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Archive for julho \27\UTC 2009

Já havia ouvido falar que o Rio mantinha comprometimento com um sistema de proteção espírita. O pacto para proteger a cidade de catástrofes, teve início na administração do ex-prefeito César Maia. Embora a pessoa que me disse sobre o tal pacto, fosse de idoneidade comprovada, eu precisava de algo mais concreto, mais elementos de comprovação. Quando ouvi, há cerca de um ano, percebi que o principal argumento já era fato: a tentativa de mudança das cores da Linha Vermelha, com alteração do nome da via para Linha Laranja, justamente a cor (coral), em homenagem ao “espírito protetor”.

A mesma foi a oficial da Prefeitura, também sinal de interferência na administração. A própria Linha Vermelha passou a contar com campanha de marketing, ao longo da via, com a indicação de mudança de nome/cor. Não pegou. A Linha Vermelha, que liga a Via Dutra, a partir da Baixada (Nova Iguaçu), a Ponte Rio-Niterói e Zona Sul, permanece como Linha Vermelha. Com a nova administração, a cor passou a ser azul, que predomina na bandeira do Estado.

Daí a César o que é de César e a Deus…

César Maia é conhecido como homem muito mistificado (“Que foi vítima de mistificação; iludido, burlado, logrado”, Aurélio). Mostrada certa vez pela mídia, a mesa de trabalho do escritório de César Maia mais parecia uma banca de artigos variados de camelô, que propriamente de um homem, no mínimo, sensato, de tantas imagens, totens, ícones, santos protetores etc.

Na verdade, ele logrou o povo, com uma administração abaixo da média. Deixou como principal marca o escandaloso superfaturamento da Cidade da Música, uma obra orçada em 80 milhões, com custos ampliados de forma mediúnica para 439 milhões, às vésperas da eleição municipal passada, e necessita de mais R$ 150 milhões para ser concluída.

Controle dos fenômenos climáticos

A informação que recebi de um amigo, ainda durante a administração do Maia, confirmou-se na matéria divulgada pela última Veja (29/julho/2009), página 96, Cidades, sob o título Mistérios entre o céu e as Prefeituras, e o subtítulo: As administrações municipais do Rio de Janeiro e São Paulo têm convênios com uma fundação mediúnica a qual elas atribuem o poder de mudar o clima.

A “empresa” espírita leva o nome de Fundação Cacique Cobra Coral e tem como marketing o “poder de interferir nos fenômenos climáticos através de uma entidade espiritual”.

Ao escrever a matéria, Silvia Rogar informa o seguinte: “A possibilidade da existência de mistérios entre o céu e a terra não é algo assim tão distante das convicções de milhões de brasileiros. Mas daí a celebrar convênios oficiais com espíritos vai um longo caminho”.

Temporal alagou ruas e avenidas cariocas em 17 de novembro de 2008 (Foto: aleosp2008.wordpress.com)

Temporal alagou ruas e avenidas cariocas em 17 de novembro de 2008 (Foto: aleosp2008.wordpress.com)

Em São Paulo, o marketing propalado pelo prefeito do Rio chegou através de email, segundo a revista, e a ideia foi abraçada pelo então prefeito José Serra, por meio do vereador Ricardo Teixeira, secretário-Adjunto de Coordenação das Subprefeituras. O atual prefeito Gilberto Kassab renovou o convênio por tempo indeterminado. No Rio, os “serviços do além” também foram prorrogados pelo prefeito Eduardo Paes. As renovações contratuais com o vulto do além, talvez tenham como força o nome usado.

O tal espírito não seria nada menos que o físico e matemático Galileu Galilei, segundo a “incorporadora” espírita, Adelaide Scritori. O cientista já fora penalizado pela Igreja Católica por contrariar a ignorância da mesma sobre fatos científicos. Seria novo castigo?!

O mesmo espírito depois se atualizou ao tempo e passou a ser Abraham Lincoln, tendo como pano de fundo a abolição da escravatura nos Estados Unidos. Porém, o mérito da abolição está mais para ações cristãs (leia-se protestantes), que propriamente ao célebre presidente norte-americano.

