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Archive for the ‘Notícias’ Category

Dos 24 mil inscritos na 41ª Convenção Geral (CGADB), realizada em Brasília, desde 8, o total de presentes hoje – dia da eleição – não deve chegar a 17 mil, conforme previsões. Ontem a presença chegou a 14 mil.

Neste momento (17h), senhas estão sendo distribuídas aos que ainda permanecem nas poucas e pequenas filas. Várias seções, logo no início da tarde, já estavam vazias, mas com cerca de 50% de ausência.

O fato se repetiu em várias delas, em especial as de eleitores mais idosos.

As estruturas para o início da contagem dos votos já estão sendo preparadas, segundo o presidente da Comissão Eleitoral, pastor Antônio Carlos Lorenzetti, com a montagem de 126 meses para a recepção das urnas.

A conclusão da contagem final dos votos está prevista para até às 4h. Porém, a proclamação do novo presidente deverá ocorrer antes, por volta de 2 horas após o início da apuração.

Cerca de uma hora após a montagem das estruturas para a contagem dos votos, iniciará a contagem e mais uma hora após, deve-se conhecer o novo presidente eleito, conforme informações de Lorenzetti.

Fotos: Antonio Araujo-Brasília

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Pastor Antônio Lorenzetti com seu ícone de presença – o chapéu Panamá

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Filas para a votação em frente de seções

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Acompanhe a eleição da CGADB:

17h35: Novo presidente da CGADB deve ser conhecido até as 20h. Acompanhe a apuração aqui no blog.

17h31: Daqui a pouco vamos postar mais informações sobre o término da votação.

16h42: “O uso excessivo de epônimos e a supersimplificação da história”. Leia aqui.

16h13: Várias seções já não tem mais filas de espera e registra até 50% de ausência.

Visitei as seções 88, 89, 90 e 95 que estão vazias, há mais de 1 hora. Nelas a presença chega em média a 50%.

Na 90ª dos 175 ministros, somente 90 votaram. Na 89, dos 222 cerca de 110 votaram.

A mesma média repetiu-se nas outras e o tempo médio usado foi de 4 minutos.

15h58: CGADB perdeu seu objetivo com tempo total limitado a discussões de gastos e custos e outros temas; nada de interesse à Igreja.

15h33: Esposa do diretor da CPAD teria um polpudo salário que chegaria a R$ 40 mil. Saiba mais.

15h14: Muitas seções já estão vazias e as que constatei – cerca de 6 – só receberam em média 50% dos eleitores.

15h06: Pastor Samuel Câmara tem computados 11 mil votos sem contar com dissidentes de convenções que votam fechadas em pastor José Wellington. Essa conta está bem enxuta.

14h43: Segundo minhas previsões a 41ª CGADB terá entre 17 e 19 mil eleitores dos 24.2 mil inscritos. Ganha quem receber entre 9 e 10 mil votos.

13h48: Muitos convencionais se mantém nas filas dado a lentidão dos votos.

13h37: Liminar derruba eleição do Conselho da CPAD e volta à determinação de eleição somente na sexta (12). Saiba mais.

13h03: Deputado Marco Feliciano (PSC/SP) chegou agora para votar. Está cercado de seguranças.

13h00: A previsão é de que o horário-limite (17h) ultrapasse dado a lentidão do processo.

12h37: Após votar o eleitor recebe um comprovante idêntico ao da eleição secular.

12h29: ´É um jornal´, disse um ministro após votar, referindo-se aos inúmeros nomes e dimensão da cédula.

12h00: As filas de votação não andam. Segundo um eleitor (já votou) não é possível votar com menos de 4 minutos.

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11h50: Pastor Antônio Carlos Lorenzetti, presidente da Comissão Eleitoral disse que seu chapéu – tipo Panamá – será ícone de sua aproximação e risco de prisão para quem for flagrado em fraude.

11h41: Com liminar que derruba a que pastor José Wellington conseguira pela manhã (dia 10), eleição do Conselho Administrativo da CPAD torna-se sem efeito.

10h39: Foram montados 90 guichês de atendimento com 35 ativos. As instalações e número de ministros, ônibus e outros veículos tornaram o parque pequeno..

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10h15: Gigantescas filas para retirada de crachá de acesso à votação ainda persistem. Crachá tem código de barras para acesso eletrônico em catracas.

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Com a nova liminar concedida hoje (10) em Manaus, reeleição de Wellington Junior, como presidente do Conselho Administrativo da CPAD, tornou-se sem efeito.

A eleição, conforme a primeira liminar (e não sentença, conforme publiquei erroneamente), deveria ocorrer na sexta, após a eleição da mesa diretora da CGADB. A eleição ocorreu à revelia mas, hoje, pela manhã, advogados de pastor José Wellington conseguiram liminar, com juiz de plantão, mantendo a eleição.

Mais tarde, a liminar foi restabelecida e tudo voltou como antes, conforme despacho abaixo:

Assim, ao constatar a presença dos requistos autorizadores para a concessão do efeito pretendido – fumaça do bom direito e perigo na demora -, defiro o pedido liminar, atribuindo efeito ativo ao presente recurso. Determino, ainda, e utilizando o poder de publicitação das decisões judiciais, além da urgência que a situação fática exige, que esta decisão vale como comunicação à quem de direito. Determino, também, à Secretaria do plantão que comunique esta decisão pelos meios processuais próprios, especialmente os eletrônicos, com a urgência necessária”.

