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Archive for 18 de março de 2009

Acusados de Pedofilia em Catanduva conseguem hábeas corpus

 

Antônio Mesquita (acompanhei a audiência na Câmara, em Catanduva)

 

Os acusados de pedofilia Wagner Rodrigo Brida Gonçalves, médico e o empresário José Emanuel Volpon Diogo, denominados pela CPI da Pedofilia do Senado de depoentes, que estavam foragidos, conseguiram ontem (18/3), à tarde, hábeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. A intervenção do TJ de São Paulo causou mal estar aos presentes na Câmara dos Vereadores de Catanduva e indignação aos membros da CPI, senadores Magno Malta, presidente; Romeu Tuma, vice-presidente e o relator José Nery. 

CPI da Pedofilia ouviu depoimentos na Câmara Municipal de Catanduva

CPI da Pedofilia ouviu depoimentos na Câmara Municipal de Catanduva

Amanhã (19) os acusados e presos serão ouvidos a partir das 9h. Mães de crianças que sofreram abusos, dentre as quais algumas que nem mesmo têm seus nomes nos autos, também serão ouvidas.

 

Magno Malta disse que a decisão do TJ paulista causou-lhe muita tristeza. “O mandado está muito bem fundamentado pela juíza (Sueli Juarez Alonso), com fortes justificativas para justificar a prisão preventiva. Esse HC foi fundamentado no primeiro inquérito da CPI, sem os argumentos fortes constantes do trabalho seguinte”. Segundo o senador, “se qualquer desembargador debruçasse para ler os autos, choraria muito e não concederia o hábeas corpus”.  

“É um acinte a essa CPI. Eles podem escapar da prisão temporária, mas não de serem ouvidos pela Comissão”, reagiu o senador José Nery. Para ele a decisão do TJ não ajuda em nada, pois quando viram as imagens dos fatos, mostradas pela CPI, mostraram-se indignados, o que não se confirmou com o HC.

Malta afirmou que o advogado dos acusados é o mesmo que defendeu José Dirceu e que, portanto, conhece muito bem a Constituição, ao comentar a tentativa de impedimento de a CPI ouvi-los.  

O presidente da CPI da Pedofilia afirmou ainda que vai consultar o Jurídico da CPI para recorrer da decisão. “Porém, a CPI é coercitiva”, observou o senador, que iria pedir o empenho da Polícia Federal para encontrá-los para que, até às 14h de amanhã – prazo dado para que os acusados compareçam – sejam encontrados. 

 

 

A ação do TJ, por meio do desembargador Antônio Luiz Pires Neto, foi taxada de insensível, pois protege ainda mais pessoas poderosas e causa desconforto aos desprotegidos socialmente e que sofreram a ação criminosa. 

 

 

Alguns acusados recebem blindagem de representantes de órgãos da Comarca, que deveriam demonstrar interesse no esclarecimento dos fatos. Outros nem mesmo aparecem nas investigações, enquanto a firmeza da juíza da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Catanduva não passou sem ser notada. Conforme a advogada Marilene Contreras, que formaliza denúncias de mães de casos estranhamente desconhecidos, disse que há declarações de autoridades diante de mães-vítimas (fora dos autos), que comprometem a investigação, como: “A senhora está disposta a se expor?” Segundo Contreras ainda existem muitos casos que não foram contados nos autos. 

 

 

Alguns apostam que os presos abrirão a boca amanhã, pois na prisão sofrem ameaças, e fora também correrão riscos e não têm a mesma condição sócio-financeira e, por este motivo, foram presos.

Foto: www.camaracatanduva.sp.gov.br

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