Feeds:
Posts
Comentários

Archive for outubro \17\UTC 2012

Saiu nesta quarta-feira, a sentença da 20ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, sobre o processo movido por Xuxa Meneghel contra a Igreja Universal. A igreja de Edir Macedo terá que indenizar a apresentadora em R$ 150 mil por publicar no jornal interno que ela teria “pacto com o demônio”. As informações foram confirmadas pela assessoria de Imprensa do Palácio da Justiça do Rio de Janeiro.

A sentença diz, em resumo, que a publicação terá que divulgar na primeira página da próxima edição uma retratação com os seguintes dizeres: “Em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24/08/2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões”.

Entretanto, o pedido de danos materiais foi negado e cada parte terá que arcar com as despesas do processo. Segue abaixo a sentença:

“Julga-se parcialmente procedente o pedido autoral, tornando definitiva a tutela antecipada concedida à autora, condenando a ré a publicar, na primeira página da próxima edição após o trânsito em julgado da presente demanda, do mesmo periódico, por ordem deste Juízo o seguinte: em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24/08/2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões; condena-se ainda a ré a pagar à autora, como danos morais o valor de R$ 150 mil, com correção monetária desde a data da sentença e juros legais desde a data da publicação jornalística (ato ilícito)”, diz o documento.

“Julga-se improcedente o pedido de danos materiais. Com relação às custas e despesas processuais, bem como em verba honorária, ficam estas dirimidas entre as partes, na forma do artigo 21 do CPC. Transitada esta em’ julgado, nada mais requerendo as partes, dê-se baixa e arquivem-se os autos”, conclui a sentença (Colaboração do amigo, doutor Cláudio Dias).

Embora o texto do resumo da sentença não deixa claro se houve desmentido por parte da autora, também a Universal não comprovou a acusação e acaba condenada por publicar a questão (tomada por insinuação) em seu jornal.

Read Full Post »

Partiu hoje (8-set-12) para a Eternidade, pastor Elyseu Queiroz (foto), aos 102 anos de idade. Seu corpo será sepultado amanhã e o culto fúnebre ocorre na AD em Jundiaí (SP), presidida pelo pastor Esequias Soares.

Imagem

Uma linda história!

Homem inteligente, estudioso, atualizado e autodidata, pastor Elyseu converteu-se ao Senhor lendo a Bíblia. Até então ele nunca tinha visto uma. Seu irmão Sérgio Queiroz, um jornalista, possuía muitos livros em sua biblioteca. Por curiosidade, Elyseu encontrou entre as peças um livrinho meio amarelado escrito Bíblia. Era a Bíblia de Figueiredo (tradução de Figueiredo). Ele perguntou ao irmão:

– Sérgio, e este livro aqui…, o que é?

– Isto aí é uma Bíblia. Aí tem histórias de como foi criado o mundo, respondeu-lhe seu irmão.

Era jovem com quase 20 anos. Passei a ler aquela Bíblia a gostar e a ler Novo Testamento.

Seu irmão era católico romano e deu-lhe uma explicação, indicando-lhe a leitura do Novo Testamento, mas como jornalista:

– Isso aqui não tem mais valor, disse do Velho Testamento.

Mas eu gostei das histórias do Velho Testamento e li tudo. Certa vez fui à missa, com ele, lá em Água Branca (AL), sede do romanismo, um templo muito grande. Todo mundo se ajoelhou na hora em que o padre levantou aquela hóstia. Fiquei em pé encostado numa janela. Ao chegar em casa, meu irmão exortou-me:

– Mas Elyseu que papel você fez! Você foi à igreja, todo mundo se ajoelhou e você ficou em pé?!

– Olha, Sérgio, aquele livro que você me deu e que estou lendo, diz que é pecado se ajoelhar diante dessas coisas (referi-me aos ídolos).

– Se é para você fazer isso não vá mais à igreja, devolveu-me ele.

Morávamos na Fazenda Corredores, entre Água Branca e Delmiro Gouveia. Ali não havia crente e tampouco igreja. Não tinha nada. Após casar-me, mudei para a cidade de Delmiro Gouveia. Fomos morar vizinhos de um alfaiate de nome Raimundo Alencar. Ele era crente e me ganhou para Jesus.

