Feeds:
Posts
Comentários

Archive for abril \28\UTC 2012

“E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”, Ap 2.12-17.

Imagem

Abrangência/época: De 312 a 600 (Ap 2.12-17).

Significado: Casamento.

Fato crítico: Segue as doutrinas de Balaão e dos Nicolaítas – v14-15.

Elogio: Honra o nome de Cristo – v13.

Exortação: Buscar o arrependimento – v16.

Galardão ao que vencer: Maná escondido e uma pedra branca com um novo nome – v17.

Significado histórico: Casamento com o Estado.


Identificação

Pérgamo era uma cidade localizada em cima de uma colina com cerca de 300m acima do nível do mar e a 70km ao norte de Esmirna e a 26km do mar Egeu. Uma fortaleza natural e chegou a ser capital do reino dos atálidas, por volta de 241 a 133aC, reino herdado pelos romanos. Desde então, passou a fazer parte do Império Romano e por cerca de 200 anos, figurou como capital da província romana na Ásia.

A moderna cidade contava ainda com uma boa cultura predominantemente grega e, portanto, avançada e uma biblioteca com cerca de 200 mil volumes, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação Pessoal. Constituiu-se na maior biblioteca fora de Alexandria. Também de lá saiu o mais moderno produto para a escrita da antiguidade, o pergaminho (de pele de carneiro), substituto do frágil papiro.

Hoje tem o nome de Bergama e segundo a Wikipédia, “é uma cidade e distrito na província de Esmirna, na região do Egeu da República da Turquia. Conhecida por sua produção de algodão, ouro e tapetes, a cidade foi, durante a Antiguidade, o importante centro cultural greco-romano de Pérgamo, cujas ruínas continuam a atrair considerável interesse turístico até os dias de hoje”.  A cidade está junto ao Rio Caicus e sua população chega a 55 mil habitantes, contra cerca de 150 mil no auge do domínio romano, por volta do século 1dC. As ruínas da antiga cidade estão ao norte e a oeste.

Mas, o deus principal de Pérgamo possuía a forma de uma serpente e tinha um santuário na cidade. Era o deus da saúde, o Esculápio (o deus da Medicina), representado também por serpentes. Além desse deus Pérgamo possuía três outras seitas que veneravam Dionísio, Zeus e Atenas.

Em 29aC, um templo ao imperador chegou a ser erguido na cidade, corroborando para a fama de cidade onde estava o “trono de Satanás” (v13). O templo de Augusto e de Roma juntava-se ao grandioso altar de Júpiter, tido como o salvador, pois foi o patrono da vitória na invasão dos celtas em 278aC.

Com isso, Pérgamo exaltava seus deuses com festas religiosas, que conclamavam multidões às peregrinações.

Nela também estava presente a imoralidade e sexualidade, com sacrifícios à idolatria e prostituição, conforme os meios preestabelecidos pela doutrina de Balaão, que se constituía em levar o povo a pecar por meio da prostituição, e assim, destruir-se pela força da imoralidade. Balão ensinou a tática de infiltração para minar a fé, a crença.

Uma das formas de prostituir-se contra o Senhor é participar das festas e cerimônias realizadas em menção (louvor) e/ou adoração a outros imagens-deuses.

A tolerância e a participação de tais formas de adoração, mesmo que indiretamente são abomináveis ao Senhor, como diz:

“Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria”, Ap 2.20.

Formas de Idolatria

Conforme publicamos na revista Resposta Fiel (8, abr-maio-jun-2003), “A origem das celebrações juninas remonta aos antigos rituais pagãos. No Hemisfério Norte, o mês de junho é o período de solstício de verão. Nessa época, especialmente nos dias 21 a 24,egípcios, sumérios, romanos, bascos e celtas invocavam a fertilidade através de rituais.

Na mitologia romana, pagãos prestavam culto à deusa Juno, cujos festejos eram denominados junônias, adaptado no Brasil para junina.

