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Comemoração do Centenário da AD reuniu milhares em Belém. (Foto: Tarso Sarraf)

Foi-se o tempo em que a igreja precisou mudar da Rua Figueira de Melo para o Campo de São Cristóvão, na cidade do Rio de Janeiro, porque o salão – um antigo depósito de açúcar – já não comportava as mais de 400 pessoas que assistiam aos cultos, sendo que muitas já os assistiam pelas janelas. E da alegria dos pioneiros quando descobriram que o número de crentes assembleianos no país já superava os 200 mil, conforme anunciava o locutor do Programa A Voz Evangélica das Assembleias de Deus, pastor Francisco Pereira do Nascimento (AD em São Cristóvão).

Com a estimativa de 22,5 milhões de membros, a Assembleia de Deus no Brasil é hoje a maior denominação pentecostal do mundo. Em segundo lugar está a Coréia do Sul com 3,1 milhões. As Assembleias de Deus no Brasil puxaram o crescimento dos evangélicos no país e, segundo projeções, deverá ultrapassar os 100 milhões em 2020.

As estimativas apontam ainda mais de 35 mil ministros e mais de 100 mil templos espalhados por todo o Brasil. Na verdade, a Assembleia de Deus está presente até mesmo nos lugares onde as estruturas governamentais não estão. 

Número de membros

Ao todo, as Assembleias de Deus têm 64 milhões de membros espalhados no mundo e 363.450 ministros, divididos entre 351.645 igrejas e presentes em 217 países. O Brasil lidera essa lista com 22,5 milhões de membros, de acordo com as estimativas da igreja nos EUA. Veja a lista dos países com os maiores números de membros (Tabela 1). 


Porcentagem em cada região

Na América Latina e Caribe, o número de membros chega a 28,8 milhões, o equivalente a 53% do total de assembleianos presentes no planeta. Estes números são ‘puxados’ pelo grande avanço no Brasil, que detém mais de 75% desse total. Veja o número de membros da Assembleia de Deus nas outras regiões do mundo (Tabela 2).

Profecia do crescimento da Igreja e do Brasil

Em uma entrevista ocorrida em 2 de abril de 1980, o saudoso pastor Rodrigo Silva Santana, reconhecido líder da igreja na Bahia, profetizou ao indicar que a fase difícil que o Brasil atravessava naquela época passaria e o país alcançaria prosperidade se abrisse suas portas à evangelização.

– “Desta forma se alcançará prosperidade e a pátria será engrandecida e enriquecida”, dissera.

Foi justamente o que aconteceu. O crescimento do país ocorreu de forma simultânea ao crescimento da Igreja e segundo projeções da Sepal o número de evangélicos deverá chegar a 50% da população brasileira e ultrapassar os 100 milhões em 2020.

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ENCARTE SOBRE HISTÓRIA DA AD

O Liberal, do Pará publica encarte especial sobre Centenário, mostra festividades no Pará e ainda histórico completo, com fotos da história da Assembleias de Deus no Brasil. 

É um belo trabalho com independência jornalística, que reconhece a ação espiritual para o crescimento da igreja, bem como o plano divino desde o envio dos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren.

A equipe do jornal (secular) está de parabéns pela cobertura e trabalho realizado, sem se deixar levar por ranços e travas religiosas.

Veja as páginas nos links abaixo:

http://www.clippingtemple2.com.br/a.php?idNoticia=31050

http://www.clippingtemple2.com.br/a.php?idNoticia=31051

 

ASSEMBLEIA DE DEUS MIRA O FUTURO

TECNOLOGIA – Emissora evangélica é a base digital para difusão do

Pentecostalismo

 O Liberal Digital, edição de 21/6/2011

O Centenário da Assembleia de Deus, celebrado no último dia 18, marca a união do povo de Deus para seguir em frente na pregação da mensagem divina, inclusive, por meio de projetos em ciência e tecnologia dessa igreja pentecostal, fundada em Belém do Pará pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, para maior veiculação do Evangelho.

Essa disposição renovada dos assembleianos foi ressaltada, ontem à noite, pelo presidente da AD, pastor Samuel Câmara, ao coordenar um culto em ação de graças com cerca de 23 mil membros de congregações da igreja no Centenário – Centro de Convenções, na avenida Augusto Montenegro.

“O povo de Deus, muitas vezes, só precisa de um motivo, de um incentivo para se unir e caminhar, e Deus escolheu o tempo certo do Centenário para unir ainda mais o povo de Deus; comemoramos o passado, e nos voltamos, agora, ao presente e ao futuro, buscando sermos eficientes como foram os fundadores da igreja até aqui”, afirmou Samuel Câmara.

