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Posts Tagged ‘História da AD’

As comemorações do Centenário – completado no dia 18 de junho – teve seu ponto alto em Belém do Pará, onde a igreja começou. Mas os registros se estenderam por todo o Brasil com cultos, batismos gigantescos, oração por todo o mês de junho, passeatas, gravações de momentos históricos, apresentações, cultos em louvor ao Senhor pela data, sessões solenes em câmaras municipais, na Câmara Federal e no Senado.

As comemorações oficializadas pela CGADB iniciaram com um culto em ação de graças na Assembleia de Deus em Ananindeua, no Grande Pará, liderada pelo pastor Gilberto Marques, com o apoio do presidente da CGADB, pastor José Wellington e de toda a mesa diretora.

Em seguida, ocorreu uma sessão solene no Senado, sob a presidência do senador Crivela, da Igreja Universal. Políticos cristãos, em especial os da Assembleia de Deus marcaram presença e falaram sobre a atividade assembleiana do espiritual ao social, com o resgate de vidas de crimes e das drogas, ressocializando milhares de brasileiros. Nomes de homens e mulheres, usados poderosamente nas mãos do Senhor, durante a história da igreja, no decorrer do século, foram lembrados.

Senadores aderiram à homenagem e reconheceram a influência da igreja sobre a sociedade brasileira, como expressou o senador Flexa – @senadorflexa Senador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação, exaltou a Igreja e ressaltou a importância da Reforma Protestante, a partir de Lutero, quando a Bíblia fora traduzida para o alemão e tornou-se acessível ao público, provocando a ascensão à Educação e cultura. Essa iniciativa ocasionou ainda a alfabetização. “Devemos tudo isso a Lutero”, reconheceu.

Falou pela liderança da Assembleia de Deus o senador Manoel Ferreira, da AD-Madureira e pastor Samuel Câmara, líder da AD em Belém do Pará. Nem o pastor José Wellington ou qualquer membro da mesa da CGADB esteve presente.

Depois foi a vez da realização de sessão solene na Câmara Federal, sob a presidência do deputado Paulo Freire. Ocorreram também vários discursos de políticos tanto assembleianos quanto outros evangélicos e não-cristãos. Todos ressaltaram a ação evangelizadora da igreja e também sua obra social, com a recuperação de milhares de vidas.

Em Belém do Pará

Na quinta-feira foi a vez da realização de sessão solene em Belém do Pará. Por iniciativa do vereador, Iran Moraes (PSB), a Câmara de Vereadores de Belém realizou a sessão no dia 15, pela manhã e ressaltou a ação da AD.

Ao abrir os trabalhos da Sessão Especial, o vereador e presidente da Câmara de Vereadores Raimundo Castro fez questão de destacar a importância da referida sessão para todos os vereadores os quais, ao aprovarem por unanimidade todas as propostas até agora apresentada em favor da AD, estavam reconhecendo o trabalho religioso e social que a AD desenvolveu em favor da população ao longo desses 100 anos.

Um dos obstáculos mais difícil de vencer foi o ensinamento da Bíblia que não existia em português no Brasil e os missionários tiveram que importar exemplares dos Estados Unidos. Mesmo assim as dificuldades continuaram porque o pastor naquela época, segundo Iran, não era bem visto e muitas Bíblias foram queimadas e, até as casas dos pastores tiveram seus telhados arrancados como forma de forçá-los a sair da capital.

Dentre as homenagens que a Câmara de Belém já prestou ao Centenário da AD, destacam-se os projetos que deram os nomes de Centenário da Assembleia de Deus à avenida que levava o nome do escritor paraense Dalcídio Jurandir; Daniel Berg ao elevado da Rua Julio Cesar com a Pedro Álvares Cabral; e Gunnar Vingren ao Park Ambiental.

O ponto de destaque da Sessão Especial foi a entrega do título em memória de cidadãos de Belém aos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Foi entregue também o título de Honra ao Mérito aos pastores Samuel Câmara e Firmino Gouveia.

Em Santa Cruz da Palmeiras

No sábado – dia 18 –, a Câmara de Vereadores de Santa Cruz da Palmeiras (SP), por iniciativa do vereador e vice-presidente Kleber Campos realizou sessão solene em comemoração ao Centenário da AD.

Os vereadores entregaram aos pastores locais uma placa comemorativa a partir do do Decreto Legislativo 02-2011, pelos 100 anos “de relevantes serviços sociais proporcionados…” por meio de “uma História de dedicação e amor ao próximo”.

A sessão foi presidida pela vereadora Celina Maria da Silva Rizzi (nome recebido em homenagem de seus pais assembleianos a irmã Celina de Albuquerque, primeira assembleiana a ser batizado no Espírito Santo), também presidente da Câmara. A solenidade contou com a participação de cristãos, mebros de igrejas, da cantora Giselle Bilter e ainda da vice-prefeita Rita Zanata, ex-jogadora de vôlei da Seleção Brasileira, também representante do prefeito da cidade.

A convite do vereador Kleber, discursamos sobre a história das Assembleias de Deus no Brasil. Acompanhado de minha família, traçamos o resumo histórico desde os primeiros sinais da ação do Espírito Santo nos Estados Unidos, o avivamento em Los Angeles, a chamada de Daniel Berg e Gunnar Vingren, o início da igreja no Brasil e sua história.