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Pastor Wellington Junior foi reeleito presidente do Conselho Administrativo da CPAD, segundo cargo mais cobiçado da CGADB. Depois da eleição, ocorrida na tarde de ontem (9), mesmo com sentença contrária, pastor Samuel disse que não vai revidar e seguirá em frente na disputa.

Por outro lado, os advogados de pastor José Wellington vão tentar derrubar a sentença no Tribunal de Justiça, mas, enquanto isso não acontece, a CGADB incorre na multa de R$ 50 mil diários impostos pela Justiça em função do não cumprimento da sentença.

Ainda segundo os advogados de Samuel Câmara, com o fato que estabelece a eleição do Conselho somente após a eleição de 11 (abr), eles poderiam pedir a prisão do atual presidente. Porém, não o farão para não torná-lo vítima. “Não vamos cair nessa”, mas seguiremos o caminho da justiça.

Caso a diretoria do Conselho da Casa eleita hoje (por presidente de convenções regionais) seja homologada pelo plenário amanhã (10), a multa se elevará a milhões, pois será computada por convencional.

Samuel Câmara disse que caso ganhe, vai propor a eleição do Conselho como determinou a Justiça, ao acatar sua reivindicação, com realização somente após a eleição da mesa diretora, portanto na sexta (12).

O que se nota até aqui é que as estratégias adotadas indicam a expectativa de cada candidato a respeito do resultado.

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Brasília deve receber até quinta-feira, 19 mil ministros do Evangelho das Assembleias de Deus de todo o Brasil, do total de 24,2 mil inscritos.

Algumas discordâncias já despontam no primeiro dia. Por exemplo, todos os assuntos em pauta estão sendo rejeitados e seguem para votação no plenário, por meio de sistema eletrônico.

O primeiro deles foi à rejeição da indicação do pastor Oscar Moura (ES), ligado ao pastor José Wellington, a 3º tesoureiro. O cargo seria criado pela aprovação, pois até hoje a entidade atua com somente dois. O terceiro nome cobriria a ausência em caso de vacância no cargo.

Rejeição

Também as contas da CGADB foram igualmente rejeitadas. No primeiro caso, o resultado teve a diferença de 1.370 votos contrários, do total de 6.365 (3.868 a 2.497).

Nota-se que os apoiadores de pastor Samuel Câmara votam em conjunto e essa diferença reflete a posição a respeito dessa disparidade.

A plenária conta, por enquanto, com cerca de um terço de inscritos, que deverão comparecer na sua totalidade, na quinta-feira (11), dia da eleição – das 8 às 17h.

Movimentação

Chegam a cada momento, no gigantesco espaço no Parque das Nações, caravanas enormes, provenientes de lugares distantes, como uma do Pará, com 20 ônibus.

Transformação do DF

O distrito federal foi transformado num grande centro de ajuntamento de ministros do Evangelho. Praticamente toda a rede hoteleira está comprometida e a movimentação é notável.

Previsão

Dos 24 mil inscritos cremos que o total não ultrapassará ao número de 19 mil, a considerar os 25% ausentes na última eleição em Vitória (ES). Desse total, quem ultrapassar a 9,5 mil votos favoráveis, ganha a presidência leva a CGADB.

Fora

Segundo a Comissão Eleitoral mais de 600 ministros tiveram suas inscrições indeferidas por questões de comprovante de inscrição – pagamento – não condizente com a regra exposta em edital.

Muitos desses pastores – a maioria mantendo a simplicidade cristã – apresentaram recibos manuscritos e outros fizeram depósitos em conta (da CGADB), portanto, sem recibo comprobatório – o boleto.

Ainda segundo a Comissão Eleitoral, outros cerca de 600 nem mesmo compareceram, pois, de antemão, sabiam da impossibilidade.

Também informou que o dinheiro `pago` deverá ser ressarcido. O pedido de ressarcimento deve ocorrer por meio de ofício com os comprovantes de depósito junto a Secretaria da CGADB.

Acesso eletrônico

O sistema de acesso ao plenário é efetivado por meio de catraca eletrônica – tipo ônibus – com leitura de código de barras nos próprios crachás.

Presidente do Conselho Administrativo

Embora com sentença que determina que a escolha do Conselho Administrativo da CPAD, editora assembleiana, ocorra após a eleição, pastor José Wellington determinou a eleição da citada diretoria e presidência, agora (dia 9, 18h30).

A eleição-escolha realizada entre presidentes de convenções regionais é presidida pelo pastor Ubiratan Batista Job (RS).

Feliciano

O plenário aprovou moção de apoio ao deputado assembleiano Marco Feliciano, ligado ao Belenzinho-SP, que segue perseguido por eclesiofóbicos.

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Luiz Fernando da Costa, do crime para Cristo

Após ouvir o testemunho do pastor-capelão Luiz Marcos Pinto, secretário-geral de Evangelismo da Assembleia de Deus em Porto Velho, Beira-Mar ajoelhou-se, fez uma confissão pública e recebeu Jesus Cristo como o seu Senhor e Salvador.