Perseguição

Com sua conversão a Jesus, a perseguição não deu trégua. Dono de uma mercearia, Elyseu de Souza Queiros teve de vender seu estabelecimento porque ao se converter a Cristo passou a ser perseguido pela Igreja Católica Romana e ninguém mais comprava em sua mercearia. O jeito foi vender e aprender a profissão de alfaiate.

Frei Damião levantou perseguição contra mim e até rezou uma missa de corpo presente, antecipando minha morte e ainda ordenou que ninguém comprasse meus produtos. Os meus parentes chegaram a chorar. Meu pai, Pedro Queiroz, era muito conhecido na cidade. Por causa da perseguição ele ficou bravo. Então escrevi uma carta ao frei Damião, declarando que eu era uma ovelha perdida (do rebanho dele). Dizia que se ele viesse à minha casa e provasse que eu iria para o Inferno por ser crente, na mesma hora deixaria de sê-lo. Ele não quis aceitar o desafio, com a desculpa de constituir-se desaforo visitar a casa de um protestante. Entretanto usou a carta para fazer propaganda contra mim. Mostrou ao povo, a carta como um desacato. O povo passou a me odiar por causa daquela carta.

Com o desafio ao temido frei Damião, homem perseguidor aos cristãos, que surgiam na época, e até hoje idolatrado por meio de uma gigantesca imagem-ídolo, Elyseu teve de abandonar o comércio. Seu pai, embora católico romano mostrou-se irritado com a injustiça e sua mãe acabou também se convertendo ao Senhor.

Meu pai era católico daquele jeito: que briga, que mata, mas minha mãe era muito católica, porém, quando se converteu ao Senhor as imagens de santos católicos jogou-as fora.

Diante da situação, o jeito foi ouvir o conselho do irmão Raimundo, um alfaiate:

– Elyseu, se você ainda tem um dinheirinho eu te ensino o ofício de alfaiate e vamos trabalhar de sociedade, pois na venda não dá mais.

Então acabei com a venda. Vendi tudo ao meu irmão Adão, quase de graça e fui aprender o ofício de alfaiate. Cheguei a fazer roupas para os bandidos de Lampião. Eles iam em minha casa, mas nos respeitavam muito.

Àqueles que iam fazer roupas conosco pregávamos o Evangelho. Especialmente o Raimundo, pois eu era mais novo na fé, mas Raimundo não deixava de falar de Jesus. É possível que algum dos cangaceiros tenha até se convertido.

Raimundo tinha um irmão, chamado José Vieira Alencar, que mudado para o Rio, no bairro Irajá. Ele gostava de escrever poesias. Ele aconselhou-me:

– Olha Elyseu, você já sabe tudo de alfaiate. Agora já pode mudar para São Paulo e fazer sua vida.

Atendi ao conselho do amigo, vendi minha casa também ao meu irmão Adão e mudei para Marília (SP). Encontrei-me com parentes de Raimundo. Permaneci a realizar cultos em minha casa, dirigidos pelo pastor Alfredo Rudzit, um lituano que morava na colônia de Varpa, município de Tupã (SP). A partir daí nasceu o trabalho em Marília. Nesta mesma cidade comecei a minha vida espiritual.

Início ministerial

Comecei fazendo cultos em minha casa. Como o trabalho cresceu tivemos de alugar um salão. Depois surgiu o templo, com pastor Joaquim Marcelino da Silva. Ele mudou-se para Marília sob o consentimento do pastor Cícero (Canuto de Lima). Depois seis meses em Catanduva (SP) com João Alves Corrêa. Com sua esposa Eunice Cavalcante realizava evangelismo e visitas a irmãos, sob intenso frio, que na época, congelava os ossos.

Depois em Votuporanga (SP), em 1950, quando realizou um trabalho exaustivo, durante os 11 anos de pastorado, às vezes a pé outras vezes a cavalo. Durante o dia eu cortava o tecido e à noite fazia da máquina de costurar um púlpito, para a pregação do Evangelho em minha casa. Na época, pregava para meia dúzia de crentes, mas dava início ali a uma igreja. Em seguida, no ano de 1961, no mês de março, assumiu a igreja em Jundiaí.

