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Posts Tagged ‘igrejas do apocalipse’

“E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, 3.14-22.

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Águas termais de Hierápolis

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

Localização
Essa cidade localizava na Frígia, entre Éfeso, a 160km a leste desta cidade; Colosssos e Hierápolis. Atualmente, ao lado de suas ruínas está a aldeia de Eski Hissar. Também estava sob o cinturão de terremotos, que assolou muitas outras cidades-igrejas. Seu nome é também transliterado para Laodikeia, mas antes fora chamada de Diospolis Rhoas e uma das mais avançadas cidades da região, durante o domínio do Império Romano. Esse nome deriva-se de Deus (Dios, referindo a Zeus) e polis (cidade), isto é, ‘Cidade de Zeus’.

Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia.

Identificação

Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da ‘justiça do povo’. É a igreja da democracia, justamente o ‘direito que emana do povo’, de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino).

Laodicéia orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência, a partir da força econômica.

Historiadores mostram que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, tipicamente bancário, destacados laboratórios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se numa escola de medicina e ainda indústrias têxteis.

Toda essa estrutura produzia riqueza e o orgulho dos cidadãos de Laodicéia, que não dependiam em nada de seus vizinhos. Eram prósperos e se orgulhavam de não necessitar de ajuda externa, pois a cidade era progressiva e rica.

Falta de água

Entretanto, a água, produto de fundamental importância à sobrevivência humana, que até hoje mantém sua influência na vida de qualquer sociedade, faltava em Laodicéia. A cidade convivia com o problema da falta de sistema de captação próprio. A administração da cidade dependia de outros centros para abastecimento. A água era captada, por meio de aquedutos procedentes de dois centros vizinhos: Colossos e Hierápolis.

A ‘Cidade de Hiera’ (Hierapólis) possuía fontes termais, mas com água com temperaturas entre 35º e 100º. Portanto, a água que procedia de Hierápolis era quente. Mas como esta cidade distava cerca de10 quilômetrosde Laodicéia, refrescava pela condução do aqueduto, mas, quando chegava estava morna.

Com toda a riqueza, os laodicenses buscaram a opção em Colossos, de onde procedia água potável e fria. Porém, a distância fazia com que a água, ao chegar ao grande centro produtor e, portanto, rico, estivesse também morna.

Então o Senhor toma esse fato e diz:

“Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente! Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta (e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu), aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas”, Ap 3.15-19.

Outra tradução diz:

“Conheço as tuas ações; sei que não és nem frio nem fervente. Oxalá fosses frio ou fervente. Assim, porque és morno, nem fervente nem frio, estou para te vomitar da minha boca. Visto que dizes ser rico, cheio de bens, que de nada precisas, e não sabes que és um infeliz, um miserável, pobre, cego e nu, aconselho-te a comprares de mim ouro acrisolado no fogo para te enriqueceres, e vestes brancas para te cobrires, a fim de não se ver a vergonha da tua nudez…”.

O outro lado de Filadelfia

Ao contrário de Filadélfia, Laodicéia não tem elogios, mas somente reprovação (Is 43.7-8). É morna, desgraçada (sem a graça), pobre, cega e nu. Embora Laodicéia fosse economicamente rica, possuísse uma admirável indústria de fabricação de roupas, excelente centro médico e bons colírios, faltava-lhe a Água da Vida, que jorra para a Vida Eterna.

Cremos que esta igreja é aquela que tentará se reorganizar quando o Anticristo dominar o mundo, após a Volta do Senhor. Serão os remanescentes do Arrebatamento. Por ser uma igreja fria, se distancia do Filho de Deus e então ficaria no mundo para enfrentar o domínio do Filho do Diabo.

Esses remanescentes deverão ser provados pelo (no) fogo da cruel perseguição. Hoje percebemos lampejos, a partir das tendências de domínio de ideologias políticas, apontando para a organização do domínio humano do mundo futuro, mas não distante.