A conversão ocorreu em outubro, no Presídio de Segurança Máxima de Porto Velho (RO), onde permaneceu por cerca de 1 ano. Antes, ele esteve em Campo Grande (MS) e atualmente cumpre pena em Catanduvas (PR), também no Presídio Federal de Segurança Máxima, onde cursa Teologia pela Faculdade Teológica Batista do Paraná (FTBP).

Entrevistei o pastor Luiz Marcos Pinto, por telefone hoje (20mar13), sobre a conversão de Beira-Mar. Também obtive informações a respeito do preso e sua conduta, por meio de um agente federal de um dos presídios citados.

Segundo o agente, Beira-Mar lê muito –‘muito mais que nós’ (referindo-se a acadêmicos) – e é um preso que dentro do sistema prisional submete-se e responde às ordens sem dar problemas, pois ‘quem dá problema é preso-peba’, disse o agente, referindo-se a presos rebeldes e problemáticos.

Segundo a Folha (crédito no final do texto), Beira-Mar foi “aprovado no vestibular da FTBP (Beira-Mar realizará o curso à distância, por meio de apostilas. A primeira já foi entregue. A faculdade prevê, ao todo, 3.180 horas de aulas com temas relacionados à sociologia, filosofia, história, teologia, sociopolítica, metodologia, entre outros”.

Também informa o jornal que “Todas as provas serão acompanhadas por um professor da instituição que será escolhido por sorteio” e que “o traficante demonstrou interesse em estudar teologia durante um culto evangélico ministrado pelo capelão Luiz Magalhães, pastor da Igreja Batista do Bacacheri, de Curitiba”.

Ainda segundo o jornal, conforme “o professor Jaziel Guerreiro Martins, diretor da faculdade, Beira-Mar começou a questionar o capelão sobre questões relacionadas à fé e disse que gostaria de conhecer ‘mais a fundo’ a religião”.

Conversão

Porém, sua conversão ocorreu em Rondônia, onde pastor Luiz Marcos atua como capelão. Ele informou que já era ouvido por Beira-Mar havia um ano, embora nunca manifestara interesse religioso.

“Após um ano ouvindo a Palavra, ele me chamou para confessar seu interesse e quis que eu falasse novamente do meu testemunho, de como encontrei, no sistema prisional, o assassino de meu pai e fui até ele para perdoá-lo”.

Beira-Mar então disse-lhe:

– Eu não sou burro. Sei que existe um Criador (sem querer referir-se propriamente no Deus pregado pelo pastor), mas o que faz um homem chegar a esse ponto…?!

Após ouvir o testemunho do pastor Luiz Marcos, Beira-Mar quis receber Jesus Cristo como o seu Senhor e Salvador. Pastor Marcos pediu-lhe para que ajoelhasse e confessasse, em voz audível e publicamente, sua decisão.

Em seguida, Fernandinho pediu-lhe uma Bíblia e disse ao pastor: “Servirei a esse Deus, presente em sua vida”.

Diante do quadro, um dos detentos de nome Moisés e amigo de Fernandinho, demonstrou também sua conversão e houve manifestação de temor diante de todos.

Beira-Mar chegou a investigar a questão religiosa e o testemunho do pastor antes de abrir a sua alma para receber Jesus. Até então, segundo pastor Marcos, mantinha-se reservado, muito educado, mas com participação discreta e distante.

Depois do ocorrido, a chefe de Reabilitação do presídio não escondeu sua admiração pelo ocorrido. “Eu não sabia que ela estava vendo e ouvindo tudo por meio do sistema de câmeras”, ressaltou pastor Marcos.

No mês seguinte, o juiz-corregedor federal Marcelo Lobão, ao ser entrevistado pela Globo News (Rodrigues Alvares), permitiu que alguns detentos convertidos (os que quiseram ter suas imagens divulgadas) fossem filmados e também convidou pastor Marcos para a entrevista.

Igreja atrás das grades

Em todo o Estado de Rondônia, a Assembleia de Deus mantém centenas de presos frequentadores de cultos. Alguns já se tornaram membros da Igreja do Senhor, após confissão pública de fé, batismo nas águas e comunhão, por meio da Ceia do Senhor. “Temos cerca de 600 detentos nos cinco presídios do Estado. Ministramos batismos, Ceia, casamentos, culto de ensino bíblico e vigílias”, informou pastor Marcos.

Conversão e condenação

Beira-Mar foi condenado no Rio de Janeiro a mais 80 anos de prisão por ordenar assassinatos e, segundo a Folha, “revelou que estava cursando teologia, admitiu alguns crimes, disse que sofria muito e queria pagar o que deve à Justiça”.

Para o diretor da FTBP, Jaziel Martins, sua declaração “sugere que há um ‘mover de Deus’ em sua vida. ‘Existe algo dentro dele que o está levando para mais perto de Deus’, afirmou, pois seria ‘quase impossível’, alguém como Beira-Mar declarar que pretende pagar pelos crimes se não estiver motivado por uma mudança, mas disse que ele deve cumprir a pena imposta pela Justiça”.

