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Posts Tagged ‘segundo turno’

‘SE O SAL FOR INSÍPIDO, PARA NADA MAIS PRESTA’

Sinto-me triste, estapafúrdio e quase genuflexo, diante de pessoa que tanto gosto, a defender o indefensável. A se meter com partido notadamente nefasto, a fazer vistas grossas ao execrável, com passos largos e mente leniente, como se caminhasse em direção a um abismo, sem que ouça os gritos de alerta sobre o iminente perigo.

Parece trafegar esse lodaçal incólume, com a fechadura da mente fechada e a chave emperrada. Estou exausto de tanto mostrar-lhe a realidade do ponto de vista humano, intelectual, moral, ético e, até espiritual, mas parece-me que os gritos vão se perdendo e ele escuta, mas não ouve, não consegue processar o sentido das palavras, a concatenar as ideias elencadas.

Posta-se tal qual os companheiros do apóstolo Paulo, por ocasião e seu encontro com o SENHOR e sua subsequente cegueira, até que as escamas caíram-lhe dos olhos. Todos ouviram um barulho, mas somente o apóstolo ‘copiou’ a mensagem.

Fica claro que ainda hoje, o SENHOR fala por revelação, mas não a todos, a deixar outros caminhando como ‘automatus’, como querem.

Chegam à insolência da tentativa de provar o improvável, negar o fato, criar factóides, acusar de seus próprios crimes, negar a verdade, desdenhar o Sagrado, sem medir esforços para justificar os maus, por causa do fim preestabelecido.

Usam todos os ‘ismos’, em especial o Ativismo (empoderam); o Pluralismo (incluem tudo e todos, em um verdadeiro vale tudo); o Hedonismo (irrompem contra Deus, a Criação e à própria natureza, abominando a dualidade macho e fêmea, e criando dezenas de – outras – classificações); o Humanismo (o homem e não Deus em primeiro lugar); o Relativismo (excluem o Absoluto divino, como a Verdade etc); e ainda tentam o último engodo, o Vitimismo.

Mesmo sem pátria, empunham bandeira, cor e hino próprios. A religião é o próprio partido, uma verdadeira seita, com inclusive recolhimento de 10% de contribuição dos camaradas, a atuar com a máxima hipócrita de Judas, negando a oferta sagrada e ‘dando-a aos pobres’, dando a César o que é de Deus…

As leis são próprias, pois cuidam ‘em mudar os tempos, e a lei’ (cf Daniel 7.25), e criam outros seres humanos por leis, como imposição da quebra de gênero.

Enfim, se dão muito bem ‘com a grande desonra infligida para um julgamento público’, a ignomínia, e o execrável é o seu memorável deleite.

Portanto, não lhes seria difícil se misturarem com a multidão à moda Adélio, em busca de sua justiça esquizofrênica, e optar pelo ‘filho do pai’ errado (Bar’abás), desdenhando o Messias da Bíblia (oportuno né?!), o verdadeiro Bar Abbas – Filho do Pai.

Por que até religiosos, que se dizem fiéis – note que Adélio carrega também no nome ‘Bispo’ e ‘Oliveira’, essencialmente bíblicos – traem a razão e a lógica da Fé cristã?! Pela mesma razão dos companheiros de Paulo, pois somente a um grupo seletivo (escolhido) é dado saber os mistérios do Reino de Deus, enquanto outros, mesmo vendo ‘não percebam, ouçam, e não entendam’ (Mc 4.11-12; Lc 18.34).

Não existe comprometimento, alinhamento da Igreja ou de sua liderança, mas a opção (única), para impedir o pior. Bolsonaro pode não ser ‘o cara’; mas estamos diante do exercício da dualidade entre o melhor e o pior.

A Igreja sabe muito bem do que são capazes, pois já foi vítima dos mesmos em várias ocasiões, inclusive com o mesmo nome, como na Albânia, com o Partido dos Trabalhadores da Albânia, o Partia e Punës, que destroçou o país. Também na Europa, com a União Soviética, muitos pastores foram presos, torturados e mortos. Comunidades inteiras fugiram deixando tudo para trás. E não se esqueça, o partido de Hitler, que dominou durante exatos 14 anos, foi o PARTIDO nacional socialista DOS TRABALHADORES (o Nazi).

Não se trata aqui da suposta ação de envolvimento com determinado candidato, como já enfatizei, nem da perda do peso da crítica, por proximidade ou filiação político-partidária, mas de portar-se como sal e luz.

Neste caso, o sal deve evitar o apodrecimento da carne (humana) e arder nas feridas ou será considerado insípido, imprestável. Enquanto a luz serve para alumiar o caminho aos perdidos, vendados ou sob ilusão mediática.