Os historiadores registram que os rituais de colheita e fertilidade eram tão fortes na Idade Média que a Igreja Católica Romana resolveu aproveitá-la, adaptando-a para seu calendário. Ela foi trazida ao Brasil pela colonização portuguesa.

Já o culto pirolátrico, próprio da festividade junina, teve início em Portugal, onde, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha a finalidade de espantar o Diabo e seus demônios na noite de ‘São João’.

Os fogos de artifício e as fogueiras são formas de culto da Antiguidade, ovacionando as imagens. Além de conterem o elemento idolátrico, os fogos são perigosos e extremamente poluentes. “Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Déli, Índia, mostrou que fogos de artifício disparados no país em uma festa nacional no ano passado liberaram grande quantidade de ozônio. Esse gás é tóxico e apenas beneficia a vida na alta atmosfera, onde reflete os raios ultravioletas do Sol. O trabalho está publicado na revista Nature’” (Folha de São Paulo, Ciência, A6, 28/6/2001).

No Brasil, o uso de fogos de artifício aumenta consideravelmente em junho e julho, em virtude das comemorações dos romanistas a seus santos protetores. Muitas pessoas têm sido mutiladas pelo manuseio do produto, enquanto balões têm causado inúmeros incêndios. A prática dos balões, tão comum nessa época, se vincula à ideia de que, se este subir sem nenhum problema, os desejos de quem os solta serão atendidos. Caso não suba, seria azar.

Em várias regiões do país, com ênfase no Nordeste, religiões como o candomblé homenageiam os orixás, misturando suas práticas ao ritual católico romano’”.

Comer as iguarias características dessas festas pagãs, tais como milho cozido e pipoca, vai de encontro ao que Paulo ensina: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”, 1Co 10.20-21.

Essa ignorância espiritual produz consequências, às vezes irreparáveis. “Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada”, 1Co 8.7. Por isso a Bíblia diz que há na Igreja muitos fracos e doentes e outros que dormem, em função da ignorância espiritual (1Co 11.28).

Contraste

A exortação é tão veemente que o Senhor diz que em Pérgamo estava o trono de Satanás, mas chama a atenção para um personagem: “Antipas, minha fiel testemunha”, v13. Que coisa gloriosa, um simples mortal ser anunciado como fiel ao Senhor! Segundo uma tradição, Antipas fora bispo de Pérgamo e morto dentro de um touro em brasas.

Pérgamo aceitou o esquema idólatra procedente do paganismo, que precede a tolerância a tudo (v14-15). É o reflexo de uma igreja passiva, politicamente correta.

O Senhor alertou a Igreja e temos isso na História conforme já comentamos acima. Mas ainda há uma esperança a Pérgamo:

“Arrepende-te ou em breve virei a ti”, v16.

Nicolaítas

Nicolaítas vem do grego nikos, que significa subjugar e laos (povo). Não formavam propriamente uma seita, mas um sistema de domínio muito forte no seio da igreja, que subjugava o povo. Alguns dizem que nicolaítas constituíam-se no esforço humano para se conquistar o que de Deus se perdeu.

Outros interpretam os nicolaítas como pessoas que trocavam o espiritual por influências humanas, como forma de alcançarem seus objetivos – a humanização ou materialização do espiritual. Aquilo que o Espírito faz, tenta-se imitar, fazendo por meio de formas humanas. Neste caso, o Espírito torna-se, com o tempo, descartável no centro de adoração, substituído por esforços meramente humanos (mentais e psicológicos).

Mas interessante que esta igreja colocava em prova os que se diziam “ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos”, v2. Ora, se naquele tempo já tínhamos tais homens, será que hoje estão alardeando algum novo esquema, ou estariam tentando novamente sem serem notados? Se bem que os obreiros eram provados antes de a igreja recebê-los.