Fonte usada: Fernandinho Beira-Mar começa a estudar Teologia em presídio federal, Luiz Carlos da Cruz, colaboração para a Folha, de Cascavel, 19/03/2013 – 10h50, http://folha.com/no1248704

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Pastor João Kolenda Lemos partiu para a Eternidade hoje (28/12/12) às, 15h05, em Pindamonhangaba (SP), após passar por tratamento hospitalar. Com sua esposa, a saudosa missionária norte-americana Ruth Dorris Lemos, fundou fundador do IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus (Ibad) e, portanto, pioneiros na educação teológica nas Assembleias de Deus no Brasil.

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Seu corpo será velado amanhã (29), na capela do Ibad, a partir das 9h, o culto de celebração por sua vida, ocorrerá a partir das 14h e o sepultamento será às 16h, no Cemitério Municipal de Pindamonhangaba, onde também o corpo de irmã ‘Doris’ fora sepultado.

Ele e o Reino

João Kolenda Lemos nasceu no Rio Grande do Sul. Converteu-se e foi batizado aos 15 anos de idade, em 1938, na Assembleia de Deus em Porto Alegre, cujo pastor era o missionário Gustavo Nordlund. Sua mãe, Marta Kolenda Lemos, era filha de um missionário luterano alemão, Ludvig Kolenda e seu pai episcopal. Ela recebeu o batismo no Espírito Santo nos EUA, voltou e testificou para a família, levando os filhos a Jesus.

Em 1942, em Santa Catarina, recebeu credenciais de evangelista autorizado (na época existiam outros jovens autorizados como evangelistas, como José Antônio de Carvalho, Alcebíades Vasconcelos, Alfredo Reikdal…).

Entre 42 e 46 trabalhou em Santa Catarina nas cidades de Tijucas, Itajaí, Tubarão, Criciúma, Orleãs e Urussanga, como auxiliar do missionário O. S. Boyer e do pastor Isaque Kolenda Lemos. Também auxiliou o jornalista Emílio Conde, como copidesque das cartas que chegavam à Redação e ainda revisou a Harpa Cristã e o jornal Mensageiro da Paz.

Pastor Kolenda foi para os Estados Unidos porque no Brasil não tinha seminário teológico na Assembleia de Deus. Lá cursou 5 anos, no Central Bible Collegge. Depois pastoreou uma igreja na cidade de Beulah, no Estado de Michigan. No Brasil, após cursar Teologia, cursou Filosofia e pós-graduação em  Educação.

“Quando eu estava no terceiro ano do Instituto Bíblico, nos Estados Unidos, houve um avivamento. Durante uma semana não teve aula. Os cultos começavam às 8 horas da manhã e terminava às 12 horas. Muita gente recebeu o batismo no Espírito Santo. Durante aqueles cultos eu perguntei a Deus por que no Brasil não tem um Instituto como este. Uma voz me respondeu em português: ‘Para isso que eu lhe trouxe aqui”’, contava pastor Kolenda.

Saudosa missionária Dorris Lemos

Pastor Kolenda conheceu irmã Dorris nos EUA. Formada em música, regeu diversos corais, escreveu lições da Escola Dominical para crianças e para professores de adultos por vários anos junto à CPAD, formada em Teologia, conhecia muito bem a Bíblia e especializou-se em Missiologia.

Irmã Doris nasceu no Estado de Wisconsin. Cursou no Instituto Bíblico dos Grandes Lagos. Seu pai era criador de galinhas e perus. Casou com irmão Kolenda em 1951, nos EUA. No começo do Ibad, ela ministrava aula de inglês na Faculdade de Taubaté, das 7h às 23h, para custear as despesas. Missionária Dorris partiu para a Glória a 23 de outubro de 2009.

Familiares

Depois de 71 anos de ministério pastoral, deixa três filhos, nora, genros, oito netos, três bisnetos e milhares de ex-alunos e muitos frutos a partir da instalação do primeiro sistema de ensino teológico no Brasil – o Ibad.

Pastor-doutor João Kolenda Lemos será mantido como eterna referência de mestre e suas credenciais irão além do seu epitáfio. Como ministro de Deus, tornou-se ‘recomendável em tudo”, como “Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido” (2Co 6.4,6). Saudade!

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No dia 31 de outubro – Dia da Reforma Protestante – terminou o prazo de candidaturas para a eleição da diretoria da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), período de 2013 a 2017. Por outro lado, deu-se início às inscrições de ministros para participarem da 41ª Assembleia Geral Ordinária (AGO) da CGADB, a ser realizada em Brasília, de 8 a 12 de abril, quando, no dia 11, das 8 às 17h, ocorrerá a eleição. Por isto, muitos irão somente para a eleição. As inscrições se encerram no dia 28 de dezembro.

Ministros em série

Para tanto, de forma notadamente indiscriminada e também alheia aos preceitos e objetivos cristãos, algumas convenções regionais ‘consagraram’ milhares de ministros (pastores e/ou evangelistas), praticamente em série, para constituírem-se curral eleitoral. É uma triste realidade, pois o sagrado passa a alinhar-se ao profano, como meio de formatar (dar forma) a um ideário simplesmente sustentado pela vanglória humana.

Isto fica claro pelo número de consagrados nos últimos momentos, tendo em vista o número da credencial emitida. Minha credencial tem número da casa dos 18 mil, emitida há 16 anos e hoje o número chega à casa dos 60 mil!, número exorbitante e fora da realidade de determinadas regiões.

