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Posts Tagged ‘Doutrinas Bíblicas’

Por unanimidade o Conselho de Doutrina e a Comissão de Apologética da CGADB mantiveram o veto, divulgado em novembro, à Bíblia de Estudo Dake, editada à revelia pela CPAD, em reunião na última sexta-feira (26), em Campinas. O encontro contou com presença da editora, que apresentou nova proposta de impressão. A nova edição – a terceira, contando com a original – lima os principais pontos polêmicos, além dos que foram cortados na edição anterior. Porém, a proposta foi rejeitada.

Todos os votos foram individuais e até os presidentes pastores Paulo Freire (Doutrina) e Esequias Soares (Apologética) votaram. Os demais membros presentes são: Antonio Xavier dos Santos Vale, vice-presidente (AD/Palmas-TO); Carlos Roberto Silva, secretário (AD/Cubatão-SP); Emanuel Barbosa Martins, relator (AD/Araçatuba-SP); Paulo Lopes Corrêa (AD/Ilha da Conceição, Niterói-RJ) e Nemias Pereira Rocha (AD/Goiânia-GO), membros.

Da Comissão de Apologética, compareceram José Antônio Gonçalves (AD/Jaciara-MT); Francisco Eurico (AD/Pernambuco); Paulo César Lima (AD/Duque de Caxias-RJ) e Misael Figueiredo da Silva (AD/Nova Iguaçu-RJ). Também participaram da reunião o secretário-adjunto da CGADB, pastor Cyro Mello, o pastor Dionísio Inácio Rocha (AD/Campinas) e os representantes da editora, gerente de Publicações, pastor Claudionor Correia de Andrade e o chefe do Setor de Obras Especiais, pastor Esdras Bento.

Entraves doutrinários

Segundo informações de representantes da própria editora, já foram disponibilizadas ao mercado mais de 100 mil Bíblias, em cerca de 3 meses. A editora já se preparava para novas impressões, em torno de 30 mil cada, a partir de uma nova revisão e cortes de comentários.

Dentre os pontos controversos da Dake estão a Teoria de GAP (buraco, espaço, brecha), entre os versículos 1 e 2 de Gênesis e o Primeiro Dilúvio – de Satanás (leia neste blog); a Teoria do Esvaziamento completo de Cristo, conforme Filipenses 2.7, em que o Senhor teria tornado somente homem, isto é SOMENTE 100% homem (e não 100% Deus também); que o Senhor ressuscitou em forma humana e assim permanece etc.

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Admirável o esforço e a tentativa de se provar o improvável. Ora, por que tanto investimento humano numa coisa tão simples e fácil de entender entre o que pode, deve, conforme preceitos bíblicos, o que a AD acata e em quais circunstâncias? A intensidade é tamanha que o amado colega, por quem sempre nutri notável respeito e o reitero aqui, chega a agredir, quando apela à Inquisição.

Qualquer pessoa, com o mínimo de inteligência percebe o esforço hercúleo empreendido para desmerecer o que é fato. É só ler o artigo, no qual o amado não esconde a incumbência de caçar, a qualquer custo, fato idêntico, quiçá semelhante. De que valeu toda a exacerbação se o fato permanece incólume?

Dentro do mesmo espírito poderia taxá-lo de João Tetzel, aquele que, patrocinado pelo papa tentava a qualquer custo impor a Indulgência… lembra-se: “Ao tilintar da moeda no fundo do cofre, salta a alma do purgatório para o Céu!” Mas não o farei em respeito ao nobre colega.

Vamos manter o nível, a que sempre inseri o nobre obreiro do Senhor. Pense: estamos discutindo uma questão que envolve a doutrina bíblica, que no artigo anterior mostramos o que está claro na Bíblia e o que é aceitável, porém, quanto à legalidade do corrido e àquilo que a AD estabelece, não!

A excepcionalidade da Resolução

A Resolução da CGADB não dá respaldo ao fato discutido, conforme segue: “Esta convenção reconhece unicamente como regra de sua fé, a ser obedecida, a Bíblia Sagrada. Assim sendo, resolveu adotar como regra geral, onde houver trabalho do Senhor já firmemente estabelecido, que a Ceia do Senhor, o batismo e a unção de enfermos sejam feitos pelos que foram consagrados para o ministério e o ancionato. “Entretanto, nos lugares onde o trabalho estiver apenas iniciado, ou onde o mesmo esteja pouco desenvolvido, o pastor com a igreja do campo podem autorizar a fazê-lo um dos membros que tenha um bom testemunho. Na falta do pastor, o ancião por todos reconhecido como tal pode substituí-lo.” (o grifo é nosso).

