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Esta frase registrada em Mateus 26.73 diz respeito a Pedro. Como um ‘matuto’ galileu detinha o regionalismo que os sulistas, os da capital, detectavam facilmente. Não dava para negar as origens.

Essa indicação é positiva (diante da atitude negativa da negação do discípulo) e uma forma de denunciar a inconsequência de Pedro.

Mas nem tudo estava perdido. Havia uma esperança que o Pedro, duro como ‘pedra bruta’, não conseguia enxergar.

Por fim, ele mesmo se convence de sua incapacidade de aprendiz do Mestre e decide:

– ‘Voltarei a pescar’ (Jo 21.3).

Porém, como quem põe a mão no arado não deve olhar para trás, o próprio Senhor dá testemunho do fragilizado discípulo, como o único a ter também a seguinte – e única – referência, agora do Mestre, após ressurreto, e não dos homens:

– ‘Diga a Pedro’ (Mc 16.7).

Seria como afirmar: “Não levei em conta a sua fraqueza e quero tê-lo por perto… Quero você na minha obra…

Os pecados de Pedro e Judas são semelhantes e dizem respeito à traição, mas, o SENHOR que ‘examina o coração’ estabelece respostas diferentes, pois a fala de Pedro não é o mesmo que o Pedro da fala!

Por fim, Pedro é reencontrado pelo SENHOR, entretanto, não o reconhece, até que presencia atônito, um milagre (Jo 21).

Agora, parece que o Pedro-pedra funde-se à Rocha, para nunca mais dela sair:

“E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros” (Jo 21.15).

É assim. Mostramos nossas fraquezas e desânimo e o SENHOR nos reanima e nos manda caminhar:

– ‘Apascenta os meus cordeiros’, pois ainda o amamos, não é mesmo?!

‘Tão-somente esforça-te e tem bom ânimo, porque tu farás…’ (Js 1.6). Das demais coisas Ele cuida (Mt 6.33).

Em frente companheiro(a)… Temos outra opção?! Para quem ou aonde iremos nós, se só Ele detém a Vida Eterna?! 

Obs: Este texto o SENHOR despertou-me para escrevê-lo. Com certeza tem direcionamento.

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Autoria

Com autoria reconhecida pela tradição judaica do rei Davi, o Salmo 23 tem na Septuaginta o número 22. Ainda segundo a tradição judaica, Davi teria escrito este salmo após ver-se cercado por inimigos, junto de um oásis. Esta possibilidade está na expressão de confiança – palavra para fé no Velho Testamento –, como demonstração de esperança na ação divina, para a tranquilidade e certeza de livramento.

Fontes de informações

Sobre Davi, além das fontes das Sagradas Escrituras temos relatos do rei de Israel no Talmude, no Alcorão e nas tradições rabínicas e cristãs.₁

Biografia do autor

Em Davi temos a figura de músico, poeta, cantor, pastor, lutador e vencedor; depois rei, empreendedor e conquistador. Seu nome significa ‘amado’. Nasceu em Belém de Judá, cidade mencionada nas cartas de Tel El Amarna. Jessé, seu pai, era um ancião rico e respeitado em Belém e, Davi, filho de sua velhice (1Sm 17.12).₁

Contudo, antes de tornar o seu currículo conhecido, como o temos hoje, Davi não passava de um pastor no curral de ovelhas, como diz: “Também elegeu a Davi, seu servo, e o tirou dos apriscos das ovelhas”, Sl 78.70.

Chamado por amor e não por valor

Dos filhos de Jessé Davi era o mais jovem. Não se manteve entre os destacados soldados do rei Saul, o primeiro de Israel. Dentre os guerreiros ‘fardados’ do palácio estavam os possíveis sucessores de Saul. Fora dessa profissão ficavam os religiosos, funcionários palacianos, pastores, pequenos trabalhadores artesãos e de uma agricultura ainda grosseira e a soldadesca.

Pastor não era profissão enumerada às que prefiguravam a alavanca de sucesso social. Tanto que quando o profeta Samuel vai buscar o homem escolhido pelo Senhor, para substituir Saul, Davi mantinha-se sob uma lista completa de negativas à convocação:

1)  O menor da casa;

2) Apascentava ovelhas (não era soldado e pastor de ovelhas consistia em atividade desprezível);

3) Estava fora (ausente no momento da escolha);

4) Era ruivo (‘admoni, ‘vermelho’), formoso e de boa presença (não possuía o perfil de um guerreiro. Talvez pensavam ser ele um fracote), tanto que, quando enfrentou Golias, este o desprezou por sua aparência.

Sob o Espírito do Senhor

Após ser ungido por Samuel, o que ficou obscuro mesmo aos seus irmãos, que pensavam ser tão somente uma cerimônia de substituição ao próprio profeta Samuel, “o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi”.

Desde então, dois fatos notórios a toda a nação, após acontecimentos ignorados nas pastagens de ovelhas de seu pai, marcariam para sempre a sua história.