Esses dois elementos, que simbolizam o crente, conforme parábola proposta pelo SENHOR, se encaixam perfeitamente na exortação do apóstolo Tiago, que escreve sobre a postura do cristão, a figurar como exemplo, para servir de referência, influenciando a sociedade de forma tão intensa, a ponto de mudar comportamentos.

Evitemos o apodrecimento social por meio de atitudes, sem cairmos no engodo de mensagem fabricadas em série, com o intuito de inibir a ação da Igreja.

Já alertava pastor Martin Luther King: ‘O que mais me incomoda não é a ação dos maus, mas o silêncio dos bons’ (contextualizado).

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Causou-se asco ver mais um, que se porta como aventureiro do evangelho (‘outro’, como diz Paulo aos Coríntios – 2Co 11.4), e tenta usar a suposta bênção do Senhor – a unção do sagrado – como fonte de barganha com o mundano. De forma rompante e defendendo o indefensável, postou artigo sob o título: Tô na bênção, tô com Dilma 13!, isto é, a bênção está nela ou sai dela para ele.

ATUALIZO este artigo ao inserir o oportuno texto do Comentário Bíblico, vol. 1, 3a edição, set/2001, Edições Loyola, São Paulo, 1999, em que afirma, algo que se assemelha a Feliciano, sob o título O Político Absalão – “Absalão agora adora uma vida de exibição, com carros, cavalos e homens que correm diante dele. Assumindo o papel de juiz para litigantes que vêm a Jerusalém e adulando os provenientes das tribos do norte, Absalão esforça-se para ampliar a brecha entre o norte e o sul em Israel. A imagem é a de uma pessoa de grande vaidade e perfídia”.

Não deixo de destacar a bondade divina, que por sua infinita graça pode usar gloriosamente o homem, como temos visto em inúmeros outros também. Mas daí a manter-se como referência tal qual Bunyan, Savanarolla, João Hus, Calvino, Saymor, Daniel Berg, Gunnar Vingren e tantos outros, dos quais damos testemunho, é outra história, pois, como afirma Provérbios “…o homem é provado pelos louvores” (27.21).

Faz-me lembrar de outros, da mesma laia, que tomaram o nome da candidata ao Executivo municipal Graça, em São Gonçalo (RJ), como sinônimo da Graça divina. Mesmo se dizendo ministros do Senhor, saiam pelas ruas, como verdadeiros garotos-propaganda – a preço barato –, afirmando: A Graça me basta!

Por outro lado, dá asca e vergonha saber que pessoas, que perderam a Graça do Senhor e fora atrás da busca para manter-se como famosos, embora não célebres. De que bênção fala esse rapaz?! Sua afirmação-posição está dentro do pensamento de Maquiavel: “Se o partido principal, seja o povo, o exército ou a nobreza, que vos parece mais útil e mais conveniente para a conservação de vossa dignidade está corrompido, deveis seguir o humor e desculpá-lo. Em tal caso, a honradez e a virtude são perniciosas”.

Porém, o Reino de Deus não abraça a filosofia “os fins justificam os meios” e longe dele estão os que se comportam dessa forma. Na igreja eles podem até aportar, pois nela estão o joio e o trigo e até à colheita permanecerão, mas não entrarão no Reino.

Esse e outros já se manifestaram usando o nome do Senhor (em vão), como trampolim para serem lançados no espaço da fama dos homens. Submeteram-se à proposta do Diabo, a mesma exposta ao Senhor e recusado pelo Mestre. “Se prostrado me adorares” ou submeter-se ao meu domínio. “Dar-te-ei a ti todo esse poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou a quem eu quero” (Lc 4). Ora, o domínio pertence ao Senhor (Dono, Proprietário, Dominador…), mas o sistema, as glórias humanas estão sob as garras de Satanás, literalmente “o outro lado”.

Trocar o santo ministério – se é que a pessoa o recebeu do Senhor, conforme Hebreus 5.4 – por funções temporais é mais dignificante, que propriamente esconder-se nele ou apropriar-se do mesmo para buscar outros interesses, que não diz-lhe respeito.

São formas duvidosas de pessoas que vêm a público defender pessoas que teriam tratamento muito mais duro por João Batista. Este homem renunciou benefícios políticos, advindos do sistema de administração do Templo. Esta administração fora tão politizada que chegou a ponto de os sacerdotes fazerem vistas grossas a cordeiros doentes, oferecidos no Templo, para beneficiar os vendedores (cambiadores) e tirar benefícios, levando uma parte.