Cristãos Em contraste com a idolatria viviam os cristãos fiéis, possivelmente evangelizados pelo apóstolo Paulo, conforme Atos 19.8-10:

“E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos”.

Os Nicolaítas não distinguiam o alimento comum do sacrificado a ídolos, conforme se estabelece no Concílio da Igreja em Atos 15:

“Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá” (v29). Leia também sobre o mesmo assunto, mas com detalhes doutrinários, 1Coríntios 10.14-21.

Naquela época, muita sobra de sacrifícios a deuses eram exposta em açougues para a venda. Então, havia a recomendação bíblica para que, quando sabedores do fato, que os crentes não comessem daquilo.

Também, dado a isto, os pregadores itinerantes eram encaminhados para casas de irmãs dedicadas, que se prontificavam a cozinhar para esses homens e, assim, fossem livres de comer alimentos impuros no comércio local, por desconhecimento.

Pedra Branca

Na lista de galardões para os vencedores de Pérgamo está a pedra branca com um novo nome ao eleito pelo Senhor. Existem algumas afirmações sobre o significado de pedra branca. Seu uso era costumeiro na cultura da época. Um deles diz respeito ao julgamento, em que no veredito pró-réu, quando esse era absolvido, recebia uma pedra branca como sinal de liberdade. Mas se condenado, recebia uma pedra escura.

Outra explicação diz respeito a uma eleição, em que o candidato escolhido pelo eleitor tinha o seu nome gravado na pedra branca que iria para a urna. Temos ainda a indicação dessa pedra (ficha), a indicar um pequeno mosaico com a cor branca, com o significado de aprovação (dokimos, no grego, aprovado) – pedra da vitória.

De qualquer forma, tanto a eleição quanto o prêmio, diz respeito à eleição em Cristo:

“Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade, para o que, pelo nosso Evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo”, 2Ts 2.13-14.

Igreja aprovada

Pérgamo tinha crentes aprovados pelo Senhor, dignos de receber a pedra branca, por suas

– Obras em Cristo;

– Não negar o nome de Cristo (Senhorio);

– Não negar a fé em Cristo.

A maioria das informações foram extraídas do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

Read Full Post »

“E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte” (Ap 2.8-11).

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

Identificação – Esmirna localizava-se na Ásia Menor, a cerca de 40 quilômetros ao norte de Éfeso e constituía-se rival desta. Possuía o principal porto da Ásia, voltado para o comércio do Mar Egeu. Fundada por volta do ano 1000aC e destruída 4 séculos depois pelos Lídios. Reconstruída por volta de 300aC, por Alexandre, o Grande. Pode-se ver ainda hoje as ruínas da antiga cidade, na moderna Izmir (de Smyrna), na Turquia.

Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal, havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Seu principal e talvez primeiro bispo fora Policarpo (de 70 a 160dC), natural da cidade e discípulo de João e, segundo a história, morto pela perseguição romana.

Por outro lado judeus, com uma grande colônia, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda que a cidade era famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

Em oposição a essa fidelidade, muito discutida na época, em função do domínio romano, o Senhor diz:

– “Sê fiel até à morte”, e dar-te-ei a coroa da vida” (2.10).

Esmirna mantinha inúmeros cultos e deuses com seus templos instalados no Monte Pagos – Apolo, Dionísio (Baco), Cibele: Representada em uma moeda e com uma coroa; Afrodite: a deusa da promiscuidade, da fecundação; Esculápio: Protetor da Medicina. Todos formavam uma verdadeira ‘sinagoga’ de Satanás, nome usado para nomear os judeus que se davam a tal adoração e, por conseguinte, perseguiam os cristãos.

Mirra – Esmirna deriva-se de mirra. Segundo Aurélio mirra é palavra de origem semítica; do grego myrrha. “Designação comum a duas árvores da família das burseráceas (Commiphora mallis e C. myrrha), originárias da África, cuja resina dimana por incisão e se usa como incenso e em perfumes, unguentos”. Também para embalsamar. Daí tem-se o contraste com o Cristo vivo:

– “E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu”, 2.8.

