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Posts Tagged ‘as sete igrejas da ásia’

 “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, Ap 3.1-6.

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

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Ruínas de Sardes
Identificação

Cidade localizada a 70 quilômetros de Esmirna, hoje a pequena aldeia Sart, na Turquia. Sardes fora arrasada no ano 17aC por um terremoto, depois reconstruída. Também foi capital da Lídia. Seu porto figurava como ponto de reembarque de produtos de lã.

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura a indicar a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão. A história conta que a vida cristã em Sardes quase se estinguiu (v1).

Por outro lado, a alusão do versículo 1 – “tens nome de que vives, e estás morto” – pode indicar propaganda enganosa, isto é, características de igreja, mas totalmente fora dos padrões bíblicos. E ainda o domínio de dons espirituais usados fora do contexto dos preceitos bíblicos, com obras não cristãs (imperfeitas), tendo em vista seus objetivos – glorificação do Senhor, edificação da Igreja e salvação de almas, a partir do recrudescimento do amor (1Co 13).

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblico-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante recebem a promessa gloriosa do Senhor: “… e comigo andarão de branco”, v4. Este é um contraste com as vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor, e o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

As vestes brancas, descritas pelas Escrituras indicam sinônimo de pureza, santificação, vida cristã intocável. Por isso Judas 23 descreve o seguinte: “e salvai alguns, arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne”. Leia ainda Zacarias 3.24.

Mudança Proposta

A indústria de lã e as diversas cores de tecidos oferecidas faziam de Sardes o orgulho da região. Da tintura de roupa, usada como um costume entre os gregos, origina-se o termo batismo, que é mergulhar a peça na tintura e tirá-la transformado em outra cor. Daí a definição de batismo, do grego baptismós, mergulho, imersão. A tintura preparada servia para mudar o aspecto do tecido e isso acontecia em Sardes em nível industrial. Imergia-se o tecido na tintura de acordo com a cor desejada para, em seguida, seguir para a comercialização, já em nova versão de cores.

Esse atrativo introduzido ao tecido, para produzir vestes atraentes, vai de encontro à exuberância da Prostituta do capítulo 17: “A mulher estava vestida de púrpura e escarlata, adornada com ouro e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”, Ap 17.4.

O uso dessas cores indicava também luxúria e, por isso, logo após a Revolução Industrial, uma mulher jamais usaria uma blusa vermelha, para não chamar a atenção para si. Esse domínio foi mentido por anos entre puritanos.

Em Sardes estão representadas a riqueza e a prosperidade de Laodicéia, com a visão de esplendor que as roupas coloridas produziam.

Grande Deusa-Mãe

Outra marca dessa igreja era o centro do culto a Cibele, conhecida como a Grande (deusa) Mãe, equivalente a Diana dos Efésios ou Astarote, culto comum na Ásia Menor. Cibele era muito cortejada entre os romanos especialmente depois de ter levado a sorte, por meio de um meteorito, que seria a representação de sua presença.

Era a deusa da salvação, a padroeira de Roma. Tinha seus devotos que promoviam uma série de encenação anual a ela. Seus templos acabaram dando lugar à deusa do romanismo moderno – “Maria, como no caso do Partenon, templo da deusa virgem Atenas. Entre a classe baixa, Maria substitui a mãe deusa como objeto de devoção. Pode-se traçar a atenção que lhe era dada e a mesma adoração a ela prestada a partir do segundo século, especialmente em Éfeso.”

O mesmo fenômeno vivido hoje com Maria, podia-se perceber nos primórdios da Igreja com essas divindades. Seus adoradores a ela dirigiam como ‘Rainha dos Céus”. Explorando o Mundo Antigo do Novo Testamento, Albert A Bell Jr. (Atos).

Mestres

Segundo o texto, parece que não havia em Sardes falsos mestres ou casos de pecados específicos, como se nota nas outra. Tudo indica que a falha era mesmo o distanciamento da ortodoxia bíblico-cristã e a consequente perda da essência doutrinária, que dá a real ‘marca’ à Igreja do Senhor.