Porém, tem que se levar em conta a dificuldade da conversão de uma pessoa morna em termos de fé e crença – o dito ‘amigo do Evangelho’, pois é sempre mais acessível o frio.

Passar pelo fogo é a forma de separar os maus dos bons e essa purificação se dá a exemplo da purificação do metal precioso (‘ouro provado no fogo’, v18). Também semelhante ao que apóstolo Paulo descreve no texto da Ceia, em 1Coríntios 11.28: “Examine-se o homem a si mesmo”. O termo no original indica teste a metais: o tilintar do metal a indicar o auge da têmpera ou tratamento térmico a fim de tornar o metal mais a indicar resistência. De forma figurada, indica caráter e índole intocáveis:

E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus”, Zc 13.9.

Por outro lado, morno, sinônimo de frouxo, de tepidez, é de provocar náusea (estomacal), no caso em tese, na alma, isto é, rejeição, não aceitação ou assimilação ao sistema do corpo.

Correção a quem se ama

A frese é procedente e bíblica, conforme se lê em Provérbios 3.12:

“Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” e “E já vos esquecestes da exortação que argumenta convosco como filhos: Filho meu, não desprezes a correção do Senhor, E não desmaies quando por ele fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama, E açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque, que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos”, Hb 12.5-8.

O Amém!

Amém é advérbio e adjetivo hebraico para indicar verdadeiramente, certamente (verdadeiro, verdade e certo), conforme Isaías 65.16:

“Assim que aquele que se bendisser na terra, se bendirá no Deus da verdade; e aquele que jurar na terra, jurará pelo Deus da verdade; porque já estão esquecidas as angústias passadas, e estão escondidas dos meus olhos”.

Justifica-se como o Senhor da Verdade, pois Dele advém todas as coisas – a verdade sobre tudo – por constituir-se Princípio de tudo e de todos, e, conforme o silogismo filosófico, ao chegar-se Deus como razão de todas as coisas, logo, Ele é a Verdade!

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, Jo 1.3

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“E ao anjo da igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; o que abre, e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre: Conheço as tuas obras; eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus, e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo. Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra. Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. A quem vencer, eu o farei coluna no templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome do meu Deus, e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”, Ap 3.7-13.

Informações gerais 

Abrangência/época: A partir de 1750 (Ap 3.7-13).

Significado: Igreja do amor fraternal.

Fato crítico: Não tem.

Elogio: Guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome – v10.

Exortação: Venho em breve, guarda o que tens para ninguém tome – v11.

Galardão ao que vencer: Coluna do Templo divino terá o nome de Deus e de sua cidade, e o novo nome de Cristo – v12.

Significado histórico: Igreja do Arrebatamento.

Identificação

Hoje Alaseher, na Turquia, Filadelfia era uma cidade pequena, localizada na zona de terremotos a 45 quilômetros a sudeste de Sardes. Fundada em 154aC por Attalos II, rei de Pérgamo.

O nome dessa igreja vem de phileo (grego) que significa amor fraterno. É o amor de uma pessoa para outra, amor recíproco. Esse amor contrasta com as orgias sexuais, propostas pelas doutrinas balaonista e jezabelista, centradas no amor sensual (grego heros). Daí as palavras derivadas erótica e erotismo.

Santo e Verdadeiro

Quem diz a Filadelfia é o Santo e Verdadeiro, nomes que representam atributos divinos, conforme Jeremias

“Mas o Senhor Deus é a verdade; ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno; ao seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação” e João 17.3: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” e especificamente a Jesus (Jo 14.6) e o que tem a chave de Davi, conforme Isaías 22.22: “E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá”.

