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Posts Tagged ‘em ou nas águas’

TEXTO BÍBLICO  “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”, Mt 28.19-20.

Batismo forma, com a Ceia do Senhor, as duas Ordenanças, que o Senhor preestabeleceu à Igreja. Ele indica a iniciação do crente nas fileiras cristãs. Ele é símbolo de sepultamento, da morte do velho homem e também do renascimento do novo ser em Cristo – da semente humana, para a semente espiritual: – “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” e “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos”, Rm 6.4 eCl 2.12.

E sobre a semente plantada pelo renascimento do Espírito no homem, para britar no homem a Vida de Cristo, está escrito, que a semente é a Palavra, conforme Lucas 8.11 e como Paulo esclarece:

“Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual. Assim está também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o natural; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu”, 1Co 15.42-47.

Ilustração do batismo

A indústria de lã e as diversas cores de tecidos oferecidas faziam de Sardes o orgulho da região. A tintura de roupa, usada como um costume entre os gregos ilustra o termo batismo, que é mergulhar a peça na tintura e tirá-la já transformada em outra cor. Daí a definição de batismo, do grego baptismós e significa mergulho, imersão. A tintura preparada servia para mudar o aspecto do tecido.

PEDOBATISMO – O Batismo de Crianças

Não se tem na história da Igreja, conforme a Bíblia, o registro de batismo de criança. Temos o de batismo de homens e mulheres, portanto adultos, mas não há relato de crianças, conforme Atos 8.12: “Mas, como cressem em Filipe, que lhes pregava acerca do reino de Deus, e do nome de Jesus Cristo, se batizavam, tanto homens como mulheres”.

A discussão sobre o batismo de criança teve início no tempo dos Pais da Igreja – após a era Apostólica (que foi até João, por volta de 96dC). Orígenes (185-254dC) defendia essa prática, mas Tertuliano (160-220dC) era contra e dizia:

– Deixe, portanto, que venham depois de mais crescidos, e então poderão aprender a ser ensinado quando devem vir, deixe-os tornar-se cristãos quando tiverem a capacidade de conhecer a Cristo.

O batismo constitui-se sinal exterior de conversão, mas também a declaração pública do compromisso da pessoa como membro do Corpo de Cristo – a Igreja.

A contrariedade quanto ao batismo de criança está também em Marcos 16.16, que indica decisão: “quem crer e for batizado…”. Portanto uma criança não toma decisão, muito menos um bebê.

BATISMO POR IMERSÃO

Por outro lado, o batismo por aspersão é prática do catolicismo romano e seguido por algumas igrejas protestantes (tradicionais).

Teriam como base o Didaquê, um pequeno compêndio de instruções cristãs, mais para apostila que propriamente livro, conforme visão atual de sua possível composição foi usado até a composição da Bíblia Sagrada, com o cânon do Novo Testamento, no século 4.

Até então só existia as Sagradas Escrituras, nome do Velho Testamento aos judeus, enquanto Bíblia Sagrada corresponde ao nome usado por cristãos. Até então a Igreja usava as cartas e epístolas, que eram trocadas entre as igrejas.

O Didaquê indicava que o batismo:

                     – Só era realizado após ministração dos ensinamentos e em nome da Trindade;

                     – Em água corrente e fria (de preferência). Em rio por causa do símbolo da dispersão do pecado,  levado (por símbolo) pelas águas e também por causa de a água de  rio ser fria, quando o batizando levaria um choque, simbolizando a mudança de vida.

                     – A instrução (discipulado) durava provavelmente anos;

                    – Quando ia se batizar o candidato deveria jejuar, assim como os irmãos que participavam da ordenança, também era aconselhado a fazer o mesmo;

                    – Devia ser antecipado por uma vigília de oração;

                     – E no dia, o candidato era entrevistado e teria de dar provas de sua fé.

Como vemos em Atos 8.38, tem-se a ideia clara de que o batismo era realizado por imersão: “E mandou parar o carro, e desceram ambos à água, tanto Filipe como o eunuco, e o batizou”.

O batismo católico romano se efetiva pelo derramar água sobre a cabeça e tem efeitos especiais, que fogem à orientação ou doutrina bíblica, pois indica 1) adoção (algo que ocorre quando a pessoa recebe Jesus Cristo: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”, Jo 1.12; 2) a pessoa é incorporada a Igreja e 3) transforma o batizando em herdeiro do Reino, além de santificá-lo, transformação efetivada pela Palavra.

BATISMO IMPLICA CONVERSÃO

Diferente da Velha Aliança com Moisés, em que a ligação ocorria pela circuncisão, na Aliança de Cristo a ligação ao Corpo (a Igreja) ocorre por meio do batismo – prova da firmeza da crença e fé em Cristo: “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos”, Cl 2.12.

IDADE PARA O BATISMO

Aceita-se a Idade de Iniciação do Senhor (no Templo entre doutores da Lei: “E, tendo ele já 12 anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa (…) … o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os”, Lc 2.42,46, como a mínima para o batismo.

Essa idade tem que ver com o término da fase de criança para a de adolescente, enquanto os judeus adotam a idade de 13 anos, quando o menino é circuncidado

BATISMO É O SÍMBOLO DO INGRESSO AO CORPO – A IGREJA

“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito”, 1Co 12.13.

É sinal de início da vida cristã e de forma pública a igreja se reúne e dá testemunho e recebe com amor o novo membro, além de indicar o ingresso à comunhão com o Corpo, por meio da Ceia.

Ilustração da purificação para a comunhão

Entre os essênios havia um cerimonial de purificação que consistia no acesso a um tanque de água, provido de escada, em que o membro da comunidade usava para banhar-se como forma de purificação.

Todas as vezes que iam para a refeição – sempre em comunidade –, antes acessavam ao tanque para a purificação. Só depois então sentavam, em comunhão e comiam juntos. Quem se achava impuro, não podia banhar-se e, por consequência, não podia sentar à mesa e ficava sem a refeição.

Ministração do mesmo

Imagem

Irmãos na AD em Arequipa (Peru) aguardam para serem batizados no tanque batismal dentro do templo (3 junho 2012) 

Segundo pastor Antonio Torres Galvão, em seu artigo A doutrina dos batismos (1a quinzena de janeiro de 1937, pág. 5), conforme já citado, reflete a tradição bíblica, histórica e assembleiana ao afirmar ser o batismo cristão descrito em Mateus 28.19, ser “o rito de iniciação na Igreja de Cristo. Foi instituído pelo próprio Salvador. É de caráter universal, como o é toda a doutrina de Jesus, e é administrado pelos “bispos”, “anciãos” ou “presbíteros”, aos convertidos ao Senhor…”.

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