Já em Maceió, sua terra natal, trabalhava como diácono com pastor João Nunes. Em Marília fui consagrado ao presbitério e depois ao ministério pelo pastor Alfredo Rudzit. Nesse tempo, o irmão Cícero Canuto de Lima já morava em São Paulo e esteve presente em minha consagração. Fui consagrado pelo pastor Cícero, em maio de 1950. Fui diácono, presbítero, dirigente e fundador da banda, em Marília.

Proteção divina

Quando trabalhava em Álvaro de Carvalho (na região de Marília) e estava ainda para ir para Votuporanga, realizava cultos em minha casa. Eu tocava clarinete e minha esposa bandolim.

Nesse tempo, às vezes fazia o percurso de 21 quilômetros, entre Álvaro de Carvalho e Garça, a pé e vê outra corria para pegar o trem.

Havia um português chamado Antônio Cavalaria e alugamos um salão para a realização de cultos, próximo à sua casa. Então vieram os vadios e durante o trabalho começaram a fazer barulho para atrapalhar o culto. Tudo isso estava sendo feito em combinação com o próprio delegado de Álvaro Carvalho, de nome Ladislau. Telefonei ao doutor Benedito de Carvalho, delegado muito bom da cidade de Garça, a 21 quilômetros de Álvaro de Carvalho. Havia muita gente, mas o trabalho estava tumultuado. O delegado Benedito chegou, passou um sabão no delegado da cidade e mandou continuar o culto com liberdade.

Outro fato diz respeito a um homem de nome Geraldo, que zombava dos crentes. Dizia que iria comer nossa carne, mas acabou ficando louco.

Articulista do Mensageiro da Paz

Numa época de dificuldades pastor Elyseu se esmerou e tornou-se autodidata.  “Era tudo muito difícil. As Bíblias não tinham concordância, não tinha nada… Hoje temos muita facilidade”. Chegou a ser articulista do Mensageiro da Paz, na mesma época de outros homens reconhecidos no meio literário das ADs, como Alcebíades Vasconcellos, João Pereira de Andrade e Silva e Emílio Conde. Naquela época, os escritores eram João de Oliveira, Alcebíades Vasconcellos, Emílio Conde e eu. Também escreveu vários livros e ministrou aulas de Teologia”.

Irmão Cícero (como os pastores eram chamados e não propriamente de pastor e jamais de chefe), pedia-me para escrever no Mensageiro da Paz contra a Teologia.

Um dia falei-lhe:

– Irmão Cícero, não é assim… O senhor é um teólogo. Teologia é estudo das coisas de Deus. O senhor é o maior teólogo do Brasil.

Ele ficou todo entusiasmado.

E disse-lhe mais:

– Eu não posso escrever contra, por que Teologia é o estudo acerca de Deus.

Meios de comunicação e caprichos humanos

Em outra crítica, falou de pastores daquele tempo e resistentes à utilização dos meios de comunicação para a pregação do Evangelho. Muitos proíbem até a televisão. Aqui em casa tenho tudo isso e ainda fazemos uso da internet. A Assembleia de Deus é uma igreja desenvolvida. Não podemos levar a igreja para 1910, embora no sentido espiritual a obra não mude: Vemos batismos no Espírito Santo e curas divinas.

Quanto ao pecado de adultério e divisões sempre existiram, como no caso da Assembleia de Deus em Madureira (RJ). Li certa vez, em um artigo do Mensageiro da Paz em que um obreiro falava da saudade de sua igrejinha. A este eu digo: Se o problema é querer uma igrejinha e só ir para o interior. Hoje em dia as igrejinhas estão do mesmo jeito; os líderes é que mudaram.

São pensamentos retrógrados como este que emperram o crescimento da Igreja, como as barreiras criadas por pastores que falam que se a mulher cortar a ponta do cabelo não entra no Céu. Onde ele achou isso na Bíblia? O Velho Testamento não trata de cabelo de mulher e se fosse falar em barba aí sim tinha muito. A Bíblia fala que a mulher deve trajar-se modestamente. Para o homem ter o cabelo crescido é desonra; para a mulher é honra. É questão de honra e não de mandamento. É claro que a mulher não deve cortar cabelo como homem.

