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Posts Tagged ‘Bíblia’

Somos do ponto de vista teológico resistente ao Liberalismo, de ideias progressistas que levam ao distanciamento das bases bíblicas e fortalecem o agnosticismo. A preocupação aumenta mais porque a História tem mostrado que as principais oposições à Palavra partem sempre de entre nós, dos de casa, pois os principais teólogos liberais e agnósticos são protestantes.

Resisti ao máximo para não tecer comentário sobre o assunto, que trata da edição da Bíblia de Estudo Dake, pela CPAD, por motivos fáceis de qualquer um compreender. Porém, dado à gravidade do fato, tendo em vista a época, o crescente Liberalismo e mais uma série de ismos, próprios do Final dos Tempos, não tive alternativa.

Na editora ouvi discussões sobre o assunto e ainda a manifestação de preocupação por pessoas do setor de edição, quando a publicação da citada Bíblia chegou a ser cogitada. O alerta dizia sobre as contradições expressas em seus comentários, notadamente heréticos. Embora tenha lados positivos, os negativos imperam e a torna imperfeita.

Relativismo

Por que a preocupação? Há riscos? Bem, é importante afirmar que a editora, após a publicação na internet das falhas na versão original, divulgou ter retirado tais agressões doutrinárias, da ´versão brasileira´. Portanto a nota autentica as afirmações divulgadas na web.

Por outro lado, existem os oportunistas para explorar a falha, mas isso não desmerece o fato em si, uma vez que se trata de arranhão à doutrina esboçada pelas Assembleias de Deus. Essa contradição teria sido suavizada se a editora tivesse, além da exclusão dos pontos heréticos, inserido na edição, nota de esclarecimento sobre os pontos controversos, pois a Bíblia diz que é “Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova” (Rm 14.22).

A grande questão é que estamos diante da hercúlea ameaça do Relativismo. Tudo agora, ao homem natural, é relativo. E esse é o grande mal. Após o Iluminismo, a razão passou a ameaçar a fé e o Século das Luzes quis enfrentar o “Pai da Luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg 1.17). Desde então, a Verdade Eterna passou a ser vista como Relativa e não Absoluta, como permanece, e o Deus exposto nos comentários da Bíblia de Dake é relativo, pois é apresentado como homem.

Depois que o Ocidente assumiu filosofias orientais, a partir de Bruce Lee, hoje se prega o equilíbrio de forças (energias) positivas e negativas, o bem e o mal. Ensinam que o homem viverá bem e alcançará o zênite, se conseguir o equilíbrio, sem precisar divorciar-se de um dos lados. É o que a Nova Era chama de convergência para a harmonia. Para chegar ao Bem, a pessoa precisa também aceitar o Mal. É ainda a doutrinação da esquerda, em busca de um mundo bom para todos, sem distinção de sexo, sexualidade, etnia, religião, classe social…

O enfrentamento dos Cambistas

Jesus jamais aceitou esse tipo de troca (permuta, barganha, câmbio), conforme lemos na questão dos cambistas no Templo. O que eles fizeram era realmente algo promissor, pois os judeus não precisariam mais carregar animais pelas estradas poeirentas rumo ao sacrifício no Templo, em Jerusalém. O câmbio no próprio Templo, entre moeda e animais para o sacrifício, mostrou-se avançado para a época e humanamente ´tremendo’. Porém, o que se via era um mercado sedutor, que rendia muito aos sacerdotes. Estes, de olho no lucro, faziam vistas grossas quanto às exigências divinas de pureza dos animais, que passaram a constituir simples produtos lucrativos, enquanto a exigência do Consumador do sacrifício fora negligenciada.

Nunca de uma mesma fonte jorra água doce e salgada (cf Tg 3.11-12). Este é um argumento que usamos para refutar a doutrina espírita. Segundo ela, um mesmo espírito pode ser bom e mau, pois todos são desconhecidos. Mas a base da vida cristã firma-se na pureza e, portanto, reprime a mistura. Israel sofreu muito no deserto por causa da mistura ocasionada pelo “populacho”, que seguiu com eles, desde o Egito.

Quando Satanás quis negociar com o Senhor chegou a usar a Bíblia (cf Lc 4.10), porém, o Senhor disse-lhe: Retro Satanás! Jamais Jesus quis conversa, construir comentários, trocar ideias, dividir espaço, procurar saber se porventura havia algo aproveitável etc… simplesmente estabeleceu: Para trás!

Diante de tais fatos é preciso deixar claro: Essa Bíblia tem heresias ou não? A confirmação deverá ser seguida da ética cristã, como na referência do livro Comentário Bíblico Pentecostal (CPAD), em que “a carta de Tiago foi reconhecida como um exemplo de ´paraenesis´ religiosa, isto é, de ensinamentos éticos arraigados – crenças e valores religiosos”.

Ainda segundo o livro, “O maior objetivo de Tiago era mudar o comportamento de seus leitores através da condenação das más obras (chamadas de ´pecados de comissão´ pelos teólogos mais recentes) e até a identificação da omissão de alguém quanto a realizar boas obras (4.17, mais tarde chamada de ´pecados de omissão´). Ele identifica a raiz do problema e considera esse comportamento como estando relacionado à ´sabedoria´… Faz um contraste entre a sabedoria que é ´terrena, animal e diabólica´ que leva a uma atividade pecaminosa, com a ´sabedoria que vem do alto´, que leva a um comportamento que lembra o que Paulo chama de ´fruto do espírito´… Se os crentes desejam conseguir viver de forma agradável a Deus, não só pelo que evitam fazer, mas também pelo realmente fazem, deverão ter essa sabedoria celestial ao invés de uma sabedoria terrena”.

