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Posts Tagged ‘adrenalina’

O mundo acordou do sonho. Digo com relação ao sentido ‘científico’ do sonho, do ponto da psicanálise freudiana, em que a realização dos desejos escondidos e jamais vivenciados pelo próprio indivíduo, se realiza: Sem cabresto, sem castração e sem nada de pudico.

Ainda que haja desacordo com Freud, é fácil perceber que existe em nós outro ‘eu’ latente no inconsciente a proteger recalques, marcado por traumas e complexos, a passear totalmente despido de pudor em sua representação onírica. Porém, Freud define o inconsciente justamente como intencionalidade.

Nele, nossas realizações oníricas refletem o anarquismo, em que a plena liberdade mantém lindes tênues com a libertinagem. Esse movimento do século 19 contraria toda imposição de autoridade ou força de governo e se encaixa na declaração de Guevara, que dizem ter sido o mentor da revolução cubana: ‘Se há governo sou contra’.

Do grego anarkhos, sem poder (governo), passou a ser usada para denominar ideologias, que contrariam todos os valores predominantes: social, político, militar e religioso e seus decorrentes como o Estado, leis, propriedade e a própria ordem.

Nisso tudo encaixa o sonho que vem ganhando força no imaginário humano, desde a queda do Absolutismo e ascensão do Relativismo, passando pelas passarelas do Woodstock e da Revolução Cultural até chegar hoje por seus filhos e netos.

Isto porque todos os sistemas dominantes e humanos falharam e falham ainda hoje, como verdadeiros estafetas pró inserção da nova (des)ordem mundial.

Não há esperança no homem. Ele está a deixar de ser (um) sujeito (às leis e normas), para manter-se somente como indivíduo (individualizado e autônomo), esgueirando-se da integridade humana.

As reações oníricas são confrontadas e transformam-se em intencionalidade quando existe momento propício: divã montado à meia-luz, melatonina em frenética produção…  nos tornamos sonâmbulos e abrimos o baú.

Mas, em vez do hormônio ocasionador do sono, produzido na baixa presença de iluminação, o mundo de hoje vive sob refletores a produzir muita adrenalina. A cada dia, recebemos do nosso metabolismo injeções hercúleas desse hormônio ruim, a partir daquilo que vemos, ouvimos e vivenciamos. É uma verdadeira droga a tirar a nossa racionalidade!

Retira-se a razão e injeta-se emoção! O homem de hoje, em vez de construir projetos e amar, é instigado a sonhar e a apaixonar-se. Toda a sua racionalidade passa de largo e isto ocorre até mesmo no meio eclesiástico, onde a obediência torna-se vexatória e a realidade obtusamente obscurecida do habemos papam!

Na Idade Média os sonhos foram mantidos adormecidos. A densa treva da obscuridade da época encaixou o homem de forma imperfeita perfeitamente no divã, embalado pela protetora da ‘santa’ ignorância. Agora, os sonhos trancados no baú do inconsciente entram em cena, por meio do humano que ninguém sabia existir.

Com a queda do absolutismo, em que os semelhantes sofriam abusos pelos excessos, partiu-se para o outro extremo: o excessivo relativismo. Consequentemente, o poder ficou podre, raquítico, doente, à beira da morte, absolutamente relativo.

Onde está o poder? Sumiu! Aproveitando-se de situação semelhante (não igual), mas igualmente vulnerável Hitler, com o poder de lar demolido, conseguiu elevar sua posição, ao explorar a culpa pela derrota da Alemanha na guerra, inserindo os judeus e minorias como bodes-expiatórios. Ele levou o poder popular às ruas e depois vestiu-se dele. Atualmente o homem vive à mercê de tal sagacidade.

Vivemos mais ou menos a ‘poesia’ A Invasão do Sagaz Homem fumaça, 2000, Planet Hemp, ‘O Sagaz Homem Fumaça’: ‘Aí, meu cumpadi, como já dizia o Samuca do patrulha na cidade: Quem não reage, rasteja. Eu tô de pé, pupilas dilatadas, chapado, mas eu sou sagaz”.

Onde está o poder? Em nenhum lugar e com ninguém! Se estivesse com alguém, no caso do Brasil, o povo não estaria na rua protestando e outros, aproveitando-se da ausência desse mesmo poder, a quebrar tudo!

Há um ‘poder’ de fato, mas não de direito, segundo conclusão da vox populi. Conclui-se que esse poder, em pleno século das luzes, do conhecimento globalizado, da mídia social, do nada fica encoberto, que não vale para si próprio, para a corja, para os amigos da corte, aos cartéis, aos camaradas e lobbys… não é poder, mas engodo…, pois o poder humano sem o demos, de democracia, é tirania.

Em passos mágicos e não menos enganadores tais líderes desse ‘poder’ contemporâneo transitam bem e com sapatinhos de algodão pelos corredores dos monastérios da corrupção. São verdadeiros monstros, a perambular de dia, noite e ‘mensal(eiros)mente’… Entretanto, a ficha caiu e ‘o-gigante-acordou’!