Quem sabe nos dois casos e espírito enganou-se com os nomes?! Pode ser, não é mesmo? Ou um erro de cálculo por causa de um mísero século… quem sabe?! Chico Xavier, por exemplo, confessou em entrevista que recebia a visita de um espírito brincalhão, que só aprontava e o fazia errar os cálculos das centenas de rezas, impostas pelos padres, como meio de exorcizá-lo. Ora, pode ser outro que fez carreira na mesma escola do além…!

Espírito sem traços, traços sem espírito

Pra começar, de cacique o espírito não tem sequer traços. Isso fica claro no bico de pena da fisionomia do personagem do além, estranhamente com todas as características humanas. Eu sempre pensei que um espírito dessa estirpe tivesse a aparência musgosa, de um chumaço de fumaça… sei lá, menos de um cara-humano…

Das matas, por onde andou o tal farejador de temporal, Adelaide chega à ciência moderna (depois de passar por seu criador, o cientista Galileu), e dá uma bisbilhotada básica no tempo, por meio de orientações de um professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP), e ainda de um pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa assessoria pós-moderna ao pobre e desatualizado espírito indígena, eu diria que funciona como uma luz nas trevas. Ou então uma forma de fazer birra ao espírito, que já não manja nada de chuvas e trovoadas. Pode ser!

Como ganha e o que ganha a exploradora do espírito Adelaide, já que o convênio não tem, em contrapartida, pagamento? Antes devemos saber que isso pode ser algo… vamos dizer, além das normas do além, mesmo porque Lincoln não merecia isso, já que ele não seria adepto à escravatura, conforme argumenta Adelaide.

Segundo a revista, ela administra com o marido, Osmar Santos, uma corretora de imóveis e seguro. E para efetivar seus mirabolantes convênios é cobrado o pedágio-espírita de R$ 10 mil, livre de passagens, estadias e demais despesas de toda a equipe mediúnica. Um dos clientes da empresa é o Rock in Rio.

O pacto para proteger a cidade de catástrofes, teve início na administração do ex-prefeito César Maia (Foto: JB Online)

O pacto para proteger a cidade de catástrofes, teve início na administração do ex-prefeito César Maia (Foto: JB Online)

“Perturbadores dos retos caminhos”

Para conter esses homens públicos, sem nenhum constrangimento de agir de forma tão bárbara, somente homens com as mesmas características do profeta João Batista ou do apóstolo Paulo.

João, da nobre linhagem sacerdotal, tinha direito aos privilégios advindos da função, como sucessor do pai. Mas o que fez? Para não figurar como um simples eco, ele renunciou a tudo para tornar-se uma voz (“que clama no deserto”). E quem foi ele?

João refletiu o verdadeiro caráter de um servo do Senhor – em especial diante de uma situação como a de hoje – como mostra o Evangelho de Marcos: “porque Herodes temia a João, sabendo que era varão justo e santo; e guardava-o em segurança e fazia muitas coisas, atendendo-o, e de boa vontade o ouvia”.

Herodes, nome que procede de Heros (semi-deus), era o César Maia – e igualmente supersticioso –, Eduardo Paes, Serra ou Kassab, da época, com muito mais influência e poder, obviamente. João não queria nem saber da influência do homem. A ele mais importava obedecer a Deus que a homens (cf At 5.29).

E o apóstolo Paulo, diante de situação semelhante o que faria? É só dar uma olhadela no livro de Atos. Em Pafos havia um sujeito que também prestava assessoria oficial. Barjesus (Elimas) era igualmente um falso profeta judeu, encostado na autoridade local, o procônsul romano Sérgio Paulo (de também dois nomes), embora Lucas o tenha na qualidade de homem equilibrado (“varão prudente”), “significando que ele tem capacidade mental e não é engabelado pelo mágico”.

