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Posts Tagged ‘Teologia Prosperidade’

Em entrevista à revista Cristianismo Hoje* (dezembro 2008/janeiro 2009) pastor Ronaldo Didini, ex-Universal e Internacional da Graça, hoje na Igreja Mundial do Poder de Deus, atualmente “… um detrator da teologia da prosperidade, que, segundo ele, é um câncer que está consumindo a Igreja brasileira. ‘E muitos pastores a defendem abertamente em rede nacional. É o que existe de pior na televisão do país”’.

“(…) Fiquei assustado com o que fez o pastor Marcos Feliciano em seu programa. Ao mesmo tempo em que pregava o Evangelho, ele anunciava terrenos para as pessoas comprarem em prestações, dizendo que Deus abençoaria aquela compra. Isso ultrapassa o limite. (…) Feliciano ultrapassou a barreira ética. Para mim, isso é o que existe de mais vulgar na teologia da prosperidade. (…) A teologia da prosperidade é um câncer no segmento evangélico (…). Porque ele é demoníaca”.

“(…) Os pregadores da prosperidade não têm contato com o povo e não enxergam isso, porque são pobres, cegos, miseráveis e estão nus. O homem não tem que ditar regras a Deis e dizer a ele como e a que horas fazer o milagre. Minha crítica a essa teologia é que ela proclama aquilo que é terreno e não o que é sagrado, sobrenatural…”.

“(…) Uma coisa é enxergar, e outra é mudar, se for preciso sair do sistema, quando ele se torna mais poderoso que a Bíblia”.

“(…) A teologia da prosperidade me fez um mal tremendo”.

“(…) No fim das contas, vejo que muitas ramificações poderiam ser evitadas se houvesse menos vaidade humana e mais compromisso com a videira verdadeira que é Cristo”.

“(…) Por isso, posso exercer com liberdade minha vocação. Aliás, esse foi o motivo por que saí da Graça. Comecei a me sentir um funcionário da igreja, sem aquele algo, sem um desafio. Eu tinha o mais alto salário, carro à disposição, liberdade para pregar em qualquer lugar; todos os pastores da Graça me tratavam muito bem, eu era sempre recebido com festa. Mas não me sentia bem como executiva, com tarefas meramente burocráticas dentro de uma organização. Resolvi sair. Hoje, aprendi a lição”.

“(…) quando participei de um congresso da Assembléia de Deus portuguesa, é que não há comunhão entre a Assembléia de Deus brasileira e a de lá. O pastor Joel (filho do José Wellington [presidente da Convenção Geral das Assembléias de Deus do Brasil], esteve presente também. As lideranças portuguesas não aceitam os pastores brasileiros que são enviados para lá. Como o Brasil se tornou um exportador de missionários, maior é a rejeição. No mundo inteiro, especialmente na Europa, igrejas com lideranças brasileiras atraem apenas público brasileiro. As únicas exceções são trabalhos com negros, que são imigrantes também vindos de lugares como Cabo Verde, Quênia, Jamaica, Nigéria”.

 

*Cristianismo Hoje, A teologia da prosperidade é demoníaca (Marcos Couto), dezembro 2008/janeiro 2009, edição 8, ano 2, páginas 56-58, www.cristianismohoje.com.br

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