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Posts Tagged ‘catolicismo romano’

O Evangelho chegou ao Brasil a partir dos huguenotes, depois da instalação da expedição de colonos franceses, sob o comando do vice-almirante francês Nicolau Durant de Villegagnon, em 10 de novembro de 1555. Instalou-se na Ilha de Serigipe, que depois recebeu o seu nome, local onde atualmente está o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Ele foi enviado ao Brasil, para fundar um domínio francês chamado França Antártica, com permissão do Rei Henrique II.

A ideia inicial era a construção de um refúgio aos perseguidos huguenotes. O vice-almirante escreve a Calvino e pediu o envio de obreiros-missionários para implantar uma obra cristã no Rio. O objetivo principal da solicitação a Calvino, era para manter a paz e segurança, uma vez que a primeira leva trazida por Villegagnon havia causado revolta e insubmissão, com acusações ao vice-almirante.

Calvino enviou 14 crentes, com dois pastores e um estudante de Teologia, que trabalharia como repórter-historiador. Dentre eles estavam Pierre Richier, 50 anos, ministro do Evangelho e doutor em Teologia,  Guilhaume Chartier, 30 anos, também ministro, e o estudante Jean de Lery. O grupo veio ao Brasil para estabelecer a igreja cristã. Com eles, além de 800 soldados, havia mais 200 artesãos.

Evangelho de Cristo no Brasil

1557 (7 de março) – Chegam ao Brasil os primeiros missionários cristãos, enviados por João Calvino e sob orientação dos pastores franceses Pierre Richier e Guillaume.

1557 (10 de março) – Primeiro culto nas Américas. Com a chegada da segunda expedição de colonos franceses, realizou-se o primeiro culto nas Américas, também na mesma ilha, dirigido pelo pastor Pierre Richier. Ele leu salmos 27.3-4, como base de seu sermão. Eles cantaram o Hino salmo 5.

1557 (21 de março) – Realizou-se a primeira Ceia do Senhor celebrada no domingo.

Perseguição

Depois da instalação dos enviados por Calvino, o Pai do Presbiterianismo, Villegagnon mudou de lado e passou a persegui-los. Muitos foram presos e outros fugiram. Todos foram declarados hereges – motivo de morte –, após terem se declarado cristãos por escrito, como fez Jean du Bourdel, e foram presos no forte da ilha no dia 8 de fevereiro de 1558. Outros colonos perseguidos fugiam em embarcações de índios, como Le Balleur, que conseguiu chegar a São Vicente (atual São Paulo).

O navio francês Jacques, após aportar na Bahia de Guanabara, no dia 4 de janeiro de 1558, levou de volta os huguenotes, que fugiam da perseguição de Villegagnon. Este, embora francês, traiu seus compatriotas, por meio de acordo com a Coroa Portuguesa e catolicismo romano, que, por sua vez, temia perder o espaço religioso. Cinco dos huguenotes não puderam partir. Foram declarados espiões. Entre eles estava Jean le Balleur.

No dia 9, os quatro foram amarrados. Um deles, André la Fon, retratou-se e foi poupado. Os outros três, Jean du Bourdel, Matthieu Verneuil e Pierre Bourdon foram estrangulados e lançados ao mar na Baía de Guanabara, no penhasco ao norte da ilha.

Perseguição aos cristãos

Como estratégia para expulsar os franceses, Portugal acabou fundando em 1565, por meio de Estácio de Sá, a cidade de São Sebastião (atual Rio de Janeiro), em 20 de janeiro de 1955 – daí o nome.

Além da expulsão dos franceses, Portugal, ligado ao catolicismo romano, estava preocupado com a implantação da Igreja cristã, por meio dos huguenotes, ocasionando a fundação do Rio.

Estácio de Sá morreu na luta em 1567 e seu tio Mem de Sá saiu da Bahia, para assumir o comando, enquanto Jacques le Balleur, que estava preso na Bahia, foi transportado para o Rio, onde fora morto.

Mem de Sá concluiu a expulsão dos franceses e enforcou Belleur, no Forte Colgny. A derrota dos franceses se deu em função da traição e perseguição de Villegagnon, fazendo com que muitos franceses fugissem, enfraquecendo o número de defensores da ilha

.tortura

Anchieta matou um cristão

Os huguenotes foram simultaneamente perseguidos pelo catoliscismo romano, por motivos obvios, por meio também de Anchieta. Em um dos casos, o carrasco, por não demonstrar muita habilidade com a atrocidade e deixar um cristão-huguenote em agonia, recebeu a interferência do padre Anchieta, que quis demostrar “como se mata um herege”. As informações da perseguição da Igreja Católica aos cristãos estão registradas na Biblioteca da Marinha, no Rio.

A mais cruel perseguição  aos cristãos (evangélicos) ocorreu durante a “santa” Inquisição. Somente na Noite de São Bartolomeu, mais de 100 mil crentes (chamados pejorativamente de huguenotes) foram mortos na França. Casos semelhantes aconteceram em várias partes do mundo.