Porém, como era comum no mundo antigo, “o procônsul tinha atração pela magia e consultava feitiçaria e quiromancia a respeito de questões importantes. Entre os assistentes de Sérgio Paulo está o mágico Barjesus” (ARRINGTON, French e STRONSTAD, Roger Comentário Bíblico Pentecostal, 2003, 1ª Edição, Rio de Janeiro, CPAD).

A Bíblia diz que, embora Sérgio Paulo quisesse ouvir a mensagem verdadeira, propagada pelo apóstolo, o médium-assessor criava-lhe obstáculos. O apóstolo, cheio do Espírito Santo, não esperou para dizer-lhe: “Filho do Diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda justiça, não cessará de perturbar os retos caminhos do Senhor?” O apóstolo não para por aí e ordena que o mesmo fique cego por determinado tempo.

O testemunho da ação de poder na vida do homem de Deus, ao honrar o Senhor e repreender o Inimigo, na vida daquele homem, fez com que Sérgio Paulo cresse no Evangelho de Cristo e se convertesse ao cristianismo (Mc 6.20 e At 13.1-12).

Nossa postura

Hoje, além de não esboçarmos tal autoridade e nos alinharmos a homens públicos de caráter duvidoso e crenças espúrias, como os acima, os recebemos em nossas festas e não poucos prestam cultos a essas figuras. Enquanto isso, eles permanecem a praticar atos que ofendem a santidade do Criador e agridem qualquer seguidor de Cristo.

Não podemos fingir cegos, pois temos a obrigação de honrar as autoridades, mas sem jamais submetermos aos caprichos que vão de encontro aos desígnios divinos. Nossos irmãos da Igreja Primitiva foram perseguidos pela autoridade romana justamente porque não se dobravam aos césares e a suas ideias político-administrativas, que se opunham à crença divina.

Já estamos próximos de época semelhante.

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Nos últimos tempos, aquilo que era privilégio de algumas regiões, do Velho Mundo e dos Estados Unidos, hoje grassa o mundo. Temos muitos avanços sociais, porém, convivemos com outras realidades incompreensíveis, com cara mais para a Idade Média, que propriamente o século 21. Ainda nos debatemos com governos tiranos, ditadores; a falta de higiene do povo, a brutalidade humana, o desrespeito entre as pessoas, ignorância, pequenez mental…

Dentre alguns disparates fui atraído por algumas matérias da revista Veja desta semana (22/julh), e não pude deixar de comentar.

Avanços?

“Em termos sociais e políticos, a Espanha é um país tão à esquerda quanto possível na civilização contemporânea. Gays podem se casar e adotar filhos, todos os ministros da Defesa do Governo Zapatera se declararam pacifistas (“Prefiro morrer a matar”, disse um) e no ano passado o Parlamento aprovou uma lei que confere alguns direitos fundamentais aos grandes símios, como chipanzés e gorilas” (Viva el toro, Panorama, Veja, 22/7/09), que comenta a “barbárie pura” das touradas, envolvendo homens embriagados, no espetáculo grotesco em que os touros são mortos brutalmente mortos, aos poucos e de forma desumana, em uma festa politicamente correta, quando alguns homens também morrem, no espetáculo da cultura espanhola.

Em função do cuidado que o Criador tem com os animais, com foco ao gado, está explícito na Bíblia, quando diz: “Não atarás a boca do boi, quando trilhar”, Dt 25.4.

Cachorrada

Na capa a mesma revista, tem a manchete do avanço de uma cultura tipicamente capitalista, consumista e exibicionista, portanto, não menos materialista “Eles venceram – Cães e gatos são tratados como filhos em milhões de lares brasileiros, que gastam com eles 9 bilhões de reais por ano”. Como diz a esposa de um diretor de empresa, “prefiro meus cachorros a filhos”. Um amigo que morou nos Estados Unidos disse-me que muitas mulheres separavam-se de seus maridos para adotarem cães como companheiros.

Segundo a revista, nos Estados Unidos e Europa os bichos já são considerados humanos – como membros da família – por 30% da população. Essa mesma doença era exposta pela mulher citada acima, que chegava a influenciar a insinuar que os cães também farão parte da Eternidade e desfrutarão dos Céus.