Um deles diz respeito a sua habilidade e unção no louvar ao Senhor. Por isso, foi convocado ao palácio para aplacar a perturbação espiritual do rei Saul, sob as seguintes recomendações, conforme 1Samuel 16.18:

– “sabe tocar e é valente;

– animoso e homem de guerra;

– sisudo em palavras e de gentil presença;

– e o Senhor é com ele”.

Essa versatilidade davídica o levou a prestar um ótimo serviço público, elevando a aceitação do rei Saul.

Essa mesma versatilidade também fez ponte entre o palácio e o pastoreio, em função de o domicílio do rei localizar-se em Gibeá, a um dia de viagem de Belém. Alguns, portanto, acham que Davi fazia o trajeto sempre, intercalando-se entre a beleza palaciana e o desconhecido lugar sob a relva e entre ovelhas.

O segundo fato a elevá-lo ainda mais foi a vitória sobre o gigante Golias. Quando Israel vivia sendo desafiado pelos filisteus, por meio do gigante Golias, o rei Saul e todo o povo mostraram-se arrasados. “… espantaram-se e temeram muito” (1Sm 17.12).

A situação indicava um retrato de desespero. Era humanamente impossível vencer um exército com um soldado como Golias. Sua altura de cerca de 3m e indicava pela estrutura bélica que ornamentava Golias, assemelhando-o a um tanque de guerra, na comparação da época. Sua presença metia medo e desfalecia qualquer exército.

Os filisteus junto do gigante Golias eram problemas insolúveis e que, realmente, não havia como derrotá-los. Os israelitas estavam prostrados.

Se analisarmos o quadro como homens naturais, chegaremos à conclusão semelhante. Mas havia um homem com aparências que não ofereciam a menor condição de opor-se aquele gigante. Sua compleição humana era justamente o oposto do gigante. Além disso, não era um soldado do rei, mas um simples pastor de ovelhas.

Não obstante contar com uma estrutura visual desfavorável, Davi era um gigante na crença em Deus e, enquanto os soldados do rei pensavam:

– Ele é muito grande não dá para acertá-lo;

a forma prática, confiante e versátil de Davi era simples e contundente:

– Ele é muito grande não dá para errar!

Esta simples visão muda uma situação desfavorável para favorável. Como disse Jesus, “se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz” (Mt 6.22). É obvio que a força de Davi não estava em seus músculos, mas na plena convicção da intervenção divina, pelo uso de sua habilidade, como bom atirador. Embora tivesse habilidades, Davi possuía confiança plena em seu Pastor. Essa firmeza dava-lhe a seguinte posição, descrita por ele a Saul: “Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra este filisteu”, 1Sm 17.31. 

Decisão de combate direto

Assim como nas guerras gregas, era de costume a decisão ocorrer por meio da disputa entre dois guerreiros, assim como na Guerra de Tróia, definida pelo combate direto entre Aquiles e Héctor. Mesmo os hebreus em desvantagem, diante de um povo que já dominava o manuseio do ferro e com guerreiros filisteus habilidosos₁ Israel vence com Davi.

Ascensão, perseguição e época

Sua ascensão o fez assíduo do palácio de Saul e sua fama percorreu o país como um relâmpago, mas, na mesma velocidade, também provocou a ira e ciúmes em Saul e, daí, a perseguição sem trégua sofrida por Davi. Porém, nenhum dos planos de Saul chegou ao objetivo de acabar com Davi, pois ‘o Senhor era com ele’.

Em uma dessas perseguições, após a vitória sobre Golias, Davi compõe o salmo. Com data aceitável de seu reinado entre 1000 e 967aC, temos ainda outra indicação com o início em 1048aC.

Ainda conforme enumera Celso de Medeiros Costa, de Governador Valadares-MG, “Em 1030, antes da era cristã, ele é ungido rei, mas, só 5 anos depois, ele se torna rei de fato, e, ainda em 1030, ele escreveu os Salmos 19 e 8; em 1029, foram anos fartos de sua carreira literária, pois temos 10 salmos, sendo o 23, 5, 12, 11, 59, 7, 25, 26, 34 e o 56”.²

Portanto, tudo indica que fora diante de perseguição implacável e da tentativa de minar projetos bem delineados para a vida do segundo rei de Israel, Davi é inspirado a compor o salmo 23. 

Suas experiências de enfrentamentos, quando sob inspiração matava bestas-feras para defender as ovelhas do seu rebanho, dão referência pastoril para o título O Senhor é meu pastor e suas ferramentas:

–  Oásis (águas de descanso), formados de pequenas lagoas;

–  Vara, um tipo de arma usada para afugentar animais selvagens;

–  Cajado, meio usado para puxar as pernas ou pescoço de ovelhas;

–  Azeite, especiaria usada para tratar ferimentos.

Atualidade do salmo

A transliteração do pastoreio para os enfrentamentos em terreno diferente, mostrando-se mediato, é metáfora também para a atualidade, pois o texto mostra-se inspirado e transcende a época, a indicar o Supremo Pastor, Cristo.