Obras não canônicas

Temos ainda, dentro desse mesmo ponto de vista, as obras apócrifas (não canônicas) surgidas durante o período da Igreja Primitiva. Inúmeras delas continham boas informações, ensinos, mas eram contidas também de heresias. Este “pequeno tropeço” foi o bastante para que tais obras não fossem reconhecidas como inspiradas. Todas foram descartadas, proibidas e banidas do seio da Igreja. Esta foi a forma de preservar a Igreja de ensinos heréticos e de “pequenos” desvios, que hoje, possivelmente, seriam hercúleos.

Como editora de confissão religiosa, a CPAD deve submeter-se aos padrões da própria denominação. Ser vista como detentora de tal doutrina e portar-se como referência na oferta de produtos de ideário igual ou de semelhança assembleiana.

Raposinhas

Dentre os produtos que ressaltam tais referenciais figura o livro Cristianismo em Crise de Hank Hanegraaff, editado pela própria CPAD. O subtítulo do livro alerta: “Um câncer está devorando a Igreja de Cristo. Ele tem de ser extirpado”. No capítulo que trata sobre Bíblias, Hanegraaff chama a atenção para as Bíblias recheadas de heresias como a Tradução do Novo Mundo (New Word Translation, das Testemunhas de Jeová) e cita outras “de qualidade questionável, que não recomendamos, como… a Dake´s Annotated Reference Bible” (nome em inglês).

Hanegraaff diz ainda: “Talvez a pior coletânea de falsos ensinos seja a popular Dake´s Annotated Reference Bible. ´Deus… vai dum lugar para outro num corpo como o de todas as outras pessoas´, diz Dake. Ainda sobre Deus, Dake afirma que Ele é apenas um ´ser de tamanho ordinário. Ele usa roupas… como… descansa… habita numa mansão, numa cidade localizada num planeta material chamado Céu”.

Sobre Jesus “Logo na primeira página do Novo Testamento, Dake escreveu que Jesus `tornou-se o Cristo, ou seja, o Ungido, 30 anos depois de ter nascido de Maria`. Ora, qualquer pessoa que tenha cantado ou ouvido algum hino de Natal com fundamento bíblico está familiarizada com o trecho de Lucas 2.11, que diz: `Pois na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.

De volta ao curso

Embora lamentável, sabemos que medidas satisfatórias serão tomadas para eliminar tal discrepância. Isso deve ocorrer a partir da análise do Conselho de Doutrina e do de Apologética, liderados, respectivamente, pelos nobres pastores Paulo Freire e Esequias Soares, convocados pelo presidente da CGADB, pastor José Wellington, para análise crítica da obra.

Cremos que não existiu a intenção deliberada de trilhar por caminhos “estranhos” à doutrina bíblica e solapar o crédito construído nestes 100 anos. Entretanto, não acredito que a simples reedição da obra, o que a editora faz agora, seria o suficiente para corrigir os erros tanto da Bíblia quanto da iniciativa de editá-la. Isto porque valores humanos, temporais, financeiros e de terceiros, influenciadores de forma indireta, jamais poderão exceder aos eternos, pois são infinitamente menores e efêmeros.

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Já fora dito que “se o Diabo não existe tem alguém fazendo o seu papel e muito bem”. “Deus da Bíblia é má pessoa’, diz José Saramago”’, da France Presse, em Lisboa, 21/10/2009 – Folha

Caso o escritor português fosse realmente ateu, certamente diria:

– Sou ateu, graças a Deus!

Ora, assim como tantos outros, as agressões ao Criador não refletem a real crença dos ditos ateus; são indicações claras de amargas frustrações. E por que atacar justamente a Bíblia se ela não representa realidades?! É simples: o ateísmo tornou-se uma das mais célebres religiões do homem pós-moderno!

Lógico que, muito esperto, Saramago levantou a polêmica para estabelecer o marketing de seu livro. Essa foi também a notável estratégia percebida pelos católicos romanos, ao afirmaram ser uma “operação publicitária”.

É a primeira falha em seu caráter, uma vez que sua crítica tem alvo e lança para o interesse tão somente pessoal: “O escritor português José Saramago, prêmio Nobel de Literatura em 1998, voltou a criticar a Bíblia nesta quarta-feira, reavivando a polêmica levantada por seus comentários por ocasião do lançamento de seu novo livro, Caim“.

Em segundo, ele tenta destacar a Bíblia como livro exclusivo e não inclusivo, o eu não corresponde à realidade exposta e experimentada por sua validação pela criatura, pois “… o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza…” (1Ts 1.5).

Por certo, seu romance poderia ter outro personagem que não fosse bíblico, caso não houvesse tanta importância como ele tenta impingir. Estratégia de marketing?! Obvio! De português diríamos que ele se mostra bom professor, remetendo para “o aprendizado” lançado às ex-colônias que, no Brasil, sua atitude é identificada por malandragem. Sua súcia está acobertada pela fama.

Além de coexistir com o engano ele quer enganar a quem?

Depois, é importante saber que as Sagradas Escrituras não constituem livro para o uso exclusivo de grupos, nação ou tão somente para contemplar a cultura judaico-cristã. A Bíblia retrata o Criador e a criatura e, portanto, toda a humanidade.

Ao contrário do que fez, a Bíblia deveria ser elogiada por sua independência editorial, ao produzir comentários abertos de pessoas que tiveram práticas condenáveis. Por outro lado, ela ainda tem fim pedagógico. Todos os erros registrados foram expostos e tiveram duras penas, dentro do conceito da causa-efeito, conforme estabelece a Lei da Ceifa, expressa na Bíblia: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. O plantar é facultativo, mas o colher é obrigatório. E isso vale para todos os humanos e não somente para o cristianismo, como ele pretende mostrar.