Toda a reação desequilibrada, mostrada pela revista mostra, quando afirma que os donos não sabem impor limites, reflete os efeitos de uma sociedade doentia, distante do Criador e que, portanto, ama mais a criatura que o Criador, conforme sentencia a Bíblia.

Cachorro desfila em evento anual de moda canina, em Bangkok, na Tailândia (Foto: abril.com)

Cachorro desfila em evento anual de moda canina, em Bangkok, na Tailândia (Foto: abril.com)

Cuidar dos animais é obrigação de todos

No livro Fronteira Final, escrevo sobre a natureza e a mordomia cristã. Algumas bandeiras naturalmente cristãs, portanto nossas, foram “transferidas” pelo secularismo, como fumar faz mal à saúde; sexo fora do casamento causa males, desajustes e transtornos; filantropia (assistência social); e o próprio cuidado com o meio ambiente.

“A primeira referência que trata da responsabilidade do homem com a natureza está em Gênesis. Ao homem foi dada a missão de lavrar (fazer uso), e de guardar (proteger), a Terra. A determinação divina indica a ação humana como mordomo e não como explorador negligente. Mordomo porque a Terra e tudo o que nela há é do Senhor. Ninguém é (ou pode ser) dono eterno de nada, muito menos da Terra ou de qualquer porção dela.”

Quando o Senhor estabelece a possessão de Canaã a Israel, “estabelece regras que visavam o descanso e reciclagem da terra (Lv 25). Os animais também deveriam ter o devido respeito dos moradores da terra, quisessem estes ter seus dias prolongados”.
Com isso, “O Senhor preocupou-se com detalhes que inclui o ser indefeso e frágil, presa fácil da maldade, como o filhote e a mãe-pássaro. Esta deveria receber o devido cuidado e carinho para continuidade da criação”. “Quando encontrares algum ninho de ave no caminho, em alguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhos; deixarás ir livremente a mãe e os filhos tomarás para ti; para que bem te vá, e para que prolongues os dias”, Dt 22.6-7.

Cachorros educados, homens mal educados

O pior é notar a orientação de adestradores de cães, que indicam primeiramente aos donos a educação, para depois educar os animais. É a receita para não ter que arcar com causas semelhantes às dos filhos: animais neuróticos!

Mas isso não é tudo, pois existe um fundo de verdade. Pessoas violentas e que não tratam seus animais com equilíbrio, influenciam os próprios bichos. Se por um lado, o Juízo Problemático dos espanhóis, é assustador, ao incluir os macacos em pé de igualdade aos homens, o jornalista Marcelo Marthe, insere na matéria da Veja, a apologia do filósofo australiano Peter Singer. Ele “defende a igualdade plena de direitos entre homens e animais”. Segundo a revista, a dificuldade de Singer perceber a superioridade humana sobre os animais “uma forma de discriminação tão insustentável quanto o racismo” (se bem que racismo, deriva-se de raça e quem a detém são, somente, animais, pois o homem é um ser único e não deriva-se de raças, mas de etnias).

Vemos pessoas beijando bocas de cachorros, bichos que não guardam nenhum conceito de higiene, que lambem órgãos seus e de outros, desguarnecidos de qualquer proteção, senão tomados por milhares de bactérias, dentre outras ações imundas, enquanto crianças são preteridas, como na filosofia da mulher do diretor. Por outro lado, creches públicas, lares e casas de menores estão lotados de crianças à espera de adoção, e que poderiam ser educadas, receber amor e carinho humanos, com muito menos investimento.

Vale observar que sempre gostei e já criei várias espécies de animais. Atualmente criamos dois cachorros – um de grande porte e outro pequeno. Minha esposa é que mais cuida dos dois, como indica a pesquisa da revista Veja, com 66% às mulheres, porém, fico preocupado quando viajamos e deixamos os bichos a sós em casa, embora com todos os cuidados preestabelecidos.

Transformação humana

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis”, Rm 1.18-23 (Meio Ambiente: Qual é a nossa mordomia?, do livro Fronteira Final/CPAD, Antônio Mesquita).

