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Posts Tagged ‘Pastor Antônio Gilberto’

Na última vez que produzimos comentários sobre a Dake (Bíblia de Estudo Dake) não focalizamos as discussões teológicas a partir de seus comentários. A discussão ocuparia grande espaço e, portanto, deve ocorrer separadamente e de forma gradativa. Dissemos da ousadia, coragem do pastor Finis Jennings Dake de expor seus estudos, comentários ao público, embora controversos, isso já aos seus 65 anos de idade.

Penso que Dake escreveu seus comentários, que acabaram rendendo-lhe essa obra, a partir de uma visão pessoal, portanto com fatos próprios da mente humana.

Não obstante a Bíblia Dake tenha se desdobrada em uma edição acompanhada de inúmeros outros produtos, não tem a assinatura de uma associação cristã, denominação, escola ou linha teológica etc. Ela representa o resultado do trabalho individual, de um homem aplicado, em busca de profundidade daquilo que não havia unanimidade do conhecimento humano. Por trás dessa obra está a Dake Bible Sales, Inc., P. O., da Geórgia (EUA), que a editou em 1963 – a editora da Dake. Neste ano, ela deve ser editada em espanhol, ao que tudo indica, sem cortes.

No Brasil a Bíblia de Estudo Dake fora incorporada pelas editoras CPAD e Atos, tradutora da obra. O contrato teria chegado ao Brasil por meio da Atos, editora independente e que nada tem que ver com tais e possíveis contrariedades,  enquanto a CPAD é regida pelo concílio da AD e, portanto, fiscalizada por meio de conselhos.

Por ocasião da pesquisa e probabilidade de seu lançamento e alertado pela presença do que foi chamado de heresias, nos comentários dessa Bíblia, por inúmeras vezes, o diretor da Casa, pediu para que as questões mais “agressivas” e heresias fossem retiradas, mas insistiu em sua edição. Por uma, duas ou três vezes, ouvi tais orientações (sem ser consultado, pois não fazia parte do Departamento em questão, não obstante ter expressado minha contrariedade, em cima dos comentários a colegas de trabalho, sobre as divergências, quando tive oportunidade).

Sei ainda que o Conselho de Doutrina não fora consultado, assim como ocorre com as Lições Bíblicas e a maioria das chamadas obras especiais – seria mais ou menos, decisões do ‘status’ assumido pelo diretor da Casa. A prepotência é tamanha que a obra leva a seguinte informação: “As notas e os comentários são de inteira responsabilidade da Casa Publicadora das Assembleias de Deus…”. Note que não existe nomes, conselhos, teólogos ou qualquer referência teológica da denominação. No que se lê Casa Publicadora das Assembleias de Deus, leia-se Ronaldo Rodrigues de Souza.

Preocupação do presidente da CGADB

Pastor José Wellington, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), manifestou sua preocupação com a dimensão do fato, em uma das últimas reuniões no Belenzinho, Grande São Paulo. O presidente fez comentários públicos sobre a situação gerada pela edição da Dake e que a mesma deveria ser repensada.

Tentar envolver o nome do pastor Antonio Gilberto, além de maldade é ainda uma forma de esquivar-se de responsabilidade e imposição da parte dominante. O mesmo ocorre quanto a funcionários, pois a Casa não funciona pelo sistema de unidade de negócios, mas em uma única unidade. Antes, ela detinha diretores e estes sim possuíam domínios de seus respectivos departamentos. A partir da atual gestão, a casa acabou com as diretorias, transformou-as em gerências e passou a ter somente um diretor.

‘Tá’ amarrado!

A questão é que todo nepotismo acaba traindo os que dele faz uso. Ao tomar essa iniciativa, sem as devidas e estatutárias normas, a Casa assinou contrato de edição da citada Bíblia com outra editora. E agora, o que fazer? Ocorre que seria bem mais simples fosse a Casa a única responsável pela edição da Bíblia. Mas não é tão simples assim…

Qual o investimento e prejuízo da Atos em caso de quebra de contrato? Quais são as imposições contratuais com a Atos? E o prejuízo moral, político e teológico? E a humilhação imposta ao assumir a trapalhada? Além disso, a Casa Publicadora tem milhares de clientes fora do círculo assembleiano, que nada tem que ver com o desencorpar, como resultante dessa barafunda!

E mais: a Casa vendeu mais de 100 mil exemplares dessa Bíblia em apenas 3 meses. Acho que nem mesmo a BEP chegou a esse índice. Foram 4 tiragens iniciais, a partir do final do ano, que ‘sumiram’ em passos rápidos! É só fazer as contas: some 100 mil exemplares a R$ 129,90, considerando o custo (no máximo) de R$ 29,90…

Discordâncias da Dakes (I)

Já nos primeiros versículos (Gn 1.1 e 2) o comentário de Dake remete para a Teoria de GAP, chamada de brecha (espaço, abertura), a partir da tradução de que a Terra tornou-se (e não era) sem forma e vazia (“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn 1.2).