A causa espiritual não pode ser manipulada a bel prazer e tomar contornos meramente humanos, a desmerecer sua transcendência, acima dos limites humanos, puxada aos limites da mortalidade, como se não crêssemos em nada mais e a ficar somente em uma bela representação teatral de personas.

É um momento clássico e já retratado no texto da comunhão (comer o pão juntos), como parte do mesmo Corpo, em que os partidos e por eles as divisões (dissensões) aparecem, mas também quando os sinceros (convertidos ou aprovados) se manifestam, conforme 1Corintios 11. Portanto, o texto da Ceia do Senhor deveria ser iniciado nesse texto, no versículo 17.

Este retrato de narciso contraria a separação de ministros, conforme Efésios 4, a partir do versículo 7. São homens que recebem o dom ministerial, com uma finalidade específica, tendo em vista a necessidade da obra do Senhor, pois ministro não quer necessariamente dizer pastor. Este indica que ou quem tem rebanho, pastoreio e fora deste propósito, não há porque levar alguém ao ministério especificamente pastoral.

O texto destaca a preposição para, isto é, com um propósito, a partir do dom outorgado pelo Senhor: “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, PARA a obra do ministério… PARA edificação do Corpo de Cristo… PARA que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento…” (grifo meu).

Os candidatos

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Pastores-candidatos Antonio Dionizio e Temoteo Ramos de Oliveira

Os candidatos inscritos, suas regiões e os respectivos cargos são os seguintes (pela ordem alfabética):

PRESIDÊNCIA

1) José Wellington (São Paulo-SP)

2) Samuel Câmara (Belém-PA)

3) William Silva Iack

1º Vice-presidência (Sul)
1) Ival Teodoro da Silva (S. José dos Pinhais-PR)

2) Ubiratan Batista Job (Porto Alegre)

2º Vice-presidência (Centro-Oeste)
1) Sebastião Rodrigues de Souza (Cuiabá)
2) Sóstenes Apolos da Silva (Brasília)

3º Vice-presidência (Norte)

1) Gilberto Marques de Souza (Ananindeua-Belém-PA)
2) Jonatas Câmara (Manaus)

3) Leonardo Severo da Luz Neto

4º Vice-presidência (Nordeste)
1) José Antonio dos Santos (Alagoas)
2) Pedro Aldi Damasceno (Maranhão)

5º Vice-presidência (Sudeste)
1) Elyeo Pereira (Rio de Janeiro- Ceader)

2) Temóteo Ramos de Oliveira (Rio de Janeiro-Confraderj)

1º Secretário (Sul)

1) Nilton dos Santos (Santa Catarina)

2) Perci Fontoura (Paraná)

2º Secretário (Centro-Oeste)
1) Antonio Dionizio da Silva (Campo Grande-MS)
2) Lucas Araújo de Souza

3º Secretário (Norte)    

1) Oton Miranda de Alencar (Amapá)

2) Pedro Abreu de Lima

4º Secretário (Nordeste)
1) Roberto José dos Santos (Recife)

5º Secretário (Sudeste)
1) Isaias Lemos Coimbra (Nova Iguaçu-RJ-Ceader)
2) Jonas Francisco de Paula (Paracambi-RJ-Comaderj)

3) Nilson Alves Filho

1º Tesoureiro (Sudeste)

1) Josias de Almeida Silva (Cubatão-Comadespe)
2) Ivan Pereira Bastos (Espírito Santo-Confrateres)
3) Reginaldo Cardoso dos Santos

2º Tesoureiro (Sudeste)
1) Nehemias Gaspar de Araújo
3) Álvaro Alén Sanches (Uberlândia)

CONSELHO FISCAL

1ª Região (Sul)

1) Isaias Cardoso dos Santos
2) Jerônimo dos Santos
3) José Polini (Paraná)

2ª Região (Centro-Oeste)

1) Geovani Neres Leandro da Cruz
2) Juvanir de Oliveira (Cuiabá)
3) Rinaldo Alves dos Santos (Brasília)

3ª Região (Norte)

1) Isamar Pessoa Ramalho (Boa Vista-RR)
2) Joel Holder (Porto Velho-RO)

4ª Região (Nordeste)
1) Antonio José Dias Ribeiro
2) Israel Alves Ferreira (Salvador-Bahia)
3) José Francisco Ferreira

5ª Região (Sudeste)
1) Edson Eugênio Vicente
2) Luiz Cezar Mariano Silva
3) Paulo Lopes Correa (Ilha da Conceição-Niterói)
4) Samuel Rodrigues (Jandira-SP-Ciadespel)

Gostaria de receber informações complementares das regiões e respectivas convenções regionais dos candidatos, que aparecem sem tais identificações.

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Saiu nesta quarta-feira, a sentença da 20ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, sobre o processo movido por Xuxa Meneghel contra a Igreja Universal. A igreja de Edir Macedo terá que indenizar a apresentadora em R$ 150 mil por publicar no jornal interno que ela teria “pacto com o demônio”. As informações foram confirmadas pela assessoria de Imprensa do Palácio da Justiça do Rio de Janeiro.

A sentença diz, em resumo, que a publicação terá que divulgar na primeira página da próxima edição uma retratação com os seguintes dizeres: “Em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24/08/2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões”.