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A origem das celebrações juninas remonta aos antigos rituais pagãos. No Hemisfério Norte, o mês de junho é o período de solstício de verão. Nessa época, especialmente nos dias 21 a 24, egípcios, sumérios, romanos, bascos e celtas invocavam a fertilidade através de rituais.

Na mitologia romana, pagãos prestavam culto à deusa Juno, cujos festejos eram denominados junônias, adaptado no Brasil para junina. Os primeiros registros por aqui datam de 1603, pelo frade Vicente do Salvador, que ressaltou o fato de os índios aceitarem de bom grado o dia de “‘São João Batista’, por causa das fogueiras e capelas”. A quadrilha e o mastro são elementos do ritual pagão que permanecem até hoje.

Os historiadores registram que os rituais de colheita e fertilidade eram tão fortes na Idade Média que a Igreja Católica Romana resolveu aproveita-los, adaptando-os ao seu calendário. Eles foram importados ao Brasil pela colonização portuguesa.

No Hemisfério Norte, o mês de junho é o período de solstício de verão (Foto: blog Virar do Avesso)

No Hemisfério Norte, o mês de junho é o período de solstício de verão (Foto: blog Virar do Avesso)

Já o culto pirolátrico, próprio da festividade junina, teve início em Portugal, onde antigamente acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões poderia espantar o Diabo e seus demônios na noite de “São João”. Mas os fogos de artifício e as fogueiras são formas de culto da Antiguidade, quando as imagens são cortejadas, a exemplo dos ídolos pagãos, retratados pelo catolicismo na forma de imagens de santos.

Paulo afirma em 1Coríntios 10.19 que o ídolo não é nada, mas o que se oferece a ele, se oferece aos demônios, e o cristão não pode se envolver com isso.

Além de conterem o elemento idolátrico, os fogos são perigosos e extremamente poluentes. “Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Déli, Índia, mostrou que fogos de artifício disparados no país em uma festa nacional no ano passado liberaram grande quantidade de ozônio. Esse gás é tóxico e apenas beneficia a vida na alta atmosfera, onde reflete os raios ultravioletas do Sol. O trabalho está publicado na revista Nature” (Folha de São Paulo, Ciência, A6, 28/6/2001).

No Brasil o uso de fogos de artifício aumenta consideravelmente em junho e julho, em virtude das comemorações dos romanistas a seus santos protetores. Muitas pessoas têm sido mutiladas pelo manuseio do produto, enquanto balões têm causado inúmeros incêndios. A prática dos balões, tão comum nessa época, se vincula à ideia de que, se este subir sem nenhum problema, os desejos de que quem os solta será atendido. Caso não suba, seria azar.

Em várias regiões do país, com ênfase no Nordeste, religiões como o candomblé homenageiam os orixás, misturando suas práticas ao ritual católico romano. Não é raro ver nessas festas rodas de pagode, música funk, barracas de comida e bebidas variadas. Na Bahia, a festa de Santo Antônio é confundida com a de Ogum, um ídolo guerreiro da cultura afro-brasileira.

Alguns grupos evangélicos participam dessas festas populares com nomes não muito disfarçáveis, como festa jesuína, numa descarada demonstração de imitação mundana. Outros vão além e sob alegação de arrecadar fundos, organizam suas próprias festas. Há ainda quem argumente que é melhor ter uma festa junina nas dependências da igreja do que permitir os novos convertidos participarem lá fora. Foi justamente isso, e com justificativas semelhantes, que a Igreja Católica Romana fez. “Isso é muito perigoso, porque a igreja começa a imitar o mundo”, rebate o apologista Paulo Romeiro.

Já o apologista Natanael Rinaldi alerta que a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, pode levar ao envolvimento com práticas herdadas do paganismo, como denunciou apóstolo Paulo: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”, 1Co 10.20.

Comer as iguarias características dessas festas pagãs, tais como milho cozido e pipoca, não é problema, desde que não sejam aquelas oferecidas aos “santos-ídolos”, com objetivo religioso e participativo. “Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”, 1Co 10.21.

