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Posts Tagged ‘judaísmo’

No Novo Testamento, na Dispensação da Graça Jesus é o próprio Cordeiro de Deus – “o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), morto na cruz, onde derramou o seu sangue para a remissão dos pecados dos homens, dos que o recebem como Senhor e Salvador.

Diferente da Páscoa, a Ceia do Senhor comemora a revelação (concepção virginal), a vida e ministério, a morte, ressurreição, ascensão e glorificação de Jesus, como 1) passado; a celebração em comunidade – daí a substituição da Páscoa (judaica), 2) presente; o a sua Volta para Arrebatar a sua Igreja e a Eternidade, como 3) futuro.

É outro evento, que substitui a Páscoa – o fermento velho, da Velha Aliança –, conforme Paulo estabelece em 1Coríntios 5.7: “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós”.

Conforme estabelece a Palavra, ao considerar a (perda de) validade do Velho Testamento e suas figuras, como sombras, lançando para a Nova Aliença: “E por isso é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” e “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam”, Hb 9.15; 10.1.

A “Páscoa” dos cristãos chama-se Santa Ceia – ou Ceia do Senhor –, que se constitui em comer pão – símbolo do corpo de Cristo – e beber do suco da videira – seu sangue: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha”, 1Co11.23-26.

A Páscoa (Ceia) entre os discípulos foi totalmente diferente das páscoas anteriores. O Mestre foi o próprio elemento a ser celebrado: “isto é o meu corpo, que é dado por vós” (1Co 11.24). Jesus morreu em nosso lugar, assim como o cordeiro, na Vela Aliança (Páscoa) era oferecido em lugar do primogênito. O cordeiro da Velha Aliança era uma figura de Cristo (Is 53).

A festa que se realiza ainda hoje, como representação da Páscoa judaica, por não ter objetivo cristão, transforma-se no mesmo fato registrado entre os membros desavisados da Igreja em Corinto.

Apóstolo Paulo demonstra sua preocupação, “com enfoque na Ceia do Senhor” em função dos “abusos dos coríntios em relação à comunhão, da mesma ideia da palavra companhia, literalmente, “comer o pão juntos” (com panis).

Paulo demonstra autoridade ao usar o verbo no grego parangello (cf 1Co 7.10), com a evidente desqualificação, quando diz: “vos ajunteis, não para melhor, senão para pior”, v17. “O que deveria ser uma ocasião para edificação mútua tornou-se uma ocasião destrutiva para a unidade da Igreja. Paulo foi informado sobre as divisões (schisma) que havia entre as pessoas quando se reuniam como uma igreja” (Comentário Bíblico Pentecostal-CPAD).

O apóstolo percebe em Coríntios que os desvios e inventos ou adaptações segundo a mente humana, são reuniões prejudiciais, além de não impactar, senão de forma negativa, o apóstolo do Senhor. Divisão era o que ocasionava a comemoração entre os coríntios e não conseguem o objetivo: memorial (“em memória do Senhor Jesus, até que Ele venha”).

Excesso de comida, fugindo da comemoração simples e singela do memorial, desviava do objetivo precípuo da Ceia do Senhor. O consumo exacerbado proporcionado pela riqueza retirava a grandeza da comunhão da comunidade cristã, pois tornava-se verdadeira comilança e demonstração de honras. Isto contrariava a determinação do apóstolo ao indicar que ninguém deve ser tão honrado a ponto de diminuir outro (cf. Rm 12.10).

A fonte acima (Comentário Bíblico Pentecostal-CPAD) informa ainda que havia um sério problema em função da mistura de classes sociais na igrejaem Corinto. Os ricos, embora fossem minoria, guarneciam a ceia e, portanto, tomavam “antecipadamente a sua própria ceia”, v21, e deixavam pouco para os pobres, que eram maioria.

Além disso, os pobres e os escravos só chegavam após concluir o dia de trabalho, enquanto os ricos chegavam mais cedo, se fartavam e até se embriagavam. Eles não compreendiam que a Ceia era do Senhor (kyriakos, no grego), e não uma ceia particular, própria.