Entretanto, o pedido de danos materiais foi negado e cada parte terá que arcar com as despesas do processo. Segue abaixo a sentença:

“Julga-se parcialmente procedente o pedido autoral, tornando definitiva a tutela antecipada concedida à autora, condenando a ré a publicar, na primeira página da próxima edição após o trânsito em julgado da presente demanda, do mesmo periódico, por ordem deste Juízo o seguinte: em desmentido da publicação do exemplar 855 de 24/08/2008, Maria da Graça Xuxa Meneghel afirma que tem profunda fé em Deus e respeita todas as religiões; condena-se ainda a ré a pagar à autora, como danos morais o valor de R$ 150 mil, com correção monetária desde a data da sentença e juros legais desde a data da publicação jornalística (ato ilícito)”, diz o documento.

“Julga-se improcedente o pedido de danos materiais. Com relação às custas e despesas processuais, bem como em verba honorária, ficam estas dirimidas entre as partes, na forma do artigo 21 do CPC. Transitada esta em’ julgado, nada mais requerendo as partes, dê-se baixa e arquivem-se os autos”, conclui a sentença (Colaboração do amigo, doutor Cláudio Dias).

Embora o texto do resumo da sentença não deixa claro se houve desmentido por parte da autora, também a Universal não comprovou a acusação e acaba condenada por publicar a questão (tomada por insinuação) em seu jornal.

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Partiu hoje (8-set-12) para a Eternidade, pastor Elyseu Queiroz (foto), aos 102 anos de idade. Seu corpo será sepultado amanhã e o culto fúnebre ocorre na AD em Jundiaí (SP), presidida pelo pastor Esequias Soares.

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Uma linda história!

Homem inteligente, estudioso, atualizado e autodidata, pastor Elyseu converteu-se ao Senhor lendo a Bíblia. Até então ele nunca tinha visto uma. Seu irmão Sérgio Queiroz, um jornalista, possuía muitos livros em sua biblioteca. Por curiosidade, Elyseu encontrou entre as peças um livrinho meio amarelado escrito Bíblia. Era a Bíblia de Figueiredo (tradução de Figueiredo). Ele perguntou ao irmão:

– Sérgio, e este livro aqui…, o que é?

– Isto aí é uma Bíblia. Aí tem histórias de como foi criado o mundo, respondeu-lhe seu irmão.

Era jovem com quase 20 anos. Passei a ler aquela Bíblia a gostar e a ler Novo Testamento.

Seu irmão era católico romano e deu-lhe uma explicação, indicando-lhe a leitura do Novo Testamento, mas como jornalista:

– Isso aqui não tem mais valor, disse do Velho Testamento.

Mas eu gostei das histórias do Velho Testamento e li tudo. Certa vez fui à missa, com ele, lá em Água Branca (AL), sede do romanismo, um templo muito grande. Todo mundo se ajoelhou na hora em que o padre levantou aquela hóstia. Fiquei em pé encostado numa janela. Ao chegar em casa, meu irmão exortou-me:

– Mas Elyseu que papel você fez! Você foi à igreja, todo mundo se ajoelhou e você ficou em pé?!

– Olha, Sérgio, aquele livro que você me deu e que estou lendo, diz que é pecado se ajoelhar diante dessas coisas (referi-me aos ídolos).

– Se é para você fazer isso não vá mais à igreja, devolveu-me ele.

Morávamos na Fazenda Corredores, entre Água Branca e Delmiro Gouveia. Ali não havia crente e tampouco igreja. Não tinha nada. Após casar-me, mudei para a cidade de Delmiro Gouveia. Fomos morar vizinhos de um alfaiate de nome Raimundo Alencar. Ele era crente e me ganhou para Jesus.

Perseguição

Com sua conversão a Jesus, a perseguição não deu trégua. Dono de uma mercearia, Elyseu de Souza Queiros teve de vender seu estabelecimento porque ao se converter a Cristo passou a ser perseguido pela Igreja Católica Romana e ninguém mais comprava em sua mercearia. O jeito foi vender e aprender a profissão de alfaiate.

Frei Damião levantou perseguição contra mim e até rezou uma missa de corpo presente, antecipando minha morte e ainda ordenou que ninguém comprasse meus produtos. Os meus parentes chegaram a chorar. Meu pai, Pedro Queiroz, era muito conhecido na cidade. Por causa da perseguição ele ficou bravo. Então escrevi uma carta ao frei Damião, declarando que eu era uma ovelha perdida (do rebanho dele). Dizia que se ele viesse à minha casa e provasse que eu iria para o Inferno por ser crente, na mesma hora deixaria de sê-lo. Ele não quis aceitar o desafio, com a desculpa de constituir-se desaforo visitar a casa de um protestante. Entretanto usou a carta para fazer propaganda contra mim. Mostrou ao povo, a carta como um desacato. O povo passou a me odiar por causa daquela carta.

Com o desafio ao temido frei Damião, homem perseguidor aos cristãos, que surgiam na época, e até hoje idolatrado por meio de uma gigantesca imagem-ídolo, Elyseu teve de abandonar o comércio. Seu pai, embora católico romano mostrou-se irritado com a injustiça e sua mãe acabou também se convertendo ao Senhor.

