencente a Roma), não foi um simples nome à tiracolo, mas a sua patente a partir daquele momento, de uma circunstância estrategicamente construída na obscuridade.

Desde então, a nova geração, após interrupção de seu curso normal, saiu do colegiado de pastores-bispos (pastores de pastores ou supervisores), para uma liderança central. As decisões passaram de colegiada para unilateral. O caminho da prevaricação estava aberto e a história seguinte, iria comprovar isto.

DO PEIXINHO À TEMÍVEL CRUZ!

Constantino já havia criado o seu marketing do sinal revelado da cruz: ‘Por este sinal vencerás!’ e, daí por diante, foi fácil impor-se como chefe supremo, como pontífice romano, titulo remanescente do Império.

Essa forma piegas e um tanto latina, do uso da in-capacidade da passionalidade, substituiu ainda o símbolo do Caminho, como a Igreja era conhecida, em seu estado novel. O peixe, ICTUS, no grego, a indicar nas iniciais, o perfeito acróstico: ‘Jesus Cristo o Filho de Deus e Salvador’, e ainda ligado à pesca (de pecadores), e do legado da Galiléia, perdera o seu lugar.

Era mais uma estratégia diabólica de destruição de rastros de identificação, como o Império fazia às civilizações dominadas. Agora, um símbolo perfeitamente identificado a Roma e não mais a Jerusalém, ocuparia a mensagem iconográfica cristã.

Ergue-se justamente o símbolo romano da pena de morte, a cruz, tão temida, a causar verdadeiro terror aos cristãos, pois muitos haviam sido mortos nela, como o próprio Mestre!

INDOLÊNCIA HUMANA

Contextualizo parte do desabafo de um colega, que também debruça na Palavra, inserindo-o abaixo.

A história secular do discurso mordaz se repete. Dado ‘a índole confortável de rebanho, recusamos tomar iniciativas efetivas de resultados. Não possuímos a verve resoluta da derrubada da Bastilha, quando essa deve vir a baixo.

O povo só se mobiliza em frente a ela, quando insuflado pelos próprios políticos que veem – desde aquele tempo – seus interesses e privilégios, indecentes e ilegítimos, serem ameaçados a se tornarem patrimônio exclusivo.

Essa manipulação das massas, que indolentemente’ optamos ser, leva-nos  às fileiras partidárias, tomada pela Bíblia como dissensões, e chancelamos nossas desapercebidas heresias, nomeando ‘nossos’ cardeais, verdadeiros chefes, não mais líderes distinguidos pela Piedade, como vimos em nossos pais na fé.

Parece que sofremos de labirintite espiritual, que rouba o equilíbrio, e nos faz pendular para um só lado, fora do centro, a nos remeter, como que hipnotizados, a dar ganho ao ímpeto da natureza pecaminosa humana.

SENTENÇA

‘Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus’, Mt 5.20

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Nascemos como uma complexa referência de ser, depois de sermos injetados do ventre de nossa mãe. Levamos um tapa, justamente como um alerta: Você veio à luz, acorda para a efêmera existência humana! Na verdade, a ‘suposta agressão’ se faz necessária à respiração no ‘novo mundo’. Onde estávamos, no ventre da nossa mãe, havia um ambiente propício, inclusive quanto ao sistema respiratório. Agora, a realidade é outra: a temperatura abaixou, a respiração e a alimentação dependerão de nosso esforço e aquele corpinho indefeso, mas com todas as complexidades do humano, terá de adaptar-se rapidamente ao novo ambiente.

A partir de então, o homem passa a ser um papel em branco, como dizia Locke, em adaptação à filosofia de Aristóteles. Nele passamos a imprimir os nossos anseios, cultura, jeitos, trejeitos, busca da alma – do pensamento, do sentimento, do entendimento, das nossas emoções –, nem sempre o ideal para moldar o caráter, a ética e a estética e os conceitos morais do ser humano.