Então Paulo passa à igreja o que ele “recebeu, (paralambano, no grego) do Senhor”, e o que também “ensinou” (paradidomi). O ensinador demonstra total e completa intimidade com Deus, pelos dons recebidos.

Ao escrever aos coríntios e a nós, dando-nos o ensino da realização da Ceia do Senhor, enfatiza o sujeito: “… eu recebi do Senhor”, que no original quer dizer “eu mesmo”. A revelação divina, intrínseca nos dons, é realçada no texto, conforme nota-se em outros registros.

Transubstanciação

Transubstanciação faz parte da doutrina da eucaristia católica romana, ao estabelecer que a hóstia é o corpo literal de Jesus. Transportando a ideia para o cristianismo (evangélico) teríamos no pão a literalidade do corpo do Senhor, porém, Ele mesmo (presente e enquanto vivia) comeu do pão e deu aos seus discípulos. E, ainda, por outro lado, Ele não definiu o elemento como seu corpo literal, quando diz: “isto” é o meu corpo e não “este” (elemento) é o meu corpo: “Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós…”.

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Quando tomei conhecimento sobre um artigo, escrito por um advogado, crítico à historicidade bíblica, que de antemão se declara ateu, resolvi escrever esta defesa da fé.

No artigo, publicado em um jornal interiorano, sob o título Outras estórias da história, o articulista traça comparações e, entre elas, faz comentários desairosos sobre Abraão e Davi. O primeiro é patriarca das religiões judaica, cristã, islã. O segundo tem o respeito das três.

 Pelo cristianismo e judaísmo Davi é tido como servo de Deus e o maior rei de Israel. Foi citado pelo líder dos palestinos, com ênfase à perseguição do rei Saul, época em que Davi se refugiou entre os filisteus, ascendentes dos palestinos, segundo Arafat.

Com que autoridade uma pessoa vem a público tentar denegrir tamanha autoridade? Só por ser um ateu? Relembro Schiller, que diz: “contra a tolice lutam os próprios deuses em vão”, e não poderia deixar que um simples mortal, notadamente sem nenhum compromisso com qualquer tipo de ética ou respeito ao Criador, tente impingir sua opinião, como se os demais fossem ignorantes.

Debochadamente o advogado toma os personagens bíblicos como reais, mas cai na ridicularização da crença bíblica.

De Davi lança dúvida sobre a vitoriosa luta contra Golias com uma simples funda. Onde estaria o milagre divino se Golias fosse vencido por força humana? Para o trocista a passagem bíblica não passa de fábula.

Então o que dizer do motorista morto, com o seu veículo em pleno movimento, ao ser atingido na cabeça por uma pedra. Uma roçadeira, às margens da Rodovia Washington Luís, em São Paulo, lançara a pedra.

  

Outro registro da Polícia Rodoviária paulista indica a morte de um motorista de ônibus. Ele foi alvo de uma pedra lançada de uma ponte sobre o ônibus. O pára-brisas quebrou e a pedra acertou sua cabeça.

      

Já dizia Hipócrates: “Há verdadeiramente, duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A ciência consiste em saber: em crer que se sabe reside a ignorância”. E Goethe espeta: “É mais fácil reconhecer o erro do que encontrar a verdade; aquele está na superfície, de modo que se deixa erradicar facilmente; esta repousa no fundo, e investigá-la não é coisa para qualquer um”.

Na morte de Golias, a partir da pedra lançada de uma funda, onde estaria a “estória fajuta”, conforme insinua o advogado? Seus comentários sobre a Bíblia se perdem no espaço quando o articulista finca pé e diz ser partidário do ceticismo.

O caso do adultério e homicídio praticado pelo rei Davi, contra Urias o heteu, para ficar com sua esposa Beteseba, teve reflexos negativos na vida do rei. De imediato foi repreendido pelo profeta Natã que o sentenciou: “Assim diz o Senhor: suscitarei tua mesma casa o mal sobre ti, e tomarei as tuas mulheres perante este sol”.