Meu pai era católico daquele jeito: que briga, que mata, mas minha mãe era muito católica, porém, quando se converteu ao Senhor as imagens de santos católicos jogou-as fora.

Diante da situação, o jeito foi ouvir o conselho do irmão Raimundo, um alfaiate:

– Elyseu, se você ainda tem um dinheirinho eu te ensino o ofício de alfaiate e vamos trabalhar de sociedade, pois na venda não dá mais.

Então acabei com a venda. Vendi tudo ao meu irmão Adão, quase de graça e fui aprender o ofício de alfaiate. Cheguei a fazer roupas para os bandidos de Lampião. Eles iam em minha casa, mas nos respeitavam muito.

Àqueles que iam fazer roupas conosco pregávamos o Evangelho. Especialmente o Raimundo, pois eu era mais novo na fé, mas Raimundo não deixava de falar de Jesus. É possível que algum dos cangaceiros tenha até se convertido.

Raimundo tinha um irmão, chamado José Vieira Alencar, que mudado para o Rio, no bairro Irajá. Ele gostava de escrever poesias. Ele aconselhou-me:

– Olha Elyseu, você já sabe tudo de alfaiate. Agora já pode mudar para São Paulo e fazer sua vida.

Atendi ao conselho do amigo, vendi minha casa também ao meu irmão Adão e mudei para Marília (SP). Encontrei-me com parentes de Raimundo. Permaneci a realizar cultos em minha casa, dirigidos pelo pastor Alfredo Rudzit, um lituano que morava na colônia de Varpa, município de Tupã (SP). A partir daí nasceu o trabalho em Marília. Nesta mesma cidade comecei a minha vida espiritual.

Início ministerial

Comecei fazendo cultos em minha casa. Como o trabalho cresceu tivemos de alugar um salão. Depois surgiu o templo, com pastor Joaquim Marcelino da Silva. Ele mudou-se para Marília sob o consentimento do pastor Cícero (Canuto de Lima). Depois seis meses em Catanduva (SP) com João Alves Corrêa. Com sua esposa Eunice Cavalcante realizava evangelismo e visitas a irmãos, sob intenso frio, que na época, congelava os ossos.

Depois em Votuporanga (SP), em 1950, quando realizou um trabalho exaustivo, durante os 11 anos de pastorado, às vezes a pé outras vezes a cavalo. Durante o dia eu cortava o tecido e à noite fazia da máquina de costurar um púlpito, para a pregação do Evangelho em minha casa. Na época, pregava para meia dúzia de crentes, mas dava início ali a uma igreja. Em seguida, no ano de 1961, no mês de março, assumiu a igreja em Jundiaí.

Já em Maceió, sua terra natal, trabalhava como diácono com pastor João Nunes. Em Marília fui consagrado ao presbitério e depois ao ministério pelo pastor Alfredo Rudzit. Nesse tempo, o irmão Cícero Canuto de Lima já morava em São Paulo e esteve presente em minha consagração. Fui consagrado pelo pastor Cícero, em maio de 1950. Fui diácono, presbítero, dirigente e fundador da banda, em Marília.

Proteção divina

Quando trabalhava em Álvaro de Carvalho (na região de Marília) e estava ainda para ir para Votuporanga, realizava cultos em minha casa. Eu tocava clarinete e minha esposa bandolim.

Nesse tempo, às vezes fazia o percurso de 21 quilômetros, entre Álvaro de Carvalho e Garça, a pé e vê outra corria para pegar o trem.

Havia um português chamado Antônio Cavalaria e alugamos um salão para a realização de cultos, próximo à sua casa. Então vieram os vadios e durante o trabalho começaram a fazer barulho para atrapalhar o culto. Tudo isso estava sendo feito em combinação com o próprio delegado de Álvaro Carvalho, de nome Ladislau. Telefonei ao doutor Benedito de Carvalho, delegado muito bom da cidade de Garça, a 21 quilômetros de Álvaro de Carvalho. Havia muita gente, mas o trabalho estava tumultuado. O delegado Benedito chegou, passou um sabão no delegado da cidade e mandou continuar o culto com liberdade.

Outro fato diz respeito a um homem de nome Geraldo, que zombava dos crentes. Dizia que iria comer nossa carne, mas acabou ficando louco.

Articulista do Mensageiro da Paz

Numa época de dificuldades pastor Elyseu se esmerou e tornou-se autodidata.  “Era tudo muito difícil. As Bíblias não tinham concordância, não tinha nada… Hoje temos muita facilidade”. Chegou a ser articulista do Mensageiro da Paz, na mesma época de outros homens reconhecidos no meio literário das ADs, como Alcebíades Vasconcellos, João Pereira de Andrade e Silva e Emílio Conde. Naquela época, os escritores eram João de Oliveira, Alcebíades Vasconcellos, Emílio Conde e eu. Também escreveu vários livros e ministrou aulas de Teologia”.

Irmão Cícero (como os pastores eram chamados e não propriamente de pastor e jamais de chefe), pedia-me para escrever no Mensageiro da Paz contra a Teologia.

Um dia falei-lhe:

– Irmão Cícero, não é assim… O senhor é um teólogo. Teologia é estudo das coisas de Deus. O senhor é o maior teólogo do Brasil.

Ele ficou todo entusiasmado.