Portanto os novos obreiros devem se prender às coisas espirituais e deixar os costumes que prejudicam de lado.

Igreja em Jundiaí

Um ano após a igreja se estabelecer na capital paulista, em 1928 o pioneiro Daniel Berg deu início à obra em Jundiaí, embora de forte domínio católico romano, figura como a primeira cidade do interior a receber a AD, após São Paulo. A história nessa cidade começou com Adolfo Godoy. Embora fosse membro da Congregação Cristã no Brasil, morava nos fundos da congregação da AD e trabalhava como zelador do templo, em São Paulo.

Após a experiência de cura divina Adolfo passou a frequentar a AD e ainda convidou o missionário Berg para visitar seu irmão, Gabriel Godoy Moreira na cidade de Jundiaí. Este homem era católico devoto e curandeiro espírita, embora fosse membro da Confraria de São Benedito. Tanto que durante as procissões percorria a cidade a carregar seus santos pendurados ao pescoço. Por consertar instrumentos musicais, era conhecido como Violeiro e também respeitado por vizinhos e amigos.

Em 1923, antes de o missionário chegar, ele já havia recebido uma Bíblia. Isso acabou levando-o a uma Igreja Batista, quando se entregou a Jesus e logo foi batizado. Depois, em busca da ação mais efetiva do Espírito, passou para a Igreja Congregação no Brasil e, então, foi batizado novamente, conforme procedimento padrão dessa denominação cristã.

Porém, no ano de 1928, ao receber seu irmão, missionário Daniel Berg e conhecer toda a história da novel igreja, bem como os testemunhos da ação do Espírito Santo, se interessou e, desde então, deu-se início às Assembleias de Deus em Jundiaí.

Depois de décadas, a igreja precisou de alteração de seus rumos, o que ocorrera após pastor Cícero Canuto de Lima assumir a AD em São Paulo, em 1946. Fora designado para Jundiaí, pastor Juvenal Roque de Andrade. Este paraense pastoreou a AD em Porto Velho de 1939 a 1943 e, no ano seguinte, plantou a obra em Cáceres (MT) e Campo Grande (MS).

As buscas por autonomia criou ambientes de hostilidades na igreja e isso vez com que pastor Cícero enviasse à cidade, para acabar com a divisão e integrar a todos a um só grupo, pastor Carlos Assumpção. O pastor seguinte, a partir de 1952 e proveniente de Pompéia, região de Marília (SP), foi Antônio Simões.

Com a necessidade de pastor Antônio Simões afastar-se, a igreja passou por novo período de luta. Foi então que em 1954, pastor Cícero enviou para a cidade o pastor de Campo Grande (MS), Alfredo Rudzit.

Homem atualizado e desprendido

Elyseu Queiroz nasceu em Água Branca (atual Delmiro Gouveia) em Alagoas. Casou-se com Eunice Cavalcante de Souza Queiroz, já falecida, com quem teve cinco filhos: Sérgio, Joel, Jaziel, Elizabete e Rubens.

Mesmo quando estava com quase 90 anos e jubilado, praticava exercícios com caminhadas de até cinco quilômetros, duas ou três vezes por semana.

Dirigiu a igreja em Jundiaí durante 35 anos e depois fez algo que causou admiração em todo o Estado de São Paulo, pois há pastores que estando como estou não entregam o trabalho. Só depois de morrer. Depois é aquela dor de cabeça, pois cada um quer tomar a igreja. Eu fiz diferente. Vi que pastor Esequias Soares da Silva era um moço inteligente e o preparei. Depois fui ao pastor José Wellington e falei da minha vontade de passar a igreja ao pastor Esequias. Eu quero continuar cooperando e orientando. Hoje eu fico contente porque o trabalho tem florescido.

Read Full Post »

ATUALIZAÇÃO

3 de outubro, 17h – Segundo o advogado Cláudio Dias, ligado ao pastor Samuel Câmara, “a CGADB desistiu da exceção de competência (tentativa de deslocar o processo para ser julgado o processo no Rio de Janeiro) para conseguir a despachar com o juiz a revogação da liminar. Vamos recorrer (agravo de instrumento) para tentar restabelecer a liminar. Porém, independente disso há também uma liminar no Rio de Janeiro suspendendo os efeitos da AGE, ou seja, na prática nada muda”.

