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Archive for março \31\UTC 2010

Na edição da revista Época (ed. 615 de 1/3/10), que teve como tema de capa o espiritismo com destaque ao falecido médium Chico Xavier, fomos entrevistado, como presidente do Conselho de Comunicação das Assembleias de Deus, quando enfatizamos a posição bíblica, que condena toda e qualquer forma espírita.

A matéria deixou transparecer a busca por audiência do recém-lançado filme de Chico Xavier, visto pela crítica como verdadeiro fiasco. A reportagem, como se vê na matéria, não foi imparcial e buscou conteúdo na tentativa de elevar as obras do médium mineiro.

De esquisito a herói!?

De forma imparcial, outra revista, já fora de circulação, entrevistou Chico Xavier e mostrou, na época, alguns pontos controversos. O menino órfão, criado por sua tia, vivia sob castigos, forma usada para repreensão de suas posturas estranhas e traquinagens. Assustado com a postura do menino, sua tia o levou a um padre. Ela dizia que o menino tinha demônios. Para exorcizar o menino, o religioso receitou a penitência: rezar mil ave-marias com uma pedra na cabeça. Mas, quando o menino passava das novecentas, um espírito brincalhão o fazia errar e, por isso, tinha de voltar à contagem do zero. Daí para os contatos com o mundo dos espíritos foi um pulo.

A revista Época dedicou 9 páginas, sempre com vistas à elevação da doutrina espírita e pouco espaço para a defesa da fé cristã. Embora apropria-se de preceitos cristãos, como assinala a revista, o espiritismo nada tem que ver com o cristianismo, pois a Bíblia o condena desde o Velho Testamento.

Não há como nascer frutos bons e ruins de uma mesma árvore e tampouco uma fonte não tem como jorrar água doce e salgada, ensina a Palavra (cf Tg 3.11-12). Como saber se o espírito brincalhão, como o próprio médium definiu, possuía boas ou más referências?!

Condenação pelo Senhor

Não há como conciliar. O Senhor sempre proibira a consulta a mortos, com pena de morte para quem o fizesse. “Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador… nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos: pois todo aquele que faz tal cousa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus as lança fora de diante de ti”, Dt 18.10-12.

O rei Saul foi rejeitado pelo Senhor por consultar uma espírita, após ele mesmo ter expulsado todos os que praticavam qualquer forma de mediunidade (1Sm 28). Saul suicidou-se. Leia ainda Isaías 47.9-13.

No Novo Testamento o próprio Senhor condena o espiritismo quando trata do fato ocorrido entre o Rico e Lázaro. Ele afirma que não há como alguém voltar da morte e manter contato com a família (Lc 16.19-31). Expulsão de demônios – espíritos caídos – de pessoas possuídas (Lc 8.26-39), dentre outras passagens, também indicam condenação.

Por fim, Hebreus 9.27 diz que após a morte segue-se o juízo. Todos os textos bíblicos mostram que não há tratamento, progresso e qualquer tipo de alinhamento entre mortos e vivos.

Até a Igreja Católica Romana, que pratica o sincretismo – o ecumenismo com os espíritas – como se vê na Bahia, com sua doutrina purificadora após a morte, por meio do limbo e purgatório, onde pecadores se livram de pecados remanescentes, condena o espiritismo. Também na matéria a revista Época mostra que o próprio filho do médium chegou a duvidar do pai.

Mesmo com afirmações semelhantes às que ora expomos, o editor pinçou parte da declaração e só inseriu o seguinte: “O pastor Antonio Mesquita, presidente do Conselho de Comunicação da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil diz que os evangélicos condenam o espiritismo. ‘Evitamos falar sobre o assunto para que todos possam viver em paz, mas várias passagens na Bíblia mostram que a comunicação entre os homens e os mortos não é possível”’ (Época, pág. 90, 1º de março de 2010).

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Pastor Alfredo Reikdal sempre demonstrou zelo pela causa do Mestre

Pastor Alfredo Emílio Reikdal partiu para a Eternidade hoje (23/3/10), às 3h, na capital paulista, aos 94 anos de idade. Ele estava internado no Hospital Santa Catarina.

Reikdal destacou-se como obreiro da segunda geração de pioneiros das Assembleias de Deus no Brasil. Filho de europeus, Alfredo Reikdal sempre se mostrou decidido pela obra do Senhor. Embora fosse paranaense, iniciou suas atividades como ministro do Evangelho de Cristo em São Paulo, onde permaneceu, a partir de orientação de seu sogro, pastor Bruno Skolimowisk.