Pergunta-se: Onde estão os gigantes gerados entre o povo, seja de qual for o segmento: Um Getúlio, Juscelino, Kennedh (política); um Frank Sinatra, Goethe (arte); um Pelé, Zatopek (esportes); um Thomas Edison, Dumont (inventores); cientistas tal qual Albert Einstein; um Agostinho, Lutero, John Bunyan, Savonarola… Não os temos mais, senão um fio de homens probos.

Por isso o mundo em plena crise está ávido por um líder e o Diabo o dará, até que o Criador (re)pareça com um molho de chaves e diga:

– “Cavalheiros, está na hora de fechar!”

e o caos volte ao cosmo e outro Princípio se estabeleça!

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Na matéria O humor afasta doenças, que trata a alegria como remédio para melhorar o sistema imunológico das pessoas, as jornalistas Karina Pastore e Cristina Poles, da Veja, páginas 98 a 101 (11/7/01), enfocam alguns fatos concretos de progresso da cura, por meio de um tratamento muito simples, retratado pela Bíblia há centenas de anos, desde Neemias (420aC) a Paulo (62dC), passando por Salomão (970aC) que diz: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate”, 15.13. 

         

A matéria mostra o progresso da cura de crianças após receberem a visita dos “doutores da alegria” – palhaços que vão aos hospitais para fazer crianças rirem, e com isso, obter melhora.

 “(…) Agora, a medicina estuda a importância do bom humor e dos sentimentos positivos na prevenção de determinadas doenças e até mesmo como fator de recuperação de pessoas vitimadas por moléstias graves. (…)”, afirma a matéria.

“Pesquisas recentes comprovam que boas risadas (…) podem ter o efeito de uma sessão de ginástica. Protegem o coração, aliviam o stress, fortalecem o sistema imunológico, facilitam a digestão e limpam os pulmões.” O grifo é nosso.

“(…) ´Quando rimos, rimos com o corpo todo´, define o psiquiatra americano Willian Fry, da Universidade Stanford, especialista no assunto. Um dos seus maiores efeitos é reduzir a liberação de hormônios associados ao stress, o cortisol e a adrenalina. Em excesso, essas substâncias enfraquecem as defesas do organismo e elevam a pressão arterial, criando o cenário para o desenvolvimento de infecções e para um infarto.”

 “(…) Outra prova de que manter-se intelectualmente ativo desde a juventude é uma maneira de evitar doenças cerebrais. Uma atividade mental mais intensa robustece as conexões entre os neurônios e forma novas redes entre eles. Quando mais densa e maior for essa trama, mas saudável é o cérebro“As investigações sobre as contribuições do humor para a saúde são relativamente novas… Elas têm pouco mais de duas décadas.” 

“A fisiologia do bom humor

O impacto da risada sobre o corpo humano”

Coração                                                                        

“O ritmo cardíaco se acelera (…) Quando o coração pulsa com mais rigor, mais sangue passa a circular pelo organismo. Com isso aumenta a oxigenação dos tecidos.” 

Pulmões

“Durante uma risada, aumenta a absorção de oxigênio pelos pulmões. (…) Com maior ventilação pulmonar, o excesso de dióxido de carbono e vapores residuais são eliminados, promovendo uma faxina nos pulmões.” 

Músculos abdominais

“(…) Esses movimentos funcionam como uma espécie de massagem para o sistema gastrintestinal, o que melhora a digestão.” 

Vasos sangüíneos

“Com maior bombeamento de sangue promovido pelo coração, os vasos sangüíneos se dilatam, o que leva a uma baixa da pressão arterial.” 

Sistema imunológico

“… os níveis do stress baixam. Com menos cortisol e adrenalina circulando no organismo, o sistema imunológico se fortalece. Produzidas nos gânglios linfáticos e na medula óssea, as células de defesa do organismo não só aumentam em quantidade como também se tornam mais ativas.”

Veja o que a ciência humana descobriu! Mas tudo isso você já sabia, ou pelo menos deveria saber. Mas se não sabia, com certeza sentia os efeitos do bem-estar, e a partir de agora já pode agradecer, pelo que sabe e por tudo o que já recebeu dos Céus sem que percebesse!

Não se trata de novidades humanas como a propalada unção do riso – e como um vento já passou, graças a Deus – mas uma realidade vivida por cristãos desde o início da Igreja em função do gozo que brota na alma e jorra para a vida eterna, como disse o Senhor: “Quem crer em mim como diz as Escrituras, rios de água viva fluirão de seu ventre”.

E mais uma vez a Bíblia tem razão e sai à frente, porque “… o coração alegre tem um banquete contínuo” e “O espírito do homem aliviará a sua enfermidade, mas ao espírito abatido, quem o levantará?”, Pv 15.15; 18.14.

Viu como precisei escrever pouco. Hoje é fácil anunciar a Palavra. Os sinais estão por todas as partes e a própria ciência comprova a veracidade bíblica. Nós é que temos sido fracos. Entretanto, “… não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força” e, então, “Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos”, Fp 4.4.

Este artigo poderá ser reproduzido por completo ou em partes, quando citada a fonte

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