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Posts Tagged ‘as 7 igrejas’

“E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, 3.14-22.

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Águas termais de Hierápolis

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

Localização
Essa cidade localizava na Frígia, entre Éfeso, a 160km a leste desta cidade; Colosssos e Hierápolis. Atualmente, ao lado de suas ruínas está a aldeia de Eski Hissar. Também estava sob o cinturão de terremotos, que assolou muitas outras cidades-igrejas. Seu nome é também transliterado para Laodikeia, mas antes fora chamada de Diospolis Rhoas e uma das mais avançadas cidades da região, durante o domínio do Império Romano. Esse nome deriva-se de Deus (Dios, referindo a Zeus) e polis (cidade), isto é, ‘Cidade de Zeus’.

Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia.

Identificação

Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da ‘justiça do povo’. É a igreja da democracia, justamente o ‘direito que emana do povo’, de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino).

Laodicéia orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência, a partir da força econômica.

Historiadores mostram que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, tipicamente bancário, destacados laboratórios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se numa escola de medicina e ainda indústrias têxteis.

Toda essa estrutura produzia riqueza e o orgulho dos cidadãos de Laodicéia, que não dependiam em nada de seus vizinhos. Eram prósperos e se orgulhavam de não necessitar de ajuda externa, pois a cidade era progressiva e rica.

Falta de água

Entretanto, a água, produto de fundamental importância à sobrevivência humana, que até hoje mantém sua influência na vida de qualquer sociedade, faltava em Laodicéia. A cidade convivia com o problema da falta de sistema de captação próprio. A administração da cidade dependia de outros centros para abastecimento. A água era captada, por meio de aquedutos procedentes de dois centros vizinhos: Colossos e Hierápolis.

A ‘Cidade de Hiera’ (Hierapólis) possuía fontes termais, mas com água com temperaturas entre 35º e 100º. Portanto, a água que procedia de Hierápolis era quente. Mas como esta cidade distava cerca de10 quilômetrosde Laodicéia, refrescava pela condução do aqueduto, mas, quando chegava estava morna.

Com toda a riqueza, os laodicenses buscaram a opção em Colossos, de onde procedia água potável e fria. Porém, a distância fazia com que a água, ao chegar ao grande centro produtor e, portanto, rico, estivesse também morna.

Então o Senhor toma esse fato e diz:

“Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu), aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas”, Ap 3.15-19.

Outra tradução diz:

“Conheço as tuas ações; sei que não és nem frio nem fervente. Oxalá fosses frio ou fervente. Assim, porque és morno, nem fervente nem frio, estou para te vomitar da minha boca. Visto que dizes ser rico, cheio de bens, que de nada precisas, e não sabes que és um infeliz, um miserável, pobre, cego e nu, aconselho-te a comprares de mim ouro acrisolado no fogo para te enriqueceres, e vestes brancas para te cobrires, a fim de não se ver a vergonha da tua nudez…”.

O outro lado de Filadelfia

Ao contrário de Filadélfia, Laodicéia não tem elogios, mas somente reprovação (Is 43.7-8). É morna, desgraçada (sem a graça), pobre, cega e nu. Embora Laodicéia fosse economicamente rica, possuísse uma admirável indústria de fabricação de roupas, excelente centro médico e bons colírios, faltava-lhe a Água da Vida, que jorra para a Vida Eterna.

Cremos que esta igreja é aquela que tentará se reorganizar quando o Anticristo dominar o mundo, após a Volta do Senhor. Serão os remanescentes do Arrebatamento. Por ser uma igreja fria, se distancia do Filho de Deus e então ficaria no mundo para enfrentar o domínio do Filho do Diabo.

Esses remanescentes deverão ser provados pelo (no) fogo da cruel perseguição. Hoje percebemos lampejos, a partir das tendências de domínio de ideologias políticas, apontando para a organização do domínio humano do mundo futuro, mas não distante.

Porém, tem que se levar em conta a dificuldade da conversão de uma pessoa morna em termos de fé e crença – o dito ‘amigo do Evangelho’, pois é sempre mais acessível o frio.