Durante 67 anos, pastor Reikdal liderou o Ministério do Ipiranga, bairro da Grande São Paulo, do qual era líder vitalício. Fundou ainda a Convenção de Ministros Ortodoxos das Assembléias de Deus no Estado de São Paulo e Outros (Comoespo), em 1996. Até então fazia parte da Comadespe, também de São Paulo. Como líder e ensinador, pastor Reikdal sempre criticou a situação atual das Assembleias de Deus em função dos modismos assumidos e novas tendências teológicas.

Início e inserção na obra pró-Reino

Nascido no Paraná, em São José dos Pinhais, converteu-se ao Senhor em abril de 1929, ainda adolescente. Passou a anunciar o Evangelho na cidade de Curitiba, mas no início da década de 40, mudou-se para São Paulo. Em 1943, assumiu a liderança da igreja em São Paulo, então à Rua Bento Vieira, 53, no Ipiranga, bairro que marca a história da Independência brasileira – do Grito do Ipiranga. Com 170 membros e três congregações – Jabaquara, Itatiba e Amador Bueno – o Ministério Ipiranga, cresceu e chegou a cerca de 800 congregações e 160 mil membros.

Por sua beleza e estilo gótico, o templo da AD/Ipiranga, iniciado em 1955, é visitado por estudantes de Arquitetura e ainda compõe o Patrimônio Histórico de São Paulo

Nava do templo da AD/Ipiranga

Pioneiro fiel

Foi contemporâneo dos pastores Cícero Canuto de Lima, Paulo Leivas Macalão, José Pimentel, João Alves Corrêa, João de Oliveira, dentre outros.

As centenas igrejas ligadas ao Ipiranga se encontram em todo o Estado de São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e outros. O templo-central do ministério, no bairro do Ipiranga, na Grande São Paulo, é de estilo gótico e um verdadeiro cartão postal.

Das pregações que ouvi de pastor Reikdal sempre pude notar e exposição de uma teologia conservadora, seriedade naquilo que propôs realizar, com demonstração de caráter inabalável. O saudoso pastor José Dutra de Moraes, seu contemporâneo e com quem trabalhou em Jabaquara, meu primeiro líder e discipulador, sempre usava ilustrações referente à vida e obra do colega.

Pastor Alcides Favaro já atuava há anos, como presidente em exercício. Da escola de seu líder ele e seus demais pares, em respeito ao velho pastor, jamais quiseram assumir o ministério definitivamente.

O corpo está sendo velado no templo, à Avenida Ricardo Jafet, 214, no Ipiranga. O sepultamento ocorrerá amanhã (24), às 16h, no Cemitério da Paz, no Morumbi.

Onde se larga a cruz?

Inserimos abaixo um dos artigos de pastor Alfredo, publicado no Mensageiro da Paz da 1ª. quinzena de 1939 (Não alteramos os estilos gráfico e literário).

É muito triste ver, em nossos dias, crentes trocarem, antes do tempo, sua cruz pelas coisas deste mundo, ao em vez de a levarem até ao lugar em que a podem trocar pela coroa da vida, prometida pelo infalível Senhor de todas as coisas e Pastor das nossas almas.

Muitos há que, ao ouvirem o Evangelho, tomam o seu “lenho”, dão alguns passos, mas, para larga-lo, logo após, ao encontrar as primeiras dificuldades. Para alguns, é bastante serem desprezados pelos amigos, pelo mundo ou ameaçados por uma pequena perseguição, para largarem a cruz que tomaram para levar até o fim.

Outros deixam a cruz, em troca dos gozos temporais e das coisas ilícitas; mas têm a mesma sorte da mulher de Ló; pouco a pouco, voltam ao Egito. Felizes são aqueles que tomam a cruz e fazem como diz a Escritura: livram-se de todo o embaraço, desviam-se das astutas ciladas do Diabo.

Às vezes, somos colocados como Moisés, entre dois caminhos: de um lado, a glória do Egito (o mundo), com todas as honras e todo o esplendor da corte faraônica. De outra parte, o sofrimento, o vitupério de Cristo. Sejamos sábios, saibamos escolher sem olhar a aparência, mas perscrutamos a realidade do futuro; carreguemos a cruz, até trocá-la por uma coroa.

Deixemos “faraó” com toda a Sua glória e fiquemos com Jesus, o qual nos espera e nos quer abraçar, com amor. O segredo da vitória daqueles que andam sob o peso do madeiro, não está em abandona-lo em meio a viagem e sim em leva-lo até ao fim da jornada. Jesus levou a cruz até o Gólgota, termo visível da estrada que nós podemos contemplar.

