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Posts Tagged ‘pão e circo’

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O país pára e adentra os dias de farra. É uma festa popular em que os homens e mulheres soltam seus freios, divorciam do pudor, se enchem de álcool e drogas e se ‘extravasam’, como exalta o excesso Cláudia Leite, que minha netinha, de tanto ouvir a reprodução, forma de realce de uma mensagem, dizia “estrebaba!”

Esse verbo indica transbordamento, excesso ou derramar (entornar, como diz o carioca) o líquido contido em um vaso. O excesso é definido como exceder os limites comuns; abuso, e muitos aproveitam o excesso para abusar de outros, nos mais diferentes sentidos, inclusive sexual. É período próprio para exceder normas, ir além das regras, da legalidade e normalidade. Expressar comportamento desmedido, desregrado.

Manter-se em ação abusiva e de excessos sempre foi origem de problemas, como no retrato fiel do carnaval, contido de total libertinagem e expressão carnal, quando vidas são dilaceradas, lares desfeitos, famílias destruídas e muitos moços e mocinhas se entregam à prostituição e às drogas e se perdem para nunca mais se encontrarem.

Existe ainda a conotação relacionada à forma degradante, como reconhece Aurélio, ao definir carnaval como também “Mulher que se adorna com mau gosto”.

Riqueza ou luxúria?!

Carnaval, conforme o então prefeito do Rio, César Maia, em disputa com o então governador Garotinho, “… o desfile das escolas de samba é o mais importante evento cultural popular do Brasil, o que tem a maior visibilidade internacional e que é a marca do Rio”, em Garotinho critica desfile e é ironizado por Cesar, O Globo, 6/2/02, página 17.

A disputa carnavalesca entre César Maia e Garotinho, indicava, segundo declaração de Maia, que Garotinho não capitalizava o samba, se limitando a puxador de blocos, aos quais distribuiu R$ 220 mil. Garotinho não estaria dando a César o que é de César…

Um editor do mesmo jornal, de forma indireta, em resposta a uma crítica que lhe enviei, afirmou que o carnaval produz riquezas e, portanto, resultados positivos.

Na mesma página da disputa eleitoreira estava a matéria sobre a condenação do contraventor Waldemir Paes Garcia, o bicheiro Maninho, em foto no desfilando da Escola de Samba Salgueiro, enquanto um box ao lado trazia o título: Família de Castor volta ao abre-alas da Mocidade.

Castor de Andrade é outro contraventor, já falecido, enquanto seu sobrinho, Rogério Andrade, aparecia como patrono da escola. Como se nota tanto o carnaval quanto as contravenções se entrelaçam e dão espaço ainda ao tráfico de drogas e demais degenerados da sociedade. Todos geram riquezas, mas qual o custo dessa produção?

‘Pão’ e circo

Ainda na mesma edição se estampava outras facetas da educação e cultura brasileiras: Conforme a Unesco o Brasil tem o maior índice de reprovação escolar da América Latina, com 24%, enquanto o segundo pior país em educação, a Guatemala, tem 15%. O ensino primário e secundário, fonte da pesquisa, forma a base da educação e cultura de um país, dentre outros inúmeros setores públicos às traças.

Quem tem, sente vergonha ao saber que os gringos nos têm como um povinho que gosta (somente) de carnaval e futebol. O próprio Governo faz propaganda das qualidades da protuberância de “nossas mulheres” lá fora, conforme publicidade da Embratur, verdadeiro incentivo a libido rumo à exploração sexual. O governo federal, quando da visita de outros líderes mundiais, põe as mulheres, como verdadeiros produtos baratos, à mostra, na mesma situação descrita acima.

Depois vamos atrás do prejuízo, também para o inglês ver, de forma hipócrita, pois ‘combatemos’ a exploração sexual infantil numa corrida contra o próprio rabo: corta-se o efeito e provoca-se a causa… As cartilhas oficiais do MEC que o digam!

De bando a bandoleiros

Levado como a palha soprada pelo vento, “como a moinha que o vento espalha”, assim é o povão. Não tem conhecimento, não tem educação, não tem casa, não tem, não tem, não tem…

Carnaval é tempo ainda de mijar em público, de frente para a sua filha ou esposa – não interessa -, de cuspir no seu pé e de outras expressões de falta de educação, propostas libertinas básicas dessa festa.

Enquanto isso, a segurança é insegura, a saúde está doente, o Judiciário está sob custódia… Onde estão os banqueiros e a quadrilha do governo petista, que mesmo contrariando a lógica do “nosso” Direito, deveriam, para o bem da dignidade do país, estar presos, conforme perceberam os tribunais, até chegar a Brasília.