Por fim, o Senhor ameaça os infiéis que poderão ter os seus nomes riscados do Livro da Vida. Portanto, nomes já inscritos e que poderão perder o seu lugar, conforme recomendação à Laodicéia em 3.11 e Provérbios 5.9: Para que não dês a outrem a tua honra”.

Galardão

Aos vencedores de Sardes, em meio a tantas dificuldades, o galardão é glorioso:

“Mas também têm em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”, Ap 3.4-5.

A maioria das informações foram extraídas do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

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“E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita. Mas algumas poucas coisas tenho contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços diante dos filhos de Israel, para que comessem dos sacrifícios da idolatria, e se prostituíssem. Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio. Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer darei a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe”, Ap 2.12-17.

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Abrangência/época: De 312 a 600 (Ap 2.12-17).

Significado: Casamento.

Fato crítico: Segue as doutrinas de Balaão e dos Nicolaítas – v14-15.

Elogio: Honra o nome de Cristo – v13.

Exortação: Buscar o arrependimento – v16.

Galardão ao que vencer: Maná escondido e uma pedra branca com um novo nome – v17.

Significado histórico: Casamento com o Estado.


Identificação

Pérgamo era uma cidade localizada em cima de uma colina com cerca de 300m acima do nível do mar e a 70km ao norte de Esmirna e a 26km do mar Egeu. Uma fortaleza natural e chegou a ser capital do reino dos atálidas, por volta de 241 a 133aC, reino herdado pelos romanos. Desde então, passou a fazer parte do Império Romano e por cerca de 200 anos, figurou como capital da província romana na Ásia.

A moderna cidade contava ainda com uma boa cultura predominantemente grega e, portanto, avançada e uma biblioteca com cerca de 200 mil volumes, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação Pessoal. Constituiu-se na maior biblioteca fora de Alexandria. Também de lá saiu o mais moderno produto para a escrita da antiguidade, o pergaminho (de pele de carneiro), substituto do frágil papiro.

Hoje tem o nome de Bergama e segundo a Wikipédia, “é uma cidade e distrito na província de Esmirna, na região do Egeu da República da Turquia. Conhecida por sua produção de algodão, ouro e tapetes, a cidade foi, durante a Antiguidade, o importante centro cultural greco-romano de Pérgamo, cujas ruínas continuam a atrair considerável interesse turístico até os dias de hoje”.  A cidade está junto ao Rio Caicus e sua população chega a 55 mil habitantes, contra cerca de 150 mil no auge do domínio romano, por volta do século 1dC. As ruínas da antiga cidade estão ao norte e a oeste.

Mas, o deus principal de Pérgamo possuía a forma de uma serpente e tinha um santuário na cidade. Era o deus da saúde, o Esculápio (o deus da Medicina), representado também por serpentes. Além desse deus Pérgamo possuía três outras seitas que veneravam Dionísio, Zeus e Atenas.

Em 29aC, um templo ao imperador chegou a ser erguido na cidade, corroborando para a fama de cidade onde estava o “trono de Satanás” (v13). O templo de Augusto e de Roma juntava-se ao grandioso altar de Júpiter, tido como o salvador, pois foi o patrono da vitória na invasão dos celtas em 278aC.

Com isso, Pérgamo exaltava seus deuses com festas religiosas, que conclamavam multidões às peregrinações.

Nela também estava presente a imoralidade e sexualidade, com sacrifícios à idolatria e prostituição, conforme os meios preestabelecidos pela doutrina de Balaão, que se constituía em levar o povo a pecar por meio da prostituição, e assim, destruir-se pela força da imoralidade. Balão ensinou a tática de infiltração para minar a fé, a crença.