Analgésico – Alguns preferem afirmar que Esmirna tem que ver com analgésico – que elimina a dor, elemento protetor natural ao homem. A dor faz com que fujamos daquilo que machuca, causa ferimentos e, portanto, dói. Se a criança coloca a mão no fogo, sentirá a dor da queimadura e a tendência natural é a de não fazer o mesmo novamente. O corte de uma faca, por exemplo, faz com que o cérebro humano emita reação semelhante.

Portanto, as pessoas acometidas de doença que elimina a dor necessitam de cuidadoso e constante acompanhamento para que não quebrem ossos, por exemplo. Quem não sente dor ao quebrar um órgão do corpo, poderá ser acometido de gangrena, em função da fratura e suas consequências não curadas, e morrer.

Pobreza – Esmirna era pobre, e conforme comentário de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), o termo no original para designar a pobreza dessa cidade é ptocheia (que não possui nada). Esse termo indica alguém miserável, pobre por completo. O outro termo para pobreza no grego é peniah, que ou quem já possuí o essencial. “A pobreza dos cristãos em Esmirna era geral; economicamente, não tinham recursos, pois havia muitos escravos na igreja. Mas Jesus diz que eram ricos espiritualmente”. Enquanto Esmirna, uma igreja pobre é vista como rica; Laodicéia, que vivia em meio à riqueza é tida como pobre.

Perseguição – A Igreja naquela cidade vivia sobre constante perseguição, tribulação (aperto, pressão). Essa igreja passou pelo pior período da perseguição romana:

– “Não temas as coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de 10 dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”, 2.10.

Parece que essa perseguição de 10 dias, faz referência a 10 imperadores ou ao período compreendido de seus governos que abrangeu o tempo de aproximadamente 200 anos – período dessa igreja. Para Esmirna o conselho é: “Sê fiel até a morte”.

Tentação (Provação) – Testados como se testa metal (dokimazetô), cf  1Co 11.28: “Examine-se a si mesmo”, para ser aprovado, no grego dokimos (conversão real, sinceros, 1Co 11.19), em oposição a adokimos (reprovado).

APLICAÇÃO

I – JESUS, ÚNICO DEUS – É (o único) Deus Eterno e Criador (“o primeiro e o último”);

II – RESSUSCITOU – O único que foi morto e ressuscitou (“que foi morto, e reviveu”);

III – UNISCIENTE – (“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza”);

IV- SENHOR ‘DONO’ DE TUDO – (“mas tu és rico”);

V – TODO-PODEROSO – (“Nada temas das coisas que hás de padecer”);

VI – LEAL – (“Sê fiel até à morte”);

VII – VIDA ETERNA – (“dar-te-ei a coroa da vida”);

VIII – VITORIOSO – (“O que vencer não receberá o dano da segunda morte”).

A maioria das informações foi extraída do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

Read Full Post »

Estudo sobre vacinas de DNA contra a dengue desenvolvido pelo Laboratório de Biotecnologia e Fisiologia de Infecções Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\Fiocruz) acaba de ganhar o Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS de 2011, na categoria tese de doutorado. O “Oscar da Saúde” – como é chamado pelo Governo Federal – foi o primeiro prêmio científico do IOC em 2012. O trabalho é de autoria de Adriana Azevedo e foi desenvolvido durante a Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, sob a orientação da pesquisadora Ada Alves.

 

Na foto, da esquerda para a direita, Ada Alves e Adriana Azevedo que criaram a vacina contra a dengue com eficácia de 100%

A entrega do prêmio ocorreu nesta segunda-feira (16), em Brasília, durante a abertura do Encontro com a Comunidade Científica 2012. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância da iniciativa no contexto das diretrizes políticas na área de pesquisa em saúde. “O país tem as mentes e os meios para produzir e até mesmo exportar conhecimento na área de saúde, e, por isso, precisamos prestigiar nossos pesquisadores”, declarou.