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O capítulo 12 de Romanos revela-nos profundidade maravilhosa que vai além da questão de oferecer ao Senhor o culto a partir da razão – a lógica, para os gregos.

Se formos para o dicionário (Aurélio) vamos descobrir de perto o significado do termo: “Faculdade que tem o ser humano de avaliar, julgar, ponderar idéias universais; raciocínio, juízo; … de estabelecer relações lógicas, de conhecer, de compreender, de raciocinar; raciocínio, inteligência.” E na filosofia pode ser “Faculdade de conhecer o real, por oposição ao que é aparente ou acidental.”, como “Sistema de princípios a priori cuja verdade não depende da experiência.”

O texto em questão: “Rogo, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresentei o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”, Rm 12.1, introduz a exortação que o apóstolo remete aos romanos, diante de um atrito remanescente de outro “expurgado” por Roma por meio de um castigo imposto para que a pax romana fosse estabelecida.

Se a pax romana era vivida justamente pela ausência de campanhas de guerras e de tumultos, os imperadores cortavam o mal pelo efeito, usando a força bruta, conforme mostraremos abaixo.

Para começar quando o apóstolo Paulo exorta os crentes em Roma, para que ofereçam o seu culto em sacrifício vivo, parece contrariar o método estabelecido por Deus, uma vez que a vítima do sacrifício teria de ser morta. Holocausto que dizer todo queimado. “… holocausto é, oferta queimada, de cheiro suave ao Senhor”. A vítima oferecida em libação era sacrificada: “E porá a sua mão sobra a cabeça da oferta pela expiação do pecado e a degolará no lugar do holocausto”, Lv 1.17; 4.29.

Entretanto o apóstolo enfatiza seu ensino de corpo mortificado em Cristo, que se distancia das pendengas que extrapolam o interesse maior de glorificação ao Senhor.

Ele explica isso no capítulo 8: “E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça”; “porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obra do corpo, vivereis”, v10,13.

Em Colossences 3.5 vai além: “Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra…”. E quando fazemos a relação do assunto a Cristo, evocamos 1Pd 3.18: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito”.

Na verdade o apóstolo estava enfrentando uma situação ímpar entre os romanos. Em 49, o imperador Cláudio expulsou os judeus de Roma, em função de atritos atribuídos a eles. Cerca de 3 anos depois, com a morte de Cláudio, os judeus voltaram e queriam impor sua influência na igreja local. Eles desejavam reconquistar espaços, influenciar a igreja e dominar com seus dogmas, haja vista que a igreja estava entre os gentios.

Para combater a situação, nos versículos 9 e 10, do capítulo 12 de Romanos, Paulo escreve aquela igreja:  “O amor seja não fingido… Amai-vos cordialmente uns ao outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”.

O amor fraternal, cordial (amor de irmãos) – o amor filadelfia, que para os não cristãos gregos era o amor entre irmãos – vem de filostogoi, plural e filostorgo (no amor fraterno). Ao pé da letra Paulo afirma: “No amor fraterno amem como se fossem irmãos de sangue, como se saíssem do mesmo ventre”.

Era a idéia que os gregos dominavam bem. O apóstolo dos gentios não se perde na idéia, pois em 1Coríntios 4.15 escreve: “… porque eu, pelo evangelho, vos gerei em Jesus Cristo”, enquanto Pedro valoriza o assunto: “sendo de novo gerados, não de emente corruptível” (Pd 1.23), enquanto Paulo complementa em Hebreus 12.14: “Segui a paz com todos e a santificação, sem qual ninguém verá o Senhor”.

A Paz aqui é a que excede todo o entendimento”, e não fica somente na ausência de guerra, mas ela transcende o significado humano, a irrompe no homem como uma força que vem do alto.

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A partir do livro Fronteira Final surgiu a ideia do blog

A partir do livro Fronteira Final surgiu a ideia do blog

O blog Fronteira Final completa 100 mil acessos (o equivalente à população de uma cidade de porte médio), com novo design. O tema escolhido do design leva o nome de Mistylook, criado pelo indiano Sadish Bala, que mora nos EUA. Ele é criador de temas populares do WordPress.