Se o Livro Sagrado fosse exclusivo, ressalvando as questões existenciais não resolvidas e que levaram Saramago a ser tão ácido e opositor ao Criador – literalmente um diabo – o escritor teria razão. “Sou uma pessoa que gera anticorpos em muita gente, mas não ligo. Continuo fazendo meu trabalho”, diz.

Ocorre que o propósito da revelação bíblica é claro: Não faça igual para não ser punido.

Também porque Deus não trata ninguém com exclusividade. Ele está dirigindo-se às suas criaturas, sem distinção e independente de aceitá-lo ou não. Nisto, para Ele não existe barreiras étnicas, fronteiras de nações, condições sócio-econômicas ou políticas.

E mais: a liberdade da qual diz usufruir, emana da Graça divina, que estabeleceu o livre arbítrio ao homem (c/ref Gn 11.6): “Às vezes dizem que sou valente. Talvez seja valente porque hoje não há Inquisição. Se houvesse, talvez não teria escrito este livro. Me apóio na liberdade de expressão para poder escrever”.

Obs.: A Inquisição jamais pertencera à Igreja, senão do catolicismo romano e tampouco fora divina.

Por fim, podemos afirmar que a agradável e bela experiência que emana do entusiasmo (literalmente cheio de Deus), jamais poderia ser percebida por um tolo, pois a essência da vida não está na efêmera existência humana, mas na percepção real do Eterno. Os que não o sentirem hoje, sentirão o resultado da obstinação, conforme o próprio Livro Sagrado expressa.

As polêmicas do escritor português terão fim, porém, o Altíssimo permanecerá. Outros néscios virão e da mesma forma passarão, mas a Verdade divina permanecerá para sempre (c/ref Is 40.8 e Mt 24.35).

Não tenha dúvida!

Com José Saramago Deus é Deus; sem ele, Deus permanece Deus!

Pobre homem!

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Nos últimos tempos, aquilo que era privilégio de algumas regiões, do Velho Mundo e dos Estados Unidos, hoje grassa o mundo. Temos muitos avanços sociais, porém, convivemos com outras realidades incompreensíveis, com cara mais para a Idade Média, que propriamente o século 21. Ainda nos debatemos com governos tiranos, ditadores; a falta de higiene do povo, a brutalidade humana, o desrespeito entre as pessoas, ignorância, pequenez mental…

Dentre alguns disparates fui atraído por algumas matérias da revista Veja desta semana (22/julh), e não pude deixar de comentar.

Avanços?

“Em termos sociais e políticos, a Espanha é um país tão à esquerda quanto possível na civilização contemporânea. Gays podem se casar e adotar filhos, todos os ministros da Defesa do Governo Zapatera se declararam pacifistas (“Prefiro morrer a matar”, disse um) e no ano passado o Parlamento aprovou uma lei que confere alguns direitos fundamentais aos grandes símios, como chipanzés e gorilas” (Viva el toro, Panorama, Veja, 22/7/09), que comenta a “barbárie pura” das touradas, envolvendo homens embriagados, no espetáculo grotesco em que os touros são mortos brutalmente mortos, aos poucos e de forma desumana, em uma festa politicamente correta, quando alguns homens também morrem, no espetáculo da cultura espanhola.

Em função do cuidado que o Criador tem com os animais, com foco ao gado, está explícito na Bíblia, quando diz: “Não atarás a boca do boi, quando trilhar”, Dt 25.4.

Cachorrada

Na capa a mesma revista, tem a manchete do avanço de uma cultura tipicamente capitalista, consumista e exibicionista, portanto, não menos materialista “Eles venceram – Cães e gatos são tratados como filhos em milhões de lares brasileiros, que gastam com eles 9 bilhões de reais por ano”. Como diz a esposa de um diretor de empresa, “prefiro meus cachorros a filhos”. Um amigo que morou nos Estados Unidos disse-me que muitas mulheres separavam-se de seus maridos para adotarem cães como companheiros.

Segundo a revista, nos Estados Unidos e Europa os bichos já são considerados humanos – como membros da família – por 30% da população. Essa mesma doença era exposta pela mulher citada acima, que chegava a influenciar a insinuar que os cães também farão parte da Eternidade e desfrutarão dos Céus.

Toda a reação desequilibrada, mostrada pela revista mostra, quando afirma que os donos não sabem impor limites, reflete os efeitos de uma sociedade doentia, distante do Criador e que, portanto, ama mais a criatura que o Criador, conforme sentencia a Bíblia.

Cachorro desfila em evento anual de moda canina, em Bangkok, na Tailândia (Foto: abril.com)

Cachorro desfila em evento anual de moda canina, em Bangkok, na Tailândia (Foto: abril.com)

Cuidar dos animais é obrigação de todos

No livro Fronteira Final, escrevo sobre a natureza e a mordomia cristã. Algumas bandeiras naturalmente cristãs, portanto nossas, foram “transferidas” pelo secularismo, como fumar faz mal à saúde; sexo fora do casamento causa males, desajustes e transtornos; filantropia (assistência social); e o próprio cuidado com o meio ambiente.

“A primeira referência que trata da responsabilidade do homem com a natureza está em Gênesis. Ao homem foi dada a missão de lavrar (fazer uso), e de guardar (proteger), a Terra. A determinação divina indica a ação humana como mordomo e não como explorador negligente. Mordomo porque a Terra e tudo o que nela há é do Senhor. Ninguém é (ou pode ser) dono eterno de nada, muito menos da Terra ou de qualquer porção dela.”