Imagem

Assembleia das Assembleias de Deus teve liminar cassada

A liminar concedida pela Justiça em Maceió, que suspendia os efeitos produzidos pelas decisões da 5ª AGO, bem como o seu registro em cartório, para sua validação, realizada naquela cidade, em abril, foi revogado. A decisão é do juiz Domingos de Araújo Lima Neto, da 9ª Vara Cível da Capital (Maceió) em 28 de setembro – Processo 0005411-73.2012.8.02.0001.

A ação foi proposta pelo presidente da Convenção Fraternal dos Ministros das Assembleias de Deus do Estado do Espírito Santo (Confrater), Ivan Pereira Bastos, por meio do advogado do pastor Samuel Câmara, Alberto Kenzo Kikuchi Junior.

Agora seguem os trâmites normais e a sequência da ação, com apresentação de provas para futura audiência de instrução, caso haja manifestação de interesse por uma das partes.

Segundo o grupo ligado ao pastor Samuel Câmara e que logrou êxito na liminar requerida, as aprovações na AGE não atenderam ao princípio básico da assembleia, que requer o quórum de dois terços dos presentes, conforme estabelece o próprio estatuto da entidade.

Dentro dessa argumentação, requereu-se, por meio da liminar “a revogação da decisão que determinou o impedimento do registro da 5ª Assembleia Geral Extraordinária, bem como que a ré se abstivesse de alterar o estatuto social e regimento interno nos pontos elencados no edital de convocação para a 5ª AGE, até ulterior decisão meritória”.

As mudanças propostas são a criação da figura do terceiro tesoureiro da CGADB; a inclusão do credo de argumentação bíblica sobre a postura cristã de seguir os padrões naturais humanos e bíblicos, da formação da família a partir do macho e fêmea (homem e mulher) e mudanças sem importância ou que crie atritos.

Argumentação

A Convenção Geral (CGADB) interpôs pedido de revogação da liminar, sob a alegação de prejuízos para a próxima eleição em abril de 2013, dando a entender que o não registro das ações da 5ª AGO, conforme determinava a liminar impede a sequência dos trâmites legais para a realização da eleição no próximo ano.

“Alega que as pretendidas modificações no estatuto da entidade se referem apenas à criação de um novo cargo de Tesoureiro e à alteração do Credo. Informa que as inscrições para os candidatos a cargos junto à Convenção Nacional vai até o dia 31 de outubro deste ano, para eleições que ocorrerão em abril de 2013” e da “… impossibilidade de registro da 5ª AGE, em decorrência da concessão da liminar, ocasionará um grave prejuízo aos pretendentes a concorrer ao referido cargo, em decorrência da iminência do fim do prazo de inscrições”.

Opinião

Segundo pastor Carlos Roberto Silva, diretor da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo e Outros (Comadespe) e que se antecipou à divulgação da decisão em seu blog, “a decisão judicial deixa claro que, faz-se necessário uma reavaliação no formato de verificação de quórum nas assembleias, bem como na apuração de votos, principalmente no quesito votação de matérias, e isso serve de exemplo também para as igrejas”.

A sentença

“Considerando que a parte ré desistiu do incidente de exceção de incompetência, passo a análise de seu pedido de reconsideração da decisão liminar, haja vista tratar-se de incompetência relativa, a qual somente pode ser declarada através de requerimento da parte.

Compulsando com vagar os presentes autos observa-se que a decisão concessiva do pedido de liminar está impedido a realização de pleito eletivo no bojo da Convenção ré, tendo em vista que impossibilitou o registro da 5º Assembleia Geral Extraordinária, a qual alterou o estatuto interno da demandada, prevendo, entre outros pleitos, a criação de um novo cargo para Tesoureiro.

Os candidatos ao referido cargo estão impossibilitados de registrar sua candidatura ao novo cargo previsto, em decorrência do impedimento do registro da 5ª AGE, o que poderá gerar uma situação irreversível, gerando prejuízos, tendo em vista que o prazo para as inscrições da candidatura se finda no dia 31 de outubro.

