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Archive for 21 de abril de 2012

“E ao anjo da igreja que está em Esmirna, escreve: Isto diz o primeiro e o último, que foi morto, e reviveu: Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que se dizem judeus, e não o são, mas são a sinagoga de Satanás. Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte” (Ap 2.8-11).

Abrangência/época: De100 a 312 (Ap 2.8-11).

Significado: Anestésico (Sofrimento).

Fato crítico: Não há.

Elogio: Suporta a perseguição.

Exortação: Sê fiel até a morte.

Galardão ao que vencer: Não morrerá.

Significado histórico: Auge da perseguição romana.

Identificação – Esmirna localizava-se na Ásia Menor, a cerca de 40 quilômetros ao norte de Éfeso e constituía-se rival desta. Possuía o principal porto da Ásia, voltado para o comércio do Mar Egeu. Fundada por volta do ano 1000aC e destruída 4 séculos depois pelos Lídios. Reconstruída por volta de 300aC, por Alexandre, o Grande. Pode-se ver ainda hoje as ruínas da antiga cidade, na moderna Izmir (de Smyrna), na Turquia.

Nela, segundo comentários da Bíblia de Estudo – Aplicação pessoal, havia uma luta interna entre judeus, que se opunham aos cristãos, e cidadãos que eram simpáticos ao domínio romano e à adoração ao imperador. Dado essa identidade peculiar, as perseguições eram frequentes.

Seu principal e talvez primeiro bispo fora Policarpo (de 70 a 160dC), natural da cidade e discípulo de João e, segundo a história, morto pela perseguição romana.

Por outro lado judeus, com uma grande colônia, ao se ajuntaram à adoração em suas sinagogas, serviam aos propósitos de Satanás e não aos de Deus, e acabavam por formar a “sinagoga de Satanás”, conforme a mesma fonte acima, que afirma ainda que a cidade era famosa por suas competições esportivas, mas a coroa final que o Senhor oferece – a coroa da vida (v10) – está acima do laurel que os competidores ganhavam – a coroa corruptível.

Em oposição a essa fidelidade, muito discutida na época, em função do domínio romano, o Senhor diz:

– “Sê fiel até à morte”, e dar-te-ei a coroa da vida” (2.10).

Esmirna mantinha inúmeros cultos e deuses com seus templos instalados no Monte Pagos – Apolo, Dionísio (Baco), Cibele: Representada em uma moeda e com uma coroa; Afrodite: a deusa da promiscuidade, da fecundação; Esculápio: Protetor da Medicina. Todos formavam uma verdadeira ‘sinagoga’ de Satanás, nome usado para nomear os judeus que se davam a tal adoração e, por conseguinte, perseguiam os cristãos.

Mirra – Esmirna deriva-se de mirra. Segundo Aurélio mirra é palavra de origem semítica; do grego myrrha. “Designação comum a duas árvores da família das burseráceas (Commiphora mallis e C. myrrha), originárias da África, cuja resina dimana por incisão e se usa como incenso e em perfumes, unguentos”. Também para embalsamar. Daí tem-se o contraste com o Cristo vivo:

– “E ao anjo da igreja que está em Esmirna escreve: Isto diz o Primeiro e o Último, que foi morto e reviveu”, 2.8.

Analgésico – Alguns preferem afirmar que Esmirna tem que ver com analgésico – que elimina a dor, elemento protetor natural ao homem. A dor faz com que fujamos daquilo que machuca, causa ferimentos e, portanto, dói. Se a criança coloca a mão no fogo, sentirá a dor da queimadura e a tendência natural é a de não fazer o mesmo novamente. O corte de uma faca, por exemplo, faz com que o cérebro humano emita reação semelhante.

Portanto, as pessoas acometidas de doença que elimina a dor necessitam de cuidadoso e constante acompanhamento para que não quebrem ossos, por exemplo. Quem não sente dor ao quebrar um órgão do corpo, poderá ser acometido de gangrena, em função da fratura e suas consequências não curadas, e morrer.

Pobreza – Esmirna era pobre, e conforme comentário de rodapé da Bíblia de Estudo Pentecostal (CPAD), o termo no original para designar a pobreza dessa cidade é ptocheia (que não possui nada). Esse termo indica alguém miserável, pobre por completo. O outro termo para pobreza no grego é peniah, que ou quem já possuí o essencial. “A pobreza dos cristãos em Esmirna era geral; economicamente, não tinham recursos, pois havia muitos escravos na igreja. Mas Jesus diz que eram ricos espiritualmente”. Enquanto Esmirna, uma igreja pobre é vista como rica; Laodicéia, que vivia em meio à riqueza é tida como pobre.