Quando o Senhor estabelece a possessão de Canaã a Israel, “estabelece regras que visavam o descanso e reciclagem da terra (Lv 25). Os animais também deveriam ter o devido respeito dos moradores da terra, quisessem estes ter seus dias prolongados”.
Com isso, “O Senhor preocupou-se com detalhes que inclui o ser indefeso e frágil, presa fácil da maldade, como o filhote e a mãe-pássaro. Esta deveria receber o devido cuidado e carinho para continuidade da criação”. “Quando encontrares algum ninho de ave no caminho, em alguma árvore ou no chão, com passarinhos, ou ovos, e a mãe posta sobre os passarinhos ou sobre os ovos, não tomarás a mãe com os filhos; deixarás ir livremente a mãe e os filhos tomarás para ti; para que bem te vá, e para que prolongues os dias”, Dt 22.6-7.

Cachorros educados, homens mal educados

O pior é notar a orientação de adestradores de cães, que indicam primeiramente aos donos a educação, para depois educar os animais. É a receita para não ter que arcar com causas semelhantes às dos filhos: animais neuróticos!

Mas isso não é tudo, pois existe um fundo de verdade. Pessoas violentas e que não tratam seus animais com equilíbrio, influenciam os próprios bichos. Se por um lado, o Juízo Problemático dos espanhóis, é assustador, ao incluir os macacos em pé de igualdade aos homens, o jornalista Marcelo Marthe, insere na matéria da Veja, a apologia do filósofo australiano Peter Singer. Ele “defende a igualdade plena de direitos entre homens e animais”. Segundo a revista, a dificuldade de Singer perceber a superioridade humana sobre os animais “uma forma de discriminação tão insustentável quanto o racismo” (se bem que racismo, deriva-se de raça e quem a detém são, somente, animais, pois o homem é um ser único e não deriva-se de raças, mas de etnias).

Vemos pessoas beijando bocas de cachorros, bichos que não guardam nenhum conceito de higiene, que lambem órgãos seus e de outros, desguarnecidos de qualquer proteção, senão tomados por milhares de bactérias, dentre outras ações imundas, enquanto crianças são preteridas, como na filosofia da mulher do diretor. Por outro lado, creches públicas, lares e casas de menores estão lotados de crianças à espera de adoção, e que poderiam ser educadas, receber amor e carinho humanos, com muito menos investimento.

Vale observar que sempre gostei e já criei várias espécies de animais. Atualmente criamos dois cachorros – um de grande porte e outro pequeno. Minha esposa é que mais cuida dos dois, como indica a pesquisa da revista Veja, com 66% às mulheres, porém, fico preocupado quando viajamos e deixamos os bichos a sós em casa, embora com todos os cuidados preestabelecidos.

Transformação humana

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça; porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos. E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis”, Rm 1.18-23 (Meio Ambiente: Qual é a nossa mordomia?, do livro Fronteira Final/CPAD, Antônio Mesquita).

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O lançamento da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB) é super interessante porque reúne informações abrangentes, que auxiliam os leitores no entendimento das Sagradas Escrituras. O Manual Bíblico SBB, publicação sem tendência doutrinária, foi criada para ser usada com a Bíblia em qualquer versão ou tradução. O diferencial deste livro é a junção em uma só obra de valiosas informações que antes só podiam ser encontradas em vários livros e de diversas referências.
 
O Manual analisa cada livro bíblico parte por parte e oferece resumos e anotações. Ilustrações, mapas e diagramas – todos em cores – esclarecem o significado do texto bíblico e permite que interesses específicos sejam investigados em detalhe.

Lançamento reúne informações que auxiliam os leitores no entendimento das Sagradas Escrituras

Lançamento reúne informações que auxiliam os leitores no entendimento das Sagradas Escrituras

Dividido em quatro seções
1) Introdução à Bíblia – Começando a estudar a Bíblia; A Bíblia no seu contexto; Entendendo a Bíblia; Transmitindo a história; A Bíblia hoje; 2) O Antigo Testamento – Os Cinco Livros; a História de Israel; Poesia e Sabedoria; Os profetas; 3) O Novo Testamento – Os Evangelhos e Atos; As Epístolas; 4) Auxílio Rápido – O guia de consulta rápida é um diretório da Bíblia e do material contido no livro. Ele aponta os principais personagens, lugares, acontecimentos e ensinamentos bíblicos.
 
A riqueza do conteúdo da obra não pára por aí. Ela contém ainda: Guia da Bíblia de 680 páginas, dividido em seções, com anotações explicativas sobre palavras-chave e questões de significado e interpretação; 126 artigos de especialistas sobre o contexto e o uso da Bíblia, além de assuntos de interesse especial; mais de 700 fotografias e ilustrações coloridas, retratando com vivacidade o mundo dos personagens e acontecimentos bíblicos; 68 mapas colocados em pontos fundamentais, com localizações e outros detalhes necessários ao estudo do texto, 20 quadros e diagramas, apresentando informações históricas e contextuais de forma visual e prática.
 
Identificação
O Manual Bíblico SBB é uma verdadeira edição acadêmica em papel cuchê, no formato de 16 x 24,5cm, 816 páginas, em quatro cores e belas fotos de páginas duplas, de capa dura e ilustrada, a R$ 59,90. Informações pelo 0800-727-8888.

Eu gostei da obra e a recomendo.

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A negação da capacidade racional de definir, conhecer a verdade e de solucionar questões humanas, nunca foi tão clara como nos dias atuais. O irracionalismo é prato cheio a pessoas que perderam a condição de enxergar o que se vê. Uma das provas tão evidentes do mundo pós-moderno está na desfaçatez de um sujeito que pretende lançar a Bíblia do Homossexual.