Uma das formas de prostituir-se contra o Senhor é participar das festas e cerimônias realizadas em menção (louvor) e/ou adoração a outros imagens-deuses.

A tolerância e a participação de tais formas de adoração, mesmo que indiretamente são abomináveis ao Senhor, como diz:

“Mas tenho contra ti o tolerares que Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensine e engane os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria”, Ap 2.20.

Formas de Idolatria

Conforme publicamos na revista Resposta Fiel (8, abr-maio-jun-2003), “A origem das celebrações juninas remonta aos antigos rituais pagãos. No Hemisfério Norte, o mês de junho é o período de solstício de verão. Nessa época, especialmente nos dias 21 a 24,egípcios, sumérios, romanos, bascos e celtas invocavam a fertilidade através de rituais.

Na mitologia romana, pagãos prestavam culto à deusa Juno, cujos festejos eram denominados junônias, adaptado no Brasil para junina.

Os historiadores registram que os rituais de colheita e fertilidade eram tão fortes na Idade Média que a Igreja Católica Romana resolveu aproveitá-la, adaptando-a para seu calendário. Ela foi trazida ao Brasil pela colonização portuguesa.

Já o culto pirolátrico, próprio da festividade junina, teve início em Portugal, onde, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha a finalidade de espantar o Diabo e seus demônios na noite de ‘São João’.

Os fogos de artifício e as fogueiras são formas de culto da Antiguidade, ovacionando as imagens. Além de conterem o elemento idolátrico, os fogos são perigosos e extremamente poluentes. “Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Déli, Índia, mostrou que fogos de artifício disparados no país em uma festa nacional no ano passado liberaram grande quantidade de ozônio. Esse gás é tóxico e apenas beneficia a vida na alta atmosfera, onde reflete os raios ultravioletas do Sol. O trabalho está publicado na revista Nature’” (Folha de São Paulo, Ciência, A6, 28/6/2001).

No Brasil, o uso de fogos de artifício aumenta consideravelmente em junho e julho, em virtude das comemorações dos romanistas a seus santos protetores. Muitas pessoas têm sido mutiladas pelo manuseio do produto, enquanto balões têm causado inúmeros incêndios. A prática dos balões, tão comum nessa época, se vincula à ideia de que, se este subir sem nenhum problema, os desejos de quem os solta serão atendidos. Caso não suba, seria azar.

Em várias regiões do país, com ênfase no Nordeste, religiões como o candomblé homenageiam os orixás, misturando suas práticas ao ritual católico romano’”.

Comer as iguarias características dessas festas pagãs, tais como milho cozido e pipoca, vai de encontro ao que Paulo ensina: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”, 1Co 10.20-21.

Essa ignorância espiritual produz consequências, às vezes irreparáveis. “Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada”, 1Co 8.7. Por isso a Bíblia diz que há na Igreja muitos fracos e doentes e outros que dormem, em função da ignorância espiritual (1Co 11.28).

Contraste

A exortação é tão veemente que o Senhor diz que em Pérgamo estava o trono de Satanás, mas chama a atenção para um personagem: “Antipas, minha fiel testemunha”, v13. Que coisa gloriosa, um simples mortal ser anunciado como fiel ao Senhor! Segundo uma tradição, Antipas fora bispo de Pérgamo e morto dentro de um touro em brasas.

Pérgamo aceitou o esquema idólatra procedente do paganismo, que precede a tolerância a tudo (v14-15). É o reflexo de uma igreja passiva, politicamente correta.

O Senhor alertou a Igreja e temos isso na História conforme já comentamos acima. Mas ainda há uma esperança a Pérgamo:

“Arrepende-te ou em breve virei a ti”, v16.

Nicolaítas

Nicolaítas vem do grego nikos, que significa subjugar e laos (povo). Não formavam propriamente uma seita, mas um sistema de domínio muito forte no seio da igreja, que subjugava o povo. Alguns dizem que nicolaítas constituíam-se no esforço humano para se conquistar o que de Deus se perdeu.