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A origem das celebrações juninas remonta aos antigos rituais pagãos. No Hemisfério Norte, o mês de junho é o período de solstício de verão. Nessa época, especialmente nos dias 21 a 24, egípcios, sumérios, romanos, bascos e celtas invocavam a fertilidade através de rituais a deuses.

Na mitologia romana, pagãos prestavam culto à deusa Juno, cujos festejos eram denominados junônias, adaptado no Brasil para junina. Os primeiros registros por aqui datam de 1603, pelo frade Vicente do Salvador, que ressaltou o fato de os índios aceitarem de bom grado o dia de “‘São João Batista’, por causa das fogueiras e capelas”.

DEUSES REDUZIDOS A SANTOS

Os historiadores registram que os rituais de colheita e fertilidade eram tão fortes na Idade Média que a Igreja Católica Romana resolveu aproveitar a festa, adaptando-a para seu calendário. Ela foi trazida ao Brasil pela colonização portuguesa. A quadrilha e o mastro são elementos do ritual pagão que permanecem até hoje.

Já o culto pirolátrico, próprio da festividade junina, teve início em Portugal, onde antigamente acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha a finalidade de espantar o Diabo e seus demônios na noite de “São João”.

Os fogos de artifício e as fogueiras são formas de culto da antiguidade, ovacionando as imagens. Mas, por trás delas estão os ídolos. Paulo afirma em 1Coríntios 10.19 que o ídolo não é nada, mas o que o venera, se oferece aos demônios e o cristão não pode se envolver com isso.

MALES

Além de conterem o elemento idolátrico, os fogos são perigosos e extremamente poluentes. “Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Déli, Índia, mostrou que fogos de artifício disparados no país em uma festa nacional no ano passado liberaram grande quantidade de ozônio. Esse gás é tóxico e apenas beneficia a vida na alta atmosfera, onde reflete os raios ultravioleta do Sol. O trabalho está publicado na revista Nature”(Folha de São Paulo, Ciência, A6, 28/6/2001).

No Brasil, o uso de fogos de artifício aumenta consideravelmente em junho e julho, em virtude das comemorações dos romanistas a seus santos protetores. Muitas pessoas têm sido mutiladas pelo manuseio do produto, enquanto balões têm causado inúmeros incêndios. A prática dos balões, tão comum nessa época, se vincula à ideia de que, se este subir sem nenhum problema, o desejo de que quem os soltam será atendido. Caso não suba, seria azar.

SINCRETISMO

Em várias regiões do país, com ênfase no Nordeste, religiões como o candomblé homenageiam os orixás, misturando suas práticas ao ritual católico romano, com a ocorrência do o sincretismo. Não é raro ver nessas festas rodas de pagode, música funk, barracas de comida e bebidas variadas. Na Bahia, a festa de Santo Antônio é confundida com a de Ogum, um ídolo guerreiro da cultura afro-brasileira. Contudo, em especial neste Estado, o catolicismo romano mistura-se com a Umbanda e Candomblé, religiões espíritas, sem nenhum constrangimento.

Alguns grupos evangélicos, desavisados, participam dessas festas populares. Outros vão além e, sob alegação de arrecadar fundos, organizam suas próprias festas, `santificando-as`a repetir o que o pecado do catolicismo romano na Idade Média. Há ainda quem argumente que é melhor ter uma festa junina nas dependências da igreja do que permitir os novos convertidos participarem dela fora. “Isso é muito perigoso, porque a igreja começa a imitar o mundo”, rebate o apologista Paulo Romeiro.

Já o apologista Natanael Rinaldi alerta que a mistura de costumes religiosos, impróprios à luz da Bíblia, pode levar ao envolvimento com práticas herdadas do paganismo, como denunciou apóstolo Paulo: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios”, 1Co 10.20.

Comer as iguarias características dessas festas pagãs, tais como milho cozido e pipoca, não é problema, desde que não sejam aquelas oferecidas aos “santos-ídolos”, com objetivo religioso e participativo. Porém, quando oferecidas aos santos-deuses católicos romanos tornam-se sacrifício a ídolos, condenado pelo cristianismo.

PROFANO X SAGRADO

Quando não separamos o sagrado do profano de forma consciente, conforme Paulo ensina em 1Coríntios: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus e não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do SENHOR e o cálice dos demônios: não podeis ser participantes da mesa do SENHOR e da mesa dos demônios” (1Co 1.20-21), pecamos.

Apóstolo dos gentios, portanto, com autoridade para falar dos cultos idolátricos, próprios dos povos não judeus, embora reconheça que tais ídolos venerados não são nada, alerta que a permanência do convertido a Cristo na prática de comer comida oferecida aos mesmos, torna-o contaminado (1Co 8.7) e o SENHOR fala, na oração de Mateus 6, dos costumes próprios de festas juninas com suas rezas (repetições): “…não useis de vãs repetições, como os gentios” (Mt 6.7).

 

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