Retrata bem o carnaval Ronaldo Gonlevsky: São todos (…) mijões que enchem a cara de bebidas alcoólicas e fazem suas necessidades nas ruas, são os caminhões elétricos que colocam seu som a uma altura nociva a qualquer tímpano mediano, são os abusados supostos carentes vendedores de cerveja que teimam em empestear a orla com sua sujeirada ímpar, sem contar os outros vendedores de milho, de coco, de pipoca, de óculos, de brincos, de colares, de pulseiras, de maconha, de crack, de cocaína… (…), infernizando e tiranizando os pagadores das mais relevantes taxas de IPTU do Brasil” (Jornal Eletrônico Menorah, n. 278).

Retrato antecipado

“Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. E, contudo, também estes, semelhantemente adormecidos, contaminam a sua carne, e rejeitam a dominação, e vituperam as dignidades. (…)  Estes, porém, dizem mal do que não sabem; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem. (…) Ondas impetuosas do mar, que escumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas. (…) Os quais vos diziam que nos últimos tempos haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências. Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o Espírito. E apiedai-vos de alguns, usando de discernimento; e salvai alguns com temor, arrebatando-os do fogo, odiando até a túnica manchada da carne”, Judas 7-8,10,13, 18-19,22-23.

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Eleições:

Dúvidas, tempo resumido e divergências…

O que fazer?!

Diante das circunstâncias eleitorais, não é difícil chegar à conclusão de que todos quantos pensam, em especial os cristãos incluídos em Romanos 12 – que usam a razão – estão perplexos, senão genuflexos.

Escândalos, conduta que agride o curso normal da natureza humana, verdades que desnudam mentiras, mentiras que ocultam verdades. Máscaras tão reais, que chegam a ser teatrais, líderes cegos que veem como ninguém, pão, circo e cézares, em pleno século 21 e nos dois lados da moeda, pois conseguem fazer da política verdadeira religião. O Cavalo de Tróia não mais está às escondidas, dá cavalo-de-pau pelas ruas e atua como frilancer, como entregador de pacotes e telegramas PT, saudações!

A globalização, impulsionada pelos meios de comunicação, em especial a rede mundial, faz com que os segredos humanos não fiquem mais a sete-chaves.  

Não está tão distante a época em que as pessoas tinham suas falhas, imperfeições, descaminhos, desvios de conduta, até àquelas que agridem a natureza humana, resguardadas tanto pelo sentimento de vergonha e pudor, quanto pela dificuldade de se chegar ao círculo de sua intimidade.

Mas, de uma hora para outra, a coisa explodiu e passou a pipocar (pocar, como dizem os capixabas) casos cabeludos e de todos os lados. Até fatos que jamais gostaríamos de tomar conhecimento chegam até nós. Somente pela informação, muitos deles causam grandes males. Por isso, alguns horários de tevê deveriam manter-se às escondidas, não acessíveis aos olhos humanos, dado o seu malefício.

Das trevas à luz

Como cristãos temos ‘certa culpa’. Até à Idade Média o mundo vivia sob os ‘Séculos da Escuridão’. A elite ocultava do mundo algo primeiramente divino – o conhecimento –, não obstante a própria Bíblia afirmar que, se um povo for privado do mesmo, será alvo de escravidão.

As ‘densas trevas’ permaneceram até à Reforma Protestante. A partir desta, o mundo abriu-se a novos horizontes e ao conhecimento, antes restritos aos palácios e mosteiros. As invenções começaram a aparecer e, do século 17 ao 19, houve uma explosão de conhecimento. Nesse período, se registrou as grandes descobertas humanas.

Entretanto a Bíblia diz também que ao que é mais dado mais é exigido. O homem não administrou tão bem quanto deveria o seu desenvolvimento. A partir do Iluminismo, o homem passa a questionar o Absolutismo e convoca à discussão a Relatividade, incluindo a abrangência do domínio divino.

Esse monstro gerou o homem pós-moderno, que adotou novas filosofias existênciais, dentre elas, o alinhamento ao sistema de valores ditados pelo mercado, extrapolando os benefícios (“quem não trabalha que também não coma”) estabelecidos pelo capitalismo.

Cego em um mundo colorido

O branco-e-preto sobreviveu até à Idade Média, quando o psicodélico o arrancou de cena (ainda não fora o Psicodelismo da Revolução Cultural, dos Beatles e do LSD, o princípio das dores, digo, das drogas). Até então, todos sabiam o que uma pessoa vestiria desde o seu nascimento até à morte e ainda a cor e o número de peças de roupas.

