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Archive for 31 de março de 2009

O fato, a notícia e a fonte

 

Em função de pessoas que maldosamente foram iludidas por fakes (de fakefalso em inglês –, termo usado para denominar contas ou perfis usados na internet para ocultar a identidade real de um usuário), a ignorarem regras básicas, que regem a atuação jornalística, e considerando ainda o calor da disputa eleitoral da CGADB, com envolvimento tão notável, a ponto de causar espanto a membros dos TREs do Espírito Santo e do Rio Grande do Norte, para, em respeito a pessoas sérias, esclarecer (“Bomba” na eleição da Convenção Geral):

 

Atuo na área do Jornalismo há mais de 30 anos, conheço a Lei da Imprensa, o direito de resposta, a circunstância em que os dois lados devem ser ouvidos e seu peso na informação (no caso de uma afirmação).

 

Ao jornalista é facultado o direito de não expor sua fonte em determinadas circunstâncias, pois se isso ocorrer ele trairá a confiança da mesma, expondo-a nos casos em que o leitor jamais tomaria conhecimento. A notícia tem o peso do direito de o leitor saber aquilo que é de seu interesse e da própria informação.

 

Esta análise está justamente dentro das circunstâncias a que foi levada a disputa eleitoral da CGADB, pois passou a ter nuances de interesses semelhantes ao que se pratica na política secular.

 

Portanto, todas as pessoas que têm familiaridade com a leitura de jornais, revistas, blogs e outros meios de comunicação, sabem perfeitamente, que é uma prática comum e antiga. É assegurado o direito ao profissional de colher informações de bastidores, restritas a somente um grupo reduzido, e daí a necessidade de se manter a fonte protegida.

 

Isso ocorre constantemente no Blog Josias de Souza/Nos Bastidores do Poder (Folha Online) e na coluna Ancelmo Gois (O Globo), dentre outros.

 

A nota divulgada não teve endereço. O fato noticiado ocorreu e o peso da informação é sempre a recompensa do trabalho profissional. Todos os envolvidos são homens honrados e a nota, se o leitor lê-la sem partidarismo vai perceber isso, pois são enunciados valores pessoais e ainda o crédito da própria perspicácia política. O valor da informação está justamente na imparcialidade.

 

Outras informações que chegam ao nosso conhecimento, não são publicadas por questões de ética, de respeito e proteção à fonte, por falta de consistência, ou por não serem relevantes ao público-alvo.

 

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