Passar pelo fogo é a forma de separar os maus dos bons e essa purificação se dá a exemplo da purificação do metal precioso (‘ouro provado no fogo’, v18). Também semelhante ao que apóstolo Paulo descreve no texto da Ceia, em 1Coríntios 11.28: “Examine-se o homem a si mesmo”. O termo no original indica teste a metais: o tilintar do metal a indicar o auge da têmpera ou tratamento térmico a fim de tornar o metal mais a indicar resistência. De forma figurada, indica caráter e índole intocáveis:

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus”, Zc 13.9.

Por outro lado, morno, sinônimo de frouxo, de tepidez, é de provocar náusea (estomacal), no caso em tese, na alma, isto é, rejeição, não aceitação ou assimilação ao sistema do corpo.

Correção a quem se ama

A frese é procedente e bíblica, conforme se lê em Provérbios 3.12:

“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” e “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos”, Hb 12.5-8.

O Amém!

Amém é advérbio e adjetivo hebraico para indicar verdadeiramente, certamente (verdadeiro, verdade e certo), conforme Isaías 65.16:

“Assim que aquele que se bendisser na terra, se bendirá no Deus da verdade; e aquele que jurar na terra, jurará pelo Deus da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas, e estão escondidas dos meus olhos”.

Justifica-se como o Senhor da Verdade, pois Dele advém todas as coisas – a verdade sobre tudo – por constituir-se Princípio de tudo e de todos, e, conforme o silogismo filosófico, ao chegar-se Deus como razão de todas as coisas, logo, Ele é a Verdade!

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, Jo 1.3

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 “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Sê vigilante, e confirma os restantes, que estavam para morrer; porque não achei as tuas obras perfeitas diante de Deus. Lembra-te, pois, do que tens recebido e ouvido, e guarda-o, e arrepende-te. E, se não vigiares, virei sobre ti como um ladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei. Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, Ap 3.1-6.

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

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Ruínas de Sardes
Identificação

Cidade localizada a 70 quilômetros de Esmirna, hoje a pequena aldeia Sart, na Turquia. Sardes fora arrasada no ano 17aC por um terremoto, depois reconstruída. Também foi capital da Lídia. Seu porto figurava como ponto de reembarque de produtos de lã.

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura a indicar a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão. A história conta que a vida cristã em Sardes quase se estinguiu (v1).

Por outro lado, a alusão do versículo 1 – “tens nome de que vives, e estás morto” – pode indicar propaganda enganosa, isto é, características de igreja, mas totalmente fora dos padrões bíblicos. E ainda o domínio de dons espirituais usados fora do contexto dos preceitos bíblicos, com obras não cristãs (imperfeitas), tendo em vista seus objetivos – glorificação do Senhor, edificação da Igreja e salvação de almas, a partir do recrudescimento do amor (1Co 13).

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblico-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante recebem a promessa gloriosa do Senhor: “… e comigo andarão de branco”, v4. Este é um contraste com as vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor, e o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

As vestes brancas, descritas pelas Escrituras indicam sinônimo de pureza, santificação, vida cristã intocável. Por isso Judas 23 descreve o seguinte: “e salvai alguns, arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne”. Leia ainda Zacarias 3.24.

Mudança Proposta

A indústria de lã e as diversas cores de tecidos oferecidas faziam de Sardes o orgulho da região. Da tintura de roupa, usada como um costume entre os gregos, origina-se o termo batismo, que é mergulhar a peça na tintura e tirá-la transformado em outra cor. Daí a definição de batismo, do grego baptismós, mergulho, imersão. A tintura preparada servia para mudar o aspecto do tecido e isso acontecia em Sardes em nível industrial. Imergia-se o tecido na tintura de acordo com a cor desejada para, em seguida, seguir para a comercialização, já em nova versão de cores.

Esse atrativo introduzido ao tecido, para produzir vestes atraentes, vai de encontro à exuberância da Prostituta do capítulo 17: “A mulher estava vestida de púrpura e escarlata, adornada com ouro e pedras preciosas, e pérolas, e tinha na mão um cálice de ouro cheio das abominações e da imundícia da sua prostituição”, Ap 17.4.

