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Posts Tagged ‘Corumbá’

Entre centenas de projetos sociais mantidos pelas Assembléias de Deus no Brasil, a Rede Globo de Televisão divulgou na sexta-feira (19/6) o trabalho realizado no Rio Paraguai pela AD em Corumbá. A igreja liderada pelo pastor João Martins, mantém o barco Bom Pastor, que trafega pelo citado rio, desde Corumbá até o Paraguai, passando pelo território da Bolívia. Centenas de ribeirinhos, especialmente dessas nações vizinhas recebem atendimento médico, odontológico, acompanhamento social e ajuda, por meio da distribuição de cestas básicas, roupas e sapatos. 

Barco com o reflexo na água remete para a beleza do Pantanal

Barco com o reflexo na água remete para a beleza do Pantanal

A viagem teve a participação de profissionais norte-americanos que sempre participam. São profissionais liberais como médicos, dentistas e enfermeiros, que doam suas férias ao “Bom Pastor”. 

A divulgação pela Tevê Globo ocorreu a partir de nossas sugestões, após consulta ao Conselho de Comunicação da CGADB, da colega jornalista e pauteira da rede de televisão, Rosângela. 

Outras sugestões de atividade social – de quaisquer áreas – podem ser enviadas pelo email mesquita.jornalismo@gmail.com ou comunica@cgadb.org.br 

Já cobrimos a viagem 

Em março de 2006, acompanhamos a viagem ao lado do câmera Carlos Carvalho, com cobertura jornalística para o programa da AD, Movimento Pentecostal

Um dos momentos das gravações (passagem) com o câmera Carlinhos

Um dos momentos das gravações (passagem) com o câmera Carlinhos

Escola concorrida, hospital-modelo e assistência no Pantanal

Além do Barco Bom Pastor – projeto que nasceu em novembro de 97 –, a igreja mantém ainda uma escola modelo no município e um hospital-modelo. Tudo por meio do Departamento de Assistência Social da Igreja, o Sasc. As atividades sociais da igreja, às vezes, suplanta o Estado, resguardando as proporções.

Com 230 alunos, a escola mantém aulas do ensino fundamental, com apoio da Prefeitura. Fornece bolsas de estudo e atinge a faixa etária a partir dos 4 anos de idade. A escola funciona há 30 anos e tem dois prédios, com toda a infra-estrutura necessária. Todo esse trabalho já foi enaltecido pela Rede Globo (Jornal Nacional), com matéria na igreja e no barco. A Universidade Federal do Estado também já acompanhou o projeto. 

Histórico da viagem 

Participaram da viagem, no barco de 21×4,5m, à velocidade de cerca de 15km/h, pastor João Martins, sua esposa Eva Oliveira Martins, a dirigente do Círculo de Oração, Leide Pereira, que também é enfermeira, pastor Francisco Antônio Vicente de Faria, vice-líder da igreja, o missionário Euclides Barreto, o pastor que trabalha na Bolívia, Paulo Rodriguez Chavez, o cozinheiro Jaime, os comandantes Leonel e Ramon, o maquinista José, o pequeno empresário Adriano, o administrador do barco, irmão José, a médica boliviana Gladis Isabel Yamparo Guarachi, a dentista de Corumbá, membro da AD, Thatiana Nagashava Mustafá e a equipe do programa. 

Toda equipe participante posa para o registro no retorno

Toda equipe participante posa para o registro no retorno

Olha só o tamanho do peixe... Só que não passa de um orelhão em Corumbá

Olha só o tamanho do peixe... Só que não passa de um orelhão em Corumbá

Saímos de Corumbá na terça-feira à noite, para uma viagem que cobriria a semana. Todas as refeições, banho e pernoite ocorrem no próprio barco, que conta com 3 camarotes e cerca de 15 lugares.

Entretanto, na quarta-feira, o barco apresentou avaria em seu leme. As tentativas de conserto durante todo o dia não surtiram efeito. A saída foi prosseguir de voadeiras (barcos de motor à popa) até às comunidades paraguaias, no dia seguinte. 

Saímos por volta das 7h da manhã, rumo às aldeias indígenas. Com cerca de 1h30 de viagem os barcos chegaram ao primeiro local: Porto Esperanza. Alícia foi a primeira a ser atendida pela dentista Thatiane. Essa comunidade de índios chamacocos é formada por cerca de 100 famílias e 500 pessoas.

Sem comentários...

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Dezenas de pessoas se aglomeraram nas proximidades do prédio da escola da comunidade. Fomos recebidos pelo pastor e professor Carmelo Romero. Antes houve contato com o líder local – uma espécie de prefeito.

Tudo parecia novidade, embora muitos demonstrassem o que queriam de imediato: atendimento médico e odontológico. Foi a única assistência que tiveram no período. As estruturas para a instalação do atendimento são precárias, mas satisfaz às necessidades. 