 

Ora, toda e qualquer pessoa pode construir uma versão própria da Bíblia, pois ninguém o poderá impedir. Porém, obvio que a edição não conseguira importar a inspiração e o valor implícitos nas Sagradas Letras. Será um plágio e nada mais. E já que ele tenta induzir à crença de que seu invento carregará suporte para acomodar os mesmos valores, não deveria ele usar a própria Bíblia, ou, ao menos entender que, ao subtrair valores imutáveis e eternos, aceitos pelos povos, evidenciados por milhares no decorrer da História humana e comprovados pelas leis naturais, mostrará uma nova coisa, totalmente avessa à primeira? Se assim ocorrer, onde estaria o real valor, senão em suas propostas medíocres?

 

Confesso: Não tive nenhum ímpeto de escrever sobre o assunto pelo produtor de filmes norte-americano Max Mitchell, pois você há de convir comigo que existem fatos que extrapolam a racionalidade humana e que, portanto, não merecem nem mesmo citação. Porém, tratando-se das Sagradas Escrituras e como o Diabo inspirou essa verve a essa criatura, não poderia deixar de oferecer um pequeno escrito a respeito. Mas, confesso, faço-a com asco.

 

A própria revelação divina alerta há séculos, e evidencia acontecimentos que são flagrantes de desregramento humano: “Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” e “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens... blasfemos..., profanos, sem afeto natural, irreconciliáveis...”, 1Tm 4.1-2; 2Tm 3.1-2.

 

A suposta Bíblia da Princesa Diana a ser produzida pelos Estúdios Revisão, com sede no Novo México (EUA), declara que Deus instrui que "é melhor ser gay do que heterossexual" (© 2008 WorldNetDaily), tem como ponto de partida o  projeto cinematográfico, chamado Horror in the Wind (Horror ao vento), em que uma substância levada pelo ar "muda a orientação sexual do mundo".

 

Veja que horror é, além de “sensação arrepiante de medo” também “repulsa, aversão, ódio” ou ainda “aquilo que inspira horror”. Horror ao vento é a melhor definição que esse próprio indouto pode alcançar.

 

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A crise que atingiu as finanças mundiais partiu da “quebradeira” nos EUA. A Bolsa norte-americana levou também outras ao poço, uma vez que o dólar ainda permanece como moeda mais forte do mundo.

Logo após os desdobramentos do resultado da falta de solidez de representações financeiras norte-americanas, com a crise do calote de imóveis financiados pelos bancos do país, sem o cuidado de obter garantias em troca, a caldo entornou. Tornou-se pior ainda a partir da recusa de injeção de 700 bilhões de dólares do Tesouro nacional, pelo Congresso norte-americano, forma de atenuar os efeitos colaterais. Interferências políticas, com vistas à eleição deste mês de outubro, quando o novo presidente deve ser eleito, incluindo manobras “fantásticas”, engendradas por mentes maquiavélicas, interferiram na “salvação” financeira. O pior de tudo isso é que o mundo todo começa a sentir os efeitos drásticos dessa amarração e algumas empresas já contabilizam perdas, não só as Bolsas.

Os “espirros” pelo mundo, a partir da contaminação do vírus estadunidense, se percebe em bancos na Islândia, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Holanda e no próprio EUA.

 
Na verdade, todos os ecônomos estão cientes que não existe sustentação viável para que o sistema financeiro atual, que regula os mercados, o fluxo de capitais, a compra e a venda, agüente por muito tempo. Esse sistema está praticamente falido e clama por outro mais eficaz. Além disso, o próprio tempo e o avanço tecnológico pedem isso. Por exemplo, o sistema atual de troca e medida de valor, representado na moeda, é uma invenção de milhares de anos… Ela substituiu a simples troca de mercadorias – o boi pelos grãos, o cabrito pelo serviço, o alimento pela vestimenta… Com ela vieram os bancos, que absorveram os riscos de a pessoa guardar o seu tesouro debaixo do colchão. Porém, hoje, a sociedade conta com meios muito mais eficientes, além de digitais. Há muito tempo, o dinheiro plástico trafega paralelamente ao comum, ao lado do acionamento da riqueza simplesmente por meio da voz, de sinais digitais, que deixam para trás, séculos, esse sistema.

Junte-se a isso os apelos sociais de combate à miséria, para um mundo mais justo, a busca do equilíbrio sócio-econômico, os apelos do homem pós-moderno, a convergência em busca da harmonia…

 
O próprio sistema pede sua substituição, pois não consegue mais andar com suas próprias pernas, enquanto a sociedade não consegue ver seus anseios atendidos.

O que deve ocorrer? Bem, o mundo tem um palco montado e propício para receber um novo meio de governo e distribuição de suas riquezas. Os ricos não mais estão seguros de que permanecerão ricos para sempre. Os miseráveis – não mais tão ignorantes como antes, com acesso a todos os meios de conhecimento, após a invenção dos meios modernos de comunicação, intensificado pela globalização –, querem parte do bolo. Acumulado a tudo isso está a força política que leva o mundo (todo) rumo à social-democracia. E este regime político-administrativo busca o acesso de classes chamadas excluídas ao centro, para a participação efetiva da distribuição de riquezas produzidas pelo mundo. Observo aqui as sociais-demagogias, que usam o nome democracia como verdadeiro engodo.

Temos um circo armado. O que falta ainda?

A pessoa capaz de gerir o novo processo de mudança.

Como ela será inserido?

