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ISABEL SACO
da Efe, em Genebra

Relatório apresentado nesta sexta-feira pela ONU (Organização das Nações Unidas) indica que a freqüência dos desastres naturais relacionados à mudança climática está aumentando. O documento compara a média atual com a média registrada entre os anos de 2000 e 2006.

Das 197 milhões de vítimas por desastres naturais, 164 milhões foram por inundações.

A Ásia foi o continente mais afetado pelas catástrofes naturais, sendo cenário de oito dos dez maiores desastres do ano passado –incluindo seis inundações.

As inundações foram os únicos desastres que aumentaram de maneira significativa, registrando-se 206 só no ano passado. Nos últimos sete anos a média foi de 172.

O país mais afetado por mortes foi Bangladesh, com mais de 5.000, seguido da Índia (1.103), Coréia do Norte (610), China (535) e Peru (519), segundo o relatório, que foi elaborado pelo Cred (Centro de Pesquisa da Epidemiologia dos Desastres), organismo que tem sede na Bélgica.

A região asiática concentrou 74% das mortes, seguida do continente americano, com 12% — afetado pelo terremoto que sacudiu o Peru em agosto do ano passado e pelas tempestades tropicais no Caribe –informou o diretor do Cred, Debarati Guha-Sapir.

O número de vítimas mortais, no entanto, foi menor em 2007 –16.517 mortos– diante da média de 73.931 registrada entre 2000 e 2006.

Os EUA, com 22 catástrofes naturais em 2007, foi o país mais afetado, seguido da China (20), Índia (18), Filipinas (16) e Indonésia (15).

O especialista afirmou que o impacto das mudanças climáticas na incidência de catástrofes naturais é provado pelo aumento de inundações, furacões e tempestades tropicais, claramente influenciadas pelo fenômeno planetário.

“A tendência atual é consistente com os prognósticos do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), e a Ásia e a África do Oeste já estão sofrendo inundações mais severas e seguidas”, comentou, ao se referir à equipe de cientistas que estudam o fenômeno por encomenda da ONU.

Guha-Sapir também disse que existe a possibilidade de doenças infecciosas –como dengue e leptospirose, transmitidas, respectivamente, por mosquitos e ratos– se expandirem nos próximos cinco anos, conforme aumenta a incidência das enchentes. De acordo com ele, é possível que estas doenças cheguem, inclusive, à Europa e aos EUA.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u364978.shtml

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