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Posts Tagged ‘época cristã’

Os gálatas eram os descendentes dos gauleses que habitavam a região desde a segunda metade do século 3aC e conduzidos por migração até à Ásia Menor onde se fixaram entre a Capadócia e Ponto, nas regiões citas. Também indica a Província Romana da Galácia – que além da Galácia, compreendia várias regiões da Ásia Menor –, localizada ao norte da Paflagônia e parte de Ponto, ao sul da Psídia, Lacônia e parte da Frígia.

Alguns defendem que a carta fora escrita na segunda viagem missionária do apóstolo. Eram descendentes dos bárbaros, mas a carta, além de apologética, é considerada a Carta Magna da Liberdade Cristã, conforme 1.8-9; 2.15; 3.26-29; 4.9-10; 5.1.

Parte dos gálatas – os meridionais – foi evangelizada pelo apóstolo Paulo em sua primeira viagem missionária, conforme Atos 13.13-14: “E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém. E eles, saindo de Perge, chegaram a Antioquia, da Pisídia, e, entrando na sinagoga, num dia de sábado, assentaram-se”. No entanto, não se tem informações da doença do apóstolo, relatada em Gálatas 4.13.

Nas segunda e terceira viagens missionárias do apóstolo, a referência que se tem indica que Paulo percorreu tais regiões: “E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia”; “E, estando ali algum tempo, partiu, passando sucessivamente pela província da Galácia e da Frígia, confirmando a todos os discípulos”, At 16.6; 18.23.

Tudo leva a crer que a indicação da Carta aos Gálatas refere-se aos gálatas setentrionais da Galácia outros a parte meridional da Galácia romana, como na referência de Gálatas 2.1-2: “Depois, passados catorze anos, subi outra vez a Jerusalém com Barnabé, levando também comigo Tito. E subi por uma revelação, e lhes expus o evangelho, que prego entre os gentios, e particularmente aos que estavam em estima; para que de maneira alguma não corresse ou não tivesse corrido em vão”.

Por outro lado, o motivo da carta foi à conversão de cristãos provenientes do judaísmo e legalistas. Na igreja na Galácia estes judeus anunciavam que práticas judaicas, ditas na Lei, como a circuncisão deveriam ser observadas para que a salvação pelo Messias pudesse ter efeito, como relata-se em Atos 15.1: “Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos”. Também, como forma de fundamentar seus ensinos e eliminar qualquer oposição aos mesmos, esses cristãos-judeus jogavam dúvidas quanto ao apostolado de Paulo, ao afirmarem que o Apóstolo dos Gentios não havia recebido o apostolado direto de Cristo e, que, portanto, não se alinhava aos verdadeiros apóstolos. Dado a tudo isso, a crença e fé da comunidade daquela região, corria sérios riscos. Porém, o apóstolo não demorou a dar a resposta e ir ao encontro àquela igreja e ensiná-la combatendo tais heresias e acusações, ao escrever a epistola (carta) aos Gálatas. Nela o apóstolo não só refuta as acusações como mostra a verdadeira doutrina cristã, conforme fundamento dos apóstolos:

“Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus? Nós somos judeus por natureza, e não pecadores dentre os gentios. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor. Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. Não aniquilo a graça de Deus; porque, se a justiça provém da lei, segue-se que Cristo morreu debalde”, Gl 2.12-21.

Paulo defende a atualidade da Graça e a inutilidade da Lei para a Salvação. Semelhante a Romanos, ela está inserida ao seu lado, não obstante terem sido emitidas com um ano de diferença. Já na introdução, Paulo mostra ser apóstolo do Senhor (enviado), por decreto divino e não de homens e ainda destaca a deidade de Cristo, apresentando-o ao lado de Deus e Pai (1.1-5).

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