Mas há um caminho invisível, que conduz ao céu; é por essa estrada que devemos caminhar. Mesmo que o nosso corpo sofra sob o peso da cruz, não impede que o nosso espírito, pela fé, voe com Jesus, até ao céu. O nosso Salvador terminou Seu jornadear, com a cruz, no Calvário; mas, segundo Deus, o fim foi o céu, na glória, a Sua Direita.

Imitemos Jesus, levando a nossa cruz até ao céu; prossigamos nesta estrada até chegarmos as moradas que Jesus nos foi preparar, ainda que os nossos companheiros atirem, para longe, a sua cruz.

O céu é o lugar onde se troca a cruz, pela coroa.

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A campanha encetada por blogueiros do Brasil, pró-união das comemorações do centenário das Assembleias de Deus é louvável. Realmente, todos podem (e devem) comemorar juntos. Primeiro, porque é momento de demonstração de humildade. Quando mais crescemos ‘menores’ ficamos, pois “convém que Ele cresça” e nós… diminuamos. Foi o que disse João Batista ao ‘comemorar’ a revelação do Messias.

Humildade deriva-se de húmus, terra, barro, de onde viemos e, portanto, em nós mesmos não há nada de glória. Se concordarmos que o crescimento das Assembleias de Deus não se deve à ação humana, mas ao Espírito Santo do Altíssimo, é imprescindível movermos em direção à perfeita vontade divina.

Não existe verticalidade sem a horizontalidade. Não dá para amar ao Senhor sem antes amar ao próximo. Este é o 11º Mandamento estabelecido pelo Senhor Jesus: “Um novo mandamento vos dou…”.

A união para a comemoração do Centenário das Assembleias de Deus não chega nem mesmo perto do apelo à re(união) das igrejas assembleianas. Está longe disso, mas conclama a todos a comer o pão juntos, daí a etimologia de companhia (com panis). Se não comunhão, ao menos juntos.

Esse pretenso ato, embora simples, assim como a própria revelação divina ao homem, tem significado que jorra para a Vida Eterna. E este momento, ao contrário do que se espera, é ímpar para a demonstração de abandono do orgulho e das particularidades instransponíveis.

Construir pontes

Pontes são meios usados para fuga ou ligação. Dependendo do objetivo não seria tão fácil, sei disso. Há de se transpor barreiras, fazer vista grossa e ainda conviver com a habilidade dos que gostam de glamour, exposição às luzes dos flashes e holofotes, que vivem no limite de celeste, agarrados aos títulos eclesiais, às bizarrices e preitos para dar lustro a capa generalesca. Não cheiram a ovelhas, mas encantam (no sentido literal da palavra), pelo exalar de perfumes, que deixam narizes empinados de sectários.

Há um forte e irresistível desejo de permitir que o ego brilhe, a exemplo de um sorriso forçado, para mostrar a estrelinha, pelo refletir da luz no dente de ouro, marca registrada do Triunfalismo, da Confissão Positiva e da Teologia da Prosperidade, hoje em todos os meios e lugares, em suas mais diferentes formas.

Amorfas entre o bem e o mal, a riqueza temporal e a eternidade espiritual, essas almas indecisas, vivem num céu infernal em busca de um inferno celestial. Porém, onde esse tipão não está presente? Ele está camuflado nos lugares mais elementares possíveis. De forma mimética se misturam facilmente e nem sempre são desmascarados. São pessoas que não medem esforços para chegar onde planejam. Como possuidores de transtorno bipolar, senão esquizofrênicos, traçam o caminho, passam por cima de tudo e de todos, até que cheguem onde planejaram astutamente.

Marca registrada

Gostar de exposição já é quase sinete. A queda por política no meio assembleiano expôs-nos ao vexame da barganha. Só não nos torna curral eleitoral, em detrimento à definição parabólica e bíblica de aprisco de ovelha, porque o membro do Corpo (de Cristo) não se dá a isso. Esse entrave, talvez o maior, deve cair primeiro.

Mesmo diante de todas essas possibilidades (e realidades), o cristão deve renunciar às luzes humanas, temporais e muitas vezes mundanas, se quiser ser luz do mundo e sal da terra e conservar o que ainda resta. Se o sal não é tão puro, seja a luz, ao menos, de maior eficiência.

Fica evidente que o mais difícil nisso tudo é cumprir o mistério da semente, exposto na Palavra, para mostrar a necessidade de desintegração humana e integralização ao espiritual. Se o homem não deixar de ser egoísta e egocêntrico não pode se desintegrar, despir-se do temporal e tornar-se espiritual.