Jesus, sucessor do Trono de Davi

Filadélfia, além de não ter reprovação tem elogios, somente é exortada a resistir aos que se proclamam judeus e não o são. Enquanto Pérgamo mantinha o culto imperial, constituindo-se o “trono de Satanás”, enquanto em Filadelfia havia a “Sinagoga de Satanás”, em função de os `falsos` judeus. Estes epítetos diabólicos, indicam inimigos dos verdadeiros cristãos e, portanto, de Deus.

Porém, nela o Todo-Poderoso tem a chave: que abre e ninguém fecha; que fecha e ninguém abre, e a bênção de ter diante de si uma porta aberta.

Nesta passagem, a mensagem quer mostrar, inclusive à resistência judaica, que Jesus é o verdadeiro sucessor do trono de Davi:

“E porei a chave da casa de Davi sobre o seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; e fechará, e ninguém abrirá. E fixá-lo-ei como a um prego num lugar firme, e será como um trono de honra para a casa de seu pai. E nele pendurarão toda a honra da casa de seu pai, a prole e os descendentes, como também todos os vasos menores, desde as taças até os frascos. Naquele dia, diz o Senhor dos Exércitos, o prego fincado em lugar firme será tirado; e será cortado, e cairá, e a carga que nele estava se desprenderá, porque o Senhor o disse”, Is 22.22-25.

Caracteriza verdadeiro convite aos judeus a se converterem a Cristo e passarem, a partir de então, a perceberem a realidade da revelação divina a respeito do sucessor de Davi – o Messias já enviado e não esperado, conforme prega o Judaísmo, por não acreditar em Cristo.

Pouca força

Esta era uma das principais características da Igreja de Filadelfia, pois não mantinha a mesma influência das demais cidades-fortes, mas os crentes eram pobres e sem influência temporal, social ou humana.

A leitura do texto do versículo 8 deve submeter-se à pontuação, pois, caso contrário, emite outra ideia: “… diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar”… Aqui o primeiro período se completa e segue, a partir de um ponto-e-vírgula – quase um ponto-final – o com outro período: “… sei que dispões de poucas forças” (outra tradução), e segue: “… e, contudo, tens guardado a minha palavra, e não negaste o meu nome”. Coisa gloriosa essa contraste, não é mesmo?!

Ainda que pobre, no sentido restrito e humano, essa igreja permanecia totalmente na dependência do Senhor e confiante Nele e nas suas gloriosas promessas e exaltação, conforme texto subseqüente: “farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo” (v9).

Limites e vitórias

Outro fato relevante na mensagem a Filadélfia é o limite suportável das últimas coisas, que cremos ser desgastes como desvios morais e sociais no mundo e de não deixá-la passar pela Grande Tribulação ou provocação universal, que precede a Volta de Jesus:

“Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir dobre todo o mundo, para tentar os que habitam na terra”, v10 (cf Ap 7.14).

Unicamente nela está a promessa do Retorno (em breve) do Senhor:

“Eis que venho sem demora, guarda a tua coroa para ninguém a tome”.

Como coroa fala de domínio, parece indicar o lugar dado pelo Senhor – o nome escrito no Livro da Vida. Como diz Provérbios 5.9: “para que não dês a outros a tua honra”.

Portanto, cremos ser a Igreja do Arrebatamento, conforme vemos pelas próprias profecias e história das sete igrejas. Todas têm um período, em que a história descrita pela Bíblia, casa perfeitamente com suas respectivas épocas. Sendo assim, não haveria mais tempo tanto para regredir e focar outra igreja, para a época em que vivemos, quanto para prosseguir e chegar a Laodicéia.

A promessa aos vencedores é de receber o nome eterno do Senhor, entre outras bênçãos:

“A quem vencer, eu o farei coluna do templo do meu Deus, e dele nunca sairá; e escreverei sobre ele o nome de meu Deus e o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém, que desce do céu, do meu Deus, e também o meu novo nome”, 3.12.

O nome eterno do Senhor está descrito em Isaías 56.5: “Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles que nunca se apagará”.