O pastor destacou como dois momentos importantes na programação do Centenário a presença de cerca de 100 mil participantes da festa no estádio Mangueirão, sábado à noite, dia 18, e a presença do arcebispo metropolitano de Belém, dom Alberto Taveira, naquele evento, demonstrando o bom convívio dos assembleianos com a diversidade de fé, como salientou Câmara.

Mensagem

Entre os novos desafios para a Assembleia de Deus está um projeto de ciência e tecnologia para disseminar a palavra de Deus no Brasil e no mundo, por meio da TV Boas Novas.

“Esse uso da tecnologia visa levar a mensagem de Deus para as famílias, para os cidadãos brasileiros, para que os jovens tenham uma opção de fé, de responsabilidade moral e religiosa”, afirmou Samuel Câmara.

Nesse cenário de tecnologia, durante a caminhada comemorativa da chegada dos missionários fundadores da AD a Belém, a igreja deu mostra da sua força nas mídias sociais: a hastag da AD foi a segunda mais citada no twitter no Brasil.

 

CARREATA MARCA 100 ANOS DA ASSEMBLEIA

O Liberal, edição de 19/6/2011

Comemoração – Evento contou com cerca de 20 mil fiéis, vindos de vários estados do Brasil

A data de ontem será sempre lembrada pelos membros da Assembleia de Deus como aquela em que a mensagem da igreja – de uma sociedade mais fraterna a partir dos ensinamentos trazidos por Jesus Cristo à Humanidade – ganhou as ruas de Belém em uma carreata que contou com quase 20 mil pessoas em 10 mil veículos.

A carreata, comemorativa ao centenário da igreja, foi precedida por uma dramatização da chegada dos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren a Belém no ano de 1910, para fundar no dia 18 de junho de 1911 a Assembleia de Deus, hoje presidida pelo pastor Samuel Câmara.

“O dia de hoje é de justiça para com Belém e com a Assembleia de Deus. A cidade é nossa e nós somos da cidade”, afirmou, emocionado, o pastor Samuel Câmara, na saída da carreata, ainda na área do porto de Belém, para seguir até o Centenário Centro de Convenções, na rodovia Augusto Montenegro, onde 5 mi fiéias aguardavam pela carreata. No local, foi celebrado um culto com a presença dos participantes que sairam da Escadinha do Cais do Porto, bem como de mais quatro pontos da Região Metropolitana de Belém: Marituba, Ananindeua, Icoaraci e Cidade Nova.

A emoção tomou conta dos membros da Asembleia de Deus quando atracou no porto de Belém uma embarcação lembrando o navio Saint Clement, que, em 1910, trouxe ao Pará os missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Os dois missionários foram interpretados ontem pelos atores Kleber Almeida, como Berg, e Daniel Vieira, como Vingren.

No desembarque na área da Escadinha do Cais do Porto, os dois personagens históricos foram ovacionados por uma multidão concentrada no local, desde as primeiras horas da manhã de ontem. Muitas pessoas aproveitaram para filmar e tirar fotos da dramatização, que contou com os missionários seguindo na carreata em uma viatura do Corpo de Bombeiros. Para que esse veículo deixasse a área da Escadinha e seguisse pela avenida Presidente Vargas, no começa da carreata, foi preciso a ação da soldados do Exército Brasileiro para abrir passagem para o carro entre as pessoas no local.

“É maravilho participar dessa festa do centenário da Assembleia de Deus, porque é o Evangelho do Senhor sendo glorificado e, daqui para frente, o Evangelho vai crescer ainda mais para um País melhor e o povo de Deus mais unido”, afirmou o pastor Marcos Aurélio da Silva, da cidade de Santa Inês, interior do Maranhão.

Com bandeiras do centenário, de estados e do Brasil nos carros, vidros de carros pintados com dizeres de louvor, orações e cânticos dos fiéis, a carreata seguiu pelas avenidas Presidente Vargas, Nazaré, Magalhães Barata, Almirante Barroso, Augusto Montenegro, passando pelo estádio Mangueirão até o Centenário Centro de Convenções.

Ontem à noite, no Mangueirão, ocorreu celebração com a participação de autoridades, pregação e shows musicais. A partir das 10 horas de hoje, na Praia Grande, no Outeiro, ocorrerá batismo de 5 mil assembleianos.

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As comemorações do Centenário – completado no dia 18 de junho – teve seu ponto alto em Belém do Pará, onde a igreja começou. Mas os registros se estenderam por todo o Brasil com cultos, batismos gigantescos, oração por todo o mês de junho, passeatas, gravações de momentos históricos, apresentações, cultos em louvor ao Senhor pela data, sessões solenes em câmaras municipais, na Câmara Federal e no Senado.