Batista, que recebeu este nome por conclamar o povo à purificação, por meio do batismo, e prepará-lo para receber o Messias – Cristo –, renunciou à função. Mas não foi para tentar manter-se como celebridade e alimentar tietes. Ele quis manter-se na verdade e, para isso, precisou isolar-se e não misturar-se ao sistema dominante! Ele deixou de ser um simples eco de um passado distante, para assumir a mensagem divina, expressada no “voz que clama no deserto”.

João não tinha tribuna, ouvintes, multidões e tietes, mas foi a voz divina. Estava possuído da mensagem da Vida como opção desejada ao rejeitar a proposta almejada pelo homem mundano e temporal, já bastante presente em seu tempo e no Templo.

O grão de trigo não se torna pão se primeiro não for pisado, moído. Se alguém quer a glória do trigo, que brilha – nos campos brancos -, precisa antes renunciar ao seu brilho, e, somente depois, tornar-se de sabor desejável ao Senhor da Seara.

Penso que qualquer um pode fazer o que bem desejar, como deseja, mas não tem o direito de usar a Palavra, o sagrado, para alcançar o profano. A Palavra alerta para que não usemos “da liberdade para dar ocasião à carne” (Gl 5.13). Querem transformar a verdade em mentira e esta em verdade, relativizar atuações, suavizar agressões à Igreja do Senhor, serem usados como matéria-prima na construção de ponte entre o Reino da Luz e o das Trevas. Entretanto, que comunhão tem a luz com as trevas, já perguntara o Senhor?!

Nota-se, sem nenhum esforço, que tais homens cuidam “que a piedade seja causa de ganho…”, e sobre esses a Bíblia exorta-nos: “…aparta-te dos tais” (1Tm 6.5). Apóstolo Paulo orienta o jovem obreiro Timóteo a fugir de tais tentações, provenientes do sistema mundano e insiste para que o obreiro siga o caminho proposto pelo Senhor, através do santo ministério, do qual Timóteo já havia dado testemunho de sua militância (cf 1Tm 6.10-12).

Com amor, mas também temor e zelo.

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Caso Marina não defina sua posição, toda a sua conquista tornar-se-á inócua. Ela deve valorizar o seu triunfo e dar continuidade ao processo eletivo, para fazer valer o peso de sua base. Embora ela esteja, em parte, fora da disputa direta, constitui-se peça preponderante para a definição do segundo turno e, portanto, da eleição presidencial.

Neste momento, ela atrai para si a mais importante peça da história dessa eleição e, por isso mesmo, não deve fechar os olhos ou tomar a posição que lhe causará desgaste irreparável: ficar em cima do muro (agora sim!).

Postar-se neutra é abandonar a dinâmica e manter-se estática. Este não representa o seu perfil, mas aquela. Quanto ao lado a escolher, vejamos:

1) Ela saiu do PT por discordar de fatos concretos, que agrediram seus ideários.

2) Também foi exposta pelo Governo por meio de comentários de seu sucessor.

3) Sofre ainda resquícios das descaradas corrupções, alavancadas pelo Governo petista e sua turma, simplesmente por ter sido membro do citado partido, mesmo sem se contaminar.

4) O PT é um partido que pretende o poder a QUALQUER CUSTO e tenta estabelecer uma nova elite com meios escusos.

5) O PT deu mostras de suas intenções por meio de ensaios, como:

     A) mordaça à liberdade de expressão;

     B) imposição de limites ao Poder Judiciário;

   C) vistas grossas aos desmandos e corrupções, comandadas por membros do partido;

    D) apoio a líderes mundiais tiranos;

   E) não reconhecer publicamente fatos e tampouco punir membros comprovadamente corruptos etc.

Por fim, deve-se ter em mente que o recrudescimento do seu apoio se deu em função da rejeição à candidatura do atual governo petista, em especial a Dilma, e a única forma que isso se efetivaria, seria levá-la (ou Serra), para o segundo turno. Este seria o meio de inviabilizar a eleição – dita como certa, com ironia à Onda Verde do PV, pelo PT – de Dilma.

Portanto, o apoio a Dilma arrancaria o sopro que a elevou – verdadeiro Tufão, que a arrastaria para o lado oposto. Caso mantenha-se neutra, de forma quase que direta, estará indicando seu apoio a Dilma, contrariando a quase todo o seu eleitorado.

Resta então, sem nenhum esforço para qualquer cientista política analisar de forma positiva, o apoio à derrota de Dilma, por suas posições, partido, história e fantasmas que a rondam.

Tudo isto não é pessoalidade, mas representação da vontade de expressivos grupos.

Sem perder a cabeça, Marina deve ir pra Serra!

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