A ideia de lançar o blog surgiu como referência ao livro que leva o mesmo nome e trata das últimas coisas, contextualizando fatos pós-modernos, como Degelo polar, meio ambiente, superaquecimento global, e crise financeira, e profecias escatológicas. 

Estatísticas

O primeiro post ocorreu no dia 13 de janeiro de 2008. 

Os assuntos mais vistos foram:

1) Apuração Online – CGADB 2009;

2) Novo estatuto que regerá eleições da CGADB valerá a partir de abril de 2009;

3) Pastor Wellington vence as eleições da CGADB mais uma vez;

4) Confira os números oficiais da eleição da CGADB;

5) Caminho das Índias e a Simpatias com o Diabo

As eleições da Convenção Geral das ADs em Vitória foi o tema mais procurado

As eleições da Convenção Geral das ADs em Vitória foi o tema mais procurado

O dia mais agitado foi 23 de abril de 2009, com 15.130 acessos e o assunto predominante foi Apuração Online – CGADB 2009.

O número de material postado, entre artigos, notícias e informações chegou a 107 (posts). 

Número de visitas em 2008 chegou a 26,5 mil e em 2009 até junho chegou a 71 mil. O mês mais movimentado foi abril/2009, com 46,9 mil acessos. A média diária do mesmo mês chegou a pouco mais de 1,5 mil. 

Recorde durante a Convenção Geral 

Durante a realização da 39ª Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil (CGADB), o aumento do índice de visitas no blog Fronteira Final foi de 1.463,08%. 

O motivo do crescimento foi o resultado de um trabalho exaustivo de divulgação da apuração da eleição. Assim que a mesa apuradora divulgava no telão os números, o blog os publicava quase simultaneamente, até final do resultado. 

Os números saltaram do total de 26,5 mil durante o ano todo de 2008, para 52,7 mil em menos de quatro meses de 2009 (janeiro a 26 de abril), totalizando 79,2 mil acessos. Devido ao crescimento, no dia 24, o WordPress, site hospedeiro, recomendou o Fronteira Final

Países que acessam o blog 

Além do Brasil, outros 41 países acessam o blog. As consultas vão desde os Estados Unidos (com maioria número de acesso), Japão e países da Europa e África, ao Líbano. 

Links mais acessados 

Já os links mais acessados a partir do Fronteira Final foram, pela ordem:

1)    CGADB;

2)    Blog do pastor Geremias do Couto; e

3)    Blog do pastor José Wellington.

Os termos de busca (para encontrar o blog) seguiram a seguinte ordem:

1) cgadb;

2) cgadb eleições;

3) cgadb 2009;

4) fronteira final e cpad.

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Pastor Acelino Vitor de Melo, 2º secretário da Convenção Geral (CGADB) e líder da AD em Joinville, foi reeleito presidente da Convenção das Igrejas Evangélicas Assembléia de Deus de Santa Catarina e Sudoeste do Paraná (Ciadescp). A reunião convencional ocorreu na tarde do dia 6 (segunda-feira), no Centro de Eventos de Piratuba (SC), onde a AD é liderada pelo pastor Osvaldo Ern.

Pastor Arcelino venceu com folga a disputa mais uma vez

Pastor Arcelino venceu com folga a disputa mais uma vez

Com mais de 200 votos, pastor Arcelino Vitor venceu novamente seu principal oponente, o pastor Nirton dos Santos, com a maioria dos votos válidos. Depois de perder para o cargo de presidente, o candidato derrotado aproveitou a prerrogativa de poder candidatar-se novamente e conseguiu ser reeleito vice-presidente em função de a divisão de votos entre 5 candidatos. Ele conseguiu pouco mais de 150 votos de vantagem do segundo colocado (379), pastor José Cardoso, com 221 votos.