O uso dessas cores indicava também luxúria e, por isso, logo após a Revolução Industrial, uma mulher jamais usaria uma blusa vermelha, para não chamar a atenção para si. Esse domínio foi mentido por anos entre puritanos.

Em Sardes estão representadas a riqueza e a prosperidade de Laodicéia, com a visão de esplendor que as roupas coloridas produziam.

Grande Deusa-Mãe

Outra marca dessa igreja era o centro do culto a Cibele, conhecida como a Grande (deusa) Mãe, equivalente a Diana dos Efésios ou Astarote, culto comum na Ásia Menor. Cibele era muito cortejada entre os romanos especialmente depois de ter levado a sorte, por meio de um meteorito, que seria a representação de sua presença.

Era a deusa da salvação, a padroeira de Roma. Tinha seus devotos que promoviam uma série de encenação anual a ela. Seus templos acabaram dando lugar à deusa do romanismo moderno – “Maria, como no caso do Partenon, templo da deusa virgem Atenas. Entre a classe baixa, Maria substitui a mãe deusa como objeto de devoção. Pode-se traçar a atenção que lhe era dada e a mesma adoração a ela prestada a partir do segundo século, especialmente em Éfeso.”

O mesmo fenômeno vivido hoje com Maria, podia-se perceber nos primórdios da Igreja com essas divindades. Seus adoradores a ela dirigiam como ‘Rainha dos Céus”. Explorando o Mundo Antigo do Novo Testamento, Albert A Bell Jr. (Atos).

Mestres

Segundo o texto, parece que não havia em Sardes falsos mestres ou casos de pecados específicos, como se nota nas outra. Tudo indica que a falha era mesmo o distanciamento da ortodoxia bíblico-cristã e a consequente perda da essência doutrinária, que dá a real ‘marca’ à Igreja do Senhor.

Por fim, o Senhor ameaça os infiéis que poderão ter os seus nomes riscados do Livro da Vida. Portanto, nomes já inscritos e que poderão perder o seu lugar, conforme recomendação à Laodicéia em 3.11 e Provérbios 5.9: Para que não dês a outrem a tua honra”.

Galardão

Aos vencedores de Sardes, em meio a tantas dificuldades, o galardão é glorioso:

“Mas também têm em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes e comigo andarão de branco, porquanto são dignas disso. O que vencer será vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida, e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos”, Ap 3.4-5.

A maioria das informações foram extraídas do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

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João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte Daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono. E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados… Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”… Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

Ap 1.3-5,8,19.

O mistério das Sete Igrejas foi dado por revelação divina ao apóstolo João, exilado pelos romanos, na Ilha de Patmos, localizada no Mar Egeu. O livro do Apocalipse foi escrito por volta do ano 96dC, época de intensa perseguição aos cristãos da Igreja Primitiva, orquestrada pelo imperador Domiciano.

AS SETE CIDADES-IGREJAS
 

ÉFESO

Abrangência/época: Primeiro século (Ap 2.1-7).

Significado: Desejável.

Fato crítico: Distanciou-se do primeiro amor – v4.

Elogio: Perseverança (trabalho incansável) e rejeição do mal – v2-3. 

Exortação: Buscar a renovação espiritual – v5.

Galardão ao que vencer: Fruto da Árvore da Vida – v7.

Significado histórico: Época da Igreja Primitiva – até o fim da era apostólica.

 
Identificação

Éfeso é a igreja do primeiro século (início do esfriamento). Essa igreja ainda se reunia nas casas dos irmãos, como de Áquila e Priscila. Naquela época, a igreja não contava com templos. Apóstolo Paulo faz menção de nomes e saudações pessoais, demonstrando que havia muita aproximação, comunhão, amor e alegria entre os crentes. O cristão viajante tinha hospedagem familiar no mundo de então, “entre os da casa”, conforme indica a linguagem cristã: “Para que os recebais no Senhor…”, Rm 16.2.