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João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco da parte Daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono. E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados… Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”… Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer”.

Ap 1.3-5,8,19.

O mistério das Sete Igrejas foi dado por revelação divina ao apóstolo João, exilado pelos romanos, na Ilha de Patmos, localizada no Mar Egeu. O livro do Apocalipse foi escrito por volta do ano 96dC, época de intensa perseguição aos cristãos da Igreja Primitiva, orquestrada pelo imperador Domiciano.

AS SETE CIDADES-IGREJAS
 

ÉFESO

Abrangência/época: Primeiro século (Ap 2.1-7).

Significado: Desejável.

Fato crítico: Distanciou-se do primeiro amor – v4.

Elogio: Perseverança (trabalho incansável) e rejeição do mal – v2-3. 

Exortação: Buscar a renovação espiritual – v5.

Galardão ao que vencer: Fruto da Árvore da Vida – v7.

Significado histórico: Época da Igreja Primitiva – até o fim da era apostólica.

 
Identificação

Éfeso é a igreja do primeiro século (início do esfriamento). Essa igreja ainda se reunia nas casas dos irmãos, como de Áquila e Priscila. Naquela época, a igreja não contava com templos. Apóstolo Paulo faz menção de nomes e saudações pessoais, demonstrando que havia muita aproximação, comunhão, amor e alegria entre os crentes. O cristão viajante tinha hospedagem familiar no mundo de então, “entre os da casa”, conforme indica a linguagem cristã: “Para que os recebais no Senhor…”, Rm 16.2.

 

ESMIRNA

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

 
Identificação

Esmirna localizava-se a cerca de 40 quilômetrosao norte de Éfeso. Possuía um famoso porto voltado para o comércio do Mar Egeu. Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD), havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Por outro lado judeus, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda ter sido uma cidade famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

 

PÉRGAMO

Abrangência/época: De312 a 600 (Ap 2.12-17).

Significado: Casamento.

Fato crítico: Segue as doutrinas de Balaão e dos Nicolaítas – v14-15.

Elogio: Honra o nome de Cristo – v13.

Exortação: Buscar o arrependimento – v16.

Galardão ao que vencer: Maná escondido e uma pedra branca com um novo nome – v17.

Significado histórico: Casamento com o Estado.

 

Identificação

Pérgamo era uma cidade localizada em cima de uma colina com cerca de 300m acima do nível do mar. Uma fortaleza natural. A moderna cidade contava ainda com uma boa cultura predominantemente grega e, portanto, avançada, e uma biblioteca com cerca de 200 mil volumes, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal (CPAD). O deus principal de Pérgamo possuía a forma de serpente. Era o deus da saúde, talvez o Esculápio – o deus da Medicina, representado também por serpentes. Mas, além desse deus Pérgamo possuía três outras seitas que veneravam Dionísio, Zeus e Atenas. Em 29aC um templo ao imperador chegou a ser erguido na cidade, corroborando para a fama de cidade onde estava o “trono de Satanás” (v13).

 

TIATIRA

Abrangência/época: De600 a 1517 (Ap 2.18-29).

Significado: Relaxada (Mulher opressora).

Fato crítico: Líder feminina que ensina a tolerância ao pecado – v20.

Elogio: Crescimento nas obras – v19.

Exortação: Reter o que tem – v25.

Galardão ao que vencer: 1) Poder sobre as nações; 2) a Estrela da Manhã – a Luz Eterna (Cristo) – v26-28.

Significado histórico: Decadência da Igreja.

 
Identificação

Na época de Tiatira a Igreja viveu a escuridão do conhecimento. Isso ocorreu durante o período da Idade Média. Triunfou em Tiatira a doutrina baloanista, nicolaitista e jezabelista, a ponto de constituírem a “profundeza de Satanás” (v24).