Ministros de Santa Catarina e Paraná reelegem pastor Arcelino

Ministros de Santa Catarina e Paraná reelegem pastor Arcelino

Distribuição dos votos 

Presidente – Pastor ARCELINO MELO, 519 votos; pastor NILTON SANTOS, 286 votos; e pastor JOSÉ VIEIRA, 32 votos. 1° vice-presidente – pastor NILTON SANTOS, 379 votos; pastor JOSÉ CARDOSO, 221 votos; pastor JOSÉ VIEIRA, 87 votos; pastor MÁRIO MEYER, 71 votos; pastor VALMOR MUSSINI, 28 votos. 2° vice-presidente – pastor JOSÉ CARDOSO, 281 votos; pastor JUVENIL PEREIRA, 181 votos; pastor JOSÉ VIEIRA, 142 votos; pastor JOSIAS CECÍLIO, 104 votos; pastor NELSON MIRANDA, 22 votos; pastor MÁRIO MEYER, 47 votos. 1° secretário – pastor SÉRGIO MELFIOR (Eleito por aclamação por ter sido o único candidato). 2° secretário – pastor JUVENIL PEREIRA, 198 votos; pastor MÁRIO MEYER, 165 votos; pastor JOSUÉ CIPRIANO, 92 votos; pastor LEVI SILVEIRA, 79 votos; pastor VILSON DIAS, 48 votos; pastor LIONEL SANTOS, 43 votos; pastor CARLOS MAFRA, 34 votos. 1° tesoureiro – pastor CESINO BERNARDINO, 348 votos; pastor LEVI SILVEIRA, 113 votos; VALDOMIRO SOUZA, 51 votos; pastor JOSÉ VIEIRA, 178 votos. 2° tesoureiro – pastor MÁRIO MEYER, 197 votos; JOSÉ VIEIRA, 178 votos; pastor JOSÉ FERREIRA, 166 votos; pastor AMAURY GERALDO, 56 votos; pastor CLÓVIS PEREIRA, 43 votos; pastor ALCIDES ADRIANO, 25 votos; NELSON MIRANDA, 23 votos; pastor JOÃO DE DEUS, 20 votos.

Pastor Nirton dos Santos orou pelos eleitos

Pastor Nirton dos Santos orou pelos eleitos

Nova mesa eleita

Pastor Arcelino Vitor de Melo, presidente reeleito; 1º vice-presidente, pastor Nilton dos Santos (reeleito); 2º vice-presidente, pastor José Cardoso (eleito); 1º secretário, pastor Sérgio Melfior (eleito por aclamação); 2º secretário, pastor Juvenil dos Santos (eleito); 1º tesoureiro, pastor Cesino Bernadino (reeleito); 2º tesoureiro, pastor Mario Meyer (eleito).

Informações e fotos: Blog do pastor José Wellington

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Com 86 anos de idade, pastor Delfino Brunelli passa para a Eternidade

Com 86 anos de idade, pastor Delfino Brunelli passa para a Eternidade

Com 86 anos de idade, o líder da AD em Casa Verde, capital paulista, passou para a Eternidade no último dia 6 – segunda-feira, à 1h30, após passar mal e ser internado. Membro atuante da segunda geração de líderes assembleianos, pastor Brunelli não esperava para falar e corrigir erros, mesmo entre colegas ministros. 

Em uma das convenções, em meados dos anos oitentas, foi duro com a assimilação de métodos neopentecostais pela Assembleia de Deus.

Já em sua conversão, quando perguntaram o que ele gostaria de ser, pastor Brunelli apontou para o púlpito em direção ao pastor e disse:

– Eu quero o lugar daquele homem lá. 

Logo ele envolveu-se no ministério e não mais parou. Dentre suas atividades foi presidente do Conselho Administrativo da CPAD, vice-presidente da AD Belenzinho e, por várias vezes, diretor da Comadespe, Convenção paulista da qual fazia parte, e da CGADB. 

Velado no templo da igreja em Casa Verde e o sepultamento ocorreu no mesmo dia, também em São Paulo.

Informações e foto: Blog Point Rhema (Pastor Carlos Roberto Silva)

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