Nos primeiros passos, a criança que, com um imenso esforço se levanta e cambaleando procura onde se segurar, por vezes derrubando objetos e se esfolando em outros, como quem estaria dando demonstrações de capacidades e à espera de elogios, leva as primeiras broncas, às vezes em vorazes berros.

Na próxima fase, ela quer saber de tudo o que está à sua volta e faz perguntas. Mas, novamente, sofre a interferência negativa e voraz de quem deveria reclinar-se a ela e dar-lhes as melhores explicações possíveis. Tolhimos o início do conhecimento das coisas.

Os medos

Em algumas culturas, a religiosidade impõe um amontoado de medos, o que também irá castrá-la, no futuro, de investimentos em determinadas áreas, desde o conhecimento ao investimento pessoal. As cantigas de nanar são as primeiras a meter terror em qualquer um. Totalmente indefesa e nos braços protetores dos pais (ao menos deveria), ela sofre os primeiros ataques de horror e terror, quando a mamãe canta: Bicho-papão…, Boi-boi-boi, boi da cara preta…

Quando chegamos à fase adulta, estamos longe do “ensina a criança no caminho em que deve andar, para que, quando crescer, não se desvie dele” (Provérbios), pois, dentro da realidade acima, aconselho a desviar-se do caminho ajustado.

Toda a insegurança, o medo e outras agressões vão inibir qualquer decisão e farão com que fiquemos aquém das possibilidades próprias das capacidades e possibilidades humanas. De, por exemplo, explorar a capacidade mental de cada um, pois a mente é capaz de levar o homem a 7 doutorados, gravar uma biblioteca de ‘a’ a ‘zê’ e assim por diante. Ela se abre como uma flor ao conhecimento, ao menos está predisposta a isto.

Mas a principal discrepância ocorrida, diz respeito ao distanciamento do seu Criador. Mesmo com todas as informações contrárias, é inerente ao ser humano a experiência religiosa, como fim um Ser supremo. Há um ícone no homem, que clama por um Pai Eterno. Isto é natural, histórico e cultural, não há como negar, pois é inerente ao ser humano.

As fôrmas

Até então, o homem foi moldado – tomou a fôrma – daquilo que lhe foi imposto, dentro das habilidades de sua natureza, a natureza humana. Mesmo as melhores formações, sem deformações, do ponto de vista humano, as mais cândidas possíveis, perecerão. Virão os desgastes, a velhice e depois a morte, caso não seja interceptado pela morte antes, durante o seu percurso existencial.

Tudo isto mostra-nos, a considerar a perfeição e a complexidade do ser humano, um erro de percurso, uma falha, uma interferência negativa… Isto fica muito claro quando analisamos a grandeza e a beleza da composição biológica humana. É uma maravilha! E por que tudo isto se acaba e não permanece? Ora, tem que haver um tropeço, uma falha no sistema, um erro… alguma coisa a indicar uma alteração!

Isto fica claro na queda do homem, quando seus propósitos foram desviados e seguiu-se para a auto-destruição – a morte. Por trás de toda esta avaliação clara, tem-se que se pensar em um criador, pois é inconcebível pensar que um amontoado de coisas – e no caso do ser humano de uma perfeição ímpar, embora muito complexa – não ter uma inteligência suprema por detrás de tudo.

Daí, temos uma sobrevida, uma segunda chance e algo mais perfeito ainda. Trata-se de uma saída dessa condição para outra suprema, que é a passagem do ser humano (carnal e temporal) para o ser espiritual (eterno). Como o apóstolo Paulo explica em 1Corítnios 15, quando fala em corpos, tomando os estrelares, humanos, animais e também espirituais. Ele afirma: “Se há corpos animais, há também corpos espirituais” ou seria: Se há corpos animais, porque não teria corpos espirituais!