Jezabel é a mulher que fundamentou certa doutrina herege. É o nome que se dá a quem está no meio, no sistema, mas não faz parte originalmente dele. E por meio de sua doutrina são introduzidos todos os deuses regionais, como a própria esposa de Acabe fez em Israel.

 

SARDES

Abrangência/época: De1517 a 1750 (Ap 3.1-6).

Significado: Pedra que brilha.

Fato crítico: Tem fama de igreja avivada, mas está morta – v1.

Elogio: Pessoas que não se contaminaram – v4.

Exortação: Vigiai – v5.

Galardão ao que vencer: Andarão de branco com o Senhor – v5.

Significado histórico: Igreja Remanescente.

 
Identificação

Essa igreja se encaixa dentro da época da Reforma Protestante, que tem como data histórica 31 de outubro de 1517. Sardes ou Sardo é uma pedra que brilha em contato com o corpo. É uma figura que deixa claro a necessidade de o crente estar unido ao Corpo de Cristo, por meio da comunhão.

Embora indique uma igreja surrada por tudo quanto veio antes dela, culminando com a prática idolátrica, que grassava em seu meio e já bastante distante dos preceitos bíblicos-cristãos, nela são contadas algumas pessoas que não contaminaram suas vestes.

Estes remanescentes que dariam vazão à Reforma Protestante, pois recebem a promessa gloriosa do Senhor: “…e comigo andarão de branco”, v4. Este é o contraste das vestes brancas (3.18) oferecidas pelo Senhor com o psicodelismo comercial (Ap 17.4), que fazia da indústria de lã e de tintura, o orgulho de Sardes.

 

FILADELFIA

Abrangência/época: A partir de 1750 (Ap 3.7-13).

Significado: Igreja do amor fraternal.

Fato crítico: Não tem.

Elogio: Guardaste a minha Palavra e não negaste o meu nome – v10.

Exortação: Venho em breve, guarda o que tens para ninguém tome – v11.

Galardão ao que vencer: Coluna do Templo divino terá o nome de Deus e de sua cidade, e o novo nome de Cristo – v12.

Significado histórico: Igreja do Arrebatamento.

 

Identificação

O nome dessa igreja vem de phileo (grego) que significa amor fraterno. É o amor de fraternidade entre as pessoas, amor recíproco. Esse amor contrasta com as orgias sexuais, centradas no amor sensual (grego heros). Filadélfia, além de não ter reprovação, tem elogios. Nela o Todo-Poderoso tem a chave da porta que abre e ninguém fecha; que fecha e ninguém abre e a proposta da bênção de pôr diante do crente uma porta aberta.

 

LAODICEIA

Abrangência/época: Pós-arrebatamento (Ap 3.14-22).

Significado: Justiça do Povo.

Fato crítico: Igreja morna (da atualidade).

Elogio: Não tem.

Exortação: Adquirir os valores espirituais.

Galardão ao que vencer: Assentará com o Senhor em seu trono.

Significa histórico: Igreja que congrega tudo e todos (democrática).

 
Identificação

O nome Laodicéia deriva-se do grego laos, que significa povo, mais dikaios que quer dizer justiça. Portanto é a igreja da justiça do povo. É a igreja da democracia, justamente o direito do povo de participar de decisões, fazendo frente à Teocracia (domínio divino). Paulo fala dessa igreja em Colossences 4.13,16. Ele cita também os irmãos de Hierápolis (v13), uma das cidades que forneciam água a Laodicéia. Esta cidade orgulhava-se de seu progresso industrial e riqueza que lhe dava a pompa de independência econômica.

Alguns historiadores dizem que Laodicéia possuía um forte sistema financeiro, destacados laboratórios de remédios, com produção especial de um famoso colírio, completando-se com uma escola de medicina, e ainda indústrias têxteis. Era próspera e se orgulhava de não necessitar de ajuda externa. A cidade era progressiva e rica.

(Resumo extraído do livro FRONTEIRA FINAL, CPAD, Antônio Mesquita)

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