A diferença exata está na inexatidão da crença e firmeza da confiança, pois conhecer o Salmo do pastor não é o mesmo que conhecer o Pastor do salmo.

Metáforas

Primeiro o autor toma o Senhorio divino como fonte primeva de todas as suas vitórias. Senhor é Adonai no hebraico, o equivalente a El, para os cananeus. É o Dono, o Proprietário, o Marido…, mas também o Verdadeiro, em oposição aos inúmeros e falsos deuses das cercanias de Israel.

Senhor

O El dos hebreus representa em uma só Pessoa, todos os atributos divinos, a partir do El-Shadday (o Todo-Poderoso). Desde o Êxodo, o Senhor passou a manifestar o seu caráter ao povo hebreu, logo no início da revelação do plano de libertá-los.

Primeiro o Senhor fala do seu poder sobre o tempo e se revela eterno: Eu Sou o que Sou. A pessoa comum pode soar como um simples substantivo, mas na verdade, é uma forma verbal indefinida que revela “Aquele que é, Aquele que existe, no presente, no passado e no futuro.

Portanto, totalmente diferente dos deuses-protetores, que se subdividiam-se em tarefas diversas, o El de IsraEL mostrava-se completo e Senhor de tudo e de todos.

Descrições o salmo: A ovelha

Este é o Deus-Senhor de Davi e ‘nomeado’ como o seu Pastor, em profecia a indicar o antítipo de Cristo: “Eu Sou o Bom Pastor” (grito meu). Então o pastor Davi, deixa-se passar por ovelha, animal de natureza dócil, não agressiva ou selvagem e que não detém defesa própria, a depender inteiramente de seu guia.

Também, por sua natureza não é dotada de caninos e garras e, portanto, não tem instinto caçador.

Enquanto o lobo, alusão parabólica ao Inimigo, precisa caçar para manter-se alimentado, a ovelha só precisa abaixar sua cabeça e comer o suprimento dado pelos Céus todos os dias: “verdes pastos”.

“Eles precisam apenas abaixar o pescoço e pastar”, diz Eduardo Moreira, ao referir-se a cavalos, que lanço como membro do mesmo sistema de ovelhas concernente à provisão alimentar diária. “… ao contrário de lobos, por exemplo, não precisam caçar para comer”.³

O absoluto de ‘nada me faltará”

Mas, quando Davi afirma “nada me faltará”, diz respeito ao sentido absoluto, como dificuldades, enfrentamentos, lutas… e Davi sabia muito bem disso. A tradução do original hebraico sugere o seguinte: “Me não deixará morrer à míngua”.

Por isto ele descreve, em seguida: “Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo”.

Restauração diária de forças

Os verdes pastos são suculentos e se são verdes, indicam água por perto, um oásis e talvez perto de onde Davi estaria, em fuga, quando escrevera o salmo. Também o pasto verdejante a cada dia, indica o milagre da providência diária, expresso na convocação de Jesus para reparar no extraordinário aparecimento dos lírios: “como eles crescem” sem esforço próprio, num toque sútil do Mestre, sobre o milagre da providência dos que esperam em seu Senhorio (Lc 12.27).

Os oásis figuram como lugar de restauração de forças, como a definição de restaurante. Segundo pastor e jornalista Antônio Mesquita, “esta palavra tem sua raiz na ação de restaurar forças. Possivelmente tem sua origem no Oriente Médio, a partir da utilidade dos oásis. Neles o viajante do deserto restaurava suas forças e ânimos para prosseguir viagem.

     A partir daí chegamos aos estabelecimentos comerciais nas estradas com o mesmo fim – os restaurantes. Embora no contexto moderno tenha perdido a força do significado original, o sentido é o mesmo.

     Também no tempo de Jesus, havia as estalagens, verdadeiros hotéis estabelecidos nas estradas poeirentas da Palestina. Estes estabelecimentos eram usados pelos viajantes para restaurar forças, antes de prosseguir viagem.

     Nas mesmas havia ainda a estrebaria, onde podia-se deixar os animais descansando, pois era a principal força de transporte”.⁴

Abundância na mesa posta

A mesa preparada na presença dos inimigos é uma alusão à fartura e à abundância, isto é, mais que o necessário, conforme afirma o próprio Senhor em Lucas: “e ser-vos-a dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordante” (6.38).

A unção com azeite figura como cortesia do anfitrião ao receber alguém com honrarias em sua tenda. Era de costume oriental (cf Sl 133), a cerimônia dirigida a alguém digno de honra, com o derramamento de azeite sobre a cabeça – um dos mais altos atos de expressão de dignidade: “É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla de suas vestes”.

Portanto, o Salmo 23, além de obter “lugar supremo na literatura religiosa mundial”⁵, figura como evidência da grandeza e visibilidade testemunhal da ação do Senhorio divino.

BIBLIOGRAFIA

1)    Dicionário Bíblico Wycliffe, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Rio de Janeiro, Brasil, 1ª edição 2006

2)    Celso de Medeiros Costa: http://www.ultimato.com.br/comunidade-conteudo/salmo-mais-perigoso-que-o-91

3)    Moreira, Eduardo, Encantadores de vidas: Monty Roberts e Nuno Cobra/Eduardo Moreira 7ª Ed. – Rio de Janeiro: Record, 2012.