Por fim, temos o (único) caminho a seguir, conforme estabeleceu o Senhor em sua oração pela Igreja, incluindo-nos. “Para que todos sejam um… que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste… Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como tens amado a mim”, Jo 17.21,23 (o grifo é nosso).

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Lula é recebido pelo papa Bento 16 no Vaticano (Foto: Abril)

O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), ajuizada pela Convenção de Ministros das Assembleias de Deus Unidas do Estado do Ceará (Comaduec) contra o Estatuto Jurídico da Igreja Católica do Brasil. Segundo o ministro Joaquim Barbosa, que negou o seguimento da ação, houve falta de legitimidade da entidade para propô-la. A notícia foi divulgada hoje, pelo STF.

A Convenção pediu declaração de inconstitucionalidade do Estatuto Jurídico da Igreja Católica do Brasil, proveniente do Acordo entre o Brasil e o Vaticano, assinado em novembro de 2008.

Conforme a Comaduec, o acordo fere a laicidade do Estado brasileiro e privilegia a Igreja Católica Romana em detrimento das demais religiões e caracteriza como afronta ao princípio constitucional da igualdade das religiões.

Na avaliação da Convenção dos Ministros evangélicos como entidade que preencha os requisitos para ser proponente de ADI, conforme especificado no artigo 103, inciso IX da Constituição Federal, Joaquim Barbosa constatou que a mesma não pode ser classificada como entidade de classe e, portanto, não pode efetivar tal proposta.

Ele afirma que os membros da entidade religiosa não representam interesses profissionais definidos. Joaquim Barbosa observa que o inciso IX confere legitimação às confederações sindicais ou entidades de classe de âmbito nacional para propor ADI.

“Essa corte, por diversas vezes, estabeleceu o alcance da expressão entidade de classe como aquela em que seus membros estão vinculados por relação econômica ou profissional”, explicou e completou: “Como se vê, o liame que une os membros da Convenção de Ministros das Assembleias de Deus Unidas do Ceará (Comaduec) é de natureza estritamente religiosa, não havendo qualquer vínculo de natureza profissional ou econômica entre eles”.

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Publicação de livro contra homossexualismo não gera dano moral

Conforme sentença do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, a publicação de livro contra a prática de homossexualismo não gerou dano moral como buscava ação movida pela Defensoria Pública. Por unanimidade foi dado parcial provimento ao recurso, com a não condenação do autor do livro ao pagamento de indenização por dano moral. A disputa judicial realçou a liberdade de expressão e de convicção religiosa versus a intolerância de parte da população com as ideias difundidas por autor de um livro.

A possibilidade de dano moral gerada pelo autor do livro A Maldição de Deus sobre o Homossexual: O Homossexual precisa conhecer a maldição divina que está sobre ele, foi analisada na sessão de julgamento da última quinta-feira (25), da 5ª Turma Cível do Tribunal de Justiça pelo relator desembargador Vladimir Abreu da Silva, a partir da Apelação Cível do autor de livro. Ele recorreu da sentença de 1º grau, a partir do julgamento da Ação Civel Pública, que a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul lhe moveu. Ele só não teve resultado melhor, porque havia efetivado acordo com o MP de não mais comercializar o livro e ainda entregar e autorizar a destruição dos 289 exemplares remanescentes.

Condenado a recolher todos os exemplares do livro, proibido de reeditar e divulgá-lo e ao pagamento de indenização por dano moral coletivo “por referir a eles de forma preconceituosa, com uma maldição divina sobre eles e uma morte trágica os aguardando, o qual incitaria a violência contra esse grupo”, o autor do livro pediu a reforma da sentença para julgá-la improcedente. A Defensoria Pública também recorreu da decisão e pediu a majoração da indenização no valor de R$ 20 mil.

Seu apelo à Constituição teve como base as garantias de que ninguém pode ser privado de direitos por motivos de crença religiosa e ainda de liberdade de informação. Sobre o texto do livro, que condena o homossexualismo, o autor diz ter compilado da própria Bíblia. Além das Sagradas Escrituras ele recorreu a artigos publicados na mídia, sempre com a intenção de evangelização e conversão de homossexuais. Afirmou ainda que o livro não incita o fanatismo religioso e à prática de crimes contra homossexuais.