Uma das primeiras sentenças foi a morte do seu primeiro filho com Beteseba. Davi sofreu todas as conseqüências. Ele experimentou a Lei da Ceifa, preconizada pelo Senhor: “O que o homem planta, colhe”.

Já o patriarca é tido pelo articulista como “traído”, expressão que denota toda ignomínia do autor “contra tudo que se chama Deus ou se adora”, 2Ts 2.4.

  

No Egito – medo de Faraó

Abraão desceu ao Egito (Gn 12.10-20). É possível que o registro no túmulo de Senuserte II, da 12ª Dinastia, em Benihausen, numa escultura em que apresenta a visita de negociantes asiáticos semitas (Abraão era semita) à sua corte, esteja incluída a visita de Abraão ao Egito.

No país estranho, Abraão realmente mentiu (a famosa verdade pela metade), ao afirmar a Faraó que Sara, sua mulher, era sua irmã. E realmente era. Mas sua resposta deveria ser primeiramente a que Sara representava no momento para ele – esposa. Como Sara era bela e formosa, e o costume da época, entre os governantes poderosos, era o de confiscar para si mulheres atraentes, com a consequente morte de seus maridos, Abraão temeu e falhou na confiança divina.

A saída de Abraão, que a Bíblia não se preocupa em omitir, foi a “meia-verdade”, uma vez que Sara era filha de seu pai com outra mulher, portanto sua irmã. Era costume dos judeus o casamento entre parentes para não haver muita mistura. Por isso, sua nora Rebeca foi buscada entre seus familiares para casar-se com seu filho Isaque.

Em nenhum lugar a Bíblia diz que Abraão foi traído por Sara ou que ela tenha mantido relações extras conjugais, como tenta mostrar o advogado.

Na tradução da Bíblia da versão inglesa de 1961, o texto de Gênesis capítulo 12, deixa claro que Faraó não tocou em Sara. Depois de tomar conhecimento de tudo Faraó chama Abraão e diz: “Que é isto que me fizeste. Por que não me informaste de que ela (Sara) era tua esposa? Porque me dissestes que: Ela é minha irmã, de modo que eu estava para toma-la por minha esposa. Toma-a e vai-te”. O grifo é nosso.

No caso da passagem semelhante, envolvendo Abraão e o rei filisteu, o versículo 4 do capítulo 20 diz: “Mas Abimeleque ainda não se tinha chegado a ela (Sara)”.

Na época, havia o costume da purificação das mulheres escolhidas para serem rainhas ou mulheres dos reis. A purificação durava 12 meses. Foi o caso de Ester, uma judia e rainha de Assuero, imperador medo-persa: “E, chegando já a vez de cada moça, para vir ao rei Assuero, depois que fora feito a cada uma segundo a lei das mulheres, por doze meses (porque assim se cumpriam os dias das suas purificações, seis meses com óleo de mirra e seis meses com especiarias e com cousas para a purificação das mulheres)”, Et 2.12.

    

Autenticidade irrefutável

Sobre a autenticidade bíblica, que o articulista tenta refutar, temos inúmeras provas, mesmo considerando que Deus jamais preocupou-se em dá-las aos homens, visto que a aproximação do homem a Deus é feita pela fé em Cristo – autor da fé e único intercessor entre Deus e os homens (1Tm 2.5).

Devo ainda citar o célebre cientista Isaac Newton, que disse: “Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana”. A Bíblia já foi queimada em praças públicas, escondida etc. Nem por isso deixou de existir. Já dizia Napoleão: “A Bíblia não é um simples livro, senão uma Criatura Vivente, dotada de uma força que vence a quantos se lhe opõem”.

     

Semelhante ao articulista, o pensador e ateu francês Voltaire, que morreu em 1778, disse que a Bíblia e a fé cristã não mais seriam aceitas cem anos mais tarde. Porém, cem anos após sua afirmação, a Sociedade Bíblica de Genebra, comprou a editora e a casa que haviam pertencidos ao filósofo ateu e deu início à impressão de Bíblias. Pobre homem!

      

Publicado no Mensageiro da Paz – nov/2004 – pag. 16

Imagem: http://www.bbc.co.uk

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