4)       Mesquita, Antônio, O Mundo das Palavras, Campo Grande (MS), Editora Néteser, 2012.

5)      Dr. Russell Norman Champlin (Vol. 4 dos 7 da obra O Antigo Testamento Interpretado, página 2019)

nicodemos-jesus-novo-nascimentoTexto base: João 3.3-8:

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.

I – Gerados

Por meio do Novo Nascimento em Cristo, o homem foi regenerado e torna-se filho de Deus, conforme João 1.1-12:

“No Princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no Princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho, para que testificasse da Luz, para que todos cressem por ele. Não era ele a luz, mas para que testificasse da Luz. Ali estava a Luz verdadeira, que ilumina a todo o homem que vem ao mundo. Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome”.

II – Salvos por revelação (eleição divina)

Todos os que receberam o Senhor Jesus por revelação divina (“Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos”, Mt 22.14 (Ef 1.5 e 1Ts 1.4) são especiais e mantem a diferença em função de terem sido gerados diretamente pelo Espírito, sem nenhuma interferência humana:

“Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”, Jo 1.13.

Sendo assim, não é difícil notar a diferença entre os filhos da Luz e os das Trevas (cf Ef 5.6-8), pois assumem postura, diante da sociedade, totalmente diferente com cidadania pautada pelo diferencial cristão.

Esta postura se registra na Epístola de Tiago 1.16-18:

“Não erreis, meus amados irmãos. Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas”.

Este texto remete para o objetivo da Carta toda, conhecida como exemplo de ‘paraenesis’, no grego indica ‘ensinamentos éticos arraigados em crenças e valores religiosos’.

“Não erreis” não é frase dirigida ao mundo, ao homem profano (em oposição ao sagrado), mas ao crente.

corrupcao1Nele não há espaço para ‘jeitinhos’ e formas humanas, corrupção de todas as formas e segmentos, como o desvio de verbas públicas, ostentação, presunção, orgulho etc.

Pretende a carta fazer com que o cristão assuma a postura de ‘influenciar e dirigir comportamentos e fundamentar ações dentro de uma compreensão de mundo e de sua ação-participação dentro dele’.

Tiago, irmão do Senhor e o líder da Igreja Primitiva, conforme vemos no Concílio (Convenção) de Atos 15, busca a mudança de comportamento de seus leitores e a principal atitude é a de condenar as más obras no que diz respeito tanto por meio de comissão quanto por omissão. Quando o crente também se omite, peca!

Porém, isto não quer dizer que o cristão sairá por aí fazendo justiça entre os homens ou por meio de homens, mas mostrar sua postura de condenação, de não aceitação de coisas erradas e ilícitas, ou ainda associar-se a tais pecados.

Na carta, Tiago mostra a diferença entre o sagrado e o profano*, a demonstrar que a obra do Senhor não tem condução de estruturas humanas, políticas, mas divina. Ele indica a existência de sabedoria animal (humana) e até a diabólica, mas que nada tem que ver com a sabedoria do Alto, isto é, a espiritual:

“Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz”, Tg 3.14-18.

Nisto tudo pode-se fica evidente que o cristão (literalmente seguidor de Cristo: de seus ensinos e tendo-o como Deus e único intercessor), mesmo enquanto restrito ao tabernáculo humano ou na carne, assume a natureza divina (2Pd 1.4), indicada pela semente da Palavra, a gerar um ser espiritual, com, inclusive, novo nome Ap 2.17; 3.12.

Assim sendo, o cristão não torna-se propriamente um super-homem, um herói** mas um homem fraco (no que diz respeito aos domínios da carne) e um novo ser fortalecido acima de matéria em Cristo, pois o espírito suplanta a matéria em tudo.

*Profano é tudo o que é secular e não sagrado, isto, consagrado ao Deus. **Herói – Deriva-se de Heros, semideus no grego e diz respeito a homem com poderes extraordinários, por meio de atos de guerra. Na Bíblia, temos uma ilustração bem próxima quando trata de Herodes, uma vez que também pode falar de homem de destaque público, que atrai para si a atenção. 

Os povos antigos acreditavam que muitos homens possuíam características divinas. Vemos isso na cultura grega, em especial. Mas também os líderes de muitos povos outorgavam para si tais títulos como os faraós e césares. Estes homens tentavam sempre apresentar em público como protagonistas de fatos mirabolantes e de atos divinos.

Essa tendência humana de buscar referência em um ser híbrido, meio homem-meio deus, sempre esteve presente na história da humanidade. Fatos extraordinários tendem a ser divinizados para que a busca possa satisfazer o ímpeto humano. Os próprios gregos admitiam que deuses geravam filhos entre humanos, como o caso de Apolo, que se apaixona por Medéia e outros do Panteão grego.