A tese, intitulada ‘Desenvolvimento de vacinas de DNA contra o vírus da dengue baseadas na proteína do envelope viral’, foi escolhida dentre 98 concorrentes. Dois enfoques orientam o projeto. O primeiro é o desenvolvimento de duas vacinas de DNA contra a dengue, batizadas de pE1D2 e de pE2D2. O segundo consiste na combinação da pE1D2 com uma estratégia vacinal diferente: o vírus quimérico febre amarela/dengue, desenvolvido pelo grupo do pesquisador Ricardo Galler, de Bio-Manguinhos. “A pE1D2 se mostrou bem protetora, mas quando combinamos as duas estratégias tivemos 100% de proteção nos ensaios pré-clínicos e uma resposta imunológica mais rápida. É uma metodologia inovadora e criada aqui na Fiocruz, com pedido de patente já depositado no Brasil e no exterior”, explicou Adriana.

De acordo com a orientadora e chefe do laboratório responsável, Ada Alves, o prêmio é uma ótima notícia. “Adriana vem se dedicando a esse estudo promissor por muito tempo e é importante que pesquisadores sejam reconhecidos e recompensados pelo seu esforço. Isso inspira mais interesse e mais dedicação”, disse. As pesquisadoras estimam que, até o final do ano, os testes em primatas sejam iniciados.

Fonte: Isadora Marinho, 19/4/2012, Comunicação/Instituto Oswaldo Cruz. 

http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1426&sid=32

Adriana é membro da AD em Fonseca

A mineira Adriana é membro da Assembleia de Deus em Fonseca, Niterói, liderada pelo pastor Celso Brasil. Crente fiel e amiga, é esposa do não menos inteligente, farmacêutico Flávio, grande amigo. São crentes participativos na obra do Senhor, com os quais tivemos a oportunidade de conviver.

Manifestamos nossa alegria e gratidão ao Senhor tanto pela descoberta quanto pela Adriana e sua orientadora. Parabéns!

Read Full Post »

João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte Daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono. E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados… Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”… Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

Ap 1.3-5,8,19.

O mistério das Sete Igrejas foi dado por revelação divina ao apóstolo João, exilado pelos romanos, na Ilha de Patmos, localizada no Mar Egeu. O livro do Apocalipse foi escrito por volta do ano 96dC, época de intensa perseguição aos cristãos da Igreja Primitiva, orquestrada pelo imperador Domiciano.

AS SETE CIDADES-IGREJAS
 

ÉFESO

Abrangência/época: Primeiro século (Ap 2.1-7).

Significado: Desejável.

Fato crítico: Distanciou-se do primeiro amor – v4.

Elogio: Perseverança (trabalho incansável) e rejeição do mal – v2-3. 

Exortação: Buscar a renovação espiritual – v5.

Galardão ao que vencer: Fruto da Árvore da Vida – v7.

Significado histórico: Época da Igreja Primitiva – até o fim da era apostólica.

 
Identificação

Éfeso é a igreja do primeiro século (início do esfriamento). Essa igreja ainda se reunia nas casas dos irmãos, como de Áquila e Priscila. Naquela época, a igreja não contava com templos. Apóstolo Paulo faz menção de nomes e saudações pessoais, demonstrando que havia muita aproximação, comunhão, amor e alegria entre os crentes. O cristão viajante tinha hospedagem familiar no mundo de então, “entre os da casa”, conforme indica a linguagem cristã: “Para que os recebais no Senhor…”, Rm 16.2.

 

ESMIRNA

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

 
Identificação

Esmirna localizava-se a cerca de 40 quilômetrosao norte de Éfeso. Possuía um famoso porto voltado para o comércio do Mar Egeu. Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD), havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Por outro lado judeus, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda ter sido uma cidade famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

 

PÉRGAMO

Abrangência/época: De312 a 600 (Ap 2.12-17).