Perseguição – A Igreja naquela cidade vivia sobre constante perseguição, tribulação (aperto, pressão). Essa igreja passou pelo pior período da perseguição romana:

– “Não temas as coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de 10 dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”, 2.10.

Parece que essa perseguição de 10 dias, faz referência a 10 imperadores ou ao período compreendido de seus governos que abrangeu o tempo de aproximadamente 200 anos – período dessa igreja. Para Esmirna o conselho é: “Sê fiel até a morte”.

Tentação (Provação) – Testados como se testa metal (dokimazetô), cf  1Co 11.28: “Examine-se a si mesmo”, para ser aprovado, no grego dokimos (conversão real, sinceros, 1Co 11.19), em oposição a adokimos (reprovado).

APLICAÇÃO

I – JESUS, ÚNICO DEUS – É (o único) Deus Eterno e Criador (“o primeiro e o último”);

II – RESSUSCITOU – O único que foi morto e ressuscitou (“que foi morto, e reviveu”);

III – UNISCIENTE – (“Conheço as tuas obras, e tribulação, e pobreza”);

IV- SENHOR ‘DONO’ DE TUDO – (“mas tu és rico”);

V – TODO-PODEROSO – (“Nada temas das coisas que hás de padecer”);

VI – LEAL – (“Sê fiel até à morte”);

VII – VIDA ETERNA – (“dar-te-ei a coroa da vida”);

VIII – VITORIOSO – (“O que vencer não receberá o dano da segunda morte”).

A maioria das informações foi extraída do livro Fronteira Final (Escatologia), MESQUITA, Antônio, 2007, Fronteira Final, A Terra geme e chora, CPAD.

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Estudo sobre vacinas de DNA contra a dengue desenvolvido pelo Laboratório de Biotecnologia e Fisiologia de Infecções Virais do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\Fiocruz) acaba de ganhar o Prêmio de Incentivo em Ciência e Tecnologia para o SUS de 2011, na categoria tese de doutorado. O “Oscar da Saúde” – como é chamado pelo Governo Federal – foi o primeiro prêmio científico do IOC em 2012. O trabalho é de autoria de Adriana Azevedo e foi desenvolvido durante a Pós-graduação Stricto sensu em Biologia Celular e Molecular, sob a orientação da pesquisadora Ada Alves.

 

Na foto, da esquerda para a direita, Ada Alves e Adriana Azevedo que criaram a vacina contra a dengue com eficácia de 100%

A entrega do prêmio ocorreu nesta segunda-feira (16), em Brasília, durante a abertura do Encontro com a Comunidade Científica 2012. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou a importância da iniciativa no contexto das diretrizes políticas na área de pesquisa em saúde. “O país tem as mentes e os meios para produzir e até mesmo exportar conhecimento na área de saúde, e, por isso, precisamos prestigiar nossos pesquisadores”, declarou.

A tese, intitulada ‘Desenvolvimento de vacinas de DNA contra o vírus da dengue baseadas na proteína do envelope viral’, foi escolhida dentre 98 concorrentes. Dois enfoques orientam o projeto. O primeiro é o desenvolvimento de duas vacinas de DNA contra a dengue, batizadas de pE1D2 e de pE2D2. O segundo consiste na combinação da pE1D2 com uma estratégia vacinal diferente: o vírus quimérico febre amarela/dengue, desenvolvido pelo grupo do pesquisador Ricardo Galler, de Bio-Manguinhos. “A pE1D2 se mostrou bem protetora, mas quando combinamos as duas estratégias tivemos 100% de proteção nos ensaios pré-clínicos e uma resposta imunológica mais rápida. É uma metodologia inovadora e criada aqui na Fiocruz, com pedido de patente já depositado no Brasil e no exterior”, explicou Adriana.

De acordo com a orientadora e chefe do laboratório responsável, Ada Alves, o prêmio é uma ótima notícia. “Adriana vem se dedicando a esse estudo promissor por muito tempo e é importante que pesquisadores sejam reconhecidos e recompensados pelo seu esforço. Isso inspira mais interesse e mais dedicação”, disse. As pesquisadoras estimam que, até o final do ano, os testes em primatas sejam iniciados.

Fonte: Isadora Marinho, 19/4/2012, Comunicação/Instituto Oswaldo Cruz. 

http://www.fiocruz.br/ioc/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=1426&sid=32

Adriana é membro da AD em Fonseca

A mineira Adriana é membro da Assembleia de Deus em Fonseca, Niterói, liderada pelo pastor Celso Brasil. Crente fiel e amiga, é esposa do não menos inteligente, farmacêutico Flávio, grande amigo. São crentes participativos na obra do Senhor, com os quais tivemos a oportunidade de conviver.

Manifestamos nossa alegria e gratidão ao Senhor tanto pela descoberta quanto pela Adriana e sua orientadora. Parabéns!

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