Um deles diz respeito a Hércules que, ainda bebê, teria estrangulado uma cobra em seu cesto-berço. Isso rendeu-lhe a fama de poder extraordinário e de semi-deus, como filho de Zeus (MESQUITA, Antônio, O Mundo das Palavras, Campo Grande (MS), Editora Néteser, 2012).

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Texto base: João 3.3-8:

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer? Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito”.

INTRODUÇÃO

Este vocábulo usado para tratar do Novo Nascimento do homem em Cristo, indica ser gerado novamente. A própria palavra indica isto: O prefixo RE, fala de repetição, nova ocorrência; GENE, diz respeito à genética, isto é, a mensagem no código genético a indicar a origem ou as características do indivíduo, conforme sua ascendência – seus pais; e o sufixo (final da palavra), completa a ideia, que o vocábulo carrega ou o período verbal.

Fosse o tempo do verbo o gerúndio, a indicar uma ação contínua e neste caso seria regenerando, diríamos que essa forma demonstra a santificação. Ela funciona de forma contínua, a cada dia, como diz Provérbios 4.18: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito”. Este versículo indica a forma contínua da santificação.

I – NASCER DE NOVO

O nascer de novo é operado pelo Senhor, por meio do sopro do Espírito: “O sopro sopra onde quer”, do grego ‘pneuma pnei’ ou do latim ‘spiritus spirat’. Portanto, o nascimento em Cristo (RE-nascimento) é tão glorioso e não menos ‘misterioso quanto ao vento que sopra’.

O nascer da água e do espírito lança para a ideia da Grécia antiga, em que a água era matéria-prima de todos os elementos físicos, que constituem o mundo e o nosso corpo. Faz, portanto, alusão ao nascituro que surge da bolsa aquosa no ventre materno.

Tem-se a sombra no cego Bartimeu que, a partir do momento que passou a ver jogou a capa (de cego) fora e seguiu Jesus. Os que não enxergam a Salvação em Cristo – tão somente Nele e por Ele (cf 1Tm 2.4-6) – são os que têm os olhos cegados pelo Inimigo:

“Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, A fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, E se convertam, E eu os cure”, Jo 12.40. 

II – OPERADO POR DEUS

O Novo Nascimento em Cristo não é algo em que o homem tem participação decisiva, pois é operado pelo próprio Deus. O homem é alvo da Graça (favor divino), conforme Efésios 2.8-9.

A ação divina para o Novo Nascimento está descrita também em João 1.12-13: 

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.

Não há ação humana, assim como ocorreu com Miriam (nome hebraico da mãe do Senhor). A conceição do Senhor Jesus foi por obra do Espírito:

“Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus. E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. E disse Maria ao anjo: Como se fará isto, visto que não conheço homem algum? E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus”, Lc 1.30-35.

Da mesma forma, a semente plantada em nós –

“Esta é, pois, a parábola: A semente é a Palavra de Deus” (Lc 8.11).

Gera a Vida no Espírito em nossa existência (humana), já a indicar a Eternidade em Cristo.

III – REDENÇÃO

No caso da Redenção, cf 1Tm 2.6, (de redimir, resgatar por determinado preço), fazemos parte ativa, pois na Redenção incluí-se a:

Conversão a indicar a mudança de rumo, de meta, caminho, a partir de nosso desejo, interesse. É sinônimo de arrependimento e “implica em ‘mudar de atitude, de procedimento, de parecer; voltar atrás em relação a compromisso assumido’. No grego é metanóia, que significa mudança completa de direção; meia-volta (MESQUITA, Antônio, O Mundo das Palavras, Campo Grande (MS), Editora Néteser, 2012).

Sobre tal discrepância entre o mundo, as coisas temporais e os fatos espirituais e eternos, Einstein disse: “Do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, porque estes vêm de outra região”.

Santificação. Literalmente separado (do mundo). A santificação não diz respeito a somente coisas e fatos notada mente mundanos – sempre com a medida entre o sagrado e o profano –, mas inclui-se também elementos que vivem à sombra da Igreja e não correspondem à separação, como está escrito:

“Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu”, 2Ts 3.6. Leia também 1Coríntios 1.10.

Perseverança

“Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão”, Lc 13.24.

IV- ADOÇÃO

A Salvação em Cristo é operada por meio da adoção, conforme Efésios 1.4-7:

“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça”.

Na adoção não passamos a ser filhos adotivos, mas adotados, a demonstrar um processo concluído com filiação definitiva (cf Jo 1.11-12). Nela, a partir da semente gerada em nós (pela Palavra), passamos a fazer parte da família divina, em função da ‘linhagem genética divina’ e a assumir a própria natureza celestial, com a renúncia da humana e terrenal (2Pd 1.4 e Jo 17.21-23).

Pr. Edson Alves da SilvaPastor Edson Alves da Silva presidente da AD/Tradicional e de presidente de honra da Convenção Estadual da AD Tradicional do Amazonas (Ceadtam) em Manaus, partiu para a Eternidade hoje (16/8/13), aos 76 anos, em Natal (RN), onde nascera a 15 de abril de 1937.