As comemorações oficializadas pela CGADB iniciaram com um culto em ação de graças na Assembleia de Deus em Ananindeua, no Grande Pará, liderada pelo pastor Gilberto Marques, com o apoio do presidente da CGADB, pastor José Wellington e de toda a mesa diretora.

Em seguida, ocorreu uma sessão solene no Senado, sob a presidência do senador Crivela, da Igreja Universal. Políticos cristãos, em especial os da Assembleia de Deus marcaram presença e falaram sobre a atividade assembleiana do espiritual ao social, com o resgate de vidas de crimes e das drogas, ressocializando milhares de brasileiros. Nomes de homens e mulheres, usados poderosamente nas mãos do Senhor, durante a história da igreja, no decorrer do século, foram lembrados.

Senadores aderiram à homenagem e reconheceram a influência da igreja sobre a sociedade brasileira, como expressou o senador Flexa – @senadorflexa Senador Cristovam Buarque, ex-ministro da Educação, exaltou a Igreja e ressaltou a importância da Reforma Protestante, a partir de Lutero, quando a Bíblia fora traduzida para o alemão e tornou-se acessível ao público, provocando a ascensão à Educação e cultura. Essa iniciativa ocasionou ainda a alfabetização. “Devemos tudo isso a Lutero”, reconheceu.

Falou pela liderança da Assembleia de Deus o senador Manoel Ferreira, da AD-Madureira e pastor Samuel Câmara, líder da AD em Belém do Pará. Nem o pastor José Wellington ou qualquer membro da mesa da CGADB esteve presente.

Depois foi a vez da realização de sessão solene na Câmara Federal, sob a presidência do deputado Paulo Freire. Ocorreram também vários discursos de políticos tanto assembleianos quanto outros evangélicos e não-cristãos. Todos ressaltaram a ação evangelizadora da igreja e também sua obra social, com a recuperação de milhares de vidas.

Em Belém do Pará

Na quinta-feira foi a vez da realização de sessão solene em Belém do Pará. Por iniciativa do vereador, Iran Moraes (PSB), a Câmara de Vereadores de Belém realizou a sessão no dia 15, pela manhã e ressaltou a ação da AD.

Ao abrir os trabalhos da Sessão Especial, o vereador e presidente da Câmara de Vereadores Raimundo Castro fez questão de destacar a importância da referida sessão para todos os vereadores os quais, ao aprovarem por unanimidade todas as propostas até agora apresentada em favor da AD, estavam reconhecendo o trabalho religioso e social que a AD desenvolveu em favor da população ao longo desses 100 anos.

Um dos obstáculos mais difícil de vencer foi o ensinamento da Bíblia que não existia em português no Brasil e os missionários tiveram que importar exemplares dos Estados Unidos. Mesmo assim as dificuldades continuaram porque o pastor naquela época, segundo Iran, não era bem visto e muitas Bíblias foram queimadas e, até as casas dos pastores tiveram seus telhados arrancados como forma de forçá-los a sair da capital.

Dentre as homenagens que a Câmara de Belém já prestou ao Centenário da AD, destacam-se os projetos que deram os nomes de Centenário da Assembleia de Deus à avenida que levava o nome do escritor paraense Dalcídio Jurandir; Daniel Berg ao elevado da Rua Julio Cesar com a Pedro Álvares Cabral; e Gunnar Vingren ao Park Ambiental.

O ponto de destaque da Sessão Especial foi a entrega do título em memória de cidadãos de Belém aos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingren. Foi entregue também o título de Honra ao Mérito aos pastores Samuel Câmara e Firmino Gouveia.

Em Santa Cruz da Palmeiras

No sábado – dia 18 –, a Câmara de Vereadores de Santa Cruz da Palmeiras (SP), por iniciativa do vereador e vice-presidente Kleber Campos realizou sessão solene em comemoração ao Centenário da AD.

Os vereadores entregaram aos pastores locais uma placa comemorativa a partir do do Decreto Legislativo 02-2011, pelos 100 anos “de relevantes serviços sociais proporcionados…” por meio de “uma História de dedicação e amor ao próximo”.

A sessão foi presidida pela vereadora Celina Maria da Silva Rizzi (nome recebido em homenagem de seus pais assembleianos a irmã Celina de Albuquerque, primeira assembleiana a ser batizado no Espírito Santo), também presidente da Câmara. A solenidade contou com a participação de cristãos, mebros de igrejas, da cantora Giselle Bilter e ainda da vice-prefeita Rita Zanata, ex-jogadora de vôlei da Seleção Brasileira, também representante do prefeito da cidade.