A produção em série, imposta pela Revolução Industrial engrossou a alteração dos conceitos humanos e, desde então, a corrida em busca do vil metal, da disputa de mercado e do espaço de cada um, deixou a oração do Pai Nosso distante, à rabeira.

O pai passou a ser individualizado e o pão – tanto no aspecto humano quanto no espiritual (o Pão da Vida), deixou de ser prioridade. Ninguém mais vive de pão! Hoje é xisburgue – mais sofisticado –, o cada-dia, a subsistência diária, deu lugar a todos os dias e emplacou a ansiedade, por causa do amanhã! A doxologia deixou de estar no início e ainda sumiu do final da oração.

Inferno Celestial

Por fim, ficou do jeito que o Diabo gosta. As coisas temporais suplantaram em valor real o das eternais. Então o SER deu lugar ao TER e até nas igrejas, esse fenômeno entrou disfarçado de Teologia da Prosperidade, depois apelidado de Triunfalismo (à moda dos generais romanos) e, por fim, a Confissão Positiva – todos filhos de uma única mãe – a Grande Mãe, Paraíso Terrestre.

Antes a riqueza humana era medida pela honra. O rico tinha honra; o pobre também. Os dois se igualavam, pois a medida de valores era a mesma. Não se usava posses temporais, mas o SER. Quando o TER passou a ser o meio de medir a grandeza humana, implantou-se a derrocada humana.

O golpe que o Inimigo tomou em sua cabeça no Éden, tenta devolvê-lo ao homem, na tentativa de extrair-lhe a capacidade de pensar. Por fim, ele tenta conduzi-lo à eugenia (de Eugênia, a mulher perfeita). Contudo, a perfeição é divina e jamais o homem a alcançará, senão por Ele, “sendo de novo gerados” e não pela eugenia. Para que os ideários pudessem dar certo, a Mente Milenar traçou caminhos, sem pressa.

Quem é quem?

Antes era simples saber quem era quem. As coisas eram mais simples. Os assuntos se resumiam na mesma lentidão do dia-a-dia de então. As pessoas, no final do dia, postavam-se a conversar entre vizinhos, enquanto o tempo passava lentamente. Porém, atualmente, os assuntos são segmentados e preenchem todos os espaços ainda roubam o tempo do homem, que some tal qual fumaça.

Hoje, o mesmo sistema que provoca conhecimento, por meio da informação é o mesmo que oculta a verdade. A mentira passou a ser um produto indispensável do cotidiano. Tudo é relativo e a própria verdade deixou de ser absoluta.

Porquanto, o indivíduo em quem você confiava até então, não mais é o mesmo. O sentimento de TER em detrimento ao SER chegou até ele também.

Some-se a isso a privação de bolsões humanos que são mantidos distantes do conhecimento – os miseráveis. Estes servem de laboratório para tudo e todos. Já os ricos, que souberam aproveitar o TER com excelência, são indiferentes, pois seja como for, eles sempre serão os dominadores. Como alguém já disse: “Os que dominam os governos são os que têm o domínio econômico em suas mãos”.

Você paga-o-pato

Quem paga-o-pato? Os que pensam, a classe média, que deve ser banida da sociedade, como se tenta hoje, e os racionais de Romanos 12. Estes estão na contramão do sistema. Sabem de tudo, por terem acesso ao conhecimento e à informação, mas sua voz não tem força para romper o próprio círculo. São vozes no deserto e eco nas metrópolis.

Diante de todo esse quadro você não consegue vislumbrar pessoas compromissadas com a vontade de romper com o sistema, pois isso é suicídio laborial. Para a maioria, melhor e mais lucrativo é alinhar-se ao sistema e dele tirar o seu quinhão. Embora passe a SER menos, consegue TER mais. E este é o valor de medida de riqueza atualmente.

Em quem votar? Sei em quem e em quais partidos não devo votar, mas daí a conhecer tudo, nesse emaranhado de informações, onde se aninham bons e maus, acho que nem mesmo eu sei! O conhecimento e a informação não bastam. Entretanto, como não podemos nos omitir, pois do mundo somos sal (que não deixa apodrecer) e luz (que não permite obscurecer), devemos ajuntar as informações, discutir as propostas, encontrar posições definidas e, depois de analisar o que realmente estamos buscando, buscar um start dos Céus e apertar o clik.

Lembre-se: o tempo que passa não volta mais… Ponhamos-nos de joelhos para, depois, andar de pé, sem constrangimentos, algemas e mordaça!

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