E disse-lhe mais:

– Eu não posso escrever contra, por que Teologia é o estudo acerca de Deus.

Meios de comunicação e caprichos humanos

Em outra crítica, falou de pastores daquele tempo e resistentes à utilização dos meios de comunicação para a pregação do Evangelho. Muitos proíbem até a televisão. Aqui em casa tenho tudo isso e ainda fazemos uso da internet. A Assembleia de Deus é uma igreja desenvolvida. Não podemos levar a igreja para 1910, embora no sentido espiritual a obra não mude: Vemos batismos no Espírito Santo e curas divinas.

Quanto ao pecado de adultério e divisões sempre existiram, como no caso da Assembleia de Deus em Madureira (RJ). Li certa vez, em um artigo do Mensageiro da Paz em que um obreiro falava da saudade de sua igrejinha. A este eu digo: Se o problema é querer uma igrejinha e só ir para o interior. Hoje em dia as igrejinhas estão do mesmo jeito; os líderes é que mudaram.

São pensamentos retrógrados como este que emperram o crescimento da Igreja, como as barreiras criadas por pastores que falam que se a mulher cortar a ponta do cabelo não entra no Céu. Onde ele achou isso na Bíblia? O Velho Testamento não trata de cabelo de mulher e se fosse falar em barba aí sim tinha muito. A Bíblia fala que a mulher deve trajar-se modestamente. Para o homem ter o cabelo crescido é desonra; para a mulher é honra. É questão de honra e não de mandamento. É claro que a mulher não deve cortar cabelo como homem.

Portanto os novos obreiros devem se prender às coisas espirituais e deixar os costumes que prejudicam de lado.

Igreja em Jundiaí

Um ano após a igreja se estabelecer na capital paulista, em 1928 o pioneiro Daniel Berg deu início à obra em Jundiaí, embora de forte domínio católico romano, figura como a primeira cidade do interior a receber a AD, após São Paulo. A história nessa cidade começou com Adolfo Godoy. Embora fosse membro da Congregação Cristã no Brasil, morava nos fundos da congregação da AD e trabalhava como zelador do templo, em São Paulo.

Após a experiência de cura divina Adolfo passou a frequentar a AD e ainda convidou o missionário Berg para visitar seu irmão, Gabriel Godoy Moreira na cidade de Jundiaí. Este homem era católico devoto e curandeiro espírita, embora fosse membro da Confraria de São Benedito. Tanto que durante as procissões percorria a cidade a carregar seus santos pendurados ao pescoço. Por consertar instrumentos musicais, era conhecido como Violeiro e também respeitado por vizinhos e amigos.

Em 1923, antes de o missionário chegar, ele já havia recebido uma Bíblia. Isso acabou levando-o a uma Igreja Batista, quando se entregou a Jesus e logo foi batizado. Depois, em busca da ação mais efetiva do Espírito, passou para a Igreja Congregação no Brasil e, então, foi batizado novamente, conforme procedimento padrão dessa denominação cristã.

Porém, no ano de 1928, ao receber seu irmão, missionário Daniel Berg e conhecer toda a história da novel igreja, bem como os testemunhos da ação do Espírito Santo, se interessou e, desde então, deu-se início às Assembleias de Deus em Jundiaí.

Depois de décadas, a igreja precisou de alteração de seus rumos, o que ocorrera após pastor Cícero Canuto de Lima assumir a AD em São Paulo, em 1946. Fora designado para Jundiaí, pastor Juvenal Roque de Andrade. Este paraense pastoreou a AD em Porto Velho de 1939 a 1943 e, no ano seguinte, plantou a obra em Cáceres (MT) e Campo Grande (MS).

As buscas por autonomia criou ambientes de hostilidades na igreja e isso vez com que pastor Cícero enviasse à cidade, para acabar com a divisão e integrar a todos a um só grupo, pastor Carlos Assumpção. O pastor seguinte, a partir de 1952 e proveniente de Pompéia, região de Marília (SP), foi Antônio Simões.

Com a necessidade de pastor Antônio Simões afastar-se, a igreja passou por novo período de luta. Foi então que em 1954, pastor Cícero enviou para a cidade o pastor de Campo Grande (MS), Alfredo Rudzit.

Homem atualizado e desprendido

Elyseu Queiroz nasceu em Água Branca (atual Delmiro Gouveia) em Alagoas. Casou-se com Eunice Cavalcante de Souza Queiroz, já falecida, com quem teve cinco filhos: Sérgio, Joel, Jaziel, Elizabete e Rubens.

Mesmo quando estava com quase 90 anos e jubilado, praticava exercícios com caminhadas de até cinco quilômetros, duas ou três vezes por semana.

Dirigiu a igreja em Jundiaí durante 35 anos e depois fez algo que causou admiração em todo o Estado de São Paulo, pois há pastores que estando como estou não entregam o trabalho. Só depois de morrer. Depois é aquela dor de cabeça, pois cada um quer tomar a igreja. Eu fiz diferente. Vi que pastor Esequias Soares da Silva era um moço inteligente e o preparei. Depois fui ao pastor José Wellington e falei da minha vontade de passar a igreja ao pastor Esequias. Eu quero continuar cooperando e orientando. Hoje eu fico contente porque o trabalho tem florescido.

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