Em 1974, pastor Edson foi enviado para Madagascar (África), como o primeiro missionário da Igreja Assembleia de Deus em Rio Grande do Norte. Lá plantou a Igreja do Senhor, juntos dos missionários Rosa-Virgínio Carvalho, em Antisirabe e Diego Suarez.

Naquele continente pastor Edson enfrentou batalhas espirituais, mas com oração e jejum obteve vitórias gloriosas.

Seus pais Antônio Alves da Silva e Maria do Carmo Rodrigues Silva (irmã Dadinha) com toda a família receberam Jesus no dia 19 de abril de 1946. A vizinha da família, Chiquinha Damásio, membro da Assembleia de Deus, levou toda a família aos pés de Jesus, depois de muita perseverança.

O então menino Edson, fora batizado nas águas em agosto de 1948 e a 13 de abril de 1947, Jesus batizou-o no Espírito Santo, na residência do casal Aline-Epitácio Rodrigues. Desde então, Edson passou a envolver-se com a obra do Senhor, começando pelo louvor, por meio da banda musical da igreja.

Seu amor pela causa do Mestre o levou a buscar conhecimento da Palavra, quando, então bacharelou-se fez em Teologia, pelo Ibad (turma 1967).

Quando regressou a Natal, adoeceu gravemente e chegou a ser desenganado por médicos. Porém, em uma noite, quando todos dormiam e ao sentir a aproximação da morte, o jovem Edson Alves levantou a mão e clamou: “Jesus, faz alguma coisa”! E Jesus fez! Curou-o instantaneamente.

Atou como auxiliar da Palavra em Natal e visitou quase todo o interior do Estado, ao lado do pastor João Batista da Silva, então pastor-presidente da AD no Estado. Ministrada estudos bíblicos e também chegou a ser regente do coral da AD/centra e ainda liderou a mocidade, ao lado do pastor Elinaldo Renovato.

Quando retornou ao Brasil, após ser enviado como missionário ao continente africano, casou-se com Zilda Viana, em 7 de maio de 1977. Juntos seguiram para Cayenne/Guiana Francesa, onde fundaram a Assembleia de Deus.

Nesta mesma época, o casal viajou por muitos lugares, passando em canoas em rios e enfrentando perigos de rios caudalosos. Chegou a visitar o interior do Amapá, inaugurando congregações, visitando os crentes, orando pelos enfermos e ensinando a Palavra.

Ao retornar ao Brasil em 1981, passou a liderar a AD em Currais Novos (RN). Mas em 1983, a convite do saudoso pastor Alcebíades Pereira de Vasconcelos, mudou-se para Manaus. Desde em maio de 1984 servia ao Senhor no Amazonas, onde teve dois filhos Josiel e Igor.

Em 2000 fundou e assumiu a presidência da Assembleia de Deus Tradicional em Manaus, atualmente com templo-central e mais 194 congregações em Manaus (Fonte: Site da AD Tradicional do Amazonas).

O mundo acordou do sonho. Digo com relação ao sentido ‘científico’ do sonho, do ponto da psicanálise freudiana, em que a realização dos desejos escondidos e jamais vivenciados pelo próprio indivíduo, se realiza: Sem cabresto, sem castração e sem nada de pudico.

Ainda que haja desacordo com Freud, é fácil perceber que existe em nós outro ‘eu’ latente no inconsciente a proteger recalques, marcado por traumas e complexos, a passear totalmente despido de pudor em sua representação onírica. Porém, Freud define o inconsciente justamente como intencionalidade.

Nele, nossas realizações oníricas refletem o anarquismo, em que a plena liberdade mantém lindes tênues com a libertinagem. Esse movimento do século 19 contraria toda imposição de autoridade ou força de governo e se encaixa na declaração de Guevara, que dizem ter sido o mentor da revolução cubana: ‘Se há governo sou contra’.

Do grego anarkhos, sem poder (governo), passou a ser usada para denominar ideologias, que contrariam todos os valores predominantes: social, político, militar e religioso e seus decorrentes como o Estado, leis, propriedade e a própria ordem.

Nisso tudo encaixa o sonho que vem ganhando força no imaginário humano, desde a queda do Absolutismo e ascensão do Relativismo, passando pelas passarelas do Woodstock e da Revolução Cultural até chegar hoje por seus filhos e netos.

Isto porque todos os sistemas dominantes e humanos falharam e falham ainda hoje, como verdadeiros estafetas pró inserção da nova (des)ordem mundial.

Não há esperança no homem. Ele está a deixar de ser (um) sujeito (às leis e normas), para manter-se somente como indivíduo (individualizado e autônomo), esgueirando-se da integridade humana.

As reações oníricas são confrontadas e transformam-se em intencionalidade quando existe momento propício: divã montado à meia-luz, melatonina em frenética produção…  nos tornamos sonâmbulos e abrimos o baú.