Realmente GAP deve ser visto ao pé da letra, pois caso seja esta a interpretação, fica entre os dois versículos a abertura, o buraco, uma janela cósmica, para se introduzir muitas teorias. Cabe nela até mesmo a Teoria da Evolução, a sociedade pré-adâmica, também, defendida por Dake, os bilhões de anos, defendidos e necessários à evolução natural dos seres, e assim por diante.

Lógico que Dake, em sua época, não possuía as informações que temos atualmente, dentre elas as que dizem respeito aos avanços científicos e que derrubam informações forjadas pelos defensores da evolução.

Dake toma o vocábulo era e o interpreta, a partir do hebraico hayah, como tornou-se, passou a ser, veio e aconteceu, e aí abre espaços então para um buraco sem fundo. Nele se encaixa uma outra criação (que a Bíblia teria esquecido de citar!?).

No comentário original da Bíblia, retirado pela CPAD, Dake fale em re-criar (replisc, no inglês), com a ideia de encher de novo, conforme a indicação contida no sistema refil. A interpretação indica um outro dilúvio – o Dilúvio de Lúcifer – que fez com que o cosmo ficasse envolto em água – o caos aquoso da Terra, por interferência do Espírito Opositor.

Na página 75, o comentário (3), logo na cabeça da página, diz “Encher a terra com homens, como ANTES, quando Lúcifer reinava”, relacionado a Gênesis 1.28 (o grifo é nosso). No comentário anterior (2), a Dake fala em “espécie humana”, mas na página 70, trata da “raça humana”, ideia que vai de encontro à evolução de espécies de animais (de raças). O homem não tem raça como os animais (raça de cavalo, de cachorro, de víboras…), mas foi feito único, a partir de Adão.

Minha apologia

O versículo 2 indica ainda a presença de uma poeira cósmica (“sem forma e vazia”). A Terra não possuía o formato visto depois, o globo terrestre, conforme nota Isaías: “Ele é o que está assentado sobre o globo da terra…”, Is 40.22. Portanto, os versículos 1 e 2 indicam a preparação do cenário da Criação. Já nos versos seguintes, até o quinto, após a criação da luz, temos o globo e a órbita terrestres.

“A terra, porém, estava (ou era) sem forma e vazia”, equivale afirmar que o que se via era uma poeira cósmica e o Criador prepara todo o cenário para estabelecer a própria Criação, que se vê na sequência do texto. Outros comentários dão conta de que a imagem descrita no versículo 2 indica a existência de uma massa informe, em meio ao caos aquoso.

Embora o versículo 2 afirme que “a terra era sem forma e vazia…”, o que leva muitos a estruturar a existência de grande separação entre os versículos 1 e 2, Isaías afirma: “Porque assim diz o Senhor que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia,  mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o Senhor e não há outro”, 45.18 (o grifo é nosso).

A interpretação mais discutida para explicar o espaço entre os dois versículos diz respeito à destruição da Terra, após a queda do Diabo. Isaías retrata a expulsão de Lúcifer (ou Lucifer, sem acento), que traduzido é “anjo de luz”, no capítulo 14.12-20 e Ezequiel 28.11-19. Ezequiel profetiza: “por terra te lancei”, 28.17 e Isaías diz: “porque destruíste a terra”, 14.20. Daí a explicação do versículo 2: “A terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o espírito de Deus se movia sobre a face das águas”.

Neste ponto muitos estudiosos não concordam mais com a interpretação desta parte de Isaías e Ezequiel como sendo uma alusão à queda de Satanás, pois o contexto histórico destas duas passagens diz respeito a reis e nações. Alguns acreditam que Ezequiel 28.11-19 fala do rei de Tiro e Isaías 14.12-15 ao rei da Babilônia. Os dois contextos mostram que as profecias se direcionavam as nações (Sidom, Egito, Moabe, Edom e outras). Da mesma forma Gêneses 1 e 2 é interpretada, segundo Élson Santana, como retratando um momento histórico de Israel quando estavam na Babilônia.

Na verdade, a interpretação mais provável é de que está implícita entre os versos 1 e 2 a narrativa natural da Criação. Desde o primeiro versículo até o último está contida a Criação de todas as coisas, numa sequência natural e sem interrupção.

Teoria de GAP é, primeiramente, uma hipótese (teoria) e GAP pode ser buraco, abertura, intervalo, também chamado de brecha. Indica a possibilidade de ter havido um espaço entre os versículos 1 e 2 de Gênesis 1.

