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Ministros no culto de abertura ontem à noite, no Grande Templo, em Cuiabá

Nem todos os casos de divórcio deverão ser acatados pelas Assembleias de Deus no Brasil. Pastores discutem o tema desde a manhã de hoje, no Grande Templo em Cuiabá, na 40ª AGO (de 12 a 14 de abril). A decisão proposta pela Comissão Especial sobre Divórcio, deverá ser apreciada pelos convencionais e a principal é acatar a separação somente em casos de infidelidade conjugal, conforme preceitua a Bíblia. A decisão vai abraçar também casos que envolvem ministros.

O artigo 1º do ante-projeto de resolução, apresentado pela Comissão, diz que “A CGADB só reconhece o divórcio no âmbito ministerial de seus membros, nos casos de infidelidade conjugal, previstos na Bíblia Sagrada e expressos em Mateus 5.31-32 e 19.9”. Também diz que as convenções regionais deverão esgotar todas as possibilidades de reconciliação.

O segundo ponto mais polêmico diz respeito à união estável. “A CGADB não reconhece, no âmbito ministerial de seus membros, a situação de união estável”, pois entende que, além das implicações bíblicas, que proíbe tal forma, a Constituição brasileira, em seu artigo 226, estabelece que a união estável é prevista somente para casais, isto é, homem e mulher.

No caso do divórcio, a Comissão orienta a não se discutir o divórcio sob a ótica legal, pois para isso existem as leis seculares, mas sob o ponto de vista bíblico.

Parte-se da premissa de que o casamento é indissolúvel, pois “o que ajuntou Deus não separe o homem”, conforme Gênesis 2.18,24. O caso expresso na Bíblia diz respeito ao término da união, em função da infidelidade conjugal de um dos cônjuges.

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