Simultaneamente ao apelo por um novo sistema de câmbio (barganha) percebe-se claramente que há outra crise paralela: a de ausência de líderes no mundo. E isso ocorre em todos os segmentos humanos, porém, o que mais atrai a atenção é o político. Os últimos foram vistos até a década dos anos oitentas, e, depois disso…

O mundo clama por um líder, tem sede, pede, necessita…

Por fim, recorremos à profecia bíblica, que trata desses dois momentos: O de um líder que irá governar o mundo, com poder legítimo concedido a ele por seus “pares”, e que o mesmo vai implantar um sistema de débito-crédito perfeito, do ponto de vista humano, a partir da viabilidade oferecida a partir do advento da informática: “E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número de seu nome”, Ap 13.16-17.

Perfeito, não?! Mas não se iluda. Ele não será a salvação e tampouco o Fim!

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Não temos nenhum registro bíblico que mostra Jesus falando em línguas estranhas. É simples entender isso.  Primeiro é preciso atentar para os propósitos do batismo no Espírito Santo. Segundo, porque Cristo, “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”, Jo 1.1-3. Assim como Gênesis, João também é um livro que fala de Princípio, Início (“No Princípio criou Deus…/No Princípio era o Verbo”). Verbo é a ordem, a determinação para que as coisas ocorram, a Palavra dita (rhema) e sua eficácia, portanto, o próprio Senhor.

Quando João anunciou o Salvador disse o seguinte: “Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo. E aconteceu, naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré. Da Galiléia, foi batizado por João, no rio Jordão. E, logo que saiu da água, viu os céus abertos e o Espírito, que, como pomba, descia sobre ele. E ouviu-se uma voz dos céus, que dizia: Tu és o meu Filho amado, em quem me comprazo. E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam”, Jo 18-13.

Conforme vemos neste Evangelho, o próprio Senhor Jesus é quem batiza com/no Espírito Santo.

Ainda no mesmo livro temos a presença do Espírito Santo, enviado pelo Senhor Jesus à Igreja, com a idéia (no original), de “outro da mesma espécie”.

O propósito do envio do Espírito Santo, conforme João foi justamente para consolar (estar ao lado) dos discípulos, que passariam a não mais contar com a presença corpórea de Jesus, e ao saberem da futura ausência do Senhor, tiveram o coração cheio de tristeza (Jo 16.6). Então Jesus disse: “Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei”, v7.

Este versículo, conforme comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal deixa “claro que o derramamento pentecostal do Espírito Santo ocorrerá somente depois de Cristo voltar para o Céu”.

Jesus ensina ainda sobre a atuação e propósito do Espírito Santo entre a Igreja: “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar”, 16.14.

Por fim, no Dia de Pentecostes, cumprindo-se as 7 semanas após a Páscoa (“Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”, 1Co 5.7), portanto no 50º. dia (Penteconta), os discípulos receberam o batismo no Espírito Santo, conforme Atos 2.1-4.

Entende-se então que a promessa recebida pelos discípulos (e ainda os discípulos de hoje recebem) é algo dado pelo próprio Senhor Jesus, por meio do Espírito.

No caso dos dons, segue-se a mesma indicação: “Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo. Pelo que diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro e deu dons aos homens. (…) E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo”, Ef 4.7-8,11-12.

Não havia nenhum propósito em Jesus falar línguas estranhas, mas no caso de nós – seus discípulos – sim, pois “…a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil“, 1Co 12.6. Ele reparte essa unção a cada um (v11). Também no batismo no Espírito Santo forma-se um só corpo – o de Cristo, ou a Igreja, enquanto Cristo é a Cabeça de todos. Somos ainda em Cristo “edificados casa espiritual” (1Pd 2.5) e o dom de línguas estranhas nos serve como edificação pessoal (1Co 14.4). Ele está entre os dons espirituais outorgados à Igreja pelo próprio Jesus e, portanto, após a Expiação do Senhor Jesus.

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Refeição com apóstolos provavelmente aconteceu em móvel em U, o chamado triclínio.
Inconsistências nos Evangelhos não deixam claro se grupo celebrou a Páscoa.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo  

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Reprodução Concepção artística retrata os móveis provavelmente usados durante a Santa Ceia (Foto: Reprodução) 

 

Esqueça a boa e velha mesa: ao contrário do que achava Leonardo da Vinci, a Santa Ceia provavelmente aconteceu em torno de um triclínio, um móvel baixinho e em forma de U que era o mais empregado em celebrações da Antigüidade. E, tal como os convivas dos banquetes gregos e romanos, Jesus Cristo e os apóstolos provavelmente comeram pão e vinho reclinados sobre a mesa.  

 

A reconstrução da ceia, feita por historiadores e arqueólogos, baseia-se nos costumes prevalentes durante o século IdC em todo o Império Romano, inclusive na Palestina de Jesus. Achados arqueológicos em Pompéia e outros locais do Império mostram que os convidados de uma refeição entravam numa sala especial e logo se deparavam com o triclínio, que ficava com sua parte aberta voltada para eles, como um U invertido.  

 

Essa abertura permitia que os alimentos e bebidas fossem trazidos para a “mesa” e distribuídos nela. Em volta dos braços do triclínio, os convidados se dispunham numa ordem hierárquica: o lugar de honra era o meio do “braço” esquerdo. Almofadas ou “tatames” especiais eram usados para acolchoar o chão em volta do triclínio. Para comer, os convivas se reclinavam sobre seu braço esquerdo e manuseavam alimentos e bebidas com a mão direita.  

 

Ao longo do tempo, conforme os costumes se transformavam, a arte cristã passou a representar a Santa Ceia com mesas e cadeiras. Em várias comunidades cristãs, surgiu o costume de realizar banquetes que celebravam a morte e ressurreição de Jesus, os chamados ágapes, em que todos se sentavam à mesa para comer e beber.

 

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Pintura de catacumba romana mostra o ágape, antiga festa cristã que se inspirava na Santa Ceia (Foto: Reprodução)      

Páscoa judaica? 