Entendo que embora seja relevante a questão do quórum de 2/3 dos presentes para aprovar modificações no estatuto e regimento interno da demandada, estando o seu não atendimento demonstrado nos autos, não vislumbrei o requisito do perigo da demora, já que as eleições apenas irão ocorrer em abril de 2013.

Por outro lado, verifiquei que a concessão do pedido liminar acarreta prejuízos aos pretendentes do cargo ser criado, pois estão impedidos para se inscrever no mesmo, considerando ainda que o prazo de inscrição se esgota no dia 31 de outubro do corrente ano.

Assim, concluo que a concessão do pedido liminar reveste-se do caráter de irreversibilidade, pois caso a decisão seja modificada em sede de sentença não haverá como viabilizar as eleições para o referido cargo, portanto, necessário se faz a revogação da referida decisão liminar”.

Read Full Post »

Partiu para a Eternidade, neste domingo (dia 30-set-12), pastor Anselmo Silvestre, aos 96 anos de idade. Ele assumira a Assembleia de Deus em Minas Gerais, com central em Belo Horizonte, em 1959, e em dezembro de 2009, passou a presidência da mesma, ao seu neto, pastor Moisés Silvestre Leal. Também era presidente da Convenção regional mineira – a Comademg.

Imagem

O culto fúnebre será realizado hoje (segunda), no templo da AD em Belo Horizonte, às 15h.

Histórico

Alselmo Silvestre da Silva nasceu em 1 de junho de 1916 em Sabinópolis (MG). Aos 13 anos, em 1930, mudou-se para Belo Horizonte. Sua conversão ao Evangelho aconteceu em maio de 1939, em Belo Horizonte (MG) por meio da cura de sua esposa. Poucos dias depois, Anselmo também adoeceu gravemente por causa de uma pneumonia dupla, mas também recebeu a cura.

Em dezembro de 1939 foi batizado nas águas pelo missionário sueco Algot Svensson, então pastor da Assembleia de Deus de Belo Horizonte, após ter recebido o batismo no Espírito Santo.

Quando estava no antigo templo da AD de Belo Horizonte, no bairro Padre Eustáquio (Rua Uberlândia 620), para participar pela primeira vez da Santa Ceia, o pastor Algot declarou à igreja: “Precisamos de um bom porteiro. O senhor como se chama?” Uma pessoa que estava ao seu lado adiantou: “Anselmo Silvestre, ele foi batizado ontem”. Então o pastor Algot prosseguiu: “O irmão quer se levantar para que a igreja o conheça? Aceita o cargo de porteiro?” Anselmo aceitou e começou imediatamente a trabalhar.

Em 1940, foi separado para trabalhar como diácono. Naquela época, a AD de Belo Horizonte possuía cerca de trezentos membros em toda a capital. Havia poucos obreiros. O diácono Anselmo desenvolvia intenso trabalho evangelístico e pastoral no interior do Estado em cidades designadas pelo missionário Svensson tais como Corinto, Curvelo, Pirapora, Montes Claros e outras. Em 1945 foi consagrado à evangelista e em 1950 ao ministério pastoral.

Pastor Anselmo Silvestre foi um exímio auxiliar do missionário Svensson durante a construção do templo da Rua São Paulo, 1.341, no centro da capital mineira, inaugurado em 13 de maio de 1956.

Em 1958, o missionário Svensson viajou com a família para descanso na Suécia. Mas, enquanto permanecia em seu país, faleceu em 5 de junho de 1959. Anselmo Silvestre, vice-presidente, foi eleito por unanimidade pelo Ministério para pastorear a igreja.

Quando assumiu a igreja, havia na capital apenas 1,3 mil membros e seis congregações.

Viúvo desde 31 de dezembro de 1986 era conhecido em todo o país pelo vigor extraordinário apesar da idade, pelo seu bom humor, por gostar de cantar nas igrejas e convenções o hino cujo refrão conclama a todos ao avivamento, declarando que “Tem que começar pelo altar!” e pelo aperto de mão, que fazia obreiros dobrarem-se dado à força que possuía nas mãos.

Read Full Post »