Outros interpretam os nicolaítas como pessoas que trocavam o espiritual por influências humanas, como forma de alcançarem seus objetivos – a humanização ou materialização do espiritual. Aquilo que o Espírito faz, tenta-se imitar, fazendo por meio de formas humanas. Neste caso, o Espírito torna-se, com o tempo, descartável no centro de adoração, substituído por esforços meramente humanos (mentais e psicológicos).

Mas interessante que esta igreja colocava em prova os que se diziam “ser apóstolos e o não são e tu os achaste mentirosos”, v2. Ora, se naquele tempo já tínhamos tais homens, será que hoje estão alardeando algum novo esquema, ou estariam tentando novamente sem serem notados? Se bem que os obreiros eram provados antes de a igreja recebê-los.

Cristãos Em contraste com a idolatria viviam os cristãos fiéis, possivelmente evangelizados pelo apóstolo Paulo, conforme Atos 19.8-10:

“E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos”.

Os Nicolaítas não distinguiam o alimento comum do sacrificado a ídolos, conforme se estabelece no Concílio da Igreja em Atos 15:

“Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da prostituição, das quais coisas bem fazeis se vos guardardes. Bem vos vá” (v29). Leia também sobre o mesmo assunto, mas com detalhes doutrinários, 1Coríntios 10.14-21.

Naquela época, muita sobra de sacrifícios a deuses eram exposta em açougues para a venda. Então, havia a recomendação bíblica para que, quando sabedores do fato, que os crentes não comessem daquilo.

Também, dado a isto, os pregadores itinerantes eram encaminhados para casas de irmãs dedicadas, que se prontificavam a cozinhar para esses homens e, assim, fossem livres de comer alimentos impuros no comércio local, por desconhecimento.

Pedra Branca

Na lista de galardões para os vencedores de Pérgamo está a pedra branca com um novo nome ao eleito pelo Senhor. Existem algumas afirmações sobre o significado de pedra branca. Seu uso era costumeiro na cultura da época. Um deles diz respeito ao julgamento, em que no veredito pró-réu, quando esse era absolvido, recebia uma pedra branca como sinal de liberdade. Mas se condenado, recebia uma pedra escura.

Outra explicação diz respeito a uma eleição, em que o candidato escolhido pelo eleitor tinha o seu nome gravado na pedra branca que iria para a urna. Temos ainda a indicação dessa pedra (ficha), a indicar um pequeno mosaico com a cor branca, com o significado de aprovação (dokimos, no grego, aprovado) – pedra da vitória.

De qualquer forma, tanto a eleição quanto o prêmio, diz respeito à eleição em Cristo:

“Mas devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito e fé da verdade, para o que, pelo nosso Evangelho, vos chamou, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo”, 2Ts 2.13-14.

Igreja aprovada

Pérgamo tinha crentes aprovados pelo Senhor, dignos de receber a pedra branca, por suas

– Obras em Cristo;

– Não negar o nome de Cristo (Senhorio);

– Não negar a fé em Cristo.

A maioria das informações foram extraídas do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

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“E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte” (Ap 2.8-11).

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

Identificação – Esmirna localizava-se na Ásia Menor, a cerca de 40 quilômetros ao norte de Éfeso e constituía-se rival desta. Possuía o principal porto da Ásia, voltado para o comércio do Mar Egeu. Fundada por volta do ano 1000aC e destruída 4 séculos depois pelos Lídios. Reconstruída por volta de 300aC, por Alexandre, o Grande. Pode-se ver ainda hoje as ruínas da antiga cidade, na moderna Izmir (de Smyrna), na Turquia.

Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal, havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Seu principal e talvez primeiro bispo fora Policarpo (de 70 a 160dC), natural da cidade e discípulo de João e, segundo a história, morto pela perseguição romana.

