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RICHARD BLACK
da BBC

O gelo do mar do Ártico está derretendo mais depressa do que no ano passado, apesar de um inverno rigoroso, sugerem dados obtidos pelo US National Snow and Ice Data Center (NSIDC).

Os pesquisadores acreditam que nos próximos meses a calota polar pode encolher atingindo níveis jamais vistos antes, e se a tendência continuar, o mar do Ártico pode ficar sem gelo durante os meses mais quentes num prazo de cinco a dez anos. Eles observam que o gelo que se forma é fino e derrete com facilidade.

O inverno passado foi mais frio do que a média no Ártico, levando a sugestões de que a cobertura de gelo poderia se recuperar, mas os dados obtidos agora indicam o oposto. A retração do gelo também vai permitir que a água absorva mais energia do sol, elevando ainda mais as temperaturas.

Potencialmente isso acelera a perda de gelo da cobertura da Groenlândia, o que poderia elevar o nível dos oceanos. A camada gelada contém água suficiente para elevar este nível em até 7 metros, se derreter totalmente.

Em meados de julho, líderes do G-8, grupo formado pelos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia, vão se reunir no Japão para discutir uma resposta política a mudanças climáticas.

Aparentemente não será muito provável que eles possam agir com a rapidez suficiente para impedir uma grande transformação no Ártico e um grande impacto nas comunidades humanas e na fauna da região.

“Nós tivemos um pouco mais de gelo no inverno, embora ainda estejamos muito abaixo da média no longo prazo”, disse Julienne Stroeve, do NSIDC, em Boulder, Estado americano de Colorado.

“Nós tivemos uma recuperação parcial, mas a questão real é que a maior parte do gelo se tornou realmente fino, e se tivermos um verão normal, ele pode simplesmente derreter todo”, afirmou.

Há alguns anos, cientistas previam verões sem gelo no mar do Ártico em 2080. Depois simulações de computador começaram a antecipar essa data, para um período entre 2030 e 2050.

No verão de 2007, o gelo do mar do Ártico encolheu, atingindo seu nível mais baixo já registrado, passado de 7,8 milhões de quilômetros quadrados em 1980 para 4,2 milhões de quilômetros quadrados.

No final do ano passado, um grupo de pesquisa chegou a prever verões sem gelo até 2013.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u413879.shtml

19/06/200807h51

 

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Nos últimos 25 anos, o degelo da calota polar da Groenlândia duplicou, segundo o Centro Nacional de Pesquisa Científica da França (CNRS), abr/2007. “De 1979 a 2005, a superfície afetada pelo degelo na Groenlândia aumentou 42% e a temperatura média da estação estival aumentou 2,4 graus centígrados”.

 

Enquanto isso, o aumento da temperatura média da superfície da Terra, ocasionará a elevação global do nível dos oceanos de cerca de 0,09 a 0,88cm entre os anos de 1990 e 2100, conforme previsão do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da (ONU) e da Organização Mundial de Meteorologia (OMM).

Dos 38 milhões de quilômetros cúbicos de gelo concentrado no planeta, em terra firme, 32 milhões de quilômetros cúbicos estão na Antártida. Se todo esse gelo derreter, transformará em 33 milhões de quilômetros cúbicos de água. Todo esse volume de água varreria em torno de 5 milhões de quilômetros quadrados de terra, localizados nas proximidades oceânicas do mundo.

 

Na última reunião do mundo da ONU, sobre mudança climática, envolvendo 190 países, em Bali, na Indonésia, em dezembro (2007), não houve muito progresso. O documento estabelece a meta de redução entre 25% e 40% da emissão de gases até 2020.

*Imagem extraída do sítio http://www.metsul.com

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