Voto do relator

A sentença poderia ser mais favorável caso o autor não tivesse efetivado o acordo com o MP, o que lhe custou a mea culpa, segundo observa o relator, em função do compromisso firmado entre o apelante e o Ministério Público Estadual, em que o autor assumiu o compromisso de entregar os exemplares, que ainda não havia vendido e de não mais publicá-lo. Embora o autor defendesse não haver nenhuma ilegalidade em sua obra efetivou o acordo, que acabou por ‘aceitar’ a conduta condenada, que ele pedia improcedência. O relator julgou então o dano moral.

Sobre a negativa da intenção de ofender a honra de qualquer pessoa e de que somente fez a transcrição de texto bíblico, sem opiniões pessoais, o desembargador Vladimir Abreu da Silva indicou a presença de conclusões de cunho pessoal, por vezes, por meio da utilização de termos pejorativos, no contexto da transcrição de alguns versículos.

Porém, “as conclusões do autor decorrem, naturalmente, de sua convicção religiosa, externando a interpretação que dá aos textos bíblicos” e que o texto bíblico denota um sentido para cada pessoa que o lê, de acordo com sua ótica, valores e cultura, observa o magistrado.  “Religião é assunto polêmico que causa muitas discussões entre religiosos de diversas vertentes, pois cada um adota sua crença e, por vezes, o que diverge se ofende com a verdade do outro; entretanto, este fato, por si só, não gera o dano moral”, destaca.

Salienta ainda que “o conteúdo do livro foi divulgado a quem teve a curiosidade de lê-lo; aqueles que já compartilhavam das opiniões do autor, em nada acrescentou o livro; aqueles que não compartilham da opinião do autor, também em nada acrescentou o livro, visto que simplório e, por vezes, jocoso, em argumentos”. Além disso, em momento algum houve a comprovação nos autos de que alguém, influenciado pelos argumentos dos livros, tenha agido ‘a ponto de dar cabo à vida de homossexuais”’.

Acompanhado dos votos dos demais desembargadores, o relator (V)Wladimir Abreu também atentou para a Constituição Federal, que garante a liberdade de expressão e de convicção religiosa, e o inconformismo de parte da população com as ideias do autor, por si só, não gera dano moral a um grupo, e sustenta: “Não se pode impingir uma condenação em danos morais coletivos por ter o apelante expressado suas convicções e pelo simples fato de parte da população não concordar com suas ideias” (Fonte: TJMS).

Ilustração: http://www.overbo.com.br

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Por unanimidade o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética da CGADB mantiveram o veto, divulgado em novembro, à Bíblia de Estudo Dake, editada à revelia pela CPAD, em reunião na última sexta-feira (26), em Campinas. O encontro contou com presença da editora, que apresentou nova proposta de impressão. A nova edição – a terceira, contando com a original – lima os principais pontos polêmicos, além dos que foram cortados na edição anterior. Porém, a proposta foi rejeitada.

Todos os votos foram individuais e até os presidentes pastores Paulo Freire (Doutrina) e Esequias Soares (Apologética) votaram. Os demais membros presentes são: Antonio Xavier dos Santos Vale, vice-presidente (AD/Palmas-TO); Carlos Roberto Silva, secretário (AD/Cubatão-SP); Emanuel Barbosa Martins, relator (AD/Araçatuba-SP); Paulo Lopes Corrêa (AD/Ilha da Conceição, Niterói-RJ) e Nemias Pereira Rocha (AD/Goiânia-GO), membros.

Da Comissão de Apologética, compareceram José Antônio Gonçalves (AD/Jaciara-MT); Francisco Eurico (AD/Pernambuco); Paulo César Lima (AD/Duque de Caxias-RJ) e Misael Figueiredo da Silva (AD/Nova Iguaçu-RJ). Também participaram da reunião o secretário-adjunto da CGADB, pastor Cyro Mello, o pastor Dionísio Inácio Rocha (AD/Campinas) e os representantes da editora, gerente de Publicações, pastor Claudionor Correia de Andrade e o chefe do Setor de Obras Especiais, pastor Esdras Bento.

Entraves doutrinários

Segundo informações de representantes da própria editora, já foram disponibilizadas ao mercado mais de 100 mil Bíblias, em cerca de 3 meses. A editora já se preparava para novas impressões, em torno de 30 mil cada, a partir de uma nova revisão e cortes de comentários.

Dentre os pontos controversos da Dake estão a Teoria de GAP (buraco, espaço, brecha), entre os versículos 1 e 2 de Gênesis e o Primeiro Dilúvio – de Satanás (leia neste blog); a Teoria do Esvaziamento completo de Cristo, conforme Filipenses 2.7, em que o Senhor teria tornado somente homem, isto é SOMENTE 100% homem (e não 100% Deus também); que o Senhor ressuscitou em forma humana e assim permanece etc.

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