Significado: Casamento.

Fato crítico: Segue as doutrinas de Balaão e dos Nicolaítas – v14-15.

Elogio: Honra o nome de Cristo – v13.

Exortação: Buscar o arrependimento – v16.

Galardão ao que vencer: Maná escondido e uma pedra branca com um novo nome – v17.

Significado histórico: Casamento com o Estado.

 

Identificação

Pérgamo era uma cidade localizada em cima de uma colina com cerca de 300m acima do nível do mar. Uma fortaleza natural. A moderna cidade contava ainda com uma boa cultura predominantemente grega e, portanto, avançada, e uma biblioteca com cerca de 200 mil volumes, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD). O deus principal de Pérgamo possuía a forma de serpente. Era o deus da saúde, talvez o Esculápio – o deus da Medicina, representado também por serpentes. Mas, além desse deus Pérgamo possuía três outras seitas que veneravam Dionísio, Zeus e Atenas. Em 29aC um templo ao imperador chegou a ser erguido na cidade, corroborando para a fama de cidade onde estava o “trono de Satanás” (v13).

 

TIATIRA

Abrangência/época: De600 a 1517 (Ap 2.18-29).

Significado: Relaxada (Mulher opressora).

Fato crítico: Líder feminina que ensina a tolerância ao pecado – v20.

Elogio: Crescimento nas obras – v19.

Exortação: Reter o que tem – v25.

Galardão ao que vencer: 1) Poder sobre as nações; 2) a Estrela da Manhã – a Luz Eterna (Cristo) – v26-28.

Significado histórico: Decadência da Igreja.

 
Identificação

Na época de Tiatira a Igreja viveu a escuridão do conhecimento. Isso ocorreu durante o período da Idade Média. Triunfou em Tiatira a doutrina baloanista, nicolaitista e jezabelista, a ponto de constituírem a “profundeza de Satanás” (v24).

Jezabel é a mulher que fundamentou certa doutrina herege. É o nome que se dá a quem está no meio, no sistema, mas não faz parte originalmente dele. E por meio de sua doutrina são introduzidos todos os deuses regionais, como a própria esposa de Acabe fez em Israel.

 

SARDES

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

 
Identificação

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura que deixa claro a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão.

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica, que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblicos-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante, pois recebem a promessa gloriosa do Senhor: “…e comigo andarão de branco”, v4. Este é o contraste das vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor com o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

 

FILADELFIA

Abrangência/época: A partir de 1750 (Ap 3.7-13).

Significado: Igreja do amor fraternal.

Fato crítico: Não tem.

Elogio: Guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome – v10.

Exortação: Venho em breve, guarda o que tens para ninguém tome – v11.

Galardão ao que vencer: Coluna do Templo divino terá o nome de Deus e de sua cidade, e o novo nome de Cristo – v12.

Significado histórico: Igreja do Arrebatamento.

 

Identificação

O nome dessa igreja vem de phileo (grego) que significa amor fraterno. É o amor de fraternidade entre as pessoas, amor recíproco. Esse amor contrasta com as orgias sexuais, centradas no amor sensual (grego heros). Filadélfia, além de não ter reprovação, tem elogios. Nela o Todo-Poderoso tem a chave da porta que abre e ninguém fecha; que fecha e ninguém abre e a proposta da bênção de pôr diante do crente uma porta aberta.

 

LAODICEIA

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

 
Identificação

O nome Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da justiça do povo. É a igreja da democracia, justamente o direito do povo de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino). Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia. Esta cidade orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência econômica.

Alguns historiadores dizem que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, destacados laboratórios de remédios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se com uma escola de medicina, e ainda indústrias têxteis. Era próspera e se orgulhava de não necessitar de ajuda externa. A cidade era progressiva e rica.

(Resumo extraído do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Antônio Mesquita)

Read Full Post »