 

Algumas contradições entre os quatro Evangelhos deixam no ar uma dúvida sobre as circunstâncias exatas da Santa Ceia: teria ela acontecido como o banquete que celebra a Páscoa judaica, o chamado Seder? Os três primeiros Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas) dão a entender que sim, enquanto o de João parece dizer que não. A refeição festiva da Páscoa judaica é o começo das celebrações da libertação dos israelitas do domínio do Egito, e foi para celebrar a Páscoa que Jesus e seus discípulos viajaram até Jerusalém.  

 

Se a Última Ceia foi realmente um Seder, dá para ter uma idéia mais claro do cardápio consumido por Jesus e seus discípulos: o pão necessariamente teria sido feito sem fermento, conforme a tradição judaica; além do vinho, haveria carne de cordeiro e ervas amargas. No entanto, não há menção ao cordeiro (animal de forte simbolismo religioso para os antigos judeus) nos textos bíblicos sobre a Santa Ceia.  

 

Além disso, o evangelho de João diz que Jesus foi crucificado no dia da preparação para a Páscoa, ou seja, na véspera da grande festa judaica — tanto que os líderes judeus teriam pedido para que o corpo dele fosse retirado da cruz antes do início das celebrações. (O cadáver exposto transmitiria impureza ritual, “contaminando” o ambiente sagrado da Páscoa e do sábado judaico.) Se essa interpretação estiver correta, a Última Ceia foi apenas uma refeição festiva, sem ligação direta com as refeições pascais judaicas.  

 

 

Meus comentários

Não há nenhuma contradição nos Evangelhos sinóticos (semelhantes), tampouco com a narração de João. Como judeu Jesus realmente celebrou a Páscoa, mesmo porque Ele precisava fazer isso tanto como judeu quanto para efetivar a transição da Velha para a Nova Aliança, com a inauguração da Ceia. 

 

“…celebrarei a Páscoa com os meus discípulos…, Mt 26.18 e no verso 26: “Enquanto comiam….”, em Mateus 26.26 indicam que o Senhor celebrou a Páscoa, mas, a mesma referência  indica que Jesus tomou o pão e o cálice e deu aos discípulos, dizendo: “Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento…”, 28.

 

A Páscoa é judaica (da religião judaica), quando se comia o cordeiro (símbolo do próprio Cristo, pois Ele é o resgate, a redenção humana, em cumprimento a Gênesis 3.15, conforme João afirmara: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”).

 

As ervas amargas simbolizam o sofrimento no Egito, daí o significado de Páscoa (passagem – do Egito para a Terra Prometida).

 

Jesus instituiu a Ceia – “Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”, 1Co 5.7 – que tem Nele o Cordeiro pascal e o sofrimento na Cruz. Portanto Ele deu um novo sentido e significado à Páscoa, com a instituição da Ceia – o pacto do Novo Testamento (“Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue…”, 1Co 11.25), enquanto a Páscoa é do Velho Testamento. Esta é dos judeus e aquela dos cristãos.

 

O apóstolo Paulo faz cair por terra toda e qualquer tentativa de mudar a indicação natural do texto, quando cita em 1Coríntios 11, a partir do verso 23, a cerimônia da Ceia. O versículo 26 diz: “Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do Senhor, até que venha” (Antônio Mesquita)

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Na matéria O humor afasta doenças, que trata a alegria como remédio para melhorar o sistema imunológico das pessoas, as jornalistas Karina Pastore e Cristina Poles, da Veja, páginas 98 a 101 (11/7/01), enfocam alguns fatos concretos de progresso da cura, por meio de um tratamento muito simples, retratado pela Bíblia há centenas de anos, desde Neemias (420aC) a Paulo (62dC), passando por Salomão (970aC) que diz: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate”, 15.13. 

         

A matéria mostra o progresso da cura de crianças após receberem a visita dos “doutores da alegria” – palhaços que vão aos hospitais para fazer crianças rirem, e com isso, obter melhora.

 “(…) Agora, a medicina estuda a importância do bom humor e dos sentimentos positivos na prevenção de determinadas doenças e até mesmo como fator de recuperação de pessoas vitimadas por moléstias graves. (…)”, afirma a matéria.

“Pesquisas recentes comprovam que boas risadas (…) podem ter o efeito de uma sessão de ginástica. Protegem o coração, aliviam o stress, fortalecem o sistema imunológico, facilitam a digestão e limpam os pulmões.” O grifo é nosso.

“(…) ´Quando rimos, rimos com o corpo todo´, define o psiquiatra americano Willian Fry, da Universidade Stanford, especialista no assunto. Um dos seus maiores efeitos é reduzir a liberação de hormônios associados ao stress, o cortisol e a adrenalina. Em excesso, essas substâncias enfraquecem as defesas do organismo e elevam a pressão arterial, criando o cenário para o desenvolvimento de infecções e para um infarto.”

 “(…) Outra prova de que manter-se intelectualmente ativo desde a juventude é uma maneira de evitar doenças cerebrais. Uma atividade mental mais intensa robustece as conexões entre os neurônios e forma novas redes entre eles. Quando mais densa e maior for essa trama, mas saudável é o cérebro“As investigações sobre as contribuições do humor para a saúde são relativamente novas… Elas têm pouco mais de duas décadas.” 

“A fisiologia do bom humor

O impacto da risada sobre o corpo humano”

Coração                                                                        

“O ritmo cardíaco se acelera (…) Quando o coração pulsa com mais rigor, mais sangue passa a circular pelo organismo. Com isso aumenta a oxigenação dos tecidos.” 

Pulmões

“Durante uma risada, aumenta a absorção de oxigênio pelos pulmões. (…) Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais são eliminados, promovendo uma faxina nos pulmões.” 