A convite do vereador Kleber, discursamos sobre a história das Assembleias de Deus no Brasil. Acompanhado de minha família, traçamos o resumo histórico desde os primeiros sinais da ação do Espírito Santo nos Estados Unidos, o avivamento em Los Angeles, a chamada de Daniel Berg e Gunnar Vingren, o início da igreja no Brasil e sua história.

Sessão na Câmara de Vereadores em Santa Cruz das Palmeiras, com a composição da mesa

Pastores  homenageados posam com os vereadores

Vereador Kleber discursa e traça histórico da AD

Em grande destilo

Além do reconhecimento tardio da Convenção de pastores da Igreja-Mãe pela CGADB, após 10 anos, pastor José Wellington rompeu o desacordo com pastor Samuel Câmara e esteve presente, com a mesa diretora, na abertura do evento em Belém do Pará, no dia 16.

Registraram-se grandes momentos que alegraram milhares de membros assembleianos e obreiros de todo o Brasil presentes em Belém, durante a semana de comemoração. A igreja em Belém, além de receber dezenas de assembleianos, estimados em mais de 100 mil, construiu um grande auditório em tempo recorde.

Além de passeata e show da Esquadrilha da Fumaça, a abertura do evento foi memorável. Em coreografia, centenas de pessoas se alinharam no gramado do Estádio Mangueirão e escreveram centenário. Em seguida, formaram o número 100. Após desfizeram essa figura, para formar o mapa do Brasil. Depois um navio – indicando o Navio Clement, que trouxe os pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren ao Brasil – entrou. Nele estavam dois personagens representando os pioneiros. Daniel Berg levava uma tocha e dela saia setas, indicando os Estados, visitados pela mensagem do Evangelho, a partir de Belém, pela ordem de datas.

Foto: @diego_formiga

As indicações, rumo aos Estados onde o Evangelho passou a ser pregado, após o início no Pará, formaram ‘rastros’ de fogo, que cada vez mais resplandecia a tocha. Quem viu gostou e elogiou a apresentação coreográfica no estádio.

Transmissões pela tevê

O Centenário em Belém do Pará teve cobertura jornalística das tevês Globo, tanto no Jornal Nacional quanto nas afliadas no Pará e Record, que deu espaço de mais de 3 minutos ao evento no Pará.

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Acho que o nobre amigo foi infeliz em sua tese e colocações (Centenário paralelo: uma afronta a Belém, Rui Raiol – www.ruiraiol.com.br ). As comparações, em especial com o catolicismo romano e sua romaria idolátrica é impertinente, bem como o uso de termos desconexos, expondo nossa Belém como centro de disputa e apelando como se a igreja dependesse desse enodoar.

Lamento chegarmos a patamares e níveis que evocam tanto desgrenhamento. Ainda que queiram dividir, tirar e escamotear a historicidade assembleiana e sua origem, buscariam, no mesmo grau de intensidade, subtrair a grandeza de um fato tão relevante e não menos glorioso.

Quando o irmão falou em ‘outro’ Círio, logo pensei em ‘nossos’ Círios: o Mello ou o Zibordi. Mas, para minha tristeza, não se tratava deles! De Nazaré?… De Nazaré é Jesus, irmão! Ou não seria? Pergunto a Filipe ou a Natanael?

Esse apelo soa-me como extremamente bairrista e coloca-se no mesmo nível do outro de desejo similar – não do Sul, mas do Sudeste -, além de ofuscar a história, que todos os de boa fé e mente, jamais trocarão por outra. Afinal, estamos defendendo a união ou a separação, pois a suposta forma díspar nunca existiu, senão agora!?

Quando Natanael retruca, desdenhando a capacidade de representação da nortista região da Galiléia, com a famosa indagação “Pode vir alguma coisa boa de Nazaré?” (Jo 1.46), estava, por tabela, atacando ao Senhor, renunciando suas raízes judaicas e se expondo como ignorante, pois o Senhor nascera em Belém de Judá.

Por isso, o Senhor responde à sua indagação, em outra parte, quando diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mt 22.29).

De novo as acusações que colocam a região em similaridade, pecam pelo mesmo motivo, pois o cristão só escapa para uma grande Salvação se renunciar à ignorância e apelar para o conhecimento (de Deus).

O realce dessa verdadeira ‘murta’ só é possível em esferas notadamente terrenais. No caso da Igreja, ela é, acima de tudo, gloriosa o tempo todo e em todo lugar, invulgar. Unida pelo Cristo e ignorada pelo Natanael humano, do verso 46 e glorificado no Natanael espiritual do verso 51 (Jo 1). Ele era um simples cobrador de impostos debaixo da figueira (v48), e um ‘grande’ Zaqueu convertido acima dela.