 

ESMIRNA

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

 
Identificação

Esmirna localizava-se a cerca de 40 quilômetrosao norte de Éfeso. Possuía um famoso porto voltado para o comércio do Mar Egeu. Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD), havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Por outro lado judeus, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda ter sido uma cidade famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

 

PÉRGAMO

Abrangência/época: De312 a 600 (Ap 2.12-17).

Significado: Casamento.

Fato crítico: Segue as doutrinas de Balaão e dos Nicolaítas – v14-15.

Elogio: Honra o nome de Cristo – v13.

Exortação: Buscar o arrependimento – v16.

Galardão ao que vencer: Maná escondido e uma pedra branca com um novo nome – v17.

Significado histórico: Casamento com o Estado.

 

Identificação

Pérgamo era uma cidade localizada em cima de uma colina com cerca de 300m acima do nível do mar. Uma fortaleza natural. A moderna cidade contava ainda com uma boa cultura predominantemente grega e, portanto, avançada, e uma biblioteca com cerca de 200 mil volumes, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD). O deus principal de Pérgamo possuía a forma de serpente. Era o deus da saúde, talvez o Esculápio – o deus da Medicina, representado também por serpentes. Mas, além desse deus Pérgamo possuía três outras seitas que veneravam Dionísio, Zeus e Atenas. Em 29aC um templo ao imperador chegou a ser erguido na cidade, corroborando para a fama de cidade onde estava o “trono de Satanás” (v13).

 

TIATIRA

Abrangência/época: De600 a 1517 (Ap 2.18-29).

Significado: Relaxada (Mulher opressora).

Fato crítico: Líder feminina que ensina a tolerância ao pecado – v20.

Elogio: Crescimento nas obras – v19.

Exortação: Reter o que tem – v25.

Galardão ao que vencer: 1) Poder sobre as nações; 2) a Estrela da Manhã – a Luz Eterna (Cristo) – v26-28.

Significado histórico: Decadência da Igreja.

 
Identificação

Na época de Tiatira a Igreja viveu a escuridão do conhecimento. Isso ocorreu durante o período da Idade Média. Triunfou em Tiatira a doutrina baloanista, nicolaitista e jezabelista, a ponto de constituírem a “profundeza de Satanás” (v24).

Jezabel é a mulher que fundamentou certa doutrina herege. É o nome que se dá a quem está no meio, no sistema, mas não faz parte originalmente dele. E por meio de sua doutrina são introduzidos todos os deuses regionais, como a própria esposa de Acabe fez em Israel.

 

SARDES

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

 
Identificação

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura que deixa claro a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão.

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica, que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblicos-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante, pois recebem a promessa gloriosa do Senhor: “…e comigo andarão de branco”, v4. Este é o contraste das vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor com o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

 

FILADELFIA

Abrangência/época: A partir de 1750 (Ap 3.7-13).

Significado: Igreja do amor fraternal.

Fato crítico: Não tem.

Elogio: Guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome – v10.

Exortação: Venho em breve, guarda o que tens para ninguém tome – v11.

Galardão ao que vencer: Coluna do Templo divino terá o nome de Deus e de sua cidade, e o novo nome de Cristo – v12.

Significado histórico: Igreja do Arrebatamento.

 

Identificação

O nome dessa igreja vem de phileo (grego) que significa amor fraterno. É o amor de fraternidade entre as pessoas, amor recíproco. Esse amor contrasta com as orgias sexuais, centradas no amor sensual (grego heros). Filadélfia, além de não ter reprovação, tem elogios. Nela o Todo-Poderoso tem a chave da porta que abre e ninguém fecha; que fecha e ninguém abre e a proposta da bênção de pôr diante do crente uma porta aberta.

 

LAODICEIA

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

 
Identificação

O nome Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da justiça do povo. É a igreja da democracia, justamente o direito do povo de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino). Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia. Esta cidade orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência econômica.

Alguns historiadores dizem que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, destacados laboratórios de remédios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se com uma escola de medicina, e ainda indústrias têxteis. Era próspera e se orgulhava de não necessitar de ajuda externa. A cidade era progressiva e rica.

(Resumo extraído do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Antônio Mesquita)

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