Sessão na Câmara de Vereadores em Santa Cruz das Palmeiras, com a composição da mesa

Pastores  homenageados posam com os vereadores

Vereador Kleber discursa e traça histórico da AD

Em grande destilo

Além do reconhecimento tardio da Convenção de pastores da Igreja-Mãe pela CGADB, após 10 anos, pastor José Wellington rompeu o desacordo com pastor Samuel Câmara e esteve presente, com a mesa diretora, na abertura do evento em Belém do Pará, no dia 16.

Registraram-se grandes momentos que alegraram milhares de membros assembleianos e obreiros de todo o Brasil presentes em Belém, durante a semana de comemoração. A igreja em Belém, além de receber dezenas de assembleianos, estimados em mais de 100 mil, construiu um grande auditório em tempo recorde.

Além de passeata e show da Esquadrilha da Fumaça, a abertura do evento foi memorável. Em coreografia, centenas de pessoas se alinharam no gramado do Estádio Mangueirão e escreveram centenário. Em seguida, formaram o número 100. Após desfizeram essa figura, para formar o mapa do Brasil. Depois um navio – indicando o Navio Clement, que trouxe os pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren ao Brasil – entrou. Nele estavam dois personagens representando os pioneiros. Daniel Berg levava uma tocha e dela saia setas, indicando os Estados, visitados pela mensagem do Evangelho, a partir de Belém, pela ordem de datas.

Foto: @diego_formiga

As indicações, rumo aos Estados onde o Evangelho passou a ser pregado, após o início no Pará, formaram ‘rastros’ de fogo, que cada vez mais resplandecia a tocha. Quem viu gostou e elogiou a apresentação coreográfica no estádio.

Transmissões pela tevê

O Centenário em Belém do Pará teve cobertura jornalística das tevês Globo, tanto no Jornal Nacional quanto nas afliadas no Pará e Record, que deu espaço de mais de 3 minutos ao evento no Pará.

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Deus usou um filho de escravos para dar início ao Movimento Pentecostal em sua Igreja. O movimento pentecostal a partir dos Estados Unidos começou com os afro-descendentes.

Mas, o início do fogo pentecostal ocorreu a partir de 1900, com Charles Fox Parham (1873-1929), pregador metodista, que se estabeleceu em Topeka, Kansas (EUA), depois ter iniciado o ensino sobre línguas estranhas, a partir do batismo no Espírito Santo.

No instituto bíblico em Topeka, Parham convocou seus alunos a buscarem a renovação espiritual, conforme promessa bíblica. Os alunos passaram a buscar o Senhor em oração e um deles fora batizado. Logo depois, o poder pentecostal espalhou entre os demais. O movimento se espalhou por vários países.

Em 1905, Parham seguiu para o Texas, quando então o ex-garçom afro-descendente William Joseph Seymour (1870-1922), passou a assistir as aulas do novo pregador. Logo depois, o filho de escravo, com 35 anos de idade, fora convidado para se unir a um grupo em Los Angeles.

Os frutos colhidos entre o grupo provocou crescimento e o local ficou pequeno. As reuniões foram transferidas para outra casa, à Rua Bonnie Brae, 216, local que marca o início do avivamento.

Casa da Rua Bonnie Brae, que visitei ao lado do amigo-pastor Eliel, na época pastor em Los Angeles

Willian Seymour fora batizado no Espírito Santo no dia 15 de abril de 1906, durante oração de madrugada. Mas a data da comemoração do início do Movimento Pentecostal na Rua Azusa é 18 de abril de 1906.

Rua Azusa em Los Angeles, sem nenhuma marca daquela época, senão o nome

Mas crescimento e desta vez mudaram-se para a Rua Azusa, 312, onde havia um templo abandonado que se tornara estábulo. Era simples e não contava senão com caixotes de madeira, feitos púlpitos. Os caixotes também eram usados por Seymour e seus companheiros como apoio para oração, que às vezes, levavam o dia todo. Era o elemento principal da liturgia da época, além da leitura da Bíblia e cânticos. Dava-se início ao Movimento da Fé Apostólica. Seymour partiu para a Eternidade em 1922 e sua esposa, Jennie, em 1936.

Assembleia de Deus

Em 1914, um grupo formado por crentes brancos ligada à Igreja de Deus em Cristo formou a Assembleia de Deus. Hoje esta tem em torno de 1,3 milhões de membros; àquela soma cerca de 8 milhões.

No Brasil o movimento pentecostal ganhou impulso com o filho de um pastor batista, o sueco Daniel Berg e o colega, também sueco, filho de jardineiro, Gunnar Vingren, que vieram para o Pará, em 1910.

Bonnie Brae

Construída em 1896, a casa da Rua Bonnie Brae, 216 está localizada a cerca de 5 quilômetros de Holywood, a capital mundial do entretenimento. Interessante que o Estado escolhido por Deus para o avivamento espiritual, Los Angeles, agrupa três cidades próximas entre si e que formam o trio da promiscuidade:

1) Holywood: cinema e entretenimento;

2) Las Vegas, as jogatinas; e

3) São Francisco, capital da promiscuidade.

Assim como o Pará fora escolhido como início do movimento pentecostal no Brasil, em uma época de muitas doenças, Los Angeles (foto), centro do trio-pecaminoso (acima) também fora o centro dessa mesma ação do Espírito

 

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