Renascimento

Resguardando a identidade pessoal, na transformação da fôrma humana para a espiritual (cf Rm 12.1-2), temos a regeneração, descrita em duas passagens bíblicas: “… quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel”; “… nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”, Mt 19.28 e Tt 3.5. Enquanto um fala da restauração de todo o complexo, Tito trata do indivíduo.

Mas, temos inúmeras passagens a indicar o novo nascimento: “… não do sangue, nem da vontade do varão, mas de Deus…”; “Aquele que não nascer de novo…”; “nos gerou de novo – sendo de novo gerados” e “sendo de novo gerados”, conforme 1Coríntios 15.45: Adão, foi feito em alma vivente”, mas o último Adão, “em espírito vivificante”, Jo 1.13; 3.3; 1Pd 1.3 e 1Co 14.45.

Todas indicam a mudança na ação da vontade humana, por meio da atividade da alma – pensamento, sentimento, entendimento – as emoções humanas. “A regeneração é uma experiência mais profunda do que o arrependimento”.

A regeneração (nova geração), isto é, gerado de novo e, portanto, de outra e nova semente, não mais humana, mas do Espírito, indica outro genes= princípio, começo. Ela é operada por Deus, pois o texto sagrado diz: “Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”, Jo 1.13. Ela é integral com abrangência no ser como um todo, conforme se vê em 2Coríntios 5.17: “… nova criatura é; as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo”.

Quando às dívidas (pecados) do velho homem foram anuladas, por meio da expiação de Cristo, para a remissão (remidos) do pecado: “E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircunsição da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas, Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”, Cl 2.13-14.

Cédula (do grego cheirographon) indica documento manuscrito, onde consta uma dívida, contra nós. É semelhante à dívida no prego, na caderneta, anotada no armazém, antigamente, mas que ainda perdura em alguns lugares.

O valor do pagamento não é hipotético, mas verdadeiro, real e valoroso, pois é o “Preciso sangue de Cristo” (1Pd 1.18-19: “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado”.

O termo ‘resgatados’, de remidos (remissão), indica “tornar livre pelo pagamento de um resgate”, pertence à linguagem de tribunais. “… temos redenção pelo seu sangue” (Ef 1.7).

Adoção

Com o novo nascimento, temos o livre acesso à Casa do Pai pela adoção em Cristo. Não passamos a ser filhos adotivos, mas filhos adotados, isto é, declarados pelo Pai na Palavra e não gerados de forma facultativa: “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”, Ef 1.5.

“Adoção é um ato de Deus que inclui o crente em sua família” e “Com a adoção, vem o despojamento de todas as relações e responsabilidade do vínculo familiar anterior”.

Essa família em que o crente é inserido, dela não fazia parte por natureza, pois somos de natureza humana, porém, o Senhor nos transportou para a natureza espiritual, conforme 1Pedro 1.4: “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo”.

Herdeiro enxertado

De planta sem utilidade, fim, passamos a uma planta com significado, estruturas permanentes e, nesta Estrutura, eternos: “E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles e feito participante da raiz e da seiva da oliveira”; “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhante da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne, para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito”; “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus… Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai”, Rm 11.17; 8.1-4; 14-17.

Conforme a mensagem de seu Filho: “Porque o que dantes conheceu, também os predestinou para serem conforme à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”, Rm 8.29.  “… mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não toca”, 1Jo 5.18 (Rm 8.15-17,23,29).

Justificação

Justificação deriva-se do grego dikaio e é proveniente dos tribunais, com o significado de absolver o réu, conforme Romanos 8.33: “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”. Também pode indicar o alcance do veredito: “Todas as nações se congreguem, e os povos se reúnam; quem dentre eles pode anunciar isto, e fazer-nos ouvir as coisas antigas? Apresentem as suas testemunhas, para que se justifiquem, e se ouça, e se diga: Verdade é; Faze-me lembrar; entremos juntos em juízo; conta tu as tuas razões, para que te possas justificar”, Is 43.9,26.

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