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Archive for 9 de outubro de 2010

Caso Marina não defina sua posição, toda a sua conquista tornar-se-á inócua. Ela deve valorizar o seu triunfo e dar continuidade ao processo eletivo, para fazer valer o peso de sua base. Embora ela esteja, em parte, fora da disputa direta, constitui-se peça preponderante para a definição do segundo turno e, portanto, da eleição presidencial.

Neste momento, ela atrai para si a mais importante peça da história dessa eleição e, por isso mesmo, não deve fechar os olhos ou tomar a posição que lhe causará desgaste irreparável: ficar em cima do muro (agora sim!).

Postar-se neutra é abandonar a dinâmica e manter-se estática. Este não representa o seu perfil, mas aquela. Quanto ao lado a escolher, vejamos:

1) Ela saiu do PT por discordar de fatos concretos, que agrediram seus ideários.

2) Também foi exposta pelo Governo por meio de comentários de seu sucessor.

3) Sofre ainda resquícios das descaradas corrupções, alavancadas pelo Governo petista e sua turma, simplesmente por ter sido membro do citado partido, mesmo sem se contaminar.

4) O PT é um partido que pretende o poder a QUALQUER CUSTO e tenta estabelecer uma nova elite com meios escusos.

5) O PT deu mostras de suas intenções por meio de ensaios, como:

     A) mordaça à liberdade de expressão;

     B) imposição de limites ao Poder Judiciário;

   C) vistas grossas aos desmandos e corrupções, comandadas por membros do partido;

    D) apoio a líderes mundiais tiranos;

   E) não reconhecer publicamente fatos e tampouco punir membros comprovadamente corruptos etc.

Por fim, deve-se ter em mente que o recrudescimento do seu apoio se deu em função da rejeição à candidatura do atual governo petista, em especial a Dilma, e a única forma que isso se efetivaria, seria levá-la (ou Serra), para o segundo turno. Este seria o meio de inviabilizar a eleição – dita como certa, com ironia à Onda Verde do PV, pelo PT – de Dilma.

Portanto, o apoio a Dilma arrancaria o sopro que a elevou – verdadeiro Tufão, que a arrastaria para o lado oposto. Caso mantenha-se neutra, de forma quase que direta, estará indicando seu apoio a Dilma, contrariando a quase todo o seu eleitorado.

Resta então, sem nenhum esforço para qualquer cientista política analisar de forma positiva, o apoio à derrota de Dilma, por suas posições, partido, história e fantasmas que a rondam.

Tudo isto não é pessoalidade, mas representação da vontade de expressivos grupos.

Sem perder a cabeça, Marina deve ir pra Serra!

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