Pastor Antonio Gilberto fala a O balido

Pastor Gilberto

Em entrevista ao blog O Balido, o respeitado mestre, pastor Antonio Gilberto fala de sua participação por ocasião da publicação da Bíblia Dake, pela CPAD. “Já de início, fiquei sabendo que ele está impedido de se pronunciar sobre o assunto, no que concerne a determinados aspectos da publicação da polêmica obra”, escreveu pastor Judson, pois “O Conselho da Casa se reuniu e bloqueou o assunto”.

Pastor Antonio Gilberto disse o seguinte: “Há seis anos, quando a Casa estudou a possibilidade de publicá-la em português, o projeto foi enviado para mim, como consultor, para eu dar um parecer. Eu me senti tranquilo, porque conhecia tudo sobre a Dake. Então dei o meu parecer. Eu disse: ‘Olha, a Bíblia é um manancial. É uma riqueza para estudantes, para pregadores, para pastores, para escritores. Mas faço algumas ressalvas, porque nela há alguns pensamentos intelectualistas, quer dizer, produto do cérebro humano. Há também alguns pensamentos racionalistas, da razão humana. Há também uma porção de pensamentos que são filosóficos. Mas o irmão Dake é falecido, a gente não pode conversar com ele e perguntar por que ele fez aquilo. Então sugiro que a CPAD obtenha licença para isentar a edição brasileira nesses pontos’. E, de fato, alguma coisa foi feita, mas, por razões que desconheço, passaram outras.”

Fotos: Divulgação
Artigo atualizado em 24/02/2010 às 23h15

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Sob forte presença da graça divina e manifestações pessoais de choro, línguas estranhas e almas rendendo-se aos pés do Senhor, terminou no sábado (29/8), as comemorações dos 94 anos de fundação da AD em Alagoas. De 26 a 29 de agosto, aconteceram em Maceió, as comemorações dos 94 anos da igreja e a 86ª Escola Bíblica de Obreiros e Convenção do Estado. Todos os dias, no templo-central ocorreram estudos bíblicos para obreiros, mulheres e jovens, simultaneamente. À noite, os cultos foram realizados no centro de eventos da igreja, denominado Castelo do Desfiladeiro. Pastor José “Neco” Antônio dos Santos, líder da igreja, agradeceu ao Senhor pelo investimento da igreja no local, para a realização das atividades.

Os preletores foram os pastores José Wellington, presidente da CGADB, que pregou na abertura e ensinou no dia seguinte, sobre qualidades de um obreiro; Donald Evans (EUA); Antonio Gilberto (RJ); Abiezer Apolinário e Josué Brandão (BA); Messias Santos (SC) e Angelo Galvão (SP). Os ensinos, sob o tema O perfil de um obreiro eficaz, com base em Ef 4.12, foram notabilizados pelo interesse. Os ensinos geraram a visão sobre quem e como o Senhor procura obreiros para a continuidade da obra das Boas-Novas do Reino.

Separação de obreiros

Durante as comemorações foram, sete obreiros foram separados para o ministério (evangelistas) e 164 oficiais – 129 diáconos e 55 presbíteros. Também foi apresentado o casal Fátima-Ivaldo Cruz, que serão enviados para Honduras. Eles já trabalharam como missionários na Venezuela e Argentina.

A cobertura do evento foi um fato notório. Uma mega estrutura de comunicação fora montada durante todo o evento com tevê web, jornal e um portal (adalagoas.com.br). A cobertura jornalística simultânea dos três locais, mais o culto à noite, envolveu 30 profissionais, dentre eles 6 câmeras, gruas, 4 fotógrafos e repórteres. O deputado Jota Cavalcante, filho do pastor José “Neco”, acompanhou todo o trabalho, cooperou e ofereceu todo o apoio necessário para o êxito das atividades.

Vigor nos cântico da HC

Os hinos da Harpa Cristã foram entoados pelo doutor Abner Apolinário, que esteve acompanhado de sua esposa Silone. Irmão Abner, juiz de Direito no Grande Recife, é conhecido pelo vigor que impõe quando canta com a igreja hinos da HC. O nível musical apresentado na igreja também enobreceu os louvores ao Senhor, com as orquestras Som de Esperança,Banda Harmonia Celeste e Orquestra Filadélfia. Além dos grupos da própria igreja, com harmonia e melodia acima da média, a banda da Polícia Militar do Estado participou da abertura.

Com chave de ouro

Na noite do último dia, pastor Josué Brandão pregou com base em Ezequiel 22.30 e levou a igreja a exaltar ao Senhor, chorar e a mostrar-se contrita diante da mensagem, com forte mover do Espírito Santo. Muitas pessoas receberam Jesus como salvador.

Conhecido como pregador centrado na Palavra, sem apelar para modismos e clichês, pastor Josué demonstrou muita firmeza. Seu sermão teve excelente concatenação de ideias, frases bem construídas e de forma crescente, sob a graça divina, expressa em sua exposição bíblica. Houve muito choro e pastor José Neco não escondeu o seu contentamento diante daquilo que podia ser traduzido como resposta de oração.

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