Ninguém implantará a visão perfeita (teleios, daí telescópio = para ver ao longe) na mente humana. Especialmente por intermédio de bisturis de frases apelativas ou por meio de infelizes colocações, senão pelo encontro com o Cristo Vivo. Foi o que ocorrera com os dois Natanaéis sob a sombra de figueiras, fora do calor, causador de verdadeiras miragens e não de visão do Reino.

Os olhos bons enxergam o Reino, porém, a simples visão humana não consegue ver senão o Império. Aquele é alcançado pelo amor, este é tomado pela força.

O que a população profana poderia fazer em relação ao sagrado? Se é que a temos como tal; se não sabe distinguir entre o santo e o profano?! Não sabe discernir o Corpo do Senhor e daí o distanciamento, a falta de liga, de aproximação, de união, de comunhão, de corpo único, “perfeitos em unidade” (Jo 17.23)!

Nem São Paulo nem São Pedro (é Paulo e Pedro!); nem Belém de Judá nem Belém do Pará…; mas Jesus e Jerusalém Celestial!

Agora, se você puder pegar um baixinho (na crença e postura) e colocá-lo em cima da figueira é possível que ele consiga ver Jesus. Este seria um ato de glória! Mas tentar afundá-lo ainda mais, empurrando-o para as profundezas do Hades, você poderá, no máximo, mostrar a ele o Céu infernal que ele busca ou confundi-lo com um Inferno celestial.

Esta não é a Missão da Fé Apostólica!

 

QUESTIONAMENTO

Gostei das suas ponderações. Concordo com a analogia do Cirio não era a analogia mais coerente para a igreja, mas é a festa religiosa mais forte e que dava para comparar, ou seja, se outras pessoas celebrassem um Círio sem os paraenses e sem a “Nazinha”… como se sentiria o povo paraense?

Não há problema em antecipara as comemorações, mas não poderiam deixar de convidar a igreja de Belém ara participar, esse é o x da questão.

Claro que a data deveria ser comemorada por todos e em todos os lugares. Não estou falando que só Belém poderia comemorar, ao contrário assim como todos podem e devem comemorar o centenário! De forma redundante falando Belém também tem este direito e jamais poderia ser deixada de fora numa questão dessa.

Certo é que a Igreja de Belém estará nas comemorações do Centenário promovida pela CGADB e o contrário nós não sabemos ainda?

Dr. Cláudio Dias

 

RESPOSTA

Olá meu caro,

No que diz respeito às manobras políticas e de interesse pessoal, o que macula a honra da própria igreja assembleiana, em especial no que diz respeito à tentativa de desviar a atenção que Belém do Pará deveria ter, assino embaixo, conforme escrevi.

Mas nós não somos católicos romanos, agremiação religiosa que tanto  perseguiu a Igreja… O que tem que ver essa comparação, essa festa e esse povo? Nenhuma! Comparações são parábolas (lançar paralelamente).

Acho que o antecipar das comemorações reflete problema sim. Isso deveria ser efetivado com a anuência e participação efetiva da igreja em Belém. A igreja foi aviltada sim. Mesmo que haja relação ríspida entre pastores José Wellington e Samuel Câmara, os membros da igreja não devem ser introduzidos a essa vergonhosa atitude de unilateralidade.

A Igreja em Belém não deveria ser propriamente convidada, mas ser parte efetiva das comemorações, o ponto principal, a iniciativa, o ápice!

Sem distinção de local, a comemoração fora das terras paraenses tira a nobreza da expressão do significado do Centenário da Assembleia de Deus, pois foi o Senhor quem escolhera o Pará e não homens. E se Ele escolhera, seja qual for o pretexto, quem é o homem para mudar tal marco!?

Infelizmente isso está ocorrendo e macula a comemoração do Centenário, pois este marco é de TODA a igreja assembleiana e não somente de um grupo.

Que o Senhor providencie meios para que aquilo que Ele mesmo escrevera não seja aviltado, menosprezado, escarnecido.

O Pará deveria ser o principal assunto das comemorações, sem nenhum esforço e tocado com muito respeito, fraternidade e união cristã, pois foi ele o escolhido para que os reflexos de tudo isso, mostrado na grandeza assembleiana hoje, fosse efetivado.

Centenário sem Pará fica capenga! Seria o mesmo que tomar tacacá sem tucupi.

Estão simplesmente querendo esvaziar a Visão dada por Deus aos pioneiros.

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