Mas, em vez do hormônio ocasionador do sono, produzido na baixa presença de iluminação, o mundo de hoje vive sob refletores a produzir muita adrenalina. A cada dia, recebemos do nosso metabolismo injeções hercúleas desse hormônio ruim, a partir daquilo que vemos, ouvimos e vivenciamos. É uma verdadeira droga a tirar a nossa racionalidade!

Retira-se a razão e injeta-se emoção! O homem de hoje, em vez de construir projetos e amar, é instigado a sonhar e a apaixonar-se. Toda a sua racionalidade passa de largo e isto ocorre até mesmo no meio eclesiástico, onde a obediência torna-se vexatória e a realidade obtusamente obscurecida do habemos papam!

Na Idade Média os sonhos foram mantidos adormecidos. A densa treva da obscuridade da época encaixou o homem de forma imperfeita perfeitamente no divã, embalado pela protetora da ‘santa’ ignorância. Agora, os sonhos trancados no baú do inconsciente entram em cena, por meio do humano que ninguém sabia existir.

Com a queda do absolutismo, em que os semelhantes sofriam abusos pelos excessos, partiu-se para o outro extremo: o excessivo relativismo. Consequentemente, o poder ficou podre, raquítico, doente, à beira da morte, absolutamente relativo.

Onde está o poder? Sumiu! Aproveitando-se de situação semelhante (não igual), mas igualmente vulnerável Hitler, com o poder de lar demolido, conseguiu elevar sua posição, ao explorar a culpa pela derrota da Alemanha na guerra, inserindo os judeus e minorias como bodes-expiatórios. Ele levou o poder popular às ruas e depois vestiu-se dele. Atualmente o homem vive à mercê de tal sagacidade.

Vivemos mais ou menos a ‘poesia’ A Invasão do Sagaz Homem fumaça, 2000, Planet Hemp, ‘O Sagaz Homem Fumaça’: ‘Aí, meu cumpadi, como já dizia o Samuca do patrulha na cidade: Quem não reage, rasteja. Eu tô de pé, pupilas dilatadas, chapado, mas eu sou sagaz”.

Onde está o poder? Em nenhum lugar e com ninguém! Se estivesse com alguém, no caso do Brasil, o povo não estaria na rua protestando e outros, aproveitando-se da ausência desse mesmo poder, a quebrar tudo!

Há um ‘poder’ de fato, mas não de direito, segundo conclusão da vox populi. Conclui-se que esse poder, em pleno século das luzes, do conhecimento globalizado, da mídia social, do nada fica encoberto, que não vale para si próprio, para a corja, para os amigos da corte, aos cartéis, aos camaradas e lobbys… não é poder, mas engodo…, pois o poder humano sem o demos, de democracia, é tirania.

Em passos mágicos e não menos enganadores tais líderes desse ‘poder’ contemporâneo transitam bem e com sapatinhos de algodão pelos corredores dos monastérios da corrupção. São verdadeiros monstros, a perambular de dia, noite e ‘mensal(eiros)mente’… Entretanto, a ficha caiu e ‘o-gigante-acordou’!

Pergunta-se: Onde estão os gigantes gerados entre o povo, seja de qual for o segmento: Um Getúlio, Juscelino, Kennedh (política); um Frank Sinatra, Goethe (arte); um Pelé, Zatopek (esportes); um Thomas Edison, Dumont (inventores); cientistas tal qual Albert Einstein; um Agostinho, Lutero, John Bunyan, Savonarola… Não os temos mais, senão um fio de homens probos.

Por isso o mundo em plena crise está ávido por um líder e o Diabo o dará, até que o Criador (re)pareça com um molho de chaves e diga:

– “Cavalheiros, está na hora de fechar!”

e o caos volte ao cosmo e outro Princípio se estabeleça!

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”, Gn 2.7.

Depois da evidência da proximidade entre o barro e a vida biológica, com provas da presença de “materiais típicos do barro que são fundamentais no processo inicial de formação biológica”, como a substância montmorillonite, efetiva na “formação de depósitos gordurosos e ajuda às células a compor o material genético chamado ARN (ácido ribonucleico), indispensável para a origem da vida” (Instituto Médico Howard Hughes e do Hospital Geral de Massachusetts, em Boston, agência EFE/Science), chega outra prova.

‘Árvore genealógica revela novas idades para ‘Adão’ e ‘Eva’”

Conforme mostra divulgada pela revista Veja (goo.gl/aQxa6x ) “pesquisadores descobrem que os mais recentes ancestrais comuns a todos os homens e mulheres do planeta podem ter vivido na mesma época: ele entre 120.000 e 156.000 anos atrás, e ela, entre 99.000 e 148.000 anos”.

Quer dizer que todos os humanos herdaram sua base genética de um mesmo casal oriundo da África.

No resultado dessa pesquisa existem algumas discrepâncias com o relato bíblico – não dariam o braço a torcer por completo – como a questão do tempo; o casal bíblico, que não seria o mesmo; e, necessariamente, não formariam casal.

Segundo a pesquisa, “foram os últimos ancestrais a partir dos quais se pode traçar uma linha direta de descendência paterna ou materna até os nossos dias”.