Por outro lado judeus, com uma grande colônia, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda que a cidade era famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

Em oposição a essa fidelidade, muito discutida na época, em função do domínio romano, o Senhor diz:

– “Sê fiel até à morte”, e dar-te-ei a coroa da vida” (2.10).

Esmirna mantinha inúmeros cultos e deuses com seus templos instalados no Monte Pagos – Apolo, Dionísio (Baco), Cibele: Representada em uma moeda e com uma coroa; Afrodite: a deusa da promiscuidade, da fecundação; Esculápio: Protetor da Medicina. Todos formavam uma verdadeira ‘sinagoga’ de Satanás, nome usado para nomear os judeus que se davam a tal adoração e, por conseguinte, perseguiam os cristãos.

Mirra – Esmirna deriva-se de mirra. Segundo Aurélio mirra é palavra de origem semítica; do grego myrrha. “Designação comum a duas árvores da família das burseráceas (Commiphora mallis e C. myrrha), originárias da África, cuja resina dimana por incisão e se usa como incenso e em perfumes, unguentos”. Também para embalsamar. Daí tem-se o contraste com o Cristo vivo:

– “E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu”, 2.8.

Analgésico – Alguns preferem afirmar que Esmirna tem que ver com analgésico – que elimina a dor, elemento protetor natural ao homem. A dor faz com que fujamos daquilo que machuca, causa ferimentos e, portanto, dói. Se a criança coloca a mão no fogo, sentirá a dor da queimadura e a tendência natural é a de não fazer o mesmo novamente. O corte de uma faca, por exemplo, faz com que o cérebro humano emita reação semelhante.

Portanto, as pessoas acometidas de doença que elimina a dor necessitam de cuidadoso e constante acompanhamento para que não quebrem ossos, por exemplo. Quem não sente dor ao quebrar um órgão do corpo, poderá ser acometido de gangrena, em função da fratura e suas consequências não curadas, e morrer.

Pobreza – Esmirna era pobre, e conforme comentário de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), o termo no original para designar a pobreza dessa cidade é ptocheia (que não possui nada). Esse termo indica alguém miserável, pobre por completo. O outro termo para pobreza no grego é peniah, que ou quem já possuí o essencial. “A pobreza dos cristãos em Esmirna era geral; economicamente, não tinham recursos, pois havia muitos escravos na igreja. Mas Jesus diz que eram ricos espiritualmente”. Enquanto Esmirna, uma igreja pobre é vista como rica; Laodicéia, que vivia em meio à riqueza é tida como pobre.

Perseguição – A Igreja naquela cidade vivia sobre constante perseguição, tribulação (aperto, pressão). Essa igreja passou pelo pior período da perseguição romana:

– “Não temas as coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de 10 dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”, 2.10.

Parece que essa perseguição de 10 dias, faz referência a 10 imperadores ou ao período compreendido de seus governos que abrangeu o tempo de aproximadamente 200 anos – período dessa igreja. Para Esmirna o conselho é: “Sê fiel até a morte”.

Tentação (Provação) – Testados como se testa metal (dokimazetô), cf  1Co 11.28: “Examine-se a si mesmo”, para ser aprovado, no grego dokimos (conversão real, sinceros, 1Co 11.19), em oposição a adokimos (reprovado).

APLICAÇÃO

I – JESUS, ÚNICO DEUS – É (o único) Deus Eterno e Criador (“o primeiro e o último”);

II – RESSUSCITOU – O único que foi morto e ressuscitou (“que foi morto, e reviveu”);

III – UNISCIENTE – (“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza”);

IV- SENHOR ‘DONO’ DE TUDO – (“mas tu és rico”);

V – TODO-PODEROSO – (“Nada temas das coisas que hás de padecer”);

VI – LEAL – (“Sê fiel até à morte”);

VII – VIDA ETERNA – (“dar-te-ei a coroa da vida”);

VIII – VITORIOSO – (“O que vencer não receberá o dano da segunda morte”).

A maioria das informações foi extraída do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

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