As imagens do pôr e do nascer do sol compensam o esforço. É um festival de beleza, juntada aos animais vistos. 

Deixamos para trás o local onde está a Marinha Paraguaia, na Bahia Negra, e a Comunidade Indiana, pois em função de sua população não daria para incluí-las no atendimento. 

As comunidades indígenas são formadas por pessoas abandonadas e sem qualquer atendimento oficial. A última visita foi há meses, da mesma missão – o Bom Pastor da Assembleia de Deus em Corumbá. 

O atendimento começa logo, pois é preciso correr contra o tempo e ainda atender a outra comunidade, antes que escureça. 

Pessoas doentes, algumas com dor de dente chegam à escola e começam a ser organizadas para as consultas. Crianças com olhares tímidos e idosos ficam à espera de atendimento. 

A dentista Tatiane se prepara e extraí dentes ou pedaços, que não mais vão provocar dores, até mesmo de crianças, com enormes dentes de leite. 

A médica boliviana Gládis se entende melhor, mas a mistura do espanhol com a língua nativa, às vezes, complica. O atendimento emociona. São pessoas praticamente abandonadas à espera de auxílio. As atividades no local parecem parar no tempo. 

Os indígenas criam cabras – mas não consomem o leite – e porcos. Vivem ainda da caça e pesca, bastante escassas, pois não há nenhum controle. Suas construções são feitas de Carandá – uma espécie de palmeira, comum na região.

A água vem do Rio Paraguai e do jeito que sai do seu leito, ainda turva e vai para as principais necessidades do povo, inclusive para beber, com uma observação: o transporte da água cabe às mulheres ou crianças. 

Na Comunidade 14 de Maio tudo se repete. Pouco após as 13h local, chegamos ao prédio recém construído por uma Ong japonesa. 

Alguns moradores mostram feridas. Elas são tratadas pela médica, como ocorreu com Abrela Varela, de 60 anos, enquanto uma criança mostra seu rosto tomado por uma doença de pele. 

O líder da comunidade Rudí Barouça, de 24 anos, acompanha de perto todos os movimentos, mas também reconhece a importância da atividade de amor cristão e agradece. Ele diz que o atendimento é muito importante aos moradores que chega ao número de 350 de 59 famílias. 

Projeto de treinamento missionário 

Show de beleza refletido nas imagens que registrei

Show de beleza refletido nas imagens que registrei

As igrejas que quiserem programar treinamento missionário com equipe própria poderão agendar viagem no Barco Bom Pastor. A estrutura necessária para a viagem pode ser oferecida pela igreja em Corumbá, e somente o custo ficaria por conta da igreja convidada. Toda a equipe pode ser da própria igreja sul-mato-grossense, mas a igreja convidada poderá levar médicos e dentistas (pode ser somente um de cada profissão ou mais), recreadora para crianças, evangelista, líder de Missões, dentre outros.

É o que fazem equipes norte-americanas que são convidadas por meio da Eetad, em Campinas. Segundo informações dos organizadores, os profissionais de saúde norte-americanos fazem fila para disputar uma vaga no “Bom Pastor” e doar suas férias a serviço do Mestre no Pantanal. 

Há vagas também para mulheres, que podem ter camarote com camas e banheiro reservados. A tripulação do barco é formada de pessoas da própria igreja em Corumbá. São bastante fraternas e dominam com facilidade todas as informações e técnicas necessárias. 

O barco pode fazer até duas viagens por mês, com cerca de uma semana cada uma, com saída na segunda-feira pela manhã, e volta na sexta ou sábado. A experiência é gratificante, causada pela satisfação de poder fazer alguma coisa por pessoas que mostram brilho nos olhos quando percebem que estão sendo auxiliadas por meio de atendimento médico, odontológico, espiritual e ainda com cestas básicas e roupas. 

É uma obra de visão cristã, fé, ousadia, crença firmada nas transformações ocasionadas pela pregação do Evangelho de Cristo, e acima de tudo, de amor divino pelas almas perdidas (e abandonadas). 

Além disso, há locais que necessitam de obreiros. Estes podem ficar ligados à igreja de origem como seu missionário e sob a supervisão eclesiástica da AD em Corumbá, portanto, com apoio ministerial. 

As informações poderão ser obtidas na própria igreja em Corumbá:

Pastor João Martins, Igreja Evangélica Assembléia de Deus, Rua Cabral, 1.43, centro, Corumbá (MS) 79332-030. Telefone 67-3231.1674, site: www.adcorumba.com.br, email:  iead-corumba@ibest.com.br

Clique aqui e assista a reportagem da Rede Globo.

Fotos: Antônio Mesquita

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