Interessante que a pesquisa diminuiu o número de anos, trazendo os ‘pais de todos os humanos’ para mais próximos de nós (três vezes mais perto que antes), deixando um pouco de lado o ‘foguete datador’ dos bilhões de anos…

Mostrou-e também a questão da criação divina de macho e fêmea, sem intermediários, pois uma parte do DNA, o cromossomo Y, que determina o sexo masculino, é transmitida exclusivamente pelo pai.

“É ele que contém as informações sobre o ancestral paterno comum”, que a Bíblia denomina Adão, isto é, homem, humano, aquele que veio da terra, chamado pela pesquisa de Adão cromossomial-Y.

“A conclusão é de que todos os cromossomos Y foram herdados da mesma pessoa – o ancestral paterno comum”, o Adão cromossomial-Y, que permanece sentado “no topo da árvore” genealógica dos humanos, do jeitinho que nós cristãos e judeus pregamos há milhares de anos… nem tanto como o ‘foguete datador’ acusa!

O lado do DNA transmitido pela mãe – a Eva miticondrial – é um pedaço do genoma que não está no núcleo, “mas na mitocôndria da célula”.

Também mostrou que não existe a ideia determinante do que se pensava antes, quanto a discrepâncias de datas entre o homem e a mulher. “Nossa pesquisa mostra, no entanto, que essa discrepância não existe”, conforme afirmação do professor de Genética na Universidade de Stanford e um dos autores da pesquisa, Carlos Bustamonte.  

Como a Bíblia diz

“E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”, Gn 2.7.

“Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”, Gn 2.21-24.

“Este é o livro das gerações de Adão. No dia em que Deus criou o homem, à semelhança de Deus o fez. Homem e mulher os criou; e os abençoou e chamou o seu nome Adão, no dia em que foram criados. E Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem, e pôs-lhe o nome de Sete. E foram os dias de Adão, depois que gerou a Sete, oitocentos anos, e gerou filhos e filhas”, Gn 5.1-4

Linhagens

Os ramos genealógicos também são mostrados pela pesquisa do DNA humano a indicar, segundo pesquisadores, que “a configuração dos ramos ao longo do tempo se mostrou semelhante à distribuição das populações humanas”. Indicam que as linhagens saíram da África para a Ásia e Europa.

Geopolítica de hoje e a profecia de Noé

“E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos. E disse: Bendito seja o Senhor Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo. Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem, e seja-lhe Canaã por servo” (Gênesis 9.25-27).

A profecia de Noé, sobre os seus três filhos joga luz para os dias de hoje concernente aos povos. É justamente isso que se cumpre no mundo atual. Temos visivelmente o cumprimento dessa profecia.

De Canaã descenderam os africanos. Já no tempo dos patriarcas eles moravam naquela região, desde Israel (Canaã) que divisa a África da Ásia, até a África propriamente dita.

De Jafé descendem os jafetitas, os europeus. Eles detêm a supremacia econômica-política, com o MCE (união européia), e a maioria dos países mais ricos do mundo – o Grupo dos 7 ou Clube de Roma.

A promessa para Sem é religiosa. “Bendito seja o Deus de Sem”. Dos semitas, descendem as três maiores religiões do mundo – judaísmo, cristianismo e islamismo.

Dos filhos de Jafé saíram os colonizadores. Os europeus, especialmente por meio da Inglaterra e Portugal, colonizaram a África, repartindo-a como queriam e causando um grande transtorno às tribos, que até hoje lutam e são dominados, sofrendo com pestes, fome, degradação completa.

É um povo tomado de feitiçarias e adoração a ídolos. Chegam a oferecer seus filhos e a matar outros para serem oferecidos aos demônios, a exemplo do que faziam os cananeus. Muitas vezes Israel copiava seus pecados (2Rs 17.16-17 e 2Cr 33.1-6).

Dado a pecados de libação a deuses de vidas humanas, muitos povos foram exterminados da face da terra. A própria degradação moral os consumiu como os assírios, os maias e astecas, entre outros. O amor-livre na França quase os consumiu, pois não possuíam mais crianças, e ainda hoje procuram adotar crianças. O amor-livre quebra todas as barreiras morais, viabilizando o sexo entre qualquer pessoa, sem se importar com qualquer tipo de parentesco.

Fica claro dentro do quadro geopolítico do mundo de hoje o cumprimento da profecia de Noé (Mesquita, Antônio, Pontos Difíceis de Entender/CPAD, 2006).

Ainda como luz para o fato que descrevo, os cientistas falam de um período em que “a população sofreu um grande corte populacional, ao qual poucos indivíduos sobreviveram para transmitir seus genes… Mas também é possível que existam elementos da história humana que predispõe as linhagens a se sobreporem em determinados períodos”, diz o pesquisador Poznik (O grifo é meu).

O que ele diz, mesmo que não tenha essa pretensão, confirma tanto a questão do Dilúvio quanto a das três linhagens a partir de Noé, como as descrevo em meu livro Pontos Difíceis de Entender, inserido acima (sem atualização).

 

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