Precisa de comentário?! Vamos repetir: “…nos lugares onde o trabalho estiver apenas iniciado, ou onde o mesmo esteja pouco desenvolvido, o pastor com a igreja do campo podem autorizar a fazê-lo um dos membros que tenha um bom testemunho.”

Essa Resolução, no esquecimento por questões obvias, retrata circunstância, que embora em desuso, mantém-se, obviamente. Na época, havia sim a necessidade e por isso ela foi editada. E hoje? Será que temos os mesmos problemas quanto à ausência de ministros. Só para ser ter ideia, naquela época, os pastores assembleianos poderiam ser enumerados ou reunidos em pequeno espaço, enquanto a novel igreja crescia de maneira a perturbar a razão. Mas, atualmente, somente na última Convenção foram mais de 15 mil ministros inscritos! Mesmo assim, o texto realça a circunstância e o ‘obreiro-leigo’ teria de submeter-se à prévia análise do pastor e não sem antes também passar pelo crivo da própria igreja: “…o pastor com a igreja do campo podem autorizar a fazê-lo…”.

Dissemos, repito, que não se tem na história da Igreja e da AD no Brasil registros (sabidos) de leigos terem batizado, à semelhança do caso apresentado. Pode até haver fatos desconhecidos, perdidos, isolados, não sabidos etc, conforme o nobre colega tenta espremer, como ações isoladas, divorciadas de normas assembleianas. Entretanto, o que está em discussão é algo oficial, sabido, expresso, conhecido, com divulgação nacional, como se a pessoa estivesse acima de toda e qualquer decisão. Essa iniciativa de quem sabia o estava fazendo é que preocupa. Afinal, alguém pode deter o privilégio de estar acima das normas, enquanto todos a elas se submetem?

Também não disse que não havia resolução sobre isso. Ao se firmar tanto na resolução o irmão se esqueceu disso. A Resolução não mostra o que está em discussão. Ainda que a norma tenha sido instituída, conforme base bíblica, exposta em nosso artigo anterior, estamos discutindo o fato, o registro, o acontecimento.

Apelo às vaidades

Por outro lado, a Resolução fortalece a nossa tese: em casos específicos, sem a presença de um pastor; em extremos… Separe as coisas Ora, não seria mais fácil o nobre ministro indicar o reconhecimento da falha… Quem, ‘na mesma circunstância’, não sentiria o gostinho na garganta do apelo às vaidades? E reafirmo que nossa oposição deve se ater a ideias, projetos, fatos, pensamentos, ação, mas nunca a pessoas. A agressão pessoal é o pior meio escolhido para se tentar dissimular uma questão.

Imploro que o prezado busque neutralidade, uma vez não estarmos discutindo pessoa, mas ideia, postura, manifestação, riscos, perigos. A relevância está justamente no fato de a pessoa envolvida estar em evidência, que subentende testemunho, exemplo, ‘jurisprudência’, a partir do fato e das circunstâncias.

Depois de todo o zelo, primor, dedicação, amor, lágrimas, perseguição, sofrimento…, registrados na primeira, segunda, terceira, quarta… gerações assembleianas, que poucos da atual conseguiriam imaginar o estrago, não se pode legitimar a atitude que desfaz tudo,  num só momento! Enquanto pastor Altair Germano se esforça para apoucar os méritos dos antigos e julga suas falhas, tenta suavizar a gravidade do fato discutido.

Não é um membro ‘comum’, mas o diretor da empresa que reflete como espelho o pensamento assembleiano, ou ao menos, deveria ser. Nele está implícita toda a representatividade, confiada a ele por respeitados líderes nacionais. Pense nisso!

Limites antigos

Realmente vossa sapiência foi colocada a serviço das probabilidades. Vamos, então, tomar outro versículo de Provérbios, logo à frente, que afirma: “Teme ao Senhor filho meu… E NÃO ENTREMETAS COM OS QUE BUSCAM MUDANÇAS” (Pv 24.21). Tomo ainda a indicação de um versículo do outro imbróglio discutido na web – a Bíblia de Estudo Dake –, que no comentário de Provérbios 22.28, indica a leitura de Oséias 5.10, onde alerta: “Os príncipes de Judá, de acordo com a afirmação aqui, são como os apóstatas de Efraim. Por esta razão, as duas nações cairão”.

Leia mais

Leia o texto do colega pastor Geremias, que acompanha de perto o fato, que com racionalidade, vivência e experiência histórica, além de independência, analisa o fato, à luz do texto da Resolução, da história e da hermenêutica e doutrina bíblica.

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