Músculos abdominais

“(…) Esses movimentos funcionam como uma espécie de massagem para o sistema gastrintestinal, o que melhora a digestão.” 

Vasos sangüíneos

“Com maior bombeamento de sangue promovido pelo coração, os vasos sangüíneos se dilatam, o que leva a uma baixa da pressão arterial.” 

Sistema imunológico

“… os níveis do stress baixam. Com menos cortisol e adrenalina circulando no organismo, o sistema imunológico se fortalece. Produzidas nos gânglios linfáticos e na medula óssea, as células de defesa do organismo não só aumentam em quantidade como também se tornam mais ativas.”

Veja o que a ciência humana descobriu! Mas tudo isso você já sabia, ou pelo menos deveria saber. Mas se não sabia, com certeza sentia os efeitos do bem-estar, e a partir de agora já pode agradecer, pelo que sabe e por tudo o que já recebeu dos Céus sem que percebesse!

Não se trata de novidades humanas como a propalada unção do riso – e como um vento já passou, graças a Deus – mas uma realidade vivida por cristãos desde o início da Igreja em função do gozo que brota na alma e jorra para a vida eterna, como disse o Senhor: “Quem crer em mim como diz as Escrituras, rios de água viva fluirão de seu ventre”.

E mais uma vez a Bíblia tem razão e sai à frente, porque “… o coração alegre tem um banquete contínuo” e “O espírito do homem aliviará a sua enfermidade, mas ao espírito abatido, quem o levantará?”, Pv 15.15; 18.14.

Viu como precisei escrever pouco. Hoje é fácil anunciar a Palavra. Os sinais estão por todas as partes e a própria ciência comprova a veracidade bíblica. Nós é que temos sido fracos. Entretanto, “… não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força” e, então, “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”, Fp 4.4.

Este artigo poderá ser reproduzido por completo ou em partes, quando citada a fonte

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Tomo a indagação de Jesus aos soldados que o buscavam para prendê-lo, no Monte das Oliveiras, para falar da corrida impelente pela paz no mundo atual, e a divergência entre a Paz advinda dos Céus e a paz que o homem produz. Esta é a paz da “Ausência de lutas, violências ou perturbações sociais; tranqüilidade pública; concórdia, harmonia.” (Aurélio).

Portanto, a paz que procede de Deus e a paz que o mundo almeja são bem distintas. Isso fica claro quando buscamos seus significados na etimologia das palavras que traduzem-nas. A acepção de paz muda de acordo com a cultura onde seu significado-histórico passou a ser domínio da referida civilização.

Pax romana, por exemplo, indicava a pausa das campanhas de guerra, do avanço por novas conquistas do império. A ausência de campanhas de guerras promovia a pax romana. Dentro das áreas dominadas pelo império, as legiões romanas jamais admitiam ataque à pax romana. Mas o porco, símbolo da pax na Galiléia – insígnia da 10ª Legião romana – representava impureza e perseguição aos judeus.

Para os gregos, o significado de paz estava na palavra eirene que indicava harmonia nas relações entre os homens, ausência de incômodo, sentimento de amizade entre as pessoas ou ainda uma forte sensação de descanso.

Dos romanos, a idéia que se tem é que a pax atingia o homem a partir do estereótipo – a ausência de batalha. Era a tranqüilidade exterior mantida pelo poderio militar. Os gregos descansavam o psiquê durante o tempo de eirene.

Aos judeus não existia paz fora de sua essência conforme estabelece as Escrituras Sagradas. Ela não ocorre sem a efetivação da paz espiritual que tem papel fundamental dentro da concepção tricotomista que forma a complexidade humana – espírito, alma e corpo.

A palavra hebraica shalom significa primeiramente inteireza, paz completa, em tudo (kalokleros), que aparece como sõteria (salvação), na Septuaginta. Então a pessoa que possui shalom tem paz a partir do espírito, o interior – de dentro para fora.

Shalom Adonai completou-se com a obra redentora do Soteros – o Salvador, preconizada na promessa de Gênesis 3.15, pois quando Jesus transmite as últimas instruções aos discípulos fala de sua paz dizendo: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração e nem se atemorize”, Jo 14.27. Jesus enfatizou duas coisas: 1) a minha paz; 2) não é igual a do mundo.

Ora, a concepção da paz do ponto de vista judaico, que se efetiva entre os seguidores de Cristo, é abrangente e tem a idéia de inteireza, completamente, salvação, pois nela estão contidos a graça, a saúde, o amor, a prosperidade, a esperança, o descanso (na fé), e a alegria.

Portanto, se o homem quer shalom, deve passar por sõteria – a salvação que só Cristo tem, enquanto pax é efêmera, pois outra batalha poderá vir depois.

O sumo sacerdote Caifás, nomeado junto ao governo de César Tibério para manter a paz, tanto a romana quanto a do Templo, prendeu Jesus porque o Senhor da Paz (Adonai Shalom) passou a ser interpretado como ameaça à pax romana. Depois Ele foi “trocado” por Barrabás.

Os homens continuam atrás de Barrabás – filho (bar) do pai (abba). É possível que Barrabás tenha sido um opositor ao domínio imperialista de Roma, daí a opção por ele, enquanto o verdadeiro Filho do Pai – Jesus Cristo, fora rejeitado.

A pergunta ainda paira no ar, desde o momento em que foram prender Jesus: “A quem buscais?” Quando Jesus ouviu a resposta completou: “Sou Eu”. Ao confessar seu atributo divino os guardas caíram. E assim ocorre até hoje. O homem cai, mas não se prostra diante de Adonai Shalom! e ainda opta por Barrabás.

Qual é a paz que buscais?

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